História Beverly Hells (India Eisley, Shawn Mendes, Nash Grier) - Capítulo 52


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Palavras 3.915
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu disse que ia postar a semana toda, não é?
Estamos perto do fim.
Avisos:
Não confie em ninguém, não acreditem em ninguém. A verdade somente será revelada no final da fic.
AAAAAAA PREPAREM O CORE E COLOCAM SEUS COLETES.

Capítulo dedicado ao cantor Chester Bennington, vocalista do Linkin Park, que infelizmente, perdeu a luta contra a depressão. 😢💔🎸 Até então o primeiro capítulo de Beverly Hells teve inspiração de uma de suas músicas.

Ignorem erros de digitação.
Boa leitura, amores,
E até amanhã. 😻💙

Capítulo 52 - Entdeckung


Fanfic / Fanfiction Beverly Hells (India Eisley, Shawn Mendes, Nash Grier) - Capítulo 52 - Entdeckung

"Reúna seus entes queridos, Reúna seus amigos, Porque isso é quando o cara mau, O bandido ganha" 3oh! 3 / Bad Guy.

Imaginação é nada mais e nada menos do que uma capacidade mental dos seres humanos, em que se é possível criar representações de objetos e imagens através de nossos sentidos.

As pessoas sempre criam imagens em suas mentes de como algo poderia ser, criando situações do que poderia supostamente acontecer ou não, em um devido momento.

Como imaginar-se conhecer aquele cantor famoso, ou se imaginar encontrar uma mala repleta de dólares na rua, ou imaginar como teria sido dar uma resposta melhor naquela sua briga com uma ex amiga.

A imaginação nos envolve, nossa mente nunca para de raciocinar e nos levar à lugares no qual jamais alcançamos fisicamente.

E cá estava Lily vivendo o inimaginável.

Várias vezes em sua vida ela imaginou diversas maneiras em que reencontraria a sua mãe.

Ela esperava que a campainha tocasse e ao atende-la, la estaria Sofia sorrindo e dizendo-lhe que havia cometido um terrível erro ao abandona-la após o assassinato de seu pai.

Ou que ela estaria se afogando em alguma praia e sua mãe a salvaria, ou qualquer ideia idiota que Lily inventara para camuflar a realidade sufocante de que sua mãe jamais voltaria.

Mas de todos os sonhos insanos da garota, ela jamais imagimaria que sua mãe invadiria a sua casa, vestida como um psicopata a espera dela em seu quarto.

Sua vida não poderia ser mais insana, poderia?

— Oi, querida. — disse a mulher com aquela voz tão familiar, mas tão estranha.

Estranha. Ela era um estranho, nunca fora sua família, desde o dia em que a abandonara.

Ela havia abandonado uma criança sem compaixão alguma.

Uma onda de raiva passara por Lily.

— Não me chame de querida — sibilou — Vá embora!

— Lily... — a mulher tentou se aproximar da garota, que por sua vez se afastou automaticamente.

— Não diga nada. — dizia. — Apenas vá embora e finja que nunca esteve aqui. Você é ótima nisso mesmo.

— Tudo bem — disse Sofia — Eu vou embora, mas antes você precisa ouvir o que eu tenho a dizer. E no final, se você quiser que eu vá embora, eu irei.

Lily cruzou os braços. Ela queria saber o que a mulher tinha a dizer, sua curiosidade era esmagadora.

— Não sei...

— Dez minutos — Sofia falou — E nada mais.

A garota olhou para a sua mãe e engoliu em seco. Ela só esperava que não se arrependesse do que diria à seguir.

— Dez minutos — disse e sentou-se na cadeira de sua escrivaninha.

Sofia retirou o capuz e se acomodou na ponta da cama de Lily. Seus cabelos escuros estavam presos para trás em um rabo de cavalo, o que deixava o seu rosto cansado totalmente à mostra.

A mulher encarou as próprias mãos que estavam cobertas por luvas de couro preta. Lily não pôde deixar de pensar em como alguém conseguia usar tanta camada de roupas no clima quente da Califórnia, somente de olhar ela se sentira incomodada.

— Eu não quis abandonar você — começara sem olhar para a filha — Eu fui obrigada.

— Obrigada à ser uma covarde? — Lily disparou com amargura.

Sofia a olhou.

— Você não sabe o que me levou a fazer aquilo.

