História BiTe (Camren) - Capítulo 54


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Demi Lovato, Fifth Harmony, One Direction, Selena Gomez, Teen Wolf, The Vampire Diaries, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Normani Hamilton, Personagens Originais, Selena Gomez, Zayn Malik
Tags Bruxos, Camila Cabello, Camren, Carmen, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Híbrido, Kai, Larry, Lauren Jauregui, Lobisomens, Lobos, Normani Hamilton, Norminah, One Direction, Rmm180, Selena Gomez, Semi, Supernatural, Terror, Vampiros, Vercy
Visualizações 284
Palavras 5.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Científica, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu me empolguei e escrevi de mais então o capítulo vai ser um pouco cansativo e bem até mais.
Não quis começa em outra fic, descidi postar aqui mesmo a Segunda temporada que será o mesmo título só com uma pequena frase. Espero que gostem e se tiver um retorno legal de você eu continuo.
Perdão pelos erros de sempre

Capítulo 54 - Bruxo Negro


Fanfic / Fanfiction BiTe (Camren) - Capítulo 54 - Bruxo Negro

THEN

- KAAAAKI...

Um grito de Sofia chamou minha atenção e logo um barulho de algo caindo no banheiro. Corri ate o mesmo e assim que entrei minha irma estava desacorda e com uma toalha enrolada no corpo. Eu havia a deixado no banho enquanto pegava roupas para ela.

- Sofi... - Ela estava desmaiada e seu nariz sangrava muito. Quanto mais eu limpava com a toalha mais saía, esta quasse desesperada e ainda não deixei Lauren entrar por causa do sangue. - Não esta parando de san... - Me calo assim que Sofia abre os olhos que estavam negros como a noite e senta no chão ficando paralisada. - Sofia?

- Camila. Me deixa entrar! - Lauren bate na porta repetidas vezes. - Amor! - Eu não conseguia falar nada por que estava hipnotizada por Sofia. Minha irmã estava sentada no chão com os olhos negros focados no nada e sussurrando palavras que nunca havia ouvido na vida. Chamei por Sofia algumas vezes, sacudindo seus ombros e nada. Meu coração foi na boca quando o chuveiro começou a jorrar água dentro do box, a torneira da pia começou a abrir e a descarga também. - Por que seus batimentos tão acelerados? Que barulho é esse? Camila, eu vou entrar!

Não conseguia dizer nada por que estava em choque, Ouvia Lauren batendo na porta e dizendo que a porta estava trancada e a maçaneta estava quente. Atmosfera do banheiro começou a ficar quente como em uma sauna e aos pouco não conseguia respirar. Estava perdendo a consciência quando tudo ficou embaçado, as minhas roupas me sufocavam, não conseguia mais ver Sofia.

- Sofi...



NOW

Pov - Sofia

Frio.

Calor.

Água.

Fogo.

Ar.

Eu não sei onde estou, não sei como vim parar aqui. Eu estava no banheiro da Lolo e agora, aqui!

Não sei o que fazer, esse lugar me faz sentir medo, estou sozinha, quero minha mãe, Kaki, Papa.

Escuro.

Claridade.

A luz...

Tem as duas coisas aqui, não tem nada, é a mesma coisa que fechar os olhos e ver tudo preto mas tem algo que ilumina. Estranho, eu sei mas é assim que é quando fecho os olhos e não penso em nada.

- Por que estou aqui!?

Gritei. Ninguém respondeu, eu sentia alguém me sacudir, podia sentir calor, umidade, o ar estava difícil de puxar. Correr e ficar parada no mesmo lugar. Senti meu rosto arder por alguns segundos, minha cabeça ser virada, meu corpo se mover, caminhar por algum tempo e depois parar.

- Sofia!

Procurei pela voz que me chama e não encontro nada além da escuridão, umidade, luz branca e a respiração ofegante.

- Abra os olhos...

Aquela voz era conhecida por mim, não conseguia saber o que era ou quem era. Eu podia sentir que a conhecia a tempos, tempo que não era dessa vida?

- Siga minha voz... - Eu a segui. Andar em uma mansidão de escuridão. Era uma garota pelo seu tom suave. Eu a sentia, sentia seu medo, terror, ela precisa de mim. Por que? - Me encontre!

Sua voz veio junto de uma pancada em minha cabeça, como um soco para que meus olhos se abrissem e eu passei a ver uma floresta. Eu estou correndo atrás de algo...

