História Biohazard-792 (Interativa) - Capítulo 4


Escrita por: ~

Exibições 53
Palavras 3.404
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais personagens!
Desta vez eu lhes apresento a minha personagem, a Aya. Espero que gostem dela! Haha.
Lembrando que eu ainda estou esperando pelas fichas restantes, por favor, sejam rápidos para que eu começe a trabalhar no capítulo 3! :D
Boa leitura pessoal! <3

Capítulo 4 - Estágio 2


Fanfic / Fanfiction Biohazard-792 (Interativa) - Capítulo 4 - Estágio 2

Aya não sabia o que fazer perante aquela situação.

Desde pequena, seus pais haviam a trancado num orfanato para que vivesse por conta própria. Aya sabia dos seus direitos, mas não quis procurar ajuda quando completou a maior idade. Agora, com 19 anos, e com uma pandemia se alastrando pelo país inteiro, ela simplesmente não sabe o que fazer.

- Aya, você vai embora? - Claire pergunta.

A garota de 10 anos não suporta viver a vida sem Aya, e ela com certeza ficaria muito triste se deixasse Claire para trás.

- Eu vou levar você comigo, Claire. Venha!

Aya pega na mão de Claire e coloca a sua mochila, que têm poucos suprimentos para as duas. Era inverno, e ambas estavam agasalhadas, porém ainda não era o suficiente para deter o frio daquela noite.

- Pra onde vamos, Aya? - Claire pergunta.

- Vamos tentar chegar no hospital, você precisa de um medicamento pra continuarmos. Lembra da febre? Ela não pode piorar.

Aya estava preocupada. Muito preocupada.

Uma semana antes de terem anunciado a pandemia mundial, ocorreu um surto de febre no orfanato que deixou todos tensos. As crianças ainda não estavam melhorando, mesmo com os antibióticos prescritos, elas continuavam tendo febre e a ficar mais fracas ainda. Aya não havia contraído a doença, visto que os sintomas pioravam nas crianças e não houve casos de adolescentes terem ficados doentes também. Mas Aya se preocupava, principalmente com Claire que tinha apresentado um pouco de febre.

As mãos de Aya suavam de medo e apreensão enquanto ela tentava passar um sentimento de proteção para a pequena Claire.

Claire foi por alguns anos, uma garota de rua, como Aya também já foi. Dentro todas, foi quem Claire que Aya se identificou mais, pois ela quem a achou e a levou para o orfanato. Aya sempre cuidou das garotas dali, independente de onde elas vieram, e ela sabia que muitas vinham de famílias muito pobres, ou de famílias que simplesmente não queriam crianças para cuidar.

Aya teve seus problemas com a sua mãe que lhe abandonou, e hoje ela mal sabe de seu paradeiro, e será melhor ficar por isso mesmo.

Claire apertou a mão de Aya quando viu uma das garotas vomitando sangue no meio da sala. As coisas estavam ficando muito, muito complicadas.

- Aya! - a servente do orfanato chama. - Eu queria ter tempo de me despedir, mas creio que você esteja apressada. Se cuide minha querida!

Aya abraça a senhora.

- Eu sempre vou guardar vocês no meu coração, e quando isso tudo passar, podemos nos encontrar novamente. - Aya diz e olha pra Claire. - Eu virei com Claire. Prometo!

A garotinha de olhos verdes sorriu para a servente e abraçou Aya, que quase não segurou as lágrimas mas teve que aguentar.

- Nos vemos em breve! - Aya fala abrindo a porta e encarando o mundo exterior a sua volta.

Claire aperta mais a sua mão e ela diz:

- Estou com medo, Aya.

- Estarei com você, Claire, não se preocupe. Só temos que evitar locais com muita gente, você viu como estava lá dentro.

- As minhas amigas vão morrer? - Claire pergunta cabisbaixa.

- Eles vão encontrar uma cura, ok?

Aya tinha toda paciência do mundo com crianças e ela amava o que fazia. Cuidar das novas gerações é o trabalho que ela sempre sonhou, e ela sempre iria lutar para dar o de melhor para as crianças ao seu redor.

Ambas andaram juntas, de mãos dadas pela calçada do Brooklyn, bairro onde ficava o orfanato. As ruas estavam quase vazias e o coração de Aya gelou quando viu que quase ninguém andava ali por aquela hora, que estava tão cedo. Seria perigoso, mas ela tinha que se arriscar para não ter que ver Claire passando por aquilo dentro do orfanato.

