História Biohazard-792 (Interativa) - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Palavras 2.758
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Capítulo grande, espero que gostem! Deixem seus comentários!
Agora vai começar a segunda temporada da fic!
Estou ansiosa para escrever tudo isso!
Próximo capítulo, só na sexta! <3

(recomendo escutar a música do capítulo, principalmente na segunda parte do capítulo <3)

Capítulo 6 - Estágio 5.


Música do capítulo: Hurt - Johnny Cash.

 

Jade pega seu machado e Mino arruma todas as suas coisas numa mochila. O pai de Jade, que por enquanto parecia nervoso, tentou manter a calma e começou a ajudar a ficha com os suprimentos e armas. Tudo parecia horrível lá fora, e praticamente todos os moradores daquele prédio começaram a sair.

- Você acha que vamos conseguir sair daqui? – Mino pergunta a Jade.

- Não vamos ficar presos nessa cidade, nunca.

Mino engoliu em seco. Pensar que batalhou tanto na vida e agora está vendo seus sonhos desmoronarem é muito difícil pra ele. Por muito tempo, ele estudou para entrar em uma boa universidade americana e conseguiu, logo em seguida, estudou mais ainda para garantir um trabalho bom na área de TI e conseguiu, e agora, todo o seu trabalho se resume a sobreviver a uma doença que vai exterminar os humanos e transformá-los em criaturas horríveis.

Aquilo era demais pra Mino, mas ele conseguiu encontrar um porto seguro naquela família tão simples, que lhe aceitou e o protegeu por dois dias, e ainda aceitou que ele fosse parceiro de viagem deles.

- Pai, você tem certeza que quer Mino como nosso parceiro de viagem? – Jade pergunta brincalhona.

- Er... ele é inteligente. – o pai dela responde irônico.

- Ok, ok. Eu sei que sou útil pessoal, mas não se preocupem, eu sei usar computadores e abrir portas.

O pai de Jade chegou perto, apertou o ombro dele e sorriu, dizendo:

- Vamos sobreviver.

Jade também sorriu e em seguida os três se preparam para sair do apartamento e pegar o carro de Mino, que por sua vez segurava um bastão de beisebol ao mesmo tempo que tentava parecer legal pra Jade.

- Você nunca vai me pegar com esse bastão. – ela comenta, longe do pai dela.

- Eu não tinha essas intenções. – Mas ele tinha.

Desde que Mino viu Jade ele observou que ela era uma garota forte, e além de tudo, muito bonita. Os dois provaram se tornar amigos leais, mas Mino tinha suas intenções.

- Seu pai não iria gostar de ver eu namorando com você. – ele comenta.

- Não é namoro, bobinho. – Jade diz provocativa e anda mais rápido, deixando ele para trás.

Seu pai, Russel, sempre foi muito ciumento com Jade, e ele não podia nem sonhar que eles estavam tendo aquela conversa.

Mino riu do comentário de Jade e continuou andando junto com os outros dois.

Ao encontrar o carro, Mino liga a ignição e Jade entra no carro. Russel fica olhando as rodas e pergunta a Mino:

- São cromadas?

- São sim, senhor Russel. – Mino responde com educação.

- Isso é coisa de playboy, filantropo. – Russel comenta.

- Eu trabalhava muito.

Russel entra no carro e diz:

- É confortável, eu nunca tive um desses. Olhe só o que um caos não nos proporciona, não é mesmo?

- Digo o mesmo. – Mino fala olhando para Jade.

Ela vira o rosto e ri alto.

Mino dá partida no carro e diz:

- Vocês querem dar adeus a esta cidade, com estilo?

- Mas é claro. – Jade responde.

Russel só ri. Então Mino coloca o rádio pra tocar e a música é Panda do rapper Desiigner. Jade começa a rir, Russel faz uma dancinha engraçada e os três se divertem, saindo do prédio e chegando nos bairros totalmente destruídos e vazios.

Por um momento, os três se esqueceram da epidemia e se divertiram um pouco. Ambos não sabiam o que estava por vir, era melhor aproveitar o momento.

 

 

 

 

 

............................xXx...................................

 

 

 

 

 

Olivia tentava consolar Aya, mas ela simplesmente não queria conversar com ninguém. Era melhor deixa-la sozinha com Claire enquanto ela ainda estava viva.

- Aya, você costumava fazer waffles muito gostosos no Natal, lembra? – dizia Claire.

