História Bittersweet - Capítulo 29


Escrita por: ~ e ~DelayedSenpai

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Namjin, Vmin, Yoonkook
Exibições 95
Palavras 3.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Amamos muito vocês... falando em amar! O Q&A! - gente vai responder as perguntas e no próximo capítulo iremos mostrá-las nas notas finais! Beijo povo bonito!

Capítulo 29 - Never Alone


POV’S Yoongi
Fui ao cabeleireiro naquela tarde e pintei meu cabelo de verde enquanto Jungkook levava alguns documentos até sua faculdade (aparentemente, ele havia trancado a faculdade, isso explica porque passara tanto tempo sem frequentá-la). Ficara realmente bom, era como ter sorvete de menta na cabeça.
Aproveitei que estava fora de casa para beber alguma coisa, talvez visitar a loja de Namjoon para conversarmos sobre discos. Mesmo que estivesse frio e eu fosse um amante de café, comprei um milk-shake de baunilha. Não me lembrava da última vez que havia tomado um milk-shake, talvez fosse bom variar um pouco das bebidas quentes.
Caminhei pela rua lentamente, sentindo o vento frio soprar-me o rosto. Gostava de dias frios, de sentir o vento congelar minhas bichechas e vestir o casaco mais quente que tenho, me lembrava um pouco a adolescência, quando saía de casa às manhãs para ir à escola, mesmo que quisesse continuar deitado sob as cobertas quentes ou que algum carro me atropelasse no caminho para que não precisasse ter mais um tedioso dia de aula. Meu passado não fora o mais agradável, não tive uma infância 100% feliz ou uma adolescência memorável que me dava orgulho ou saudade, apenas tive uma vida normal, talvez um pouco melancólica, nada muito incomum.
Os melhores momentos de minha adolescência foram em companhia de Taehyung ou Hoseok, já que meu núcleo familiar era abalado pelas viagens frequentes de meus pais e a completa falta de interesse de uma adolescente quase adulta que procurava trabalho, no caso, minha irmã mais velha. Na infância a família fora algo importante para mim, minha irmã era jovem e alegre, se importava comigo e com meus pais, mesmo que estudasse excessivamente; meus pais ainda estavam em cargos menos favorecidos em sua empresa, da qual agora são praticamente dono, então tinham mais tempo para mim e minha irmã. Não estou dizendo que meu passado fora todo ruim, ou que o único momento realmente feliz foi na infância, houveram bons momentos longe de Tae e Hoseok, assim como tiveram maus momentos na infância, mas com certeza o presente é o momento menos desagradável.
Fazia um bom tempo que não escrevia nada, o que é realmente preocupante. Tinha alguns livros em venda, mas eles não iriam me dar renda para o resto da vida. Ser escritor (no meu caso, poeta) é preocupante, a constante pressão para criar algo novo causa um desgaste tremendo, os momentos de bloqueio criativo são os mais agoniantes, assim como as crises existencias que fazem com que qualquer coisa criada se pareça com algo completamente horrendo. Exteriorizar os sentimentos , sejam eles nos ou ruins, em obras pode ser algo relaxante, assim como também pode fazer com que se afunde ainda mais em sentimentos, como se ficasse perdido por tempo indeterminado num limbo sentimental, apenas parado, sozinho, esperando que a crise passe.
Sentei-me em um banco de uma praça aleatória e passei a observar o trafego de veículos. Seul é uma cidade realmente grande e movimentada, carros par cá, pessoas atrasadas para lá, tudo parece muito rápido e frio, robotizado. Em cidades grandes, o estresse é transmitido pelo ar, como se qualquer alheio pudesse sentir o peso de suas preocupações.
Tirei o celular do bolso, abrindo o bloco de notas para escrever algo, talvez usar aquele sentimento passageiro para algo futuro:
‘’A cidade grande causa dor
A frieza serve apenas como anestesia
Para todas essas almas de pedra
E corações de metal’’
Não estava satisfeito com o resultado, mas não apagaria o trecho, apenas o deixaria ali, par talvez um dia reler e tentar lembrar quando o havia escrito.
