História Bizarre Triangle Love - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Fifth Harmony, Laucy, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Shipp
Exibições 19
Palavras 2.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Some time alone


Pov Lauren

Eu havia passado a noite sentada na sacada da sala na companhia de duas garrafas de whisky. A quantidade de álcool não tinha sido o suficiente pra me deixar bêbada, mas bastou para bagunçar um pouco mais a minha cabeça. O meu celular não parava de tocar e receber mensagens, eu simplesmente não queria manter contato com ninguém, a minha presença já era o meu próprio carma.

A campainha tocou suave e só então eu senti o frio daquele inverno. Passei as mãos pelos braços, coloquei a touca do moletom e caminhei até a porta olhando a hora no relógio, eu tinha perdido a total noção do tempo.

- Dinah...

Ela entrou me dando um abraço quente.

- Te acordei?

- Na verdade eu não dormi...

Ela me olhou e em seguida olhou pra porta da sacada aberta.

- Você bebeu aquelas duas garrafas sozinha?

- Não fizeram efeito!

Ela riu e fechou a porta acabando com o vento frio que vinha de fora.

- A mãe da Camila está na cidade...

Franzi o cenho.

- Desde quando?

- Hoje. Acordamos com ela chegando... A Camila pareceu não gostar da surpresa.

- Estranho... Ela venera a família!

- Alguma coisa mudou.

- A Camila mudou muito desde que terminamos, mas não acredito que ela teria alguma mudança com relação a família dela... Talvez ela só não queira continuar recebendo pressão de todos que estiveram a nossa volta.

Dinah assentiu e eu deitei no seu colo.

- Você está bem?

- Eu estou tentando entender a noite passada. Me entender, entender a Camila. Eu já fiz isso tantas vezes, não sei por qual motivo eu ainda insisto!

Dinah passou o polegar na maçã do meu rosto e desviou os olhos de mim. Ela cedeu espaço para o silêncio como se soubesse que era exatamente aquilo que eu precisava, e foi.

- E Keana?

- Não sei... Desliguei o celular, não quero ninguém insistindo e forçando uma situação. Ás vezes eu a acho parecida demais com a Camila.

- Entendo.

- Eu não... Você sabe por que a Camila me ligou?

Perguntei. Ela franziu o cenho e soltou um som nasal.

- Achei que você tivesse ido por ir, por procura-la, não fazia ideia que ela tinha te ligado.

Respirei fundo e fechei o olhos tentando afastar a ideia de continuar aquele assunto.

- Eu estava levando Keana pra casa e ela me ligou, disse que não era pra eu questiona-la, mas que precisava me ver, então fui até o apartamento dela. Não entendi quando cheguei lá vi aquela festa, me questionei se era pra me provar alguma coisa ou...

- Não!

Ela me interrompeu e eu me levantei do seu colo.

- O que?

- Eu dei a ideia de fazermos alguma coisa e chamarmos alguns amigos, vinha há dias falando isso pra ela. Queria vê-la se divertindo, fazendo novas amizades...

- É, mas na hora eu não sabia desse detalhe. A ideia de vê-la mudando após o nosso termino é o que me atormenta inteira. Eu me senti magoada, me sinto magoada e não faço me compreendo.

O telefone da loira começou a tocar e ela se afastou para atender.

Assim que a Camila me ligou, fui direto para o apartamento dela, onde Alfred me recebeu com um sorriso animado e deixou que eu entrasse sem rodeios. Eu estava nervosa, nós duas não tínhamos o mínimo de contato e então, a sua ligação denunciava algo errado.

O elevador chegou até a cobertura e pude ouvir o barulho de música e pessoas falando ao mesmo tempo. Pensei em dar dois passos pra trás e ir embora, mas ela abriu a porta adivinhando a minha presença naquele exato momento.

- Lauren...

Semicerrei os olhos e ela veio na minha direção com um copo de bebida na mão. Ela estava um tanto quanto vacilante, mas por telefone, eu não tinha notado a sua embriaguez, talvez eu jamais tivesse ido.

- Eu não sei porque você me ligou, mas não acho que precise de mim neste momento.