— Conte-me então — disse-lhe sem paciência — Não tenho o dia todo.

Sofia mordeu o lábio inferior, perdida em seus próprios pensamentos.

— Te contarei desde o início — disse — Para que você entenda tudo.

Lily aguardou enquanto a mulher parecia reunir coragem.

— Eu conheci Jimmy quando éramos crianças — começou, e Lily sentira uma sensação gélida em seu peito ao ouvir o nome de seu pai, saindo da boca daquela mulher — Nós nos tornamos amigos e na adolescência ele me pediu em namoro, seus avós ainda eram vivos e não aceitaram muito bem a nossa relação.

— Onde estão os meus avós? — Lily não se conteve.

Laura jamais falava sobre a família dela. Somente lhe dizia que algumas coisas deveriam ser esquecidas e deixadas de lado. Lily não se importava no entanto, ela tinha Shawn e Laura, e esta família a bastava.

Mas naquele momento, tão mercê da verdade, a sua curiosidade fora despertada.

Sofia voltou a encarar as próprias mãos.

— Eles estão mortos. — Lily abriu a boca em surpresa — E sua avó paterna falecera anos antes de você nascer, e seu avô está em uma casa de repouso em algum lugar em Massachusetts.

— Entendo — disse — Continue.

— Eu tinha uma irmã, a Emma — Lily franziu o cenho, havia outra irmã? — Ela tinha apenas dezessete anos quando eu me casei com o Jimmy. O meu relacionamento com ele não estava muito bom, brigávamos a todo tempo, e então Emma e Jimmy tiveram um caso amoroso.

Lily arregalou os olhos.

— Eu fiquei devastada — seus olhos encheram-se de lágrimas — Eu não sabia o que fazer. Então Jimmy me pediu perdão e tentamos esquecer o ocorrido. A nossa família não precisava de mais escândalos. — ela olhou para a janela — E então veio a notícia.

Fez-se silêncio.

— Que notícia? — Lily perguntou ansiosa.

Sofia olhou para a garota.

— A notícia de que Emma estava grávida de Jimmy.

Lily estava boqueaberta. Ela tem uma meia irmã? Aonde ela estaria? Mil perguntas borbulhavam em sua cabeça confusa.

— E o que aconteceu com a criança?

— Meus pais surtaram — ignorou a pergunta feita pela garota — Eles diziam o quanto aquela notícia acabaria com a reputação da família, e o quanto fomos imprudentes por deixar aquilo acontecer. Eles até ameaçaram matar a criança, diziam para Emma abortar.

— Que horror — sussurrou Lily.

— Então eu tive uma ideia — disse — Eu cuidaria daquela criança. O criaria como o meu filho, daria-lhe a chance de viver e ter uma família. Era a ideia perfeita.

Lily estava totalmente confusa. Ela não se lembrava de um bebê quando era criança. Algo não estava se encaixando naquela história.

— Onde está a criança, Sofia?

A mulher balançou a cabeça em negação.

— Tudo parecia ir bem — disse — Emma aceitou a minha proposta, ela acompanharia a criança até os dezoito anos, quando todos diriamos que ela era a verdadeira mãe. A criança nascera e batizamos ela com o nome de India, o lugar favorito de Emma.

India.


Lily engoliu em seco, seu coração disparado.

— Mas então, aos seus seis anos, Emma surtou — disse — Ela vira India me chamando de mãe, e surtou. Ela disse que aquele posto era dela e somente dela. — lágrimas brotaram em seus olhos verdes — Jimmy tentou conte-la, mas ela estava fora de si. Tiveram que prende-la em casa, onde ela morava com nossos pais. Ela queimou a casa que morava, matando meus pais, e então fora em minha casa para pegar India, Jimmy não permitiu e Emma atirou nele.

— Emma matou o meu pai? — a garota praticamente gritara ao se pôr de pé.

Sofia assentiu.

— Ela matou o seu pai e viera atrás de mim, e disse que se eu não sumisse da face da terra, ela mataria India na minha frente — continuou — Pois se a garota não fosse dela, não seria de mais ninguém.

— Onde está Emma? Onde está India?

Sua mãe a olhou, e havia pena em seu olhar.

— Ela mudou de nome, para que ninguém as encontrasse — disse-lhe — Emma agora usa o nome de Laura, Laura Stone.

Lily sentira como se o chão estivesse desabando e as paredes se fechando ao seu redor.

