História Black and Yellow - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Apollo, Calipso, Frank Zhang, Hades, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Percy Jackson, Perséfone, Piper McLean, Will Solace
Tags Nico Di Angelo, Solangelo, Wico, Will Solace
Exibições 265
Palavras 1.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


ficou curtinho mas eu senti que precisava MUITO incluir isso na fic...
btw gostaram da capa nova da fic?

Capítulo 24 - Wendy?


POV’s Nico ~

Vesti uma regata preta e um short branco de malha, que também era consideravelmente curto. Decidi que colocaria as roupas que usaria na praia após o café da manhã. Desci para o andar de baixo e entrei na cozinha, onde Will preparava a refeição e Harry desenhava em uma folha branca, com um giz de cera, e havia uma caixa de gizes de cera ao lado da folha, todos de cores variadas.

— Oi. – falei. Ele desviou a atenção do fogão e a voltou para mim, franziu a testa, porém sorriu – O que foi?

— Nada, só queria perguntar uma coisa.

— O que?

— Vem cá. – me aproximei, enquanto ouvia Harry cantarolar enquanto desenhava. Me aproximei o suficiente para que Will sussurrasse em meu ouvido – É apenas uma dúvida, mas por acaso você sempre usa shorts curtos?

— Às vezes. Geralmente quando estou sozinho em casa, por que?

— Nada muito importante, só achei fofo. E um tanto atraente.

Estirei a língua para ele, que piscou para mim.

— Anda, me ajuda. Acabei de terminar as panquecas, pode servir a mesa?

— Claro. – respondi, passando por ele, quando senti Will bater na minha bunda, de novo – Will!

— O que foi? Eu não fiz nada! – se fez de inocente, mas começou a rir e acabou por entregar tudo.

Rolei meus olhos e peguei os pratos em um armário, levando os mesmos para a mesa, e lá os ajeitando. Fiz o mesmo com os copos e os talheres.

Durante o café da manhã, trocamos poucas palavras, logo terminamos de comer e eu levei meu prato para a pia. Will se ofereceu para lavar a louça, então subi para o andar de cima e coloquei uma bermuda de banho preta, e troquei a regata por uma camiseta preta. Também aproveitei para ir no banheiro e lavei meu rosto, escovei meus dentes também. Aliás, tentei ajeitar meu cabelo, mas falhei então dei de ombros e fui daquele jeito mesmo para o andar de baixo.

Após eu ter saído do quarto, Will entrou e foi trocar suas roupas. Harry estava sentado no sofá, assistindo a algum desenho. Me juntei a ele e aguardamos Will. E após pouco tempo, ele apareceu.

— Will, vamos na praia antes de ir na casa da senhora Miller? – Harry perguntou.

— Acho melhor irmos na casa dela primeiro, Harry. Depois do almoço vamos na praia. – Will respondeu, ele vestia uma regata branca e uma bermuda amarelo em tom pastel.

Então saímos da casa de Will, indo à casa ao lado. Batemos na porta e a mesma mulher da noite passada nos recebeu, com um sorriso.

— Entrem, logo os convidados chegarão. – ela falou, indo em direção à cozinha.

— Quem vai vir aqui? – Will perguntou.

— Alguns familiares e amigos. – ela respondeu e continuou o que estava fazendo.

Aguardamos na sala de estar, e logo algumas pessoas chegaram. Uma família com uma filha adolescente, de cabelos castanhos, depois outra família com uma filha também adolescente, de cabelos loiros, com as pontas do cabelo coloridas de lilás, e perto do meio-dia, uma mulher bela, adulta e ruiva, uma idosa de cabelos grisalhos com traços de que um dia foram ruivos, e atrás da mulher, tinha alguém, parecia ter o meu tamanho.

— Eu já vi essa mulher em algum lugar... – murmurei, olhando para a ruiva que conversava com a senhora Miller.

— Claro que já viu. – falou uma voz atrás de mim, que se sentou no sofá em nossa frente.

