História Bird Set Free - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias One Piece
Personagens Donquixote Rosinante "Corazón", Eustass "Captain" Kid, Monkey D. Luffy, Nami, Trafalgar D. Water Law
Tags Law, Lawlu, Lemon, Luffy, One Piece, Yaoi
Exibições 91
Palavras 2.214
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HIEEEEEEEN
hoje não tem desculpas não, eu que me esqueci de postar, sou uma otaria, me processem. HUADHSHUDAUS

Mil desculpas, eu tava entretida tentando escrever a fic Viktuuri pro desafio do grupo do face ;3; ME DESCULPEM E NÃO DESISTAM DE MIM EU AMO VOCEIS <3

Boa leitura

Capítulo 6 - 06; Hard


Fanfic / Fanfiction Bird Set Free - Capítulo 6 - 06; Hard

 

Durante toda a minha vida eu tive problemas em falar em público; Odiava apresentações na escola, passava mal, me tremia e as vezes até vomitava de tanto nervosismo. Quando entrei na faculdade, a coisa só piorou por que eles te cobram uma boa oratória e seja muito bom em apresentar trabalhos. Com o tempo eu aprendi a me controlar, mesmo que ainda fosse difícil, não era como antes.

No mestrado, tive que dar aula durante seis meses pra uma turma do meu curso como professor substituto e depois disso, falar em público tornou-se uma coisa relativamente simples. Mas eu não era tão bom com isso; quando alguma coisa me distraía, eu perdia a linha de raciocínio e ficava gaguejando e enrolando até encontrar as palavras certas e conseguir voltar ao que falava. E eu me sentia muito mal quando isso acontecia, era como se todo o nervosismo que eu sentia quando era criança voltasse.

Hoje estava sendo um dia bem complicado. Luffy estava sentado em uma das primeiras cadeiras, a amiga ruiva ao seu lado, e toda vez que eu olhava pra ele, recebia um sorriso enorme. É, um sorriso igual aquele da foto que a Nami me mandou. Aquele maldito sorriso que não saiu da minha cabeça nos últimos dias. Toda vez que o via, me desconcentrava e ficava com cara de otário olhando pro menino, sem dizer porra nenhuma.

Aconteceu umas cinco ou seis vezes durante toda aula, algumas por que eu também lembrei da outra foto e é, tinha que pensar em gatos mortos ou no meu pai cantando pra não passar vergonha com uma bela ereção. Mais pro final da aula, eu estava explicando a matéria para o relógio na parede contrária onde aquele moleque estava sentado.

Quando tocou o sinal, eu senti meu corpo inteiro relaxar. Liberei os alunos sem nem me importar em passar atividade, só queria sair dali o mais rápido possível. Estava arrumando minhas coisas, quando percebi que tinha alguém ainda na sala, na frente da minha mesa. Nami. Levantei uma sobrancelha e esperei ela falar.

– Parece que alguém gostou demais daquela foto, não? – Ela disse, um sorriso maroto nos lábios. – Você ainda está me devendo mil berries, sabia?

– Não lembro de ter pedido por aquilo... Aliás, deveria entregar vocês ao diretor.

– E como vai explicar uma aluna ter seu número?

– Que eu saiba, não preciso explicar esses detalhes... Mas você vai ter que explicar as bebidas no fundo da foto.

– Que observador... – Seu sorriso aumentou. – Tenho alguns outros detalhes, como ficar a aula toda babando por um aluno, na frente de uma turma de mais de trinta adolescentes... Trinta é um bom número de testemunhas, não acha? Se um falar à coordenação, é lógico que vão perguntar aos outros alunos...

Olhei pra ela, a paciência sumindo aos poucos. Odiava ficar numa posição como aquela, dependendo de alguém; ainda mais quando esse alguém era manipuladora e mesquinha.

– O que você quer? – Perguntei ríspido.

– Dinheiro. – Ela deu de ombros. – E você, o que quer?

Estreitei os olhos. Essa conversa estava tomando um rumo que eu não esperava.

– O que quer dizer com isso?

– Tá na cara que você ficou apaixonadinho pelo Luffy... Posso conseguir mais fotos, se você conseguir mais dinheiro.

Eu tive que rir. Cheguei ao fundo do poço de ser chantageado por uma fedelha de dezessete anos. Balancei a cabeça e cruzei os braços.

– Eu vou te dar o dinheiro sim, mas pra evitar dor de cabeça pra mim. Não preciso de estresses desnecessários, ainda mais por que eu sou só estou de passagem por aqui. Não fale mais comigo sobre esse assunto depois disso. – Disse, mexendo nas minhas coisas e pegando minha carteira. Entreguei o dinheiro a ela, que contou as cédulas e as guardou na bolsa.

– Que pena, Luffy não para de falar no “Trao-sensei” dele... Suspeito que ele ficará bem triste de saber que você não vai querer as outras fotos que ele tirou pra você...

– Outras fotos? Pra... Mim?

