História Bipolarity and Murder - Capítulo 56


Escrita por: ~

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Categorias Jeff The Killer
Personagens Jeff, Personagens Originais
Tags Assassinato, Bipolaridade, Doenças Mentais, Homicidal Liu, Incesto, Jeff The Killer
Exibições 69
Palavras 6.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Magia, Misticismo, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Insinuação de sexo, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom gente este foi o maior capítulo que já escrevi na história de Bipolaridade e Assassinato, lêem devagar ok?

Amo vocês, FORTE minhas bipolares, meus assassinos . Boa leitura

Capítulo 56 - Oficina do Diabo ( parte 2 )


Fanfic / Fanfiction Bipolarity and Murder - Capítulo 56 - Oficina do Diabo ( parte 2 )


Brian

  A voz insuportável e melosa, o choro triste e irritante, o odor juvenil, sujo e enjoativo. As frases relativas, a tudo que se refere ao passado. Eu simplesmente o odeio, sem falar dos acontecimentos imprevisíveis vindos de Ty, um misto desconhecido que me causa maior impertinência ao nivel supremo deste, imanente. Minha vida mudou, — estou confessando — desde que cometi meu primeiro assassinato. Essa é frase que o amedronta e faço de tudo para que todas elas continuem tendo esse gratificante resultado emocional. A fragilidade que eu não poderia impelir, lágrimas e mais lágrimas invisíveis que para mim transparecem o mais quixotesco arrependimento. As mãos trêmulas do fulvo, a expressão facial apreensiva e inocente. Minhas palavras até parecem sussurros, a faceta séria em meu rosto mostra o quanto estou me importando ironicamente. Antes eu lhe contava mentiras, omitindo. 

  Os olhos alegres, castanhos e brilhantes exalavam calma e tranquilidade. Pois quando dou por mim, estou lhe dizendo a verdade e nada além da mais pura verdade. E isso o perturba.

— Você sabe Ty... me arrependo das coisas que fiz... de todas elas... — as falsas gotas de humor escorrem, um humor negativo e logo estou em pranto, o pranto atuado — As vezes acho que é por isso que estou aqui, não? Eu devidamente estou... pagando por todas as coisas erradas já cometidas. Mas eu não tive escolha. Ou eram eles... ou eu, Ty.

  A tristeza desaparece no rosto do fulvo, um sorriso mais sincero e divertido surge e me contém por um bom tempo. Estou tremendo e suando, minha expressão em um colapso de tristeza e remorso apenas por pensar no que pode acontecer daqui á 10 minutos ou menos. Logo estou sorrindo debochadamente e cruelmente. Mas eu vejo que sua alegria também é atuada, ele quer demostrar coragem e interesse há algo que o faz mal, o afeta e o assusta. Posso ouvir o som de seus batimentos cardíacos cada vez mais rápidos, frenéticos, agitados. Os olhos escuros alertando o pavor, o desespero e a sensação de pesar por faltas ou erros cometidos. Ty está nervoso, age com insegurança e exibe pavor na voz. Enquanto que minhas palavras estão trêmulas, tiranias e calmas como se a morte de alguém fosse uma das coisas mais normais que existem. Ela é, a menos que a conte em seus mínimos detalhes.

  Como se tivesse presenciado um crime, pior ainda, tivesse cometido um. Um dos mais cruéis e imperdoáveis. A violação mais culpável nas leis penais do pouco que conheço, essa querendo ou não é, a minha prisão. E ele se levanta e seu corpo treme, as pernas bambas e trêmulas como se fossem duas gelatinas amolecidas. Ty quase cai no chão e parece dormente por um milésimo de segundo. Isso me irrita, esboçando um sorriso ligeiro em meu rosto.

— Onde devo fazer xixi? — meus olhos o encaram com raiva, iris exóticas e defeituosas.

  Quando percebo que isso o afeta volto a sorrir. Estou sorrindo de um modo Amical e falsamente acolhedor. Minha expressão amigável e risonha. Falsa, dura mas comovente eu diria.

— Bom, o banheiro fica pra lá... posso te mostrar se quiser!

  Seu tronco hesita, o cotovelo bate com tudo na parede, consigo sentir em mim mesmo o choque que o agoniza e esse loiro está omitindo a sensação monótona.

— N-não! Não. Eu... eu acho sozinho, sei que irei achar. — garoto persistente.

 ``Idiota!``

  Mal percebo e ele já está distante, ouço seus passos, os tênis típicos, pretos e manchados de um orfanato, colidindo com o piso quebrado, mofado e descascado de uma peça pequena, porém, em um local com divisionais enormes e aparente quebradiças, entre tanto, bastante resistentes. É confuso e inquebrável.

