História Big hero - A new life. - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Big Hero 6 (Operação Big Hero)
Personagens Alistair Krei, Baymax, Cass, Fred, Go Go Tomago, Hiro Hamada, Honey Lemon, Personagens Originais, Professor Robert Callaghan, Tadashi Hamada, Wasabi
Tags Big Hero 6, Drama, Revelaçoes, Romance, Yurikoxhiro
Exibições 90
Palavras 3.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Não quero que vá embora.


Fanfic / Fanfiction Big hero - A new life. - Capítulo 12 - Não quero que vá embora.

Olhei para o lado. Era um homem, mais velho, mal-vestido, e com uma garrafa de bebida na mão. Eu estava irritada, cansada, triste, e confusa, então, simplesmente respondi:

-Não te interessa! - E virei o rosto.

-Garotinha mal-criada! - Ele tomou um gole da bebida. - Mas dá pro gasto... Vou te ensinar a ter educação!

Ao perceber o tom me levantei, mas ele jogou a garrafa na minha perna, quebrando e tirando bastante sangue. Como um bêbado podia ter a mira tão boa?!

-Agora garotinha... - Ele se aproximou, e segurou o que restava dos meus cabelos. - Vamos nos divertir! - Me agarrou por trás, e segurou um dos meus seios com força.

Sentia nojo.
Dor.
Raiva.

-SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA, POR FAVOR! SOCORRO! - Gritei, com todas as minhas forças.

-Cala a boca, vadiazinha. - Ele bateu em meu rosto, com força.

-Nunca! POR FAVOR! PELO AMOR DE DEUS, ALGUÉM ME AJUDA! - Gritei, enquanto ele desferia outros tapas em meu rosto, e uma hora, chegou a cortar o canto de minha boca. A friagem estava me fazendo ficar rouca.

-Parece que suas forças estão acabando! - Enfiou a mão, por debaixo de minha blusa. Reuni todos o resto de minha força, para chamar:

-SOCORRO! HIRO! - Gritei por ele. Queria ele ali comigo, naquele momento...

-Hu, parece que a putinha usa sutian de renda, hum? - Falou, finalmente alcançando o fecho.

Eu estava fraca, pela falta de sangue. Mas, não iria, e nem podia desmaiar. Uma luz se acendeu, no prédio. Da janela, surgiu uma mulher gritando:

-SOLTA A GAROTA! VOU CHAMAR A POLÍCIA! - Senti meu corpo ser jogado com brutalidade no chão, e vi o homem correndo.

A portaria do prédio se abriu, revelando a mulher de curtos cabelos marrons, presos num rabo de cavalo. Ela me ajudou a levantar, com cuidado para não me machucar mais.

-Você está bem querida? - Perguntou.

-D-diretora Abigail? - Perguntei, arregalando os olhos.

-Oh, Senhorita Kobayashi, hum? - Ela sorriu. - Vem, vamos pra dentro, vamos ver esses machucados.

A casa da diretora, era bela. Cheia de móveis na cor branca, e paredes beje. Mas, confesso, que senti falta de uma cor ali.

-Muito branco, não? - Ela me tirou do transe, me ajudando a sentar no sofá. - Eu sei. Mas, gosto que seja assim, porque todo esse branco, esconde o cômodo mais colorido da casa: O quarto de pintura.

-Você gosta de pintar, diretora? - Perguntei.

-Sim, senhorita Kobayashi. - Falou. - Mas me chame de Abby. Essa formalidade toda, está sendo incômoda. - Fez careta.

-Ah, então me chame de Yu. - Sorri. - Não estou nem perto de ser "senhorita". - Falei.

-Hu. Certo, Yu. - Ela pegou uma caixa de primeiros socorros. - Eu raramente me machuco, então, não tenho muita coisa pra cuidar desses ferimentos. Vou limpar para que não infeccionem, e você pede sua família para dar melhores cuidados, certo? - Perguntou. Estremeci, ao ouvir ela dizer "família". Eu não tinha casa, muito menos família mais.

-Certo. - Concordei. Ela terminou de rasgar a minha calça, bem danificada, pela garrafa quebrada, e começou a limpar.

