História Big Happy Family - Capítulo 120


Escrita por: ~

Postado
Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Slash, Steven Adler
Tags Axl, Gnr, Guns N' Roses, Rock, Slash
Exibições 90
Palavras 2.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eaeee Bitches! \õ/ To de vorta! xD
E até que não demorei muito xD shaushaushau
Esse capítulo está bombástico! xD E provavelmente vai ser bomba atrás de bomba nos próximos capítulos! :v

Espero que gostem! =D

Boa leitura! ;)

Capítulo 120 - Dinner of Secrets


Fanfic / Fanfiction Big Happy Family - Capítulo 120 - Dinner of Secrets

Verônica POV ON

Ok, aquilo foi bem estranho. Diana me falando aquelas coisas à respeito do William? Não posso dizer que, bem, mais bem no fundo, eu não tenha ficado contente com tais palavras, mas ainda assim, foi um pequeno choque pra mim. Acabei dando um sorriso meio torto, enquanto bebia uma xícara de café em meu apartamento. Já era noite. Me sentei no sofá e liguei a TV, em seguida retirando os incômodos sapatos de salto que eu vestia. O modo como Diana sorria ao me ver me veio à mente. Deduzindo por isso, posso concluir que ela não se lembra. Não sei se isso é bom, ou ruim.

Outra coisa que acabou me deixando com a pulga atrás da orelha - usaremos esse termo por enquanto. William está solteiro. E ele diz ter certeza de que eu sou essa Ianca. Acabei dando um meio sorriso. Não posso negar. Aquele homem é lindo. Não mudou quase nada em todos esses anos. Não, mudou. Ele está ainda mais lindo. Confesso que fiquei mexida assim que o vi. Com tanta beleza que ele possui, é impossível não ficar. Droga... Eu não poderia estar pensando essas coisas, sentindo essas coisas. É arriscado...

Controle-se! ... Verônica!

***

Axl POV ON

Eu não aguento mais! Estou à ponto de explodir! Se eu não fizer alguma coisa logo eu posso pegar a primeira faca que eu ver na minha frente e enfiar no meu pescoço! Eu estava deitado em minha cama, bebendo uma cerveja, enquanto encarava meu reflexo na TV desligada. A imagem de Ianca, ou Verônica, que seja, não saía da minha mente. Eu já não sabia mais o que fazer. Ou melhor, eu sei. Era uma sexta-feira, ao entardecer. Não sei se iria funcionar, mas não me custa tentar. Me levantei da cama e fui tomar um banho rápido. Coloquei uma calça de couro, botas de cowboy, uma camiseta preta com uma estampa aleatória, jaqueta de couro, uma bandana na testa, meu óculos aviador e algumas pulseiras.

Saí sem ninguém me ver, peguei meu carro se segui as pressas pelas ruas, na direção daquela lanchonete. Não sei se ela estaria lá, na verdade era bem pouco provável, mas não custa nada tentar. Assim que entrei, olhei para todos os lados, tentando encontrá-la, mas sem sucesso. Ela não estava ali. Me dirigi até a recepção, onde estava um homem escrevendo algo em um caderno.

– Com licença, eu preciso de uma informação. – falei.

– Diga. – falou o cara, sem tirar os olhos do que estava escrevendo.

– Você sabe aonde mora Verônica Martin? Ela é cliente de vocês, e vem aqui todos os dias.

– Desculpe, mas não podemos dar informações pessoais de nossos clientes à ninguém. – respondeu.

– Não, você não está entendendo. Eu preciso saber! – dei ênfase na frase.

– Já disse, meu senhor, nós não podemos- – começou ele, ao finalmente me olhar. – Ah, senhor Axl Rose? Me-Me desculpe a grosseria! Disse Verônica Martin, não é? Ela mora em um apartamento. O nome do prédio é Ônix. Fica na próxima rua. É tudo o que sei.

– Obrigado pela colaboração. – eu sorri, sarcástico, e saí.