- Vamos conseguir. - ela dizia para Claire.

A garotinha agora mal falava. O frio era tanto que por várias vezes enquanto percorriam os quarteirões, elas tiveram que parar para se abraçar e compartilhar calor uma com a outra.

Chegado a certo ponto, Aya tirou uma sacola pequena de sucrilho da mochila e deu para Claire se alimentar. As duas ficaram paradas em frente a um bar simples de esquina até que alguém falou:

- Ei. Estão precisando de ajuda?

Era um homem adulto. Aya se espantou de imediato e ficou ligeiramente desconfiada.

- Você é proprietário desse bar? - ela pergunta. - Desculpe-nos estar sentadas na sua calçada.

- A calçada é pública, moça. - o homem diz. - Não tem com que se preocupar, está muito frio aí fora, entre por um instante.

- Tem certeza que não iremos incomodar? - ela insiste.

- Se vocês fossem incomodar eu não estaria chamando. Venha, a sua filha deve estar com muito frio. Vou preparar uma sopa.

Aya realmente não queria ter que pedir favor a ninguém, mas estava frio e elas não conseguiriam chegar no hospital no ritmo em que estavam parando. As duas entraram no bar e o clima imediatamente se tornou mais confortável. Claire se sentou numa mesinha enquanto Aya colocava sua mochila na bancada e tirava o grosso casaco que lhe cobria.

O homem no qual ajudou as duas trouxe dois pratos de sopa que particularmente estavam deliciosas. Aya comeu tudo como se não houvesse amanhã e Claire se encheu de alegria depois de tanto encher a barriga. No orfanato a comida era limitada, e tudo vinha do governo então as coisas nem sempre eram as melhores possíveis, exceto no dia de ação de graças, que já havia passado.

- Eu posso conversar com você um minuto? - Aya perguntou ao homem.

- Claro.

Claire ficou sentada na mesa brincando enquanto o homem levou Aya para a cozinha.

- Você nos deu sopa e eu nem sei o seu nome. - ela diz envergonhada.

- Meu nome é Ben, e não precisa agradecer. Eu gosto de ajudar as pessoas. - ele dá uma pausa. - De onde vocês vieram?

- Do orfanato St. Marie. Fica a umas cinco quadras daqui.

- Sei onde fica. Eu já estive em um orfanato, na verdade passei minha infância em um, porém era mais rígido, sabe?

- Entendo. - ela respira. - Bem, eu não sei o que posso te oferecer em troca, você realmente nos ajudou bastante, Ben.

- Olha, fica tranquila. Não precisa me dar nada em troca. O mundo está louco e você não vai querer colocar a sua filha em risco lá fora.

- Ela não é a minha filha.

- Ah, desculpe. - ele fala desajeitado.

- Não, não! Sem problemas! - Aya fala sorrindo.

Por mais que Ben parecesse ser muito mais velho, Aya não podia negar que ele é definitivamente, muito bonito.

- Vocês podem passar a noite aqui, eu tenho colchões e comida. Desculpe perguntar, mas, pra onde vocês estavam indo? Alguém em específico?

- Estávamos indo ao hospital. Eu realmente preciso de antibióticos. - Aya fala agora um pouco nervosa. - Claire teve febre essa semana e você não sabe o quanto eu estou preocupada.

- Bem, eu consigo imaginar.

Ela dá um sorriso de lado.

- Eu... posso levar vocês no hospital amanhã. Mas só se as ruas estiverem tranquilas ok?

- Você já fez tanto por nós!

- Não tem problema. Eu realmente me compadeço de quem eu conheço e tento ajudar da melhor maneira possível. Na verdade, vocês foram as únicas pessoas que eu vejo nesses últimos três dias, tirando o fato de que hoje mais cedo anunciaram essa pandemia.

- Sim, está tudo um verdadeiro caos. O que você acha sobre isso? - Aya pergunta.

- Eu realmente não sei. Passei a infância perto de freiras e elas sempre me diziam que algum dia Deus iria acabar com isso tudo, eu acho que era disso que elas estavam falando.

Aya ficou o observando e balançou a cabeça, entendendo o que ele quis dizer. Depois de mais uma conversa, ambos se juntaram a Claire para assistir o noticiário, que agora se mostrava mais tenso do que nunca.

