História Bezoar e ditamno - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Amigos, Amizade, Amor, E Se, Fluffy, Harry Potter, Relíquias Da Morte, Severo Snape, Snarry
Visualizações 79
Palavras 1.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Perdoem a tia por demorar e não desistam de mim
Esse capítulo era pra ir um pouco além, mas achei que, se eu não cortasse aqui, ia ficar enorme e demorar muito pra sair, já que estou acrescentando muitos detalhes
Desculpem qualquer coisa, tem cenas de beijo e eu me empolgo demais com elas
Bjos e boa leitura ;)

Capítulo 6 - Largo Grimmauld, número 12


O dia seguinte amanheceu cinzento e chuvoso, um típico dia londrino. O céu parecia finalmente chorar as perdas da Batalha de Hogwarts. Mas Harry, contra todas as expectativas, sentia-se bem. Seguro. Ao abrir os olhos, sentiu em seu pescoço a respiração suave de Severus. Eles não tinham se soltado a noite toda. Para o menino, era uma vitória. Quando estava agitado, como na noite anterior, mexia-se muito durante o sono. No entanto, os braços quentes do ex comensal da morte impediram-no de ter um sono agitado. No lugar disso, foi uma das melhores noites de sono de sua vida.

- Bom dia, Severus - murmurou Harry, ao ouvido de Snape

- Dia? Ah Harry, volte a dormir! Está tão cedo! - respondeu o professor

- Não acho que consigo... Tem muito o que fazer nessa casa. Tenho que separar as coisas de Sirius que vou querer manter e o que vou jogar fora. Também preciso me preparar, já que hoje a noite é o enterro da Gina e do Fred... - Harry foi abaixando a voz quando foi se aproximando do fim da frase, consequentemente do nome de Gina, até que por fim o nome de Fred saiu como um sussurro estrangulado.

Snape percebeu, já que envolveu o menino com os braços, buscando tranquilizá-lo.

- Você vai comigo? - perguntou Harry, a voz abafada pelo peito do outro.

- Ah, acho que não... Os Weasley não me quereriam lá.

- Por favor... Acho que não consigo chegar lá sozinho... Eu destruí a família deles... - as lágrimas agora molhavam Severus, que se afastou apenas o suficiente para que Harry pudesse olhar para ele.

- Você não tem culpa de nada, entendeu? Você salvou o mundo bruxo de um desastre ainda maior! Todos os que lutaram na batalha se dispuseram a sacrificar a própria vida para um bem maior. - ele colocou a mão na bochecha do menino, limpando uma lágrima que escorria - Assim como eu e você. - dizendo isso, deu um beijo nos lábios finos e macios, aprofundando devagar conforme usava a língua para abrir espaço na boca pequena. A mão permanecia na bochecha, acariciando com movimentos leves, enquanto a outra apertava sua cintura, recebendo em retribuição uma leve mordida no lábio inferior.

- Tudo bem. Mas eu prefiro que você vá comigo. - disse Harry, firme.

- Se você insiste...

Depois de decidirem que iam juntos à casa dos Weasley, os dois se levantaram para tomar café-da-manhã. Quando começaram a descer os degraus, em direção ao primeiro andar, Harry esticou os dedos e entrelaçou-os nos de Severus. Eles foram bem recebidos, com um leve aperto, e os dois seguiram assim até a cozinha. Chegando lá, Monstro já tinha colocado o café na mesa, mas não estava na cozinha. Provavelmente, estava em algum dos muitos quartos da casa, limpando. Eles se sentaram lado a lado, ainda com as mãos entrelaçadas. Quando foram comer, Harry apenas soltou os dedos levemente, estendendo-os em direção à comida. No lugar das mãos dadas, o menino recostou a cabeça no ombro de Snape, fechando os olhos brevemente. A isso, o mais velho respondeu com um carinho no rosto, e perguntou:

- O que foi, meu menino?

- Estou com medo. - respondeu Harry - Medo de não conseguir encarar Gina no caixão. - ele endireitou o rosto e levantou os olhos, encarando Snape - Me sinto realmente mal. Gina mal morreu e aqui estou eu, com outra pessoa! Sinto como se estivesse traindo-a.

- Ah, Harry... Não vou mentir, eu também pensei nisso... Mas acho que não tem problema. Ela iria querer que você seguisse com a sua vida. E, se comigo você se sente seguro agora... Não tem porque esperar, certo? - replicou Snape, pensativo.

- Acho que sim... Mas tenho medo do que Rony vai dizer. Ele não está exatamente bem com a morte dela.