Espera, essa não era eu e sim um homem. Sentia sua respiração a cada passo e sua presença era fria, gélida, feroz, raiva, destemido.

- Me encontre!

A voz da garota em minha cabeça fazia com que eu corresse com um velocidade anormal e dessa vez não era como Lauren, era nos meus sonhos.

Eu estava tendo outra visão, essa era diferente, eu podia ouvir, sentir, enxergar com clareza.

Nunca era tão real...

Um estalo e pude ver que estava em meu próprio corpo, não era mais aquele maluco. Olhei em volta e a floresta está escura com árvores monstruosas de dar medo, uma cabana com um lago na frente me chamou atenção. Franzi o cenho e comecei a caminhar em direção, parece aqueles filmes de terror que Kaki assiste quando está sem fazer nada. Quando cheguei pude ver um carro, uma picape com uma gaiola na carroceria e um borrão que não conseguia ver com clareza.

Estranho por que aquele borrão vibrava de encontro a mim. Comecei a me aproximar, mas algo tirou minha atenção, vozes de dois homens fez com que meus olhos fossem para a cabana e foi como se eu me transportasse para dentro da casa. Eu os vi um deles cheirando uma mochila não gostou muito do cheiro e jogando longe, ele procurava algo, não dava pra saber, ele sempre ficou de costas para mim, o outro falava com algo que não fazia sentido pra mim até passar por mim e sua presença era fria, raivosa e tensa. Segui com os olhos mas não pode ver seu rosto, voltei minha atenção para o outro homem que voltava de um corredor e levo um pequeno susto por ver seu rosto. Ele era um vampiro, não sabia por que sabia disso, mas seus olhos vermelhos, dentes mordiam os próprios lábios contento sua raiva, ele puxa o ar com força e não achado o que queria pegou o primeiro objeto que enxergou e jogou na parede.

Ouvi a voz do outro homem do lado de fora e o mesmo assim por mim em sua velocidade anormal passando através de mim.

Então pude perceber que eu não estava mais como uma pequena crianças e sim com um corpo mais adulto. Minha altura era diferente, minhas ações, pensamentos e... Meu corpo foi puxado para fora da cabana em uma distância pequena da picape que tinha a gaiola. Pude ver uma garota dentro de uma gaiola de ferro dessa vez era com clareza, sem borrão, cabelos cabelos loiros tapando o rosto, estava machucada, as roupas estavam pequenas igual as minha quando acordei a noite passada. Ela parece assustada quando olhou para os lados, ela sentiu minha presença por que seus olhos estavam em um verde intenso e estavam em minha direção como se pudesse me ver ali. Medo, solidão, ajuda. Era o que ela estava me transmitindo com o olhar.

- Me ajuda, Sofia!

Ela sussurrou se encolhe como se estivesse sendo repreendia ou ameaçada.

- Ela não é a única! - Gritou um dos homens. Mas eu não tirei os olhos da garota. - Ela está tentando se comunicar com a outra metade. Ela não pode fazer isso! Pelo menos não agora.

Dois homens apareceram e um deles tinha uma seringa com um liquido verde em direção dela para injetar, mas ela se debateu assustando o homem e outro abriu a gaiola dando um soco em seu estômago a fazendo desmaiar e sua dor foi a minha. O homem enfiou a seringa em seu pescoço injetando aquele líquido a fazendo se retorcer e apagar.

- SOFIA!

Meu resto ardeu do lado esquerdo e meus olhos se abrem de novo encontrando uma loira de quase dois metros em cima de mim, um barulho de móveis sendo arrastados e um olhar de surpresa. Levei a mão no meu rosto com aquela ardência e empurro Dinah que parecia preocupada. Olhei em volta estava no chão do corredor que levava para o quarto de Lauren e o mesmo parecia que um furacão tinha passado ali. Não sabia o que aconteceu mas estava assustada e comecei a chorar não por a dor no meu rosto e sim pela garota que chamava por mim.

- Desculpa, eu não queria te bater. Sofia...

Dinah disse me puxando para seu colo e eu abracei, não sabia o que estava acontecendo e por que Kaki não estava comigo. A loira me abraçou com força, era estranho por que seu abraço era diferente dos outros, o abraço de Dinah era tenso e frio, diferente do de Lauren que era normal por mais que ela seja um ser sobrenatural.

- Onde está minha irmã?