Segui para esse tal apartamento. Não foi difícil de achar. Era um prédio simples, mas ao mesmo tempo bem estruturado. Algumas pessoas pediram o meu autógrafo na entrada, sendo que eu os atendi. Pena que isso só estava me fazendo perder tempo. Eu fui idiota em não sair ao menos um pouco disfarçado. As vezes eu esqueço que sou Axl Rose. Assim que me vi livre, fui até a recepção e perguntei o número do apartamento de Verônica. O cara logo me cedeu a informação assim que me reconheceu. Esse é um dos pontos positivos de ser Axl Rose!

Peguei um elevador e segui até o 10º andar, me dirigindo até o apartamento de número 104. Respirei fundo algumas vezes e toquei a campainha. Uma. Duas. Três vezes e nada dela atender. Eu já estava perdendo a paciência - coisa que na verdade eu já nem tenho - quando apertei o botão pela quarta vez e a porta se abriu. Ela estava irritada com a minha insistência em apertar aquele botão. Ela estava com a boca aberta, pronta para me xingar, mas assim que me viu, ela ficou muda e seus olhos se arregalaram. Ela vestia uma regata branca, largada, uma calça de moletom larga na cor azul escuro e estava descalça, com os cabelos revoltados. Parecia que estava de pernas para o ar no sofá.

– O que faz aqui, Senhor William?! Como descobriu aonde eu moro?! – ela pareceu nervosa e irritada.

– Sou Axl Rose, querida, tenho meus truques. – Ousei sorrir. Percebi seus ombros se contraírem.

– O que quer? Se veio me importunar, pode ir embora! Eu não sou essa sua Ianca!

– Ok, ok, eu já entendi isso. – ela pareceu surpresa. – Não vim aqui te importunar. Eu sei que você não é a Ianca.

– Então, o que veio fazer aqui?

– Eu vim aqui convidar a Verônica Martin para um jantar.

Os olhos dela se arregalaram. Acho que por essa ela não esperava.

– O... o que disse?

– Disse que vim te convidar para jantar. Eu desisti do fato de você ser a Ianca, então, quero conhecer a Verônica. Apenas isso.

Mentira. Na verdade, nada me tira da cabeça de que ela é a Ianca. Mas e se não for? Ela se parece e muito com o meu primeiro amor, então, talvez seja o destino que fez nos encontrarmos. Talvez ela seja mesmo Verônica, então, não custa nada eu conhecê-la. Não acho que ela vá aceitar, mas ao menos eu saberei que tentei.

– Tudo bem.

– Hã? Mesmo?

– Sim. Talvez com isso você pare de me perseguir. – falou ela, meio ríspida, mas isso me fez sorrir. – Me espere aqui fora, eu vou me arrumar.

– Tudo bem. – respondi, e então ela entrou no apartamento, batendo a porta na minha cara.

Isso acabou me fazendo soltar uma pequena risada. Esse modo de falar e de agir perante mim e as minhas ações... São iguais as da Ianca...

***

Verônica POV ON

Não acredito que aquele idiota veio atrás de mim! E ainda me convidando para jantar! Pelo menos ele parou de delirar e me chamar de Ianca. Se ele vai me tratar como Verônica agora, então, não custa nada jantar com ele. Até porque, estou com um tédio absurdo esta noite, e ele não deixa de ser um tremendo gostoso. Mas não posso vacilar. Eu sei o quanto ele é esperto e malandro. Além do mais, não posso fazer com que ele pense que estou interessada em seu dinheiro. Isso nunca me veio em mente, até porque, se fosse isso, eu já teria ido atrás dele à anos.

Como eu havia acabado de sair do banho, apenas fui trocar de roupa. Pus um vestido preto, justo ao corpo, tomara de caia e com umas partes transparentes no abdome. Sandálias de salto da mesma cor, olhos bem delineados em preto, um gloss simples e deixei meus cabelos ondulados, do jeito que estavam, pus alguns acessórios e pronto. Não queria fazê-lo esperar muito, pois já sabia muito bem como era o temperamento do William.

