História Biscoitos de Açúcar - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Suga
Tags Sugakook, Sugakookie, Sugar Cookies, Yoongguk, Yoonkook
Exibições 166
Palavras 1.528
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


buu

Capítulo 1 - Aquele primeiro encontro


Nosso primeiro encontro foi num desses dias em que eu tava um caco de cansado e penando com as forças pra conseguir finalizar meus projetos.

O estômago, coitado, era só café. Bebia isso demais pra acalmar os nervos e nem devo mencionar que os olhos vermelhos denunciavam minhas noites viradas. Do mesmo jeito como as roupas amassadas e os cabelos bagunçados diziam que eu não estava no meu melhor dia.

Também tava na hora de fazer aquele começo de barba porque, sinceramente, eu parecia um perfeito folgado. Quem visse nem diria que eu já havia saído de debaixo da saia da minha mãe ou que sou responsável – pelo menos quando dá.

Mas como eu sempre digo, nada melhor pra acalmar meus nervos, de verdade, do que os biscoitos que a senhora Jeon faz. Ah, nada comparado a eles, nadinha. 

Era a melhor cozinheira que eu já havia conhecido depois de mamãe e, Deus, a mulher tinha mãos mágicas. Ela fazia uns biscoitos açucarados que eram deliciosos, coisa de doido. E eles nunca falhavam em cumprir seu dever de satisfazer meu estômago exigente.

Eu ia lá sempre que podia só pra comprar aquelas maravilhas assim que saíam do forno e bater um papo legal com a dona Jeon sobre basquete. Acredita que mulher maravilhosa aquela? Havia jogado no time de basquete feminino do colégio e era a melhor atacante que se ouviu falar por aqui. Alta que só, a danada dava uns três de mim apenas em pernas. Tanto, que me sentia um anãozinho perto dela e toda vez ficava emburrado quando ela tirava onda com a minha cara porque eu era um baixinho muito chatinho. Contudo, estava até que fazendo um ótimo papel no quesito de segunda mãe, visto que a minha velha já havia ido embora um tempo desses aí, mas sempre ia tá ali comigo não importa o quê, e eu apreciava a forma como a senhora Jeon insistia em dizer que eu era de casa e me tratava como se eu fosse um de seus filhos.

Só que eu era tão apressado, que nunca durava tanto. Sou o tipo de bicho fresco que prefere ficar em casa, mesmo. Nunca havia sido de festas ou aquela coisa de namorar. E nem tinha tantos amigos, pra variar. O máximo que eu fazia no meu dia a dia era puxar conversa aleatória com o vizinho da frente, brincar de frisbee com a garotada lá no parque ou dizer que a tia do supermercado tava bonita. Até porque, eu era bastante vidrado no meu trampo de desenvolvedor, por isso era normal que eu ficasse somente em casa o dia todo com a cara na tela do computador.

Um porre de pessoa, cheio de mimos. E talvez o mais perto que tenha chegado dum relacionamento de verdade foi quando eu dei umas bitocas na guria da faculdade quando ela ficou triste um dia.

Ela nem sabia beijar, mesmo. Mó tempo perdido que eu podia ter usado pra zerar aquele jogo que eu tinha comprado.

Então era desse jeito, sabe? Eu nunca fui o melhor dos conviventes, mas tava dentro do clube do bingo não sabia por quê. Aí eu ficava com aquele monte de velhinho chato, que nem sabiam direito que horas eram, que achavam motivo pra briga em qualquer coisa e às vezes tinha o prazer de gritar "bingo!" porque eu aprendi a trapacear com meu pai. E mesmo que eu odiasse sair de casa, fazia aquele esforcinho só pra poder comer os biscoitinhos caseiros que a tia Jeon fazia.

Biscoitos milagrosos, não? Porque pra me tirar daquele cafofo com o odor de Min Yoongi, só esses preciosos mesmo.

Aí eu tava lá na sala dela, o senhor Jeon tinha aberto a porta pra mim e eu até fiquei meio encabulado, porque eu tinha vergonha dele. Já pensou só, um malandro como eu na minha idade indo na casa dele toda hora com a desculpa de comprar biscoito? Dá até aquela suspeita.

Mas ele saiu sem olhar na minha cara, como de praxe, foi na cozinha e me mandou sentar no sofá dizendo que era pra já. Só que aí eu acabei sabendo que a senhora Jeon não tava em casa naquela tarde e fiquei mais envergonhado ainda. E quem saiu da cozinha, para minha total surpresa, foi alguém o qual de todos os três meses de vício nos biscoitos de açúcar e as minhas idas à casa com cheiro de bolo, nunca havia visto na vida.