  `` É impossível sair daqui, você mesmo sabe, Brian. Explorou todos esses cantos, vasculhou e averiguou cada espaço, cada centímetro de cada parede existente e posicionada mal porcamente feitas por quem quer que tenha sido. ``

  Guardo uma nota mental sobre a história por trás de Ty. Sua vida no interior longe deste imenso estado nomeado Wisconsin, da morte da mãe e a vinda para cá após descoberto que seu pai estava foragido na época, o levando consigo. Contando com a triste mãe, James eliminou George seu mais novo filho, e apenas com a sobrevivência de Ty ao presenciar todo o crime teve certeza de que mais cedo ou mais tarde ocorreria certos riscos nas mãos de seu único responsável. James foi morto pela polícia e o único restante acabou por parar em um orfanato. A chegada do casal bizarro fora bastante rápido, de uma forma duradoura o que pareceu pra mim há 1 dia estavam o vigiando e como se quisessem o adotar em uma comum visita perto de Hurley. A ruiva e o fulvo o levaram consigo, e eu me pergunto com quem o filho de ambos ficara enquanto isso.

  Então o som, chutes e socos desesperados e choros. Barulho de vidro se estilhaçando em um lugar mais distanciado, água e uma porta se quebrando. Poças, o estrupido de poças, o meu corpo se levanta e meu coração bate mais forte em total desespero. O imenso banheiro macabro e deserto, chuveiros dignos de quartel. Ty está lá e a cada passo ao me aproximar, uma dúvida, uma probabilidade e algo deduzido pela minha mente semi inconsciente toma prevalência antes de qualquer acontecimento, sou extremamente paranóico.

`` Ele está com o ferro verde, a barra de metal!``

  Ele me encara ainda assustado, lágrimas e berros e o tremor nas mãos pálidas e sujas. A respiração descompensada, o que faria? Ele agiria por impulso mas com certeza... não conseguiria? Estou ofegando, atuando medo e todos os outros maus sentimentos possíveis. A coragem no rosto de Ty vai aumentando, até ele agarrar o utensílio com mais energia moral diante do perigo.

— Onde fica a porra da saída!? — o menor me ameaça, parece bastante boca suja para um criança de 11 anos.

— Eu não sei! É por isso que ainda estou aqui... Por favor, solte. Não me machuque! — o cheiro de carniça, o cheiro quente ao mesmo tempo gélido e putrefacto de Chad faz o loiro vomitar na minha frente antes de me pespegar.

— Arg... foi você não foi? — a voz fraca e rouca me interroga. — O que ele te fez? Por que você fez isso com ele!?

  Prestes a rir, meus lábios se contorcendo para não realizar este estrépito frenético que é minha risada. É hilário presenciar e ouvir pela primeira vez uma vítima na tentativa intimidadora de me fazer falar a verdade. Não entendo, essa criança não consegue controlar o choro. A visão inacreditável de seus movimentos e ações ao tentar influir valentia e estrênuo. Eu lembro de uma coisa, recordo do que guardo em minha roupa e do quanto fico estressado, e do quanto não estou mais aguentando. Aguentando o conjunto de agressões que meu corpo consiste, persiste em perpetrar/realizar.

— É... foi. Acontece que ele não seguiu um simples conselho que lhe dei... — minha mão esquerda, firme finalmente, agarra-se no estilete dentro do meu bolso. Percebo que Ty não demonstra firmeza ao segurar a barra de metal, e ele não está vendo meus dedos entrelaçados no pedaço de tecido atrás de minhas calças.

  Ele está preso em um de seus pequenos devaneios quando repara na frase que lhe digo, pejorativamente.

— E qual seria esse conselho?

  Rapidamente eu me impulso para frente, meu estilete já visível e seus olhos arregalados ao fitar os meus. Eu afundo a lâmina mais de sete vezes seguidas, enquanto agarrado em seu ombro para mais golpes, a barra de metal esverdeada em um tom de ferrugem é soltada e o atrito no piso ecoa pelo imenso banheiro molhado. Berros quase roucos, ensurdecedores, seus pulmões esgotados repletos de sangue, a tentativa de puxar o ar para dentro é falhada, seus ensaios e diligências são insignificantes. O líquido espesso escorre e os urros e dores são acobertados por minhas palmas quando seu corpo cai no chão tornando a água mais vermelha do que os cabelos rubros de Samantha Brandehoft.

— Não se deve confiar em estranhos... — a última frase sussurrada por mim, a derradeira depois de todas as outras, o ultimato.

  Meu estilete perfura, o estropia, tiro sua pele e furo seus olhos até Ty falecer em sua finalíssima segundo. Eu me abaixo ao sentir o odor metálico, novato nessa piscina fria em um vermelhidão quase absurdo. Dois tipos diferentes sanguíneos se misturando e finalizando uma coloração forte e escura feito vinho. Minhas mãos pingando e o furo em sua barriga, costelas, em praticamente o seu todo sistema digestório, um cheiro ruim de suco gástrico. Buracos mensurados abruptamente atingindo os órgãos mais importantes, acabei triturando uma artéria ou algo pior, tendo como resultado a quantidade morta de hemácia que nunca havia visto em toda a minha vida.

