História Between Wolves and Vampires - Capítulo 20


Escrita por: ~ e ~Renata_Maila

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Exo Lobo, Exo Vampiro, Ot12, Vampire, Vampiro, Wolf
Exibições 73
Palavras 6.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Ficção, Harem, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aqui é a tia Re!

Peço desculpas... Eu fiquei encarregada de terminar o capítulo e passá-lo a limpo - já que o meu netbook e tablet tinham estragado -, mas por estar atarefada com a facul e meus próprios projetos, acabei não tendo tempo...
POR ISSO QUE EU AMO FERIADOS EM DIA DE SEMANA! QUEM NÃO GOSTA, NÃO É MESMO?
Aproveitei e fiz o que tinja que fazer - obrigada @bubkka pela cobrança ;)

Well... Sem mais delongas - porque a espera foi looongaaa
Boa leitura!

Capítulo 20 - Yes


Fanfic / Fanfiction Between Wolves and Vampires - Capítulo 20 - Yes

     Eu não sabia o que fazer agora que Yifan havia visto aquele beijo...

 

- Eu... Nós só... Perdão, Yifan.  - Yixing se desculpou.

- a culpa não foi sua... - sussurrei para ele.

- A culpa é igualmente de ambos. - continuou Yifan rígido - Os dois possuem parcela de culpa. Principalmente você Yixing que sabe muito bem o que tudo isso significa.

- O que significa? - perguntei receosa.

- Você é a garota dos lobos e ele é um vampiro. Qualquer espécie que se relaciona com outro, que não for seu semelhante,  é considerado uma ofensa ao nosso mundo. Desonra! De você - disse Yifan olhando para mim - não esperava muita coisa, mas você,  Yixing, você sabe muito bem disso.

- Mas eu não sou um lobo. - falei - Portanto, ele não tem culpa de nada.

 

    Yifan encarou-me após ter elevado a minha voz.

 

- Você está totalmente enganada, mas não falarei mais nada por conta da sua ignorância. Além do mais - e se aproximou de mim de olhos semicerrados - Não se meta no assunto dos outros.

- Quem você pensa que é para falar assim comigo? - fiquei frente a frente com ele - Se sou ignorante é porque você não merece a minha gentileza. Do jeito que é, não me admiro...

 

    Yifan simplesmente me ignorou e volveu sua atenção para Yixing.

 

- Vá ajudar Zitao.

 

    Yixing me olhou e saiu do quarto, deixando apenas eu e Yifan no quarto.

 

- Vai ficar aqui? - revirei os olhos.

- Escute. Eu sei que você não entende o que está acontecendo, mas a culpa não é sua se eles lhe deixaram no "escuro". No entanto, não aceitarei hostilidade contra a mim. Então, ou você se controle por ser uma humana frágil,  assim como todos os humanos, ou não vou esperar que Junmyeon faça alguma coisa contra Elizabeth para fazer o mesmo contigo.

 

    Dito isso, Yifan saiu do quarto, trancando a porta.

 

- Filho da... - suspirei antes que pudesse terminar aquele xingamento.

 

    Deitei-me na cama, tentando ficar calma. Eu não iria me separar de Yixing...

    Levantei-me, indo em direção à janela, olhando a vista que tinha de uma cachoeira.

    Olhei para a cama e vi que a minha comida ainda estava ali. Comi-a toda e me deitei novamente na cama. Como vou lidar com esses garotos? O que mais se passava pela minha cabeça era como o meu pai deveria estar... Ele disse que faria uma visita para mim e Liza. O que ele vai pensar quando encontrar a casa vazia?


 

***

 

    Os rosnados haviam parado, embora ouvisse gritos e grunhidos no andar de baixo. Suspirei cansadamente e me sentei na cama, vendo o garoto alto encostado na porta, encarando-me

 

- Vai ficar me olhando por muito tempo? - perguntei rudemente.

- Desculpe-me... É que você é muito bonita. - falou ele, coçando a nuca de leve, envergonhado.

- Chanyeol, não?

- Sim, sou eu. Você é a... Elizabeth, não é?

- Você é o primeiro que não me chama de Diana. E em relação ao elogio... Obrigada, embora ache descabido para esta situação.

- Desculpe, mas foi você quem perguntou. - ele mostrou um sorriso de canto dos lábios - Então, sei que não é uma boa hora para perguntar isso, mas o que há entre você e o Baekhyun?

- Não sei… Deveria ter algo?

- Bom, digamos que pelo beijo... Creio que deve ter algo entre vocês.

- Esqueço que vocês vieram de um século que um toque de mãos significava muita coisa. Hoje em dia, beijos e outras coisas, dependendo, não são nada. - disse indiferente.

- Aquilo não significou nada para você?

 

    E suspirei frustrada. Esse poste orelhudo não percebia que eu não queria falar sobre isso?

 

- Estou com fome. Vocês têm algo para servir os prisioneiros?

 

    Ele sorriu pelo nariz e balançou a cabeça de maneira afirmativa.