– Claro, aquilo era só o making of... As fotos verdadeiras mostram o rosto dele... Mas é, terei de apagá-las, já que você não vai mais querer, não é? – Disse num tom irônico.

– Apaga. – Dei de ombros. Ela desfez o sorriso. – Não é assim que as coisas funcionam.

Fez uma careta, parecendo aborrecida, mas logo voltou com seu sorrisinho irritante.

– Você não sabe o que perdeu. – Falou e saiu da sala.

É, eu fiquei curioso sobre as fotos. Mas não podia tê-las. Pelo menos não desse jeito.

Balancei a cabeça, afastando a ideia de consegui-las de outra forma e terminei de arrumar minhas coisas, finalmente indo embora daquele lugar. Eu estava tenso, demais até. Irritado também, já que aquela garota conseguiu me deixar mais curioso sobre o moleque. Ele não parava de falar de mim? E que maldita ideia de vestir o amigo com uma saia, e ainda por cima mostrar pro professor.

Suspirei e saí com o carro, mas não queria ir pra casa. Estava sem saco pra aturar meu pai agora e só de pensar que teria de corrigir os trabalhos da escola eu ficava mais irritado ainda. Meu corpo precisava relaxar.

Quando dei por mim, estava na frente da casa de Kid, ligando pra ele. Demorou um pouco até que ele atendesse.

“Law, o que aconteceu?”

“Nada demais... Quer sair?”

“Eu ainda estou no trabalho, mas se quiser vir me buscar, eu dou um jeito de sair logo.”

“Pode ser. Estou aí em dez minutos.”

Desliguei, e segui até o trabalho dele, e quando cheguei, ele me esperava na frente do prédio da empresa de TI, onde ele era vice-presidente. Usava um terno com a gravata frouxa, os cabelos vermelhos penteados pra trás e os olhos cobertos por óculos escuros quadrados. Acenei e ele veio até o carro, entrou e me cumprimentou com um tapinha no ombro.

– Espero que tenha um bom motivo pra me tirar da reunião mais chata dos últimos dois meses... – Falou irônico, tirando a gravata. – As vezes eu não sei o que faria sem você, Law. – Piscou pra mim, sorrindo malicioso.

– De nada. – Respondi, seco. – Tem bebida na tua casa?

– Woow, a princesa quer beber? – Debochou. – Tem sim, reza a lenda que darei uma festa na sexta, então comprei umas bebidas.

– Bom.

– E por que você está tão irritado mesmo?

– Por que tem uma garota me chantageando na escola e um moleque me tirando do sério por causa de uma foto dele usando só uma saia colegial.

– Quê?

– Um menino de saia, é. – Dei de ombros e olhei de relance pra ele, que me encarava com um “?” enorme na cara. – Cara, não me pergunta muito que eu também não sei o que 'tá acontecendo comigo.

– É... Pelo menos agora faz sentido você querer sair pra beber.

Fomos para a casa dele; Durante o caminho conversamos sobre como estava o meu doutorado (na verdade ele me ouviu reclamar do meu orientador o tempo todo) e sobre o trabalho dele.

Quando chegamos, encontrei um monte de garrafas de bebidas sobre a mesa; Mais de dez tipos de bebidas diferentes, de várias cores e todas alcoólicas. As festas que Kid davam eram sempre bem servidas de bebida alcoólica, podia faltar comida, mas cerveja e destilados não. Ele sabia dar uma boa festa, sempre com boas músicas e até mesmo fazendo umas brincadeiras babacas pra enturmar todo mundo.

Ele colocou uma música lenta e agradável e nos serviu de bebidas. Me mostrou algumas que nunca tinha provado e bem, eu não tenho costume de beber, depois de três ou quatro doses já estava bem alegre e agarrando Kid toda hora. Beijinho vai, beijinho vem, mais bebida e acabamos transando.

Transar porre é uma coisa bem bizarra, seus sentidos ficam lerdos e tudo parece mais devagar ao redor e rápido na sua cabeça. Normalmente eu sou bem carinhoso com Kid, ele gosta e as coisas fluem de boas quando transamos assim. Mas estava estapeando e apertando a pele dele até ficar marcado; Perdi meu controle também com as mordidas. Não lembro de tudo por que já estava realmente porre, e duvido que tenha demorado muito até gozar.

Quando acordei, estava com dor de cabeça e dor no corpo. Me arrastei até o banheiro e vi marcas no meu pescoço e braços, pelo visto não era só eu que tinha perdido o controle. Lavei meu rosto e voltei ao quarto, catando minhas roupas. Kid se mexeu na cama e acordou, resmungando alguma coisa.

– Volta a dormir, princesa... – Balbuciou, a voz manhosa. – 'Tá cedo.

– Eu tenho que ir, eu não avisei pro meu pai e ele já deve ter tocado fogo na casa de tanta preocupação.

– Arrhg! – Grunhiu, enquanto levantava. – Vou fazer nosso café então.

