História Biker Blood - Capítulo 21


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Categorias Lana Del Rey, Sons of Anarchy
Personagens Alexander "Tig" Trager, Clarence "Clay" Morrow, Filip "Chibs" Telford, Gemma Teller Morrow, Happy Lowman, Jackson "Jax" Teller, Juan Carlos "Juice" Ortiz, Lana Del Rey, Personagens Originais, Robert "Bobby Elvis" Munson, Tara Knowles-Teller
Tags Badboy, Charlie Hunnam, Criminal, Heath Ledger, Lana Del Rey, Mads Mikkelsen, Motoclube, Motoqueiro, Motoqueiros, Motos, Romance, Sons Of Anarchy
Exibições 143
Palavras 1.678
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Gone


Fanfic / Fanfiction Biker Blood - Capítulo 21 - Gone

O sepultamento havia se encerrado há cerca de três horas, porém, Jackson continuava ajoelhado ao lado da lápide. Seus olhos miravam a grama que encobria os sete palmos de terra onde o caixão de Opie estava enterrado. A cerimônia fora muito bonita, motoqueiros de todas as filiais compareceram, e, os pais de Opie, Piney e sua mãe, que há muito não se falavam acabaram encontrando conforto nos braços um do outro.

Uma lágrima escorreu pelo rosto de Jax, parecia ser a última, já que seu pranto fora tanto que seus olhos pareciam ter secado. Ele revivia a imagem dos filhos de Opie, as duas crianças inocentes, correndo e se divertindo por todo o cemitério, sem entender o que acontecia ali. Preferiram não contar-lhes sobre seu pai e pesava à Jax não terem podido dar adeus àquele que lhes restava. Jax preferiu enganar-se, convencendo a si mesmo que fora melhor assim. Convenceu-se que fora melhor terem optado por manter o caixão fechado, impedindo que vissem o rosto de Opie completamente desfigurado. Tal imagem que ele jamais seria capaz de esquecer, o corpo de seu melhor amigo estirado em uma maca, estático, pálido e irreconhecível.

— Jackie... Jackie... Jackie! –Jax ouviu uma voz ecoar e logo sentiu um aperto em seu ombro, fazendo-o despertar. Ergueu os olhos e encontrou Chibs, estendendo-lhe a mão.

— Obrigado. – ele disse, levantando-se e limpando seus jeans na altura dos joelhos.

— O cemitério está fechando, garoto. Precisamos ir. –Chibs disse tocando seu ombro novamente e começando a caminhar.

— Espere. – Jax segurou-o pelo pulso, trazendo-o de encontro a seu torso e abraçando-o fortemente. Chibs retribuiu, envolvendo seus braços ao redor das costas de Jax e apertando-o contra seu peito.

— Nós vamos superar isso, filho. Continuaremos firmes e faremos com que isso funcione... Pelo Opie. –Chibs disse, afastando Jax e fazendo-o encara-lo.

— Não, Chibs.

— O que está dizendo, Jackie? – Chibs perguntou afoito. Jax negou balançando a cabeça de um lado para o outro. Retirou do bolso da calça algo pequeno, escondendo dentro da palma de sua mão.

— É seu. Quero que o use da forma que eu não fui capaz de usar. –Jax disse entregando a Chibs.

Chibs abriu a mão e tentou devolver imediatamente para Jax. Era o patch com o bordado de “Presidente” do Clube. Teller fechou a mão de Chibs com certa brutalidade, forçando-o a segura-lo.

 — O que está tentando fazer, Teller? Que diabos quer dizer com isso? Está maluco?

— Eu o nomeio como o novo Presidente. Talvez se houvesse o feito antes, o caos em que estamos vivendo fosse evitado. Agora é tarde para lamentações, mas talvez não tão tarde para mudanças... –Jax dizia calmamente em um tom melancólico, quando Chibs o interrompeu:

— Você não pode fazer isso. São contra as regras do Clube e mesmo que quisesse abdicar o título, precisaria chamar uma votação com a mesa cheia! – ele disse exaltando-se, como se quisesse despertar Jax de seu delírio.

— Que façam a maldita votação, não me importo! Já não estarei mais aqui quando estiverem reunidos à mesa.

— Jackson! –Chibs acertou-o com um golpe no rosto. Nada brutal, apenas algo que pudesse trazer Jax à realidade, pois para Chibs, Jax estava complemente insano.

