História Between Two Worlds - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Universo Alternativo
Visualizações 2
Palavras 901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Terceiro capítulo galera, esse ficou maior do que os outros.
Espero que gostem

Capítulo 3 - Estranha Descoberta


        Harlley on 

Outro dia começava, bem ensolarado... Isso significa calor de matar. Levantei da cama meio preguiçosa, mas a fome venceu a preguiça e eu fui pra cozinha, levando o diário comigo. Arrumei meu café e comecei a comer enquanto lia mais um pouco, não sou fã de leitura, mas achei o diário de Mary realmente interessante. Cheguei em outra parte sobre o tal espelho. Dizia:

"Ninguém pode e nem deve saber desse espelho bizarro. Arrumei um bom jeito de esconder ele, a parte do sótão acima do meu quarto foi isolada do resto do sótão. A única entrada foi colocada no centro do quarto e o espelho foi colocado lá em cima, apenas eu sei onde ele está e como ninguém sabe desse diário será sempre apenas eu que irei saber..."

Minha curiosidade foi à mil ao ler esse trecho, talvez o tal espelho ainda estivesse na casa. Fui olhar o centro de cada quarto, não tinha encontrado nada, então fui olhar no meu quarto e encontrei a porta que dava pro sótão. Ao subir e entrar naquele lugar completamente empoeirado, pude ver encostado na parede de frente pra porta o tal espelho. 

Voltei ao quarto e peguei um pano pra tirar toda a poeira de cima daquele espelho. Ao conseguir limpar completamente, percebi que meu reflexo não aparecia, apenas o chão empoeirado era visível. Aos poucos a imagem mostrada no espelho foi mudando e passou a ser um beco de uma rua qualquer. Aquilo tava estranho demais pro meu gosto. 

Coloquei a mão sobre o espelho pra ver se aquilo não era só uma ilusão e fui  puxada pra dentro do espelho. Eu estava no beco que tinha visto antes... Havia uma cidade ali, bem parecida com Los Angeles, mas ao mesmo tempo eu via que não era a mesma cidade. Tentei voltar pelo lugar que eu tinha saído mas não consegui, então resolvi andar pelas ruas daquela cidade estranha procurando um jeito de voltar pra casa. 

Parecia que eu caminhava pela periferia, as construções eram simples e havia becos conectando ruas ou sem saída. As pessoas que passavam na rua me olhavam com estranheza, pareciam saber que eu não era dali. Olhavam torto, desviavam do caminho que estavam indo e cochichavam umas pras outras, mas eu não me importava. 

Vi um mendigo naquela rua e resolvi perguntar:

-Ei, que lugar é esse? 

-Você está na zona norte garota. 

-Não, que cidade é essa? 

-Rainbow Star... Você parece muito perdida, de onde você é? 

-Los Angeles. 

-Hum... Então é bom você ter cuidado por aqui, as pessoas não gostam de gente do outro lado aqui. 

Ele desapareceu diante dos meus olhos antes que eu pudesse perguntar mais alguma coisa. O jeito que ele se referiu a Los Angeles me deixou um pouco confusa. Será que essa tal de Rainbow Star é o lugar pra onde as pessoas vão quando morrem? E como eu saio daqui? Foi uma idéia brilhante olhar aquele espelho, muito brilhante. 

Caminhei por mais alguns quarteirões até encontrar uma grande avenida, então passei a caminhar na avenida. Tinha muitos bares e lojas naquela avenida, mas eu não arrisquei entrar em lugar nenhum, precisava achar um jeito de voltar pra casa. 

Quando eu passava na frente de um bar, quase fui jogada no chão por um cara que saiu do bar e esbarrou em mim. Ele simplesmente começou a me xingar gritando, era visível que ele estava completamente bêbado. Do nada ele chama a polícia e eu acabo tendo que fugir de seis policiais pra não ser presa. 

Corri o mais rápido que eu conseguia, o que não era difícil graças a minha prática constante em fugas, sorte que eu era mais rápida que eles. Entrei antes deles em uma rua qualquer e continuei correndo, do nada fui puxada pra dentro de um beco. Eu ia xingar o desgraçado que tinha me puxado pra lá, só que ele me imobilizou, tampou minha boca e só me soltou depois que os policiais passaram. 

Eu disse:

-Valeu por me ajudar cara, mas agora preciso continuar procurando a saída dessa merda. 

-Eu sei onde fica, vem comigo. 

-Tá... 

Segui o cara por algumas ruas até chegar numa casa velha aparentemente abandonada, estranhei o lugar, mas continuei seguindo ele, sempre mantendo a guarda alta. Chegamos num quarto da casa e lá tinha o mesmo tipo de espelho que eu tinha entrado em casa. 

Ele disse:

-Você vai sugir no lugar que o espelho estiver mostrando quando você entrar nele. É só esperar o lugar que você quer aparecer e entrar. 

-Valeu. 

-Volta aqui qualquer dia, talvez a gente se encontre outra vez. 

-Tá. Você mora aqui? 

-Não, mas eu sei que vou te achar se você voltar nessa cidade. 

O sótão da minha casa apareceu no espelho, eu me despedi do cara e entrei no espelho, saindo logo em casa outra vez. Saí do sótão rápido e fechei a porta, não sabia se eu voltaria naquele lugar outra vez.

O estranho foi que quando voltei pra sala de casa ainda eram 10 da manhã, e eu tinha entrado no espelho mais ou menos nessa hora. Talvez as noções de tempo sejam diferentes naquele lugar. 

Passei o resto do dia tentando entender o que tinha acontecido e lendo um pouco mais do diário de Mary. Ao fim daquele dia, acabei dormindo em meio à indecisão, pensando se eu voltaria lá ou não. 

 


Notas Finais


Espero que tenha ficado bom.
Até o próximo
Bjs


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