- Claro que lembro, meu amor. – Aya diz com lágrimas nos olhos. – Você vai melhorar, aí eu vou poder fazer waffles pra você, ok?

Claire só sorri. No fundo, a própria garotinha sabia que não seria um trabalho fácil ficar saudável novamente. A doença já tinha se alastrado demais.

Theo, Olivia e Ben se juntam para conversar e Olivia resolve começar:

- O que vocês acham?

- Temos que ir em um hospital. – Theo fala.

- Os hospitais são perigosos, ninguém pode se aproximar deles. Precisamos de outro recurso. – Ben diz.

- Existe uma universidade perto daqui, podemos chegar até lá e encontrar remédios. É uma universidade de Medicina. – Olivia comenta e os dois concordam.

- Ok, então eu vou falar com Aya e partimos pra lá. Arrumem o que vamos precisar, possa ser que nós não venhamos mais pra cá. Seguiremos para Washington juntos, ok? – Ben diz.

Olivia e Theo acham a ideia ótima. Andar em grupo será bom para todos eles, pois assim será proteção e segurança em dobro. Theo começou a pegar os suprimentos enquanto Olivia checava o bar e via se havia alguma coisa que servisse a mais como arma branca, mas ela só viu algumas facas.

Ben se aproxima de Aya e diz:

- Vamos a universidade de Medicina, lá vai haver remédios que possam curar a Claire. Não desanime, ok? Pegue sua faca e sua mochila, vamos partir em 5 minutos.

Aya entende tudo e faz o que Bem pede. Era fato que a garota não se sentia bem com a doença de Claire, mas ela estava fazendo o possível para ser forte e não afetar todo o grupo. Ben sabia que Ay era muito independente, mas ela praticamente criou Claire e aquilo estava sendo demais pra ela.

Olivia se aproxima de Theo, e diz:

- Se a garota se transformar no caminho pra universidade, eu não irei hesitar, tenho que atirar.

- Fique calma. Tudo vai se resolver. – Theo fala. – Nós não sabemos se isso vai mesmo acontecer, e veja a Aya, ela está sofrendo, não fique dizendo isto muito alto.

- Ela tem que aprender a perder as pessoas, Theo. Você e eu sabemos muito bem disso.

- Aya é diferente. Ela tem 19 anos, não está pronta pra isso.

Olivia fica impaciente e pega uma garrafa de Whisky, abre e toma dois goles.

- A garota vai morrer, você sabe disso. Eu sei que sabe, Theo. – ela se afasta e Theo continua a arrumar os suprimentos na mochila.

Algumas horas depois, tudo já está pronto e Ben pega a chave do bar. Ele olha mais uma última vez para aquele simples bar, um pouco sujo e bagunçado, mas que ele adquiriu com muita perseverança. Ben nunca foi alguém na vida, mas agora estava disposto a sacrificar qualquer coisa pelos seus amigos.

Ele podia discordar com eles em algumas coisas, mas eles são tudo agora. São sua família. Ao pensar nisso, a saudade do bar vira somente um pequeno detalhe, e o grupo parte, com a mochila nas costas, e com Claire segurando firmemente a mão de Aya.

As ruas estão vazias e mais sujas do que nunca.

- É incrível como tudo pode ter mudado com somente uma semana. – Theo comenta. – Parece que foi ontem que eu vi pela janela um homem atacar uma mulher sem dó.

Olivia olha para Claire.

- Temos que ficar atentos a qualquer infectado. – ela diz.

Aya olha para ela com raiva, e ela logo desvia o olhar. As duas não se batiam, nunca entravam em consenso, mas também nunca brigavam, ao invés disso, evitavam se falar, pois Aya sabia que Olivia não tinha boas impressões com Claire.

Por mais que Aya soubesse que não poderia ter esperança alguma, ela continuava tentando.

Ben seguia na frente, sempre segurando seu cutelo enquanto Olivia e Theo protegiam Aya e Claire que vinham logo atrás. O caminho até a universidade não era fácil, principalmente com uma criança doente. Eles tiverem que parar várias vezes para Claire respirar e continuar a caminhada. Por várias vezes, Aya deu água e alimentou Claire, mas estava ficando tarde e eles precisavam continuar.

Quando chegaram na esquina da universidade, Ben mandou eles pararem pois havia uma grande quantidade de infectados perambulando o lado de fora do campus.

- Eu ajudo você. – Theo disse.

- Eu também, - Olivia fala. – juntos podemos limpar o exterior e conseguir entrar. Tenho certeza de que não vai haver muitos por lá. A maior parte das pessoas foram evacuadas.

