História Beyond The Galaxy - Jikook - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Drama, Jikook, Kookmin, Namjin, Yoonseok
Visualizações 52
Palavras 1.366
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeiramente queria avisar algumas coisinhas ♥

♦ O relacionamento do Jungkook e do Jimin vai demorar a se desenvolver, tipo, não vai ser uma coisa de dois capítulos.

♦ Isso é 100% ficção, ou seja, nem tudo aqui é correto e certo, portanto pode conter coisas sem lógicas na vida real.

♦ Tentei abordar um tema diferente, então espero que gostem ♥♥♥ Boa leitura ♥

Capítulo 1 - Em grupo


Fanfic / Fanfiction Beyond The Galaxy - Jikook - Capítulo 1 - Em grupo

○○○

 

 

"Eu odeio a humanidade".

Estas eram as principais palavras citadas por Park Jimin, seja em uma conversa avulsa ou na prisão que eram seus pensamentos.

Se encontrava mais uma vez na cabine de treinamento de pressão, onde os "astronautas" são expostos a situações de pressão atmosférica alta (hiperbárica) e pressão atmosférica baixa (hipobárica) em câmaras de altitude, para aprender a lidar com emergências associadas a essas condições. Sua cabeça latejava e seu corpo parecia querer se desintegrar, contudo - felizmente- a sensação era mil vezes melhor comparado a seus primeiros dias de treinamento.

Ele era Park Jimin, vulgo menino prodígio. Existe algo difícil para sí?

Faziam cerca de cinco anos que estava na academia e, mesmo após tanto tempo, nunca fora chamado para uma missão.

Seus superiores o subestimavam?

Se retirou da cabine com lentidão, sentindo que seus sentidos estavam levemente embaralhados. Foi acolhido por seu professor - que batia palmas enquanto mostrava-o um sorriso gengival -, curvou-se em respeito e parou no mesmo instante que o homem se pôs à sua frente.

- Perfeito, Park! Realmente magnifico, você nunca nos decepciona! - Exclamou eufórico enquanto apertava um dos ombros do rapaz como demonstração de orgulho.

Jimin retirou seu capacete, ajeitando suas madeixas negras com os dedos gorduxinhos e pequenos, encarando seu superior com sua famosa expressão de "indiferença", ou talvez "nada".

— Você fala isso em todos os treinamentos. - Ele abre o zíper de sua roupa pesada, abaixando e tendo apenas sua roupa casual à mostra. - Então por que diabos vocês não me enviam em uma missão?

William espremeu um lábio contra o outro, ponderando suas palavras. Passou os dígitos pelo cabelo e suspirou pesado, como se estivesse cansado do assunto a seguir.

— Park, já conversamos sobre isso. Sabe, você é ótimo na parte física, mas na parte psicológica você é reprovado pois-

— A personalidade de um astronauta deve ser marcada por alta motivação, flexibilidade, sociabilidade, empatia com seus colegas, um nível baixo de agressividade e estabilidade emocional, sendo que eu sou o completo oposto disso tudo. - Repetiu o discurso de todas as vezes com ironia, sentindo a irritação vir levemente.

Não era culpa dele ser tão... Fechado.

O homem mais velho passou a palma pela barba rala, a alisando, divagando sobre a situação do brilhante - porém tão fechado - garoto a sua frente. Seus olhos brilhavam em expectativa pelo garoto, mas o defeito que ele possuía era impassível, não podiam ignorar.

— Me coloquem em uma equipe então, eu posso provar que mudei em um ano. - Pegou sua mochila, pondo suas alças sobre os ombros enquanto procurava por seu tênis.

O silêncio pairou pela sala por longos segundos, intercalando apenas com o som das respirações de ambos. "Equipe" e "Park Jimin" em uma mesma frase eram temas delicados.

— Não acho que você já esteja pronto para outra equipe, e meus superiores concordam com minha opinião.  Jimin, é só você ter mais paciência e-

— Eles estão mortos, William. Por que ainda pensam nisso? Eles estão enterrados a sete palmos abaixo do chão, acha mesmo que não estou preparado para algo apenas porque eles morreram? - Perguntou sem tirar a atenção dos cadarços que amarrava. - Foi um treinamento falho onde meus companheiros de equipe morreram. Eu já me abalei com isso e já passou, eu não me importo mais com isso, acabou tudo para eles e eu estou vivo. Vou viver a minha vida. Como normalmente dizem: Vida que segue.

William massageou as têmporas, sentindo o incômodo da raiva invadir seu peito. Como aquele jovem falava assim de seu companheiros falecidos?

Bufou impaciente, segurando-se para não levantar a voz com o rapaz - que mantinha a feição calma -.

