História Bicha da Goiaba - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Drag Queen, Goiabada É Bom Demais, Goibada, Jikook, Jikook Is Life, Jimin Top É Mais Dahora, Jimin!top, Jungkook Passivo Dlç, Jungkookbottom!, Kookmin, Lemon, Q Q Eu To Fazeno, Romance, Yaoi
Visualizações 399
Palavras 2.563
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 2 - Champanhe Tinto


Fanfic / Fanfiction Bicha da Goiaba - Capítulo 2 - Champanhe Tinto

Jungkook terminava de guardar sua tenda como todos os outros da feira faziam quando a noite caía sobre a cidade, estava deixando tudo arrumado no depósito quando ouviu seu nome ser chamado por uma voz enjoada que já sabia a quem pertencia.

 

— Fala Sâmila. —Resmungou desinteressado, se voltando para a mulher e escondendo a surpresa ao ver dois homens com a mesma.— Boa noite. —Disse confuso, reparando na carranca de ambos os homens, contrastando com o sorriso de Sâmila.

— Você pegou meu lugar hoje perto da creche. —Disse em seu tom agudo que fazia Jungkook ter náuseas.

— Desculpa, não vi seu nome escrito lá. —Diz tirando a peruca rosa e bagunçando os cabelos castanhos e curtos.

— Olha como fala com a minha esposa, viadinho. —Um dos homens se pronunciou, seu tom grave fez até os pelos da nuca de Jungkook se arrepiarem, tomando a atenção do mesmo para si, os fios escuros do homem emolduravam o rosto másculo e belo, como um homem daqueles estava casado com a uma mulher insuportável como Sâmila?— 'Tá me encarando por quê? —Perguntou erguendo uma sobrancelha.

— É o cansaço, eu trabalhei bastante hoje. —Diz descendo dos saltos e os pegando do chão.

— Segunda você vai ficar em outro lugar, entendeu? —Perguntou em tom calmo, se aproximando de Jungkook, com um sorriso mínimo nos lábios levemente rosados.

— Diga para sua mulher acordar um pouco mais cedo da próxima vez. —Diz forçando um sorriso largo e fazendo menção de se retirar, sentindo a mão do moreno em seu peito.

— Estou sendo legal, se eu tiver que falar sobre isso de novo, você não vai gostar, minha prefere ficar perto da creche, então ela vai ficar. —Diz sério, ouvindo Jungkook suspirar fundo.— Entendido? —Perguntou observando o rapaz assentir.— Você arruma outro lugar. —Disse dando um tapinha no ombro de Jungkook antes de seguir rumo com a puta, digo, com a Sâmila e o outro homem, que chamou um pouco a atenção de Jungkook por ter fios de um ruivo muito alaranjado.

 

Jungkook só tinha uma coisa em mente para o início da próxima semana, uma maquiagem ainda mais elaborada para estar, novamente, próximo da creche, era o melhor lugar para se estar quando se vendia produtos frescos, nos horários de saída os pais sempre compram algo para preparar o almoço ou o jantar, ou as crianças pedem algo, não perderia o lugar apenas porque a "queridinha" ali queria, nem que precisasse sair na porrada com aquele brother de mal gosto.

Aliás, péssimo gosto, para estar com aquilo.

 

Enquanto que nesse mesmo momento, Jimin estava jogado em sua cama, ainda de terno e tentando pensar em algo para fazer no restante da noite, ver um filme ou série talvez, desenhar? Ouvir música? Sair para alguma boate? Ir jantar?

E dentre todas as opções Jimin decidiu que simplesmente ficaria ali, jogado na cama, ainda de terno, remoendo o passado desagradável que possuía até finalmente levantar e tomar um bom banho quente, seguindo até a cozinhar para pegar um pote de sorvete de creme, vendo que o pote de sorvete de chocolate, que Jimin odiava, mas Hoseok amava, continuava no congelador havia já mais de um mês, haviam algumas roupas do ruivo também ainda no armário de Jimin, que o loiro estava considerando queimar num ritual.