Ela olhou pra trás e segurou a minha mão nos afastando do corredor e caminhando até as escadas de emergência. Camila virou o corpo pra mim e nos encaramos por segundos. Os seus olhos me queimavam, a nossa respiração estava descompassada por vários motivos, e a saudade me consumiu por ter passado tantos dias sem olhá-la de tão perto, sem dividir a química que sempre exalava quando estávamos frente a frente.

- Camila...

- Shiii.

Ela repousou o seu indicador nos meus lábios e eu me calei engolindo a seco.

- Não deixa esse momento acabar!

Fechei os olhos sentindo a sua pele na minha. Ela se aproximou mais e a sua boca me beijou suave. Eu retribuí o beijo e apaguei qualquer lembrança ruim naquele momento, mas senti o meu rosto molhar involuntariamente pelas minhas lágrimas.

- Ei!

Ela colocou suas mãos uma em cada lado do meu rosto e me olhou.

- Isso não muda muita coisa.

Segurei suas mãos e as tirei de mim.

- Lauren...

- Eu não sei o que está acontecendo aqui. Você não é mais a Camila que eu conhecia!

Ela arqueou a sobrancelha.

- Mas não é essa a Camila que você queria?

Eu mordi os lábios e abaixei a cabeça. A sua pergunta me dava a resposta do que eu não podia responder, ou não conseguia. Abri a porta saindo das escadarias e entrei no elevador sob o olhar da Dinah no corredor.

Toda vez que começo a acreditar em qualquer coisa que você diz, lembro-me de que eu deveria estar superando você.

Cheguei na faculdade duas horas antes na tentativa de estudar pra prova que teria. Sentei no jardim e me encostei em uma arvore, respirei fundo e aproveitei o enorme vazio e silêncio pra me concentrar em alguma coisa além de toda confusão que estava a minha volta. No meio do livro entre anotações, havia uma foto com uma dedicatória da Keana; passei alguns minutos olhando sem sentir muita coisa, eu parecia ter congelado por dentro.

- Por que eu tinha certeza que você estaria aqui?

Olhei pra cima reconhecendo a voz da Keana. Ela jogou a sua bolsa no chão e sentou ao meu lado.

- Oi...

Selei nossos lábios e ela olhou pra frente a fim de não me encarar.

- A Camila uma vez deixou escapar que você sempre vinha estudar no jardim do campus quando estava nervosa, ansiosa ou fugindo de alguma coisa. E acho que é de mim que você está fugindo.

- Não estou fugindo de você, Keana.

Ela me olhou arqueando a sobrancelha.

- Não?

- Ok... Isso não é com você. Acho apenas que eu preciso ficar sozinha!

Ela permaneceu sentada ao meu lado e em silêncio. As pessoas já se aglomeravam no campus e eu tinha a impressão que todos percebia a situação embaraçosa que eu estava. Olhei a frente e vi Verônica entrar apressada e logo atrás, Lucy estava parada observando a namorada até sumir do seu campo de visão, ela respirou fundo e olhou a sua volta até deixar os olhos cair em mim.

- Laur, eu posso falar com você?

Olhei pra Keana e ela assentiu deixando um beijo antes de sair ainda em silêncio. Lucy se sentou e ficou esperando que a morena se afastasse o suficiente de nós.

- Eu atrapalhei alguma coisa?

Olhei pra ela e neguei para logo oferecer um sorriso sincero.

- Só não estamos bem... Eu não estou bem e isso refletiu em nós.

- Eu juro que não queria atrapalhar!

- Para, Lucy! Você até me salvou de ter que passar mais um minuto com ela do meu lado sem trocar uma palavras. Mas... O que houve? Por que a Vero entrou sem nem olhar para os lados?

Ela respirou fundo e jogou suas costas pra trás até se encostar na mesma árvore que eu estava.

- Viemos brigando o caminho todo, agradeci por ter visto você aqui, precisava conversar.

- Será que eu sou a pessoa mais indicada pra dar conselhos amorosos?

Ela riu empurrando levemente o meu ombro, arrancando depois de horas, um riso meu, leve e divertido.

- Você é a pessoa mais maravilhosa que eu conheço, Laur!

