História BitterSweet - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Derek Hale, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Personagens Originais
Tags Sterek
Visualizações 566
Palavras 7.158
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


If you liked it then you should've put a ring on it | Se você gostava então devia ter me dado uma aliança

Singles Ladies (Put a Ring On It) | Solteiras, coloque uma aliança nelas!
Beyoncé.

Capítulo 14 - Single Ladies (Put a Ring On It)


– Deixa que eu faço toda a parte falada, ok? – Avisou o humano.

Derek apenas resmungou enquanto saía do carro com Stiles. O lobo apenas acompanhou o garoto quando entraram no hospital. Os corredores estavam vazios, ou quase vazios. Havia uma enfermeira e, mais adiante o pai tomava um café.

– Stiles?! – Falou o médico, se aproximando a passos rápidos do filho – Derek?! Céus...

– Eu cai de moto – Falou o garoto, vendo o pai logo pegar seu braço e analisar.

– Céus, como?! Você ligou para seu pai? Alguém bateu em você?

– Não e... Não. Foi só o trabalho do peso sendo realizado. Eu caí. Foi só. – Explicou o garoto, olhando para Derek.

– E você liga... para ele, ao invés dos seus pais? – Perguntou o Stilinski mais velho. Olhando diretamente para Derek.

– Na verdade meu celular caiu junto e se quebrou, Derek estava só passando.

– Só passando... sei. Vêm, vou fazer um curativo.

– Tudo bem – Falou Stiles, entrando nas profundezas do hospital com o pai e o namorado.

– Caiu com sua moto, e ainda é só quinta-feira – Resmungava o pai, enquanto olhava os ferimentos.

Não eram ferimentos de uma queda de moto.

– Como conseguiu esses arranhões? – Perguntou o pai, observando os cortes longitudinais e perfeitamente espaçados pelos braços – Parece que foi atacado por uma besta selvagem.

– Foi na rodovia, caí para perto da borda e rolei, acho que foram umas raízes de árvores. – Mentiu Stiles.

– E o que fazia na rodovia? – Voltou a questionar, talvez fosse melhor ficar mais calado, agora tinha de responder.

– Fui dar uma volta com meu amigo...

– Humm... Eu francamente não sei onde estava com a cabeça, lhe dar uma moto... – Advertiu o médico e pai do garoto – Bem que seu pai disse... E que amigo é esse?

Derek rosnou levemente, algo que talvez apenas Stiles pudesse ter percebido já que o pai estava concentrado demais tratando dos ferimentos já tratados anteriormente nos braços do filho. O telefone do médico começou a tocar, deixou de tratar o filho rapidamente para atender ao marido.

Stiles e Derek se olharam. Apenas calados.

– Seu pai. – Disse o médico, com um semblante sério para o filho e logo começou a falar novamente com o marido no celular – Ele está aqui Noah, está tudo bem... Foram só alguns arranhões... O “namorado” trouxe. É... Você leva a motocicleta dele? Ok. Eu imaginei, quão arruinada? Céus...

Stiles sentiu os olhos do médico analisar seu corpo, o pai desligou o telefone, Stiles tinha um olhar fixo no braço, felizmente os arranhões não pareciam assim tão feios. Talvez em algumas semanas seriam apenas uma lembrança ruim.

– Seu pai disse que a motocicleta está arruinada. Na verdade, ele pensou que você até poderia ter tido algum trauma sério...

– Minha pobre vespa... – Murmurou Stiles.

– Você está se ouvindo?! – Perguntou o pai nervoso – Está falando da moto, enquanto poderia estar severamente machucado, ou pior, morto.

– Tudo bem... – Falou o jovem humano, olhando para baixo, para os próprios dedos – Talvez se eu tivesse uma moto mais segura... Talvez uma Kawasaki... Ou talvez uma Hornet... São realmente seguras, sabe?

Derek riu, e recebeu em troca um olhar mortal de Stiles. O lobo apenas ficou com o semblante de diversão, dando as costas e indo até as janelas com persianas, observando o exterior do hospital.

– Claro, por quê não. Vou lhe dar uma Harley Davidson, com aquele motor gigantesco para você correr à 300km/hr – Falou o pai, com um sarcasmo tão parecido quanto o do garoto.

– Você parte meu coração papai – Falou em ironia Stiles, gostava de motos, era fato – Ok, talvez seja tempo para um carro... meu aniversário afinal está chegando... dizem que há ótimas BMWs no mercado...

– É claro que existem, mas para você acho que eu e seu pai teremos que comprar um tanque de guerra – Respondeu o pai, continuando com o sarcasmo – Sem dirigir por um tempo. Você vai esperar aqui, vou pedir para seu pai vir lhe buscar.

– Derek pode me dar uma carona – Falou Stiles, vendo Derek se virar, assentindo.

– Vocês dois não estão indo rápido demais com isso? – Perguntou o pai, sem querer naquele momento ser tão ‘coruja’, mas achava estranho. Até quatro dias atrás o filho nunca falara sobre garotos ou garotas.

– É só uma carona pai – Respondeu Stiles, saltando da maca.

– Onde pensa que vai? Ainda não terminei, precisa tirar a camiseta. E vou te dar uma antitetânica.

– É o que?! – Falou o humano. A face começou a ficar pálida rápida demais.

– Uma antitetânica, você sofreu um acidente, se cortou, precisa tomar ao menos uma antitetânica.

– Eu estou perfeitamente bem pai, foram só alguns arranhões.

– Stiles, tire a camiseta, eu já volto com a vacina.

O pai falou sério, saindo do escritório indo preparar a vacina para o filho.

– Eu vou te matar – Falou Stiles, em um tom de sussurro, pois não sabia se o pai voltaria a qualquer instante – Primeiro atacado por lobos, agora tomar injeção

Derek resmungou baixo, em pequenos rosnados interiores, olhando o drama do rapaz. Cruzou os fortes braços.

– Se eu devesse tomar algo, era uma antirrábica – Continuou o humano.

– Lobos não têm doenças, temos um sistema imunológico a prova de doenças comuns.

– Claro, só não têm bom senso – Falou Stiles em retribuição.