 

- Já lhe trago comida. - ele andou até a porta e parou na mesma, se virando pra mim - E... Sugiro que converse com Baekhyun, não deve brincar com ele.

 

    E Chanyeol saiu.

  Quem ele pensa que é para me falar esse tipo de coisa? Acha que eu teria medo de lidar com um cachorro sarnento? - e pus a mão na boca, horrorizada - Meu Deus! Estou falando que nem o Yifan! Preciso sair dessa casa.

   Olhei para a porta do quarto, não me lembrando de ouvir Chanyeol a trancando novamente. Com cuidado, girei a maçaneta conseguindo abrir uma pequena fresta. Espiei pelo corredor e, verificando que não havia ninguém, saí.

    Desci as escadas, parando num enorme hall. Engraçado que, embora toda a decoração se remetesse ao século passado, havia coisas modernas, como um relógio digital na parede e um calendário típicos de mercado ao lado.

    Para a minha surpresa, os dias que passaram estavam marcados com caneta e percebi que havia ficado muito tempo presa nas mansões. No entanto, ao ver o feriado de terça, lembrei-me do pai de Kath, que havia nos dito que iria nos visitar na nossa casa nova, para nos felicitar.

 

- Droga, droga, droga. - murmurei, aterrorizada.

- O que você está fazendo aqui? - perguntou o moreno, assustando-me - Deveria estar no quarto trancada. - e cruzou os braços.

- Estava com fome. - disse rudemente - Vai me negar até isso?

- Você poderia muito bem esperar que Chanyeol levasse até você. - ele chegou perto de mim - Estava tentando fugir? - e sorriu de canto, debochando.

- Se eu quisesse realmente fugir, eu estaria muito longe dessa casa e não falando com você.

 

    Ele me olhou dos pés a cabeça.

 

- Parece que não mudou nada, Diana. - revirou os olhos e voltou a atenção pra mim - Volte para o quarto. - disse autoritário.

- Primeiramente, não sou Diana. Você já deveria saber que ela virou pó a sete palmos de distância em baixo da terra! Além do mais, você não manda em mim.

 

     Ele agarrou meu braço com um pouco de força.

 

- Eu não estou brincando. - ele falou pausadamente - Volte, agora.

- E quem disse que eu estou?

 

    De repente, senti as minhas costas e chocarem contra a parede.

 

- Se você não quiser morrer de fome, melhor calar essa sua boca!

 

    Podia ver a raiva estampada nos olhos do moreno e pela visão periférica, via Chanyeol com uma bandeja em mãos, estupefato com o que assistia.

 

- Jongin, não é para tanto. Vamos, Elizabeth, darei sua comida lá no quarto. - disse Chanyeol tentando apaziguar a situação.

 

    Eu podia muito bem aproveitar a deixa de Chanyeol e não me meter em outra confusão com os lobos, mas eu não conseguia simplesmente levar desaforo de alguém que, simplesmente, pensa que pode mandar em mim.

    Sorri desafiadoramente.

 

- E se eu quiser morrer de fome, huh? Se eu morrer, eles vão destroçar a Kath. É isso que você quer?

 

    Ele acalmou o olhar e suspirou fundo.

 

- Chanyeol, tira essa garota daqui antes que eu acabe com ela... - ele se virou e saiu do hall.

- Ele é sempre assim?

- Nem sempre. - respondeu Chanyeol - E você tem que arranjar confusão sempre.

- Chanyeol, eu preciso lhe pedir ajuda… Tenho que falar com a Kath.

- Não posso fazer isso, bem que eu queria ajudar.

- Você não entende, Chanyeol. É de extrema importância.

 

    Ele suspirou, passando a mão no cabelo.

 

- Vou falar com Junmyeon... - ele falou - Fique aqui.

 

    Em seguida, saiu em direção a uma sala.

 Respirei profundamente, pois sei que deveria ser um pouco mais compreensível com Junmyeon. Todavia, se eu já me estourei com Jongin antes, imagina com ele com quem já briguei e acabei trancafiada naquele quarto! Bem, mas se eu conseguir ficar próxima dos vampiros... Não deve ser tão difícil ficar próxima dos lobos, não é?

    Junmyeon apareceu e, para o meu infortúnio, sem o Chanyeol. Ele estava sério e cruzou os braços ao parar próximo de mim.

 

- Você não vai sair daqui. - ele falou entredentes.

- Junmyeon, ela disse que era algo sério... - Chanyeol apareceu.

- Não me importa. - ele o interrompeu - Com certeza, é uma mentira para poder escapar.

- E se for algo com a família dela? - Chanyeol perguntou firme ficando na minha frente - Ela tem uma família, caso não saiba.

- Tecnicamente, não tenho família, mas...

- Viu? Ela não tem uma família, então não há nenhum motivo para sair desta mansão. - e Junmyeon apontou para mim, acusatório.

- Não sou eu, seu saco de pulgas! - exclamei e bati em sua mão para que parasse de apontar para mim - É a Kath!

 

    Ele me olhou sério, mas por um momento seu olhar amenizou mais.