— Escute-me! –Jax agarrou-o pelo colete, trazendo-o mais perto de seu rosto e continuou: - Eu quero que assuma a Presidência ainda hoje, não deixe com que venham atrás de mim. Amanhã, às cinco horas, reúna todos e façam o transporte do carregamento dos Mayans. Eles pagaram-nos um terço da quantia adiantado. Parte da grana está no cofre, na casa da Gemma, pegue tudo o que estiver lá e envie para os filhos do Opie. Quero que mantenha a aliança com esses Latinos até que recupere o Clube e possa investir nos lucros em Diosa.

— Jackie, isso... Isso é loucura. –Chibs murmurou ainda atônito com tudo o que Jax estava a lhe dizer.

— Você vai conseguir. Você vai salvar SAMCRO, Chibs. Eu sei que vai.

— E você? Para onde vai?

— Adeus, Chibs. –Jax soltou-o e partiu em passos apressados em direção à saída do cemitério. Assim que subiu em sua Harley, olhou para trás por uma última vez, fitando Chibs. Chibs ergueu o braço, um pouco estremecido, e acenou. Jax colocou o capacete e se despediu com o rugir do motor dobrando a esquina.

  {...}

[Elizabeth]

— Está pronta, Senhorita Elizabeth? O táxi já está aqui. –disse uma voz distante.

Abri os olhos pouco a pouco e imediatamente cobri-os, sentindo uma claridade excessiva quase a me cegar. Forçando minha visão, vi uma senhora vestida de branco ao lado de onde eu estava deitada. Ela sorria e parecia entender minha confusão.

— Vou deixa-la aqui por mais alguns minutos e logo voltarei para acompanha-la ao táxi. –Ela disse e deixou o quarto em seguida.

Levantei-me, sentando-me à beira da cama e deixando com que meus pés tocassem o chão. Acabei me lembrando do que estava acontecendo, afinal, eu ainda deveria estar sob efeito dos medicamentos.  Toquei minha barriga, acariciando-a levemente por sobre o fino tecido da camisola hospitalar.

— Está tudo bem, meu anjinho. Você está bem, a mamãe está bem. Tudo ficará bem... –murmurei acalmando o pequeno anjinho que crescia dentro de meu ventre.

Continuei a murmurar palavras positivas, tentando esconder o choro que voltava a escorrer por meu rosto. Opie se fora. Opie se fora e eu não podia fazer nada para trazê-lo de volta. Não era sua hora de partir, ele ainda tinha muito a viver. Mas Sean acabara com tudo. Mais uma vez. Eu não pude comparecer ao seu sepultamento, pois estava neste hospital.

Quando soube de sua morte, tive um ataque nervoso. Acabei sendo levada às pressas para a unidade de emergência e lá, doparam-me, ou melhor, medicaram-me com tranquilizantes que me fizeram dormir até que meu estado de nervos se estabilizasse. Agora, sabendo que estava tudo bem com o bebê e comigo, eu havia sido liberada.

Com a ajuda da enfermeira, fui levada ao táxi e informei o caminho para casa. Liguei para Jax várias vezes, mas a única resposta que obtive foi a gravação eletrônica de sua caixa de mensagens. Pensei em avisar Gemma que eu havia recebido alta, porém já era tarde da noite e tive medo de acordá-la. Não demorou muito até que chegasse em casa. Paguei a corrida e apressei-me com as chaves.

Assim que abri a porta e adentrei a casa, notei que estava completamente desordenada. Os armários da cozinha estavam abertos, roupas espalhadas pela sala, objetos caídos e alguns retratos quebrados. Era como se um tornado houvesse passado por ali. Coloquei a bolsa sobre a bancada da cozinha e encontrei um pequeno envelope com as inscrições: “À família”. Imediatamente reconheci sua caligrafia, Jax havia o escrito. Abri-o com as mãos já trêmulas e pus-me a ler a carta que se encontrava em seu interior:

“Se está lendo esta carta, significa que consegui fazer o que já deveria ter feito há algum tempo.

Quero me desculpar através deste breve bilhete. Sei que os danos que causei à SAMCRO não são reparáveis, pois vidas não são substituíveis. Confiei e induzi todos a apoiarem as ideias de Clay. Fui o mais jovem membro a segurar o martelo e em meus poucos meses de liderança, acabei com mais famílias do que os Sons of Anarchy em seis décadas de existência.

