História Beyond The Mission - Capítulo 21


Escrita por: ~ e ~abouthelauren

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Visualizações 407
Palavras 2.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Ecchi, Escolar, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey gente ♡ voltei viado. Vocês não vão comentar? Estou começando a achar que estou escrevendo pras paredes uahauaha bom, leiam o novo capítulo.

Capítulo 21 - In love


Em questão de segundos o ambiente que estava curioso e esperançoso, se tornou tenso, deplorável e irritantemente silencioso. Ninguém sabia o que dizer depois do que foi escutado, porém o silêncio se quebrou quando Clara caiu em prantos, esbanjando lágrimas ao ombro de Michael, seus choros esganiçados soavam por todo o cômodo. Ele afagava os cabelos de sua mulher, a fim de acalmá-la, com a expressão facial realmente desapontada. Ninguém tinha palavras e muito menos voz para responder. Eu não sabia o que dizer, Dinah, por sinal, veio ao meu lado e me abraçou, segurei em volta do seu pescoço com uma força tão grande que se tornou impossível em conter. Eu simplesmente não conseguia chorar mais, embora a vontade acertasse em cheio.

- Eu acho que chorei tanto devido ao acidente, e com tudo o que aconteceu, que está sendo impossível sair alguma água de meus olhos. — Suspirei em um sussurro, minhas sobrancelhas se contorcendo em tristeza. — Estou totalmente desidratada. — As mãos de minha melhor amiga acariciavam minhas costas, fazendo-me por um segundo esquecer do ocorrido.

- Eu sinto muito por isso. — Dr. Simpson se manifestou, por fim. — Não sabemos quando ela pode despertar, alguns levam meses, até anos... — Ele pausou, olhando para todos na sala, não sabendo direito nem como continuar. — Não queria desaponta-los.

- Tudo bem... — Clara fungou. — Nós podemos vê-la?

- É claro, me acompanhem. — Os pais de Lauren se levantaram e começaram a seguir o Dr. junto a mim e Dinah. Parando na porta do quarto em que Lauren estava, ele parou e olhou para nós. — Podem entrar de duas em duas pessoas. Visitas, só 6 pessoas por dia. Ela precisa de acompanhantes frequentes, bom, pelo menos uma das pessoas de sua família ou alguma amiga dela, precisa passar uma noite com ela. Regras do hospital. Pais, vocês podem ir primeiro, por gentileza. — Ele abriu espaço, Michael e Clara prontamente entraram. Os olhos do dr. pairaram sob os meus. — Quando eles saírem, você e sua amiga podem entrar. Fiquem a vontade. — Eu assenti, e ele saiu, tocando em meu ombro antes de fazê-lo.

Eu e Dinah sentamos em um dos bancos de espera, e o silêncio agora se tornou constante, como se fizesse parte de nós. Meus olhos não focavam em nada de importante, eu apenas passava-os em cantos aleatórios, vez ou outra olhava fixamente para algum lugar.

- Você... parece bem abalada com isso. — Dinah pronunciou, com receio de que eu desse alguma resposta óbvia à ela, ou seja grossa. Meu humor não estava bom, menos ainda quando se junta com a sonolência, cansaço e dores musculares.

- Eu estou. — Disse sem ânimo, a partes, sem pensar.

- Não sabia que gostava tanto dela...

Nem eu sabia.

- Bem, pelo o que tudo indica, gosto bastante dela. — Ri sem humor. — Eu a odiava. Como isso pode? Eu tentei matá-la, ela tentou me matar. Por que com isso tudo, eu ainda consiga chorar por ela?

- Você se apegou à ela. Ela pediu desculpas, queria algum tipo de trégua. Acabou tornando isso, automaticamente abriu sentimentos no teu coração. — Eu olhei espantada para Dinah, no qual falava tudo tranquilamente como uma psicóloga. Seus olhos se redicionaram pra mim e ela notou minha expressão incrédula. — O que foi?

- Você está bem? É a Dinah Jane que eu conheço? — Ela sorriu, revirando os olhos em sinal de diversão.

- Em algumas situações, não se têm porque brincar. Mas não se acostume, não sou de dar conselhos. — Ela me deu um soco fraco no braço. — Você é minha melhor amiga. Agora não é hora de fazer piadas.