Foi tirando a camiseta, deixando o corpo pálido e cheio de pintinhas à mostra. Haviam alguns hematomas demarcando o corpo e, no ombro, seus dentes ainda marcados igualmente. Stiles se lembrou disso.

– Droga – Resmungou, passando os dedos no ombro. – Ele vai ver... – Disse, nervoso, olhando para o lobo, que apenas encarava o corpo do namorado.

– Ele vai – Respondeu Derek simplesmente, dando de ombros – Uma hora ou outra eles vão ter que ficar sabendo.

– O que?! De toda a coisa de lobos, talvez eu possa conta e me livrar da injeção! – Falou um esperançoso Stilinski.

– Não, idiota – Derek falou nervoso. – Ninguém pode saber do nosso segredo. Estou dizendo que uma hora ou outra eles vão saber que eu sou o macho da relação.

Derek deu um sorriso que Stiles ficou carrancudo em seguida.

– Eu realmente te odeio, pulguento – Falou o garoto, logo vendo o pai entrar com a injeção.

Stiles ficou ainda mais pálido, já ficando com os olhos marejados.

– Tudo bem, talvez você tenha que segurar ele – Disse o médico, olhando seriamente para Derek.

O lobo apenas sorriu, se divertindo, mas logo recebeu um olhar sério do médico.

– Eu digo sério – Falou o médico, o filho odiava injeções.

Desde criança sempre dera trabalho dobrado para tomar todas e, mesmo depois de grande ainda ficava relutante, já se movia a todo instante, tentando se livrar das mãos e da agulha.

– Se você não ficar quieto vai doer o dobro.

– Por favor pai, nem saiu sangue, eu não preciso disso. Oh céus, oh céus.

Escondeu o rosto e fechou fortemente os olhos, sentiu algo pegar em suas mãos. Eram as mãos de Derek, o lobo olhava-lhe com calma e com certa diversão pela cena. Ficou perdido nos olhos do maior e, logo sentiu o pai lhe colocando o adesivo de carinha feliz no braço.

– Só tenho os adesivos infantis aqui – Explicou o médico, logo olhando para as mãos dadas. – Agora, os dois, direto para casa – Avisou o Stilinski pai, – Eu vou sair em três horas, tentem não se matar no meio tempo.

– Vamos tentar – Stiles disse.

– E, Derek, – Continuou o pai – ele têm que ficar no mínimo três horas acordado, depois de um trauma eu gosto de que os meus pacientes fiquem acordados por um período.

– Ah, vamos ficar bem acordados – Disse Stiles sorridente, o pai entrecerrou os olhos. Derek se questionou como é que Stiles tinha tanta coragem em falar algo do tipo para o próprio pai e, ele mesmo ficou levemente envergonhado pelo comentário do namorado.

– E Derek. – Continuou mais uma vez o médico.

– Hum? – Questionou em um murmuro o lobo.

– Não morda meu filho novamente – Apontou o pai para o filho que já vestia a camiseta. Quando Stiles terminou de passar a cabeça pela gola da camiseta o rosto antes pálido se tornara um pimentão vermelho.

Derek começou a corar fortemente agora, toda sua pose de “machão” se desmanchou ante o pai do garoto.

– Eu...

Não sabia realmente o que dizer, apenas disse:

– Tudo bem.

Estar com um lobo não era a coisa mais segura do mundo, uma mordida ou outra aconteceria ocasionalmente, mas nem Stiles nem Derek conseguiram responder nada mais ao Sr. Stilinski, então apenas foram para o carro e, de dentro, o humano ligou para o pai do celular de Derek, perguntando sobre sua pobre vespinha, agora que jazia morta e pronta para algum ferro-velho.

– Eu realmente gostaria de ter uma Kawasaki... Uma Kawasaki verde... – Falou Stiles, depois de desligar o telefone e pensar nostalgicamente na motocicleta que lhe acompanhara desde que tivera idade para tê-la, aos 15.

Ela não corria, de fato, mas lhe concedera certa liberdade durante um tempo.

– Verde? – Indagou Derek, não era uma cor muito comum para se querer veículos.

– É minha cor favorita, céus, e ainda se diz namorado ou algo assim – Resmungou Stiles.

– Eu sou seu namorado – Afirmou um Derek resmungão e dirigindo o carro, falou: – Preto.

– O que?

– Preto, é minha cor favorita.

– É claro que é – Respondeu Stiles, olhando para Derek e depois para os braços – Será que essas marcas de guerra vão sair?

– Provavelmente... – Afirmou Derek.

– E tem certeza que não vou virar um lobo também, ou lobisomem, ou algo do tipo?

– Tenho certeza.

– Então sou só um idiota com arranhões de lobo... – Resmungou Stiles.

– Um idiota vivo, ao menos – Respondeu Derek, olhando para Stiles e depois novamente para frente.

– Nunca duvidei que sairia vivo – Falou o rapaz, encolhendo-se no banco, olhando para Derek.

Derek deu um curto sorriso,

– Nem eu. – Disse ele, voltando em questão de segundos para sua expressão de seriedade habitual. – Você nunca mais vai ter que ter essa dúvida, não vou sair de perto. – Continuou ele, agora voltando o olhar para a direção.

– Você é o tipo de namorado grudento, não é? – Perguntou Stiles, com seu típico humor ácido, fazendo uma expressão que beirava o nojo. Derek deu de ombros.

O lobo colocou a mão nas pernas do namorado.

– Vou perguntar hoje aos meus pais se posso ir domingo.

– Talvez eu quem devesse perguntar – Afirmou Derek.

– Derek.

– Hum? – Questionou o lobo, virando novamente o rosto para encarar o seu Stilinski.

– Você cuida dos lobos maus, eu cuido dos meus pais, ok?

– Tudo bem, os lobos são menos assustadores – Confessou Derek.

– E quem é aquele cara? O Wolf...

