História Bittersweet. - Capítulo 45


Escrita por: ~

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Palavras 2.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Está pequeno, eu sei. Eu demorei, eu sei.
Estou passando por um bloqueio horrível e eu simplesmente não estou conseguindo escrever praticamente nada. Não sai, não consigo nem mesmo ter vontade de escrever.
Isso está me deprimindo muito, porque eu amo escrever essa história.
Não tive tempo para revisar e se eu tentasse o capítulo não iria mais sair, então perdão pelos erros grotescos que deve ter, quando eu me sentir psicologicamente bem eu tento corrigir.
Então, boa leitura.

Capítulo 45 - 44. Pancada.


 

Seus olhos se arregalaram, a respiração presa na garganta. Tudo parecia desconexo, ao mesmo tempo que ocorria rápido demais também tudo tinha o aspecto de se passar em câmera lenta, seus movimentos eram limitados, sentia a dor lacerante em seu tornozelo, sua tentativa de escapar parecia cada vez mais inexistente. Seus pulmões ardiam a cada lufada de ar que absorvia, estava totalmente indefeso e a mercê dele, não havia saída, não tinha para onde escapar.

Estava revivendo a cena de seu pesadelo, dessa vez não teria ninguém para gritar ou julgar, o campo recaia em um imenso silencio enquanto os telespectadores cumpriam seu papel de observadores, alguns até tentaram se mover, porém pareciam presos ao chão por alguma espécie de força invisível e potente, congelados em um filme horripilante de terror, assistindo o massacre acontecendo diante de seus olhos, sendo incapazes de fazer qualquer coisa para que a morte iminente fosse evitada.

Ao longe, um avião caído, sua asa direita destruída, a cabine enterrada nos destroços, as hélices do biplano estavam espalhadas ao seu redor enquanto o barulho de maquinário em curto soava de algum lugar perto ou até mesmo dentro da carcaça retorcida. Nenhum sinal de que alguém estivesse dentro, tampouco seu condutor parecia estar em qualquer lugar nos arredores.

Seu carrasco andava ao seu encalço, os sons característicos de seus calçados metálicos arranhavam seus ouvidos, engoliu a bile em horror, era seu fim. Não tinha mais desculpas ou eventos que pudessem adiar sua morte iminente, era irônico como o destino o fizera ser salvo para posteriormente estar em perigo novamente, pelas mãos de ninguém mais que seu próprio salvador. Fechou seus olhos para não presenciar a cena, mas não sem antes notar que ele pegou uma das lanças dos badniks danificados que estavam espalhados pelo campo de batalha, inutilizáveis, o objeto rangeu em protesto contra a força que ele empregava para o arrancar das ligas de solda, causando um som irritante e estridente que fazia seus ouvidos sensíveis se retorcerem e um arrepio cruzar sua espinha.

Mas, antes de chegar ao momento do abate, por que não voltar para antes de chegar até esse ponto?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dentes trincados e seus olhos em fendas, sua respiração estava presa na garganta enquanto seus olhos rubros percorriam cada milímetro do campo de batalha, suas mãos se fechando em punhos enquanto ela percebia o óbvio.

Não estavam mais ali.

— Esses dois, tão dramáticos. — A voz de Rouge soou com tédio, abanando a mão na frente do rosto enquanto revirava os olhos.

Mary congelou no lugar, sua postura tensa, no aguarde de qualquer movimento surpresa, no entanto, nada aconteceu, mesmo depois de terem se passando cerca de dez minutos, rosnou.

— Esses ouriços são estúpidos! — Era claro seu nível alarmante de estresse, Rouge deu alguns passos para longe dela, alarmada pelo seu tom e pela aura quase palpável que sentia emanar dela, de alguma forma, lhe lembrava das vezes que presenciou Shadow extremamente irritado e, mesmo que desconhecesse o que a morcega negra escondia na manga, preferia jogar pelo seguro. Ela prezava por sua vida.

Cada segundo passava com uma lentidão dramática, nenhum sinal deles e tanto Mary quando Rouge pareciam temer que algo tivesse acontecido.

Sobrevoando o local, olhos azuis ainda permaneciam sustentando um ar de ódio, seu semblante tenso e a nave balançou uma vez, fazendo um chiado estranho que seu condutor ignorou, como se não fosse nada ou tivesse outros interesses.

A morcega desviou seus olhos para cima por um breve momento, franziu a expressão por um momento antes de se aproximar da robusta máquina de combate membro do Team Dark e sussurrar instruções técnicas que era praticamente impossível para os outros entenderem ter possuir o conhecimento necessário de robótica avançada. Alguns minutos passaram antes dele voltar seus olhos de led vermelho alaranjados para ela e pronunciar com sua voz robótica e pausada.

— Negativo.