Talvez devesse sair daquela praça e ir fazer algo realmente relevante, como visitar alguém que não vejo há muito tempo, procurar alguma livraria para comprar alguns livros de bolso (livros de bolso se tornaram meu vício secreto durante a faculdade), ou apenas voltar para meu apartamento e dormir até que Jungkook voltasse. Mas estava com preguiça e aquele banco era incrivemente confortável para uma estrutura de madeira e aço, então apenas fiquei ali sentado, talvez esperasse a ligação de Jungkook perguntando onde eu estou, então eu responderia que estou em alguma praça aleatória, mas que já estava voltando para o apartamento, voltaria para o apartamento e nós veríamos um filme qualquer que estiver passando a tevê:
- Yoongi? – ouvi uma voz chamando-me, fazendo com que acordasse de meus pensamentos distantes.
Levantei a cabeça, procurando quem me chamava. A cabeleira de fogo dava fácil reconhecimento, também causava um pouco de estranhamento no meio de toda aquela multidão preto e branco de Seul:
- Olá – respondi, não sabendo ao certo se deveria prolongar a saudação de alguma forma.
- Você está verde! – exclamou. Admito que por alguns momentos havia me esquecido que pintara o cabelo.
- Oh, é. Não faz muito tempo, estava sem nada para fazer em casa, então... fiquei verde.
-  Parece um alface desbotado na sua cabeça, sem ofença.
- Acho que está mais para sorvete de menta, mas okay.
Tae sentou-se ao meu lado no banco, percebi que tinha um maço de cigarros no bolso da calça. Ele fumava? Isso é novo para alguém tão... politicamente correto não parece o termo certo, mas é algo como isso:
- Você fuma? – perguntei.
- É, faz um tempo. Mas vou parar logo, alguns fatores me fizeram refletir sobre a utilidade do cigarro na minha vida.
- Espero que saia dessa logo, acabamos de nos reencontrar, não quero que morra jovem.
- Não se preocupe, esse não é pra mim – indicou o maço em seu bolso – É que eu tenho um colega de apartamento e...
Ele parou por um instante e ficou a me encarar. Fiquei um pouco confuso com a pausa dramática, mas não interferi, apenas esperei que ele voltasse a falar:
- Você precisa vir comigo. – finalmente disse algo, levantando do banco e me puxando consigo,
Andamos em um passo rápido, não exatamente uma corrida, mas era rápido. Tae de arrastou dessa forma por alguns quarteirões, tive que tomar cuidado para não esbarrar nas pessoas ou tropeçar no caminho. Chegamos em um prédio vermelho realmente alto, poderia chutar que tinha quase 20 andares ou mais, Tae tirou uma chave do bolso traseiro da calça e destrancou a porta da frente, a trancando em seguida assim que entramos. Havia um elevador ali, o que me fez pensar no porquê de meu prédio não ter um elevador assim como qualquer outro. O elevador parou no décimo segundo andar (eu errei por pouco, o prédio tinha 25 andares), Tae voltou a me arrastar até a porta de número 112, logo a abrindo. Quando a porta se abriu, vi um garoto sentado num sofá, em frente a televisão da sala de estar. Poderia jurar que já o havia visto em algum lugar...
- Tae? Ainda bem que voltou, estava preocupado, fazia dois dias que estava fora e... – o outro começou, olhando para nós. Quando nos viu, parou de falar imediatamente, como se estivesse em estado de choque.
Reconhecia aquela voz, aquele rosto... Hoseok?
- Ho-hoseok? – acabei gaguejando.
- Yoongi? – parecia estar tão chocado quanto eu.
- O reencontro final – Tae disse dramaticamente, como se estivessemos em uma espécie de série de televisão daquelas que juntam pessoas que não se vêem há décadas.
Hoseok levantou-se do sofá, andando quase correndo até mim. Eu continuava num estado de choque, sentindo meus olhos se enchendo de lágrimas. Quando percebi, estávamos nos abraçando, ajoelhados no meio do que parecia a cozinha do apartamento, ambos chorando feito crianças:
- Eu pensei que nunca mais te encontraria – ouvi Hoseok sussurrar, ainda com o rosto enterrado em meu pescoço enquanto me abraçava com força.