– Wolfgang, primo – Derek apertou o volante, mas logo deu um curto sorriso – Ele é um bom amigo, além de primo... – Falou assentindo, lembrando dos bons momentos da juventude com o primo, tudo o que aprontaram. – Ele vai se casar, veio para a iniciação, como sempre faz... Vai se casar aqui na nossa floresta, por isso já veio para pedir a permissão aos meus pais. Seremos padrinhos.

– Espera, o quê? E quando ia me contar que eu seria padrinho de um casamento?

– Não é grande coisa... Vamos só... Ser padrinhos do casamento.

– É claro que é uma grande coisa. Ser padrinho é tipo... Sabe, O poderoso chefão? Ser um padrinho, tem uma grande responsabilidade.

– É, ele talvez alguma hora me peça para matar alguém por ele – Concordou Derek, pensativo, logo olhando para Stiles – Então talvez seja uma grande responsabilidade.

– E você matou aqueles lobos?

Derek assentiu, em silêncio.

– Isso é muita loucura... – Sussurrou Stiles.

Derek parou o carro na frente da casa de Stiles, descendo e indo para dentro com ele, esperaria os pais chegarem. O humano pegou um pouco de refrigerante e algumas porcarias para comerem no quarto. O lobo se deitou na cama do namorado, olhando para o teto enquanto Stiles ficou ensaiando o que diria aos pais.

– Talvez seja melhor você ir já... – Murmurou o rapaz de olhos amendoados, olhando para Derek. Recebeu em troca um olhar intenso – Não estou te mandando embora... – Principiou, mordendo os lábios – Ok, talvez eu esteja... – Deu um pequeno sorriso.

– Eu percebi que não sei nada sobre você – Falou Derek, seriamente, ainda complexado pelo que as amigas de Stiles haviam lhe dito.

– Você já sabe o meu nome, o dia do meu aniversário e minha cor favorita. Não tem mais o que saber.

O lobo resmungou baixinho, ficando sentado na cama, mesmo que de forma relativamente relaxada, com os braços para trás, os cotovelos apoiados no seu colchão, as pernas entreabertas.

Terrivelmente convidativas.

– Não é isso... eu queria saber... Mais – Falou o homem.

– Isso funciona com casais normais – Falou Stiles, virando-se para um caderno de anotações aberto, via algumas coisas escritas. Lembranças do que tinha que fazer, matérias que tinha que estudar e, desde que conhecera o lobo, ela só aumentava, mordeu os lábios – O que você quer saber? – Perguntou de costas para o homem, um tanto quanto ríspido.

– Você nunca me contou da sua infância... – Murmurou Derek, ficando mais sentado, era algo que queria saber.

– É algo simples... eu fui abandonado, não há muito o que se saber. Meus pais, eles me pegaram na adoção, acho que foi quando eu tinha 3, ou 4 anos. Nunca quis realmente saber.

– Nunca quis saber sobre sua mãe? – Questionou o lobo, direto.

– Ela me pariu, é o bastante – Stiles realmente queria evitar esse assunto.

Talvez não se importasse realmente com seu progenitor, talvez tivera um papel ainda menor do que a mãe. Já imaginara várias coisas, já imaginara como sendo filho de alguma prostituta, que teve um “acidente de trabalho”, e na época não tinha dinheiro suficiente para um aborto ilegal, então escolheu lhe expelir para o mundo.

Apertou tanto a caneta que o acrílico quebrou, derramando a tinta azul da mão para o chão.

– Droga! – Resmungou, vendo a sujeira que depois teria que limpar.

Derek não pediu desculpas por perguntar algo do tipo. Não fazia o tipo dele pedir desculpas, não para aquele tipo de coisas, uma hora ou outra os pensamentos de ambos teriam que estar em sincronia de qualquer forma. Se aproximara e pegara alguns lenços de papel, ajudando a secar a tinta que manchara o tecido de papel.

– Você realmente deveria ir... vou pedir para meus pais... domingo, a que horas?

– A partir das oito.

– Da noite?

– É claro – Disse Derek com humor, dando um sutil sorriso.

– É claro, essas coisas macabras só podem acontecer à noite, é claro.

– Isso e porque a lua só está no céu a noite – Murmurou Derek, levou o indicador ao rosto de Stiles, que lhe olhara intensamente naquele momento.

Derek puxou o rapaz para um beijo suave, lento e molhado. Só de pensar que seu menino humano poderia estar morto a algumas horas... se arrepiava por completo. Se sentia pronto para lutar contra todos os clãs de lobo do globo. Apenas por ele.

– Lua minha, – Murmurou Derek.

Stiles deu o maior dos sorrisos, se arrepiando com o comentário do outro. Não conseguiu se conter.

– Meu sol e estrelas.

Derek não entendeu, mas a piada funcionava para puxá-lo para mais um beijo intenso e cheio de silêncio. Ou melhor, o silêncio era apenas cortado pelo som de seus lábios dançando um contra o outro.

Stiles deslizou as mãos pelo corpo de Derek. Estava aprendendo, pouco a pouco, a gostar do toque seco de Derek, seu toque amargo e violento em suas doses. A língua áspera roçava contra a sua, tentando ao máximo ser suave. Gostava de como Derek tentava lhe fazer carícias delicadas, mesmo que fosse, em partes, incapaz disso.

Já o lobo não conseguia pensar ou raciocinar próximo aquele que a pouco chamara de lua sua. Para um lobo isso significava o mundo. Alguém ser sua lua, era sua energia, seus sonhos e aquele para quem uivaria nos dias escuros.

Ser a sua lua era muito mais do que qualquer outro significado que pensava existir. Não pensava em nada além do rapaz. E como a gravidade perto dele parecia diferente. A sutileza acabou quando os materiais escolares do garoto foram ao chão. O colocou sentado em cima da mesa de escritório de seu quarto.

Lhe beijava o pescoço com vigor, boca e saliva mesclando-se à pele muito pálida, enquanto sentia o próprio cheiro marcado na pele de Stiles. Sorria grande enquanto sentia aquilo, aquilo que mostrava que Stiles era seu, tão e somente seu. Enquanto isso as mãos ásperas do homem deslizavam pelo corpo delgado do rapaz. O humano era todo gemidos. Curtos e abafados.

Não pensava,

sentia.