 

- O que houve? - e o seu tom ameno me espantou, fazendo-me perceber que ele se preocupava verdadeiramente com ela.

- O pai dela, antes de nos mudarmos para a casa, nos disse que iria nos visitar no primeiro feriado que houvesse... E amanhã é o tal feriado. Suponho que ele já esteja a caminho.

 

    Ele passou a mão no cabelo nervoso. Olhou para Chanyeol e depois pra mim.

 

- Tudo bem, pode ir. Mas, Chanyeol irá com você, só pra garantir que não vai fugir.

 

    E saiu dali sem dizer mais nada.

 

- Você não está mentindo, não é? Eu lhe defendi.

- Acha que sou cruel ao ponto de brincar com algo do tipo? Não responda! Vamos indo, não quero perder tempo.

 

    Chanyeol retirou uma chave do bolso e destrancou a porta, tornando-a fechar quando saímos. Estava realmente frio, devido às árvores altas, além de que estávamos no inverno agora, sorte que ainda não havia começado a nevar.

 

- Você está com frio.

- Isso não é importante agora, Chanyeol. - e apertei o passo, fazendo-o me acompanhar.

 

    Chanyeol passou o braço ao redor de meus ombros, trazendo-me para mais perto de si; olhei-o de cenho franzido.

 

- Só estou sendo amigável. - disse Chanyeol sinceramente; voltamos a caminhar.

 

   Atravessamos a ponte, vulgo árvore atravessada no rio, e logo avistei a mansão dos vampiros. Ainda era um pouco chocante para mim saber que dois inimigos mortais estariam separados por um rio.

 

- Chanyeol… - e me afastei de si - Sei que é algo difícil o que vou lhe pedir, mas preciso que você confie em mim.

- Tudo bem. - ele apenas deu de ombros e suspirou olhando a mansão, parecia um pouco receoso.

- Tudo bem? Você nem sabe o que vou lhe pedir!

 

    Ele riu anasalado.

 

- Estou dando meu voto de confiança a você, não era o que queria? Agora me diga o que pretende fazer...

- Eu quero que você fique aqui fora, enquanto eu entrarei na mansão...

 

   Chanyeol segurou o meu braço.

 

- Mas, eles não vão deixá-la sair.

 

   E sorri para si, de modo tranquilizador.

 

- Assim você me ofende, Chanyeol. Embora eu seja considerada a garota dos vampiros, ainda faço o que eu bem quiser. Grave na sua mente que ninguém manda e nem mandará em mim, ok? - e o fitei profundamente nos olhos - Eu prometo que voltarei com você para a mansão, não ficarei com eles.

 

  Ele revirou os olhos e suspirou fundo, assentindo em seguida.

 

- Tudo bem, vá.

 

  Chanyeol, ainda um tanto hesitante, soltou o meu braço e enfiou as mãos no bolso da calça. Aproximei-me da porta e lancei um olhar para Chanyeol, sorrindo, mas desta vez foi mais para mim do que para ele, pois me sentia nervosa por fazer isso.

   Girei a maçaneta, mas, obviamente, ela estava trancada; bati à porta. Jongdae boquiabriu-se ao me atender e me abraçou em seguida. Embora estivesse feliz em vê-lo novamente, sentia-me um pouco decepcionada, mas acho que seria melhor se eu não visse Yifan.

 

- O que você está fazendo aqui? Como você fugiu? - perguntou.

- Eu…

- Liza! - exclamou Zitao, abraçando-me no instante seguinte.

 

    Num piscar de olhos todos estavam ali, fazendo-me milhões de perguntas, mas eu só conseguia olhar para Yifan que estava no meio da escada, estupefato ao me ver ali, na batente da porta, provavelmente, do mesmo modo que ele.

 

- Você fugiu? - perguntou Luhan.

- Não. - e olhei para si, vendo-os surpresos; Yifan continuava impassível - Eu vim aqui falar com a Kath.

- Por quê? - perguntou Minseok.

- É um assunto muito importante que precisa ser resolvido, senão, prejudicará todos nós. - e olhei para Yifan.

 

    Yifan não disse nada, apenas deu espaço na escada, indicando que eu poderia subir. Assenti quase imperceptivelmente e fui em sua direção, sentindo as flores de cerejeira desprenderem de sua pele e me deixarem ainda mais nervosa. Ao passar por si, sinto sua mão segurando o meu pulso e olho para si sem entender. Sem dizer nada, ele apenas abre a minha palma e põe a chave do quarto.

 

- Ela está no quarto de hóspedes. - disse Yixing.

 

    Assenti e segui o corredor. Bati à porta antes de destrancá-la.

 

- Vai embora! - ouço Kath exclamar.

- Sou eu. - digo ao adentrar.

- Liza! - e Kath me abraçou - Tira-me daqui! Não quero mais ficar aqui.

- Desculpa, Kath, mas não foi para isso que eu vim.

- Hã?! Se você não... Ah, meu pai! - ela esbugalhou os olhos ao lembrar.