Assim que abri a porta do meu apartamento, encontrei ele escorado na parede do outro lado, fumando um cigarro como quem não quer nada. Assim que me viu, ele me olhou de cima abaixo, para então sorrir.

– Está linda.

– Dispenso elogios. – falei, ao caminhar na sua direção e arrancar o cigarro dele, apagando-o com a sola dos meus pés e jogando o toco no lixo.

– Ei! – ele protestou.

– Não pode fumar aqui dentro, se for pego será expulso.

– Querida, eu sou o Axl Rose.

– Não se gabe tanto por ser famoso. Agora vamos. Eu vou na frente para não chamar a atenção dos seus fãs no hall de entrada. Qual é o seu carro?

– Uma lamborghini preta do outro lado da rua.

– Podia ter vindo com um carro mais discreto.

– Fazer o que, eu não pensei que você fosse aceitar o meu convite.

Pestanejei. Ok, nem eu esperava por essa, mas resolvi dar de ombros e seguir em frente. Passei tranquila pelas pessoas, mas não posso dizer o mesmo do William. Ele ficou preso uns quinze minutos com os fãs, para enfim chegar ao carro. Entramos. Ok, ninguém pareceu nos ver.

– Aonde nós vamos?

– Em um restaurante chique. Lá terão menos populares, então teremos um jantar tranquilo.

– Só vou aceitar ir à um lugar caro por esse motivo, se não, eu optaria por um restaurante normal.

Ele sorriu com isso. Não entendi sua reação. Assim que chegamos, William escolheu uma mesa e fizemos nossos pedidos. Tivemos um jantar tranquilo, sem muitas palavras. Ele estava mais tranquilo e calmo do que o normal, algo que realmente não é típico dele...

– Então, Verônica, você conheceu a minha filha esses dias atrás, não é? – perguntou ele.

Engoli em seco.

– Conheci sim. Ela é uma menina ótima e muito querida.

– Sim, ela sempre foi um doce, mesmo que tenha crescido boa parte de sua vida com a gente. Sabe, drogas, bebidas, groupies, sexo e gente pelada para tudo quanto é lado da casa. Muuuita coisa aconteceu.

Pestanejei. Senti meu coração acelerar e uma pequena onda de raiva me dominar.

– Como o que? – ousei perguntar.

– Quando ela tinha oito anos, depois de mais ou menos um mês que ela havia chegado na nossa casa, ela viu a banda toda espalhada na sala, todos pelados e com uma groupie cada um! Há, há, há! Fora que no primeiro dia que ela chegou já tinha quase visto uma cena parecida. Inclusive ela já pegou o Duff transando com uma ex-namorada dele na cozinha, pegou o Steven se drogando várias e várias vezes. Nossa, ela é uma guerreira! 

Eu o encarei com todas as minhas forças. Não acredito que a Didi passou por tudo isso nas mãos desse cafajeste! Bom, mas ainda bem que ela cresceu saudável, e sua personalidade continuou a mesma, meiga, fofa, gentil e inteligente como sempre foi. Soltei um suspiro irritado, mas tratei de me recompôr. O que mais eu poderia esperar de algo vindo do William e do Guns N' Roses?

– Ainda bem que ela cresceu saudável. – tratei de falar, mas saiu mais ríspido do que eu pretendia.

– Não vou dizer que nós somos a melhor família que ela poderia ter. Sou um pai bêbado, um ex drogado e um desnaturado. Todos nós éramos chapados de plantão, vivíamos a base de drogas, álcool e sexo, mas a Didi mudou a gente, e muito. Graças à ela nós largamos tudo isso, e ainda estamos vivos. Mas apesar de sermos assim, um bando de rockeiros malucos, todos nós amamos muito a Didi, tanto eu quanto os motherfuckers. Eles a adotaram como sobrinha e a amam mais do que suas próprias vidas. – ele acabou sorrindo. – Todos eles se esforçam muito, todos os dias, para fazerem ela feliz. E ela também gosta muito da gente.