— Você provavelmente deve ter um sabor gostoso, um sabor muito gostoso... — sussurrei, meu coração batendo forte e meus lábios perto dos seus.

  O desejo ardente e minhas pernas voltadas em seu torso, fico excitado, — mas não literalmente, — quando juro que escuto um gemido amoroso, uma respiração entrecortada, murmúrio leviano. Estou delirando. Estou estremecendo.

  Cada vez mais próximo de seu pescoço, minhas mãos gélidas agarradas no peito da nova vítima feita. Me brota um sorriso ao sentir o gosto de metal em uma veia azulada e corrompida, a língua passando devagar por toda a extensão, estou ofegando de prazer. Suspiros e mais suspiros, o sabor frio em meus lábios entre abertos.

  Fecho suas pálpebras, agora ele está em um novo mundo. A boca se abre mordendo com força a pele que acabara de morrer. Meus caninos triturando a carne amarga e dura, um gosto suíno muito mais bizarro do que sempre amei imaginar. Logo estou me acostumando.

 

Days Pass...

  Sentado no sofá rasgado e amarelo, uma peça aparente a sala bastante desconhecido, nunca explorado, além do arrombamento na porta do imenso banheiro que ainda não criei forças o suficiente para vasculhar seu significado. Meus pés batendo no chão, a mesma roupa colocada após um banho em um dos chuveiros distantes de minha local existência. Respirando calmamente, em total consciência do que fiz e ainda faço.

— Mas eles não me mandam mais vítimas, vocês não me mandam nada já somei dois dias! — irritado converso com as câmeras que não me respondem, eu imagino a alta gargalhada do lado oposto de onde estou localizado agora.

  É como se eles estivessem assistindo um filme, um Reality Show feito o antigo Big Brother onde pessoas caretas são filmadas durante incansáveis 24hrs. Acontece que nada é tão chique e bonito feito a mansão cheia de frufrus a minha esquerda do lado de fora, aqui é praticamente um galpão, um carcere privado onde fico em um ótimo espaço mas sem nada pra fazer. Eu as vezes tenho de dividir isso com outras pessoas, conviver com elas até esgotar minha preciosa e duradoura paciência, e sempre acabo sobrevivendo. O que devo fazer e continuarei fazendo até ganhar este jogo, pois assim como um Reality esse Muquifo possui regras. Braços cruzados e um comprido suspiro entrecortado, – e estressante –  perco a paciência quando sigo direção a flecha que havia saído, vermelha indicava a sala mais normal pelo qual eu mesmo descobrira. Samantha deu uma organizada em tudo, ela me injeta remédios e me faz dormir o dia inteiro só para esta fazer seu papel de construtora ou reformadora.

  Meus passos rápidos, — e ágeis — minhas mãos balançam e o estilete já limpo igual a meu corpo recentemente, cai de meu rasgado e velho bolso escuro.

`` Não dou a mínima importância, eu só quero achar uma cadeira. `` — resmungo conversando com o objeto que acabara de cair.

  Raiva, tristeza e um sorriso de canto estão estampados no meu rosto. Eu pego uma cadeira sem fazer muito esforço, ela está quebrada e leviana para uma cadeira branca. Ela tem algumas lascas de tinta esbranquiçada saindo e descascando, dando seu lugar a ferrugem avelhacado e amarronzada. Estofado de almofada rasgada, envelhecendo-se, influindo a esponja suja, imunda, amarelada. O couro branco da mesma está se desgastando e descolando, – eu sigo novamente para o grande corredor onde me ponho até o banheiro da sala finalmente. Meus braços para trás pegando impulso com as pernas do objeto posicionadas no ar, eu a arremesso bem na direção correta onde queria. Na mosca, – e literalmente perto numa do corpo ali deteriorado — eu acerto na câmera que se mexia devagar a cada minuto, a cada direcionamento.

— Ah! Mas vocês são mesmo uns idiotas frufrus, — exclama pondo as mãos na cintura — Agora vão ficar sem saber onde estou, pois me deduziram que essa câmera não pegava direito.

  Meus braços despencam, meu estado corporal e tedioso igual ao de um bicho preguiça. Saio dali o mais rápido que consigo, vejo uma luz piscando naquele mecanismo idiota. O som do atrito de um all star azul manchado com sangue pelo chão quebradiço de concreto ou gesso pelos quais sobrevivem a todo tipo de ambiente e temperatura, mas suando frio. Eu estou assustado com o que poderá acontecer comigo. Mesmo assim não consigo, eu não paro nem por um segundo. As mãos trêmulas agarradas em meus cabelos castanhos e no momento úmidos e oleosos por falta de shampoo, minha boca entreaberta, a fecho após ponderar, observar sobre algo. O ferro verde que está no chão daquela peça em geral chamada lavador de corpos, como não pensei nisso antes? Eu sigo até o local desejado, minhas mãos agora firmes, minhas pernas ganhando forças, sorriso sádico em meu rosto. O cheiro fétido está por vir, está chegando e estuprando minhas narinas de fora para dentro, vice-versa, a cada, passo. Sangue, e o zunido que por sinal bastante alto, o odor elevado e podre de Chad misturando-se com o restante da carne de Ty. Os restos pelos quais ainda me alimento estão na geladeira. A carne humana, todas as partes que cortei, guardadas na geladeira para sua mais perfeita deterioração e conservação. Prendo minha respiração, no entanto tudo que fiz ainda não deixara-me acostumado.

