História Bionic - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Machine, Reita, Reituki, Ruki, The Gazette, Yaoi
Exibições 90
Palavras 2.302
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Mecha, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Holi~
Esse cap conta mais a parte de como Reita e Ruki se conheceram e etc
Relembrando que todos os textos que estiverem em itálico são lembranças, então prestem atenção nesses detalhes.
Quando o cap for contar a história dos dois antes de Ruki morrer eu vou colocar no título "Remember scenes" e numera-los ou colocar outra palavra para complementar, igual ao título desse cap.

Boa leitura ~

Capítulo 14 - Remember scenes: coffee


Fanfic / Fanfiction Bionic - Capítulo 14 - Remember scenes: coffee

"O sino na bicicleta era tocado freneticamente enquanto Reita pedalava rapidamente em meio aos carros e às pessoas pedindo passagem. Estava atrasado, como sempre, para um compromisso importante.
 

Em locais onde havia trânsito, era preciso andar pela calçada e tentar não esbarrar em ninguém.
 

Enquanto isso, Ruki terminava suas tarefas em seu serviço para poder ir embora. Com seu sorriso estonteante se despedia de seus colegas de trabalho antes de sair pela porta. Abraçava ao corpo seu casaco e uma caixinha de bombons que sempre levava para seu irmão.
 

Mas ao andar até a calçada, não percebeu que Reita estava passando por ali e  o mesmo não conseguiu desviar, batendo em cheio no rapaz que caiu ao chão todo desengonçado, deixando a caixa de bombons e  o casaco voarem para longe.
 

Quem estava por perto assustou-se e tentou ajudar os dois, Reita foi o primeiro a se levantar e nervoso, tentou ajudar o outro que gemia e xingava baixinho.
 

- M-me desculpe. - Começou Reita colocando o menor sentado. - Eu não consegui desviar, você está bem?
 

- Eu... só... machuquei o pulso. - Respondeu segurando o pulso inchado e também havia um corte em sua testa.
 

- Eu posso leva-lo ao hospital. - Se apressou em pegar o casaco do menor e também juntar todos os bombons que estavam espalhados, colocando todos dentro da caixinha.
 

- Em sua bicicleta? - Indagou num tom irônico. - Está brincando? - Riu soprado logo voltando a resmungar de dor.
 

- TAKA! - Ao longe, Reita viu um homem alto de cabelos negros correr em sua direção mas passou reto por si e foi até o menor que ainda estava sentado no chão. - O que aconteceu? - Perguntou tentando levanta-lo enquanto lançava um olhar sério para o loiro.
 

- Eu acabei atropelando-o sem querer, eu tentei desviar mas não consegui, eu ia leva-lo ao hospital mas...
 

- Não precisa se preocupar com isso. - Respondeu num tom ignorante ao mesmo tempo em que puxava as coisas da mão de Akira. - Eu o levo.
 

- Tem certeza que está bem? Eu posso chamar um taxi...
 

- Ele está bem, não se preocupe. - Novamente o moreno se intrometeu e Reita apenas acenou com a cabeça um tanto desapontado.
 

- Me desculpe novamente. - Batia no casaco com a intenção de limpar falhamente a sujeira. Olhou novamente para Ruki esperando uma resposta, mas nada aconteceu, nem mesmo havia o olhado.
 

Quando os dois chegaram em casa, Uruha se assustou e ficou nervoso com o estado do irmão mas Shiroyama conseguiu convence-lo de que não foi nada grave.
 

Uruha cuidava dos curativos de seus curativos enquanto Shiroyama estava sentado na mesa apenas observando, olhava em silêncio para Kouyou e também para o namorado, focando em todos os detalhes de seus rostos.
 

- Você ainda não me disse quem foi que fez isso com você. - Começou o irmão quebrando aquele silêncio que estava na cozinha.
 

- Eu não sei quem era, nunca tinha o visto antes. - Coçou a nuca tentando lembrar das características do outro mas apenas se recordava do pedaço de pano em frente ao seu nariz.
 

- Hun, acho que você de um banho. -Falou para o menor e  o mesmo olhou para sua roupa suja e  o braço ralado com sujeira da calçada.
 

Shiroyama esperou o namorado ir para o quarto e rapidamente abraçou Uruha por trás logo atacando seu pescoço com mordidas.
 

O outro se assustou e bateu em sua mão para solta-lo e se afastar, mas o moreno apenas o virou de frente e atacou seus lábios em um beijo lascivo. Kou não se defendeu, muito pelo contrário, passou os braços em volta de seu pescoço e aprofundou o beijo que não durou mais que um minuto devido ao medo de Ruki aparecer.
 

- Sinto saudades daquela noite. - Começou o moreno vendo Uruha desviar o olhar para qualquer ponto que não fosse seu rosto. - Quando iremos repetir? - Concluiu selando rapidamente seus lábios enquanto ainda continuavam abraçados.
 

- Isso não é certo, me sinto mal enganando meu irmão desse jeito, ele não merece isso. - Afastou-se do moreno, terminando de guardar os curativos na caixa.
 