- No andar de baixo junto com as outras, elas estão se recuperando depois de um roud com você. - Faz uma pausa. - Lauren ligou para nós depois que conseguiu tirar Camila do banheiro desmaiada. Você teve uma visão bem poderosa e o ambiente mudou com você, quando Lucy tentou entrar em sua mente você a expulsou deixando cega por alguns minutos a deixando esgotada. - Fez uma careta. - Maní, coitada da minha morena não consegui canalizar muita energia por ser fraca de mais. O que a rendeu um sangramento no nariz e um desmaio. - Não estava acreditando no UE estava ouvindo. Nego com a cabeça. - Lauren tentou acordar você com um tapa e você não gostou muito bem e a jogou escada abaixo e eu bom e você a fez ter um tipo de sangramento por que a palmita sangrou pelo nariz e gritou com a mão na cabeça até desmaiar... Eu - Sorriu sem graça e gesticulou com as mãos. - Fiquei com um pouco de medo pra não dizer borrada, quando os móveis da casa começaram a tremer, bater quebrar. Então quando um vaso apareceu na minha frente joguei em você de lá de baixo. - Dinah apontou para a escada que levava para sala e pude ver que tinha metade do vaso quebrado perto dos meu pés descalços. - Aí você caiu feito um saco de batata no chão. E eu montei em você e comecei a te chamar, você não atendeu então te dei três tapas no último seus olhos voltaram ao normal e aqui estamos. Essa é a versão resumida...

- Versão resumida!? - Resmungo que parece não ser percebido por ela.

Ela puxa algo que não pode ver, só senti algo cobrindo meu corpo. Eu fiz tudo isso sem nem ao menos estar consciente. Tudo que sentia era estranho. Não estava me sentindo muito bem. Minha cabeça doía, meu corpo doía, tudo estava dolorido.

- Como vim parar no corredor?

Dinah levantou comigo no colo sem esforço algum e sorriu enquanto andava para dentro do quarto de Lauren me deixando na cama e cobrindo meu corpo que estava só com um pequeno short. A mesma me olhou estranho, não entendia muito bem parecia que ela desvia o olhar do meu corpo como se fosse errado olhar.

- Bom. - Ela se afastou da cama começando a andar de um lado para o outro. - Quando chegamos Lauren tinha te colocado na cama e cobrindo você com lenços. - Apontou para mim sem me olhar. Parecia procurar as palavras. - Camila estava na sala deitada no sofá da sala no quinto sono, parece que você sugou a energia dela. - Arregalo os olhos. Eu quase matei minha irmã? - Não se preocupe ela está bem, ela só vai precisar de umas horas de sono. - Parou de andar e pegou algo do chão que não pude ver, Dinah era imperativa. - Então  quando subimos para esse quarto e tudo começou Lucy tentou entrar em sua mente não conseguiu e isso fez com que você ativasse o modo de defesa e cegou minha irmã. - Olhou pra mim e logo desviou o olhar. - Mani não chegou perto disso, a magia da minha morena é fraca por ela ser um pouco medrosa, foi aí que você fez o mesmo que fez com Camila sugou a energia dela que desmaiou. Não sei como você levantou da cama e tentou fazer uma espécie de vibração que falhou, então Lauren chamou sua atenção enquanto eu tirava as meninas do quarto. - Estava assustada com aquilo. Eu sugava a energia das pessoas a minha volta, por mais que não machucasse era assustador. Imagina se eu mato alguém. - Quando cheguei na sala só ouvi uma grande palmita rolando escada abaixo, se retorcendo de dor na cabeça e nariz sangrando. Então eu puxei Lauren para perto das meninas e quando fui subir as escadas as coisas começaram a levitar e foi então que um vaso apareceu e eu joguei em você. - Ela parou do lado da cama e ficou me encarando como se faltasse falar algo. Seus olhos estava direcionados para meu corpo me fazendo puxar o lençol mais pra cima.

- Para de me olhar, isso é estranho!

Disse sentindo uma vergonha que nem eu mesmo sabia porque.

- Não notou diferença em nada? Tipo... - Ela apontou para meu peito que estava coberto pelo lenços. Neguei com a cabeça. - Qual é nem a altura?

Franzi o cenho sem entender nada do que estava acontecendo, a mesma bufou e saiu de perto de mim e olhou em volta procurando algo não encontrando entrou em uma porta que parecia ser um closet e voltando com um espelho.

- Não é querer dizer nada mas você não parece ter 11 anos.

Fiquei mais perplexa que já estava e pegando o espelho que ela tinha em mãos e quando foco em meu reflexo foi impossível não gritar agudamente fazendo Dinah cobrir os ouvido e resmungar algo que não era do meu interesse.

