História BillDip: Cruel? - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Gravity Falls
Personagens Bill Cipher, Dipper Pines, Mabel Pines, Stanford "Ford" Pines, Stanley "Stan" Pines, Waddles
Tags Bill Cipher, Billdip, Fanfic, Gravity Falls
Exibições 67
Palavras 1.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Lemon, Mistério, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Vou chamar esse capítulo de "como ser sexy sem nada de sexual"
Comentem please.

Capítulo 2 - Me obrigue!


-Então ele está livre! - disse Ford após algumas explicações enquanto andava preocupado de um lado para outro – Eu devia ter previsto isso! Devia ter enterrado aquela cápsula em chumbo e concreto!

-Você fez experimentos com a cápsula de memória? – perguntei

-Sim, mas foi a alguns dias atrás! Pensei que estava tudo seguro!

-E não me chamou?

-Dipper! Você sabe que não te chamo para coisas muito perigosas e essa com certeza era uma delas!

Detesto quando Ford me trata como criança. Já sou maior de idade agora, ele deveria confiar em mim!

O lugar onde o tio vô estava andando já tinha marcas de desgaste no chão de tantas vezes que ele pensava em problemas andando em círculos exatamente no mesmo lugar.

Imagino que até eu chegar à idade do tio vô vai haver um circulo igual bem ao lado dele feito por mim.

-Ta bom! – continuei – Bill voltou, mas como? E porque em forma humana?

 -E por que tão gato? – falou Mabel sorrindo ao meu lado

-Fique longe dele! – Dissemos eu e Ford ao mesmo tempo. Ela ficou emburrada.

-Na verdade Dipper. Creio que esse não é o Bill! –disse Ford

-O que? – Parei de andar apenas olhando para ele

-Entenda que ele é um ser feito de pura energia!  A cápsula não armazena energia, apenas memórias. As memórias do Bill devem ter de alguma maneira se infiltrado em meus equipamentos e, a partir dali, entrado em outra pessoa.

-Aquele é o corpo de alguém com a mente do Bill? –resumiu Mabel – Ele entrou na mente de alguém que estava sem roupas na hora – Sorriu e constatou mais para si mesma do que qualquer outro – Que inconveniente!

-Então ele não tem poderes?! – perguntei esperançoso

-Provavelmente não, mas, ele continua sendo perigoso! Ele é mais antigo do que nossa galáxia e sabe muito mais sobre os segredos do universo. Fique de olho nele! Vou tentar descobrir o que fazer!

Chamei Mabel para vir junto e saímos da cabana a tempo de avistar Bill indo embora pelo meio da floresta. Seguimos de longe para ver aonde ia. Ele andou sem rumo por algum tempo e se sentou ao pé de uma árvore, se é que posso chamar a forma como ele desmoronou no chão de sentar. Parecia fraco.

-O que ele está fazendo? – Perguntou Mabel tentando falar baixo com ênfase no “tentando”.

-Shiiu! – Respondi

-Eu já sei que você está ai Dipper – dessa vez a voz veio de Cipher – Eu não vou fazer nada! Não posso fazer nada!

Cheguei mais perto e vi que ele estava com os cotovelos apoiados nos joelhos.

-Então. Eh.. – Falei sem graça com a mão na nuca indo na direção dele - Qual a ultima coisa de que você se lembra Bill?

-Lembro de meu lindo estranhagedom sendo destruído por vocês pirralhos! – ele não olhava para mim enquanto falava, mas eu podia sentir o ódio em sua voz – depois apareci aqui nessa floresta com essa forma horrível! Estou fraco, meu corpo falha e apaga toda vez que escurece e tenho uma dor horrível aqui! – ele apontou para sua barriga.

-A quanto tempo isso tudo aconteceu? – perguntei parando a sua frente

-Ah uns dois dias... Mais ou menos...

-Nesse tempo onde você dormiu? O que comeu?

-Comer? Por que me preocupar com isso?

Uma ideia passou em minha mente e saí dali sem responder. Chamei Mabel para me seguir de volta pra cabana, mas não expliquei nada a ela. Precisava falar com Ford.

-

Deixei a Mabel de fora dessa reunião. Disse que eu o Ford íamos conversar sobre coisas chatas de nerd. Ela preferiu continuar o que estava fazendo de manhã, mas me pediu pra mantê-la informada.

-Então o seu plano é não fazer nada? – Perguntou Ford

-Bill pode saber muito sobre todos os multiversos e coisa e tal, mas não faz ideia de como ser um humano! Ele está ficando acordado até cair de exaustão, não come nada à dois dias e nem se preocupou em conseguir roupas! Mais um pouco e ele vai... Partir... Sem a nossa ajuda e não seríamos culpados de nada.