- E-eu... também pensava.
Continuamos naquele silêncio, Tae ajoelhou-se ao nosso lado, passando os braços por cima de nossos ombros num abraço coletivo. Sentia-me reunido com um pedaço alegre de minha adolescência, como se aquela amizade antiga fosse um laço afetivo eterno que não se romperia nunca:
- Deveríamos escrever um livro chamado Obras do Destino, onde contamos todas as coincidências que aconteceram até esse encontro final emocionante digno de dorama clichê. – Tae disse divertido, fazendo com que eu e Hoseok soltássemos pequenas risadas entre mais algumas lágrimas de alegria.
Depois de um tempo para se recompor, sentamos na mesa da cozinha, Tae nos ofereceu café, obviamente eu aceitei, nunca recusaria café. Enquanto o mais velho enchia uma chaleira de água e a colocava ao fogão, eu e Hoseok começamos a conversar sobre o passado:
- Então, como foi na escola de padres? – perguntei, um pouco receoso. Escola de padres não parece algo agradável, talvez traumático ou repressor ao extremo.
- Horível, lá todo mundo se comportava como ratos de laboratório, tenho quas certeza que havia algum método de lavagem cerebral e eu escapei. Mas haviam algumas pessoas legais, dois garotos que tinham acabado de entrar no ensino médio e namoravam secretamente, um americano que me contava histórias sobre um dançarino tailandês com quem ele transava periodicamente, um chinês pra quem dei algumas aulas de coreano... é impressionante a quantidade de pessoas que eram mandadas pra lá por conta da orientação sexual, isso é um reflexo de como a sociedade atual continua reprimindo e demonizando as pessoas por serem diferentes.
- Parece difícil...
- Você se acostuma depois de um tempo... e você? O que tem feito desde a última vez?
- Depois que você foi embora, passei por alguns problemas com os garotos estúpidos da escola e num desses dias ruins conheci o Tae, viramos amigos, quase irmãos, para ser exato, mas meus pais tiveram que se mudar para Busan, e consequentemente acabei me distanciando. Fiz faculdade e me tornei poeta, publiquei alguns livros, mas não é grande coisa. Meus pais morreram num acidente de carro há algum tempo, depois disso expus minha sexualidade para minha irmã, mas ela não aceitou isso muito bem e me expulsou de casa. Decidi voltar para Seul, passei a morar num apartamento não muito longe daqui, lá conheci algumas pessoas e... agora estou namorando um garoto chamado Jungkook, ele é realmente legal. Depois de uma série de coincidências irreais, reencontrei Tae e agora estou aqui.
Refleti um pouco sobre a diferença de nossas realidades, como o meu crescimento foi diferente do dele. Pensava como teria sido de eu tivesse ido para escola interna em seu lugar, se teria a mesma maturidade que ele para não enlouquecer naquele lugar. Não me sentia necessariamente culpado por ter tido uma vida ‘’melhor’’ ou mais fácil, mas me sentia meio mal por termos passado por quase as mesmas coisas até certo ponto, e então, por uma falta de sorte sua, acabamos tomando caminhos tão diferentes.
- Como conheceu Tae? Isso é realmente curioso, como se Tae fosse uma espécie de linha que liga as pessoas. – continuei, o sorriso no rosto de Hoseok passava uma serenidade confortável.
- Numa dessas noitadas malucas do Tae, eu estava meio perdido, havia chegado na cidade há pouco tempo e queria desestressar. Fiz faculdade de cinema depois de sair do inferno religioso, ouvi falar que haveria um pequeno festival de cinema na cidade, mas quando cheguei aqui descobri que era mentira, fiquei realmente decepcionado. Conversamos um pouco, viramos amigos rápido. Eu precisava de um lugar para ficar, ele precisava dividir as contas do apartamento com alguém, nos acostumamos com a companhia um do outro rápido. Comecei frequentar aulas de dança, então comecei a dar aulas, já que o cinema não rende tanto quando não se é conhecido. Agora aqui estamos nós.