- De novo não... - Disse quando olhava meu rosto naquele espelho, meu cabelo estava grande cobrindo meus ombros, meus olhos um castanho escuro, minha boca estava bem desenhada, não tinha traços de crianças e sim que uma adolescente. Meu Deus, por que estou pensando, falando como uma pessoa adulta. Puxei o lençol do meu corpo e arregalo os olhos ao ver peitos, minha barriga parecia normal definida, um short minúsculo e coxas torneadas. Aquele corpo não era meu. Era? - Que porra!

- Ei, Olha boca! - Repreendeu. - E se cobre aí. Não quero ser uma pedófela.

Dinah puxou os lençol cobrindo meu corpo e sentando na cama. Ela parecia cansada assim como eu. Olhei pela janela e parecia que está a amanhecendo.

- Isso tudo aconteceu em uma noite?

- Sim. - Suspirou cansada. - A madrugada foi muito louca, isso foi mais louco que a transformação da palmita em Lobisomem.

- Eu sei. Eu tive essa visão não muito clara, mas pude ver. - Eu não conseguia parar de me olhar no espelho. - Aí Merda...

- Desde quando você começou a falar palavrão?

- Dinah... Alguém já me viu assim? Quero dizer Kaki?

Encaro a loira a minha frente que fez uma careta que não sabia descifrar.

- Não, elas estão na sala acabadas. Camila é a que está mais dorme. Lucy e Mani estão esgotadas e Lauren ela vai se curar com o passar das horas. - voltei para o pequeno espelho em minhas mãos, tudo era diferente, todos os traços, eu estava diferente.

...

- Agora sim, você está linda. Gata. Uma legítima adolescente por mais que tenha 5 anos de vida você está linda. Pode se olhar...

Dinah me fez tomar banho depois cuidou do meu ferimento na sobrancelha direita. Não sei de onde ela tirou roupas que serviam em mim, mas confesso que quando me olhei no espelho estava muito "gata." Era a única palavra que vinha na minha cabeça depois que a loira disse. Eu estava vestindo um top preto e uma regata da mesma cor, calça moletom cinza e um all star preto. E ainda fui maquiada por ela, isso era estranho também. Eu podia estar em um corpo de adolescente mas minha alma era de crianças, mas eu não sentia aquela crianças que brincava de boneca, assistia A Hora Da Aventura ou até mesmo aquele medo de sair correndo para baixo da saia da mãe. Mas minha criança interior estava ali em algum lugar. Tinha algo que mudo muito minha cabeça, corpo e alma.

- Você está pensativa de mais Sofia.

A mulher parou do meu lado e tive que olhar para cima para ter um contato visual com ela. Eu estava mais alta mas ainda me sentia uma escaladora de calçada perto da Loira.

- Eu me sinto diferente...

Volto a olhar meu reflexo. Eu era bonitinha.

- Isso é bom ou ruim?

- Eu não sei, mas o que eu não quero é dormir tão cedo.

Meu corpo arrepia todo só de lembrar da visão que tive. Aquela garota estava olhando pra mim pedindo minha ajuda e eu não sabia o que fazer. Um dos homens disse que ela estava se comunicando com a outra metade. Eu posso ser a outra metade ou algo do tipo, senti a dor dela por um momento e não foi legal.

- Tudo bem, você está com fome? Por que eu estou faminta e espero que Lauren tenha algum coelho na geladeira.

Dinah desapareceu em segundo do meu lado fazendo eu saltar do lugar, já tinha visto ela em alguns sonhos e a mesma estava sempre com outras duas mulheres. Elas tinham olhos vermelhos intensos que fazem qualquer um morrer de medo, não posso dizer que não tenho medo por que tenho.

Assim que cheguei a sala pude ver minha irmã dormindo em um dos sofá e Lauren sentada no chão pegando sua mão. O rosto da mesma estava franzido e o rosto sujo de sangue que havia secado de seu nariz. Lucy e Mani dividiram um sofá grande e pareciam mortas de tão profundo que o sonho estava. Passei pela sala entrando em um pequeno corredor que levava a uma pequena cozinha e foi onde encontrei Dinah tomando o que poderia ser um coelho, não queria nem saber qual bichinho que estava dentro daquela garrafa. Ela estava com uma espátula na outra mão e cuidando umas panquecas, muitas panquecas.

- Eu estou fazendo panquecas, tem seriais no armário, leite na geladeira e o resto procure que você acha.