- Tem razão.

- Bom, sobre o que eu estava dizendo... Lauren queria que você a conhecesse melhor, e você o fez. Mesmo que não perceba, você deu uma chance à ela. — Ela pausou, soando bastante confiante em suas palavras. — Você gostou da personalidade dela, Chancho. Gostou dela em si.

- Pensando por esse lado, é verdade. — Prendi meu lábio inferior entre meus dentes, pensativa. — Eu nunca pensei que choraria como um bebê por Lauren Jauregui. Às vezes o destino brinca com a gente de um jeito...

- Você é uma trouxa. Já sequer percebeu como olha pra ela? — Juntei as sobrancelhas em confusão, tentando entender o que Dinah queria dizer com isso. Olhar? Eu olhava normal.

- Não? — Disse com obviedade na voz. Minha melhor amiga balançou a cabeça negativamente, seus lábios estampados por um sorriso em risos nasais.

- Você a olha com paixão, desejo, maestria, admiração... Não sei definir muito bem, mas você diz praticamante tudo com o olhar. — Ela riu. — Você se entrega que está apaixon-

- NÃO. DIGA. ESSA. PALAVRA. — Minhas mãos cobriam a boca de Dinah enquanto ela me encarava espantada, como se fosse invocar o nome do Voldemort. Ao retirar minhas mãos, eu limpei a garganta. — Desculpe.

- Não quer admitir para si mesma, não é? — Ela me olhava de relance, ao todo, um olhar sábio e bastante brincalhão.

- Não tenho o que admitir. — Concluí a conversa por aqui, vendo que ela desistiu sobre me convencer sobre estar apaix... apaixona... Ah. Sobre estar criando esses sentimentos por Lauren.

Eu preciso para de lutar contra minha consciência, fazia tempo que já me sentia assim em relação à de olhos verdes.

Por fim, os pais Jauregui saíram do quarto, e as bolsas abaixo dos olhos de Clara estavam inchadas e vermelhas, assim como seu nariz sensível. Eu e Dinah nos levantamos, indo até eles.

- Ela está tão alheia de tudo, querida. — Novamente, a senhora Jauregui explodiu em choro, me pegando desprevenida em um abraço. Ela era tão simpática e delicada que fez-me sentir um aperto na garganta para chorar junto. Meus queixos começaram a ficar trêmulos e não demorou até cair em um choro junto à ela, porém o meu era silencioso. Retribui seu abraço, e ela segurou firme em mim.

- Acredite que vai ficar tudo bem, Sra. Jauregui. — Eu sussurrei para ela, e de relance podia ver Michael observando nós duas com admiração, talvez por sermos tão doce uma com a outra, embora ainda esteja triste. Parecia que ele optava por não chorar na frente de qualquer um, o oposto de sua mulher.

- Pode me chamar de Clara, querida. Eu sei que ela vai superar, nossa Lauren é forte. — Ela quebrou o abraço, ainda segurando em meus braços, esboçando um sorriso fraco. — Você é uma boa menina para ela, Camila. — Sua voz era mansa, eu sorri, totalmente sem graça, estava sentindo minha bochecha queimar.

- O-obrigada, Sra... Uhn, Clara. — Respondi, não entendendo as reais intenções nas últimas palavras dela. Michael sorriu quando ela se afastou, me carregando em um abraço de urso.

- Pode contar com nós para tudo, absolutamente tudo. Você salvou nossa filha! Sem você, ela não estaria viva. — Disse ao me por no chão, fazendo-me cambalear um pouco para o lado.

- Não precisa agradecer, senhor... Era o que tinha que ser feito. — Sorri de lado, não conseguindo demonstrar algum tipo de reação sob os elogios.

- Mike. Me chame de Mike. — Bagunçou meus cabelos. — Vai vê-la baixinha. — Ele abriu espaço para a porta e eu assenti, dando um último sorriso aos dois como Dinah fez.