- Eu nunca vi um jornalista tão nervoso. - Ben fala.

- Concordo com você. - Aya comenta.

O jornal havia colocado uma contagem sobre quantas pessoas já teriam sido infectadas diante da confirmação do CDC. Havia também, um mapa do mundo, onde as regiões pintadas eram as que já tinham recebido a confirmação de que a doença chegara naquele devido local.

Brasil, Paris, Suíça, Canadá, Alemanha, Austrália, África do Sul e vários outros países já estavam coloridos do vírus.

Aya abraçou Claire mais forte e Ben observou ela fazer aquilo. Fazia um tempo em que ele não recebia um abraço.

Logo após o noticiário, Aya arrumou os colchões e colocou Claire pra dormir. A garotinha dormia como um anjo e Aya agradeceu a Deus por ela não ter mais apresentado febre.

A garota mal percebeu quando Ben chegou e colocou a mão em seu ombro. Ela se levantou e ligeiramente deu um abraço em Ben, que por sua vez retribuiu o abraço e sorriu. Ela agradeceu pelo colchões e em seguida também foi dormir, tentando não sonhar com pessoas doentes e violência nas ruas. 

 

 

...................................xXX......................................

 

 

A limousine luxuosa de Erza Black parou no seu prédio em Nova York. Logo nas férias do jovem mais rico do momento, o acontecimento se desenrolou. Erza estava um pouco apreensivo perante a situação, mas logo não se preocupou pois tinha dinheiro o suficiente para obter a cura caso ela fosse encontrada.

Sozinho, Erza enche pela metade um copo com whisky e bebe em vários goles. Aquilo o lembrava do seu falecido pai, que ao chegar em casa, fazia a mesma coisa que Erza estava fazendo agora.

Um dos seguranças lhe garantiu que ninguém entraria no apartamento e ele teria a privacidade que quisesse.

Com sua empresa crescendo ainda mais, Erza estava ficando muito mais famoso. E o que um dia foi um garotinho amedrontado, se tornou um jovem luxuoso. Mas do que adiantava tanto dinheiro se Erza vivia sempre sozinho? Ele podia ter as mulheres que quisesse, na hora que bem lhe agradasse, mas prefere ficar sozinho, imaginando uma nova coleção de roupas ou joias que sua empresa irá lançar.

De fato, com o surto e a pandemia, a empresa iria ter claramente uma severa baixa, mas isso não afetaria Erza.

Ligou a TV e deitou em sua cama.

Definitivamente queria estar em seu castelo na Escócia, para apreciar o nascer das flores de inverno por lá. O castelo ficava em um morro alto e bem distinto de outros castelos de seu tamanho. Erza se orgulhava daquilo e sempre passava a maior parte do tempo por lá. Porém, houveram negócios que ele teve que tratar em Nova York e teria que tratar pessoalmente.

Erza não tinha pra quem ligar, e aquilo estava se tornando chato.

O gráfico e a contagem da infecção só aumentava e de certa forma isso o preocupou. Ligou para o segurança.

- George, preciso ir para o castelo, agora.

Esperou a resposta do segurança. 5 minutos. 10 minutos. Ele nunca demorava tanto assim. Erza achou estranho e ligou novamente.

- George, você não entende o tamanho da situação? Eu vou ficar sozinho no castelo, prepare um voo para esta madrugada, por favor.

Nenhuma resposta.

O que menos Erza queria, teria que ser feito. Ter que ir avisar ao segurança por conta própria.

Erza saiu de sua cama, um pouco irritado por ter que sair do seu apartamento. Abriu a porta e seu surpreendeu.

Não havia uma pessoa sequer pelo corredor. Aquilo o assustou de alguma forma. Corredores de hotéis são sempre cheios de pessoas, principalmente aquela hora da tarde. Estava frio, Erza teve que se encolher sobre o sobretudo que vestia e se arrependeu de ter vindo de pantufas.

Ao virar o outro corredor, novamente se espantou, pois não havia ninguém. Erza deu mais passos, e ao decorrer do que prosseguia, mais silencioso ficavam os corredores. Aquilo o assustou.

Erza ouve um ruído e logo para de andar.

- George? - ele chama baixinho.

- Senhor, Black? - era George. Ele estava escondido, abaixado e atônico olhando para todos os lados.