— O que você quer dizer com isso? — sua voz saiu em um sussurro.

— Laura é a Emma — então ela olhara no fundo dos olhos de Lily — E o seu nome verdadeiro é India, querida.

Isso explicava a caixa com as identidades, isso explicava o porquê da Laura sempre se esquivar quando a garota lhe questionava sobre a sua família.

— Não — Lily negou — Eu sempre fui chamada de Liliam.

— Eu te chamava assim, porque este era o nome do qual eu daria para a minha filha, caso eu tivesse uma. — explicou — O nome em sua certidão de nascimento é India Eisley Stone Sykes.

Os olhos azuis esverdeados de Lily encheram-se de lágrimas. Sua vida era uma mentira. Sua mãe não era a sua mãe e sua tia era quem verdadeiramente lhe dera a luz, e quem provavelmente matara o seu pai e seus avós por ser uma psicopata.

— Isso não pode ser verdade — disse em negação — Você está mentindo!

Sofia se levantou.

— Pergunte à Emma — disse — E então você saberá que eu estou falando a verdade.

Lily não disse mais nada, o choque da verdade a deixando desnorteada.

— Caso queira me encontrar — disse tirando algo de seu bolso — Eu estarei neste endereço, e então poderemos fugir juntas desta vez.

Sofia entregou um pedaço de folha de papel branco à garota, e então caminhou em direção à janela.

— Por que agora? — Lily perguntou e Sofia a olhou — Por que dizer a verdade somente agora?

A mulher encarou a garota em busca da resposta.

— Porque a verdade tarda, mas não falha. — então ela saiu pela janela, deixando Lily parada no meio do cômodo, assimilando todas as informações que recebera naquele fim de tarde.

E então o sol desaparecera completamente no horizonte, a escuridão tomara conta de Beverly Hills.

                         ...

O pôster da banda Nirvana colada na parede de Lily nunca fora tão interessante como naquele momento. Kurt, Krist e Dave a encarava, quase como se pudessem enchergar a confusão eminente da garota. Ela os observava, como se pudesse desvendar mistérios de conspiração que rondava a banda.

Entretanto, Lily não conseguia parar de pensar sobre o que Sofia lhe dissera.

A garota estava sentada em sua cama, suas mãos seguravam o endereço da mulher onde descansava seus pulsos em seu colo.

Ela não sabia o que deveria fazer com as informações que recebera naquele dia.

O que ela deveria fazer? Confrontar Laura?

A garota estava confusa, e não havia ninguém com quem ela quisesse partilhar aquela informação.

Ela poderia ligar para Nash, mas já lhe causara problemas demais para somente uma vida. Aquele fardo era somente e exclusivamente dela.

A garota ouviu o som de um carro parando em frente à sua casa. Ela se lavantou no mesmo momento e pôde ver Laura, Daniel e Marc saindo do automóvel.

Um medo repentino se apossou da garota quando seus olhos caíram na mulher.

Laura não parecia o tipo de pessoa que mataria alguém, mas psicopatas não aparentam ser quem realmente são.

E o pior, aquela mulher era a sua mãe biológica.

Lily se afastou da janela e pôde ouvir o som da porta da frente ser aberta. Ela caminhou até a porta de seu quarto e saiu do cômodo, andou em direção ao meio do corredor e tentou ouvir o que os três adultos diziam no cômodo de baixo.

Eles pareciam alterados.

— O que faremos agora? — a voz de Marc se destacou.

— Vamos manter a Lily o mais longe possível de problemas. — Laura disse, sua voz fazendo Lily sentir um bile formar-se em sua garganta.

— Não podemos deixa-la sair, exceto para ir à escola. — Daniel dissera.

— Talvez seja melhor ela estudar em casa. — Laura cortou-o.

— Lily achará isso estranho, não? — Daniel perguntou em dúvida.

— Ela não se importaria de faltar na escola — dizia a mulher — E Lily nunca foi do tipo que se importa com explicações.

Não até aquela tarde, até aquele dia.

— Eu ficarei aqui para ajuda-los — disse Marc.

— E reforçarei a segurança da casa — disse a voz de Daniel — Colocaremos grades em todas as janelas ainda essa semana.

Lily arregalou os olhos. Eles queriam tranca-la em casa?