- Sim, Kath... O que vamos fazer? Ele não pode descobrir sobre isso. - e estiquei os braços em sinal de abrangência.

- Eu sei. - ela falou nervosa e passou a mão no cabelo - Podemos dizer que estamos bem e que ele não precisa se preocupar com nada.

- Kath, o feriado é amanhã. Ele já deve estar a caminho. Não temos mais como impedi-lo de vir.

 

    Kath olhou-me desesperada, tomando consciência do que eu estava falando e a gravidade da situação. Ela passou a mão pelos cabelos e suspirou.

 

- Vamos recebê-lo… - ela deu de ombros - É o único jeito. Assim ele pode ver que estamos bem… - e senti a irônia em sua voz.

- Ótimo. Então falarei com ambos os clãs sobre isso. Enquanto isso, descanse, ele não pode lhe ver nesse estado.

 

     Ela olhou para si mesma e concordou com a cabeça.

 

- Ah! E fale com os clãs sobre quererem nos transformar. - disse Kath num leve tom de deboche.

- Eu não concordo com isso também… Se houvesse uma explicação plausível… Quem sabe… Mas por enquanto, para o nosso bem é melhor ficarmos “trocadas”, pois teremos mais tempo como humanas.

- Tem razão… Como sempre. - e ela fez uma careta, fazendo-me sorrir levemente - Já falou com eles?

- Sobre a transformação? Se você chama de discussão uma conversa… - e dei um meio sorriso.

- Não é disso que eu estou falando. - e Kath sentou-se na cama - É sobre o meu pai.

- Mais ou menos. Falei sobre a situação que envolvia e que precisava falar contigo. Mas eles têm noção da gravidade.

- Eu ainda preciso esclarecer mais alguns detalhes, mas acho que, no máximo, em duas horas já estaremos fora das mansões. Melhor arrumar suas coisas, caso você tenha alguma.

- Nossas roupas estão lá, não tenho nada aqui além de…

 

    Olhei de soslaio para Kath, entendendo do que ela estava falando.

 

- Só digo para você ter cuidado. Estamos em meio a uma guerra desconhecida.

 

    Com um aperto no coração, dei um sorriso amarelado como despedida e saí do quarto, chaveando a porta. Desci as escadas e fui à sala de jantar, onde estavam todos reunidos. Aproximei-me de Yifan e lhe devolvi a chave, a qual ele pegou depois de me fitar profundamente em meus olhos.

 

- Não quero que você vá… - disse Zitao; apenas sorri condescendente.

- Há uma situação grave que põe em risco todos nós. Por isso, precisamos da colaboração de vocês.

- Precisamos? - perguntou Minseok e mordi a língua dando-me conta do que havia feito.

- Isso não vem ao caso agora. - disse após suspirar - O pai da Kath virá nos visitar. Isso está combinado há tempos, não há como desmarcar, entendem? Ele não demorará muito, pois é um homem de  negócios e está sempre muito ocupado. Mas… - e suspirei profundamente - Vocês entenderam, não?

- Você quer que nos unamos aos cachorros fedidos em prol do nosso segredo? - perguntou Yifan.

- Sei que é demais o que estou pedindo, mas é extremamente necessário.

- Ok. Diga aos lobos que a trégua se sucederá até às seis horas da tarde de amanhã. Será suficiente?

- Mais do que suficiente. - e sorri fracamente - Preciso voltar.

- Você vai realmente fazer isso? - perguntou Jongdae.

 

    E assenti.

 

- Eu prometi. - e fui em direção à porta - Ah, a Kath que não vai sair de perto do Yixing.

 

    E vi Yixing desviar o olhar e morder os lábios para controlar um sorriso.

 

- Essa garota é cabeça dura. - disse Yifan, olhando enviesado para cima.

- Acho que fui uma má influência.

 

    Dito isso, saí da casa, sentindo que deixava o meu lar para trás de novo.

    Chanyeol estava encostado na árvore mais próxima. Desencostou-se da mesma quando me aproximei mais de si.

 

- Pela demora, achei que não fosse mais voltar.

- Eu havia prometido, não? Eu nunca quebro as minhas promessas.

 

    Mas nesse momento nunca tive tanta vontade de quebrar uma promessa quanto antes.


 

***

 

    Yixing veio me avisar que Liza estava me esperando do lado de fora. Agradeci ao maior com um selar em seu rosto.

     Saí do quarto e desci as escadas acompanhada dele. Pedi que ele viesse conosco e saí do casarão, vendo Liza perto de uma árvore, vindo em minha direção em seguida.

 

- Liza… Eu o chamei… - falei, sentindo-me minhas bochechas aquecerem.

 

     Ela revirou os olhos e sorriu.

 

- Tudo bem. Não é como se fosse só nós três. - e de trás das árvores, surgiu Chanyeol - Corrigindo, em nós quatro.

- Oi, Chanyeol. - acenei - Bom, vamos logo, quero matar a saudade do meu velho. - brinquei.

- Vocês não são muitos discretos, é? - disse Liza repentinamente - Devem estar muito enferrujados.