  Moscas e larvas, varejeiras depositando seus ovos sob a carne inflada do ruivo assassinado á quase uma semana atrás. Eu me abaixo para encará-lo.

`` E pensar que a poucos dias ainda estava vivo. Pena não seguir o conselho que lhe dei. Mesmo não sabendo dele quando lhe encontrei. `` - sussurro, algo que nem ele e nem a mim conseguem ouvir.

  Meus passos colidindo em um mar rubro e sinistro, tudo ao lado de fora para mim é inaudível, sei que possuem pássaros, que o vento está farfulhando as folhas secas pelo telhado, que as árvores balançam e sacodem com este acontecimento imprevisível, que o sol raia mais forte do lado externo deste lugar, mas eu não posso vê-lo. Que não tenho mais ninguém, e que o cheiro podre de meus atos é o meu tão inquieto e perturbador castigo. Tudo por culpa de Luck.

  No instante ouço o som de algo em vidro se chocando, se chocando com outro desse mesmo tipo de material. Arqueando as sobrancelhas, rapidamente pego o que quero pois não estou com a minima vontade de investigar mais corredores e monoblocos intermináveis de um lugar mofado e sujo movido a tristeza e tudo o que me trás infelicidade. Lágrimas correm pelo meu rosto ao recordar da possível inexistência de Sophia, morta graças aos erros cometidos pelo próprio filho, mas ao colocar os pés logo a fora, ouço e vejo sua mera e perturbadora presença ecoando sobre minhas costas, fazendo-me virar para...

  O objeto esverdeado e enferrujado paira no ar.

  Eu estava o segurando como proteção de algo que nem ao menos sabia o motivo.

  Mas agora eu sei.

  Eu sei o motivo de estar o segurando.

— Está se divertindo, Brian? — o timbre fraco, rouco e no momento infantil, a frase se repete diversas vezes em minha cabeça — Deve ter sido muito gostoso — seus olhos negros encarando Ty, os pedaços deformes pelo chão, os passos, os tênis vermelhos fazendo seu magnifico contraste com as poças sanguíneas — não?

   As cores que me cegavam.

  Minhas costas na parede, a expressão assustada que o faz sorrir com crueldade, a faca em sua mão, eu a percebo tornando sua faceta branca muito mais séria. O choque... simplesmente...

— O que foi? Fale alguma coisa. Eu sei, já escutei, e já imagino com clareza toda a imbecilidade que está a passar pela sua mente agora. — a mesma altura, estou o encarando com raiva — Sou um falso, um tonto, até mesmo um trouxa que só pensa em si mesmo, na minha própria família. Não é assim?

  Luck pega a faca, a restringindo contra meu pescoço. As mãos alheias a seguravam, uma a pressionava fortemente, enquanto que a outra gélida e trêmula agarrava seu cabo, horizontalmente. Meus olhos fechados, minha presença em passividade, a sua, disposta a oferecer-me de bandeja a dor e todas as sensações mortais do que brevemente aconteceria com uma veia corrompida. As pupilas em um breu, brilhavam e lacrimejavam quando pensara que seus esforços realizariam o tão maquiavélico papel. O líquido levemente começou a escorrer, eu queria que acontecesse, mas não deixei de reagir a ardência e agonia. As mãos pálidas e frias diminuíram sua força, enfraqueceram, falharam em total arrependimento. O suspiro triste. Ele não tinha motivos para fazê-lo, mas sei que nada aconteceria desse jeito e tão de repente como fôra.

— Perderia toda a graça. Não quero obedecê-los. — a segunda frase dita, após atirar o utensílio no chão.

  No local que jazia mais sangue do que nunca antes visto, talvez até por ele, mas por mim não. Com meu pescoço na mesma necessidade de um pano, Fechei os olhos ao imaginar a sangria que se tornaria aquela água transformada em vinho.

  Do responsável que o fizera.

 

  Luck

  Meu olhar assustado, meu corpo em uma repulsão absoluta. A ânsia me consumia, a tontura me devorava e enfraquecia. Mãos trêmulas, mãos inaptas, pensamentos irrefletidos e atos impenitentes. Eu mataria Brian, meu outro lado o mataria, simplesmente. Pensar nisso só me deixa assustado, cada vez mais assustado e minha visão em um turvo de melancolia e solidão.