Mas agora apenas queria encher a boca de sorvete assistindo o canal pornô, já que nem vontade de se tocar o loiro possuía no momento, para vermos como a situação de Jimin estava realmente muito para baixo, tão para baixo quanto seu... É,  vocês entenderam.

 

— Boa noite! —Jungkook disse animado entrando em casa e encontrando sua mãe assistindo a novela na TV, indo até a senhora e a dando um beijo demorado na testa.

— Como foi hoje? —Perguntou olhando o filho tirar os legumes frescos e as compras das sacolas, faria o guisado favorito de sua mãe.

— Foi um pouco cansativo, estava bem movimentado, eu vendi quase tudo hoje, sobrou algumas frutas e eu dei para o moço do açougue e ele me deu isso. —Disse animado, mostrando a peça grande e fresca de carne, trabalhar na feira possuía suas vantagens, todos de lá se ajudavam bastante, exceto Sâmila, aquela mulher era o capeta de cabelo preto e silicone.— Eu comprei mais. —Diz indo até a senhora e entregando os analgésicos que havia comprado no caminho.

— Ah, querido, obrigada... —Disse se esticando um pouco para abraçar o rapaz.

— Eu vou pegar um copo de água para você. —Diz afagando os cabelos levemente grisalhos da mãe antes de seguir para a cozinha.

 

Enquanto jantavam Jungkook falou para a mãe sobre estar ganhando mais dinheiro com as vendas na feira e as encomendas particulares de tanto produtos, quanto serviços de decoração ou simplesmente bicos que fazia como garçom em uma festa ou outra, que estava pensando em abrir um pequeno mercado ou algo do tipo, as despesas não estavam mais sendo tão difíceis de se arcar e sobrava, mesmo que pouco, algum dinheiro todos os meses, em algum tempo ele poderia parar de disputar lugar na feira para ter seu próprio estabelecimento.

Mas parou de falar sobre isso quando notou as pernas levemente escuras da mãe em alguns pontos, como hematomas, as veias marcadas na pele pálida e ressecada, o sorriso largo que a mesma possuía no rosto meigo, talvez o mercado pudesse esperar, pagaria um tratamento médico para sua mãe e compraria uma cadeira de rodas decente para a mesma, em alguns meses ela já poderia talvez até ir com ele até a feira, quando ganhasse a nova cadeira.

 

 

— Sem problemas. —Diz desinteressado enquanto uma mulher sentava freneticamente no colo de um homem, nem sabia por quê estava assistindo o canal hétero, o loiro apenas não queria deixar a casa em silêncio.

— E eu comprei um sapato novo também, vai ter uma festa na casa do seu tio para comemorar o nascimento dos netinhos gêmeos, ele te convidou. —Disse a mulher do outro lado da linha, contando ao filho o que vai havia comprado em seu nome, mesmo que Jimin a desse uma mesada gorda para que não precisasse voltar a trabalhar.

— Sabe que eu não gosto dessas coisas, alguém sempre discute ou eles falam coisas constrangedoras... —Jimin resmungou desligando a TV e fitando o teto.

— Mas é sua família, acha que eu gosto deles? Você só tem que ir e ficar algumas horas, nem precisa ficar até o final. —Insistiu ouvindo o filho suspirar fundo.

— Mas... E se Hoseok for? —Perguntou um pouco preocupado do ruivo dar as caras no jantar, ficar na mesma cidade já era torturante, imagine na mesma mesa.

— Ele vai te morder por acaso? —Perguntou ouvindo Jimin resmungar.— Para de palhaçada, seu tio e seus primos estão com saudade de você, seu antissocial. —Reclamou enquanto Jimin raspava o fundo do pote de sorvete.

— Já que a senhora foi tão gentil, nem tem como eu negar. —Ironizou lambendo a colher e se levantando, segurando o celular na orelha com o ombro.

— Vou comprar um vestido então. —Diz fazendo Jimin revirar os olhos.

— Pode comprar o que quiser, mamãe, desde que me garanta que vá usar. —Disse forçando um sorriso, mesmo que a mulher não pudesse o ver.