Suspirei e deixei meus pensamentos me levarem longe.

- É engraçado...

- O que?

- Te conheço desde pequena, lembro de você na aula... É incrível como o mundo dá tantas voltas e pessoas como você continuam aqui. A mesma faculdade, o mesmo curso, Eu, você e a Vero;

- E a Camila...

- E a Camila...

Repeti.

- A Camila sempre quis essa faculdade e o curso dela. A Vero veio porque estávamos no auge da paixão quente e louca, mas pelo menos ela se apaixonou pelo curso.

Assenti e ficamos em silêncio, era um espaço que estávamos dando uma pra outra.

- Eu não sei o que houve e se você não quiser contar, tudo bem, é o teu espaço, mas pensa na situação e tenta relevar, certos detalhes não valem a pena e trazem arrependimentos. Vocês duas se amam!

Ela me olhou e deu um meio sorriso.

- Isso serve pra você também?

- Depende da situação, talvez em todas...

Lucy tirou os seus olhos de mim e segurou o meu braço com certa força, tentei olhar para a mesma direção que ela e entender o que estava vendo.

- Não é a Keana?

- Aonde?

- Indo pro estacionamento... Laur, se vocês brigaram, vai atrás dela.

- Ela só deve ter esquecido alguma coisa no carro...

Ela arqueou a sobrancelha.

- Na minha opinião ela tá indo embora!

Assenti contrariada, coloquei o livro dentro da bolsa e levantei. Eu me sentia culpada por não dar o meu melhor pra Keana quando ela só queria entender a minha mente, e me culpava por prende-la na minha vida a ponto de fazer ela sofrer.

Antes que eu chegasse até ela, uma mão pequena e delicada segurou o meu braço impedindo um passo a mais.

- Camila, que susto!

A morena me olhou e soltou o meu braço.

- Preciso conversar com você.

- Agra não dá, Camila! E a gente já conversou no sábado.

Tentei olhar pro estacionamento e enxergar a Keana, mas foi em vão.

- É exatamente sobre isso. Eu tive um apagão de memória da bebida, não sei... E comecei a ter flashs, mal pude dormir essa noite!

- Não aconteceu nada... Nada Camila!

Ela me olhou vacilante e eu desviei o olhar. Sem pensar e sem dar espaço para que ela dissesse alguma coisa, completei o caminho até o estacionamento em passos largos. Keana estava encostada no seu carro falando distraída ao celular, ela me olhou assustada e rapidamente desligou deixando toda sua atenção em mim.

- Você não vai entrar?

A morena olhou no relógio e negou.

- Não, eu vou pra casa.

- Keana, queria me desculpar.

Ela respirou fundo e se aproximou colocando uma mecha do meu cabelo para trás.

- Fiquei te observando de longe, Lauren, você estava conversando com a Lucy, parecia mais animada e aberta. Mas se você não pode confiar em mim, isso não vai dar certo.

Assenti e olhei a nossa volta. A maioria dos alunos já estavam dentro do campus, o estacionamento estava vazio com exceção de nós duas.

- Você tem razão... Não vamos classificar como um erro, e eu não quero cometer um com você por ainda gostar de alguém ou não saber o que eu sinto...

A vi olhando pra cima contendo um choro ressentido. Eu tinha um nó na garganta que podia me fazer vacilar a qualquer momento por gostar de que estava bem a minha frente, porém, tudo o que eu vinha fazendo, era abrir um caminho que a faria sofrer. Eu queria contar a ela sobre o meu beijo com a Camila e sentir qual seria a consequência, mas por outro lado, não valia a pena.

- Eu vou pra casa!

- Keana... Espera!

Ela parou na porta do carro e negou.

- Aqui não, Lauren. Pode ficar mais um tempo sozinha, é isso o que você quer esse tempo todo. Foi um acaso no momento errado!

 Ela entrou no carro e eu fiquei parada até ela ir embora. Pensei em fazer o mesmo, mas naquele momento estava bem a minha frente todos os fatos. Eu não sabia se tudo era definitivo, mas no fundo de toda verdade, eu só precisava de um pouco de silêncio e carência.



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