História BitterSweet - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Derek Hale, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Personagens Originais
Tags Sterek
Visualizações 290
Palavras 1.970
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem da minha fic <3 É a primeira que posto aqui no Spirit! =_)
Eu confesso que gosto muito da dinâmica desse casal, mas apesar de tentar seguir um pouco a personalidade dos personagens da série, para se adaptar melhor ao contexto, enredo e mitologia que estou criando por trás dos personagens não prometo estar fidedigno aos originais. Mas tenho certeza que vão gostar! XD
Beijos e boa leitura! =_)

Capítulo 1 - Counting Stars


Derek estava distraído, a música alta do lugar já podia ser ouvida quando chegou com sua enorme Harley Davidson, que se destacava no grupo de dez lobos. Era o Alpha deles, e por isso, portava a maior das motos. Também, sua roupa dizia muito de sua posição, jaqueta de couro negra, com os detalhes metálicos, uma regata branca por baixo, calça jeans negra e o coturno com ponteira metálica, que usava para chutar, vez ou outra, os inimigos de seu clã. Além, é claro, do mais importante, o grande cordão de ouro no pescoço, com o símbolo de sua família. 

Pertencia ao clã Hale, o mais famoso da região. Moravam em uma floresta que sua família pertencia, fazia fronteira com quatro pequenas cidades e não era muito longe de Diamond City. ´A cidade grande´, como era conhecido pelos lobos desde pequenos, já que era ali que iam para extravasar sua testosterona. Particularmente em um ambiente, o Piston Cup. Um lugar grande, com um ringue de lutas para os diversos clãs poderem testar suas forças. Não era nada oficial, era algo para os jovens lobos não se matarem em lutas territoriais. E beberem muito. E esquecerem as obrigações de seus clãs. 

Apesar da presença quase que majoritária de lobos de diversos lugares, haviam também vários humanos, o que tornava ainda mais tentador aos jovens cheios de testosterona. As mulheres que iam eram bonitas, e, para as lobas, haviam os rapazes mais solitários. 

O Alpha do clã Hale entrou em silêncio, como sempre fazia, e foi até o seu lounge particular. Uma mesa redonda com vários assentos, cinco garrafas de uísque, energético e alguns petiscos. Um rapaz havia acabado de cair. Era um dia bom, seu irmão mais novo havia acabado de ganhar idade para ir ao lugar. 15 anos. E, parecia já um homem feito. Os outros membros do clã riam e ajudavam o menor a beber e a se distrair, e vira o irmão ir dar uns socos. 

Derek tinha muitas coisas para pensar, e não estava disposto ainda para lutar. Mas sabia que hora ou outra seu sangue ferveria e pediria por sangue nos punhos, e assim o faria. Precisava também de uma mulher. Qualquer uma. Já faziam alguns dias desde que se deitara com alguém, e a necessidade física do corpo era mais um agravante à sua mente. 

Era o futuro líder do clã, e isso lhe tirava o sono. Não gostava da politicagem que o pai estava envolvido, também não gostava da ideia de ainda não ter marcado ninguém como seu Beta. Ninguém lhe olhara da forma especial, afetiva e forte como precisava. Um Alpha precisava de um Beta ou de uma Beta. Alguém que sempre pudesse contar. Queria que fosse uma mulher, pois assim poderia dar uma linhagem direta ao seu clã. Ou um ômega, um rapaz que pudesse fazer o mesmo papel. Porém, mais importante do que tudo, precisava disso antes de assumir seu papel no clã. Em todos os casos, marcaria um de seus amigos Betas, mesmo que isso significasse ter que se casar depois, com qualquer uma. 

Não muito distante dali, uma alma estava penando. Stiles Stilinski, filho único e adotivo de um casal gay dormia no banco de trás do carro de suas duas melhores amigas. O garoto roncava, passara o dia fazendo as mais variadas coisas e pegaram a rodovia de Goodneighbor logo as dez da noite para chegar a badalada Piston Cup, onde suas amigas pegaria alguns garotos enquanto ele, ficaria sentado comendo alguma coisa. 

O garoto já disse que tudo estava dando errado quando tiveram que ficar quase vinte minutos na pequena fila ao lado de fora do lugar. Enquanto isso, uns caras mal-encarados iam entrando, sem dar explicação a ninguém. Dentro era quente e úmido. Tinha cheiro de fumaça de boate e um pouco de suor, além de... 

