História Bigender - Capítulo 1


Escrita por: ß

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Bigênero, Yoonmin
Exibições 177
Palavras 955
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fluffy, Slash

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


repostando porque essa foi a one mais fofa que já escrevi e irei protegela

Capítulo 1 - Único - da inconstância à solidez


Park Jimin era alguém que sempre se sentira estranho dentro do próprio corpo. Não era uma estranheza do tipo apenas-uma-fase, no entanto, e ele percebeu isso enquanto crescia e cada vez mais seu desconforto aumentava, tornando-se difícil encarar-se no espelho sem pensar que algo lhe faltava.

Não sentia-se um homem completo e se acostumou com isso, escondendo-se entre cortes de cabelo curtos demais para seu próprio gosto e calças largas que escondiam suas pernas curvilíneas – vez por outra trocando-as por shorts considerados um tanto quanto femininos. E, ao invés de tentar se entender, Jimin apenas aceitou a própria inconstância de ser quem era. Na verdade, adorava usar essa palavra desde que viu seu significado pela primeira vez:

inconstância

substantivo feminino

1. qualidade ou característica do que ou de quem é inconstante; falta de constância.

falta de perseverança, de firmeza.

tendência para mudar de ideia, de opinião, de atitude; volubilidade, instabilidade.

Ah, se apenas fosse tão fácil assim. Que Jimin era inconstante, todos sabiam, mas, por outro lado, era uma palavra simples demais para explicá-lo, afinal, como usaria esse simples substantivo para explicar aos pais ou amigos o desejo quase inexplicável de vestir saias também, alguma vezes? Ou de deixar o cabelo crescer? Como explicaria que não via nada de errado em ser tratado por pronomes femininos, que eram tão normal quanto os masculinos?

Não, estava bem sendo tratado apenas como inconstante, e não queria perturbar essa fachada já frágil.

Mesmo assim, isso não o impediria de ficar feliz toda vez que alguém lhe falasse que ele era feminino demais, certo? Principalmente quando esse alguém era Yoongi, claro.

Min Yoongi, com certeza, era seu oposto. Era alguém com convicção suficiente para poder rotular a si próprio sem preocupação nenhuma – já que uma de suas filosofias (e ele tinha muitas) era que precisava rotular-se para que outro alguém não se sentisse no direito de fazer isso por ele. Ah, ele sim sabia o que era, tão diferente de Jimin, que nem sequer conseguia admitir para si mesmo que tinha uma enorme queda – ou, melhor dizendo, precipício – pelo amigo.

Nunca foi influenciado para tal, mas achava-se um estranho por gostar de garotos, mesmo que parecesse tão certo. Assim como era certo estar ali, naquele momento, com uma das mãos entrelaçadas a do hyung.

“Tudo bem, Jiminnie?” Suga perguntou-lhe, tirando-o dos próprios pensamentos. A mão gelada que estava segurando a sua lhe deu um leve aperto, e ele sentiu-se arrepiar, assim como sempre costumava ficar ao seu lado. O fato de estarem daquela maneira, no entanto, era perfeitamente normal; sempre foram muito íntimos um do outro e aquela era uma das maneiras que eles tinham de sempre demonstrar carinho.

Hoseok, um outro amigo seu, lhe dizia sempre que eles pareciam mais namorados que qualquer outra coisa.

“Sim, acho. Por quê?” Olhou-o confuso, largando sua mão e colocando as suas dentro dos bolsos da calça folgada que vestia.

“Você vem estado meio aéreo desde aquele dia, sabe, no shopping.” E só de lembrar, Jimin queria se bater, corando violentamente. Tinha dado bandeira e encarado uma saia – que, sinceramente, deveria ser a coisa mais linda que já vira na vida – por tempo demais, e Yoongi percebeu, mas não havia lhe questionado e nem tocado no assunto até então.

“Não aconteceu nada demais no shopping.” Disse, rápido demais, e se irritou quando viu o hyung rir baixinho, apesar de se abobalhar um pouco porque, vamos lá, Suga quase nunca sorria e, quando o fazia, sempre parecia doce e mais lindo do que já era, os olhos caídos e pequeninos tornando-se só um risco escurecido pelo lápis de olho em seu rosto bonito. “Que foi, seu idiota?”

“Jimin, eu sou seu amigo desde que você tinha 5 anos, e eu sei quando algo lhe incomoda, okay? Deu pra ver que algo não estava certo só de olhar em seu rosto, mas, por sorte, você tem um ótimo amigo aqui.” E então ele fez algo que surpreendeu o mais novo de uma maneira que Jimin nunca achou que fosse capaz, tirando a mochila que tinha das costas e caçando um embrulho de dentro de lá, logo entregando-lhe. Queria questioná-lo, mas algo no olhar do hyung o fez acreditar que ele não falaria nada até que abrisse aquilo e visse o que tinha dentro. O que ele fez com rapidez, obviamente.

Logo, havia um papel de embrulho rasgado no lixo mais próximo e lágrimas nos olhos de Jimin, que continuava vermelho enquanto observava aquela mesma saia que vira na loja ali, em suas mãos, o tecido de veludo tão macio quanto se lembrava.

“C-como você sabia, hyung?” Perguntou, fungando. Não queria sorrir; na verdade, não queria fazer um movimento sequer até ter noção de que aquilo não era um sonho.

“Jiminnie, eu posso não entender você e nem suas inconstâncias, mas eu pude entender isso aqui. Talvez agora você possa me explicar o que vem escondido por todos esses anos, certo?”

Respirou fundo e, então, sorriu. Suga parecia hipnotizado pelo seu sorriso, e ele apenas ficou ainda mais feliz.

“Obrigada.” E corou novamente, ao perceber o uso do feminino. Yoongi, no entanto, não pareceu perceber, ou se importar, e Jimin não podia ficar mais aliviado.

“Você sabe que eu amo você, certo? Independente de tudo.” Sussurrou, confidenciando-lhe algo que parecia tão importante quanto um segredo de Estado.

Jimin apenas sorriu mais ainda, sentindo como se o peito aquecesse com a confissão do outro. Num ímpeto de coragem, aproximou-se do mais velho e, ficando na ponta dos pés, lhe deu um breve selar de lábios rápido, já que estavam na rua. Nunca havia parecido tão certo antes, e Suga pareceu gostar.

Agora, eles compartilhavam dois segredos, e Jimin pode sentir-se sólida pela primeira vez na vida.


Notas Finais


hora da confissão: queria muito escrever mais um capítulo, mas né, é aquele ditado,,,,
espero que tenham gostado <3


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