— Wade? – Will perguntou, olhando para o menino ruivo, que estava usando seus óculos, com olhos cor de mel.

— Eu. – respondeu, acenando. Harry franziu a testa e Wade olhou para ele – Estudo com o seu irmão. E o namorado dele.

Meu rosto esquentou enquanto eu resmungava.

— Eu não sou o namorado dele, eu já...

— Faça-me o favor. – Wade me interrompeu – Vocês dois são como morango e chocolate. Todo mundo adora vocês dois juntos, só vocês que não sabem.

Will riu, negando com a cabeça. A idosa se aproximou do sofá onde Wade estava sentado e pediu:

Wendy, querida, poderia ajudar a vovó a pegar as coisas no carro?

Eu franzi a testa na hora, assim como Will. Wade ficou visivelmente nervoso, mordeu o lábio inferior e assentiu, saindo da sala rapidamente. A idosa sorriu para nós e saiu.

— Wendy? – perguntei.

Will deu de ombros. A mulher adulta e ruiva se aproximou da sala e perguntou:

— Posso me sentar aqui?

Assentimos e ela se apresentou:

— Sou Cheryl, vocês são amigos do meu filho, eu lembro de vocês na escola dele, certo?

— Sim, senhora Harper. – Will assentiu, sorrindo. A mulher sorriu, de maneira carinhosa, e Wade apareceu na sala.

— Oi, mãe. – falou, se sentando ao lado dela – E vocês, como vieram parar aqui?

— Casa ao lado. – Will falou – E você?

— Minha mãe é amiga da Lilian. – ele respondeu, deitando a cabeça no ombro da mãe. Ele estava um tanto nervoso, mexendo seus dedos sem parar.

Após algum tempo de silêncio, Cheryl suspirou e levantou-se, dizendo que iria ajudar Lilian na cozinha. Me virei para Wade e perguntei:

— O que foi aquilo?

— Aquilo o que? – perguntou, ajeitando o óculos de forma nervosa em seu rosto.

— “Wendy”. – fiz aspas com as mãos.

Wade suspirou, baixando a cabeça.

— Longa história.

Quando abri a boca para perguntar algo, ouvimos a voz da senhora Miller nos chamando para o almoço. Wade saiu rapidamente da sala de estar.

Na mesa de almoço, ele estava sentado um tanto distante de nós, comendo de cabeça baixa, ignorando a garota em sua frente que só restava lhe devorar com os olhos, de tanto que ela o secava.

Após o almoço, estávamos no andar de cima, numa espécie de quarto de hóspedes, enquanto Harry brincava com as crianças no jardim.

Aquelas meninas não estavam com a gente, tinham sumido, talvez foram no banheiro retocar a maquiagem delas.

— Wade... – Will chamou – Não precisa explicar se não quiser.

— Tudo bem. Eu acho que posso falar disso com vocês dois, somos amigos, certo?

Assentimos, então perguntei:

— Por que aquela mulher idosa te chamou de Wendy?

Wade respirou fundo, e depois suspirou.

— Eu pensei que fosse mais fácil. Eu nunca me senti bem daquela maneira. Eu tinha um namorado, começamos a namorar muito cedo, sabe, e quando eu contei para ele sobre o que eu queria fazer, só faltou me matar de tanto me espancar. Minha mãe decidiu me afastar dele, então nos mudamos, e ela me apoiou quando eu comecei a cirurgia. Meu pai tinha morrido quando eu tinha quatro anos de idade, então éramos só nós dois. Mas minha vó apareceu, e ela é o pior. Ela ignora tudo o que eu fiz e continua falando “Wendy”.

— Wade...? – Will chamou – O que você quer dizer? Quem é Wendy?

Tanto eu e Will estávamos surpresos, tanto com a história, quanto com a resposta de Wade.

— Wendy era quem eu costumava ser. Eu... – respirou fundo e olhou para a gente – Eu sou transexual. 


Notas Finais


bum


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