História Birthday Kiss - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Aniversário, Bts, Jikook, Jiminday, Largajiminday
Exibições 76
Palavras 2.338
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Fluffy, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu não shippo Jikook, mas isso não é sobre mim ou para mim, é pra você @largajimin
Obrigada por ser a melhor amiga do mundo.
Boa leitura ^3^
ps: nanda, obrigada pela capa e por tornar essa fic ainda mais especial <3

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Das colas para os corações partidos


Fanfic / Fanfiction Birthday Kiss - Capítulo 1 - Capítulo 1 - Das colas para os corações partidos

Meu pai costumava dizer que há uma cola especial para corações partidos, e ela é conhecida como amor. Ele também disse que quando minha mãe se foi, eu fui a 'colinha' para juntar cada fragmento de seu coração, pois eu o amei de volta (não com a mesma intensidade que ele me ama), mas eu fui capaz de entregar meu amor de alguma forma. E o isso o curou.

Parece besteira, mas coração partido machuca mesmo. Claro que o “partir” é no sentido figurado (óbvio), mas é que quando estamos profundamente magoados podemos sentir o órgão diminuir cada vez mais dentro do peito, fazendo o pulsar ficar lento e pesado, fora do ritmo normal, machucando. É como se um objeto pontiagudo perfurasse dentro do peito, rasgando ali o espaço onde o coração deveria estar.

Mas por que estou falando de corações, não é? Bom, porque eu não tenho um e no lugar dele há uma dorzinha chamada “amor não correspondido”. Pois é. Quero dizer, eu tenho coração, mas ele está com outra pessoa, mesmo que ela ainda não saiba.

Essa pessoa é Park Jimin.

Nossa história soa bem clichê. Eu o conheci na escola por meio de amigos em comum, descobrimos que possuímos gostos parecidos e nos aproximamos aos poucos. Ele sempre corria para minha casa após a aula. O pequenino corpo se jogava sobre a minha cama e agarrava uma das almofadas claras com capa de flores. Os fios de cabelo preto caíam por sua face, próximos a sobrancelha e quando ele sorria os fios cobria os olhos riscados por conta da curvatura da musculatura.

Jimin adorava mexer nos discos antigos do meu pai. Do vinil – que ficava em meu quarto – soava o Sunday Bloody Sunday do U2, no último volume. As mãozinhas do mais velho dançavam no ar fazendo o solo de bateria, juntamente com os lábios semicerrados, cuja língua estralava a marcação do tempo feita pelo baixo. Eu o observava do canto, ou fingia não observa-lo. Vez ou outra a capa do disco escondia meu rosto envergonhado.

Até mesmo olhar para Park Jimin era difícil. As doces e naturais reações que ele esboçava a cada vez que eu contava algo feliz eram apaixonantes. Os olhos possuíam um brilho natural que irradiava qualquer lugar, e o sorriso bem marcado (com aquele maxilar maravilhoso) causava um acelerar no coração de quem estivesse por perto. O que era mais injusto em Jimin eram as bochechas. Grandes bochechas rosadas e salientes, que ganhavam volume quando ele soltava aquela risada gostosa.

Entretanto, a simpatia do menino foi levada para o vento. Eu me lembro de sentir o sorriso cortando minha face e desviando até chegar em outra pessoa, a qual eu mais invejei: Min Yoongi.

Yoongi tinha a sorte de receber o sorriso de Park Jimin todos os dias. De tocar a face terna e de beijar os lábios salientes. Min Yoongi podia entrelaçar as mãos de Park Jimin em uma sessão de cinema. Podia sentir o pescoço de Jimin encostar-se a seu ombro direito e vê-lo adormecer após um dia cansativo de estudos. Min Yoongi podia fazer Park Jimin feliz e receber o amor sincero em troca.

Min Yoongi podia ser várias coisas para Park Jimin. Podia ser aquele que curaria o coração pesado e triste, vítima de um relacionamento familiar conturbado e da não aceitação de seu pai. Poderia ajuda-lo a enfrentar os obstáculos (e não desviar deles). Poderia causar o maior prazer do mundo após uma noite terna de amor.