— No jantar você verá, até domingo, querido. —Diz encerrando a ligação, não dando tempo de Jimin se despedir, o homem suspirou fundo, deixando o celular na bancada e jogando o pote vazio no lixo, encostando na bancada e pendendo a cabeça numa tentativa inútil de tentar imaginar algo de bom vindo desse jantar, seria apenas dor de cabeça.

 

Dito e feito.

Era domingo à noite e Jimin poderia estar bebendo numa boate com um desconhecido gostoso rebolando em seu colo, mas estava apenas no jantar sem graça de seu tio, no casarão onde o mesmo vivia com sua mulher que possuía idade para ser sua filha, que obviamente pela quantidade de dinheiro que a mulher gastava do marido, só poderia estar com o homem por "amor".

Os primos de Jimin em sua maioria apenas sentiam falta dele para terem quem zoar, mas agora eles estavam ocupados demais cuidando de suas pequenas pestes, todos estavam casados e começando sua família, enquanto Jimin desistia aos poucos de arrumar alguém para si e decidia sobrar de "titio" para seu novos priminhos, já que não possuía um irmão mais novo, coisa que implorou desde os quatro anos de idade para a mãe, mas a senhora já não gostava sequer de ter tido um, imagine dois.

Ao menos o loiro pôde se sentar no jardim e saborear sua quinta taça de champanhe enquanto assistia os funcionários da festa saírem e entrarem pela porta dos fundos da cozinha, até que em determinado momento seu olhar se prendeu no rosto de um rapaz que parou por um segundo ao notar que Jimin o observava, retribuindo o olhar do loiro, mas apenas retornou a andar.

Jimin não sabia dizer se era coisa do champanhe ou se o rosto do rapaz lhe era familiar, de qualquer forma deu de ombros e levou a taça novamente aos lábios, não se importava se precisaria chamar um motorista mais tarde.

 

 

Jungkook achou uma coincidência engraçada ver o mesmo homem que esbarrou em si naquele dia sentado no jardim daquela casa, mas não o cumprimentou, provavelmente ele não o reconheceria sem a maquiagem toda, então apenas deixou de lado, além de que seria constrangedor se o homem se lembrasse de tê-lo visto de vestido e salto.

Enquanto desenhava um cisne num melão, Jungkook viu o loiro entrar na cozinha para pegar uma garrafa de bebida, não parecia bêbado ainda, mas também não estava sóbrio, o homem abriu a garrafa e se serviu de uma taça, pondo-a sobre a mesa e dizendo para beberem também, já que passaríamos a noite naquela casa infernal.

Ele não parecia gostar muito do local.

 

Jungkook, assim como os outros, com a permissão do rapaz, se serviu de uma taça de champanhe, sorrindo com o sabor delicado da bebida, aquela bebida deveria ser mais cara que um dia inteiro de trabalho seu, então aproveitaria a gentileza daquele senhor.

Apôs deixar a mesa decorada perfeitamente em frutas esculpidas delicadamente por si mesmo, Jungkook perguntou ao senhor que havia o contratado um local onde ele poderia se trocar para executar sua segunda função da noite, servir algumas coisas no salão onde a festa estava concentrada.

O homem risonho segurando dois bebês idênticos, apontou um quarto para que o rapaz se trocasse, Jungkook colocou seu terno e a camisa de um babado leve que cobria a gola, notando alguns olhares sobre si ao descer as escadas novamente, agradecendo ao homem antes de retornar para cozinha e pôr na bandeja algumas taças do coquetel que ele havia preparado mais cedo.

 

Era domingo à noite e Jungkook poderia estar em casa curtindo a companhia de sua amada mãe, assistindo algo com ela, não queria jogar a oportunidade que surgiu de ganhar um dinheiro extra, usaria esse dinheiro para presente a senhoras com alguma roupa ou sapatos novos, além de cuidar um pouco da casa também.

Enquanto servia as pessoas ao lado de fora, Jungkook notou o loiro ainda sentado distante e um tanto quanto escondido dos demais, se perguntando de deveria ir até lá e servi-lo também, julgando que sua taça estava vazia no banco de madeira branca, enquanto o mesmo olhava se forma alheia o céu noturno.