Ao adentrar o quarto, pude ver de longe Lauren deitada com algumas agulhas em seus braços, sustentando-a em soro. Essa visão fez-me sentir vontade de ajoelhar ao chão e chorar até que minha pele resseque. Eu não estava preparada para vê-la de perto, mas Dinah me impulsionou a continuar andando, tocando suas mãos em minhas costas e me guiando para frente. Os sons de bipes dos aparelhos no qual a mantinha me deixavam enjoada. Meus passos eram receosos e por vez, travados. Eu estava tendo uma batalha interna com questões de como conseguiria lidar com a mulher que despertava todo os sentimentos conturbados em mim, naquela cama de hospital, inconsciente sobre tudo.

Próxima o suficiente, do qual seu perfume até emanava através de minhas narinas e eu podia ver seu rosto suave e limpo, junto ao seu corpo, com curativos em algumas partes de sua pele. Eles deram banho nela, era fácil constatar quando meu rosto se aproximou do seu e o cheiro do sabonete de morango que sua pele transmitia invadiu meus pulmões em uma só respiração.

Passei a ponta dos meus dedos por seus cabelos molhados, apreciando a visão de seu rosto tranquilo e sem expressões tão próximo ao meu. Passei a ponta de meu nariz por sua bochecha, inalando ainda mais o cheiro que emanava dela. Depositei um beijo suave e demorado em sua testa, sentindo o gosto de lágrimas salgadas tomarem conta dos meus lábios, assim deixando um rastro delas em sua testa. Mal percebi que estava escorrendo tantas lágrimas em meus olhos, passei a mão pelo meu nariz limpando os resquícios que escorriam por ali.

Dinah observava meus atos quieta e silenciosa, e nas suas expressões eu podia ver uma pena sobre como eu me sentia em relação a tudo isso. Ela tocou a mão de Lauren, acariciando-a como se ela pudesse sentir.

- Oi, Lauren. — Ela disse, como uma boba atrapalhada, achei graça e sorri em como Dinah podia ser atenciosa e um amor quando queria. — Você deu um susto em nós... Pensamos que não sobreviveria. — Ela pausou, olhando as feições calmas de Lauren, transbordando seriedade. — Mas sabe qual é a boa e como você saiu dessa? Agradeça à Camila. — Eu balancei a cabeça, colocando meus dedos entre meus lábios com a intenção de apertá-los em nervosismo. — Ela te salvou, branquela. Vai ficar orgulhosa dela assim que acordar, como eu estou.

- Poxa, chee... — Eu disse, engolindo o segundo round do choro. — Isso foi tão doce. — Sorri sincera, e o sorriso da minha melhor amiga não era diferente.

- Sabe, Mila... — Dinah começou, parecendo pensar em como falaria aquilo. — Quando pessoas estão em coma, é bom que fale com elas.

- Uh, mesmo? Por qual motivo? — Disse um tanto surpresa.

- Bom, pelo simples fato de que, quando a pessoa está inconsciente, comunicar-se com ela ajuda a se recuperar. — Ela parou, alternando seu olhar para Lauren e depois, para mim, logo começando a falar novamente. — Você iria fazê-la voltar, digo... Ao seu meio-ambiente e consigo, assim trazê-la da inconsciência de novo para a vida e a vivência. — Meus olhos saltaram de suas órbitas, tentando entender em como DJ tinha tanto conhecimento sobre.

- Como sabe dessas coisas? — A loira riu nasalmente, os barulhos de bipe dos aparelhos de Lauren me deixavam aflita, ao mesmo tempo triste pelo fato de que ela estaria assim por tempo indeterminado.

- Uma prima minha, muito especial pra mim, ficou nesse estado. Por sorte, uma das enfermeiras era extremamente simpática, e me explicou que, se eu falasse mais com ela, todos os dias, e contasse até sobre meu dia, isso iria tirar a luta interna que minha prima tinha no exterior de si para despertar, todavia, como acabei de te explicar. — Uma linha reta se formou em seus lábios carnudos. — Realmente ajudou. Eu iria vê-la todos os dias, e conversava em todos os dias, sem tirar exceção, e ela acordou 8 meses depois de todo o transtorno. — Eu escutava atenta tudo o que Dinah me contava, suprindo todas as suas palavras e me sentindo feliz por ela, mas também, abatida.