A cara pasma do garoto ficara clara quando viu um homem nocautear outro no meio do salão, como uma exibição comum e o frenesis do público ante tal coisa. Resmungou algo como ser ilegal e recebeu o olhar reprovador da amiga, que lhe levou ao bar. Se sentaram e ficaram ali um pouco. Stilinski sorveu da primeira alcoólica bebida da noite, sua amiga que iria dirigir de volta ficou resmungando palavrões, enquanto a outra já começava a beber e a se divertir. 

– Alisson, só porque você não pode beber, não quer dizer que não pode se divertir. – Disse Stiles, encostando-se no balcão, com certo sono, mas logo se aquecendo com a bebida doce. – Olha só esses... Rapazes grandes... E... Suados – Disse Stiles, arqueando as sobrancelhas enquanto olhava ao redor. Realmente, o lugar parecia repleto desse tipo de cara. Grandes. De Regata e Suados. 

Abanou a cabeça, pensando em outras coisas. Pediu uma porção de pedacinhos de frango frito, que dividiria com Alisson, enquanto a outra amiga já se enturmara com uma outra garota e ambas iam dançar juntas. 

– E ela não se decide novamente... – Disse Alisson, rindo. 

Malia era a melhor amiga de Alisson e Stiles, e era abertamente bissexual, porém, ela gostava muito mais de garotas e isso já ficara bem claro para eles. 

– E você, quando é que vai se decidir? – Perguntou Al ao rapaz, com um sorrisinho típico. 

– Me decidir do quê? Eu já me decidi, quero frango frito para comer e beber essa bebida doce até desmaiar. 

– Credo, você só pensa em comida. E está fazendo isso de novo, desviando do assunto. 

O rapaz deu um sorriso silencioso enquanto encarava o rapaz do bar trazer aquela porção minúscula que tirou resmungos de Alisson e Stiles. Ambos pegaram o molho e começaram a comer lentamente, enquanto conversavam sobre as maiores futilidades do mundo. O moreno sabia desviar de assuntos que lhe incomodavam. Se viraram e ficaram observando garotos começarem a lutar. Era divertido até. Ilegal. Mas divertido. 

 

Chegara a hora, Derek estava se sentindo melhor depois da garrafa que tomara. Por fim se levantou, não cambaleou, uma garrafa não era suficiente para que seu metabolismo super-acelerado se afetasse. Apenas sentiu-se mais disposto e quente que o normal. O coração disparado em adrenalina. Era a hora mais esperada da noite e a música pareceu ficar ainda mais alta. Ali estava um dos filhos dos Warlocks, um clã quase que rival ao próprio. Sua família os detestava, e ali seria como acertariam um pouco as diferenças. 

As apostas eram em dinheiro e rolavam soltas, dinheiro não lhes era problema, mas muito mais que isso, o Hale queria ganhar. Não tiraram jaqueta, nem deram as mãos como sinal de boa conduta. Ali valia tudo. Menos se transformar. E Derek só sairia quando o outro estivesse com a cara um pouco estragada. 

Assim, quando a música acabou e começou a outra deu início a pancadaria. Tentavam se atingir, mas os movimentos de ambos eram muito rápidos, mais rápidos do que para qualquer humano acompanhar, desviavam-se, e tentavam se atingir. Eram impenetráveis ao golpe um do outro. Derek sorria, o outro parecia estar começando a se cansar E... 

Sentiu como se o tempo parasse, e o ar parasse, e por um tempo. Sentiu como se havia explodido ali e se transformado no grande lobo negro que era. Sentia as próprias patas, imensas, pesadas, afundando-se na terra. Cheiro de capim e mato, os seus cheiros favoritos desde pequeno lobo. E sangue, sangue dos inimigos nos lábios. E logo, sentiu a pupila se dilatar como se houvesse usado alguma droga dos humanos. E, viu uma imagem estranha, uma figura debochada que lhe olhava ao fundo. As luzes fracas e a pupila dilatada, recebendo toda a luz não lhe permitiu ver completamente. Mas sentiu o seu cheiro, e assim, o gravou. Sentiu o maxilar trincando quando recebeu o golpe no queixo, e cambaleou para trás. Agora, o gosto de sangue era seu. 

O tempo voltou ao normal, e cambaleou. 

