História Between The Lines - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Assassinato, Drogas, Festa, Romance, Sexo, Traição
Visualizações 2
Palavras 1.132
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - You Ruin Everything You Touch


Fanfic / Fanfiction Between The Lines - Capítulo 7 - You Ruin Everything You Touch

   Eu os encontrei já fora do prédio, sentados na calçada. Erika passava as mãos pelas costas de Lexa, que por sua vez estava pateticamente abraçando os joelhos e escondendo o rosto. Will estava do seu outro lado, encarando o nada. Elliott estava de pé e foi o primeiro a me ver, fazendo os outros desviarem a atenção para mim também.

   Quando Lexa ergueu o rosto percebi como ela estava mais lixo do que imaginei. Seu cabelo, agora preso em um coque, estava desgrenhado e úmido de suor. Seus lábios estavam rachados e com resto de batom, os olhos inchados e vermelhos estavam marcados por olheiras e rímel. Pelo menos, isso explica o gasto excessivo em maquiagem.

   Lexa se levantou cambaleando e se apoiando em Will que acenou para mim com gratidão. Erika veio até mim enquanto andávamos em direção ao dormitório. Sem chance que Lexa se deixaria ir pra enfermaria.

   – O que ele disse? – Ela parecia acanhada. 

   – Fico devendo uma pra ele. – E ficaria mesmo. Ele poderia perder o emprego, e não só por essa vez. – E você?

   – Fico te devendo uma? – Ela sorriu e eu ri também. 

   – Por que não falou da festa dos Langston comigo? – Perguntei calmamente.

   – Tal... Eu não achei que com esse clima entre vocês...

   – Não fui eu que disse que queria que as coisas voltassem ao normal. 

   – Ela está mal. Não é só de você que ela está distante.

   – Não quer falar comigo? Ótimo. Mas não fique se drogando por aí pra depois pedir ajuda. 

   – Eu não pedi a sua ajuda! – Gritou Lexa se virando com raiva e cambaleando. Will tentou segurá-la mas ela afastou seu braço bruscamente. – Mas nãaao, aparentemente você tem uma necessidade biológica de se meter na vida dos outros. Especialmente na minha! – Ela caminhou até mim com o dedo indicador apontado para o meu rosto.

   – Você sabe que não é assim. – Disse mantendo a voz baixa. 

   – E como é então? – O sorriso cínico de Lexa aumentou e ela gargalhou baixo. Estava tão perto que podia sentir seu hálito de álcool e o cheiro de maconha impregnado nela. – Você arruina tudo o que toca. – Sussurrou amargamente.

   – Sempre arruinou. – Rosnou ente dentes. As lágrimas brilharam em seus olhos avermelhados e ela pressionou o dedo acusatório no meu peito múltiplas vezes. Eu não me movi, nem mesmo pisquei quando ela cuspiu tais palavras em mim, e muito menos quando ela começou a chorar de verdade.

 

   Quando conseguimos chegar ao quarto de Lexa, ela foi direto para o banheiro e vomitou. Erika prontamente foi consolá-la enquanto Elliott se dispôs a fazer café. Eu não queria falar com Will, mas Lexa simplesmente havia explodido e eu era a cega no tiroteio que não sabia de nada sobre os últimos dias.

   – O que tem de errado com ela? – Sussurrei para Will, encostado à porta do quarto. – Além do de sempre. – Meu tom o disse que eu não estava brincando. Lexa tinha problemas, mas isso estava passando do limite. Ela estava bem quando voltou.

   – A mãe dela teve outro ataque.

   Fiquei boquiaberta. Sarah Langston era tudo o quero uma mulher poderia querer ser, mas isso não significava que ela era sempre feliz. Ninguém ficou sabendo do seu estado de depressão até a sua primeira tentativa de suicídio há dois anos, e Lexa reagiu muito mal, como se esperava. Com o passar do tempo, sua mãe melhorou, mas ela só foi piorando. 

