História Black and White - Book 1: Blood red - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias B.A.P, Bangtan Boys (BTS), Brown Eyed Girls, EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Ga In, Jungkook, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Miryo, Sehun, Suga, Suho, Tao, V, Xiumin, Zelo
Exibições 34
Palavras 2.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi oi gente <3
Meu povo lindo! Esse não é um capítulo, deu para perceber pelo título kkkkk. É que o capitulo 6 é grande assim como os outros e sabe, eu não queria ter que cortá-lo no meio para postá-lo e para vocês não ficarem muito tempo sem nada resolvi trazer outro bônus lindo, daqueles que a gente vê o passado dos personagens ;)
E como o próximo capitulo é o FIM da PRIMEIRA FASE e um capitulo muito importante para o Zelo e para os irmãos Kim eu resolvi trazer o passado do Zelo :DDD Claro que não tem muuuita coisa sabe? Vou deixar vocês com fominha ainda. O fato é que o próximo capitulo da fim a primeira fase, e a minha meta é terminar a fanfic antes do ano terminar. Ou pelo menos antes do dia 31 de agosto, que se não me engano, foi a data que postei o primeiro capitulo. Eu quero começar a segunda temporada nessa data :DDD
Espero que gostem e aguardem o capitulo bafooo.

Capítulo 11 - Bônus - Entre a morte e os olhos


Fanfic / Fanfiction Black and White - Book 1: Blood red - Capítulo 11 - Bônus - Entre a morte e os olhos

 

2040

 

Os sinos começaram a badalar cedo naquela manhã. Junhong segurava a mão de sua mãe com força. A mulher baixinha não reclamava, pois sabia que o pequeno sempre se agarrava a alguém quando estava com frio.

Precisavam andar mais rápido, estavam atrasados. Os sinos da igreja já badalavam pela terceira vez, o que significava que o culto estava para começar.

Junhong olhava ao redor como qualquer criança curiosa de dez anos faria. Estava tentando entender, olhava para todos os lados menos para frente e isso dificultou ainda mais a chegada dos dois a igreja, pois a mãe do menino tinha que arrastá-lo para que ele andasse.

- Mam – O menino perguntou com sua voz baixinha e a mulher lhe olhou de soslaio – Porque todas essas pessoas estão usando preto, cinza ou branco?

Aquela era a pergunta que ela não queria ouvir. Fechou os olhos e cerrou os dentes, o que responderia a ele? Era só uma criança, não era capaz de entender. Apressou o passo e continuou calada, rezando a deus que o menino esquecesse a pergunta, mas ele não esqueceu.

- Mam, não finja que não está escutando, me responda... Eu só quero saber por que essas pessoas não usam mais roupas coloridas... Até mesmo nós... – O menino olhou para o próprio casaco cinza – O que está acontecendo? Cores são tão lindas... Porque estamos deixando de usá-las?

- São ordens do governo querido – Foi a única coisa que ela falou. O menino desistiu de perguntar, mas que era estranho era.

Percebeu que aos poucos as casas estavam sendo pintadas de cinza também, vez ou outra quando ele e a mãe iam para a igreja, ele via pintores fazendo o seu trabalho. Por que cinza? É uma cor tão feia, tão sem vida, como se todos ali estivessem mortos... Sem alma, sem vida. A expressão de todos com exceção de crianças como ele, eram de tristeza e descontentamento. Tinha alguma coisa muito ruim acontecendo.

Quando o Junhong já via os vitrais no alto da igreja reluzirem à única luz que conseguia atravessar as nuvens cinza que permaneciam todos os dias no céu, escutou gritos vindos de uma carroça. Ele olhou para a carroça que estava em péssimas condições e mal andava, pois os dois animais que a carregavam estavam exaustos e havia pessoas demais dentro dela.

Os gritos eram de uma menina, ela gritava porque alguém não se movia no meio da carroça.

- Pai! Acorde! – Ela gritou com lágrimas nos olhos e todos na carroça viraram o rosto, nenhum deles estava em condições de ajudar. O menino viu mais duas daquelas carroças virem logo atrás, todas elas, cheias de gente vestidas de preto, branco ou cinza.

- Mam... Se continuarem trazendo pessoas assim, vamos acabar ficando sem espaço e comida, o que está acontecendo? O que ouve com o lugar onde eles moravam? – A mãe de Junhong apertou a mão do filho e o arrastou com mais rapidez para dentro da igreja. Quando os dois entraram se ajoelharam e a mãe começou a rezar desesperadamente.

O menino apenas observou a mãe. Ela estava desesperada, as mãos tremiam, e ela parecia querer muito chorar.

Junhong esperou o culto acabar para deixar a mãe sozinha. Depois que quase todas as pessoas foram embora, ele se levantou e disse:

- Mam, irei me confessar, espera aqui? – A mulher assentiu e o menino correu até o altar.

Haneul apertou os dedos com força.