- Nem você, meu menino. Mas fique tranquilo. Rony é seu amigo. Ele vai te apoiar no que você decidir. Você vai ver. Quando chegarmos à casa dos Weasley, à noite, você conversa com ele. Eu tenho certeza que ele vai te apoiar.

- Obrigado... Não sei o que seria de mim sem você... Provavelmente... -suspirou, aproximando-se da boca do mais velho - Nada - completou num sussurro, fechando a distância entre os dois. Dessa vez, era Harry quem conduzia o beijo. Ele se levantou da cadeira, puxando o outro consigo pela cintura, colando os corpos dos dois numa espécie de dança, mantendo uma de suas mãos na cintura de Snape e a outra no pescoço, enterrando os dedos nos fios escuros e macios. O professor não ficava para trás; Apertou a cintura de Harry com força, fazendo-o gemer alto em sua boca e enviando arrepios por suas costas. Harry passou a língua pela boca do outro, abrindo espaço e aprofundando o beijo. Ele estava se empenhando muito, e se sentiu recompensado ao sentir um volume sob a calça do outro. E aí ele parou. Novamente, não queria ultrapassar aquela linha. Em vez disso, apenas parou o beijo devagar e o abraçou, passando os braços pelo pescoço dele.

- Vamos pra sala? - pediu Harry

- Vamos - respondeu Severus, segurando a mão dele.

Os dois se sentaram no sofá, e então Harry fez a pergunta que esteve engasgada por muito tempo:

- Eu estive pensando... Eu nunca tinha pensado sobre a possibilidade de eu não ser hétero. Agora... Não sei, isso... - fez um gesto amplo, apontando os dois - Você... Me torna gay?

- Você ainda sente atração por mulheres? Se sim, você não é gay, mas bi. Só não tinha percebido antes. Assim como eu. - respondeu carinhosamente, com um sorriso.

- Você também nunca tinha ficado com outro homem? - perguntou Harry, surpreso.

- Não até agora... Por que a surpresa? - devolveu

- Você parece saber muito bem o que está fazendo. - respondeu

- Já tem um tempo que estou esperando por esse momento... - ele ia continuar, mas travou ao ver que tinha falado demais.

- O quê? - Harry tinha os olhos arregalados, nada daquilo fazia sentido mais.

- Bom... Eu não planejava te contar tão cedo, mas já que me sabotei... - ele respirou bem fundo - Não é de agora que eu gosto de você, que você me atrai... Depois dos seus 4 primeiros anos em Hogwarts, depois que o Lorde das Trevas voltou... Você se tornou outra pessoa. Responsável, lidava com tudo sozinho... Me lembrava cada vez mais a sua mãe. E algo em mim se acendia. Naquele momento, quando a Umbridge tentava te interrogar e eu neguei Veritaserum... A sua maneira de me informar o que ocorria, eu senti algo diferente. Você estava tão maduro e inteligente que até comigo aprendeu a lidar. E já não me importava mais que você parecesse com James. Eu estava realmente apaixonado.

Harry estava perplexo. Os olhos ainda meio arregalados, as sobrancelhas erguidas e uma expressão de extremo assombro.

- E, enquanto isso, eu aprendia a te aceitar... Mas depois que você matou Dumbledore, tudo o que eu aprendi a respeitar simplesmente se desfez... Eu ainda não entendo, por que não me contar? Não acho que faria diferença. - falou Harry, continuando o assunto.

- Não deu tempo... Ele ia te dizer no dia seguinte, mas os comensais apareceram antes. Pela primeira vez, minha marca serviu de alguma coisa. - olhou para o braço, meio enojado - Naquele dia, ela ardeu intensamente, e eu sabia que teria algo a fazer. Quando você tentou usar meu feitiço contra mim, eu... - ele parou, novamente respirou fundo, contendo antigas lágrimas que ameaçavam sair - Pensei que realmente me odiava. Eu me lembro bem. Estava escrito "Para inimigos" do lado, no canto da página.

- E eu odiava... - abaixou a voz quando percebeu que o outro não aguentou e começou a chorar. - Mas aprendi a amar. Nada é igual àquele dia. - estendeu a mão e limpou uma lágrima do rosto de Severus - Está tudo bem. Eu te amo. - dizendo isso, aconchegou-se nos braços dele e fechou os olhos, aproveitando a sensação que proporcionava. Harry sentiu os braços maiores que os dele envolvendo-o e apertando suavemente.

- Eu também, meu menino.

Harry levantou a cabeça e encarou-o nos olhos, dizendo:

- Acho que já está na hora de irmos para a casa dos Weasley. Mas antes eu gostaria de passar na casa de uma amiga para pedir um conselho.

- Quem? - disse Snape, com curiosidade.

- Luna Lovegood.


Notas Finais


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