Apenas assenti e comecei a procurar as coisa, eu estava com muita fome e sentia que iria comer qualquer coisa que estivesse gosto de comida.

- Cadê o senhor Jauregui?

Pergunto. Eu lembro de ter visto ele na noite passada quando nos recebeu. Sento na pequena mesa com quatro lugares e me sirvo de panquecas e Nutella.

- Ele foi chamado por que aconteceu um acidente na floresta. Parece que um casal se perdeu e o único guarda florestal de serviços era o sr.Jauregui então ele vai cuidar das buscas junto com a Polícia.

Apenas assenti e comecei a comer as panquecas com um grande copo de leite. Cada mastigada parecia a última de tanta fome. Dinah sentou ao meu lado e começou a fazer algumas perguntas sobre o que eu havia sentido e se eu lembrava do que tinha acontecido. Disse que não lembrava de ter lutado com ninguém, mas sim de estar em uma floresta, com uma casa e um pequeno lago na frente, uma mochila e uma garota chamando por mim.

- E isso foi sonho ou visão?

Perguntou depois de terminar de comer sua oitava panqueca, eu estava na décima e queria mais.

- Sonho, não. Pode ser visão ou sonho. - Fiquei pensativa. - Eu não sei, mas era muito real. Eu pude sentir ela levando um soco e o negócio que o homem injetor no pescoço dela me deixou dormente e depois senti um tapa.

- Eu vou ver o que posso fazer, mas primeiro vamos ter que ensinar você a se controlar ou algo do tipo. - Disse colocando um pedaço de panqueca na boca e mastigando para logo falar de boca cheia e apontou o garfo em minha direção. - Não vai querer acordar no outro dia e ver todos a sua volta mortos.

Neguei com a cabeça e ela assentiu. Eu estava tentando não demostrar o meu terror interior, eu quase matei minha irmã sem ao menos saber, teria que ouvir dela o que aconteceu, teria que entrar de Cabeça nessa nova "fase" de vida. Eu não consigo pensar como uma criança de horas atrás e sim como uma adolescente. Estranho por que tenho apenas 5 anos e um corpo de 15 ou mais.

- Alguém acordou...

Dinah cutuca meu braço me fazendo olhar para o lado da porta da cozinha e vejo Mani praticamente arrastando os pés enquanto caminha em direção a cafeteira sem ao menos notar nossa presença. Olhei para Dinah que levou o indicador a boca assenti sem entender nada e segui comendo minha decima ou décima primeira? Eu não sabia, mas estava com fome ainda.

- Então gata, como eu disse podemos sair hoje. - Senti um braço por cima dos meus ombros e parei de comer quando Dinah me cutuca discretamente por de baixo da mesa, então olho para a mulher que me encarava. - Não tenho nenhum compromisso e estou solteira. - Não entendi muito bem o que ela estava fazendo então sorri fraco e logo ouvi um barulho de algo se espatifando no chão.

- Quem é essa? - Mani rosnou. - E por que está convidando ela para sair se você namora comigo Dinah Jane Hansen Magnon?

Rapidamente tiro o braço de Dinah de cima de mim e a empurrou para seu devido lugar. Normani tinha as mãos na cintura, narinas infladas e fogo nos olhos, enquanto olhava pra mim e depois para Dinah que soltou uma gargalhada e levantou indo até a negra e a puxando pela cintura atacando com beijo que achei desnecessário. Mani tentou se afastar do abraço mas logo abraço o pescoço da loira.

- Deus! - Quase grito quando enxerguei uma mão boba de Dinah indo para a traseira de Mani. - Tem criança no recinto se controlem.

Elas se afastaram e logo a negra me olhou com uma grande cara de interrogação.

- Quem é você?

- Eu... - Abro a boca para falar.

- Mani é melhor você sentar aqui. - Dinah interrompe minha tentativa falha de falar quem eu era. - Você fica calada!

Dinah puxou uma cadeira para a garota que não tirava os olhos de mim sentar. Ela me encarava como se estivesse lendo minhas feições era estranho. Terminei meu último pedaço de panqueca e quando pensava em pegar outro pedaço Dinah bateu em minha mão puxando o prato com o alimento e servindo Mani.

- Mas eu quero mais uma...

Disse choramingando, cruzando os braços e fazendo bico para a loira que deu ombros e negou com a cabeça.

- Sofia, você comeu treze panquecas...

- SOFIA!