Fiquei feliz em saber que ele teve oportunidades depois de passar pela experiência  visivelmente ruim da escola interna. Sabia que ele queria cursar cinema desxde jovem, e também tinha grande admiração pela dança, saber que ele conseguiu alcançar seus objetivos me deixava feliz.
- Não cheguei a me envolver romanticamente com alguém de forma séria até hoje, acho que tenho um pouco de preguiça de manter um relacionamento de verdade. – riu.
Tae nos trouxe xícaras de café, bebemos em silêncio, apenas aproveitando a forma que o líquido quente nos aquecia. Parei para analisar o apartamento de Tae e Hoseok: era tudo perfeitamente organzado, com uma longa prateleira amarrotada de livros de todos os tamanhos e cores, uma pintura estava posta na parede onde o sofá estava enconstado, as paredes escuras e foscas davam um ar aconchegante ao local.
Voltava a me perder em pensamentos quando senti meu celular vibrar repetidamente no bolso. O peguei, vendo o nome que piscava na tela, logo atendendo:
- Junkook? – disse ao atender
- Yoongi? – ouvi a voz do mais novo do outro lado da linha – Onde está? Quando cheguei você não estava mais aqui, e quando procurei por você em seu apartamento e no de Jin e Namjoon também não estava lá.
- Ah, fui ao cabeleireiro para pintar o cabelo, depois fiquei um tempo sentado na praça, Tae apareceu lá e me arrastou para seu apartamento. Descobri que ele mora com um velho amigo meu, dos tempos de adolescente, acredita nisso?
- Suspeito que Tae conheça quase todo mundo de Seul, o círculo de conhecidos dele parece bem vasto – riu – Que horas você volta?
- Acho que não vou demorar muito, daqui a pouco vai anoitecer e a temperatura vai baixar ainda mais, não quero congelar no meio da rua.
- Okay, estarei esperando, até logo.
- Até logo.
Então desliguei. Tae e Hoseok estavam sentados no sofá da sala e conversavam sobre o que parecia ser uma série que passava na televisão. Me levantei e sentei ao lado deles no sofá, apenas ouvindo seus comentários sobre a série. Não entendia nada sobre séries e programas de televisão, também conhecia muito pouco de filmes, preferia documentários, o que é meio chato, com toda aquela infinidade de filmes fantásticos baseados numa realidade melhor e mais interessante, eu prefiro logo aquilo que retrata a realidade que já vivo diariamente, porém de uma visão diferente:
- Claro que ele está morto, é apenas um fantasma que assombra a casa, a garota o vê porque eles são algo como almas gêmeas ou algo assim – dizia Tae
- Pare de insistir nessa história de almas gêmeas, você se impressiona demais com as coisas que lê na internet, seja mais original. Concordamos que ele é um fantasma, mas como um fantasma poderia influenciar tanto a vida de alguém? E como ele consegue tocar a garota? Não faz sentido que um espectro interaja tanto com a realidade. – rebatia Hoseok.
Eu realmente não entendo nada dessa coisa de séries:
- Hobi, isso é uma série de fantasia, tudo é possível, inclusive que um fantasma interaja com o mundo físico mesmo sendo um espectro. Não se baseie tanto na realidade, se quer fatos, vá ver documentários. – Tae continuava, eles nem sequer prestavam atenção no que aontecia na televisão, apenas discutiam o que já havia acontecido, pouco se importando com o que acontecia no presente da série.
- Acho que devo ir embora, está escurecendo – interrompi a discussão, fazendo com que os dois me olhassem, desviando a atenção da série.
- Tudo bem, eu lhe acompanho até a porta. Tae, pode lavar as xícaras, por favor? – Hoseok disse, olhando esperançoso para Tae.
- Eu lavei a louça do almoço, mas vou te dar essa chance porque estou de bom humor hoje – respondeu o mais velho.
Hoseok me acompanhou até a porta, a abrindo e dando espaço para que eu passasse. Nos despedimos com mais um longo abraço, agora sem mais todas aquelas lágrimas dramáticas cheias de saudade, apenas um abraço. Prometi que voltaria outro dia, então fui embora.