— Me desculpe, me perdoe. — dedos balançando, como se a minha frente estivesse um monstro.

  Tudo o que vi foram órbitas para fora, furos no pescoço caido ao lado, cortado, degolado e uma cascata de sangue escorria deixando a água subir até minha respiração acelerada nunca mais existir.

— Arg... — a mão em meu coração, enquanto minha sola pisoteava por cima dos pedaços de carne, cabeça e ossos.

  A dor em meu estômago, a dor horrível que nunca, jamais senti em minha vida. Olhos fechados, apertados, sentindo a agonia e minha boca... misturando na amargura e o agridoce. O caldo espesso subindo. O gosto de bile... Coloquei tudo para fora.

— Luck! — o cheiro de vômito forte, misturando com o odor infecto dos assassinatos.

— Estou bem, fique longe de mim! — minha voz, grossa e rouca como a de um demônio — Me ajude, Brian!

  [ ... ]

  Flashes.

  Sons.

  Gritos e choros.

  Berros ensurdecedores, ceita desconhecida.

  Pacto macabro, o pentagrama vermelho dos meus pesadelos marcava o chão, e o coração de um animal. Desenhado com o sangue de uma criança.

 
  Palavras sofríveis, alegavam sobre algo.

  Sussurros inaudíveis e o fogo em volta, abrasando e acendendo novamente com apenas um toque ou líquido que pingava.

   `` o nosso Consangüíneo é a razão `` - sussurro  - `` a estrela satânica.  ``

— Luck? — o peso em mim, a voz que eu conhecia a quilômetros de distância.

   Mãos frias, dedos finos.

  Respiração acelerada e o fitar que me assustara.

  Brian se afasta com cautela. O punho sujo com sangue se fecha. Nossos corpos encorujados como se tivéssemos sentindo frios. Meus lábios dormentes, o paladar nostálgico em minha língua. Meu olhar triste junto com o sorriso falso, porém verdadeiramente alegre.

— Brian! — eu o abraço, um abraço reconfortante e caloroso.

  Após tantos meses agora estou em minha singeleza. Minha sobrancelha franzida, braços voltados nos ombros e costas de Brian como se... eu o amasse incondicionalmente.

    E aqui dentro sinto que é mentira.

  Antes, meu torso estava dolorido, a cabeça baixa e encapuzada, o sorriso sádico em minha boca, que possível fazer o que planejava e tudo o que estivesse disposto a fazer para impressioná-los e acalmá-los. Meus pais haviam pedido, mas eu também desejei, desejei um brinquedo temporário só para mim, e precisava de algo que o conservasse por bastante tempo.

  Eu não quis o dinheiro deles, o dinheiro dos moços são a confiança que possuem pelo filho único deles e me dão sempre de brinde. Eu queria, e continuo querendo, meu brinquedo para todo o resto de minha desgraçada vida.

  Brian não reage a esse carinho falso, mesmo sendo falso ele sabe que é necessário. Sei que também, desejas minha inimizade.

— Por que está me abraçando?

— Por que minha boca está dormente?

  Ele fecha os olhos com um suspiro leviano. As órbitas se arregalando e encarando a câmera quebrada de uma pequena sala movida ao cheiro velho e fétido.

— Sorria, você está sendo filmado! Mas agora não mais. Bom, acredito que... — levanta do sofá amarelo — quando vomitou, sua boca perdeu alguns pontos, e por isso que esta... com essa pequena cicatriz rosada. Igual a essa parede que parece cair a qualquer momento mas não.

  Pálpebras se fecham, perturbadas com a luz causando-me cegueira, apertadas de mais, ardentes de mais. A manhã, 7:07 da manhã, o sol queimava minha pele, esquentando minhas roupas e cabelo. A roupa molhada e suja com sangue misturado em água abruptamente fraco ou forte o bastante para... me manchar. Esta secando. Tudo em volta está.

— Sabe por que estou aqui, não é?

  Brian cruza os braços, um suspiro triste e rancoroso.

— Infelizmente sei. — disse, da maneira que pela primeiríssima vez, mostrara a continuidade de um ato ou ação anterior, relativa a frase — Eu, sinceramente, gostaria muito de odiar você... e de conseguir pelo menos... acabar com você. Já tive tantas chances... — ótimo de mais, estava na hora, confesso.

— Me desculpe. Me desculpe mesmo! Só quero que me perdoe e... se não conseguir, eu realmente entenderei, juro que sim. Mas, você, já falhou tantas vezes comigo, só queria que entendesse o meu lado e o quanto me importo... mesmo não parecendo. — sussurrei para sí, a última frase — Brian — me levanto com calma, seus braços cruzados, me olhava com nojo e menosprezo — Ele também queria acabar com você, mas... eu nunca irei deixar, nem mesmo que uma parte do que sou agora neste exato instante tente mostrar o contrário, somos a mesma pessoa. É estranho mas isso faz parte de mim desde que soube por sí, e da certeza de hoje.