Min Yoongi tinha Park Jimin em suas mãos.

Mas deixou que o vão dos dedos o levasse embora.

Embora pra longe de mim, para longe de Yoongi e para longe até mesmo de Park Jimin.

Após o fim do namoro, Jimin se perdeu. Seu coração partira em pedaços incontáveis de dor e tristeza. As bochechas salientes não enchiam com um sorriso, pois não havia motivo para fazê-los, e se houvesse, eram todos fingidos.

Eu queria ser a cola. Queria recolher cada parte daquele precioso ser e cola-lo.

Mas como eu seria capaz de colar algo tão grandioso? Park Jimin era meu melhor amigo e confiava em mim. Como ele iria ficar após descobrir que havia sido traído? Primeiro a traição de Min Yoongi e agora a minha. Os pedacinhos se partiriam em mais até evaporar pelo rio de lágrimas que desciam de seus olhos e inundavam o travesseiro antes de dormir.

Os dias passavam lentamente quando estava longe de Jimin. As minhas tardes não eram mais agraciadas com a presença de sua dança apaixonante e nem de seus assuntos sobre seus planos e projetos.

Eu me sentia em um quarto escuro. Tão escuro quanto os cabelos negros do mais velho. Nossas conversas eram curtas e monótonas. Ele não soltava aquele riso alto no corredor da escola e nem corria ao meu encontro para contar sobre as atrapalhadas na aula de química.

Já não era Park Jimin.

 

 

— Precisamos combinar a festa – Hoseok sussurrou baixinho próximo ao nosso grupo — O Jimin já deve estar chegando, então eu vou mandar mensagem com minhas ideias. Por favor, não mostrem para ele!

— Você já falou com os pais dele? – Yoongi perguntou sem se preocupar com o tom de voz. — Eles são bem chatos.

— Relaxa! Os pais deles me amam! – Hoseok rasgou os lábios em um sorriso de desdém. — Foi a mãe dele que sugeriu... Ela disse que o Jimin fica no quarto o dia todo, mal conversa com o pessoal...

— O que será que aconteceu? – Namjoon disse enquanto pousava as mãos na cintura de Jin. — Ele tem agido de maneira... Diferente...

— Ele deve ter seus motivos – disparei antes que o assunto se arrastasse. Yoongi olhou para mim aliviado. — Talvez não queira compartilhar conosco, mas é nossa obrigação fazê-lo se sentir melhor, né?

Jin acenou em afirmativo e soltou um suspiro abafado. Ele sabia da situação. Não apenas a traição de Yoongi com Hoseok, mas de minha paixão e admiração por Jimin. Taehyung enfiou uma porção de pipocas na boca e acenou em afirmativo. Yoongi desviou o olhar quando percebeu que eu o fuzilava e Hoseok apenas sorria, ele não tinha noção.

— Ele deve estar chegando – Namjoon pronunciou. — Então vou comprar os ingressos do filme.

Yoongi estava perdido em meio ao grupo e Hoseok havia percebido a tensão. Os dois haviam ficado uma vez, no primeiro deslize de Yoongi. Aquele beijo havia desmoronado o castelo de planos de Jimin. Hoseok não sabia, ou jura não saber. Talvez o amor por Yoongi o tenha cegado tão profundamente que ele não enxergava a situação ao seu redor, apenas Min Yoongi.

E como Min Yoongi cegava as pessoas. Talvez fosse o conjunto bad boy mais sorriso safado que conquistasse os caras (e as mulheres também) ou sua habilidade com as cantadas –baratas- que fisgavam facilmente suas vítimas.

Talvez eu não tenha motivos para odiá-lo. Ele é um cara legal. Não estudamos juntos, ele está no último ano, mas Yoongi sempre me ajudou com as tarefas de exatas e me deu carona algumas vezes. Mas ter partido o coração de Park Jimin era um crime do qual eu jamais seria capaz de perdoa-lo. É feio julgar, sei, mas meus olhos já davam o veredito a cada vez que pousavam naquela face cínica. Ele era o vilão.

