História Between The Living Deads - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Eugene Porter, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, Michonne, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Shane Walsh, Sophia Peletier, Tyreese
Exibições 100
Palavras 1.746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capitulo 4


Em um piscar de olhos ele já não estava mais nos meus braços, as lágrimas e o desespero se transformaram em raiva e Daryl apontou a besta para T-dog, ao mesmo tempo Rick colou o cano de seu revólver na cabeça do meu caipira.

— Daryl Dixon, abaixa essa besta!- exclamei - Rick se você fizer algo..

— Eu não vou hesitar, não me interessa se todos os zumbis dessa cidade escutarem.. - ele me encarou.

Meu rosto esquentou, já não era mais raiva, era ódio que eu estava sentindo! Eu me aproximei lentamente e fiquei cara a cara com Rick Grimes. Quem ele pensava que era? Pegava o bonde andando e queria sentar na janela?

— Abaixa esse revólver, eu não vou hesitar em te empurrar aqui de cima se você fizer qualquer coisa que vá machucar Daryl. - olhei no fundo de seus olhos, séria.

O xerife abaixou sua arma sem desviar o olhar do meu, e o caipira também baixou sua besta, suspirei, lidar com homens era uma tarefa muito desgastante.

— Você tem um lenço ou algo?

T-dog puxou uma bandana de seu bolso e entregou a Daryl, este foi até a poça de sangue seca no chão e embrulhou a mão do irmão.

— Acho que a serra era muito fraca para as algemas.. - o caipira comentou – Isso não é uma droga?

— Merle é um cara forte.. - cruzei os braços – Você não pode negar.. pelo menos sabemos que ele ainda está vivo..

O loiro levantou carregando o pequeno embrulho e o colocou na mochila de Glenn.

— Ele usou um torniquete.. talvez o cinto dele – concluiu- Teria mais sangue se não tivesse usado.

Havia um rastro de sangue no chão que levava até uma porta aberta, armada com a faca, entrei no local, tinha alguns armários do tipo que se via em vestiários e então escadas que levavam para os outros andares abaixo. Dixon gritou “Merle, você está aqui?”, mas nenhuma resposta foi obtida, descemos a escadaria e passamos por um corredor neste havia várias salas, peguei uma zumbi desprevenida e cravei a faca em sua cabeça.

— Ele estava forte o bastante para derrubar esses dois idiotas.. - Daryl olhou para duas daquelas coisas mortas no meio do caminho. - Com uma mão só!

— Seu irmão é o idiota mais durão que eu conheço – ri.

— Qualquer um pode desmaiar de falta de sangue, não importa o quão durão seja. - Rick resmungou e eu revirei os olhos.

O sangue nos guiou até a cozinha, mais especificamente até o fogão, o cinto estava ali e algo me chamou a atenção, uma chapa com alguma coisa grudada em si.

— O que é essa coisa queimada? - Glenn perguntou curioso.

— Pele. - meu rosto se retorceu em uma careta.

— Ele cauterizou o corte. – o xerife deduziu.

— Eu disse que ele era durão – Daryl se gabou de um jeito tímido e infantil – A única coisa que pode matar o Merle é ele mesmo..

— Ele perdeu muito sangue..

— É? - o caipira o cortou – Isso não o impediu de sair dessa armadilha mortal.

Daryl encontrou uma janela quebrada, nos cacos um pouco de sangue.

— Ele saiu do prédio? Porque ele faria isso? - indagou Glenn.

— Até onde ele acha, ele está sozinho.. Fará o que for preciso pra sobreviver..

— Você chama isso de sobreviver? - T-dog questionou olhando para mim – Caminhar na rua ferido e possivelmente quase desmaiando. Quais as chances que ele tem?

— Melhor do que ser algemado e abandonado por vocês! - Dixon rosnou.

Enfiei a cabeça pelo buraco no vidro e observei uma escada de metal por onde Merle provavelmente havia descido. Quando me dei de conta xerife e o caipira tinham começado a discutir, levei a mão a testa, “Meu deus, o que eu fiz pra merecer isso?”.

— Eu vou buscar ele!

— Daryl, espera! - Grimes o empurrou.

— TIRA AS SUAS MÃOS DE MIM!

— Eu entendo, ele é família e eu passei pelo inferno pra achar a minha. Eu sei exatamente como você está se sentindo, ele não vai longe ferido dessa maneira. Nós podemos ajudar a procurar por algumas quadras, mas só se você ficar frio.

Daryl me encarou, provavelmente buscando por algum tipo de resposta, “Relaxa” mexi os lábios sem emitir som.

— Ta.. eu consigo isso..

Rick então se virou e encarou a todos esperando pela aprovação de sua ideia.

— Só se nós pegarmos as armas primeiro, eu não vou andar pelas ruas de Atlanta munido só de boas intenções. - T-dog complementou e eu achei graça;

Largamos nossas coisas em um laboratório, o local devia ser uma universidade ou algo do tipo. Cruzei algumas salas cautelosamente e encontrei algo em cima de uma mesa.

— Glenn! Podemos fazer um plano… - sacudi a caneta no ar assim que cruzei a porta. - Como nos velhos tempos.

ALGUNS MINUTOS DEPOIS

— Você não vai fazer isso sozinho. - o semblante de Rick era preocupado.

— Até eu acho que é má ideia e eu nem gosto de você.- Daryl opinou.

— É uma boa ideia se vocês ouvirem!

Digamos que eu e Glenn éramos as pessoas mais criativas para esse tipo de coisa, nossa ideia parecia meio suicida, mas tínhamos certeza que daria certo.