— Nã! ... espera, o... que? — seu corpo antes havia se impulsado para a frente, a faca na mão e as bochechas coradas após perceber o que tivera dito a ele.

— Nada... eu não deveria estar aqui. Não estou me fazendo, é verdade agora. Finja que nada aconteceu, e se o que quer é minha inimizade, pode crer que terá. — me aproximei da porta principal, com a chave nas mãos. — Falsamente. 

  Pássaros inúteis quero vê-los engasgados com a podre canção chorosa e maldita de vocês. Arranquem e devorem as próprias penas e asas para que nunca mais possam voar, destruam seus ninhos e quebrem seus ovos para que esse ensandecido mundo nunca mais exerça de sua espécime! Morram infectados.

  Ruazinha idiota, barulhos e folhas, árvores e pedras, a paisagem iluminada recebida por seus moradores pelo qual mencionem anteriormente. Junto aos poucos observadores, um deles, eu. Eu, o cara que admira mas odeia com toda certeza. Olhando direto para o chão, é como se onde pisasse fosse rodeado por água ao invés de terra e areia, é isso que me faz continuar e é isso que me fará continuar até minhas pernas se cansarem.

  Te vejo enquanto come, assisto você enquanto dorme, eu presto a maior atenção em tudo o que faz, em todos os seus movimentos e emoções postas a fora. Eu não quero, não quero o seu mal, mas sou tão fissurado, vidrado na sua existência que mal consigo pensar melhor entre o certo e o satírico errado, a sagacidade que me consome e modifica. Isso acaba virando o meu desejo incontrolável, mesmo sendo tão estranho e você não precisa confiar. É sua opção.

   `` Eu só quero que sinta isso ``

  Me desculpe, me perdoe, me ignore por tudo que fiz a você, eu só queria deixá-los felizes. Não sei o que é o certo e o errado, não sei como distinguir pois a maldade me dominara desde os seis. Eu não tenho a noção exata sobre meus sentimentos e sentidos. Meu amor por você é como os transtornos que possuo:

    É confuso, doente e, a cima de tudo, bipolar.

    Em outras palavras é como você, seu bosta!

— Esquece.

  Andando pela pequena área florestal, ou sei lá o que... significa tantas árvores e arbustos juntos, – já me sinto perdido com tantos destes, – sem motivo algum procuro minha casa. Mesmo sabendo onde ela está. Meus tênis úmidos fazem contraste com os passos, a cada passo uma pegada de sangue falhada e vermelha, quase amarronzada. Estou bastante calmo, girando meu canivete em torno dos dedos enquanto assobio e sorrio sem me conter.

  Minha boca levemente adormecida se contrai para o lado e eu me sinto absolutamente torto e perdido. O excesso de convivência com Brian me torna... idêntico a ele, não pela sua forma de agir mais quanto seu modo de falar e de pensar.

  Sou impulsionado, impelido pela bondade, a andar para trás. Ouço o grave som cada vez mais perto.

  O som do balanço no jardim, o som deserto e isolado dele. O som movido ao vento, som de ferro, som que me range os dentes e ouvidos e que me trás nostalgia pois simplesmente o amo.

— Larry! — este é o nome do meu balanço.

  Quanto mais o barulho frenético aumentava e perturbava, mais eu me movia e balançava com força e a alegria me consumia por inteiro. O único passatempo que tinha, girava para lá e para cá quando papai e mamãe ficavam ocupados matando ou... fazendo as coisas que nunca presenciei por pura sorte e falta de acaso. Corri até me esgotar fôlego, deslizei os dedos pelo ferro mas antes que me sentasse, ouvi o estrondo vindo de dentro da casa que no momento longínqua para não ser escuta. Barulho de vidro e berros.

— Será que estão brigando?

 

[ ... ]
 

— Não foi minha culpa! Eu juro que não! — esta é primeira vez que estou discutindo com eles, mamãe havia concertado tudo e meu castigo fôra escutar Raphael rindo atoa do meu lado.

  Agora de braços cruzados, tento os convencer a acreditar em minhas versões. O problema é que possuem câmeras, Samantha com certeza viu tudo com seus próprios olhos, desde o momento em que falhei.

  Sou um tonto.

— Ele tentou matar você! Sabe o que significa isso!? Eu mesma vi a faca sendo apontada... — ficou pensativa arqueando uma sobrancelha, — não sei por qual motivo ela estava apontada para a sua cabeça, mas, diversas vezes eu vi... tudo. Brian voltava e depois se afastava e ele colocou você junto aos corpos, encarou e agiu como se tirasse uma foto e depois... arrastou você pra tudo quanto era lado. Como se fosse um peso morto.

  Pisco diversas vezes enquanto escuto.

— Sem falar que ele cheirou seu cabelo até você acordar. — Raphael disse sem dar a mínima.

— V–vocês...

— Olha se sabia que não conseguiria, eu mesma poderia ter feito era só avisar, está bem?