O lobo veio entre suas pernas, deixando o corpo ali. Derek sabia ser dominante, sabia lhe agarrar de uma forma muito especial. Supunha que era assim estar com um outro homem. Era sempre intenso.

Sempre forte.

E como era forte, não conseguia evitar de passar as mãos pelos braços de Derek e sentir o quão legitimamente malhado ele era.

“Dá até raiva”, pensou Stiles, o único que conseguia pensar em algo do tipo em um momento como aquele.

E depois sentiu Derek lhe beijar o pescoço, sentiu o homem explorar suas costas com os dedos ásperos, descer os dedos até suas nádegas e lhe segurar, lhe puxando para o corpo.

– Eu vou cair... – Gemeu assustado o rapaz, sentindo Derek lhe segurar com as mãos nas nádegas. Entrelaçou as pernas no quadril do mesmo, agarrou-se fortemente com as mãos em um abraço seguro.

Derek andou até a cama e se sentou na borda, agora Stiles em seu colo.

– Tudo bem, eu não vou cair – Respondeu o humano, deixando-se beijar novamente no pescoço. A barba de Derek lhe raspava na pele, deixando um caminho levemente avermelhado pelo atrito.

O homem lhe explorava com a mão as nádegas. Sentia-se estranho, o coração pulsando rapidamente por essa sensação tão desconhecida de ser descoberto. De se descobrir. Arregalou os olhos e arfou.

O homem lhe tocava lá.

Sim, naquele lugar. Lhe tocava, lhe apalpava. Era tão estranho. Sentia-se envergonhado por partes, tentou esconder o rosto avermelhado. Mas tão logo o olhar de Derek se cruzou com o próprio. E Derek lhe olhava diretamente enquanto lhe entrava com um dedo.

Arfou baixo e os olhos estremeceram, se entrecerrando, mas ainda abertos o suficiente para trocar olhares com Derek.

Seu Sol e Suas Estrelas.

– Ficou mudo? – Indagou Derek, dando um meio sorriso, não era um sorriso habitual, era algo mais para o safado.

Talvez um dos lados de Derek que desconhecia. Talvez uma vida inteira ao lado do lobo e não conheceria todos os multiversos de suas personalidades. Stiles mordeu os lábios e beijou o lobo, que deixou de lhe tocar ali.

Não pediu por mais, mas queria. Era algo diferente e bom. Talvez doeria quando o recebesse, mas de fato não se importaria.

Derek deitou para trás e o seu menino foi junto. Stiles deitou-se sobre o peitoral largo do homem-lobo, para por fim escorregar ao lado e ficar próximo ao rosto do mesmo, se acomodando melhor.

– Eu estava pensando... – Principiou Stiles, olhando para o teto.

– Eu tenho medo dos seus pensamentos, mas continue – Resmungou o maior, cruzando os fortes braços, agora ambos deitados perfeitamente um ao lado do outro na cama.

– Queria ter mais um pouco de experiência, sabe...

– Hum – Resmungou Derek, talvez não gostando de onde o rumo estaria tomando.

– Nunca fiz nada disso... E... – Stiles coçou a cabeça – Talvez seja a adrenalina de quase-morte falando mais rápido.

– Stiles.

– Hum?

– Fala logo.

O menor corou, olhando para o homem barbado ao seu lado.

– Deixa – Falou o humano, se levantando e se sentando na borda.

– Céus, fala logo – Disse Derek em seguida – Para de ser tão adolescente e fala o que você quer.

– Pensei se, sabe – Stiles deu de ombros – Eu poderia... Meio que.

– Meio que... – Derek perguntava com aquele olhar fixo e requerente por informação.

– Meio que chupar você.

Derek olhou fixamente para Stiles. Onde diabos ele havia tido aquela ideia naquele instante. Derek piscou algumas vezes, sem realmente acreditar que o humano estava lhe pedindo aquilo.

– Você não vai me morder como punição pela vacina, não é mesmo? – Advertiu Derek.

– Eu deveria, mas não – Respondeu o garoto, coçando a cabeça, ainda indeciso. Mas estava querendo provar essa ‘experiência’.

– Ok então.

Derek se levantou e começou a desabotoar a calça.

– O que você está fazendo? – Pergunto assustado Stiles, se levantando.

– Se supõe que... Eu tenho que estar com as calças abaixadas – Disse o lobo, sério, apontando o óbvio. Mas Stiles estava tão apreensivo com o que faria que não conseguia raciocinar.

– Ah, é.

Derek desabotoou e abaixou as calças. Estava sem roupas-de-baixo.

– Você não usa cuecas? – Perguntou Stiles, o único capaz de reparar em algo do tipo naquela situação. Tendo um homem como Derek nu na sua frente.

– Não quando eu tenho que me transformar a qualquer momento – Respondeu Derek, indo até a cama e se sentando.

Stiles se aproximou, estava apreensivo, o coração não parava de pulsar.

– Se você não quiser, está tudo bem Stiles – Falou Derek, olhando para o namorado – Não quero que se sinta desconfortável...

Porém o humano lhe tocou de mão cheia no membro e se calou de qualquer coisa, apenas de imaginar o outro dia com ele, o dia em que ele lhe masturbara de forma tão vigorosa e deliciosa...

Arfou.

Endureceu rapidamente. Os hormônios gritando, de ambos.

Stiles lhe masturbava, lenta e deliciosamente, enquanto os olhos amendoados do humano dançavam entre seu membro e seus olhos, até que finalmente Stiles se aproximou mais, o rosto agora a alguns centímetros. Podia quase sentir a respiração cálida dele em seu membro.

Língua,

lhe lambeu sutilmente, por toda a extensão do corpo de seu membro. Arfou e tremeu, aquela sensação deliciosa se espalhando por todo o corpo. Derek sentia todo o corpo vibrar em uma quase ressonância. Parecia que toda experiência com o humano era tão nova e tão deliciosa quanto qualquer outra anterior.

– Droga Stiles, vai – Pediu o lobo, com a voz abafada.

