História Between War and Love - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hetalia: Axis Powers
Tags Hetalia, Países, Renascer
Exibições 10
Palavras 1.535
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá queridos e querias, tudo bom? Vim apresentar-lhes o último capítulo (Excluindo um extra) dessa fic. Espero que vocês tenham gostado assim com eu gostei. Talvez, qualquer dia desses, eu a refaça corrigindo alguns erros e montando uma história menos corrida, mas eu não pretendo continuar essa fic.
Se você estiver interessado em continua-la, ou montar uma fic no mesmo universo por favor fale comigo antes, mas tenho certeza que não vou me importar.
Muito obrigada mesmo, por todos que favoritaram e seguiram esta história, e obrigada também aos que leram ela depois de eu ter acabado. O incentivo é sempre ótimo na hora de escrever e os comentários sempre me motivaram a escrever melhor.
Obrigada mesmo, de coração <3. Boa leitura >.<

Capítulo 28 - Eletronic Heart


*7 dias depois*

- Uhuuu, olhem olhem!!! – Alfred disse olhando pela janela do avião. Estávamos chegando em Brasilia, e todos estavam animados.

Nossa estadia em Londres havia sido bem curta, pois depois da minha tarde com Arthur ficamos lá mais 3 dias antes de irmos para o Canadá. Mattie nos mostrou tudo em Quebec e até me ensinou um pouco de francês junto com Francis. Depois de Quebec pegamos um avião direto para Brasília.

Mesmos cansados da viajem longa de avião, resolvemos conhecer alguns pontos turísticos da cidade. Primeiro fomos em uma churrascaria, todos ficaram fascinados com o quanto que conseguimos comer. Eu, Luciano e Alfred já estávamos relativamente acostumados com tanta comida, mas o resto sofreu um pouco, até mesmo Antônio, que já visitou o Brasil várias vezes.

Depois da churrascaria fomos para o Jardim Botânico de Brasília, onde ficamos o resto da tarde. Gil levou uma bola de futebol e de vôlei, então passamos metade da tarde jogando futebol e metade jogando vôlei. No fim da tarde estávamos cansados então resolvemos apenas ir até o Congresso nacional para se livrar logo das formalidades.

Chagando lá, cumprimentamos a Presidente e olhamos um pouco o interior do prédio. Agora, nós não esperávamos que quando saíssemos do Congresso, teríamos visita.

- Quanta gente!!- Beta disse olhando o mundaréu de pessoas paradas à frente do prédio gritando e balançando cartazes

- É por conta da presidente, grande parte da população não está contente com o seu governo e que que ela deixe o cargo- Luciano explicou com uma cara estoica.

Eu sabia o por que ele estava assim. Desde que eu descobri ser uma parte do Brasil, eu sinto coisas relacionadas ao lugar. Quando estávamos na churrascaria por exemplo, eu sentia a alegria das pessoas ali. E agora, eu sentia a angústia e a raiva de milhões.

Puxando o grupo, Luciano nos guiou em direção à manifestação, já que era a única saída do palácio que não estava cercada de policiais. Á nossa volta, muitos gritavam, outros cantavam e eu ficava com o peito cada vez mais apertado. Me veio uma sensação ruim de que aquilo não era só uma manifestação.

Estávamos quase alcançando o final daquela fila de pessoas quando minhas dúvidas se esclareceram, um grito ressoou no ar e junto dele vários outros se juntaram. Bombas de gás e tiros de borracha estavam sendo mandados pela polícia, e o pior, o povo atirava de volta... mas as balas não eram de borracha.

Me atirei no chão puxando comigo Arthur e Gilbert, e os outros logo perceberam o que estava acontecendo. Um buraco surgiu no meio do mar de pessoas, onde muitos começaram a correr e outros a, bem, cair...

- Você está bem?- Arthur perguntou me olhando preocupado. Eu balancei a cabeça que sim mas no momento em que vi o olhar de Luciano, percebi que ambos chorávamos. A angústia havia transbordado e nós sofremos vítimas da briga em volta.

Com medo de sermos pisoteados, eu levantei e trouxe o resto do grupo para um prédio próximo, onde poderíamos nos esconder até essa loucura passar. E esse era o plano, mas...

- ALGUEM AJUDE MEU FILHO- uma mão angustiada chorou de pavor e nos fez olhar no meio do buraco formado. Uma criança de pouco menos de 5 anos estava sentada chorando entre policiais e pessoas armadas.

Surpreendendo a todos Luciano correu para o resgate da criança, eu o segurei pela manga do casaco.

- ESTÁ LOUCO, VOCÊ SABE QUE NÃO SOMOS FORTES O SUFICIENTE PARA BALAS. VOCÊ PODE MORRER

- Mas a criança tem mais chances do que eu!!! Eu preciso fazer isso.

E ele se soltou da mão segurando seu casaco. Correndo, ele entrou nas pessoas que testemunhavam a cena, entrou no espaço livre e, se abaixando para não ser acertado, pegou a criança no colo e estava voltando. Ele diminuiu a velocidade, mas eu percebi que foi o tempo que diminuiu.

Vindo em câmera lenta em sua direção, uma bala solta, que escapara do conflito. Agindo por impulso eu corri em sua direção.