– Que esposa dedicada... – Brinquei, recebendo um olhar mortal como resposta. – Vou tomar um banho.

Ele fez um gesto qualquer com a mão enquanto saía, os cabelos bagunçados e uma cara de poucos amigos. Enquanto tomava banho, lembrei que eu tive um sonho bizarro com o moleque da saia, que ele fazia poses provocantes e gemia meu nome. Lavei o rosto, tentando afastar essa ideia, e acabei rindo da minha própria babaquice.

Quando eu fui pra cozinha, Kid estava no fogão, se aventurando em fritar alguma coisa. Ele era tão bom quanto meu pai na cozinha, pelo menos não tocava fogo na casa quando tentava fazer alguma gororoba. Depois de algum tempo ele sentou ao meu lado e me serviu um troço, que era pra serem ovos fritos.

– Olha só, pelo menos eles não ficaram queimados dessa vez. – “Elogiei”, me servindo de um pouco daquela coisa.

– Sim, daqui a pouco já vou poder ir pro Master Chef, né? Se não quiser não precisa comer.

– Eu estou com fome, qualquer coisa serve.

Ele riu da sua própria comida e também se serviu. Comemos em silêncio, eu ainda estava com dor de cabeça e não conseguia pensar em nenhum assunto pra desenrolar com ele. Quando acabei deixei a louça na pia e voltei a sentar, esperando que ele acabasse de comer.

A toalha da mesa dele era branca com detalhes azul-marinho, da mesma cor da saia do Luffy. Sério que ele realmente tinha tirado outras fotos pra mim? E por que ele não fala diretamente e fica mandando aquele projeto de cafetona como coruja? Aliás, por que ele tinha que dar meu número pra ela?

– Você 'tá distante... – Comentou, me tirando dos meus devaneios. – Aliás desde ontem você 'tá assim... Me chamou umas duas vezes de “Luffy” ontem... Por isso eu te dei uns tapas. – Levantou a sobrancelha. – Quem é esse?

– Eu te chamei de...? Sério?

– Sim, quando a gente tava... É, duas vezes.

Franzi o cenho, tentando me lembrar de ter feito isso. Era por isso que eu não gostava de beber, eu fazia coisas que não lembrava no outro dia e nem tinha como me defender, a não ser usando o argumento “foi por que eu estava bêbado”.

– Não lembro... Mas me desculpe.

– Sem problemas... – Deu de ombros e levantou da mesa, colocando as coisas na pia. – Mas ainda não me disse quem é ele.

– É o nome do moleque da saia. – Admiti, coçando a cabeça. – Eu estou realmente preocupado com isso, se alguém pegar essa foto no meu celular, vão acabar me acusando de assédio.

– E por que você não apaga ela?

– Eu... Não sei.

– Você gosta da foto... Ou do moleque, não é?

– Não! – Retruquei rápido. – Claro que não, da onde você tirou isso?

– Eu te conheço, cara... Mas tudo bem, não vou insistir.

– Melhor mesmo... Eu já vou.

Levantei e fui em direção a saída, mas Kid puxou o meu braço, fazendo-me virar e encará-lo.

– Law... Eu... Eu recebi uma proposta de namoro. – Ele falou, olhando em meus olhos. – E eu vou aceitá-la.

– Oh.

Isso já tinha acontecido algumas vezes antes. Ele começava a namorar, parávamos de transar, mas na primeira briga que ele tinha com o namorado, vinha atrás de mim e adeus namorado. Alguns foram até pacientes e relevaram as traições dele, mas ele acabava terminando por algum outro motivo depois.

– Mas se você... Se você disser que quer alguma coisa séria comigo eu vou recusar. – Isso era novo. Me soltei dele, surpreso com o dissera.

– Kid, você sabe como eu me sinto em relação a isso...

– Eu sei, eu sei... Não precisa ser agora... – Ele olhou pra baixo. – Só preciso de uma... Previsão, ou algo assim...

– Aceite o pedido de namoro. – Puxei seu queixo, para que ele me olhasse. – É melhor do que ficar criando esperanças com coisas que podem não acontecer.

Kid crispou os lábios e tirou minha mão de seu queixo. Ele não parecia aborrecido, apenas chateado. Seguiu até a porta e a abriu, esperando que eu saísse. Quando o fiz, ouvi ele suspirar.

– Até quando vai achar que não precisa de ninguém? – Perguntou, a voz seca.

– Até quando eu achar que isso é certo.

Levei um dedo do meio e uma porta na cara como resposta. É isso que você recebe por ser sincero com as pessoas.

Segui até meu carro, mas antes de ligar ele e ir embora, procurei pelo meu celular. Quando o destravei, quase enfartei ali mesmo. Uma outra foto do Luffy, só de saia, mas dessa vez sentado numa cama, as pernas abertas e uma expressão de deleite no rosto.

Como aquilo tinha aparecido ali?


Notas Finais


Reclamações, xingamentos e docinhos podem ser entregues pelo 0800-Review :D

é nóis. <3


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