-Hum, o que traz uma garotinha como você, para esse lado da cidade, á essa hora da noite? - Perguntou. - Estamos bem longe da Hakurei. Você mora por aqui? - Perguntou. Me encolhi. Sempre odiei perguntas...

-A-ah... Não. E-eu... Fugi de casa. - Falei, sincera. Eu odeio perguntas, mas odeio mentir. Ela riu.

-Entendo. Já fiz bastante isso quando era da sua idade, principalmente para assistir e participar de robô-lutas, sabia? - Ela falou. Abby, parecia ser bem compreensiva, pois em momento algum me repreendeu. - Seus pais devem estar preocupados. E o seu irmão, aquele que passou pra faculdade bem novinho, também deve estar. - Falou. Suspirei.

-Hiro? Não é meu irmão. É... Uma pessoa, que conheci quando cheguei aqui. Não sei nem se somos amigos, mas eu o considero muito. - Ela passou um algodão com ácool na ferida, e eu gemi de dor.

-Perdão. Bem que estranhei, terem sobrenomes diferentes. São namorados? - Perguntou.

-N-Não! - Respondi. Bem que eu queria... - Por que todos que nos veem, perguntam isso? - Resmunguei.

-Talvez pela maneira que se olham. Que se preocupam um com o outro. Ele pareceu bem bravinho, quando foi chamado na diretoria quando você brigou. - Ela riu.

-Ah, e ele ficou. Levei uma bronca legal, naquele dia... - Falei, relembrando dos fatos.

-Ah sim. E por que está na casa desse amigo? Onde estão seus pais? - Perguntou.

-Bom, eu deveria fazer um resumo pra você. - Cocei o queixo. - Eu não tenho pai, e minha mãe não deixou eu vir para cá quando passei no exame da Hakurei. Então, devido á problemas pessoais, arrumei a mochila, e fugi. Não pela escola, que ela não queria que eu viesse, e sim porque San Fransokyo, é a cidade natal do meu pai, e onde ele ainda vive. Então, meu objetivo aqui, é manter minha bolsa na escola, e achá-lo. Ah, e conheci Hiro na noite que cheguei, porque ele me tirou de uma briga, e desde então, tenho vivido com ele, sua tia Cass, Baymax, e o gatinho. - Falei.

-Wow. Não está muito nova pra essas aventuras, senhorita? - Perguntou. - Quantos anos tem? 13?

-Idade não é documento. - Respondi. - E sim, tenho 13.

-Mas consta no documento. Como conseguiu parar aqui, sem a presença de um maior? - Perguntou.

-Ah, meu "irmão", Shiro, comprou minha passagem, e eu vim. - Dei de ombros.

-Huuum. E o que aconteceu com seu cabelo? - Perguntou. Peguei uma mecha dele, envergonhada, pelo quanto ele estava torto.

-A-ah. - Ela terminou de limpar por fim, o corte do meu rosto.

-Está bem torto, pode me contar enquanto acerto ele. - Sorriu.

A diretora, era realmente alguém de bem. E enquanto ela arrumava meu cabelo aquela noite, eu contava tudo á ela. Afinal, eu nunca iria saber se Pyetra realmente iria ferrar minha bolsa, se eu nunca tentasse, não é?

Point of view (P.O.V) Yuriko, off.

Estava prestes a sair da faculdade, hoje. Eu acho que fui bem na prova, a maioria foi questão fechada, de alguma matéria que já dominava.

Hoje sairíamos cedo, então, eu fui o último a ficar na sala. Guardei meus materiais, e pus a mochila nas costas, mas Gogo me parou.

-Aí, Hamada, tem uma garota querendo falar com você ali fora. - Estourou o chiclete. - E disse que não vai sair, enquanto não falar com você.

-Ah... Então mande ela entrar, oras. - Falei, coçando a nuca.

A garota deu de ombros, e saiu. Alguns minutos depois, entrou aquela figura tão conhecida por mim: Cabelo longo e negro, olhos azuis, tatuagem de borboletas no ombro, e um vestido para lhe deixar inocente, contradizendo toda sua personalidade.