A morcega ficou um tempo absorvendo a informação, antes de olhar para o imenso golem metálico criado para fins de aniquilação por um tempo imensamente longo.

— Reiniciar varredura. — Ordenou decidida.

— Afirmativo.

Mary observou enquanto os olhos mudavam de cor para um amarelo brilhante antes de voltar para sua coloração habitual, o som de suas engrenagens se movendo era alta o suficiente para alguns telespectadores olharem curiosos, desde que a conversação dos dois parecia no mínimo estranha.

— Negativo.

— Merda. — Grunhiu por um tempo. Seus punhos fechados novamente, imponente antes de dar uma olhada rápida para o garoto vulpino.

“Preciso pensar rápido...”

Ela correu para os arredores do robô, apenas tinham se passado alguns poucos minutos desde o inusitado desaparecimento dos dois ouriços, porém os eventos estavam acontecendo muito mais rápido do que podiam calcular. Eggman parecia ter saído do transe de surpresa dado ao momento, ninguém podia ver sua expressão, exceto sua dupla de robôs assessores, no entanto eles pareciam ocupados demais para prestarem atenção no que o megalomaníaco estava fazendo, temendo que ele enfim colocasse em pratica a ameaça cada vez mais frequente de desmonte.

Cubot murmurava suas tarefas repetidamente, algumas palavras falhando e frases com quebras em partes estranhas, enquanto Orbot reclamava do chip de voz do seu companheiro e balançava a cabeça em uma reação humana demais de desaprovação.

Longe da zona de fogo, soldados da GUN escoltavam vítimas sobreviventes do ataque, alguns precisavam de ajuda com a locomoção, desde que parte deles foram retirados de escombros e até mesmo tinha feridos graves, em meio a tropa de soltados uma cabeleira castanho dourada se destacava dentre inúmeros soltados com capacetes de proteção do sexo masculino, sua arma estava posta em suas mãos, a expressão concentrada, no entanto vez ou outra ela tinha que piscar para se concentrar, uma pequena e irritante vertigem lhe atrapalhando.

— Precisa descansar, Capitã. Parece que vai desmaiar a qualquer momento. — Comentou um dos soldados, ou melhor, o piloto da aeronave que estava recostado em uma das vigas, perto dos carros de resgate disponibilizados pela polícia mobian que trabalhava nos arredores enquanto não chegavam mais reforços.

A filha do delegado, uma raposa purpura com uma touca na cabeça estava na direção de um dos veículos enquanto seu parceiro estava no acento do motorista, mexendo nos retrovisores e coçava seus olhos soltando um bocejo logo em seguida, sendo repreendido pela mulher ao seu lado ao que ele respondia apenas dando de ombros.

— Uma batalha não vai esperar que eu melhore. — Respondeu indiferente, enquanto olhava para ele desafiadoramente, como se estivesse esperando que ele a contrariasse.

— Tal mãe, tal filha. Vocês duas são impossíveis. — Ele balançou a cabeça, estremecendo com pensamentos sombrios.

— Tive uma boa criação. — Ela apenas deu de ombros enquanto forçava a visão e olhava para a mira de sua arma, seu foco longe e concentrado.

Seu companheiro de conversa ainda parecia incrédulo, mas apenas deu de ombros.

— Tenho sorte de estar do lado de vocês e não contra, já cumpri minha cota de punições para a vida toda. — Resmungou enquanto ele se dirigia para a aeronave, suas mãos casualmente em seus bolsos enquanto chutava as pequenas pedras que estavam em seu caminho, balançando a cabeça vez ou outra enquanto se questionava sobre algo que os ouvidos da mulher não podiam captar.

 

 

A morcega negra correu pelo campo, agarrando algo pelo ar e puxando para outro lugar, ao mesmo tempo em que ela parou um festival de folhas formaram um redemoinho de folhas e baixou, revelando o camaleão magenta que olhava para ela com os olhos dourados surpresos.

— Como...?!

— Não tenho tempo para isso, preciso que você me faça um favor, só me é escute. — Ela disse séria, olhava-o com olhos duros. — Na verdade são dois. É o seguinte...

Ela começou a dizer detalhadamente o que queria pedir, enquanto o camaleão lhe olhava em dúvida, como se estivesse questionando o que ela pedia, mas ela parecia certa do que pedia, mesmo que ele tentasse contra argumentar contra, não conseguia a demover de sua decisão. Ele balançou a cabeça em derrota. O primeiro favor era simples, ele conseguiu entender, mas não concordar com a ideia, assim quando ele ela disse o segundo, estava genuinamente confuso, era técnico demais para que pudesse entender o que ela queria dizer, mas, mesmo que ele não entendesse exatamente ao que se devia, sua tarefa era muito mais simples do que ele pensava, um simples pedido.