- Como assim? - perguntou Yixing.

- Consigo ver Kyungsoo e Luhan nos seguindo. Além do mais, acho desnecessário isso já que todos vão estar ao redor da casa. - e suspirou irritada, fazendo-me sorrir.

 

   Yixing segurou a minha mão, fazendo-me enrubescer mais um pouco Andamos até estar fora daquela floresta, quase me esqueci de como era uma rua.

    A nossa casa ainda estava intacta, sorte que havia uma cópia da chave em baixo do tapete de entrada; abri a porta e entramos.

 

- Precisamos dar uma boa limpada nisso tudo. - disse Liza, tossindo e abanando a mão em frente ao nariz.

- Verdade… - falei, indo até as flores que recebemos no primeiro dia, que agora estavam murchas - Nem as flores sobreviveram.

- Não sei como não se desintegraram. - debochou Liza - Vocês podiam ter dado de plástico, assim durariam mais… Eram realmente bonitas.

- Nós? - Yixing e Chanyeol indagaram em uníssono.

- E não foram? Não precisam negar, sabemos dos sentimentos errôneos de vocês na época. - disse Liza procurando algo nas gavetas da cozinha.

- Desculpe-me, mas estamos falando a verdade. - pronunciou Yixing.

- Não tem a menor ideia de quem possa ter mandado? - perguntou Chanyeol.

- Se não foram vocês… - disse e olhei para Liza.

- E o que isso importa agora? - indagou após soltar um muxoxo impaciente - Temos que arrumar isso tudo e ainda fazer alguma refeição sendo que não há nada nessa casa, já que não temos tempo por isso não podemos perdê-lo. Yixing, diga para alguns virem para cá nos ajudarem e outros para irem ao mercado comprar massa e carne, comida de gente humana, ok? Chanyeol - e Liza atirou um pano para ele - comece a tirar pó.

 

  Yixing saiu da casa, não demorou muito e voltou com os lobos, os quais começaram a nos ajudar também. Vi Yixing sair com outros para comprar comida.

 

- O que está olhando? - perguntou Junmyeon enquanto admirava Yixing passar.

- Não se mete na minha vida. - disse friamente, afastando-me de si.

 

  Faxina não é o meu hobbie favorito… Se bem que meu pai não pode encontrar tudo numa bagunça…

  Espero que os meninos voltem logo com a comida, estou com fome e pretendo dormir aqui esta noite.

 

- O que está pensando? - perguntou Junmyeon ao me ver distraída.

- Já disse para não se meter na minha vida! - e me afastei de si novamente.

- Finalmente chegaram! - exclamou Liza quando os vampiros entraram; Minseok e Luhan seguravam sacolas - Por que demoraram tanto? Esqueceram o que humanos gostam ou nunca entraram num mercado?

- Mais ou menos isso. - rebateu Yifan com um sinal de divertimento no olhar, fazendo Liza pigarrear.

- Bem, agora vocês podem ir. - disse Liza - Temos coisas para fazer e não precisamos mais de vocês.

 

  E todos saíram sem contestar.

 

- Precisamos de um banho. - disse a Liza me referindo ao cheiro da floresta e deles.

- Concordo totalmente... Devo estar fedendo a cachorro. - e Liza fez uma expressão de repulsa - Vai indo tomar banho que eu irei pegar o seu celular com o Junmyeon caso o seu pai resolva ligar.

 

  E Liza saiu pela porta da frente. Não deu nem dois minutos e ela estava com o celular em mãos.

 

- Eles são burros! Acredita que não haviam pensado nisso? Sorte que vampiros são velozes. Ah! Claro, Kath, eu lhe ajudo a ligar chuveiro - falou repentinamente, fazendo-me franzir o cenho - o registro deve ter emperrado. - e ela fez sinal para que eu me calasse e a seguisse.

 

  Elizabeth foi até ao banheiro e fingiu tentar abrir o registro até de fato abri-lo.

 

- A água está fria, espere um pouco… - e em seguida começou em tom mais baixo, tão inaudível que mal conseguia ouvi-la - Quando fui pedir o celular para eles, ouvi-os falarem sobre nos transformar em breve. Kath, temos que fugir!

- Não tem como, mesmo que quiséssemos. Eles nos achariam ou nos alcançariam.

- Também achava até pensar em algo… a nossa salvação é o seu pai!

- Eu não quero ter que envolver o meu pai nisso… mas se é a única opção… - dei de ombros e entrei na banheira.

- Kath, é muito simples, siga a minha lógica. Podemos levar o seu pai ao aeroporto e ir junto com ele para comprar as passagens. Dá para comprar naquelas máquinas para quem é cliente especial, como o seu pai. Sei que os lobos e os vampiros vão estar em volta, mas não poderão se aproximar de nós por causa do seu pai. Quando ele entrar na sala de embarque, nós entramos e partimos também. Claro que temos que entrar na última chamada. A única coisa que temos que levar é o nosso passaporte e identidade, dá para esconder dentro da roupa. Sei que esses planos possui diversas falhas… Mas é a nossa única opção.