Andei rapidamente, tentando chegar antes que a noite. Estava realmente bem mais frio do que antes, fazendo com que eu me encolhesse dentro do casaco pesado. Ao chegar na rua do prédio, corri um pouco, logo entrando e sentindo o ambiente um pouco mais quente. Estava subindo as escadas quando ouvi alguns passos atrás de mim, que subiam desritmadamente a escada. Olhei para trás, vendo Jimin carregando um monte de sacolas nos dois braços, parecia prestes a cair por conta do peso:
- Oh, olá Jimin. Quer ajuda com isso? – perguntei.
- Se não for muito incômodo... – disse, quase desequilibrando e caindo escada abaixo.
- Claro que não.
Peguei metade de suas sacolas e subimos as escadas juntos, quando chegamos em seu andar, o ajudei a levar as sacolas até seu apartamento:
- Acho que tivemos alguns problemas, pisamos muito no pé esquerdo. Espero que esteja tudo bem – eu disse, largando as sacolas sobre sua mesa.
- Claro, está tudo bem. Jungkook está melhor agora, e eu estou muito bem com Tae. Eu só passei muito tempo nesse amor platônico pelo Jungkook, foi meio difícil de digerir quando ele apareceu falando que estava namorando, não vou te culpar ou te tratar mal por isso – ele disse, logo sorrindo. Seus olhos formavam dois riscos inclinados quando sorria, era tão fofo. Percebi que tinha pintado o cabelo, o tom escuro ressaltava suas bochechas fofas e os olhinhos de azeitona.
- Acho melhor ir, Jungkook deve estar preocupado.
- Okay, até logo.
- Até.
Corri mais um pouco até meu apartamento, esperando que Jungkook estivesse lá. Quando abri a porta, senti um cheiro agradável de comida. Entrei e andei até a cozinha, vendo Jungkook cozinhando enquanto cantarolava algo, muito bem por sinal. Jungkook tem uma bela voz, o ouvi cantando poucas vezes, apenas no banho, ou enquanto fazia algo como cozinhar ou limpar, quando estava distraído no caso:
- Cheguei – disse, vendo o maior dando um pequeno pulo de susto.
- Olá, hyung. Como foi com Tae e seu velho amigo?
- Bom, sentia falta do Hoseok. Ele foi para a escola de padres quando éramos adolescentes, foi bom saber que ele conseguiu se manter o mesmo Hobi de sempre. Como foi na sua faculdade?
- Enquanto esperava que checassem todos os outros documentos, dei uma olhada nos cursos, pensei se não deveria começar a fazer música, queria isso há bastante tempo, mas meus pais sempre foram contra essa ideia.
Sorri. Sabia como Jungkook era apaixonado por música, e como tinha jeito para a coisa:
- Saiba quê,independente do que escolher, eu vou te apoiar. Sempre.
 - Eu sei disso Hyung, é que... - falou soltando um suspiro frustrado - eu fiz de tudo para conseguir satisfazer os desejos dos meus pais, sempre fui um filho que meus pais de orgulhavam de falar, mas quando eu finalmente levanto e falo o que eu quero eles me rejeitam! - disse agora um pouco irritado
 - Kook, não fica assim! Você vai conseguir fazer a faculdade que tanto deseja, só tenha um pouco de paciência! Mesmo que demore você vai conseguir fazer o que tanto quer - digo o abraçando por trás e esfregando minha cabeça em suas costas. Sim, quando estou com sono fico como um gato e me esfrego em qualquer coisa que eu esteja apoiado
 - Espero que esteja certo, não aguento mais isso! - falou soltando mais um suspiro voltando a fazer comida
 Meus momentos com Jungkook não tinham nada de especial, éramos afetuosos e carinhosos de vez enquanto, muitos dias nossos eram rotineiros e não tínhamos muitas coisas para fazer as vezes. Depois que comemos, fomos sentar no sofá aonde Kook me ajudou a escrever um poema, pois segundo o mesmo: escrever letra de musicas (coisa que o mesmo tem muita pratica) não é muito diferente de escrever pormas. A partir daquele dia em diante eu nunca mais iria ficar sozinho, pois até em minha assinatura Jungkook me acompanhava.

Min Yoongi & Jeon Jungkook 



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