 

 

O despertador soou às 6 da manhã e eu grunhi. Havia ficado acordado até a meia noite para enviar uma mensagem de feliz aniversário para Jimin, mas o mais velho não havia aparecido em nenhuma das redes sociais ou em aplicativo de mensagens. Talvez estivesse exausto por conta do treino de tênis e ainda estivesse repousando.

Eu estava ansioso, era o grande dia. A festa já estava planejada e tudo estava pronto. Taehyung levaria Jimin para tomar um sorvete de aniversário, o que havia sido difícil de convencer, já que Tae havia colocado aparelho nos dentes e estava super sensível, mas não poderia ser outra pessoa.

Namjoon e Jin ficaram encarregado das comidas, e claro, cozinhariam juntos na cozinha de Senhor e Senhora Park. Hoseok enfeitaria a casa com a minha ajuda, preparamos bexigas e adesivos coloridos de festa. E Yoongi. Bom, Yoongi ficaria conosco, apenas aguardando o momento da festa e torcendo para que o clima não ficasse tenso.

Era uma quinta-feira quente e eu podia sentir as poucas gotículas de suor que surgiam no alto de minha testa. Vez ou outra parara a atividade para tomar um gole de refresco da Senhora Park, que nos observava nos preparativos (e na correria).

O celular de Seojin apitou, era uma notificação de mensagem.

— Estamos quase na esquina da casa de Jimin – ele leu em voz alta e todos começaram a correr. — Desculpe não avisar antes, mas é que ele estava desabafando comigo.

Desabafando. Estralei a língua e mirei meus olhos para Yoongi. O mais velho correu para trás do balcão que separava a sala da cozinha, junto de Hoseok. Namjoon e Jin correram para a parte de trás do sofá e abaixaram-se e eu... Se Senhora Park não tivesse me puxado para a trás do balcão eu ficaria plantado no meio da sala sem saber o que fazer.

A porta abriu lentamente, como se o mais velho já desconfiasse de algo. Assim que Jimin colocou o pé dentro da sala, NamJoon e Jin pularam de trás do sofá para gritar, juntamente com Hoseok, Yoongi, Senhora Park e eu.

— Surpresa! – soou uníssono.

Os olhos voltados para a face de Jimin deixaram as bochechas vermelhas, quase como as madeixas recém-coloridas com a cor cereja. As duas mãozinhas cobriram parte da face envergonhada e ele abaixou a cabeça. Os lábios esboçaram um sorriso tímido.

Seguimos em sua direção para um abraço em conjunto. Jimin deixou ser abraçado por nós 6 e o momento fora fotografado por Senhora Park, que estava visivelmente emocionada com aquele momento.

— Obrigado, gente – disse após ser liberto do abraço. — Eu agradeço muito.

Os olhos de Jimin correram por cada um, mas pairaram sobre os meus. E ele sorriu. Senti meu coração chicotear dentro do peito e minha face paralisou. Os meninos começaram a se dispersar e levaram o aniversariante consigo para a cozinha. Eu continuava parado no lugar, sem saber o que fazer.

E como um anjo, Taehyung me puxou de lá, massageando meus ombros enquanto caminhávamos para o outro cômodo.

— Relaxa – ele sussurrou próximo ao meu ouvido. — Ele já sabe de tudo.

Ele finalmente sabia... Mas e agora?

 

 

 

 

Taehyung foi embora junto de Namjoon e Jin, Hoseok seguiu alguns minutos depois e Yoongi deu um jeito de escapar, deixando Jimin e eu as sós na sala. Os pais de Jimin saíram para levar a avó de volta para a casa, pois apesar da festa ter sido uma surpresa entre amigos, alguns familiares de Jimin apareceram para desejar feliz aniversário e acabaram se juntando a nossa comemoração.