— Mãe! Olha... eu não gosto do Brian, apenas perderia a graça.

  Tento explicar e é confuso, mas logo eles entendem, Raphael por algum motivo simpatiza comigo. Ele me diz que uma pessoa, uma vítima como esta é a mais difícil de conseguir, e que com o tempo talvez eu me acostume a me livrar delas.

   "Fotos são essenciais. A marca registrada é uma das mais perfeitas resoluções."

  Penso um pouco antes de aceitar as alternativas que eles jogam na minha cara como se fossem as mais ideais do universo inteiro.

  Já disse que perderá toda a graça. Samantha e Raphael não sabem distinguir o significado que "graça" possui além de rir sadicamente para sempre. Sorte os áudios serem bastante fracos.

   Sorte...

 

Brian

Two days after the accident

— Seu marido te espanca e você perdeu um filho com isso? — pergunto absolutamente triste, meus olhos inchados junto com os dela como fingimento de lágrimas.

  Mãos trêmulas, mãos suadas e deslizantes agarram as suas, tempestuosas igual ao tempo lá fora. Realmente percebo que o sexo da pessoa não é tão importante, o que me atrai é o caráter absoluto. A fala melancólica e a desgraça obscura, sombria. Nick é uma mulher de meia idade, não, ela não me seduz pois é muito velha para mim. O estado desta é paranóico, o que me causa certo desconforto ao pensar que poderei correr perigo nas tentativas de assassinato que planejo.

  Pensando melhor eu não ligo tanto, só quero matá-la.

— Deve ter sido bom há ele, a dor que sua filha recém nascida sentiu com uma facada no olho. — respondo um tanto rápido e conturbado.

  Seu corpo hesita e a infelicidade é bem visível em seu rosto.

— O que está dizendo? Como alguém em sua sã consciência poderia achar um absurdo desses algo bom ou... — eu me aproximo, estou sorrindo enquanto sua voz vai enfraquecendo e diminuindo como o chiar de um rato, a interferindo.

  Nick é do tipo que faz sua companhia se sentir  mal com sua presença. Ela é fraca ao ponto de agonizar, como se com apenas um toque seus ossos ficariam quebrados. Frágil, sensível e magra feito um esqueleto. Seu ex marido assassinou a única filha que tinham, enquanto Nick dava de mamar a ela. Com uma faca ao empurrar a comida do prato, no sofá, Jason perfurou os olhos da prematura, brutalmente. O sangue e os berros que nunca dara, a quantidade imensurável somente vista após o parto. A moleira, amassada no piso, a sangria com seu cheiro típico de ferrugem, metálica.

  É algo incomum de se ouvir e confesso, fiquei perturbado com isso. É o que Sophia deveria ter feito comigo, enquanto Amanda tomava conta de mim.

— É o que deveria ter acontecido com você. — o sorriso sinistro em meus lábios, minha voz psicodélica e debilóide.

 Nick, boquiaberta, chorava.

— O que disse?

  A voz embargada, a minha mais séria e firme feito uma desculpa. Na tentativa de acabar com sua vida, demorei mas consegui. Empurrando-a, para as tentativas e desculpas, para mais histórias e para mais falsas consolações. Brevemente sujei minhas mãos com sangue, o sangue alheio e delicioso que me satisfez.

`` E pensar que a poucos minutos ainda estava viva. Pena não seguir o conselho que lhe dei. Mesmo não sabendo dele quando lhe encontrei. ``

  Me conte sua história, como recompensa lhe darei o que não teve coragem para cometer.

— Se algo estranho lhe transpareceu segurança, com toda certeza acabará em suicídio por confiar na própria morte a sua frente.

`` Shh... Do not trust strangers. ``

  Sorrindo debochadamente, fico próximo de Nick então beijo sua boca. Meus lábios junto com os seus, a mordendo e lambendo sem retribuições. Me Afasto, meu cenho franzido. Me levanto, meus braços cruzados. Há poucas horas quando chegou, ficara distante de mim, tão logo me fazendo perguntas, assumindo o papel alheio. Ela reclamou do cheiro e tentou vasculhar e explorar o local de onde vinha, mas eu a conti antes disso.

  A arrasto para o imenso banheiro. Lavo pouco a pouco seu corpo sangrento. Perfurações em todo abdômen, peito e bochechas. Não sei o motivo de me mandarem vítimas com heterocromia, sei exatamente quando se trata de Samantha. Lavo seus cabelos, sem me importar com minhas vestes, estou a despindo e me encharcando igualmente com seu sangue e a água que sai do chuveiro em boa quantia. Meus tênis molhados, as roupas dela desgrudando da pele em sangria, cortes profundos nos pulsos.

  `` Essa é das minhas. ``

  Meus olhos fitam com atenção a porta entre aberta que rangia. Estantes enormes pelo mínimo que consegui enxergar. Minhas pálpebras se fechando, desligo a água e solto sua cabeça, permitindo a mesma de bater com tudo no chão. Me aproxima. Do corredor. Entro. Na porta.