- O que os olhos não veem, o coração não sente, não é mesmo? - Riu soprado voltando a abraçar o outro por trás. - Taka é uma pessoa... hmm... peculiar, é muito sentimental, gosta de tudo com carinho. - Continuou apertando o abraço. - Já você é o contrário e é o que me fascina em ambos.
 

Uruha sabia que aquilo não iria dar certo e que mais cedo ou mais tarde seu irmão acabaria descobrindo. Não conseguia viver pensando que Takanori nunca mais iria perdoa-lo por tal ato, mas também não conseguia se afastar de Shiroyama.
 

Os dois se afastaram rapidamente quando perceberam que Ruki estava voltando para cozinha. Uruha agradeceu mentalmente por isso, já Aoi o praguejou de muitas maneiras, mas mesmo assim, tratou de sorrir como se ele estivesse feliz pelo outro ter voltado tão rápido.
 

Ruki voltou para a cozinha sempre com aquele sorriso estonteante, não tinha motivos para ficar triste, nem mesmo um simples machucado pois segundo ele, tinha o melhor namorado do mundo, um irmão atencioso e um ótimo emprego.
 

- Eu trouxe aqueles que você gosta. - Falou entregando ao irmão a caixinha de bombons um pouco amassada.
 

- Desse jeito vai acabar me deixando gordo. - Brincou pegando a caixinha de sua mão logo abrindo-a para comer um.
 

- E pra mim não trás nada? - Fingiu um tom ofendido ao cruzar os braços.
 

- Pode ser eu? - Falou andando até o moreno e  o deu um selo demorado, o que fez Uruha ficar com um certo ciúme. - Bem que você poderia dormir aqui hoje. - Fez um biquinho enquanto passava os braços em volta de seu pescoço.
 

- Gostaria muito mas, meu horário foi trocado então terei que trabalhar a noite toda. - O moreno viu no rosto do menor mudar a expressão, abriu a boca como se dissesse "ah", mas o sorriso nunca o abandonava.
 

Para se despedir, os dois se beijaram e Aoi fazia questão de dar seu melhor para provocar Kouyou que apenas franziu o cenho e saiu de perto.
 

- Amanhã vou te buscar no serviço para comermos fora. - O menor sorriu com aquela frase dando pulinhos de alegria e depois selou os lábios do moreno rapidamente para que ele fosse embora.
 

No outro dia Ruki foi trabalhar normalmente, fazendo o mesmo serviço de sempre que era atender aos clientes e lhes oferecer os doces.
 

Um pouco antes de ir embora, um "cliente" inusitado apareceu, era Akira. As funcionárias e as poucas clientes mulheres que estavam ali pararam o que estavam fazendo para observa-lo entrar e fazer questão de ir até Ruki.
 

Mesmo com aquela faixa no rosto, Reita aparentava ser uma pessoa atraente e isso fazia com  que as mulheres ali cochichassem entre si e algumas até torcessem o nariz por não ter ido até elas e sim ao menor.
 

- Posso ajudar? - Começou Ruki que se virou com aquele mesmo sorriso mas se assustou quando percebeu que era Akira.
 

- Acho que sim. - Riu coçando a cabeça. - Eu me senti muito mal por ontem então eu vim tentar me redimir pelo que aconteceu.
 

- Ontem você me pediu tantas desculpas e eu não fiz nada, nem mesmo o respondi. - Seus olhos fixavam em qualquer ponto no chão, sentia-se culpado por nem mesmo ter falado nada aquela hora, a não ser quando zombou de sua bicicleta. - Me desculpe pelo modo que eu e o Yuu o tratou ontem. - Sorriu um pouco tímido sem saber o que fazer naquela situação.
 

- Yuu? - Fez como se não tivesse entendido nada. - Ahh, o troglodita de peruca preta. - Gargalhou baixo balançando a cabeça.
 

- Ele... é meu namorado... - Falou com um certo receio da reação do outro ao saber que ele era gay, mas a única expressão que Reita fez foi de que sabia que havia dito besteira.
 

- M-me desculpe, por favor, e-eu não sabia. - Suplicou quase ajoelhando-se, mas segurou em seus braços e que fez o menor se assustar um pouco e ficar corado por Akira estar tão perto de si.
 

- Tudo bem. - Voltou a sorrir, agora um pouco desconcertado pela situação repentina do outro. - P-pegue isso como um presente de desculpas. - Se afastou rapidamente dali e pegou uma pequena caixinha de bombons, entregando a Akira ao se curvar e abaixar a cabeça.

O mesmo recebeu de bom grado e ficou olhando para ela por longos segundos, surpreso, ninguém nunca havia lhe dado nada sem interesse.

- E-eu quero comprar tudo. - Reita estava tão fissurado naquela caixinha que nem havia percebido o que tinha dito.
 

- Como? - Indagou o menor assustado e confuso.
 