Mani grita como se tivesse matando alguém, a mesma levantou e veio até meu lado e puxando para ficar em pé a sua frente. Não conseguia dizer nada por que a mesma estava me olhando da cabeça aos pés me analisando como faz um médico antes de começar um exame.

- Por que vocês estão grita... - Uma loira um pouco menor que Dinah apareceu na porta da cozinha barrando a passagem de mais alguém. Ela também ficou me encarando por pouco tempo por que alguém a empurra. - Aí!

- Saí da frente Lúcia! - Lauren passa por nós todas indo até a pia abrindo a torneira e enfiando a boca na mesma como se precisasse tanto da água. Ela tinha o rosto sujo de sangue mas depois de alguns segundos ela virou para nós todas combo rosto limpo. - O que? Meu rosto ainda está sujo? - Pergunta enquanto pega alguns guardanapos de papel em cima da mesa. Ela nem me notou aqui, eu nem era tão baixinha assim. Eu dava no ombro de Normani.

- Você está cega ou não viu que tem mais alguém aqui?

Lucy fala fazendo Lauren olhar para todas até chegar em mim e franzir o cenho, apontar para mim a mesma deita a cabeça para o lado direito e abre a boca por alguns segundo.

- Eu tenho impressão que eu te conheço de algum lugar.

- Ela é a Sofia, animal. - Dinah jogou algo que parecia ser um pano de pratos em Lauren que arregala os olhos abrindo e fechando a boca. - Você é lerda, Jauregui. Por isso Mila é virgem ainda. - Ergo as sobrancelhas com aquele comentários nada legal sobre minha irmã.

- Como? - Questiona Lauren enquanto se aproxima de mim. - Você era uma criança ontem quando me jogou escada abaixo só com um simples olhar. - Fala Lauren com o olhar confuso e cheio de interrogações.

- Por que consigo ler você agora? E por que tem uma garota precisando de você? Ela é sua metade!

Lucy começou a falar me deixando zonza com aquelas perguntas, ela estava na minha cabeça podia sentir isso.

- Não sei... Mas você pode parar de fazer isso, por favor? - Pedi. - Eu sinto você vasculhando minhas memórias como se estivesse presente em cada momento da minha vida e isso é irritante. - Ela assente e logo sinto um alívio assim que ela para de fazer aquilo. - Obrigada!

- Alguém me explica o que aconteceu? Por que não sou só eu que estou achando isso uma loucura. - Lauren altera a voz. - Camila vai surta quando ver que a irmãzinha se transformou em uma adolescente da noite para o dia. Sofia, você pode me explicar o que aconteceu?

Assenti com cabeça e sentei na cadeira pedindo para que todas fizessem o mesmo, Lauren ao meu lado, Lucy e Mani a nossa frente e Dinah ficou em pé e disse que faria mais panquecas para as meninas enquanto eu contava o meu sonho visão e depois o que Dinah havia feito para me deter.

Já havia passado das 11h da manhã e Kaki não havia acordado, as meninas estavam ocupadas terminado de organizar a casa e eu estava sentada onde Lauren estava antes de acorda, sentada no chão ao lado do sofá velando o sono dela. Eu estava nervosa, apreensiva, com medo, e ainda não deixei de jeito nenhum Lucy entrar na mente de Kaki.

Depois de alguns minutos descanso minha cabeça em seu peito para ouvir seus batimentos calmos, respiração tranquila e fecho os olhos por alguns segundos e pode descansar.

"Me encontre!"

Abro os olhos em um sobre salto quando ouço a voz da garota da gaiola, olho para os lados e vejo que estava tudo no devido lugar. Minha respiração estava um pouco ofegante e meus batimentos estavam acelerados.

- Quem é você?

Kaki está com os olhos entre abertos e a testa franzida, ela leva a mão esquerda em sua cabeça e solta um pequeno gemido de dor. Isso foi o suficiente para uma Lauren aparecer ao meu lado toda preocupada.

- Amor, você acordou!

Eu fui ignorada por as duas que se abraçam por pouco tem por que Kaki empurrou Lauren e saiu correndo pela sala e subindo as escadas.

- Sofia...

Seu chamado desesperado chamou atenção de todas na casa. Olhei para a vampira a minha frente e apontei para escada e a mesma ergue uma sobrancelha.

- O que?

- Vai falar com ela, eu não posso chegar e dizer " Oi, Kaki. Eu sou a Sofia!" - A morena fez uma careta. - Vai logo!