Ben concordou e então os 3 começaram a atacar os infectados do lado de fora. Ben sabia muito bem como enfiar o cutelo bem no meio da cabeça deles, e isso foi mais rápido do que eles imaginavam. Conseguiram matar todos a tempo de pegar os remédios, então Ben acenou para Aya dizendo que iria entrar na universidade. Infelizmente o olhar da garota não estava tão esperançoso.

Os três entraram na universidade e logo começaram a vasculhar todo o perímetro. Olivia estava certa em dizer que os infectados não estavam dentro daquele prédio, pois ele fora evacuado e isso se fez certo.

Eles ficaram aliviados quando encontraram a farmácia da universidade, mas então ouviram um grito. O grito vinha de dentro de uma das salas e Theo logo correu para ver o que era, com Ben, enquanto Olivia pegava os remédios que faltavam.

Ao chegar no local, Theo vê que um infectado estava pra atacar uma garota e então atira a faca bem na cabeça do homem doente. Ele cai no chão e a garota grita mais uma vez, dessa vez de medo.

- Quem são vocês? – ela pergunta.

Ela parecia ter saído de um filme de terror. Uma mocinha bonita e totalmente assustada, acabara de ser salva por dois homens, um dono de um bar e um médico depressivo.

- Sou Theo e este é Ben. – diz Theo.

A garota se levanta e logo agradece aos dois por terem salvo a vida dela.

- Sou Isabella Hale. Estudo medicina nessa universidade, bem... estudava.

- O que aconteceu por aqui? – Ben pergunta.

- Ainda não percebeu? Enfim, alguém ficou louco e começou a atacar algumas pessoas. Isso se tornou um ciclo e algumas pessoas começaram a sair do prédio às pressas. Eu não consegui então fiquei aqui pelo resto da semana.

- Conhece outra pessoa que possa estra viva? – Theo pergunta.

- Beth! Ela ficou comigo nos últimos 3 dias, eu teria morrido de fome se ela não tivesse me encontrado. É garotos, eu sou uma bolsa de problemas. – Isabella diz enquanto pega a sua mochila e junta de volta todas as coisas que caíram. – Vocês estão em grupo?

- Sim. Viemos pegar remédios. – Ben diz. – Onde está essa tal Beth?

- Venham comigo.

Isabella os guia até outra sala onde havia outra garota, desta vez mais velha do que Isabella. Ela era loira e tinha uma boa aparência, porém estava um pouco suja e sua roupa estava manchada de sangue dos infectados.

- Quem são eles, Isabella? – a mulher pergunta.

- Gente boa. Quer dizer, homens bons. – Isabella ri. – Me salvaram, você não ouviu eu gritar?

- Não. Me desculpe. – a mulher olha para os dois homens a sua frente – Sou Elizabeth, mas podem me chamar de Beth.

- Você estudava aqui, Beth? – Theo pergunta.

- Não. Já terminei os estudos faz um tempo, mas estava cuidando do meu cachorro no centro médico daqui. Sou veterinária.

- Seria bom ter uma veterinária no grupo. – ele diz.

- Pra onde vocês estão indo? – Beth pergunta.

- Washington.

- Eu topo! – diz Isabella agarrando o braço de Ben e sorrindo pra ela. Ele ficou neutro e não pôde fazer nada.

- Se for pra ficar em grupo eu também topo. Isabella é o perigo em pessoa, precisa de alguém que coloque rédeas nela. Se ela topa então eu também vou, por precaução. Tem mais alguma mulher no seu grupo?

- Temos a Olivia e a... – Theo vai dizendo, até que Olivia chega ofegante e diz:

- Procurei por vocês nesse prédio inteiro! Temos problemas!

- O que houve?! – Ben pergunta se soltando de Isabella.

- Claire. Ela se transformou!

Todos correm para averiguar a situação e Ben é o primeiro a ver Claire se arrastando para pegar Aya, que por sua vez pede que ela não faça isso.

- Claire! Pare! – ela diz chorando.

Claire não é mais aquela garotinha. Ela estava se arrastando para tentar morder Aya e comer a sua carne. Olivia aponta a arma para a menina e Aya grita:

- Não!!

- Temos que fazer isso, Aya! – diz Theo.

Olivia já está ficando impaciente.

- Não!! – Aya fala. – Eu farei isso!

Theo olha para Ben e ele balança a cabeça. Olivia fica quieta e as outras duas ficam observando o desenrolar da situação boquiabertas.