- Eu quero comprar tudo. - Falou agora olhando para o loirinho. - É o único jeito que posso me redimir de ter atropelado você, então eu compro todos os doces que estão aqui, o preço não me importa. - Sorriu guardando discretamente a caixinha no bolso de seu sobretudo.
 

Ruki ficou em choque, as mulheres ali começaram a cochichar mais, perceberam que Reita era um homem rico e que seriam sortudas se conseguissem algo com ele.
 

Enquanto as funcionárias guardavam tudo nas sacolas, Ruki anotava no papel o preço de todos os chocolates e fazia as contas. Reita apenas observava atentamente o local, as pessoas, tinha até cumprimentado as mulheres com um aceno de mão e elas deram um jeito de se insinuar mas foi em vão já que o loiro não havia percebido.
 

- Aqui está. - Falou entregando o papel com o valor de tudo, no mesmo instante Reita pegou e checou, não havia se importado se tudo aquilo tinha chego na casa do milhar.
 

- Achei que seria mais caro. - Brincou retirando um cartão de dentro de sua carteira, com a resposta Ruki ficou boquiaberto mas se recompôs rapidamente. - Gostaria de tomar um café comigo? - Sorriu fazendo o outro voltar a ficar corado com o convite.
 

- Um café? - Tentava conter o nervoso e pensava num modo de recusar o pedido sem que o ofendesse.
 

- Sim! Conheço um ótimo bem próximo daqui. - Sorriu ansioso pela resposta do outro.
 

- E-eu não posso, Yuu está vindo me buscar. - A expressão no rosto do outro foi de tristeza, mesmo que não tivessem nenhum tipo de intimidade, Akira se sentiria melhor tentando de todas as maneiras se redimir com o outro. - Mas posso lhe acompanhar até a rua, também já estou de saída. - Sorriu pegando seu casaco e algumas sacolas das mãos de Reita.
 

Akira agradeceu novamente e os dois ficaram parados na calçada, por um longo tempo ficaram apenas olhando para os lados já que nenhum dos dois sabiam como começar uma conversa.
 

- Akira Suzuki. - Falou estendendo a mão para o menor com certa dificuldade devido as sacolas.
 

- Como? - Estava alienado com o movimento da rua e acabou não prestando atenção no que o outro havia dito.
 

- É que aconteceram tantas coisas e nós nem nos apresentamos. - Riu soprado e um pouco tímido ainda com a mão estendida.
 

- A-ah. - Agora entendendo o que estava acontecendo, xingou-se mentalmente pela lerdeza que tinha. - Matsumoto Takanori. - Sorriu meio desconcertado ao segurar a mão do outro firmemente e dar uma balançada.
 

- Takanori... - Pausou por alguns segundos, pensando o quão bonito era seu nome e também a pessoa que o obtinha.
 

Reita não era gay nem nada, mas admitia e admirava quando alguém era bonito, talentoso e de bom caráter. Nunca havia namorado seriamente, teve apenas alguns rolos mal acabados após algumas noites com garotas que seu amigo Kai arranjava, não tinha empenho para relacionamentos e também não sabia o que fazer, se deveria agradar alguém com dinheiro ou flores e um simples cartão.
 

- Você está esperando alguém? Quer que eu chame um táxi? - Num tom preocupado, o menor retirou o celular de seu bolso para chamar um táxi mas Reita o interrompeu.
 

- Eu estou bem. - Sorriu novamente. - Estou apenas deixando o tempo passar e lhe fazendo companhia para não ficar aqui sozinho, mas se estiver incomodado eu posso ir. - Fez menção de se virar e sair mas Ruki apenas tocou seu braço.
 

- Na-não é nada disso, eu só pensei que estaria cansado por ficar carregando tudo isso, Yuu está um pouco atrasado mas sei que logo vai chegar. - Respondeu confiante e torcendo para que o namorado chegasse logo, estava cansado e também estava começando a anoitecer.
 

Os dois ficaram ali por mais um tempo sem se falar, Ruki olhava as horas no relógio a cada dez minutos e estava cada vez mais certo de que seu namorado não iria aparecer, já estava impaciente e um pouco irritado com aquilo pois ele poderia pelo menos ter mandado uma mensagem avisando.
 

- Você... gostaria de ir tomar um café agora? - Pausou com um certo medo da resposta que o menor iria dar, mas para sua surpresa o outro concordou sem pensar.
 

- Está bem, mas eu pago. - Os dois riram e Akira apenas concordou com a cabeça enquanto caminhavam até uma cafeteria que tinha ali perto"
 

A máquina que monitorava os batimentos de Akira aumentava os pontos gradativamente. Ele ainda estava inconsciente mas suava muito e era possível ver sua respiração mais elevada devido ao seu peito que subia e descia rapidamente. Seu corpo não se movia, mas sua cabeça parecia estar a mil com lembranças e a cena em que aquele assaltante atirava em seu namorado.
 

- Ru-ruki... Ruk-ki...
 


Notas Finais


Então o que acharam do cap?
Por davor comentem para eu saber se devo continuar assim ou mudar algo


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