- LAUREN, ONDE ESTA MINHA IRMÃ?

Passos pesados foram ouvidos pela escada e Camila apareceu no final da escada com os olhos marejados e a respiração acelerada. Levantei do chão onde estava e sentei em um dos sofás. Lauren abria e fechava a boca sem falar nada.

- Mila, você acordou? - Dinah apareceu do nada na sala. Abraçou Camila e olhou para nós três. - Que cara são essas?

- Não sei, Lauren não me apresentou ainda.

Disse atraindo o olhar de minha irmã que franziu a testa e ergueu uma sobrancelha depois olhou para Lauren que deu ombros.

- Eu faço as honras, então. - Dinah puxou Kaki para que a mesma ficasse de frente para mim e adivinha éramos da mesma altura. - Mila aconteça o que acontecer não desmaia okay?

Minha irmã olhou para mim e com se fosse algo tão profundo e forte seus olhos se prenderam nos meus. Ela deixou uma lágrimas solitária cair assim que colocou a mão na boca para abafar o soluço e assim com a outra mão me puxou para um abraço.

- Não foi preciso apresentações!

Dinah resmungo e saiu da sala e puxou Lauren também que não queria sair de jeito nenhum. Abracei minha irmã com força a fazendo suspirar, tremer, soluçar e resmungar palavras que eu não entendi por sua voz estar abafada em meu ombro.

Comecei a fazer carinho em suas costas para acalmar a mesma que só fazia chorar cada vez mais e mais.

- Shh... Está tudo bem, Kaki! - Tento tranquilizar. - Olha pra mim, eu estou bem e você também.

- Eu dormi por quanto tempo? - Ela me apertou mais. - Deus, a última vez que te vi você estava com os olhos negros e as coisa do banheiro se mexiam sozinhas. - Ela se afastou e segurou meu rosto e olhou cada detalhe.

- Você dormiu o suficiente.

Ela encarou meus olhos por alguns segundos e logo se afastou e me olhou dos pés a cabeça. E fez uma careta.

- Você está usando maquiagem?

- O que?

- Você não pode usar esse tipo de coisa, você só tem cinco anos...

Pego em seus pulsos afastando suas mãos de meu rosto e foi impossível não sorri, mas eu não sabia o que estava se passando na cabeça dela. E se ela achar que está ficando maluca ou algo do tipo.

- Eu tenho a idade de uma criança, mas meu crescimento e meu conhecimento foram altamente aguçados da noite para o dia e posso te dizer que me sinto mais velha que você. - Ela abre a boca para falar mas a corto. - Não sei explicar muito bem agora, com o tempo eu te digo o que aconteceu. Agora só quero que me diga o que aconteceu depois do meu desmaio? - Ela sentou no pequeno sofá e ficou me encarando.

- Você desmaiou e começou a sangrar pelo nariz, tentei conter mas não deu e de repente você abriu os olhos e começou a falar palavras desconexas que nunca ouvi. - Sentei na mesinha de frente pra minha irmã e peguei suas mãos. - As coisa começaram a tremer, a torneira da pia, chuveiro e descarga foram ligados e o banheiro ficou uma sauna. Respirar era difícil então eu não conseguia mais então apaguei.

Então quando eu sentia frio, calor e uma humildade no minha visão era como se eu estivesse em dois lugares. O corpo ficou mas a minha alma? Foi até a garota?

- E ó que aconteceu com você depois disso? - Suas mãos apertam as minhas. - Você mudou bastante e se eu não acreditasse em Vampiros, Lobisomem, Bruxas e outras coisas. Estaria sustando assim que olhei em seus olhos e percebi que minha irmãzinha está desse tamanho.

Rimos por alguns segundos e eu comecei a contar a história que Dinah tinha me contado, contei sobre a visão e a garota da gaiola. Kaki ouviu sem tudo com cala e não disse nada apenas fazia umas perguntas básicas que eu a respondia sem nenhuma irritação.

- E, por que ficou tão tagarela?

Ela reclama assim que termino de responder uma de suas perguntas chatas. Franzi os olhos e encaro Camila por alguns segundos, mas não a respondo por que o senhor Jauregui entrou pela porta da frente e nos levantamos de onde estávamos e o mesmo tirou o chapel que usava e nos cumprimenta.