Aya pega a sua faca e se aproxima de Claire, que sangrando ainda luta para tentar morder Aya. A garota aponta a faca para a cabeça da pequena Claire e chorando, diz:

- Desculpe, Claire. Me desculpe!!

Então ela enfia a faca e logo Claire para de se mexer, estática, morta.

Aya desaba no chão, chorando e gritando de tristeza e raiva, todos os sentimentos afundando seu ser. Ela não conseguia tudo isso sozinha, não podia suportar.

Ben chega perto mas Aya bate na mão dele quando ele encosta nela. Ela se afasta e chora ainda mais. Todo o grupo fica comovido com a situação. Isabella se vira para não chorar e Beth abraça Olivia.

Eles estavam vendo no que o mundo tinha acabado de se tornar.

Todos os seus entes queridos, todos os que eles mais amavam, todos poderiam estar mortos, e iriam estar em breve. Tudo o que eles já conheceram, tudo aquilo estava para acabar.

As conversas nos bares, a cumplicidade entre duas pessoas, a fartura de comida, água limpa e sempre saudável, bebês sempre bem cuidados e sem fome, mulheres salvas e homens respeitosos.

O natal. Ele não existiria mais.

Cabia ao grupo, comemorar do seu próprio jeito.

Nas vésperas daquela data tão importante e linda para cada uma daquelas pessoas, havia morrido uma criança. Uma garota que tinha tanto destino pela frente. Mas tudo tinha um propósito, que nenhum deles sabia.

Mesmo não acreditando, todos ainda tinham uma esperança de vida em Washington. Ninguém queria acabar como Claire, entretanto, sabiam que ainda veriam cenas como essas. Pais matando filhos, filhos matando pais, irmãos matando irmãs, amigos matando amigos.

O natal nunca foi uma época tão horrível.

Depois de terem enterrado Claire em um terreno, o grupo achou carros e se dividiram em dois. Bem, Theo e Aya iam em um carro, enquanto Isabella, Beth e Olivia iam em outro. Em vários momentos, Ben olhava para Aya, mas ela estava em seu mundo particular agora.

Era hora de crescer.

Theo relembrou da sua esposa, onde ela estaria, e com quem estaria, e se estaria viva. Olivia lembrou do seu falecido marido, como ele agiria nessa situação. Beth focou sua mente na sua própria sobrevivência, enquanto Isabella, assustada, tentava se distrair e pensar no melhor.

Aya lembrou mais uma vez de Claire, enquanto apertava forte a faca em que ela mesma matou a garota que praticamente criou. Aquilo era injusto, injusto para ela e para todos. Ela não poderia dar um jeito em tudo, as poderia acertar as contas consigo mesma. Ficando mais forte, mais esforçada... mais letal.

De fato, o mundo no qual conhecemos, mudou bastante, no entanto, a violência só aumentou.

O grupo seguiu pela rodovia até encontrar dois carros encostados, com gente chamando por ajuda. Theo sai do carro, em seguida de Olivia, Bem e todo o resto, menos Aya.

- O que aconteceu? – Olivia pergunta ao senhor com o machado.

- Ficamos sem gasolina, e esse homem parou para nos ajudar, mas infelizmente o motor do carro dele pifou. Já íamos começar a andar a pé, até Washington, mas graças a Deus vocês apareceram. De onde vieram?

- Nova York. – Theo responde.

Uma garota com um machado chega perto e um homem asiático diz:

- Estávamos indo para Washington, e vocês?

- O mesmo destino. – Ben diz. – Tivemos problemas no caminho. – ele olha para Aya dentro do carro. – Podemos nos juntar.

- Eu acho ótimo! – uma garota com roupa de hospital fala. – Sou Broke, muito prazer.

- Jade. – a garota do machado diz.

- Russel, sou o pai de Jade.

- Mino. Song Min-ho. – o asiático diz.

Um homem de preto aparece e aperta a mão de Theo.

- Erza Black. É um prazer conhece-lo, senhor. Precisamos da ajuda de vocês.

- Vamos nos juntar. – Ben diz decidido.

- Sim. Isso será maravilhoso. – Erza fala.

- Isso mesmo. – Jade se pronuncia.

- Vamos acabar com esses infectados idiotas. – Theo diz. – Vamos chegar a Washington, vivos.


Notas Finais


Não se esqueçam de comentar!
O que vocês esperam para a segunda temporada?
Já criem suas teorias e seus shipps! Bjs <3


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