A sala estava uma bagunça, mas antes que eu pudesse me levantar para tentar organizar o local, Jimin sentou ao meu lado no sofá e segurou minhas mãos, forçando-me a ficar quieto no local.

— Jimin... – nossos olhos se encontraram por alguns segundos, mas eu não pude sustentar o olhar por muito tempo.

— Por que você nunca me contou, Jungkook? – ele começou a disparar as palavras. — Você me fez pensar que era tudo amizade e eu tive que andar por caminhos opostos pra poder te esquecer.

— Jiminnie... – disse baixinho, aquilo havia me atingido em cheio. — Você... Está falando sério?

— Sim! – sacudiu minhas mãos. — Você é tão lerdo assim?

— Claro que sou, né – balbuciei. — Eu nunca consegui me confessar pra você.

— E mesmo comigo aqui na sua frente... – a destra dele tocou o meu queixo, pedindo gentilmente que eu o olhasse, e assim o fiz. — Você não consegue dizer?

Hesitei por alguns instantes. Imaginei se seria alguma brincadeira ou atuação de Jimin, já que ele era cheio de fazer isso.

Ou será que nunca fora atuação?

Puxei diversos fios em minha memória. Situações em que Jimin acordava em minha cama e me beijava o rosto de bom dia, ou das vezes que ele seguiu até minha casa (que era caminho contrário da dele) só para me proteger das gotas geladas embaixo de seu guarda-chuva. Ou até mesmo quando ele foi ao cemitério comigo, visitar a lápide de minha falecida mãe.

Eu era muito lerdo, mas além disso, era burro. Eu estava mais preocupado em cuidar dele que não havia percebido que Jimin havia sido a cola para meu coração partido, o qual fora detonado pela morte de minha mãe. Enquanto eu o admirava, ele tentava ser para mim a figura de alguém importante e que recolheria todos os meus pedaços.

Mas enquanto recolhia meus pedaços, os de Jimin se dissolviam pelo ar.

— Jimin... Eu sinto muito... – eu sentia que poderia chorar, mas não queria. — Eu... Sinto muito mesmo... Sinto muito por ter sido um babaca contigo... Você sempre esteve ao meu lado, mas eu pensei que você não me enxergasse.... Eu...

E ele me silenciou. Os lábios fartos vieram ao encontro dos meus em um selar demorado. Meus olhos arregalados observaram as pálpebras fechadas de Jimin, ele estava ali, se entregando para mim, mas eu não era capaz de fechar meus olhos e aproveitar o momento.

— Não... – recuei. — Não pode ser assim – soltei um riso nervoso.

Minhas mãos foram ao encontro de sua nuca e acariciei os fios de cabelo que havia ali. Abri um sorriso mais terno, observando cada detalhe e linha de expressão daquela maravilhosa face.

— Park Jimin... – suspirei, ele parecia nervoso, mas me aguardava. — Eu amo você.

Ele fechou os olhos e sorriu e meu sorriso ficou ainda mais largo, era automático. Quando você vê o sorriso de Jimin, você quer sorrir.

— Feliz aniversário – sussurrei.

Os olhos permaneceram fechados e eu permiti que minhas pálpebras descansassem também. Rocei com os lábios inferiores em seus lábios e encaixei um selar naquela boca. O beijo fluiu naturalmente, como se estivéssemos pronto para isso, mas mais do que colar os lábios eu tinha outra missão: colar o coração de Jimin.

E se dependesse de mim, colocaria o coração dele junto ao meu. 


Notas Finais


Desculpe postar antes do seu niver, mas é que tenho medo de falhar e te decepcionar... Eu tenho tanto medo que vcê vá embora, bae... Tanto... Eu queria ter feito algo sensacional, algo majestoso, mas eu me esforcei e fiz de coração. Você merece MUITO mais, nem imagina o quanto é especial <3
Feliz aniversário! Espero comemorar outros aniversários com você ~~ ^-^
Essa é a parte 1/3 do presente ~~


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