História Big Love - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Licci

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Chanyeol, Jongin, Kai, Kaido, Kaisoo, Kris, Kyungsoo, Lay, Sookai, Suho, Sulay
Visualizações 293
Palavras 942
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - IV


Fanfic / Fanfiction Big Love - Capítulo 4 - IV

Forçando-se a mudar o curso de suas idéias, se pôs a refletir sobre a vida profissional. Salvar a Universidade era uma batalha quase perdida, mas estava disposto até o fim. Sua motivação não se baseava apenas em manter o emprego. Sabia que manter ativa aquela tradicional instituição representava um aspecto importante da pequena cidade. Incheon era um importante pólo cultural da Coréia. Não queria que a cidade se tornasse um vilarejo quase deserto, e sim que fosse um lugar digno de ser lembrado, com uma vida cultural ativa, mantendo a antiga tradição de exibir filmes de arte nas noites de sexta-feira no único cinema local, exatamente como quando ele era criança. Se perdesse o emprego, sua mudança para Incheon perderia o sentido.

Com um suspiro desolado, Jongin ajeitou-se na confortável cadeira e sorveu lentamente o líquido gelado. A maior ironia, pensou, era que havia investido tudo o que tinha na casa de veraneio da família para transformá-la em uma moderna mansão de vidro e aço, muito maior do que ele precisava.

Orgulhava-se da casa com sua ampla varanda de frente para o lago. Habituara-se a assistir ao pôr-do-sol refletindo-se nas águas calmas e translúcidas, usufruindo a agradável tranquilidade e sossego da vida que escolhera.

Porém, naquela tarde, pela primeira vez desde que se lembrava, um estranho sentimento de solidão o invadiu. Não era o tipo de solidão que pudesse ser preenchida com uma conversa com os amigos... Jongin sentia que algo intenso é importante havia se perdido para sempre, e não gostou da sensação.

Tentou evitar o momento de introspecção. Porém o baixinho de olhos grandes e lábios de coração não saía de seu pensamento.

- Ei, Kai! Que tal descer das nuvens e voltar para a realidade?

Uma voz alegre doou atrás dele. Voltou-se para se deparar com Kris, carregando uma cerveja gelada na mão.

- Não ouvi você me chamar.

- Sim, eu percebi. -  Sentou-se ao lado do amigo, tão à vontade como se estivesse em sua própria casa. - Deve ser maravilhoso ter dinheiro e poder desfrutar desta maravilha!

Jongin sabia que ele estava o provocando, pois se irritava sempre que alguém se referia ao seu poder aquisitivo. Ele não fizera nada, nascera milionário, e recusava-se a tocar em um centavo do dinheiro de sua família.

- Não sou tão rico a ponto de ficar feliz por você ter pegado a minha última garrafa de cerveja.

- Bem, se você não estivesse tão perdido em seus pensamentos, teria ouvido o telefone tocar, e estaria em minha casa, tomando minha cerveja. - Kris colocou o braço sobre o ombro do amigo, num gesto amigável. - Meu omma convidou-o para jantar.

Jongin prendeu a respiração. Jantar com Kyungsoo era mais do que podia enfrentar naquele dia. Receava não sobreviver se o encontrasse novamente.

 -Diga a ele que você não me encontrou - sugeriu aflito.

- Estamos falando de Do Junmyeon, lembra-se? Ele já sabe onde você está.

- Então que você me procurou por todas as parte e...

- Meu Appa também quer vê-lo - Kris o interrompeu.

Todos os argumentos se calaram. Jongin considerava Yixing como um segundo appa. Seu appa sempre fora ocupado demais com seu trabalho em Gangnam para dar atenção ao filho. Nos últimos tempos, o contato entre eles resumia-se em visitas breves e ocasionais. Depois da cirurgia cardíaca, uma grande preocupação somara-se ao respeito e admiração que nutria pelo Chefe Do. Não poderia deixar de atender a um pedido dele.

- Certo. Vá na frente enquanto eu pego a chave do jipe.

- Nada disso. Vamos no meu carro. Meu omma me fez prometer que o acompanharia. Tenho ordens expressas de entregá-lo em mãos. - Sorrindo, Kris se ergueu e o apressou. - Vamos logo. Depois da sobremesa podemos escapar e ir ao bar jogar uma partida de bilhar.

Resignado, Jongin o acompanhou, sentindo-se como um prisioneiro a caminho da masmorra.


~~


Junmyeon nunca desistia quando tinha algo em mente.

Naquele momento postara-se diante da mesa enquanto inspecionava a arrumação.

- Vamos precisar de mais um prato - informou em tom casual.

Kyungsoo contou novamente para ter certeza que não havia esquecido ninguém.

- Está esperando alguém? 

- Kim Jongin.

Kyungsoo segurou o prato com tanta força que receou quebrá-lo. Estava surpreso por não ter uma crise de irá e emitir raios fulminantes na direção de Junmyeon. Seria possível que não houvesse mais um lugar para ficar em paz em Incheon?!

- Ele pode ocupar o meu lugar - disse antes de sair correndo para a cozinha.

- Quando você se tornou covarde? - Seu omma gritou atrás dele.

Kyungsoo voltou, ainda segurando o prato.

- Gosto de pensar que posso escolher com quem quero jantar.

- Você tem vinte e quatro anos, Kyungsoo. É um homem independente e bem-sucedido, certo? - Apanhou o prato e colocou-o na mesa. - Por acaso você se interessa por algo que não seja trabalho?

- Claro que sim! - foi a resposta em tom hesitante.

- Você tem amigos?

- Sim, tenho muitos amigos! - mentiu, abaixando os olhos para que não fosse desmascarado.

Possuía dois amigos em Seul, e a única pessoa que ainda mantinha contato em Incheon também havia se mudado para cursar Universidade em Busan.

- Mas há alguma coisa em você que não está bem resolvida... - Olhos acinzentados o fitavam com ternura.

Sim, nada que se refira a Jongin está bem resolvido!, quis gritar, mas não fez. A admissão poderia ser fatal na mão de seu omma.

Tentou dizer a si mesmo que Jongin não passava de uma simples fantasia adolescente. Naquele momento, tinha a chamar de ter um encontro real e constatar que tudo havia mudado. Afinal, muitos anos haviam se passado. Não era mais tolo e romântico. Era um homem independente e sofisticado, e nada mais poderia destruí-lo. Suspirou resignado e voltou-se para Junmyeon:

- Onde devo colocar o prato?





Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...