Talvez Sofia tivesse razão em dizer que Laura era uma louca. E talvez quando Megan dissera-lhe que mais pessoas queriam ver a sua derrota, ela se referia à Laura, Marc e Daniel.

Lily sentira o seu coração ser esmagado. Ela amava aquelas pessoas, mas talvez em nenhum momento fora recíproco.

A garota ouviu passos na escada, e logo correra para o seu quarto. Ela se jogou em sua cama e cobriu-se com seu cobertor.

A porta do quarto fora aberta, e Lily fingiu estar dormindo.

— Lily? — Laura sussurrou.

A garota estremecera, mas nada dissera.

Ela não estava preparada para olhar nos olhos daquela mulher, ela não estava preparada para olhar nos olhos de sua verdadeira mãe.

Dando-se por vencida, Laura beijara o topo da cabeça de Lily e saiu do quarto, logo apagando a luz e fechando a porta.

Lily abrira os olhos e sem se mover fitara a janela entreaberta à sua frente.

                        ...

Levante-se, recomponha-se e finja que tudo está certo. — dizia Lily mentalmente para si mesma enquanto encarava o seu reflexo no espelho na manhã do dia seguinte.

Ela deveria agir com cautela, pois se Laura realmente fosse quem Sofia dissera-lhe que era, então Lily deveria tomar cuidado.

A garota reunira toda a coragem que possuía e dirigiu-se à saída. Pegara a sua mochila escolar e saiu de seu quarto.

Enquanto descia as escadas ela podia ouvir o murmúrio vindo da cozinha, e ao entrar no cômodo as vozes cessaram imediatamente.

Nada suspeito — pensara Lily com ironia.

Os três pares de olhos a encarava, mas Lily evitara olha-lhos diretamente. A garota caminhou até a fruteira, logo pegando uma maçã e mordendo-a.

— Você deveria lava-la — Laura dissera, referindo-se à fruta.

Lily finalmente olhou para a mulher, e ao contrário do que imaginara, o mundo não explodira ou acabara..

A garota somente lançara um sorrisinho para a mulher e nada dissera, continuando a comer.

— Vamos? — Lily se direcionara à Daniel.

O rapaz de levantou.

— Claro.

Lily estava se virando para partir, mas Laura logo se apressou.

— Não se esqueça que hoje teremos o jantar na mansão dos Smollwood.

Lily expirou. Todos os anos, naquela mesma data, a família Smollwood dava um jantar para as famílias mais importantes de Beverly Hills, Lily e Laura sempre eram convidadas, assim como os Mendes e os Sharbinos.

Era um jantar com nenhum propósito específico, o foco principal sendo pessoas milionárias se gabando de suas conquistas anuais, mensais e semanais e fofocando sobre a vida alheia.

Lily não poderia estar mais ansiosa — pensava novamente com ironia.

— Não esquecerei — disse, e então saiu do cômodo.

O sol estava forte naquela manhã, fazendo a pele de Lily esquentar-se no momento em que entrara em contato com o seu corpo.

A garota olhara automaticamente para onde Shawn sempre a esperava para irem à escola, mas ele não estava lá.

Pelo contrário. Ele estava andando em direção à um carro vermelho chamativo, que Lily nunca havia visto antes em sua vida.

O rapaz olhou na direção dela, como um imã, e automaticamente cessara os passos.

Lily sentira a raiva consumi-la. Shawn não mandara uma mensagem para ela, e muito menos ligara. Ele não entendia o que estava acontecendo com a garota, e nem ao menos percebia que o olhar dela estava vazio, assim como tudo em sua vida.

E novamente, Lily estava sozinha.

— Shawn não vai conosco? — Daniel perguntou ao passar por Lily.

— Esqueça o Shawn — Lily dissera ainda encarando o namorado, ou ex, ela nem ao menos sabia, pois Shawn a evitava.

Ela colocara os seus fones de ouvido e a música IDFC do Blackbear começara a tocar. A garota desviou a atenção de Shawn e caminhou em direção ao carro de Daniel, sentando-se no banco do passageiro.

A viagem até a escola foi silenciosa. Daniel tentava puxar assunto com a garota que mal o respondia ao permanecer com sua atenção nas ruas.

Os últimos enfeites do Halloween eram retirados, retornando o ar sofisticado daquela pequena parte de Los Angeles.

