História Big Love - Capítulo 12


Escrita por: ~ e ~Liciane_Mota

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Chanyeol, Jongin, Kai, Kaido, Kaisoo, Kris, Kyungsoo, Lay, Sookai, Suho, Sulay
Visualizações 111
Palavras 1.318
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - XII


Fanfic / Fanfiction Big Love - Capítulo 12 - XII



- Importam-se se eu interromper? – perguntou irônico, colocando a mão possessiva no braço de Kyungsoo.

Jongdae afastou-se de imediato, intimidado pelo porte altivo de seu oponente.

- Jongin, não quero parar. Estou começando a me divertir com o jogo.

- Neste caso, eu o ensino.

O tom autoritário e possessivo desestimulou qualquer possibilidade de reação, e Jongdae afastou-se depois de fazer uma inclinação respeitosa com a cabeça.

Jongin moveu-se para trás de Kyungsoo.

- Posicione o taco assim... – instruiu, segurando o com gentileza enquanto alinhar os ombros delicados.

Era como brincar com fogo. Inalou o perfume suave e masculino que o envolvia, pertubando-lhe os sentidos.

- Como estou me saindo?

Jongin não pôde deixar de notar o tremor discreto na voz, embora ele próprio estivesse suando frio.

- Você está ótimo.

Resistindo ao impulso de acariciar os cabelos sedosos e maltratar a pele macia e leitosa do pescoço de Kyungsoo, ele tentou se concentrar no jogo, afastando do pensamento aquele lapso de insanidade.

- Ei, vocês dois, é mais fácil fazer a jogada se mantiverem os olhos abertos!

Chanyeol os fitava do outro lado da mesa, com um sorriso divertido nos lábios.

Sentindo-se corar até a alma, Kyungsoo deu um impulso no taco e arremessou a bola com força, jogando-a para fora da mesa. Sentiu o sangue congelar ao ouvir um grito de Kyra.

- Meu olho! Está doendo, o taco me atingiu! – gritou ela, cobrindo o rosto com as mãos.

Ele soltou o taco e prendeu a respiração, voltando se para encarar sua vítima, sentada em uma cadeira suas costas.

Não havia qualquer vestígio de sangue, mas o escândalo que Kyra fazia havia chamado a atenção de todos, que formaram uma multidão ao redor dela. Não seria possível uma viagem a Incheon sem uma dose de humilhação pública, Kyungsoo pensou para si.

- Deixe-me olhar, Kyra - Jongin correu para o lado da irmã e tentou tirar as mãos de seu rosto. - Kyungsoo vai até a cozinha e apanhe um pouco de gelo.

- Espera aqui, Coruja. Eu já estou indo – Chanyeol prontificou-se, com uma piscada de cumplicidade.

Mortificado, Kyungsoo tocou-a de leve no ombro.

- Kyra, sinto muito. Minha mãos estão machucadas, e acho que não percebi a força da tacada.

Kyra abriu os dedos o bastante para lançar-lhe um olhar fulminante.

- Não precisa se desculpar, basta que financie uma cirurgia plástica para corrigir meu rosto.

- Pare de agir como criança – Jongin ordenou em tom autoritário. – O taco nem encostou em você!

- Diz isso porque não é você que está sentindo esta dor horrível! No mínimo, vou ficar com um olho roxo!

Chanyeol retornou com o gelo e parou ao lado do irmão, colocando o braço sobre seu ombro. Ele agradeceu secretamente o gesto protetor, mas nem aquilo o fez sentir-se melhor.

- Foi estúpido colocar a cadeira tão próxima a mesa, como você fez – Chanyeol censurou Kyra. – Qualquer retardado poderia perceber que...

Ela descobriu o rosto e levantou-se em um pulo, aparentemente se esquecendo do olho machucado.

- Qualquer retardado? Agora, eu sou a retardada?

- Não quis dizer isso, seria uma ofensa aos retardados... quer dizer... você poderia ter evitado este acidente se fosse um pouco mais cuidadosa – Ele corrigiu, conciliador.

- Não sou eu que precisa ser cuidados – ela contra atacou.

Deu um passo para trás, em um gesto de defesa, enquanto Chanyeol colocava-se a sua frente ponto para defendê-lo.

- A culpa foi do seu irmão! Ele sempre provoca algum dano! – Num ímpeto ela se pôs a gritar: - cuidado cidadãos de Incheon! Porcosoo está de volta à cidade! Porcosoo é letal!

Subitamente, Kyungsoo sentiu o peso de um taco de bilhar sobre as mãos.