“O que eu vou fazer é um pegado horrível, Senhor” Ela pensou com os olhos fechados “Mas é a única forma de salvar o meu filho, não importa se eu tenha que ir para o inferno ou não, é o meu filho que importa, eu o amo, e não posso deixar que esses monstros façam alguma crueldade com ele”

- Mam – Haneul abriu os olhos assustada – Terminei, podemos ir?

Haneul assentiu e os dois foram andando para casa.

 

Mais tarde naquele mesmo dia, a noite estava tão nublada quanto a manhã era impossível ver as estrelas e isso deixou Junhong decepcionado. Era interessante vê-las piscar, procurar constelações... Aliás, era a única coisa que tinha para fazer durante a noite, mesmo que fosse difícil encontrá-las por conta da poluição. Sem isso, ele ficou apenas com os cotovelos encostados no peitoril da janela com uma cara de tédio enorme.

Ele estava com fome, mas havia acabado de jantar o que sua mãe dizia ser a melhor refeição do mês. Arroz com carne instantânea e algas. Era uma delicia de fato, mas era tão pouco que só fez a fome do menino aumentar. Junhong apertou a barriga.

- Pare, não tem comida, não está vendo?

- Filho? – Escutou a mãe falar e olhou para trás – Preciso que venha comigo até um lugar, vamos?

Ele ficou pensativo por um tempo, mas acabou aceitando. Assim que se levantou escutou os sinos da igreja badalar novamente. Ele olhou para a janela de novo, mal sabia ele que jamais poderia olhar para o mundo com aqueles olhos novamente.

Os dois entraram em um porão. Era escuro e quando Haneul ascendeu às luzes ele pôde ver o museu de coisas estranhas que ali guardavam. O que mais lhe chamou a atenção foi ver algumas dessas coisas parecidas com dedos humanos, e até crânios, uma pilha deles.

- Mam... O que são todos esses crânios? – Ele perguntou virando o rosto para olhar para a mãe e se surpreendeu ao ver a mãe de costas para ele fazendo algo que seus olhos não conseguiam captar – Porque está tão estranha...? Desde que Papa morreu...

- Cale a boca Junhong – O menino arregalou os olhos assustado com o modo como sua mãe lhe respondeu, a voz dela estava assustadora – Será que poderia ficar sem me fazer perguntas por uma hora? Só uma hora? Depois eu lhe responderei tudo.

- Mam... – O menino sentiu lágrimas encherem os seus olhos. Quando a mulher se virou viu que ela segurava uma injeção com um líquido vermelho dentro.

Junhong arregalou os olhos.

- Não se assuste, não quero o seu mal, quero o seu bem, sou sua mãe – Ela disse se aproximando e ele dava pequenos passinhos para trás – O seu pai deixou um legado que eu jamais achei que iria continuar, eu odiava o que ele fazia, mas agora eu preciso. Preciso salvar a sua vida meu amor. Não posso deixar que os soldados te levem, você agora poderá se proteger, vai doer só um pouquinho – Ela apertou um pouco a injeção e o líquido escorreu pela agulha.

O menino tentou correr, mas Haneul o agarrou com uma das mãos e enfiou a agulha na veia do seu pescoço.

- Calma... – Ela sussurrou e o menino parou de se mexer, ela ainda não estava injetando o liquido – A partir de agora, quando você estiver em um momento de batalha, quando os saldados malignos estiverem tentando te matar e eles perguntarem quem é você, diga a eles que seu nome é Zelo – O menino teve vontade de perguntar porquê, fizera tantas perguntas em toda a sua vida, mas naquele momento, ele se calou – Sabe porquê? – Ela perguntou e ele continuou em silêncio, com vontade de gritar, não sabia se confiava nos braços de sua mãe – Porque Zelo é o deus da rivalidade, e você vai matar todos aqueles que resolverem matar os seus semelhantes. Nunca se esqueça disso Junhong! Nunca! Você terá o seu poder para proteger o seu povo e a si mesmo! – O líquido começou a ser injetado.

O menino tentou ser forte, aguentou por pelo menos dez segundos, mas quando começou a gritar, não parou mais. A dor era terrível. O líquido ardia por todo o seu corpo, mas a dor era ainda maior em sua cabeça, era como se ela fosse explodir, como se cada pedaçinho dela estivesse sendo perfurada por pequenas agulhas e seus neurônios estivessem sendo destruídos.

- MAAAAMMMMM!!!!! – Ele gritou por fim, antes de ficar desacordado.

 

No outro dia quando Zelo acordou.

Nada era como antes.

Assim que se levantou na cama, percebeu que estava vivo. O sol estava aparecendo pela janela e ele sentia o cheiro de bolinhos de arroz que há anos sua mãe não fazia. O menino colocou a mão no pescoço. E percebeu que o lugar da injeção já não doía mais.

- Querido? – Escutou a voz de sua mãe e olhou para a porta.