Eu fiquei assim todo encabulado outra vez, me perguntando onde aquela criatura havia se escondido em toda minha existência ou se eu era tão apegado a minha toca que nunca tinha parado pra pensar que o vizinho do fim da rua podia ser meio que um anjo entre nós.

Se tu vesse, nossa, ia ficar com cara de tacho que nem eu fiquei.

Podem até dizer que eu nunca nem vi tanta gente assim na vida, mas que se dane, ele era mesmo o moleque mais lindo que eu já havia visto. Tinha uns cabelos assim, meio castanhos, às vezes pretos, mas se ele virasse um pouco era roxo. Tinha uns brincos doidos nas orelhas, uns dentes engraçados no sorriso e olhinhos que mais pareciam estrelas.

É porque, uma vez eu ouvi falar que ia ter uma chuva de meteoros, então eu fiquei tão curioso que peguei uma cadeira e sentei lá fora pra assistir essa tal chuva. Só que eu nunca olhava pro céu! E eu levei um baita tombo quando foquei lá em cima naquela imensidão e percebi o quanto era bonito. O que mais tarde eu repeti quando tava triste, virando até mesmo um hobbie. E depois de conhecer o Jeon mais novo, não parei de comparar com os olhos dele aqueles pontinhos brilhantes.

"Você é o Min, né?"

Foi uma pergunta tão simples a que ele tinha feito, mas na hora pareceu coisa de vida ou morte, porque eu, de verdade, juro, permaneci lá um tempo nada considerável tentando montar a pergunta dele como se tivesse sido um diagrama.

“Min?”

“Sou?”

Qual era meu nome mesmo? Acho que Alex, talvez Paul ou Zezinho, eu simplesmente tinha esquecido.

E ele sorriu com a minha resposta sem pé nem cabeça, muito provavelmente achando graça do quanto eu parecia um bobão nerd calado de vinte e três anos que comia biscoito feito pela mãe alheia.

"A minha mãe teve que resolver umas coisas aí, mas ela disse que sabia que "o baixinho do Min" ia vir aqui comprar biscoitos como sempre faz, então deixou isso pra ti."

Só então eu notei que o garoto tava com um pacote nas mãos e que existia algo ao meu redor além dele. Era droga de um pacote de papel, cheio daquelas delicias das quais eu amava me empanturrar enquanto assistia filme de terror.

"Ah, sim." Dei um sorriso grande, muito mais natural do que qualquer outro que eu ofereci alguma vez. "Valeu." Agradeci e, meio atrapalhado, peguei o pacote de biscoitos das mãos dele ao passo que coçava a nuca.

Mas falando sério, acho que eu tava ficando meio cego de tanto olhar pra tela do computador, por que como é possível eu não saber da existência daquele ser antes? Parecia pecado.

"Cê não é de falar, né?"

E eu nunca vou me esquecer dessa mania dele, pois, depois de você trocar pelo menos umas dez palavras com Jeongguk, parece simplesmente impossível não ouvir um “né” no fim de cada frase.

Né?

Né?

Né?

Toda hora.

“Nem de sair de casa. Mas faço tudo isso quando é necessário.”

Ah, meu Deus do céu, eu soei tão imbecilmente mal, quis sair correndo. Muito mais quando ele levantou a sobrancelha e pareceu rir da minha cara internamente.

É que ele parecia aqueles moleques famosos, sabe? Aqueles que tinham na minha adolescência no ensino médio, que faziam até mesmo os meninos suspirarem e que curtiam me encher o saco porque eu era esquisitão. Esses bem aí.

Então meio que fiquei desconcertado enquanto olhava pra cara dele com um sorriso nervoso que dizia claramente: “socorro”.

“Não precisa pagar agora.”

O que ele disse?

“O que você disse?”

“Que não precisa pagar agora, Min.” Ele repetiu em tom de gracejo – ou só era coisa da minha cabeça.

“Ah, claro.” Sacudi a cabeça freneticamente.

“Precisa de mais alguma coisa? Mamãe fez bolo hoje, não quer levar pro café?”

“Isso eu compro na padaria.”

“Okay. Tchau.”

Então ele se mandou.

E eu quis bater a cabeça dele na parede! Nem pra puxar uma conversa maneira, “né”, guri? Só sai e me deixa plantado no meio da sala de estar alheia com cara de besta. Sai todo cheiroso de perfume caro pra vadiar com a galera e nem pra perguntar se eu tava meio a fim de ir junto.

Mas é assim mesmo, não é todo dia que a vida dá certo pra mim. E eu ainda tinha um monte de trabalho pra fazer, não é como se eu tivesse tempo pra sair mesmo! Além de também ter um monte de canecas de café pra esvaziar e um saco de biscoitos pra comer até explodir.

Pelo menos os biscoitos eu tinha, poxa.


Notas Finais


ps: talvez eu faça um outro capitulo com licença


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