-Kira. - Cruzei os braços.

-Hiro! - Ela sorriu. - Quanto tempo! - Falou.

-Um ano, não? - Falei com descaso.

-Huh, está bravo comigo ainda, amorzinho? - Colocou o dedo na bochecha.

-Bravo? Você nunca me viu bravo, não é, Kira? - Perguntei.

-Ah, não... Você sempre me tratou tão... Ah, bem. - Ela se agarrou ao meu pescoço.

-Olha Kira, eu realmente tenho o que fazer hoje. - A empurrei levemente.

-Amorzinho, eu vim aqui pra fazer as pazes, e voltar com você, e você me trata assim? - Ela fez bico.

-Lamento. Cansei de fazer o papel de otário. - Sai, indo para casa.

Havia se passado 20 minutos do horário de saída do colégio, e Yuriko provavelmente devia ter voltado pra casa. Quando cheguei, atravessei a cafeteria, e subi.

-Tia Cass, a Yuriko já chegou? - Perguntei, ao passar por ela.

-Não querido, ela deve ter ido direto pro trabalho, não? - Disse.

-É, talvez. - Mas, eu sentia algo errado.

Subi mais um pouco, e adentrei o quarto. Havia alguns resumos para serem feitos, e logo eu teria que ir para o estágio.

Após terminar, tomei um banho, vesti minha roupa comum, e almocei, logo indo para as empresas Krei.

Bati o ponto, e coloquei o capacete. Meu trabalho, era supervisionar, e ajudar a criar novas máquinas. Mas meu pensamento voava longe, hoje. Imaginava, será que Yuriko estava bem mesmo? Eu tinha um pressentimento muito ruim. Senti ser puxado para o lado.

-Ei! - Quando vi, uma peça pesada, havia caído bem no lugar que estava.

-Está bem distraído hoje. - Olhei, vendo Tadashi risonho, e Iandre com uma cara preocupada.

-Você está bem? - Perguntou o ruivo.

-Estou... - Tirei o capacete, e passei a mão, entre os cabelos. - Só... Um pouco pensativo.

-An... Tá pensando na namoradinha, né? - Tadashi cutucou-me. Fechei a cara.

-Não tenho namorada, Tadashi. - Respondi.

-E a Yu? - Ele perguntou, e Iandre segurou uma risadinha.

-Ela é uma ami... Bom, eu não sei o que somos. - Cocei o queixo. - Mas com certeza, não somos namorados. - Falei, dando de ombros.

-Fala sério, vocês moram juntos. Ela deve sentir algo á mais, por conviver com a sua pessoa 24 horas por dia. - Iandre disse.

E pensar nessa possibilidade, me assustou. Não seria a mesma coisa, ela não seria mais só a... Yuriko. E sim uma garota. Uma garota que gosta de mim.

-Nah. - Falei. - Bom, vamos voltar ao trabalho. - Arrumei o capacete, pronto á trabalhar. Os dois imbecis, ficaram rindo.

***

Voltei pra casa, por volta das 18:00 da tarde. Subi para o quarto, e vi que nem Yuriko, nem sua mochila estavam lá. Larguei minha bolsa, e desci.

-Ah, Hiro, a Yu esteve com você? - Perguntou, com um semblante preocupado.

-Hm... Não. - Cocei a nuca. - Ela não apareceu aqui o dia todo? - Perguntou.

-Não... - Nos entreolhamos.

-Ela sumiu. - Falei, mordendo o lábio. - Droga.

A culpa era minha. Eu havia prometido buscar ela na escola hoje, e não cumpri com isso.

-Vou procurá-la. - Falei. - Escureceu, e ela pode acabar... - Mordi o lábio, tentando não pensar o pior, ativei Baymax, saí.

Andamos por toda a cidade, e Baymax sobrevoou. Fomos na casa de suas amigas, e perguntamos até que horas ela esteve na escola.

Fomos até o café que Yuriko estava trabalhando, e perguntamos para senhorinha, mas ela disse que a mesma nem havia aparecido para trabalhar, hoje.