– Ah! O grande Hale! – Gritou o outro, com desprezo, se sentindo vitorioso por ter-lhe dado um soco, por ter conseguido arrancar de Derek primeiro o sangue. 

Mas tudo aconteceu tão rápido. O lobo negro avançou sobre ele em sua forma humana, mesmo que recebeu um ou dois socos no rosto, o Hale conseguiu desferir dez. Quebrou nariz, partiu lábio e o socou, apenas pelo fato de houver lhe tirado daquele devaneio rápido, delicioso e marcante. Assim que o mesmo caiu, começou a lhe chutar com o coturno que tinha bico de ferro, quebrando costelas, com raiva. O cheiro do lugar ofuscava aquele cheiro maravilhoso. Único. Seu. Dele. Não sabia bem. Ali haviam tantos lobos, poderia ser qualquer um, qualquer uma. Apenas queria-o novamente. Então, assim que acabou de chutar, sentiu o povo lhe ovacionar e lhe cercar. 

Não, não queria os elogios dos amigos naquela hora, que lhe sufocava, que apagava o cheiro que queria. 

 

Stiles estava cansado já depois de apenas uma hora no lugar, então falou para Alisson que iria à casa de seu tio. Já iria dormir ali mesmo, os pais estavam trabalhando. Um era médico e estava de plantão, e o outro, igualmente mas por ser policial. As amigas ficariam até mais tarde e como tinha aulas importantes no dia seguinte... Saiu rápido daquele ambiente assim que deixou alguns dólares para amiga pagar o seu consumo. Não que estivesse bêbado de todo. Mas não conseguia ver muita coisa, algo estranho lhe acontecera. E o estômago estava estranho, queria vomitar, e, ao mesmo tempo, queria cair. 

Havia um táxi não muito longe dali, parado em seu ponto, apenas a espera de um passageiro bêbado o bastante para pagar um absurdo por uma viagem. Em sua cabeça, havia espaço entre aquelas motos enormes do estilo rockeiro da vida. Ou teria que dar a volta maior, que não seria assim tão grande, mas que em sua cabeça naquele instante parecia uma odisseia. Passou entre duas motos perfeitamente alinhadas, e não sentiu a alça da camisa se prender ali e se fisgar, rasgar-se e puxar o guidom de um dos veículos. Assim que a física fez seu trabalho, ouviu apenas um estampido muito alto, e, uma após uma, dez motos caíam, inclinadas, perfeitamente amassadas. 

Deuses do Olimpo. Morreria ali. 

Era isso, o segurança não estava mais na porta externa, não havia mais nenhuma falsa fila. Era apenas ele, e não sabia se o motorista do táxi havia visto ou não. De qualquer forma fez o mais racional. Correu até o táxi como um covarde e pediu, como em um filme clichê. ´Vai vai vai´. 

 

Derek já estava mais calmo, e recebeu ameaça do clã inimigo, mas, eles perderam e estavam apenas fazendo o papel de mau-perdedores. Deixou o irmão se divertir mais um pouco, tal como os amigos, que iam a uns cantos mais. Privados. Para se divertirem daquela forma. Uma ou outra garota humana lhe deram em cima, mas o cheiro havia lhe embriagado o suficiente para que não desejasse nada mais do que ele. E assim, tentou, procurou por todas as garotas e fez o impossível, tentou sentir até o dos homens dali. Mas eram todos almiscarados, cheiros fúteis e asquerosos, perto do cheiro de terra molhada e capim, com manhã e chuva. Seu cheiro favorito. Inocência misturada com aventura. 

Não precisou pedir para que os seus companheiros lhe acompanhassem para fora. E. Quase rosnou audivelmente ao ver suas motos tombadas no chão, com arranhões, feios e inúteis. Iria rolar uma morte naquela noite. Será que o mau perdedor havia chegado a esse ponto? Não. Não faria isso, e, viu o culpado. Se aproximou e pegou o pequeno pedaço de pano assim que viu, preso no guidom de sua moto. Iria matá-lo. Aquele infeliz que havia feito isso. Mas. Assim que aproximou o pedaço de pano do nariz, sentiu novamente o cheiro. O cheiro delicioso e hipnótico, e sentiu a esperança ressurgir. Sentiu que era ele, ou ela, provavelmente, seu parceiro para toda vida. 


Notas Finais


Qualquer comentário é muito bem-vindo para agradar esse novato escritor. <3


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