Fui covarde e abandonei a presidência. Opie Winston deveria assumir meu lugar, mas eu o matei. Opie foi preso e assassinado brutalmente por consequência de uma das minhas ordens. A ordem de explodir uma casa, cheia de crianças, mães e homens inocentes, apenas para eliminar uma ameaça. A ordem da vida não é um pai enterrar o filho, mas sim, um filho enterrar o pai. Pelo meu egoísmo, Piney teve essa ordem alterada. Enterrou o filho e seus netos nunca mais verão o pai.

Meu pai, John Teller, sempre quis me afastar dessa vida. Da vida de ser um motoqueiro-fora-da-lei. Talvez ele houvesse previsto a catástrofe que eu seria capaz de causar. Se eu pudesse tê-lo ouvido, muitos dos quais interrompi a vida estariam sorrindo e correndo atrás de seus filhos no parque. Hoje, tenho uma esposa que carrega uma criatura pura e inocente em seu ventre. Não quero que esse pequeno ser conheça este homem que sou. Quero que seja feliz, quero que deite na cama e possa dormir sem ouvir o remorso em seus sonhos.

Saiba que eu os amei. Cada um de vocês. Mas amar não foi o suficiente para salvá-los de quem eu sou.

Adeus,

Jackson Nathaniel Teller.”

Soltei o papel e gritei instintivamente perdendo a voz em meu ato. Corri até o quarto e encontrei o guarda-roupas vazio, apenas com alguns cabides ainda pendurados. Corri até o banheiro e quase tropecei em meus próprios pés. Eu já não conseguia enxergar. Perdida em meu desespero, procurei as chaves do carro e não as encontrei. Corri até os fundos, adentrando a garagem e senti a pressão de meu corpo baixar. Eu estava prestes a ter um colapso. Ouvi o porta-malas sendo fechado e sua imagem aproximando-se de meu corpo, que havia caído no chão.

— Elizabeth? Acorde, Elizabeth! Temos que ir. –Jax disse aflito, porém sua voz soava como um eco. Ele se abaixou, ajoelhando-se ao meu lado e segurando-me em seus braços.

— Temos que ir? Jax, eu pensei que você... –comecei a dizer, mal conseguindo formar frases coesas. Apenas toquei seu rosto, segurando-o firme, tendo a certeza de que era real e que eu não o deixaria partir.

— Você leu a carta? –ele perguntou e um breve sorriso formou-se no canto de seus lábios.

— Sim.

— Eu jamais a abandonarei, Elizabeth. Eu fiz uma promessa e vou cumpri-la. Cuidarei de ti, acima de qualquer coisa.

Abracei-o e abruptamente senti-o levantar-me e apressar-me. Ele colocou a última maleta dentro do porta-malas e ajudou-me a entrar no carro. Rapidamente tomou o assento do motorista e iniciou o carro. Antes de colocá-lo em movimento, virou-se para mim. Seus olhos azuis como o mar, hipnotizaram-me mais uma vez, e ele disse:

— Vamos recomeçar nossas vidas longe daqui e, essa coisinha, – tocou minha barriga – não conhecerá o homem que um dia fui. 


Notas Finais


Aqui estou para me despedir de vocês, meus queridos leitores!
Peço desculpas pela demora e desculpas por não tê-los avisado que este seria o capítulo final... Confesso, quis dar um susto em vocês! Acabei me envolvendo nas provas finais e tive a internet de casa cortada por um bom tempo, então mais uma vez, desculpem a espera!
Quero agradecer por toda a atenção que vocês deram a esta estória e também a todos os comentários e favoritos que me motivaram a continuar escrevendo. Obrigada mesmo pelo carinho, vocês são maravilhosos, até os mais tímidos que nunca me deram um sinal de vida!
Gostaria muito de saber o que acharam deste final! Meu objetivo não foi encerra-la completamente, dando espaço para possíveis desfechos e quem sabe até mesmo uma continuação em outra fanfic!
Só para atualizá-los... Estou escrevendo uma nova estória, porém, irá englobar um universo completamente diferente. Se vocês tiverem curiosidade, vou dar uma pista... Envolverá uma ilha deserta e uma epidemia. Curiosos?
Mais uma vez agradeço o carinho e atenção, deixem suas críticas e opiniões, pois adorarei lê-las e respondê-las!
Obrigada e mil beijinhos de luz, Arweeny.


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