Ela não conhecia muito da cidade, mas não estava em lugar algum, e eu estava preocupado ao extremo. Talvez, ela tenha sido... Estuprada? Sequestrada? Machucada? Morta?

Me sentei no meio fio. Baymax se aproximou.

-O coração bate em níveis altos, a respiração está desregulada, e isso pode ocasionar leves pontadas na cabeça. Conclusão: O paciente está ancioso. Diagnóstico: Parar, e respirar um pouco.

Olhei para Baymax, e voltei a mirar o chão. Como ele disse, respirei bem fundo, e soltei, tentando raciocinar com calma.

Quando meu celular tocou.

-Sim? É ele falando. Yuriko? Você a encontrou? - Senti um alívio. - Onde estão? Ah sim, conheço. Estou indo para aí. - Desliguei. - Baymax, encontraram Yuriko. Devemos ir. - Nos levantamos, e fomos até a casa da diretora que ligou.

Ao pararmos frente ao prédio, interfonamos, e fomos recebidos, subindo. A diretora Abigail, abriu a porta, e usava uma camisola branca, e o cabelo preso num rabo de cavalo. O olhar, era cansado, mas sorriu ao me ver.

-An... A Yuriko está aqui? - Perguntei, coçando a nuca.

-Ah sim, no sofá. - Deu espaço, e eu entrei, vendo o pequeno corpo adormecido no sofá. - Ela sentia muita dor, e cansaço, então ela cochilou depois de tomar analgésicos. - Estava de braços cruzados.

Me aproximei, e abaixei na altura da garota adormecida, vendo seus cortes, hematomas, e o sangue na sua roupa. E os cabelos, curtos, como ela jamais teria coragem de cortar.

-O-o q-que aconteceu? - Perguntei assustado, ao vê-la naquele estado.

-Ela está bem rouca também... - Falou. - Gritou bastante. Yu foi molestada, agredida, e chantageada, por hoje. - Olhou para a menina, adormecida. - Merece o sono que está tendo.

-Como? Quando? E por que? - Perguntei num flash.

-Bom, ela foi agredida hoje cedo, pelas alunas da Hakurei, Pyetra Von Hounts, e duas amigas da mesma. Que eu saiba, ela vem sendo á um tempo, mas estava sendo chantageada pela Pyetra, e hoje, ela veio á cortar seu cabelo. Depois a punirei corretamente. Ela fugiu, e veio parar aqui, na frente do prédio, por estar perdida. Um homem tentou estuprá-la, e, ela gritou, e acabou por apanhar mais. Sorte que ouvi, e não só ameacei, como pus a polícia atrás dele. - Acariciou os cabelos da menor.

-E... Você sabe por que ela fugiu? - Perguntei.

-Ah, sim... Ela disse, que te esperou algumas horas, sentada na porta da escola, mas você não veio á aparecer. Então ela disse, que queria achar a rodoviária e ir embora, mas não conhecia a cidade, e se perdeu.

-Eu sabia. - Suspirei. - Devia ter ido, mesmo que com 20 minutos de atraso. - Baixei a cabeça.

-Isso não importa agora, garoto. - Abigail disse. - Leve-a pra casa, ela precisa de um banho, e dos devidos cuidados.

-Okay. - Passei os braços, embaixo de suas pernas, e seu pescoço, a aconchegando com cuidado no colo, e a levando para casa.

-Hiro? Cuide bem dela. É uma guerreira, apesar da pouca idade. - Abigail sorriu.

Baymax e eu, á levamos pra casa. Ao entrarmos na cafeteria, Yuriko acordou.

-Hm... Hiro? Como me achou? Onde estamos? - Perguntou.

-A Abigail ligou, e eu te trouxe pra casa. - Falei, subindo as escadas, com ela em meus braços.

-Que casa...? - Ela falou baixinho. - Me põe no chão. Eu posso andar! - Ela quis descer.

-Nossa casa. - Respondi. - Ah claro, toda estropiada como está, deveria agradecer de eu estar te carregando.

-Hamada, por favor, me põe no chão. - Ela ficou séria.