Ao chegar na escola, Lily descera do carro sem se despedir de Daniel e seguira caminho diretamente ao campo de futebol da Beverly Hills High School. Ela não estava no clima de ficar com seus amigos, e tudo o que ela queria era ficar sozinha. Talvez matasse aula como nos velhos tempos, mas só que sozinha, pois no presente, Shawn não era mais o seu par em uma dupla dinâmica.

Lily subiu poucos degraus da arquibancada, e se sentara na terceira fileira de bancos.

Fazendo a sua mochila como travesseiro, Lily o colocara em seu colo e deitara a sua cabeça contra a mochila.

Ela só queria ficar ali, escutando a canção Easier To Run que soava em seu fone de ouvido em volume máximo. Lily só queria entrar na música e se tornar uma onda sonora, desaparecer e fazer todo aquele turbilhão de pensamentos desaparecer de sua vida.

O que ela faria, afinal?

Não havia nada a se fazer.

Lily sentiu alguém sentar ao seu lado e logo levantou a cabeça para o intruso, encontrando um par de olhos azuis.

— Eu vi você vindo pra cá — disse Nash e Lily tirou um lado de seu fone — Por que não se juntou conosco como o habitual?

A garota abraçara a sua mochila enquanto a música entrava em seu segundo refrão.

— Só queria ficar sozinha.

— Shawn não veio com você. — o rapaz observou.

— Não — disse Lily com amargura existente em seu tom de voz.

— Vocês estão brigados? — Nash perguntara receoso.

— Acho que sim — repondera-lhe com sinceridade.

— Você disse a verdade para ele? Sobre o motivo verdadeiro por você estar no meu carro ontem?

Lily rira sem humor.

— Não — disse — Ele nem ao menos me deixou explicar e sinceramente, eu não tenho mais forças para correr atrás das soluções.

Nash franziu o cenho.

— Como assim? — perguntara intrigado.

— Aconteça o que acontecer, eu não correrei atrás dele e nem de ninguém, e nem de nada — encarou a quadra — No final nada importa mesmo.

O sinal na escola soou e Lily nem ao menos pestanejara.

                        ...

Lily matou as primeiras aulas, principalmente as que teria com Shawn. Era cômico o fato de que toda a sua vida ela amaldiçoava as aulas que não tinha com ele, mas naquele momento ela tentava ao máximo evita-lo.

Se era para ignorar, então ela entraria no joguinho dele.

A garota estava farta demais para se importar com qualquer coisa que não fosse o fato de ser filha de Laura, que na verdade se chamava Emma, e que talvez fosse uma assassina. A assassina de seu pai.

Como Lily conseguira chegar naquela situação?

A garota encarava a professora que falava sobre a matéria, mas Lily mal a ouvia.

Era estranho, Lily estava calma demais para aquela situação, ela sentia-se como uma bomba relógio que a qualquer momento explodiria.

Isso era perigoso.

O sinal encerrando a última aula soou, e todos os alunos levantaram-se.

Lily saiu da sala de aula ignorando todos enquanto passava pelos alunos. Ela queria ir embora e se trancar em seu quarto até a maldita festa dos Smollwood que aconteceria naquela noite.

Ela saiu do edifício e descera as escadas, mas algo a deteve, ao ver Shawn e Lauren juntos. A garota tocava nele enquanto ria de algo que ele falava.

— Eles são até bonitos juntos — uma voz em tom de deboche dissera ao lado de Lily.

Logan piscou para ela, e seguiu em direção ao "casal". Naquele momento ela não sabia mais de estava irritada com Shawn ou Logan.

Música. Lily precisava de música para não surtar e espanca-los ali mesmo.

Ela colocou os fones e logo Nirvana estava tocando.

A garota caminhou pelo campus, passando pelo "casal" sem olha-los. Ela avistou o carro de Daniel e não demorara em se apressar até o veículo.

— Você não está com uma cara boa — Lily ouviu Daniel dizer por cima da música que tocava em seus fones no momento em que a garota se jogava no banco do passageiro e fechava a porta com violência.

— Vamos logo para casa — foi tudo o que disse.

Ao chegar em casa, Lily fizera exatamente o que tanto sonhara na manhã daquele mesmo dia. Trancara-se no seu quarto, jogara-se em sua cama e ponderou sobre a possibilidade de hibernar ali mesmo.

Horas mais tarde Lily acordara com batidas contra a sua porta.