— É exatamente por isso, Jimin. Exatamente por essa personalidade sua. Como diabos pretende ser um astronauta e passar mais de sete meses trancado em um cubículo, cheio de gente, que aliás é uma equipe e precisa de ajuda mútua? - Ele riu em sarcasmo. - Como podemos crer que na primeira aparição de perigo você não vai deixar todos para trás assim que um modo de sobrevivência surgir? Enquanto você não melhorar nesses quesitos você NÃO  vai a missão alguma. - E virou-se, marchando irritado para longe.

Jimin deu de ombros, por mais que quisesse, não sentia-se comovido por suas palavras.

 

[. . .]

 

Encontrava-se deitado em sua cama, no quarto que escolhera como seu a alguns anos. Pequeno, apertado e espaçoso o suficiente para uma pessoa apenas. Sentia-se frustrado, queria tanto ir lá para cima, viajar além do mundo, ir além das galáxias. Queria conhecer o cosmos, observar as estrelas e conhecer a imensidão negra e vasta. Queria ver a Terra girar de longe, e ao seu encalço o Sol servindo como paisagem. Ele queria tanto.

Mas não podia.

Ouviu batidas em sua porta e, depois de alguns segundos ponderando sobre abrir ou não, respirou fundo.

— Abrir. - Ditou simples, observando em seguida a porta deslizar para o lado, deixando o homem mais velho de antes, visível.

— O Conselho quer te ver agora. Primeiro assista a palestra e logo depois se dirija para a sala azul. - O rosto do homem não era um dos melhores, sua expressão era fechada e enfezada.

Sem pestanejar ou praguejar ele se levantou, calçou mais uma vez os tênis e saiu, rumando o imenso auditório.

O lugar era imenso e, assim como noventa por cento da instituição, a decoração era em maioria branca e azul. Sentou-se em uma das cadeiras com a expressão indiferente, aguardando o doutor Thales começar com seu discurso.

O velho limpa a garganta, puxa o ar e encara destemido a plateia de jovens - e nem tão jovens assim-.

— Nós convivemos dia a dia com a poluição. Em alguns lugares, mais para o interior e em cidades pequenas, a situação ainda não é tão preocupante, pois existe mais verde e menos veículos e indústrias. Já em grandes cidades, a poluição é visível a olho nu, tanto no céu, com aquela poeira cinza sobre a cabeça de todos, como nas águas dos rios, que normalmente são contaminadas de diversas maneiras.A humanidade está cada vez mais próxima de seu fim, esgueirando-se para um final horrendo, com o fim dos recursos naturais e a população humana, que está cada dia maior. A própria Terra não consegue mais nos suprir, estamos à beira de um colapso. - Parou por alguns segundos, observando a feição atenta dos ali presentes. - É visível para todos o quanto precisamos de uma nova casa, e atualmente Marte é nossa nova aposta. Biogenesis será nossa nova aposta. A primeira colônia humana em Marte! - Ele anunciou eufórico, arrancando gritos animado. - Daqui a exatos cinco meses iniciaremos a missão, até lá, usaremos o tempo para treinamento árduo. Serão selecionadas equipes e, a partir de testes, iremos eliminá-las. Conto com vocês. - Ele se vira e sai, ouvindo os urros e aplausos animados.

Park não podia mentir, aquilo o havia afetado. Seria enfim sua chance?

Levantou-se em um pulo, correndo como um louco pelos corredores até a sala azul, visando falar com seus superiores. Era agora, ele sentia isso em seu peito.

Quando enfim chegou à sala, pôde ver o diretor geral conversando com um garoto de cabelos castanhos e alto. Eles pareciam sério demais para Jimin. Deu duas batidas tímidas na porta, esperando receber alguma reação.

O homem de bigode sorriu ao ver o rapaz à porta, levou seus dedos alisando a ponta de seu pelo facial, enrolando-o.

- Ah, Park. Bem na hora! - Ele levantou-se animado, caminhando até o moreno menor e enlaçando seu braço. - Precisamos conversar sobre assuntos que talvez o interessem.

- Senhor Taewon, eu preciso de uma equipe. Eu realmente preciso ir lá para cima. - Ditou convicto, segurando a manga da blusa do homem. - Se quiser eu até me ajoelho, mas por favor... Me coloque em uma equipe. Eu imploro...

O homem mais velho sorriu presunçoso, se separando do menino e voltando a se sentar - agora cruzando as pernas-.

- Meu caro Park Jimin, não precisa de tanto drama. Sua equipe já está formada, e esse à sua frente é Jeon Jungkook, o comandante de seu grupo. Boa sorte na seleção.



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