— Se sairmos por ai em grupo seremos lentos e vamos chamar atenção – o moreno começou – Se eu for sozinho sou mais rápido! Olhe, esse é o tanque – colocou uma pecinha preta no chão onde havíamos desenhado as quadras da cidade – Está a 5 quadras de distância. - jogou um papel amassado do lado da peça preta – essa é a sacola de armas! Eu te levei nesse beco quando nos encontramos – apontou com o dedo, era exatamente uma rua atrás de onde a sacola estava. - É por onde Daryl, eu e Vic vamos.

— Porque eu?

— Sua besta é mais silenciosa que a arma dele – apontei para o revólver.

— Enquanto Daryl e Vic esperam aqui no beco – mais uma pecinha, uma que agora representava nós dois – eu corro até a rua e pego a sacola.

— E onde nós ficamos? - Rick indagou.

— Você e T-dog ficam aqui.

— Duas quadras de distância? Por quê?

— Eu posso não ser capaz de voltar pelo mesmo caminho, os zumbis podem estar lá. Se isso acontecer eu não vou voltar para Vic e Daryl. Irei em frente até onde vocês estão.

— Por qualquer direção que ele vá, vai estar coberto, depois disso é só voltar pra cá. - finalizei.

Todos pareciam surpresos, sorri satisfeita, o plano era perfeito!

— Hey garoto, o que você fazia antes de tudo isso? - Dixon semicerrou os olhos, curioso.

— Entregava pizzas.. Por quê?

Todos se encararam como se não acreditassem, era difícil mesmo, até eu admitia, mas Glenn e eu tínhamos essa imensa facilidade em organizar planos de rotas e fugas. Voltamos para o telhado e pulamos para o prédio próximo, descemos um de cada vez as escadas de ferro, eu não tinha problemas com altura, mas só de pensar que eu estava pendurada em uma escada enferrujada me deu uma vertigem. O beco estava limpo, chegamos até a cerca que fechava a entrada do mesmo e nos posicionamos atrás de uma lixeira, havia alguns zumbis distraídos na rua.

— Você tem muita coragem para um chinês.. - Daryl armou sua besta.

— Sou coreano.

— Tanto faz. - deu de ombros.

Glenn se preparou e então sumiu de nossas vistas, inspirei e prendi o ar, tensa. O plano era praticamente perfeito, mas sempre havia chances mesmo que mínimas de que ele fosse mordido e eu não ia me perdoar se algo acontecesse.

— Relaxa.. - a voz rouca do loiro soou baixa. - Se ficar tensa e pensando em todas as merdas que podem acontecer vai ficar desatenta.

— Não é fácil ser a pessoa que deu a ideia, se ele morrer..

— Ele não vai – me calou – é um garoto esperto e você não o forçou a fazer nada disso.

Assenti, voltei minha atenção para a rua, minhas pernas estavam começando a ficarem doloridas pela posição que eu estava. Espera ai, eu estou ouvindo.. Passos! Daryl e eu imediatamente levantamos, mirando nossas armas na direção do som que vinha do lado oposto ao qual Glenn tinha saído. “Ei.. é um.. garoto?”.

— Wow, não atirem em mim! O que querem?!

— Procuro o meu irmão, ele está machucado! Você o viu?

— AYUDENME! - gritou desesperado em vez de responder.

— Cala a boca! Vai atrair os zumbis! - exclamei exacerbada.

— AYUDENME, AYUDENME! - avancei sobre ele e acertei um soco forte o suficiente para derrubá-lo.

Mas ele continuou gritando, mesmo depois de caído no chão. Sentei em cima de sua barriga e enquanto tapava sua boca com uma mão, tentava segurar as dele com a outra.

— Cala a boca, cala essa boca!

Distraída em segurá-lo não percebi quando dois homens, ambos mexicanos, invadiram o beco e começaram a bater em Daryl, um deles me tirou de cima do garoto e me jogou no chão.

— Mas que porra!? - tirei o cabelo do rosto.

Levantei apressada e voei nas costas do cara que estava BATENDO NO MEU CAIPIRA COM UM TACO DE BASEBALL, comecei a socar seu rosto com meus punhos, eu queria o sangue dele nas minhas mãos!

— TIRA ESSA VAGABUNDA DE CIMA DE MIM! - ele se virou e lá estava Glenn, ele tinha acabado de chegar e estava paralisado com a bolsa nas mãos. - A MALA, PEGA A MALA CATO!

— GLENN, CORRE! - gritei.

O filho da puta se jogou contra a parede, batendo a minha cabeça com força e fazendo com que eu o soltasse, antes de ir até o pequeno coreano ele me acertou um soco na boca. Ambos pegaram Glenn e começaram a bater nele. Daryl levantou-se do chão e disparou uma flecha bem na bunda do cara que se chamava Cato. Com dificuldade puxei a pistola e me ergui, eles já estavam com meu melhor amigo na calçada.

— DARYL, VIC! VIC! VIC! - berrou enquanto o enfiavam dentro do carro e partiam em alta velocidade.

— VOLTEM AQUI SEUS FILHOS DA PUTA! - antes que eu pudesse correr para o meio da rua Daryl, com o rosto vermelho de raiva e também gritando me puxou e fechou a grade. - SEU DESGRAÇADO! - me voltei para o garoto que eles haviam deixado.

— HEY, HEY, HEY! - o xerife e T-dog chegaram. - PARE!

— EU VOU QUEBRAR A SUA CARA! - Daryl gritou enfurecido.

T-dog segurava o moleque contra a parede enquanto Rick barrava Daryl e eu.

— Eles pegaram o Glenn! Esse desgraçado e os amigos dele!


Notas Finais


Comentem lindas!!


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