Derek foi mau. Agarrou Stiles e lhe forçou. O humano acabou consentindo à contragosto e engoliu um pouco, engoliu o quanto aguentou. Tinha um gosto diferente de qualquer coisa, tinha o gosto de Derek. Forte e preciso, era o gosto do homem. Chupou-lhe lentamente e, invariavelmente, acabou por acidente roçando os dentes.

– Menos dentes... – Falou o lobo, deixando-se chupar daquela forma. O corpo arrepiando quando Stiles lhe roçava os dentes por acidente. Arrancava suspiros, gemidos e rosnadinhos do maior.

Stiles continuou com os movimentos, lhe engolindo até pouco mais da metade, quente e delicioso dentro da boca molhada. A saliva escorrendo de forma quase vulgar por seu membro e, cada vez que o humano lhe deixava alguns segundos para respirar, apenas queria mais.

E recebia mais.

Aquilo seria a sua perdição, sabia.

Hora ou outra acabaria se perdendo totalmente por conta do humano. Stiles era a maior preciosidade que tinha e não era apenas pelo prazer que sentia com ele. Era tudo, era o seu cheiro, era a energia que sentia quase exalar de sua pele. Lhe fazia se sentir bem e homem, um verdadeiro alpha, independentemente que ele fosse apenas um simples humano.

Estava quase chegando, não queria gozar na boca de Stiles, não sem antes ter sua concessão. Sabia que era demais para ele por enquanto.

“Experiência demais”, pensou.

Mas antes que pudesse falar qualquer coisa, antes que pudesse começar a sentir o momento chegando, ouviu a viatura do pai de Stiles se aproximando.

Com carinho Derek afastou Stiles e desceu o rosto até alcançar a boca dele, lhe beijar carinhosamente e lhe acariciar o rosto. Stiles parecia corado, parecia eufórico. Sabia que ele estava com vergonha por fazer algo do tipo, por estar ali entre suas pernas de forma tão passiva.

Não queria o assustar, não queria que ele se sentisse inferior por estar ali. Pelo contrário, sentia-se na obrigação de o guiar pelas descobertas futuras de seus corpos. E mesmo que com vergonha, o rapaz pedia por explicações no olhar, explicações para o porque de tê-lo interrompido.

– Seu pai... Está chegando – Explicou.

Stiles entendeu e assentiu, engolindo em seco. Ficou calado.

Surpreendentemente calado enquanto puxava as calças e se fechava novamente, colocando a camiseta em seguida. O volume, porém, estava bem marcado na calça.

– Eu preciso usar seu banheiro. – Avisou Derek, com um pequeno sorriso, mas a ainda concentração de Stiles apenas lhe fez apontar a direção.

Será que ele não gostara? Será que ele não gostara de seu gosto? Não gostara de sua textura, de seu tamanho... O lobo ficava complexado enquanto, dentro do banheiro, esperava os ânimos se acalmarem embaixo.

Stiles, ao contrário, estava realmente reflexivo. Fora algo único o que acontecera a pouco. Sua primeira vez fazendo algo do tipo e, aliás, era a primeira vez fazendo tudo com Derek.

Sentia-se estranho, a priori, ter se ajoelhado entre as pernas de um homem, ter chupado o pênis de um homem, ter sentido na boca o gosto de um homem. Mas, quando colocava em uma balança, explicava e pensava para si mesmo que não era “um homem”.

Era Derek.

Pura e simplesmente Derek, o homem que era agora seu namorado. O homem que era seu lobo. Pensava e refletia enquanto terminava de arrumar os materiais caídos no chão pelo quase-sexo na mesinha de escritório de seu quarto.

Tudo bem, faltara um bom tanto para fazerem sexo. Mas em suas poluções noturnas já haviam transado incontáveis vezes. Talvez ali fosse mais um lugar para imaginar e, talvez, alguma hora, realizar.

Ouviu o pai subir as escadas e tão logo abrir a porta.

– Filho! – Exclamou o policial, abraçando o filho com força – Sua moto! Eu... Eu fiquei tão assustado!

O homem tão alto quanto Derek lhe abraçava com muita força, como se não quisesse se afastar nem um pouco. Sorriu e deixou-se abraçar pelo pai.

– Derek está aqui? – Perguntou o pai, entrecerrando os olhos.

– Ele foi ao banheiro – Explicou o filho, assentindo enquanto o pai estreitava ainda mais os olhos.

– E vocês estavam... – O pai deu uma olhada ao redor do quarto, a descarga do banheiro foi acionada, e algo como quinze segundos depois Derek saia com as mãos úmidas.

Stiles discretamente observou o meio das pernas do lobo. Estava normal, ficou levemente corado enquanto Derek se aproximava e cumprimentava o pai. O homem-lobo deu um sorriso gentil, um verdadeiro ator.

– Sr. Stilinski – Falou o maior, apertando a mão do xerife.

– Hale. – Respondeu o pai, com um resmungo – Não quero vocês de portas-fechadas. E... – O policial assentiu levemente – Sam disse que foi você quem achou Stiles.

– Ele estava caído, tinha caído com a moto – Explicou Derek – Por coincidência eu estava passando. Ainda bem que não foi nada grave.

– O importante é saber cair, afinal, não é? – Brincou Stiles, com um meio sorriso.

– É, é – Resmungou de volta o pai, Derek e ele tinham muito em comum.

– Bem, agora que o senhor chegou, eu vou embora.

– Ótimo – Falou o pai, não dando trégua.

Stiles ficou levemente chateado por Derek ir embora, mas o acompanhou até a frente de casa, selaram os lábios rapidamente. Já dentro de casa, o pai via a lista de restaurantes escritos, não eram de preparar o jantar, só de alguns ocasionais fins de semana.

– Pai?

– Oi? – Questionou o xerife, ainda vestido com a farda, embora sem o típico chapéu, nem o “cinturão de utilidades”, como costumava chamar quando pequeno, comparando o pai ao Batman.

– Eu te amo – Falou o filho, com um meio sorriso.

– Eu também te amo – Respondeu carinhosamente o pai, puxando o filho para um abraço e um beijo no topo da cabeça, por ser mais alto – Agora o que você quer?

Stiles deu o maior dos sorrisos.