O que viu fez ele se assustar, só então depois que sua visão ficou completamente clara, foi que ele percebeu que não conseguia captar as cores. Todo estava em preto e branco, tudo. O menino olhou para as próprias mãos já sentindo vontade de chorar e quando olhou para a mãe de novo se assustou mais ainda quando viu palavras e números em vermelho acima da cabeça dela. Em cima, o nome dela, em baixo... Ele não conseguia dizer. Eram números... Mas o que queriam dizer?

Com os olhos assustados de Junhong, Haneul deduziu que ele já conseguia ver e que estava muito assustado com isso. Ela suspirou e se aproximou do garoto.

- Não consegue ver as cores, não é? – Perguntou e o menino assentiu sem olhar para ela – Me perdoe... Eu sei o quanto gostava delas, mas não será capaz de vê-las. Você vê meu nome e números, certo? – Ele assentiu – São o meu nome, e a minha expectativa de vida. Ou os dias que me restam, não me fale sobre isso, acho que posso morrer se me falar.

- Mam...

- O que foi?

- Onde está com a cabeça quando resolveu colocar esse peso em cima de mim? – A mulher paralisou – Como vou poder viver se por onde eu vou posso saber o dia que as pessoas vão morrer?! – Lágrimas começaram a descer e ele tentou esfregar os olhos, ainda na esperança de voltar a ver as cores – Eu quero minha visão de volta!

“Não sei o que ele fará quando descobrir o que é capaz de fazer”

- Não posso fazer isso, é irreversível.

- OMMAAAAA! – Ela levantou o olhar, era a primeira vez que ele o chamava daquele jeito – Eu odeio você! Odeio! – O menino começou a bater no peito da mulher com seus punhos fracos – Como pôde... Fazer isso... Com seu próprio filho?

 

Depois de vários dias sem comer muito bem, Zelo parou de falar. Haneul fez de tudo para que o garoto voltasse a ser o tagarela de sempre, mas ele não tinha vontade, ele não queria falar, não queria sair de casa, não queria ir ao culto, ficava apenas em casa contando o numero de badalas do sino da igreja e se contentando com seu novo mundo, preto-branco ou cinza.

Era horrível, a cada dia que passava ele achava ser capaz de ouvir todos os lamentos das pessoas que sofriam em sua cidade, todos os choros, gritos e todas as mortes. Ele não conseguia entender sua relação com a morte, mas ele e ela estavam juntos.

Ela explicou que ele não podia mais olhar nos olhos das pessoas, fazia parte de sua força que seus olhos fossem usado como armas para matar e aquilo o revoltou mais ainda.

Certo dia, onde já haviam se passado quase um mês desde que sua mãe havia lhe dado a injeção. Zelo escutou a porta bater. Batiam na porta forte, mas ninguém atendia. Ele se lembrou vagamente da mãe dizendo que teria que passar o dia fora.

Depois de alguns minutos de insistência, Zelo se viu obrigado a se levantar de sua cama.

Quando abriu a porta viu dois soldados usando uma roupa escura, provavelmente verde-oliva, ele não sabia dizer. Os dois armados.

Ele achou estranho.

- Onde está a dona da casa? – Um deles perguntou.

- Não sei... – Zelo observou que havia uma carroça cheia de gente dentro de um tipo de jaula no meio da rua cinzenta -... Eu não ando falando muito com ela.

- Não? – O soldado perguntou e Zelo olhou para os olhos dele. O soldado se assustou com os olhos avermelhados do rapaz, ele nunca tinha visto alguém com olhos vermelhos – Eh... Precisamos levar você, por precaução, desconfiamos que sua mãe fez algo sem a autorização do governo, consegue entender?

Zelo nem mesmo escutava o que ele dizia, a única coisa que conseguia fazer era olhar nos olhos dele perplexo, percebendo que de um modo muito estranho, os números na cabeça do soldado começavam a diminuir. Quanto mais tempo, mais rápido os números caiam. E dentro de sua cabeça uma cobra sibilava e sussurrava palavras que ele não entendia.

- Garoto_ - O soldado parou de falar e colocou as duas mãos no pescoço, o menino finalmente saiu de seu transe e observou assustado o homem agonizar até morrer em poucos segundos de um ataque cardíaco.

- Meu deus! – O outro gritou – ST-247, soltado morto, soltado morto! – O soldado olhou para os olhos do garoto esperando que os outros viessem ajudar e em poucos segundos começou a agonizar até a morte também.

Zelo não conseguia se mover, e quando os outros soldados se aproximaram, ele ficou ainda mais sem reação.

- É O DEMÔNIO! – Um deles gritou – O DEMÔNIO QUE MATA APENAS COM OS OLHOS! PRENDAM E LEVEM-NO PARA O FÜHER! – O garoto não conseguiu reagir. Vendas foram colocadas em seus olhos e suas mãos foram presas as costas – Diga o seu nome, demônio em forma de criança.

- O meu nome? – O garoto queria muito que sua mãe estivesse ali, mas daquela forma, ela pelo menos escaparia – Meu nome é Zelo.

 



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