— Lily — Laura chamava-a — Você tem meia hora para descer.

Desnorteada, Lily olhara pela janela e percebera que a noite caíra, ela dormira demais.

— Liliam! — Laura tornou a repetir.

— Já descerei — respondeu enquanto se colocava de pé, em seguida caminhando até o banheiro.

Após se arrumar, Lily descera as escadas, encontrando Laura, Marc e Daniel à sua espera. A mulher usava um vestido azul escuro, e os homens trajavam terno e gravata. Lily por sua vez, usava seu simples vestido curto preto.

Eles saíram da residência, logo adentrando no carro de Daniel, conduzindo o veículo em direção à casa dos Smollwood aonde aconteceria o jantar.

Lily já estava entediada antes de chegar no local.

Enquanto observava as luzes da cidade noturna, o celular da garota vibrara em sua pequena bolsa de mão. Sem tardar, o pegara e havia diversas mensagens.

Lox, Yubin e Rapha perguntavam-lhe o porquê dela não ter comparecido às aulas.

Louis havia mandado-lhe incontáveis mensagens, xingando-a e ameaçando, para que a garota contasse o que estava havendo, já que ele vira Shawn sentado com Lauren e seu grupinho na hora do intervalo.

O coração de Lily doeu, e uma agonia tomara conta dela ao pensar em Shawn.

Ele não era somente a pessoa que ela se apaixonara, mas sim também a pessoa em que ela mais confiava. E não ter ele com ela naquele momento tão turbulento era agonizante.

E dentre as diversas mensagens, nenhuma delas eram dele.

Havia uma mensagem de Nash, desejando-a uma boa noite. Lily desejou-lhe o mesmo, sendo ele o único quem ela respondera, e após bloquear a tela de seu celular e guarda-lo de volta em sua pequena bolsa, reparara que eles já se encontravam na mansão dos Smollwood.

— Chegamos. — Daniel dissera.

— Credo. — resmungou Lily, atraindo a atenção de Laura.

— Se comporte, Liliam. — a mulher se adiantou a avisar.

Lily sentiu a ordem materna no timbre autoritário de Laura, e tivera que reprimir a vontade de dizer-lhe que ela não era sua mãe, só para ver a sua reação.

— Eu sempre me comporto. — respondeu cínica.

Marc, que estava sentado no banco da frente ao lado de Daniel, riu com a resposta da garota.

— Como no ano passado? Quando você e o Shawn invadiram a sala de jogos?

Laura e Marc riram com a lembrança, mas Lily somente sentira seu peito doer com uma das milhares lembranças boas que possuía com Shawn.

Aquele garoto ainda a deixaria maluca.

Após passar pelos seguranças, indentificar-se, eles estacionaram o veículo na enorme garagem da mansão.

Os quatro saíram do carro e caminharam até a entrada, sendo saudados pelo anfitrião que aguardava os convidados de Christian e Louise Smollwood.

Ao entrarem na espaçosa residência, depararam-se com convidados conversando no salão. Vários garçons passavam com bandejas contendo alimentos ou bebidas, sendo direcionadas às mesas postas no local, e uma música clássica, Lily presumiu ser a nona sinfonia de Bethoven, tocava baixo pelos alto falantes embutidos.

Havia um palco, no qual Christian Smollwood e sua esposa subiriam para falar com seus convidados, como em todos os anos.

Lily estava concentrada em observar o local, quando percebera que alguém a encarava.

Seus olhos passaram pelas pessoas até cairem em Shawn, que estava servindo como garçom. Lily sabia deste fato, mas havia se esquecido.

Shawn "trabalharia" por um dia na festa, pois sua mãe o voluntariou para ajudar. Mãe sendo mãe.

O coração de Lily estava disparado enquanto ela e Shawn se encaravam. Ela queria correr até ele e abraça-lo, chorar em seus braços e dizer-lhe que estava com assustada e com medo. Medo de tudo o que estava acontecendo.

Mas fora Shawn quem se afastou dela, ele tomado por seu orgulho.

Então a garota sentira ser observada por outro alguém, e ao olhar na outra direção, pôde encontra-lo, sentado em uma das mesas postas, Logan a encarando com um sorriso estranho em seu rosto.

E mais ao longe, ao lado do palco, James tomava a sua taça de champagne, seus olhos também fixos na garota.

Aquela seria uma longa, extremamente longa noite.



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