– Domingo à noite, você e o papai vão estar de plantão?

– Não.

“Droga”, pensou mentalmente Stiles. De todos os plantões de fins de semana que os pais faziam por ano, esse não poderia ser um deles.

– Por quê?

– É que... Eu estava me perguntando...

– A resposta é não.

– Mas eu não pedi nada! – O rapaz fez uma careta de coitadinho, digna de um óscar.

– Peça.

– Eu queria ir domingo na casa do Derek...

– Que horas?

– Oito da noite.

– Não.

– Por favor! Vai ser uma coisa bem legal, uma coisa da família dele, vão fazer uma reunião ou algo do tipo... Vão estar vários parentes dele lá... Scott, meu amigo, vai ir comigo.

O pai resmungou.

– Não, ainda é muito cedo para você já estar indo na casa do namorado. Assim, em um domingo à noite.

– Por favor pai, vamos! Eu já tenho dezessete anos! Eu já sei da maior parte das coisas que alguém da minha idade deveria saber. Sei me defender, e é só uma festinha inocente.

– Que tipo de coisas que você sabe? – O pai cruzou os braços, observando o filho com uma expressão séria.

– Bem... Na teoria, tudo.

– Na teoria?

– É... Sabe... Eu sei me prevenir!

– Então é sobre isso essa festa? Algo que você vá precisar de proteção?! – O pai questionou, impossibilitado de imaginar o filho fazendo tais coisas. Sabia como funcionava. Afinal, também era gay.

– Não! Céus! É só... Uma festa. Por favor pai. Confia em mim. Eu não vou me machucar.

O pai odiava conceder liberdade dessa forma ao filho, sabia o quão perigoso era o mundo. Mas aparentemente o tal Derek parecia um bom rapaz, ou melhor, ao menos não parecia se envolver com coisas erradas e parecia ter uma família decente.

– Tudo bem.

– Eba! Te amo! – O menino beijou a bochecha do pai – Por quase ter morrido, quero Pizza hoje! – Exclamou o filho, apontando para o menu o seu sabor favorito: Pizza ao “Stile” da casa.

 

oOo

 

– Eu não acredito que você se envolveu em um acidente – Disse a amiga Allison, na sexta-feira, observando os braços do amigo.

– Eu sei! – Respondeu Stiles, também observando os braços com as marcas longitudinais que cicatrizaram mais.

– E eu não acredito que você ainda não tem um anel! – Exclamou Malia – Ele te pediu em namoro e nada de anel, nada de uma aliança Cartier, ou uma Tiffany.

– É realmente isso que você está se importando Malia? – Exclamou Allison, revirando os olhos. – Mas já que tocou no assunto, verdade, precisa de um anel nessa mão.

– Eu estou namorando a uma semana – Afirmou Stiles, andando com as amigas, que assentiram, ainda que elas ignorassem o que o amigo havia falado.

As aulas passaram depressa. Stiles estava particularmente feliz, por dois motivos:

1º, estava vivo, depois do ocorrido no dia anterior.

2º, o pai havia-lhe permitido ir domingo à casa de Derek. Seu pai Samuel havia achado Ok a ideia, apesar de Noah ainda resmungar.

Por fim! Iria para à festa de iniciação de Derek. E, por falar em iniciantes, no último intervalo via um rapaz que queria muito abraçar. Era Scott, o garoto havia aparecido no corredor durante a última aula, próximo ao seu armário.

Stiles correu até ele, dando-lhe um abraço, apesar de todas as pessoas no corredor.

– OK, é por isso que estou falando do Anel – Falou Malia, se aproximando alguns segundos depois que Stiles havia já chegado à Scott. – Você é um rapaz comprometido agora, Stiles Stilinski.

Stiles ignorou a garota, observando em uma rápida análise com os olhos o corpo do outro lobo. Scott parecia Ok. Scott apenas assentiu, com um pequeno sorriso. O rapaz colocou a mão sobre o peito.

– Oh, céus, veja ali Malia! – Exclamou Allison, vendo a famosa “lista começar a passar” – Já voltamos! – Exclamou a garota, puxando a amiga junto a si.

Elas conseguiriam entrar no topo da lista da comissão do baile de inverno. Algo que no próximo intervalo já estaria lotado. Fora bom isso ter acontecido, pois assim poderia falar mais reservadamente com Scott. Então apenas observou as loucas de suas amigas se afastarem e por fim, voltou a atenção ao amigo.

– Você está bem?! – Questionou Stiles, vendo o outro rapaz.

– Estou... – Scott respondeu, coçando a cabeça e pegando alguns livros – Bem para vir para a escola e ficar de olho em você – Disse ele rindo. Stiles revirou os olhos.

– Eu me dei bem com um lobo, sai completamente intocado – Falou o humano, cruzando os braços e logo olhando novamente para os próprios braços – Bem, quase.

– Eu consegui pegar... Mas, não fui a tempo, me desculpa – Scott lhe olhou, com a tez enrugada e realmente preocupado.

– Você fez o que conseguiu, e conseguiu bastante, o suficiente para eu sair correndo.

O garoto assentiu.

– Tenho que devolver a tua pedra – Scott levou as mãos ao pescoço, pronto para tirar o pingente. Mas Stiles logo levou a mão às mãos de Scott, lhe impedindo.

– Agora não, fique com você. Um presente temporário.

– Mas eu não posso ficar, pertence ao meu Alpha!

– É só uma pedra, e, afinal, Derek me deu, eu posso dar para quem eu quiser. Fique com ela até eu precisar, ok?

Scott pareceu sorrir de leve, Stiles não imaginava como o objeto era poderoso e, naquele momento, mais do que nunca Scott criava um elo de amizade ainda mais profundo com o humano, não era um presente qualquer, não era “só uma pedra”.

– Ok, mas quando precisar, me peça. E... Acho que você vai ter que falar para o Derek.

– Eu me entendo com o sourwolf.

– Você realmente não deveria chamar o Derek assim... – Falou Scott, sério, mas com um sorriso no rosto. É, talvez realmente Derek fosse um lobo amargo. Mas era o Alpha, então de qualquer forma não tinha como ser um garoto brincalhão – Ao menos não na frente dele – Completou Scott, rindo por fim.