Fiquei surpresa com tais palavras. Diana fez tudo isso? Ela conseguiu mudar completamente a rotina dos membros do Guns N' Roses? Não posso dizer que o poder de persuasão dela não é de nascença. Ela sempre foi assim. Tudo o que ela quer, ela consegue. Acabei soltando um pequeno sorriso. Apesar de tudo...

–...deixei Diana em boas mãos.

– O que disse? – William perguntou, meio surpreso.

Acabei falando alto demais! Dei uma tossica meio tosca, enquanto me levantava.

– Já está tarde, vamos embora.

– Tudo bem, vou pedir a conta. Me espere no carro. Te levarei até sua casa.

Eu apenas saí as pressas! Meu Deus! Essa foi por pouco! Por sorte que o William não percebeu. Fui até seu carro, na qual ele apareceu dentro de alguns minutos e ele me levou até meu apartamento. Assim que entrei, me virei até ele, que ficou parado na porta.

– Obrigado pelo jantar. Estava muito bom. – falei.

– Não foi nada, Verônica. 

Olhei para o relógio de parede. Eram 23h da noite. Mordi meus lábios algumas vezes. Droga...

– Quer beber um copo de vinho antes de ir? – ofereci.

– Geralmente bebo whisky, mas aceito a oferta. – ele sorriu.

Dei passagem à ele, para que entrasse. Servi uma taça de vinho para cada um e fomos até a sacada. O céu estava limpo, e cheio de estrelas. Ele passava a olhar fixamente para uma delas, enquanto degustava seu vinho.

– Por que tanto olha para o céu? – perguntei.

– A mãe da Diana morreu à 10 anos. – começou ele. – Quando ela ainda era criança, ela disse que Ianca havia virado uma linda estrela, e todos os dias ela conversava com ela. A mais brilhante e bela estrela do céu.

Acabei dando um sorriso meio sem jeito. A história da estrela... Ela levou a sério?

– Só que hoje, não tem nenhuma estrela tão grande, tão brilhante e tão bela. – falou ele, para então colocar a taça sobre a mesinha que havia na sacada, e então, se virou em minha direção. – Porque a estrela desceu dos céus e está presente de novo na terra. Não é, Ianca?

Meus olhos se arregalaram, ao mesmo tempo que meu coração começou a bater desenfreado.

– O que disse?! N-Não vai me dizer que vai voltar de novo com essa bobagem?! – falei, tentando me manter calma, mas estava sendo impossível.

– Não adianta mais negar. – falou ele, sorrindo. – Eu sei que é você. Marquei esse jantar só para ter certeza. A sua reação ao me ouvir contar as merdas que a Didi viu na nossa casa, o modo como seus olhos brilhavam ao falar dela, e também, você disse "deixei Diana em boas mãos". Além do mais, nenhuma mulher no mundo me chama de William. Apenas a minha Ianca me chamava assim. Os demais me chamavam apenas de Will, ou Axl.

– William...

De repente ele avançou sobre mim, me segurou firme pela cintura com seu braço esquerdo, e com o direito segurou meu rosto, enquanto tomava meus lábios com desejo. Era um beijo quente, que eu logo correspondi. Quanta saudade havia naquela troca de salivas, há quantos anos eu não sentia a sensação de tocar aqueles lábios com os meus... Meu coração acelerou, eu estava com um frio na barriga. Ele me abraçava com força, parecia não querer me soltar nunca mais, e o beijo seguia de forma intensa, com desejo e paixão monstruosas. Assim que nos faltou ar, afastamos nossos lábios, mas permanecendo com nossos rostos próximos.

– Por que... Ianca? – perguntou William. Aquele olhar penetrante de encontro aos meus, sua respiração aguçada contra minha boca. – Por que você sumiu? Por que fingiu estar morta?

– É uma longa história, William... Eu não tinha outra escolha...

– Temos todo o tempo do mundo agora... 

Eu apenas o abracei. Era uma história que eu não gostaria de lembrar, mas se eu não contasse, ele nunca iria desistir de saber.

– Ok, eu vou te contar.


Notas Finais




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