- George? O que houve aqui? Onde estão as pessoas?

George o chamou para baixo e disse assustado:

- Do nada, um homem com um terno chique começou a sangrar. - o segurança contava com lágrimas nos olhos. - Ele sangrava por todos os buracos, senhor Black! Era horrível. Chegou uma hora que ele parou e todos pensavam que tinha acabado, mas o desgraçado se levantou e arrancou a jugular de outro cara que tentava ajudar ele. O outro cara atacou outras pessoas e isso virou um ciclo. Os seguranças trancaram todos no andar de cima, se você parar de respirar, ainda dá pra ouvir os gritos.

Erza tentou, e seu coração pulou mais forte quando ele conseguiu ouvir gritos vindos dos andares de cima.

- Por que eu não ouvi isso antes? - ele pergunta.

- O senhor pediu a suíte luxo acústica. Nunca iria escutar nada.

- George, temos que sair daqui. Vamos para o castelo!

- Não pode , senhor. A escócia foi comprometida, nenhum voo entra ou sai do país, é ordem nacional. Mísseis estão apontados para os aviões que tentarem entrar sem permissão.

- O que a CDC disse?

- Disseram que lá fora estava um caos. Os infectados estão saindo na rua a procura de ajuda, mas acabam atacando outras pessoas. Hospitais estão lotados.

- Pra onde vamos, George?

- Existe uma colônia em Washington, você deve ir pra lá. Aqui está um mapa, e tome isso.

O segurança lhe deu duas adagas.

- Fure a cabeça de qualquer infectado que tentar se aproximar.

- Certo, George.  E você?

- Eu não posso. Você vai ter que matar.

- Como assim, George?

Então, George lhe mostrou a mordida no braço.

- Eu já estou infectado, sinto meu estômago revirar e já vomitei muito sangue. Senhor, Black, se encontrar a minha família, diga que a eles que eu os amo.

- George...

- Faça, senhor Black. Por favor. - o pobre segurança diz. - Foi um prazer servir ao senhor, e ao seu pai. Se eu deu sorte, encontrei com ele lá em cima.

Erza sorri e por um momento achou que uma lágrimas escorreria em seu rosto, mas isto não aconteceu. Posicionou a adaga no centro da cabeça de George e por uma fração de segundos ele a empurrou com toda a sua força. O segurança agora jazia no chão frio próximo a uma bancada.

Erza pega o mapa e logo entende a sua situação.

Ele estava sozinho.

 

 

.....................................xXx......................................

 

 

Min-ho ouviu a porta bater insistentemente. Ele já havia pego o seu machado de incêndio mas não tinha coragem de abrir a porta.

 O que ele havia visto na TV era surreal demais pra ser verdade. Min-ho pediu aos céus para que a sua mãe estivesse bem na Coréia, lugar onde o vírus ainda não chegou. Por mais que ele quisesse acreditar, as imagens de pessoas comendo outras pessoas na televisão eram coisas banais demais.

Isso havia provocado pânico na cidade inteira e tudo foi levado aos caos.

A porta ainda batia. Min-ho se aproxima. Morava em um prédio simples, num apartamento cheio de computadores devido ao seu trabalho de programador.

- Quem é? - Min-ho perguntou.

Nenhuma resposta.

- Quem é?! - e nenhuma resposta foi dita novamente.

Min-ho se irritou e rapidamente abriu a porta ameaçando tacar o machado, mas só era era mulher.

- Ei! Cuidado aí com esse machado! - ela pediu assustada. - É assim que você recebe seus vizinhos?

- Me desculpe, eu...

- Eu sei. Também vi na TV. - e mulher fala. - Perdão por não ter respondido, é que é uma situação de urgência. Meu pai se cortou e não temos álcool pra desinfetar, você por acaso teria?

- Qual o seu nome? - Min-ho pergunta.

- Jade. - a mulher fala.

- Ok, jade. Eu tenho, mas só se eu puder ficar com vocês. No meu apartamento faltou energia e eu não tenho tempo, eu preciso entregar um trabalho pra....

- Um trabalho? - Jade o interrompe. - Você está ficando maluco? As empresas estão de portas fechadas, todos estão indo embora.

O choque de realidade realmente afetou Min-ho. Ele não pode descrever a sensação que estava sentindo, então só pegou os remédios, juntou algumas coisas no mochila e foram pro apartamento de Jade. Lá era claramente mais simples do que o de Min-ho e ele quase se sentiu em casa.