No final da aula, não iria pegar carona com Scott, não mais. Era o próprio Derek quem viera lhe buscar. Não de moto também, mas com a enorme camionete, que, claro, tal como o lobo, chamava a atenção de todos. Stiles foi andando junto com as amigas até o carro de Derek.

– Espero que não se importe, disse que daria uma carona à elas, também – Falou Stiles.

Derek apenas balançou a cabeça e deixou que todos entrassem no veículo, começando por fim a dirigir. Stiles colocou uma música Pop e as amigas começaram a cantar e, depois de um tempo Derek desligou o som, irritado.

Stiles que se sentava ao lado de Derek, olhou para Scott, sentado no banco de trás no meio das duas amigas, sussurrou para o amigo: “Sourwolf”, lobo amargo. Scott sorriu e começou a rir, Derek puxou com força o ombro de Stiles, fazendo o garoto voltar a se sentar novamente, soltou um pequeno rosnado.

– Derek! – Disse Allison, indo até o meio do banco.

– Temos que lhe falar uma coisa – Complementou Malia, indo também ao meio, as duas ficando com os rostos naquele vão, enquanto Scott ficava esmagado e oprimido pelas duas garotas.

– Se for para ligar essa maldita música novamente, eu prefiro bater o carro.

– Beyoncé é ótimo, tudo bem? – Falou Allison, brava.

– E falando na DIVA, como ela mesmo diz: If you like you should put a ring on it. – “Se você gosta, deveria colocar um anel nisso”. Disse Malia.

– Não com esse assunto! – Exclamou Stiles – Derek, aquela árvore, vamos, é só jogar o carro ali.

– Pois é, nosso Stiles merece um belo anel no dedo.

– Um anel? – Questionou Derek, olhando para as garotas, depois para Stiles – Você quer um anel? – Perguntou o lobo para o namorado.

– Eu não pedi nada! Essas malucas que estão com essa ideia.

– Talvez você também devesse usar, Derek.

– Ei, eu mal tenho dinheiro para comprar uma bicicleta, quem dirá um anel! – Respondeu Stiles.

– Não seja bobo, tolinho – Falou Malia, cutucando Stiles – Quem compra é o homem.

– EI! – Gritou Stiles, e Scott riu alto – Meu deus, eu vou tanto matar vocês!

Até mesmo Derek desenhou nos lábios amargos um meio sorriso. Stiles queria matar cada um dos presentes dentro do carro. Emburrou-se no canto.

As amigas foram todo o trajeto dando ideias para Derek, de como seria o anel perfeito para o humano, de ouro branco, ou talvez de platina, para combinar com a pele muito pálida dele. “Talvez uma pedra de ametista dê um toque elegante também”. Derek foi apenas ouvindo e assentindo em silêncio, sorrindo de leve.

Um a um deixou os presentes de dentro do carro, até que apenas ele e Stiles ficaram ali.

– Então... Você quer um anel... – Murmurou Derek, com um meio sorriso, dirigindo agora mais vagarosamente.

– Não, é só elas que querem que eu use um anel.

– Talvez eu realmente devesse lhe comprar um.

– Derek, não. Sério.

– E se eu comprasse? – Perguntou o lobo.

– Eu não usaria, não agora. Não somos casados nem nada do tipo, é só um namoro de uma semana.

Derek rosnou baixo e Stiles olhou para o rosto do homem, um rosto que ficara sério. O lobo havia ido deixar primeiro Scott em sua casa, já que queria dar uma volta a sós com seu namorado. Na volta do percurso, acabou parando na estrada de terra que ligava a vila de lobos com a rodovia. As árvores lhe cercavam.

– Não é só um namoro de uma semana – Disse rancorosamente Derek, trincando os dentes e olhando diretamente para o menor.

– Eu não queria dizer isso... – Resmungou Stiles, recostando-se no banco – É só que... Eu me sinto uma garota quando essas coisas acontecem, quando você me compra joias e me trata assim.

– Por que você simplesmente não para de se preocupar com todas essas coisas? Por que não para de se preocupar com o que parece? Agora eu quero te dar um anel, e você vai usar.

– Não vou – Resmungou Stiles – Você não precisa comprar.

– Eu não vou comprar, vou forjar um – Falou o homem – Sabe o meu amuleto? É, aquele que você deu para Scott, não pense que eu não percebi – Resmungou Derek, Stiles ficou levemente corado – A parte metálica eu quem trabalhei, eu vou fazer um anel para você.

– Um para todos dominar – Falou sombriamente Stiles, com um meio sorriso, destravando o cinto e indo para o colo de Derek – Um Anel para encontrá-los. – Beijou o pescoço do sourwolf. Como gostava agora de chamá-lo assim, ao menos mentalmente.  – Um anel para todos trazer e na escuridão aprisiona-los.

Derek tinha a mandíbula trincada, mas foi relaxando a medida que recebia o seu humano no colo e o mesmo lhe beijava o pescoço, passava os dedos pelo seu corpo... Arqueou as sobrancelhas aduncas.

– O que diabos você está falando? – Questionou Derek, confuso.

– Eu sou nerd pacas – Respondeu Stiles, sorrindo de lado – É o senhor dos anéis. Um anel de poder. Se você puder colocar uma lasquinha dessas pedras, vou me sentir todo poderoso.

Derek deu um pequeno sorriso, beijando Stiles.

– Domingo, seus pais deixaram, certo?

– Sim – Respondeu Stiles, tirando um sorriso ainda maior de Derek.

– Ótimo, vamos ir na mina, depois da iniciação, e você vai escolher o pedaço de pedra que vai ser posto no seu “anel de poder”.

– É, o Um Anel – Piscou Stiles.

– Um Anel para todos saberem que você tem dono.

– De fato, sourwolf – Respondeu Stiles, voltando para seu colo, rindo. Derek rosnou baixinho, e iria voltar a dirigir, mas logo sentiu algo.

– Stiles! – Resmungou o lobo, não se aguentando e desligando o veículo novamente.