   – Ela estava melhor, mas quando a Lídia ligou... – Lídia era prima de Lexa. – Acharam ela quase desmaiando com o frasco de remédios na cama. Já recebeu alta. 

   – Pessoal. – Chamou Erika. – Deveríamos ir pra enfermaria.

   – Não. Não precisa. – Disse Lexa com a voz embargada e o rosto pálido. – Eu já estou melhor. 

   Elliott lhe entregou uma caneca de café enquanto ela se sentava na cama. Erika acenou para Lancaster e se afastaram para conversar. Will sentou na frente da namorada e parecia acalmá-la. Aparentemente meu trabalho estava feito. Me voltei para a porta e saí antes que alguém pudesse falar algo, não que eu pensasse que fossem.

   Lexa acha que pode simplesmente se afundar em drogas e bebida e depois culpá-las pelas merdas que fala? Sua vida não é perfeita, a de ninguém é, mas eu não jogo meus problemas para as pessoas ao meu redor.

   Quando cheguei ao meu quarto, tirei uma bolsa do armário e rapidamente arrumei algumas roupas e minhas coisas pessoais ali dentro. Erika mandou mensagem dizendo que cuidaria de Lexa e eu ignorei, ligando para um dos números nos meus favoritos. 

   – Luke? Eu mudei de ideia. Pode me buscar agora? 

 

   Após adiantar minha liberação na secretaria, o que demorou mais do que eu queria, me encostei na parede do lado de fora do prédio ouvindo música enquanto esperava por Deckard. Infelizmente, minha tranquilidade foi interrompida pela última pessoa que eu precisava ver.

   – Indo a algum lugar, gata? – Evan, como o demônio que é, surgiu do nada, se encostando ao meu lado. Seus fios loiros estavam molhados e ele parecia meio bêbado.

   – Vindo de algum lugar, peste? – Perguntei sorrindo. Ele abriu aquele sorriso felino.

   – A Lexa já está melhor? – Seu sorriso não caiu quando o encarei sério. 

   – Você consegue ser mesmo mais idiota do que eu pensei. Ela poderia ser expulsa. 

   – Eu sei, eu sei. Mas foi a emoção do momento. – Disse gesticulando dramaticamente. – Aliás, ela fica bem falante quando está feliz.

   – Como é? – Levantei uma sobrancelha.

   – Ela falou umas coisas bem interessantes. – Evan se colocou à minha frente e me cercou, apoiando os braços de cada lado da minha cabeça. – Nunca pensei que você fosse capaz de alguma coisa assim. 

   – Do que diabos está falando, Evan? – Vociferei. Ele se inclinou mais pra perto.

   – Cobertura da Erika. Ano Novo do ano passado. – Meus lábios se entre abriram, mas me forcei a ficar séria. Ele só pode estar blefando. – Acha mesmo que o Peter merecia aquilo? 

   Sua voz penetrou a minha alma. O nome dele. O maldito nome dele. Lexa não podia ter sido tão burra. Não pro Evan. Qualquer um menos o Evan. 

   – Algum problema aqui? – Uma voz grave e autoritária fez Evan se afastar de mim em um segundo. 

   Deckard o olhou de cima a baixo e depois para mim. Lágrimas surgiram, mas não deixei que caíssem. Fechei os olhos, mas vi quando um segundo depois Evan foi despachado com um olhar fuzilante e saiu de cabeça erguida. Luke pegou minha bolsa do chão e colocou uma mão nas minhas costas me guiando para o carro.

   Luke abriu a porta traseira para mim e deu a volta. Pela janela do carro, pude ver a janela do quarto de Erika e Lexa. A morena se aproximou e viu o carro, encarou por um tempo e depois fechou as cortinas.

   – Você está bem? – Perguntou o homem quando se sentou no banco do motorista.

   – Estou. 

   Eu não estava.


Notas Finais


Espero que tenham curtido
Favoritem e comentem ;)


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