-Parece um bom plano, mas, o corpo é de outra pessoa. Estaríamos deixando o Bill matar alguém.

Eu estava olhando para baixo sem conseguir olhá-lo nos olhos direito. Era por esse motivo que tinha deixado a Mabel de fora. Ela é uma menina muito doce.

-Essa é a parte cruel – eu disse envergonhado – mas é a única coisa em que consigo pensar.

-

Tio vô Ford, apesar de relutante, aceitou minha ideia. Falei para Mabel que havíamos decidido ignorar a presença de Bill. Disse que como ele estava sem poderes poderia ficar livre para ser um humano comum e nunca mais iria nos atrapalhar. Ela disse que faria um suéter pra ele qualquer dia, mas essa parte eu ignorei.

Pensei que seria fácil ignorar uma pessoa, mas isso se mostrou um verdadeiro desafio. Bill com certeza estava tramando alguma coisa. Ele ficou esse tempo todo ao redor da cabana se escondendo de todos, menos de mim. Eu via ele todos os dias, cada vez mais debilitado como se me implorasse por compaixão.

Às vezes eu sentia meu rosto avermelhar. O Dipper de treze anos não faria ideia de porque isso estava acontecendo. Mas meu eu de dezoito anos sabia exatamente o que esse calor significava e detestava saber que tinha criado gosto por esse tipo de coisa.

Bill era a pessoa que criou o fim do mundo, transformou a cidade em pedra e torturou tio Ford com eletricidade. Ele merece cada gota do que estava acontecendo com ele agora e eu amava ver essa justiça acontecer. Mas, por algum motivo, isso me incomodava demais.

Um dia meu lado humano venceu. Peguei algumas roupas, tudo o que tinha sobrado do almoço na geladeira e saí porta a fora.

-Toma! –disse jogando as roupas na direção dele – você não é mais feito de energia, precisa conseguir ela de algum lugar. Precisa comer.

Ele me olhou do chão onde estava sentado sem expressão e por alguns segundos não disse nada

-Pode ficar – respondeu

-O quê? Você enlouqueceu? – falei ajoelhando ao lado dele e pondo a mão em sua testa tentando sentir alguma febre.

Cipher empurrou minha mão com violência quase me fazendo derrubar a comida na outra mão.

-Como vou saber se não está envenenada? Você é a primeira pessoa que tentaria me matar!

-Você já está se matando sozinho seu idiota! Se não for a fome, o frio vai fazer isso! – Fale com certa raiva na voz – ao contrário de você eu sou humano e não vou ficar só olhando.

-Você acha que não sei que preciso comer? - ele respondeu sorrindo - Eu não sou idiota Dipper! Tenho mais de dois mil anos e já estive nessa dimensão antes!

Olhei pra ele confuso. Bill começou a rir desesperadamente da minha cara.

-Eu estava só te provocando pinheirinho! Ver sua cara de pessoa malvada me enche de idéias!

-Então você vai comer? –disse já com certa irritação na voz

-Me obrigue! – respondeu cruzando as pernas com os braços atrás da nuca – Não vai me deixar matar o dono desse lindo corpinho, vai?

Aquilo me encheu de raiva. Segurei seu pescoço com uma das mãos contra a madeira da árvore deixando Bill quase sem ar. Ele segurou minha mão, mas não conseguia tirá-la de seu pescoço. Levei uma garfada de comida perto à sua boca.  Ele tentou manter a boca fechada, mas com a falta de ar em algum momento ele ia precisar respirar por ela e teria que abrir.

Comecei a sentir aquele calor novamente subindo pela minha nuca e avermelhando minhas bochechas. Era isso que Bill queria. Me ver feliz em maltratá-lo.

Finalmente ele abriu a boca em um som ávido por oxigênio e logo a enchi com alguma gororoba preparada pelo Stean.

-Engole! – Falei com raiva tapando tanto sua boca como seu nariz com uma das mãos enquanto segurava seus pulsos com a outra.

Os olhos de Cipher se encheram de lágrimas. Ele não sabia se engolia, se tentava respirar ou se continuava a se debater pra sair. Por fim ele comeu e eu o soltei tossindo no chão.

-Agora o resto é com você – eu disse empurrando a comida para perto – se estiver envenenada você já está morto de qualquer maneira!

Voltei para casa com muita vergonha por ter cedido à tentação de entrar nos joguinhos do Bill. Não podia contar isso a ninguém. Nunca! Mas as palavras dele não saíam da minha cabeça. “Não vai me deixar matar o dono desse lindo corpinho, vai?”.

Como ele sabia?!


Notas Finais


Caso alguém não tenha percebido essas coisas que coloco no fim das histórias são criptogramas.
kxl.clf.x.zxmprix.ab.jbjlofx.nrb.qolrub.l.yfii.ab.sliqx


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