- Quem é o garoto? - o pai de Jade pergunta.

- É o garoto que te salvou. - ela responde. - Essa ferida poderia ter infeccionado, sabia?

- Olha, eu disse a Jade que ficaria bem.

- Não, você não ficaria, Pai. Agora fica quieto pra eu cuidar do senhor, ok?

Min-ho observou o seu redor, colocou a mochila no sofá e perguntou:

- Do que tanto vocês sabem sobre o vírus?

- Ninguém sabe ao certo como começou. Falha de laboratório, eles disseram. - Jade apontou pra TV. - Mas ouvi boatos de que foi proposital.

Min-ho não queria acreditar que isso fosse realmente proposital, então continuou:

- Acham que foi o ar? Alguma carne?

- Pelo visto, o vírus escapou do laboratório, mas ninguém sabe ao certo pra quê ele estava sendo mantido lá.

- Nunca iremos saber, Jade. - dizia o pai dela.

Eles pareciam ser do interior, aquilo agradou muito a Min-ho, que no começo ficou envergonhado, mas logo foi se soltando. Juntos, eles contaram o estoque de comida, de remédios e se sentaram no sofá para ouvir o rádio.

- Eu aprendi que as boas informações sempre vêm dos rádios. - Jade comenta. - Na nossa outra casa não tínhamos TV, mas sempre ficávamos informados de tudo e isso era ótimo.

O pai de Jade sintonizou o rádio e eles começaram a escutar uma transmissão mundial.

- Ouçam bem. O governo do Canadá caiu, falta pouco pro dos EUA cair também. O Brasil já sucumbiu ao vírus e foi confirmado agora pouco que a África também caiu. O presidente da Austrália está doente e as pessoas estão cada vez mais desesperadas. Recomendamos que quem ainda não apresentou os sintomas, fiquem em casa até amanhã. O período de incubação da doença é de 3 dias , exatamente. Se você não ficou doente, provavelmente não vai mais ficar se não for mordido ou o sangue de um infectado pegar na sua corrente sanguínea através dos olhos e da boca.

- Isso é inacreditável. - Jade fala.

- Tudo indica que o vírus foi uma tentativa isolada e mal feita de um cientista da CDC, que estava trabalhando na cura da Ebóla. Um avião que estava vindo do Sudão para os EUA, já pousou com o paciente zero e todos do voo foram infectados no dia de ação de graças. - O repórter suspirou.  - Recomendamos que procurem centros de pesquisas, ou abrigos locais. Se você não foi infectado ainda há esperança, mas extermine qualquer infectado que aparecer na sua frente. Eles não são mais humanos, repito, eles não são mais humanos. Eles se levantam depois de terem morrido por hemorragia interna e isso é surreal. Estamos contando com um apocalipse zumbi.

- Zumbi? - Min-ho indaga.

Jade pede silêncio.

- A partir de amanhã, todas as redes de TV serão cortadas. Ficaremos na transmissão do rádio até onde realmente der. Depois, vocês ficarão por conta própria, desde já nos desculpamos, mas também precisamos achar abrigos. Fiquem com Deus, e que Ele nos proteja de todo o mal. Os mortos estão andando, isso significa que o inferno está cheio. Vamos pedir a Deus para que ele tenha misericórdia de nós.

Então o programa parou.

Jade olha para Min-ho e abraça o seu pai. No dia seguinte eles estariam partindo para o abrigo mais próximo.

Em outro quarteirão, Ben e as duas garotas, Aya e Claire, acabaram de escutar o rádio e já se preparavam para sair.

Por sua vez, Erza corria pelas ruas a procura de um carro que soubesse dirigir. Finalmente achou um carro grande, uma caminhonete de luxo que encontrou na garagem que estava aberta. No caminho, Erza matou três infectados.

Mal sabia ele, mas o abrigo em Washington seria a salvação dele, e de várias outras pessoas que ele encontraria pelo caminho.


Notas Finais


Comenteeeem!
Estou esperando as demais fichas, sendo assim não haverá capitulo 3 até que junte pelo menos mais 3 fichas, para que mais personagens cheguem!
Digam o que estão achando! Desde já agradeço!
Bjos pra todos! Até mais! <3 <3 <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...