História Between Truth and Lies - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camila G!p, Camilag!p, Camren, Lauren Jauregui
Exibições 456
Palavras 1.753
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


hey

Capítulo 20 - Twenty


CamilaPOV

Eu olhava atonica para Chris segurando uma arma na porta com a maior naturalidade. Na verdade, eu estava me cagando de medo.

Ver seu cunhado com uma arma na mão, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo, na sua casa e ainda olhando com cara de deboche para todos os lados não é a melhor coisa que se acontece em sua vida.

Quando era Ariana que estava ali em pé, nos fazendo de refém eu não sentia tanto medo como estava sentindo agora.

Repassei toda minha vida, desde o dia que conheci Lauren. Tirando o casamento forçado, eu nunca havia feito ela sofrer e isso seria um ponto ao meu favor se Chris tentasse se vingar por alguma coisa, mas se ele não quisesse me ouvir, com certeza ele levaria em consideração tudo que eu fiz ele passar quando perdeu tudo pra mim no jogo.

Olhei pro corpo de Ariana no chão. Formando uma poça de sangue no chão brilhante da sala.  Havia um pequeno buraco em sua cabeça de onde vinha todo sangue. Chris fora certeiro.

— Que cara de medo é essa, Camila? – ele riu e caminhou até o sofá, onde se sentou. Eu e Lauren ainda estávamos deitados no chão. – Não vou te matar, a menos que você faça a Lolo sofrer.

— Eu... Eu... – gaguejei e me amaldiçoes por isso quando ouvi Lauren rir. Pigarreei antes de voltar falar. – Eu jamais faria isso. Ela é... Tudo pra mim.

— Eu sei disso. E fico feliz que não tenha que te matar. – Engoli em seco.

Levantei-me e ajudei Lauren. Ela sentou-se no sofá e eu sentei ao seu lado. O corpo de Ariana parecia ser apenas um enfeite na sala, ninguém estava ligando pra ela.

— Chris, como você ficou sabendo que Ariana estaria aqui? – Lauren perguntou, olhando toda feliz para o irmão. Eu também estaria feliz, se não continuasse com medo.

— Eu não sabia. – ele disse e olhou pro corpo, depois voltou seu olhar para Lauren. – Vim aqui para ver como você estava, já que você é uma irmã muito desnaturada e não aparece na minha casa para saber, pelo menos, se está tudo bem.

— Desculpe. – Lauren sussurrou e Chris sorriu acariciando a bochecha dela.

— Tudo bem Lolo. Eu sabia que você teria consulta no médico hoje, pois Sofia chegou gritando ontem, dizendo que seu filho seria um menino. – Nem me assustei, pois eu conhecia muito bem minha irmã e sabia que ela tinha esse dom de saber as coisas antes de todo mundo. – Ela contou que sonhou com isso, mas que só teria certeza quando você fosse ao médico, que no caso, foi hoje mais cedo.

— É um menino. – Lauren sorriu e alisou a barriga. – A coisa mais graciosa que eu já vi em toda minha vida.

— Mas você não viu... – Chris disse, mas não continuou, pois Lauren lançou um olhar matador pra ele. Ok, eu estava com muito medo dessa família.

— Continuando. – Ele sorriu e se largou no sofá. A arma continuava ao seu lado e eu estava vendo a hora que ele começaria a rir da minha cara e daria um tiro na minha testa também. – Calculei quanto tempo mais ou menos vocês demorariam em voltar e vim pra cá. Eu estava quase entrando quando ouvi a voz dela. Vocês foram espertos o suficiente para deixar a porta apenas encostada. Parabéns.

Ele disse com a voz séria e depois começou rir. Lauren juntou-se a ele e eu apenas olhei pro corpo de Ariana no chão.

Eu não entendia o porquê dela ser tão obcecada por mim... Tudo bem, eu sei que eu sou bonita e gostosa, mas eu já tinha deixado claro para ela que eu nunca mais iria ter nada com ela. Aquele caso de quase dez anos atrás foi uma inconsequência. Eu era uma criança. Coitada, agora não teria mais ninguém para atormentar a não ser o encardido [Demônio, diabo, ou qualquer outra coisa].

— E como você conseguiu a arma? – Lauren perguntou ainda se recuperando do ataque de riso.

— Depois que perdi nossos pais. – ele respirou fundo e eu passei a prestar mais atenção na conversa. Apesar de viver com Lauren, eu sabia pouca coisa sobre a morte de seus pais. – Eu passei a andar com arma no carro, eu vivi meio inseguro desde aquela época. Atirei na Ariana não só para salvar você, mas para também para vingar meus pais. Ela também é culpada por tudo que aconteceu.

Vi quando uma lágrima caiu do rosto de Lauren. Apertei-a em meus braços e comecei fazer carinho em seu cabelo.

— Não quero mais morar aqui. – ela disse de repente virando de lado e olhando para mim, depois de minutos de silêncio. – Não com a lembrança da Ariana morta no meio da minha sala.

— Tudo bem Lauren. Começarei procurar outra casa amanhã mesmo. – sorri e beijei sua testa.

— Acabou o sofrimento? – ela perguntou virando-se completamente pra mim e enlaçando meu pescoço, me puxando para mais perto dela.

— Acabou. – Sorri e selei nossos lábios.

LaurenPOV

Seis meses depois

Eu estava me sentindo gorda naquele vestido cumprido de madrinha que Sofia me fez usar no casamento duplo dela e de Ally com Bella e Chris respectivamente.