- Vamos tentar. - e me escorei na banheira, afundando um pouco na mesma.

 

  Depois de um tempo saí e me sequei, indo até o meu quarto e vestindo uma roupa quente.

  Procurei pelo meu telefone e assim que o peguei sobre a cômoda, o aparelho tocou. Atendi.

 

Alô?

Alô! Sou eu, filha! Tudo bem? Cheguei agora na cidade. Que tal jantarmos fora? O taxista me recomendou um restaurante indiano que fica em frente a uma praça. O que acha?

Oi, pai! Que saudade de você. Acho uma ótima ideia, eu estou com bastante fome. - falei - me passa o endereço.

Olha, nem eu sei. - e riu - Mas o taxista disse que é o único restaurante indiano da cidade e já que aqui é pequeno vocês devem saber. Estarei esperando na praça em frente, ok?

Okay, pai. Até mais, eu amo você.

Eu também amo você, querida.

 

  Desliguei o telefone e corri quarto afora para avisar a Liza.

 

- O que foi? Aconteceu alguma coisa? - perguntou Liza vestindo rapidamente a blusa, olhando-me preocupada.

- Meu pai chegou um pouco adiantado. - falei - Ele quer jantar conosco em um restaurante indiano.

- Ah… - e Liza pôs a mão sob o coração - Pela sua entrada repentina, achei que alguma coisa grave havia acontecido. - e soltou um muxoxo - Compramos comida para nada… - reclamou.

- Podemos dar aos lobos - falei, dando de ombros.

 

  Olhei o relógio em meu pulso e puxei-a até o lado de fora da casa.

 

***

 

  Não gostaram muito quando devolvemos a comida, principalmente os vampiros que compraram, e menos ainda quando dissemos que iríamos para um lugar público - não que fosse necessário dar muita explicação, já que eles possuem uma ótima audição. Para ser sincera, não me importei, pois estava feliz demais por estar encontrando o pai da Kath já que também o considerava um pai.

 

- Onde fica esse restaurante?

- Perto de uma praça que está bem perto daqui… - ela respondeu, apontando em algumas direções.

- Nós ficaremos em volta. Não pensei em fazer nenhuma besteira. - disse Junmyeon.

- Parece que você me conhece tão bem. - e vi que Yifan deu um sorriso - Então vamos, Kath.

 

  De fato, Kath parecia saber para onde ficava esse restaurante. Provavelmente devo ter visto quando viemos para cá, mas nem dei importância.

  Se eu olhasse para os lados podia ver tanto os lobos quanto os vampiros, ocupando vários pontos estratégicos. Era um pouco difícil de imaginar que um dia já foram assim. Não que eu saiba se eles se conheciam antes de Diana e Lúcia aparecerem, mas, se sim, deve ter sido doloroso deixarem de ser amigos. Caso os meus dois planos falham e acabe virando uma vampira de fato, não quero que eu e a Kath viremos inimigas. Isso seria triste, até descabido de cogitar. Caso não conseguíssemos fugir pelo avião, tinha a minha segunda opção que pegara na gaveta da cozinha. De um jeito ou de outro teríamos que sair disso.

  Senti que estava sendo observada, olho para o outro extremo da rua e vejo Baekhyun me fitando, provavelmente tentando adivinhar o que estou pensando ou qual gosto teria a minha carne mal passada. Pigarreei e desviei a atenção dele.

 

- Onde combinou de se encontrar com ele?

- Bem… Aqui. - disse Kath olhando em volta.

- Então deve ter procurado algum banco para sentar e esperar.

- Ele não é fã de fazer isso a noite. - riu baixo e o procurou pelas redondezas.

 

  Olhei em volta a procura. De fato, do outro lado da rua estava o restaurante e indiano e ao nosso lado estava uma praça arborizada quase vazia. No entanto, sem sinal do pai da Kath.

 

- Será que ele achou que fôssemos demorar mais e aproveitou para caminhar? - perguntei enquanto caminhávamos na praça.

- Liza, eu vou ligar para - ela parou de falar e encarou um canto em direção aos arbustos, pasmada.

- Ligar para ele? - perguntei, mas ela não me respondeu - Kath.

 

  Ela correu em direção ao bosque sem dizer nada.

 

- Kath! - gritei, correndo atrás dela - O que houve?

 

  Kath gritou assustando-me e fazendo-me ter uma péssima sensação. Ao contornar uma espessa árvore e arbustos, solto um grito horrorizada também.

  O pai da Kath estava no chão, pálido e de olhos abertos. Sua cabeça estava pendida de um jeito estranho para o lado como se o seu pescoço estivesse quebrado; o terno que esteve sempre alinhado limpo, estava amarrotado e rasgado, sujo de sangue. Na verdade, basicamente, ele estava coberto de sangue, tanto do seu pescoço quanto seu antebraço. No primeiro tinha duas perfurações, no segundo, uma enorme marca roxa de arcada dentária não humana. Ela parecia estar afogando-se no próprio sangue.