Obedeci ao seu pedido, e subimos, calados. Ao chegarmos na sala, eu vi Kira conversando com Tia Cass, animadamente. E sorriu, ao me ver.

-Yu, o que aconteceu com você?! - Tia Cass perguntou, atônita.

-B-bem... Longa história... M-mas agora, eu vou ficar bem. - Yuriko sorriu amarelo pra mais velha.

-AMORZINHO! - Kira agarrou meu pescoço, beijando minha bochecha. - Você demorou bastante, onde estava?

-Amorzinho? - Yuriko perguntou.

-Sim. Então, quem é você? - Kira perguntou, olhando Yuriko de cima a baixo.

-Bom... E-eu sou a Yuriko. - Ela coçou a nuca. - E você?

-Kira. Kira Takina. Namorada do Hiro. - Apertou mais o meu pescoço, nem me dando chance de falar.

-Não sabia que namorava, Hiro. - Arqueou a sombracelha.

Me desvencilhei de Kira, e falei:

-Tia Cass? - Ela me olhou, precebendo o clima tenso entre todos da sala. - Por que não ajuda Yuriko com o banho? Ela precisa lavar esses ferimentos, antes que Baymax possa cuidá-los.

-Claro. - Ela sorriu. - Venha querida, Baymax. - Yuriko se apoiou ao ombro dela, e ambas subiram o resto da escadaria, juntamente á Baymax

Assim, me virei para Kira:

-Que história é essa de namorada?! - Perguntei.

-Nunca terminamos, gato... - Ela falou, manhosa, mexendo na gola de minha blusa.

-Porque você sumiu! Kira, não temos mais nada! - Tirei as mãos dela dali.

-Nossa, que mal! - Ela fez bico. - A substituta que arranjou pra por no meu lugar, é muito sem sal, meu caro.

-A Yuriko? Não, não temos nada. E mesmo que tivéssemos, ela não seria uma substituta pra você. Ela é melhor que isso. E não é sem sal. - Falei.

-Ah, certo. Está caidinho pela nanica. - Ela riu. - Não sei por quê... Todo garoto da sua idade sempre sonha, em ter uma mulher como eu. - Ela falou.

Kira sempre foi dois anos mais velha do que eu, então, hoje deve ter 17, apesar de ser mais baixa. Namoramos á um ano, até ela conseguir o que queria, e sumir.

-Poupe-me Kira. Você me forçou até o meu limite, pra que eu pudesse transar com você, garota! E claro, quando conseguiu o que queria, vazou não é? Depois de conseguir tirar a vingindade do pirralho, não havia mais nada que te prendesse á ele. Que garoto na minha idade quer isso? - Disse com raiva.

-Mas eu voltei! Te quero de volta, gato... - Falou.

-Kira, por favor, some daqui, antes que eu faça algo que me arrependa. - Pus a mão na testa.

-Claro, se é o que quer... Mas eu ainda não desisti, amorzinho. - Ela piscou, e saiu.

Me sentei no sofá, repensando nos acontecimentos de hoje. É muita coisa pra um Hiro só.

Quando vi tia Cass descer e acenar, subi. Baymax já estava na sua caixa, e Yuriko estava com ataduras, e devidamente cuidada. Usava uma camisola preta... De renda? Desde quando ela usava esse tipo de coisa? Deixei de lado, a roupa que usava, e reparei que ela arrumava suas roupas, na mochila.

-O que está fazendo? - Perguntei.

-Amanhã bem cedo, eu vou para rodoviária. - Fechou a mochila. - Vou... Voltar pra casa da minha mãe.

-Como assim?! - Perguntei.

-Bom, pode ficar feliz. Desde o início, você queria que eu voltasse, e não confiava nem um pouco em mim. E agora, vou satisfazer sua vontade. Eu vou embora. - Falou.

-Mas você não pode ir. E como disse, eu queria isso no início, mas agora...

-Agora o quê? Devia saber que passou o dia com sua namorada. Que não devia ter te incomodado, pedindo pra que me buscasse. Que não devia te atrapalhar, sabendo que não se importa! - Ela gritou.