Eu estava com nove meses de gravidez e já não me aguentava mais em pé. Meu bebê estava muito pesado e chutava toda hora querendo sair dali o mais rápido possível. Ele poderia sair a qualquer hora e qualquer dor já era motivo de alarde de Camila. Acariciei meu menino por cima do vestido.

Camila enlaçou a minha cintura e me trouxe para mais perto com um sorriso lindo nos lábios. Beijou suavemente minha face enquanto Sofia e Bella prometiam amor eterno seguidos por Ally e Chris.

Quando o casamento acabou Camila não desgrudou nenhum minuto de mim na festa. Se eu ia beber água ela ia atrás com medo de que algo acontecesse comigo nesse pequeno trajeto.

Havíamos nos mudado. A casa era a coisa mais linda que eu já tinha visto naquela cidade. Os quartos eram espaçosos e bem confortáveis. O do bebê já estava decorado . O que demorou muito tempo para ser feito, já que eu e Camila nunca entravamos em um acordo.

Sofia também estava grávida de um mes. Se a baxinha já era maluca por natureza, grávida então... Coitado da Bella. Chris e Rosalie haviam entrado em um acordo e só teriam filhos depois de aproveitar bem o casamento e pelo o que eu conheço o meu irmão, isso iria demorar um pouco.

Sinuh  estava radiante. Sua família estava em paz e tudo estava dando certo. Seus netinhos iriam nascer em um leito de família muito amorosa e seriam cuidados com todo carinho do mundo. Traduzindo, todos iriam ser mimados por causa da vovó.

A empresa estava indo de vento em poupa. A parceria entre a empresa de Camila, que agora era a presidente – com a que Chris assumiu a presidência – a que era dos pais da Ariana – está muito forte. E com a fusão, ambas vem ganhando mais e mais espaço no mercado do exterior, já alcançando quase o primeiro lugar na America.

Resumindo, tudo, enfim, estava dando certo. Certo para gente, porque Ashton foi morto. O cara que Ariana contratou fez o serviço antes de chegar ao ouvido da polícia que Ariana havia sido encontrada morta, jogada dentro de um rio. Ninguém desconfia que tenha sido Chris.

A festa foi maravilhosa. Dancei, brinquei, ri muito com Chris e suas velhas e conhecidas palhaçadas e me diverti com minhas cunhadas. Mas como alegria de pobre durava pouco e eu tinha uma esposa chamada Camila Cabello, tive que ir embora, pois na opinião dela, não minha, eu estava cansada demais e precisava descansar.

Não querendo discutir, me despedi de todos e fomos embora. O caminho para casa foi silencioso, mas porque eu realmente percebi que estava cansada e sem vontade nenhuma de conversar. A última coisa que me lembro foi Camila ter me pegado no colo e levado para nosso quarto.

No outro dia, acordei sentindo pontadas na minha barriga e dores profundas. Camila estava ao meu lado e ressonava tranquilamente. Era domingo e o sol entrava timidamente pela janela. Tentei me levantar, mas a dor que senti foi pior que qualquer outra coisa.

Apoiei-me no cotovelo e olhei para minhas pernas. Arregalei os olhos e comecei arfar.

— Camila. – a sacudi suavemente e ela apenas se mexeu e resmungou alguma coisa. – Camila. – chamei novamente e nada. Tomei respiração profunda. – Camila.

Ela pulou da cama e olhou para os lados assustada.

— O que foi Lauren? – ela perguntou ainda procurando alguma coisa pelo quarto.

— A bolsa estourou. O bebê vai nascer. – eu sussurrei e ela arregalou os olhos.

— Ai meu Deus, meu filho vai nascer. – ela começou correr de um lado para o outro procurando minhas coisas e pegando uma roupa para eu vestir. – Lauren segura ele um pouquinho ai dentro.

Comecei a rir de seu desespero, mas uma dor cortante tomou conta de mim, fazendo me gritar.

­— Anda logo Camila. – eu disse entre um gemido e outro. As contrações estavam fortes.

Depois de reunir todas as minhas coisas e do bebê, Camila me vestiu, pegou no colo e me levou correndo pro carro. Deitou-me no banco traseiro e correu para o do motorista.

Gritei mais uma vez de dor e Camila me olhou assustada.

— Lauren, para com isso, estou ficando nervosa.

— É PORQUE NÃO É VOCÊ QUE ESTÁ AQUI MORRENDO DE DOR FILHA DA PUTA. DIRIGE LOGO ESSA PORRA DESSE CARRO.

Ela não disse mais nada, apenas dirigiu. A dor foi tão forte que em menos de cinco minutos a escuridão tomou conta da minha mente.

Acordei em um quarto branco, com Camila ao meu lado, olhando-me aflita. Sorri e acariciei seu rosto quando outra dor tomou conta de todo meu corpo. Camila agarrou minha mão com força e eu encravei minhas unhas nela.

Aquela dor era mais que sufocante. Parecia que eu não aguentaria.

— Camila eu não vou conseguir. – sussurrei.

— É claro que vai Lauren. Eu vou estar aqui do seu lado. O Doutor está vindo já. É só você ter paciência.

Outra contração tomou conta do meu corpo. Ela estava vindo em intervalos menores agora.

— Eu estou aqui Lauren. Calma. – Camila dizia palavras de conforto enquanto eu tentava, quase inutilmente me acalmar.


Respirei fundo e o Doutor Demitri chegou à sala. Colocou a luva e se aproximou da cama onde eu estava.

— Vamos começar Lauren? Você já está pronta.

Mais uma vez a dor e mais uma vez o grito. Meu filho ia nascer.
 


Notas Finais


:)


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