- Eu não sabia, chee... — Suspirei, olhando para baixo. Ela levantou minha cabeça com seu dedo indicador, com um sorriso nos lábios.

- É passado, eu ainda não te conhecia, não fique assim. Não tome minhas dores, você já está sentindo demais, não acha? — Seus olhos sorriam em tamanha demonstração de afeto no qual se tratava de mim, me peguei sorrindo com tanto carinho que exalava de minha amiga. Encaixei meus braços envolta de seu pescoço magro, proporcionando-a o melhor abraço de todos, ou o que eu conseguia lhe dar.

- Eu te amo, você é a melhor amiga de todas. — Ela retribuiu o abraço, logo tratei em dar um beijo demorado em sua bochecha, deixando-a corada. — Não acredito! Dinah Jane tímida?

- Não estou tímida, boba. — Deu um soquinho em meu ombro. — Eu também te amo, chancho. — Sorriu com todo esse momento melado. — Vou deixá-la a sós com a fantasminha, tudo bem? — Torci minha expressão com seu apelido para a de olhos verdes, assim recuou quando notou minha expressão. — Fui! — Mandou um beijo para Lauren no ar.

Me sentei em um dos estofados no quarto, aproximando-o de Lauren. Peguei em sua mão pálida, dando leves carícias circulares, até que levei meus lábios nas costas de sua mão e depositei um pequeno beijo.

- Enfim apenas eu e você. — Mordi meu lábio com a intenção de aliviar as explosões de sentimentos em meu interior. Eu iria pôr em prática o que Dinah havia me dito, se possível, todos os dias. — Sabe, eu não sabia que você se tornaria uma pessoa tão relevante na minha vida. Muito menos porque... Eu não te suportava. — As sobrancelhas grossas e feitas de Lauren se tornavam alinhadas em uma expressão de calmaria, tornando-a aérea em toda situação. — Eu posso confessar que, talvez, somente talvez, eu tinha um sentimento de atração totalmente incubado por você, desde a primeira vez em que te vi. Embora ainda sentisse aqueles ódios um tanto pequenos, mas bom, por que falar disso agora não é mesmo?! — Respirei fundo, encontrando forças para continuar dizendo, ou desabafando sobre tudo, sobre ela.

Ainda segurando em sua mão gélida, agora com mais precisão porém sem força, eu pude enxergar em tudo o que Lauren se tornou pra mim durante esses meses.

- Eu pensei que nunca mais te veria novamente... Bom, pelo menos não em carne, só em osso devido a combustão. — Umideci meus lábios com minha língua, sem sucesso, por estar com a boca tão seca quanto o deserto. — Então me veio aquela ideia bizarra ou louca, de fato? Sim! Eu enfrentei aquele fogo, eu sentia minha pele rasgando como costuras desfeitas e mesmo assim não consegui parar! E sabe do melhor? — Enchi meus pulmões de ar novamente, preparada para falar em seguir. — Foi por você. — Eu ri sem humor com minhas últimas palavras. — É claro que foi por você! Por quem mais eu teria feito uma loucura dessas? Eu preciso de você, Lauren, eu não sei se é a coisa certa em dizer agora em todo esse caos... Na verdade é, eu preciso de você! Apenas... — Abaixei meu tom de voz conforme ia raciocinando. — Preciso. E-eu... Porra.

Me levantei e abracei seu corpo desacordado, com delicadeza, sem colocar pressão ou qualquer tipo de força. Seu aroma adocicado era tão bom quanto êxtase, deixando-me tonta em meio a todos os sentimentos transbordando. Enterrei minha cabeça em seu pescoço, respirando aquele cheiro amadeirado que me proporcionava o prazer em estar quase nas nuvens. Agora, tentando abraçá-la de lado, minha voz saiu trêmula como um murmúrio, abafada e falhada quando, que por força do momento ou não, eu apenas soltei:

- Eu estou perdidamente apaixonada por você.


Notas Finais


E ENTÃO GRAÇAS A DEUS A CAMILA SE TOCOU!!!!! Gente, a Lauren ter entrado em coma é importante por isso. A Camila vai enxergar que ama ela e etc e tal, vocês entenderam. E como estamos, afinal?

See ya ♡


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