 

— Aceita outra bebida? —Perguntou atraindo a atenção do loiro que estava sentado de pernas cruzadas, estendendo uma taça de vinho tinto para o mesmo.

— Obrigado. —Murmurou pegando a taça e descruzando as pernas, fitando os próprios pés, Jungkook olhou ao redor e considerou descansar um pouco, estava em movimento desde que havia entrado na casa e havia sido bem antes dos convidados chegarem.

— Como está indo sua noite? —Perguntou colocando a bandeja no banco e afastando a taça vazia de Jimin para se sentar ao lado do loiro.

— Está indo. —Diz erguendo a taça aos lábios, olhando qualquer direção à sua frente.

— Não parece muito feliz. —Comentou observando o loiro pegar uma taça da bandeja e a segurar à frente de seu rosto.— Obrigado... —Sussurrou pensando se era boa ideia beber em serviço, mas não recusou mesmo assim.

— Aquele cara ali. —Diz engolindo um gole do vinho e apontando um ruivo, Jungkook ergueu uma sobrancelha ao reconhecer o homem da noite de sexta, em que Sâmila veio o encher o saco com seu marido.— Era para estarmos casados, mas ele me traiu. —Disse tomando outro gole.— E aquela ali é a mãe dos gêmeos, meu primo tem outro filho de um relacionamento antigo e ela nem sabe ainda. —Comentou suspirando fundo, notando que o garçom até que era bonito.

— O senhor é da família do senhor Park? —Perguntou tomando um gole curto da bebida até que forte para um vinho.

— Sobrinho. —Diz dando de ombros e esvaziando a taça num gole.— Park Jimin. —Disse estendendo a mão para o moreno, cogitando a bronca de levaria da mãe se fosse pego novamente transando com um funcionário num dos quartos do segundo andar, estão desistiu de tentar apenas de lembrar do quanto havia sido constrangedor.

— Jeon Jungkook. —Se apresentou apertando a mão do mesmo.— Se ajuda de algo, ele perdeu um homem muito bonito. —Diz se levantando e admirando o sorriso tímido no rosto de Park, entregando outra taça cheia para o mesmo, mas o loiro recusou, dizendo que já bastava por uma noite.

 

Ao menos agora Jungkook sabia o nome do loiro bonitinho que havia derrubado suas frutas outro dia, não que isso fosse mudar algo em sua vida, mas gostava de saber coisas novas de qualquer forma.

E Jimin percebeu que era mais tarado que pensava ao olhar o jovem garçom retornar com sua calça social colada até a cozinha, jurava que já havia ouvido aquele tom de voz antes e visto aquele rosto de feições levemente infantis, mas considerando que tinha muito sangue correndo em sua corrente alcoólica, estava ignorando qualquer conclusão de seu cérebro cansado.

 

O loiro procurou em seu celular um motorista que estivesse disposto a encontrá-lo às três da manhã na casa de seu tio, já que não queria retornar lá sequer para buscar seu carro ou pedir que algum de seus primos fosse onde morava para entregar o veículo, deu graças a Deus ao conseguir alguém para dirigir para si, pensando em ir na cozinha de despedir do rapaz moreno que havia falado um pouco consigo, mas julgando que sequer o conhecia direito, considerou estranho ir de despedir dele apenas pois o moreno o elogiou, estava bêbado até para pensar com coerência.

Jungkook deixou o local apenas após a festa terminar e ele ajudar a limpar o local, mesmo que não fosse receber a mais por isso, não se sentiria bem deixando sua bagunça para outros limparem na cozinha, então se ofereceu para limpar ao menos o local onde trabalhou, dando um sorriso de lado ao lembrar do loiro de sorriso meigo e bochechas fofinhas no banco do jardim, ele parecia um homem fofo para Jungkook por ser... Baixinho, o que se o moreno ousasse dizer diretamente para o mesmo, levaria uns bons tapas das mãozinhas fofas de Jimin.

 

Mas era apenas um crushzinho de uma hora numa outra festa onde havia trabalhado.

E Jungkook era apenas mais um garçom gostoso de uma festa chata que Jimin havia sido obrigado a ir por ter um porre de família.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui.


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