Arthur POV.

Aconteceu tudo tão rápido, não deu tempo de entender, mas Mari estava correndo em direção de Luciano, achei que ia abraça-lo, mas quando me dei conta (foi o tempo de uma piscada) ele estava atirando no chão junto com a criança e Mari. Todos prenderam a respiração e se aproximaram, e eu fiquei parado. Então Alfred gritou e percebi o que estava acontecendo.

- MARI, MARI FALE COMIGO-  Alfred gritava e sacudia o corpo estirado no chão. Luciano estava pálido, a criança que carregava já estava em um abraço com sua mãe. Matthew e Francis puxaram Alfred para longe, o que me deu uma perfeita vista.

Mari estava no chão, ainda acordada, chorando e olhando sua volta. Sua mão estava sobre seu seio esquerdo e por entre seus dedos, o vermelho pintava seus dedos quase brancos. Me aproximei da cena e me joguei de joelhos ao seu lado. Vai ficar tudo bem eu dizia, mas eu não sabia se me dirigia a ela ou a mim mesmo.

Um tempo passou, não sei de certo se um minuto ou uma hora, mas uma ambulância chegou para atender os feridos no conflito. Mari foi levada por paramédicos até uma ambulância e Luciano foi com ela. Eu não pude ir junto, mas estava em um táxi logo atrás da ambulância que a levava. Chegamos em um hospital, nada muito grande, mas parecia bom.

Na recepção Luciano apresentava o plano de saúde de Mari para que ela pudesse ser levada à uma sala particular. Assim que chegou foi levada a cirurgia, a bala havia se alojado próximo ao coração, foi o que o médico me disse.

Eu me sentei na sala de espera e... bom, esperei. Muitos tentaram falar comigo, mas eu ainda não havia saído do transe. Eu sabia que só sairia depois que Mari estivesse em meus braços, são e salva, e foi isso que eu disse para mim mesmo.

Ela vai ficar bem, ela é um país Arthur- meu subconsciente dizia- não é um humano qualquer

E eu respondia: sim eu sei, mas ela é apenas metade de um país, e diferente de Ludwig com Gilbert e Luciano com Lovino, o seu país não tem raízes tão profundas na história. Sem falar que ela já morreu antes...

Calma Arthur, tudo vai acabar bem – meu subconsciente respondia, ou então era Elizabeta, que estava do meu lado agora, segurando uma de minhas mãos suadas. Depois disso eu ‘acordei’ apenas quando o médico entrou na sala de espera chamando “Amigos e parentes de Mariana”

Fui andando pelos corredores brancos que me levavam ao quarto onde a menina estava. Meu estado de ser me fez lembrar do Blitz, quando bombas caíram por toda parte e eu vaguei nos corredores brancos de um hospital procurando ajuda médica. Estranho como pessoas e sentimentos podem te afetar como bombas.

Todos entraram no quarto, Mari dormia na cama do hospital, como se nada houvesse acontecido. Seus olhos estavam abertos, e ela estava claramente acabada. O médico conversou a situação com Luciano e Antonio, e eu fui ao lado da cama e dei minha mão para ela segurar. O sorriso que ela me deu foi o suficiente para me tirar do transe.

A primeira lagrima caiu, e eu a ignorei, mas as outras se tornaram um incomodo quando eu só queria ver a pessoa em minha frente. Ela beijou minha mão e repetiu as frases de meu subconsciente “calma Arhur, tudo vai acabar bem”.

Eu a beijei na testa e me virei para ouvir o médico. Luciano me olhava como se os alemães tivessem declarado uma terceira guerra mundial e Alfred havia tirado o óculos para enxugar as lagrimas. Antônio apareceu do meu lado e balançou a cabeça negativamente. Seja forte, era o que seus olhos diziam.

Todos se despediram, como se ela apenas fosse dormir no hospital e eles fossem para o hotel. A diferença é que todos sabiam que no dia seguinte não teria como visita-la novamente.  Eu permaneci no quarto, para garantir que ela estivesse confortável. Ela conversou comigo um pouco e depois pediu que eu lesse a ela uma história.

Quando a máquina diminuiu o ritmo dos batimentos eu a olhei preocupado. Ela sorriu.

- E-eu não quero te perder, não quando eu acabei de conhecer o paraíso- eu disse não conseguindo mais manter o teatro.- Como consegue estar tão calma?

- Arthur, você não percebe? Eu voltei de minha última vida, não tem o porquê de eu não voltar novamente...

- Mas..

- Arthur, me prometa uma coisa... não espere por mim. Por mais que eu saiba que eu vou voltar, eu não sei quando ou onde será. Talvez eu não me lembre de minha última vida, talvez eu volte como humana.

- E-eu não posso te prometer isso... sei que não vou cumprir.

-Eu compreendo... Arthur?

- Sim?

- Eu te amo

Ela me deu um beijo apaixonante, o melhor que já compartilhamos, e assim foi como ela descansou, pois assim que separamos o beijo ela sorriu e o barulho da máquina alcançou meus ouvidos. O agudo contínuo ressoava e eu a deixei escapar, mais uma vez, para longe de mim.



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