Stiles tinha colocado a mão no meio de suas pernas. O tímido rapaz queria tanto aquilo, e o lobo apenas não conseguia dizer não. Ou melhor, jamais diria não para algo do tipo.

O rapaz abriu suas calças e começou a lhe masturbar deliciosamente. O maior apenas resmungou baixo e reclinou um pouco o banco. Desde o dia anterior não tivera tempo de se auto-masturbar, de forma que a última recordação de seu membro fora a própria boca do amado humano e, todo o acúmulo de energia e vontades lhe faria chegar ao êxtase mais rápido.

Stiles voltou com a boca ali, lambendo aquele líquido molhado pelo prazer de Derek quando estava consigo. O menor lhe molhava ainda mais com saliva e a boca quente e cheia de texturas fazia o lobo soltar arfadas quentes e profundas, o corpo vestindo a jaqueta de couro rapidamente se aquecia e, em torno de poucos minutos de começado aquele ato era o bastante para que os vidros se umedecessem e logo ficassem embaçados.

Stiles olhou para os vidros.

– Então é verdade que os vidros ficam embaçados... – Falou o rapaz, um pouco de saliva escorrendo pelos cantos dos lábios, de forma quase vulgar, mas, muito mais que vulgar, erótica.

Derek levou dois dedos àqueles lábios avermelhados e limpou a saliva do menor. Limpou empurrando para dentro de sua boca, Stiles apenas engoliu os dedos que o lobo lhe oferecia.

– É, fica – Respondeu Derek, os olhos marejados de um prazer incontestável – Agora volta a me chupar – Ordenou.

Stiles voltou, não porque fora ordenado, mas porque queria. Começou a chupar o lobo lentamente, tentando engolir com mais habilidade, mas não conseguindo totalmente. Tentou novamente e sentiu Derek lhe forçar um pouco, de forma que engasgou e logo o soltou, deixando a saliva sair de sua boca e de forma abundante molhar o membro dele.

– Desculpa – Resmungou Derek, com um pequeno sorriso, Stiles lhe olhou, um olhar completamente apaixonante.

O menor iria voltar a lhe sugar novamente, mas ouviu um barulho. Derek também ouvira. Eram lobos, e sentia que eram de sua matilha.

– DROGA! – Rosnou alto Derek, se sentando e olhando ao redor, o vidro embaçado não lhe permitia ver – Eles já vão embora... Volta...

– Eu não! – Falou um corado Stiles, já se negando a fazer aquilo, sabendo que outros poderiam estar lhe vendo.

– Droga, droga, droga! Eles já vão embora! Eu vou rosnar e mandar eles embora! – Disse um desesperado Derek, já se preparando para sair do carro, mas Stiles lhe segurou o braço.

– Não seja tão sourwolf. Vamos, já é tarde, meus pais não queriam que eu me demorasse – Stiles disse rindo ao ver como Derek estava desesperado, como estava nervoso.

– Droga! – Falou novamente o lobo, ficando a personificação de um lobo amargurado. Carrancudo, ligou o carro e desembaçou os vidros depois de fechar as calças. Ali tinha alguns lobos do seu bando – Vocês vão ser punidos! – Gritou Derek do carro, começando a avançar, querendo passar por cima dos lobos do seu bando, mas logo pegando a rodovia e parando com o carro na frente da casa de Stiles.

Por todo o percurso Derek teve esperanças de poder ter o quarto “novamente apresentado” por Stiles. Mas os pais dele estavam ali.

– Bem... – Falou um resmungão lobo, olhando para o humano.

– Eu vou ter outras chances de, sabe, te chupar – Stiles disse com diversão, mas corando um pouco. Sentia-se bem apenas com Derek de falar sobre aquilo.

– Espero – Respondeu um desesperado Derek, desesperado para ter o corpo do humano ao seu lado – Só nos vemos domingo... Vou deixar Scott te vigiando amanhã.

– Tudo bem – Respondeu Stiles, sabia que argumentar não valeria a pena – Então até domingo, Sourwolf.

– Eu realmente não gosto desse apelido – Rosnou baixinho Derek, sem reconhecer o quão era um lobo amargo.

– Mas o fato é que eu gosto – Respondeu Stiles, com uma piscadela, abrindo a porta e preparando-se para sair.

– Stiles.

O humano olhou para Derek.

– Eu te amo – Disse o lobo.

– Eu sei – Respondeu Stiles, saindo do carro e sorrindo, dando uma piscadela, ao melhor estilo Han Solo.

Aquele jeito do rapaz de ser, apenas deixava o lobo mais e mais incondicionalmente apaixonado. Domingo estava perto, seria um bom dia.

Seria lua cheia.


Notas Finais


Vamos lá, obrigado à: ~S_Ayato_Sly; ~malecsterek; ~shuzqueen; ~Sue_Stilinski; ~candy555; ~TyHoe; ~micth; ~DeanCasstiel; ~KFair~vampiress; ~Lolita_Mica; ~Pedhaki; ~Blairscars; ~nrsantoris; ~ankergayshipper; ~Cinxryuuu; ~MattWolfie; ~Assuncao; ~ElanHale; ~TollieStiles; ~S_Ayato_Sly; ~Tia_Da_Merenda; ~lucy2020; ~gabslifecs; ~AmaSenju~Tgwar; ~malecsterek & ~Four-4

Sério mesmo, obrigado pelos inúmeros comentários! <3
Hoje não irei me estender muito aqui nas notas finais, ashsuhusas butt, o que tenho a perguntar, é se alguém aqui gosta de KPop, mais especificamente, Shinee. Porque estou escrevendo uma crossover super legal com minha irmã, de Kpop e TeenWolf. Pasmem, está funcionando. xD

Espero que tenham gostado do capítulo! Como esse fim de semana acho que não irei fazer prova, então acho que vai ter capítulo xD

E, novamente, miga sua louca, que capítulo enorme -q
E coitado do Derek -q Na seca 2 vezes.
Eu sei, eu sou mau. Ainda bem que ele ainda não consegue sair da minha imaginação e me morder. XD


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