- Bom dia, meninas! - Ele deixa as chaves do carro em uma mesinha perto da porta e veio em nossa direção. Ele parecia sério de mais e cansado, Sr.Jauregui colocou a mão em meu ombro esquerdo e deixou um leve aperto. - Sofia, você parece bem. Espero que não fique assustada com o que aconteceu. Por que pelo que eu sei sobre Bruxos Negros é pouca coisa, mas o feitiço da próxima geração é o que está sendo mais comentado entre os seres sobrenaturais e parece que o outro lado está falando em perigo.

Meus olhos não piscavam, nem mesmo desviavam do homem a minha frente. Como ele sabe disso tudo? Ah, claro ele é um dos membros do conselho. Como sei disso? Fácil eu sou uma Legado também tenho a tendência de não esquecer nada que vejo e que leio, mas até ontem eu não sabia o que me deixa confusa.

- Como assim perigo?

Questiona Camila com a voz trêmula.

- Sentem. - Ele aponta para o sofá. - Como foi que o companheiro de Regina fez o feitiço da próxima geração?

- E misturou os sangues de seres sobrenaturais. - Falei primeiro que Camila. Eu sei por que ouvi a conversa das meninas. - Ele misturou sangue de um vampiro, Lobisomem, bruxo branco, o de Regina e canalizou as energias...

- Como sabe de tudo isso? - Camila vira para mim.

- Eu ouvi vocês e as meninas e parece que eu sei de coisa que vem como ondas em minha cabeça.

Era verdade tinha coisas que estavam me fazendo ficar estranha. Mas nada que eu me sentisse perigosa ou fosse fazer perigo.

- Meninas, me ouçam. - Voltamos a olhar para o homem de bigode e uniforme. - Regina foi enganada, o seu companheiro era obcecado por poder e quando descobriu que dois Bruxos Negros não podem ter um herdeiro porque o poder dos pais é canalizado para o crescimento da criança e o pai morre primeiro e depois a mãe logo após o parto. Ele foi cruel e começou a envenenar a mulher que nem desconfiava então é certo dia ela perdeu a criança e ele chegou com essa mentir de próxima geração. Mas na verdade era um ritual de imortalidade onde ele sugou as energias dela e não conseguiu pegar para ele por que Regina teria que transferir para ele de própria vontade. Ele ficou uma fera por isso e acabou derrubando os objetos que havia usado no ritual nela e por obra dos "Anjos" a alma dela foi dívida em duas partes e só voltaria a terra quando os sangues dessas criaturas fossem unidos em um ato do destino. Ou seja, Sofia foi escolhida e tem a metade da alma de Regina e por estar rodeada de Bruxos, vampiros e lobisomens. A outra parte deve estar perto. Você já se comunicaram?

Como em um estalo tudo ficou mudo e eu estava em outro lugar, uma floresta com grande muros de pedras, um portão de ferro se abriu e minhas pernas começaram a se mover em uma caminhada até uma mansão feita de rochas tinha uma entrada de escadas sujas de folhas e no topo havia estátuas de lobos. Achei a coisa mais legal do mundo por que pareciam reais e como sou curiosa estendo minha mão para tocar na estátua.

- Sofia...

A voz da garota soou em minhas costas e viro meu corpo para ouvi-las ou vê-la, mas só tinha uma escada suja uma estrada que tinha vindo e o grande portão fechado. Quando penso em dizer algo um rosnado fez meu corpo tremer, uma lufada de ar faz meus cabelo bagunçar e um medo tomou conta de meu corpo. Virei a cabeça vagarosamente para ver o que respirava tão perto de meu rosto e dou de cara com um dos lobos encarando me. Sua boca mostrava seus caninos afiados em minha direção e parecia que não gostou de minha mão estar em sua pelugem cinza.

Em um ato de susto ando um passo para trás e meu pé não achou escada e caio rolando os degraus batendo meu corpo em cada degrau. Quando meu corpo parou percebi que estava deitada no final da escada e o lobo agora não estava mais lá.

- Não caia nas ilusões dele. Venha só quando eu chamar...

A voz dela fez com que eu olhasse para o lugar que o som era transmitido mas um grande lobo cinza estava do meu lado. O susto foi grande que assim que fiz um movimento ele avançou em mim fecho os olhos e sinto um puxão em meu ombro e algo ser enfiado em meu pescoço. Fiquei muito tonta e uma moleza tomou conta de mim e abri os olhos por alguns segundos e pude ver Sr. Jauregui com uma seringa na mão, Camila tinha os olhos arregalados e uma mais uma movimentação que deveria ser às meninas que desciam as escadas.

- Dorma. Quando acordar você vai estar mel...

Silêncio...



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