  Kath chorava dolorosamente, debruçada sobre o corpo inerte do pai; soluçava, pedindo para que o mesmo acordasse, mas não fazia sentido porque seus olhos estavam abertos.

  E embora pareça que tenha passado uma eternidade, foram apenas míseros segundos, os quais trouxeram o clã de lobos e vampiros. Eu queria fazer alguma coisa, mas um vazio enregelante havia se instalado em mim, impedindo-me de fazer qualquer coisa.

 

- Kath… - chamou Junmyeon.

 

  Todavia, parecia que ele estava a chamando a quilômetros de distância; eu estava num estupor doloroso e vazio.

  Junmyeon se aproximou de Kath, mas ficou imóvel. Yixing se aproximou da menor a abraçando, tentando consolá-la.

 

- Por que fizeram isso? - perguntou Kath se soltando dos braços de Yixing.

- O quê? - perguntou Zitao.

- Kath tem razão. - disse - Por que fizeram isso, hein? Acharam que não íamos perceber a marca de vampiro no pescoço e a de lobo no braço? Acha que somos burras?!

- Vocês não estão nos seus juízos perfeitos. - disse Sehun.

- Vocês realmente acham que somos capazes disso? - indagou Jongdae.

- Não sabemos de mais nada. - disse Kath com um tom de frieza.

- Estávamos o tempo todo com vocês, como faríamos isso? E por quê? - questionou Kyungsoo.

- Para nos termos só para vocês. - respondeu Kath.

- Vocês não estão pensando direito… Não seríamos egoístas a este ponto. - disse Jongin.

 

 Kath desviou o olhar e suspirou, calando-se e deixando que as lágrimas continuassem a rolar por sua face.

 

- Liza… - ouvi Yifan me chamar e senti-lo tocar na minha mão, despertando-me.

- Temos que tirá-lo daqui. - disse, soando ríspida - Temos que enterrá-lo também… Ou deixamos aqui para que o encontrem… todos saberiam que faleceu e não teremos que encerrar os seus negócios por conta própria.

- Vamos enterrá-lo. - disse Kath - É o mínimo que podemos fazer.

- Vamos tirar o corpo daqui. - disse Zitao, carregando o corpo com a ajuda de Luhan.

 

  Desviei o olhar ao ver a cabeça do pai da Kath pender frouxamente como se estivesse suspenso por uma mola. Aquilo parecia um pesadelo surreal.

 

- Liza… - disse Yifan tocando a minha mão com a ponta de seus dedos gélidos, atraindo a minha atenção para si - Vamos para casa.

 

  Olhei para Junmyeon, o qual estava com o braço por cima do ombro da Kath que estava abalada. Junmyeon olhou para mim, preocupado - embora duvidasse que essa preocupação estivesse direcionada a mim - e assentiu, direcionando Kath em seguida para a floresta. Yifan entrelaçou a minha mão e seguimos o mesmo caminho logo atrás. Ninguém falou nada, mas as fungadas e soluços da Kath já explicavam toda a situação.    

  Não sei por quanto tempo caminhamos, não que isso importasse; o tempo havia se tornado atemporal e falso depois da morte, sentia-me vazia, de fato.

  Para a minha surpresa, deparei-me com altos portões gradeados de ferro, aparentando estar há muito tempo no local; atrás do mesmo estava um cemitério pequeno e luxuoso - se é que posso descrevê-lo assim -, mas muito antigo.

  Não demorou muito para o atravessarmos e nos juntarmos aos outros, os quais estavam em volta de um túmulo recém feito - provavelmente pelos vampiros.

  Encarar aquela situação tão repentina assim era um choque para mim, imagina para Kath. Gostaria de ter compartilhado lágrimas, palavras de afeto ou qualquer outra coisa, mas eu me sentia impotente ali, quase desumana, apenas deixando que a tristeza me consumisse.

  Com coragem, desvencilhei-me de Yifan e me aproximei de Kath, segurando sua mão.

 

- Nós nunca sabemos o que a vida nos prepara, não é? E pensar que a nossa preocupação, a meia hora atrás, era se conseguiríamos fugir. - comentei melancólica.

 

  Ela fungou e me abraçou, chorando em meu ombro.

 

- Eu só quero que ele descanse… eu… - ela não terminou e voltou a chorar.

 

  Kath saiu do meu abraço e ficou do lado de fora do cemitério, esperando os rapazes darem os últimos toques no túmulo.

 

- Vão me levar de volta? - perguntou Kath a Junmyeon.

- Vamos. Precisamos terminar algo.

 

  E eu sabia que ele estava falando da transformação.

 

***

 

 Junmyeon entrou no quarto com uma xícara fumegante e chocolates, depositando-os no criado-mudo, sentando-se aos pés da cama.

 

- O que você está fazendo aqui? - perguntei, limpando as lágrimas do rosto.

- S-sinto muito por… por sua perda.

 

  Olhei-o surpresa.

 

- O-o quê? - perguntei.

 

  Junmyeon suspirou.