-Não levante a voz pra mim! - Falei mais alto. - De onde tirou essas ideias?! Kira não é minha namorada! E eu que vacilei com você, não me custava nada ter te buscado. E eu me importo sim. Eu não prometi, cuidar de você?

Tivemos alguns minutos de silêncio. Ela estava de cabeça baixa. Quando levantou, vi a fina lágrima escorrendo.

-Sabe o que foi pior? - A rouquidão dominava sua voz. - Quando aquele homem estava passando a mão em mim... No meu corpo. E-eu me senti uma vadia! Sentia nojo de mim, e dele, por fazer o que fazia com uma garota. Eu gritei por você, Hiro. Esperei, que viesse me tirar daquele inferno, me abraçar, e me proteger dele. Mas não aconteceu. Eu estava sozinha, e fiquei rouca, de tanto gritar por socorro.

-Yuriko eu, - Ela me cortou.

-Não. Não diga que sente muito. Eu suportei a Pyetra me enchendo, todas as suas surras, pra não te atrapalhar, e não te fazer perder o seu tempo, tendo que resolver, sendo meu responsável. Eu não devia ter criado esperença... Achei que era importante pra você, mas eu vi, que não se importa nem um pouquinho. - Ela secou o rosto. - Seu pesadelo acabou.

Ela pôs a mochila no chão, e se sentou na cama. Eu estava estático, por ouvir aquelas palavras.

-Hey... - Me ajoelhei, entre suas pernas, pegando em seu rosto, inchado pelo choro.

-Não, me deixa. Eu não quero conversar. - Ela virou o rosto, mas puxei, pra que olhasse para mim novamente.

-Não faz assim. - Sequei seu rosto. - Não chora, okay? Quem disse, que eu não me importo? Que seria uma perda de tempo, te ajudar com algo? Você tem me ajudado bastante, mesmo sem preceber. Você também perdeu a esperança a toa. É importante pra mim sim! E eu não te tirei daquilo, porque não estava perto. Imagina, se eu visse ele encostando um dedo em você... Ah, eu teria matado ele. Você não é uma vadia, Yuriko... É mais que isso. Bem mais. Não deixe que ele te faça pensar assim. - Falei, enquanto acariciava sua bochecha com o polegar.

-Você está sendo legal demais. Tenho medo de ser mentira. - Ela fungou.

-Não é. Não quero que vá embora. - Disse. Estava sendo muito sincero e sentimental hoje. Como diria a própria Yuriko: Que gay.

-E o que você faria pra eu ficar? - Ela perguntou. Olhei para os seus lábios, mesmo cortados e com piercing, eram chamativos.

-O que eu faria...? - Pensei em voz alta.

-Viu? Uma prova de que é mentira, nem sabe o que... - Cortei todo seu mimimi, no momento em que sem saber o que fazia, a beijei.

CONTINUA...


Notas Finais


Finalmente! O que queriam foi postado.
Não espero muitos comentários, pois dei a vocês o que queriam, então vão desanimar. Mas se puderem, não exitem em deixar :/
PAREI NA MELHOR PARTE, PUQ SOU MÁ!
MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.COF COF
Então... 59 favoritos!? *-*
VALEU GENTE!
Mais uma vadia pra nossa historinha: Kira Takina. Nunca gostei dela.
Vadia toda ela. Onde já se viu, tirar a virgindade do menino que tinha 14 anos, e vazar? Muito puta. Pois é.
Cabelo da Yuriko, depois da Abby acertá-lo » http://www.animexis.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Ritsu-Kawai-bokura-wa-minna-kawaisou.jpg?x24007
Não ficou feio em si, até porque achei bem gauta, mas pra vocês sacarem que o estrago que a Pyetra fez foi grande. Porque, o cabelo da Yu era na cintura.
Bom, o que vai acontecer depois desse beijo, conduzido por hormônios adolescentes?
Tretas?
Drama?
Fiquem curiosos, que não dou spoiler! Ahsahsjahsahsuansau XD
KISSUS
E
ATÉ
O
PRÓXIMO
SEUS
GOSTOSOS!
P/S: Desculpem qualquer erro, estou por celular. Gabi ama muito vocês!


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