Silenciosamente assentiu enquanto desaparecia novamente, seu objetivo alterado enquanto se movia rapidamente, usando paredes e destroços para se içar para mais adiante.

— O que está tramando? — Rouge veio voando ao seu encalço, pousando com leveza no chão, seus braços cruzando olhando a outra agente com olhar desconfiado e inquisitivo.

— Acertando algumas coisas. Estou sem escolhas. — Seus levemente avermelhados olharam para os aqua de Rouge, com advertência. — Não estamos sozinhos, acha mesmo que o doutor estaria sozinho só com uma máquina? — Disse com seriedade, olhando para ela de forma inquisitiva.

Rouge pareceu entender, enquanto coçava o queixo especulando a alternativa.

— Mas não vi nada suspeito desde que cheguei. — Seus olhos estavam em todos os lugares, franzidos como se estivesse à procura de algo que não podia ver.

— Não é porque não consegue ver que não existe. — Balançou a cabeça. — Eu esperava que houvessem armadilhas ou tropas de backup, ninguém se jogaria em um ataque sem ter alguma carta na manga, mais cedo ou mais tarde ele revelaria o que tem escondido, é bem óbvio pelo padrão de ataque que estivermos estudando desde muito tempo. Muitos anos com o mesmo padrão, certamente não mudaria agora.

— Como a psicologia de serial killers? — Rouge cruzou os braços no peito enquanto mudava o peso do corpo.

— Basicamente. — Assentiu para ela, satisfeita para resposta. — Mas em todo esse tempo que o monitoramos e estudando seus ataques notei que ele não tinha nenhum aliado como das outras vezes, nem um grande plano óbvio. — Começou a andar de um lado para o outro. — Nenhum tipo de pressagio. Simplesmente um ataque aqui, onde ele já tinha tentado no passado e não conseguiu. Mas por quê? — Começou a andar de um lado para o outro, ao fundo, podia ouvir a voz de Dr. Eggman, gritando enfurecido para que o ouriço aparecesse, mas mãos do robô estavam se mexendo para todos os lados, como se estivesse esperando um ataque surpresa, no entanto nunca chegava perto do avião de Tails, que estava em um raio seguro, mesmo que o perigo estivesse próximo, a expressão da raposa parecia concentrada.

— Talvez só esteja superestimando a mentalidade dele. — Desdenhou dando de ombros, como se fosse pouca coisa. — De qualquer forma ele nunca representou nenhum perigo para vocês estarem perdendo tanto tempo com isso.

A expressão de Mary obscureceu, seus olhos se comprimiram em fendas mínimas enquanto ela ouvia, com clara reprovação o que Rouge lhe dizia, claramente contra seus pensamentos.

— Eu ficaria mais alerta se fosse você. — Disse suavemente. — Muitas vezes você pode perder a batalhar por subestimar o inimigo. A experiência não é das melhores. — Disse tão calma quanto poderia.

Abriu suas asas calmamente e alçou voo, ganhando altitude rapidamente, algo que surpreendeu Rouge, que olhava para a reação dela com confusão.

Sua velocidade era realmente surpreendente, suas asas eram maiores que as de Rouge e visivelmente mais resistentes, apesar de transparecer estar torta, até mesmo quebrada, ela conseguia controle suficiente para voar com estabilidade e calma, ganhando altura e velocidade, mesmo sentindo dor e se esforçando mais que o comum para isso.

Ela avançou em direção ao robô, atraindo a atenção de todos ali, inclusive de um certo equidna vermelho que estava debatendo algo com alguém tão pequeno que não podia ser visto, exceto pelo ponto marrom em seu ombro.

Suas botas pousaram na asa esquerda do biplano, seus lábios retorcidos em um sorriso cruel, quanto se inclinava perto das grandes orelhas douradas e sussurrava com uma voz aveludada e calma.

— Fez um bom trabalho até agora. Mas não conseguiu me enganar. — Ela disse com tanta calma que os olhos azuis frios se voltaram para ela, duros. — Sua funcionalidade acabou. Fim de jogo.

Ela se endireitou, suas asas abrindo atrás de si, deu salto impulsionando seus pés na estrutura de metal, que rangeu e protestou. O condutou do avião perdeu o controle, a aeronave inclinou 45º com o movimento, antes que pudesse recuperar a estabilidade, sua asa esquerda estourou com um som audível, fagulhas se espalhando pelo local e caindo no chão, a morcega girou no ar, usando uma viga retorcida para se apoiar e pousou agachada, nas pontas dos pés.

— Boa garota.

 

 

 

 


Notas Finais


Bem, algumas coisas que devem estar confusas aí tem na minha outra história, Way it is, way it goes, mas não necessariamente precisam acompanhar a outra história para entender, creio eu.
Até uma próxima.
by: ShadowShirami


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