 

- Eu realmente sinto por sua perda… Você não merecia perdê-lo… sei o que você está sentindo porque passei pela mesma coisa. Sei o tamanho da sua dor. - e tocou a minha mão.

 

 Segurei a respiração, sentindo as lágrimas embaçarem a minha visão. Junmyeon me puxou delicadamente e me abraçou. Por um momento, deixei-me ser consolada por ele. Afastei-me de si, surpreendendo-me novamente por ele enxugar minhas lágrimas. Pigarreei.

 

- Mas você veio aqui para aquilo que você me disse antes, não?

- Sim…

- Então fale!

- É sobre a transformação. Acredito que a essa altura Yifan deve estar falando com Elizabeth sobre isso.

- Eu não quero isso.

- Kath, é de suma importância. Apenas com a sua ajuda e de Elizabeth fará com que a natureza volte ao normal.

- Como assim?

- É complicado de explicar… Mas resumindo, o que Diana e Lúcia fizeram foi errado, elas colocaram a natureza contra si mesma. Só vocês podem desfazer isso…

- Você não está me enganando?

- Juro que não. Acredite em mim, por mais que eu… bem, de qualquer forma, não seria egoísta o suficiente para lhe transformar só para ficar comigo.

- E como é?

- Ser lobo? - e assenti - Seus sentidos aumentam e você se sente possível de fazer qualquer coisa.

- A transformação é dolorosa?

- Sim, principalmente de início. Você deseja morrer, mas com o tempo isso começa a passar e se torna normal, assim como respirar. Porém, em compensação, você se sente mais viva, principalmente quando corre em meio a floresta.

- E do que se alimenta?

- Carne crua. - e fiz uma careta - É melhor do que pensa. É como sushi só que um pouco sangrento. Achava repugnante quando vi Lúcia fazer isso, mas depois…

- Você demorou para se acostumar?

- Um pouco… Olha, eu sei que tem um monte de prós e contras, mais contras do que prós, mas é realmente… Interessante.

 

  Assenti e suspirei, olhando para a paisagem através da janela.

 

- E então?  Você aceita?

 

  Segurei a respiração, sentindo o meu coração acelerar um pouco. Como eu poderia largar a minha humanidade?

 

- Sim.

 

***

 

 Yifan veio até a mim com uma pequena bandeja em mãos, trazendo uma xícara fumegante. Ele pôs a bandeja no chão e sentou ao meu lado, já que estava sentada no chão, abraçando as minhas pernas em frente às portas do salão de festas, já que era um lugar mais isolado.

- Trouxe-lhe chá de camomila.
- Dói?
- E desde quando chá dói? - perguntou com um meio sorriso de lado com sua piada.
- Ser um vampiro... Como é?
- Todos os seus sentidos são ampliados, principalmente a audição. Você pode hipnotizar...
- Foi o que você fez com o Zitao? - e Yifan assentiu - Não sabia que vampiros poderiam hipnotizar vampiros.
- Eu fui o primeiro a ser criado e o Zitao o último, além de que há a hierarquia e...
- Entendo... O que mais pode fazer?
- Nós ganhamos velocidade e força.
- Você poderia me matar com dois dedos se quisesse?
- Sim.
- Você deve ter se segurado tanto quando me odiava, principalmente ao discutirmos.
- Eu nunca lhe odiei, mesmo naqueles momentos.

  E virei o rosto, não conseguindo fitar aquele olhar.

- E o...?
- Sangue?
- Sim.
- Sei que parece um pouco nojento e estranho ao pensar nisso. Sempre repugnei quando Diana bebia, mas depois...
- Entendo... E você se tornou uma pessoa diferente?
- Acho que apenas acentua a sua personalidade. Claro que há o lado bestial, mas...
- Isso depende da pessoa. - completei-o.
- Exatamente.
- E as emoções?
- Ou você as amplia ou as supre. Mas não é bom se desligar, você pode virar uma máquina sanguinária.
- Os pontos negativos sobressaem-se os positivos.
- É injusto, eu sei. Principalmente quando você vê os seus familiares e pessoas que ama morrerem e você ficar com a mesma aparência. Acho que esse é o pior lado.

- Qual é o motivo real dessa necessidade de vocês?

- Diana e Lúcia deixaram a natureza na dualidade. É doloroso vivermos dessa maneira, é necessário voltarmos ao normal antes que coisas piores aconteçam.

- Você se arrependeu de ter virado um vampiro?

- Eu me arrependi de ter caído nas artimanhas de Diana, mas não de ter me transformado. Sabe, ser vampiro é…

- Sim. - interrompi-o.

- Sim, o quê?

- Eu aceito ser uma vampira.


Notas Finais


Capítulo grande só pra compensar a demora... ;3 o que acharam da treta aí? Quem que matou o pai da Kath? Muahahah
Gostaram da nova capa que eu fiz para os capítulos? ^^
Agora, acho que os POV vão se misturar, por isso, toda vez que aparecer *** significa que o POV mudou como aconteceu nesse capítulo.
Espero que eu e a Yuki não demoramos a voltar...
Até!
Xoxo


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