  Chocado, eu a abro com cuidado. Então por isso estava aqui anteriormente. Não acredito que deixara a porta aberta, com as chaves acabou me ajudando e facilitando meus atos futuros e presentes. Luck é... maravilhoso.

  `` Ou não. . . ? ``

  Pego uma tesoura enquanto o sangue verte sem parar nem por um mísero segundo. Corto seus cabelos negros, rasgo suas bochechas. Arranco toda a pele com um tanto de dificuldade. Volto para pegar um esqueiro?

  Garrafas, fotografias de crianças, mortas, vivas, esquartejadas e nuas. Estantes de ferro repletas de armas brancas, móveis com gavetas, facas grandes e machados. Me arrepiei ao ver várias lâminas nas paredes, mas não tanto quando vi um bilhete em uma caixa. Reconheci-o apenas pela letra cursiva e recente feita a caneta preta.

  `` Olá Brian, creio que estranha do porque estou lhe escrevendo está pequena carta, mas não se preocupe, pode confiar nela. 
  Mamãe me pediu para acabar com você, arrancar sua pele o dissecar e o deixar pendurado nos ganchos, em uma porta que ainda não teve chances para conhecer. Bom... peço desculpas pelo que ando fazendo ultimamente, e caso sobreviva a tentativa que farei, deixei esta ajudinha. 
  Há uma marreta e vários outros utensílios nas gavetas, bem atrás de você. Olhe. Não sei como não pensara nisso antes, precisa usar mais a cabeça, Brinquedinho. Estou sorrindo agora, e você... Hunf, acho que não. Enfim Brian, quebre os vidros do corredor principal, fuja, quero que me ajude a acabar com eles pois sei que sozinho não terei coragem suficiente. Eles são meus pais. 
  Ainda tenho de lhe contar muitas coisas, se acalme, caso não consiga irei convencê-los a deixa lo livre desta sela. Você sabe que sempre consigo o que quero, não sabe?
  Não se preocupe, não chore, não se desespere, Brian. Fuja, fuja, fuja, e não precisa temer, aqui não a câmeras. Espero que essas armas e facas o ajudem a passar o tempo como sempre fiz, queria muito estar com você fazendo isso e... outras coisas a mais. Queime, rasgue, consuma com este bilhete aí mesmo! Não deixe que eles lêem, não deixe eles saberem de nada! 
  Com 'amor', Luck.
  E me perdoe... ``

  Minha sobrancelha arqueada, simplesmente não o entendo.

  `` Ótima ideia, meu Azar. ``

  Rapidamente procuro por um esqueiro, mas desisto disso e começo a lamber o papel até enfiá-lo em minha boca por inteiro. A mastigação devagar, aproveito cada falsa e porém azeda palavra de Luck. É sinistro mas sinto gosto de algodão doce no final. Acho o que quero, tão logo cuspo no chão dissolvendo os resquícios de papel velho no líquido morno e vermelho. Pego meu canivete com bastante calma, minhas mãos firmes e relaxadas, finco a ponta da lâmina afiada no osso mais saltado de Nick, então começo a abrir seu peito como se tudo fosse maravilhoso e bonito. Estou tão feliz e tranquilo que até sinto borboletas pousarem sob minha cabeça e ombros. Um ar quente, o asco em meu rosto, a moça completamente nua, algo que nunca vi, não desse jeito. Não sinto nada quando vejo. Os dentes sem lábios, apenas carne exposta no rosto, o sangue escorrendo para suas auréolas, a cabeça tombada e quase sem cabelo. Dois olhos azuis de diferentes tonalidades, Samantha fez bem ao escolher esta vítima.

  Quebro suas costelas e todos os ossos que encontro ao torná-los visíveis com toda a força necessária e suficiente que consigo. O som é agonizante e me trás satisfação, o sangue em mãos em uma temperatura ambiente brota em mim um sorriso alegre e sádico, é muito além do óbvio. Minha respiração agitada por fazer tamanha força, partes estranhas para mim, eu simplesmente rejeito e me afasto tentando queimar seus olhos praticando este ato até estourá-los. Pedaços voam em minha roupa, derretidos e deformes.

  Afundo minha mão na carne rígida e pegajosa da morena. Elas se sujam muito mais do que estavam anteriormente.

  Um problema é o que dizem, pode colocar para fora o que sente e o que esconde. A verdade por trás de você...

`` Essa verdade é o meu sorriso, mesmo sendo falso de tal maneira. ``

 
— E o seu? O seu me recorda de certas pessoas distantes...

`` Quem sabe um dia nos reencontramos novamente``.


Notas Finais


Me desculpem a demora ...
Não pudé fazer como de costume, com imagem e as palavras bem destacadas com itálico e etc, mas em breve irei editar ok? Boa Noite.


( Editado, amores )


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