- Eu faço pontaria para você dar o tiro. Por favor, poupe-nos deste sofrimento! – Jongdae disse em voz baixa, mas não o bastante para não ser ouvido.

Furiosa, Kyra abriu caminho por entre a multidão e desapareceu.

Kyungsoo olhou ao redor, surpreso ao perceber que presentes estavam se divertindo com humilhação de Kyra.

Receando já ter provocado problemas suficientes por uma noite, Kyungsoo endireitou os ombros e caminhou para a saída sem olhar para trás.

- O show acabou – ouviu Jongin anunciando enquanto escapava do salão privativo.

Deteve-se na calçada, e só então lembrou-se de respirar. Havia se esquecido de como anoitecia tarde no verão em Incheon. Passava das nove horas e o sol apenas começara a atingir o céu com raios avermelhados do entardecer.

Havia se esquecido também que estava sem carro. Teria que esperar Chanyeol para levá-lo para casa. Sem alternativa, atravessou a rua e caminhou a passos largos, feliz por estar livre da fumaça de cigarros, do barulho ensurdecedor e da horrível sensação de que não pertencia aquele lugar.

Lutando bravamente para conter as lágrimas, sentou-se em um banco sob a frontosa copa da amendoeira que subira mais de uma vez quando era criança.

- Ei, esqueceu-se de mim?

A voz grave e profunda o sobressaltou. Jongin se aproximou e sentou-se a seu lado, perto o bastante para que ele sentisse o hálito doce acariciando sua pele.

- Sinto muito – desculpou-se ele, apavorado diante da tentação de buscar conforto no peito largo.

- Não se preocupe. Sou eu quem sente muito pela cena que minha irmã provocou.

- Oh, você não pode controlá-la! Eu havia me esquecido de como ela pode ser dramática.

Jongin estendeu as pernas e apoiou aos cotovelos no encosto do banco.

- Ela está aprimorando a técnica a cada dia.

- Bem, todos nós temos que encontrar nossa vocação na vida.

- Este é o problema. Acho que Kyra nunca encontrou a dela ela. Não consegue manter um trabalho por mais de uma semana, enquanto assiste todos os amigos seguindo seu rumo na vida, como você fez.

- Eu chamaria o que fiz de fuga desesperada! - comentou ele, com um toque de humor.

- É mesmo? Seu caminho sempre pareceu muito claro para mim.

- Não é bem assim. Fui embora porque estava cansado de ser motivo de chacota na cidade.

- Curioso... para mim você sempre foi Kyungsoo, o artista, mesmo quando era uma criança pintando o seu cachorro.

Ele pestanejou. Sempre levara a arte a sério, mas não havia percebido que Jongin ou alguém mais houvesse notado.

- Sabe, não é fácil para kyra revê-lo, especialmente agora que você é um homem bonito, independente e equilibrado.

- Equilibrado?

- Sim, equilibrado. Veja como conseguiu jogar bilhar, mesmo com as mãos machucadas.

Ele voltou a palma da mão delicada de Kyungsoo e acariciou a com a ponta dos dedos. Era um ato sem interpretação e erótica, mas provocou uma verdadeira cascata de arrepios em Kyungsoo.

Último vestígio de sensatez se evaporou quando os dedos experientes deslizaram por seu braço, deixando um rastro de fogo por onde passavam. Ele prendeu a respiração quando Jongin o puxou para si, procurando sua boca com uma urgência quase selvagem.

Alinhando-se no peito largo, Kyungsoo prendeu-se no calor da boca exigente. Mergulhado em um sonho, correspondeu ao beijo com toda sua alma, entreabrindo os lábios enquanto as línguas ávidas moviam-se em uma dança sensual.

- Ei, aquele não é o Kai?

O som da voz esganiçada, sobressaindo-se por entre o burburinho de um grupo de pessoas que passava na calçada, quebrou a mágica do momento. Assustado, Kyungsoo se afastou, sem fôlego.

- Kyungsoo está com ele... - uma voz feminina se fez ouvir.

Receando estar se tornando especialista em fiasco, Kyungsoo se pôs de pé, tentando resgatar a dignidade que lhe restava. Passeando o olhar deste para o grupo de pessoas que os observava de longe, levantou muralha de defesa e assumiu o ar frio de indiferença que costumava usar daquelas ocasiões.

- Vou pediu para que Chanyeol me leve para casa – avisou. - Vamos deixar o jantar para outro dia.

Sem dizer uma palavra, seguiu para o interior do restaurante, ignorando chamado de Jongin bem atrás de si.



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