História Black Angel - Capítulo 24


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Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente!
No cap de hoje, a garoa fininha acalmará os corações inquietantes.
Agradecemos a sua leitura! Favorite e...
"Vão Lendo"

Capítulo 24 - It can even rain


Fanfic / Fanfiction Black Angel - Capítulo 24 - It can even rain

[...]

-Sabe o que é pior nisso tudo? –Ele franze o cenho.

-Saber a verdade? –Aperto os olhos, com medo do que virá a seguir.

-Você foi a mentira que eu mais acreditei. –Harry fala e então desce do telhado, amarrado a alguns equipamentos, em uma rapidez inestimável. 

E eu fico aqui, incapaz de me mover e ir atrás dele. Meu longo vestido, que antes era o mais luxuoso da festa diante as câmeras, agora não passa de alguns tecidos na cor carmim voando com o vento forte do telhado de uma mansão que é sustentada em mentiras. De braços cruzados, abraçada a me mesma, não faço expressão alguma em minha face. Olhando paralisada para o nada, meus olhos transbordam e minhas lágrimas deslizam sobre minha pele, lentamente. Infelizmente, eu não posso fazer nada que mude essa situação. Primeiramente já começa errado demais. Eu sou apaixonada pelo meu irmão, sou metade máquina e a outra metade é parte dele. Não tenho, sequer, uma casa para chamar de “minha” nem um lar para chamar de “meu”. As únicas pessoas que confiavam em me, hoje têm todos os motivos do mundo para não confiarem e eu estou aliada ao inimigo deles. Estou sustentando várias mentiras em uma só, apenas em busca de duas coisas: “A liberdade do Harry. E VINGANÇA”.

... Enquanto estou em estado de choque, no telhado da mansão do Justin, o mesmo está “seguindo” a Selena...

-Que merda, Selena! Para essa droga... –Justin murmura, enquanto segue atrás do carro de Selena, em alta velocidade.

Logo, Selena perde o controle do carro e bate em algumas latas de lixo na esquina esquisita de uma rua qualquer.

-(Barulho da porta do carro sendo batida com força) ESTÁ TENTANDO SE MATAR??? HEY!! VOCÊ ENLOUQUECEU?? –Justin sai em estado de fúria.

-(Abre a porta do carro e sai) Por que não vai embora com a sua putinha?! Hã?! –Selena sai do carro, com um corte da testa a sangrar na lateral.

-Há! Enlouqueceu? Você só pode estar louca!! –Justin aproxima-se.

-Sim. Eu enlouqueci. –Ela confirma, deslizando a ponta dos dedos sobre o corte e confirmando sua duvida sobre estar sangrando ou não.

-Vem, eu vou te levar para um pronto socorro. Entra no meu carro. –Justin segura seu braço e puxa.

-Não! Me solta, Justin! Não encosta em me! –Selena o empurra.

-Olha, se você não se importa, eu não vou deixar você dirigir assim, okay?! –Justin para e a olha. Logo, uma garoa fininha e fria começa a cair sobre a cidade. Talvez uma possível chuva forte venha a pairar sobre os grandes prédios da cidade iluminada.

-Por que se importa? Por que finge? –Selena franze o cenho e envolve os braços sobre a cintura, sentindo frio. Olha para baixo e ela mesma se repreende.

-Não é que eu finja... Eu só não posso deixar que fique assim, entende? –Ele tira o casaco.

-Idiota, não vai adiantar de nada. Estamos debaixo de uma garoa e você também está se molhando... Não banca o moço bonzinho, por que você faz isso muito mal. –Selena revira os olhos.

-Eu não estou fingindo, você sabe. Eu só... Não posso deixar que saia pela cidade tentando se suicidar ou matar alguém. –Justin enruga a testa, olhando Selena de baixo para cima.

-Por que às vezes você é tão bonzinho e... Tem vezes que parece um monstro? –Selena balança a cabeça para os lados e sobe o olhar de encontro aos do Justin.

-Quem dera eu tivesse um pingo de bondade dentro de me. –Justin se refere aos seus crimes, pois Selena não sabe de nada e pensa que ele é apenas um astro mundialmente famoso e normal!!! Ela não sabe de nada! Ela não sabe do Justin paranoico que se esconde por baixo da máscara "Justin Bieber".

-E você tem. Só não usa. –Selena desliza a mão sobre a face de Justin, que tenta evitar o seu toque, mas acaba se rendendo.

-Eu odeio isso. –Ele murmura, baixando a cabeça.

-“Isso” o quê? –Selena pergunta, olhando-o fixamente.

-Ser fraco. –Ele a responde.

-Isso não é ser fraco. É ser humano. –Selena fala e então aproxima seus lábios aos lábios de Justin, levantando seu queixo um pouco mais para cima. Então, Justin desfaz suas costas e ombros relaxados e “levanta”. Revira os olhos, funga, tenta escapar, mas por fim acaba beijando Selena e rendendo aos seus caprichos, puxando-a pela cintura.

... Enquanto isso, Harry dirige pela cidade, enquanto a garoa fina cai sobre os vidros do carro.

-Isso não é justo. Como pude acreditar em uma mentira tão bem feita? Como pude acreditar e querer tanto assim uma mentira? Há! Que droga! Se as pessoas soubessem as reais fontes das minhas canções, provavelmente não mais a ouviriam. As pessoas certas aparecem em nossas vidas para que a gente aprenda, para que a gente cresça, para que a gente ensine e viva. É uma troca bonita e enriquecedora. Preciso confessar a quantidade de coisas que aprendi com a Zoe... Sem falar na quantidade de coisas que aprendi sobre me mesmo. Por que às vezes temos que nos desapegar das pessoas? Por que não fazemos isso apenas com os objetos e lembranças? Eu queria tanto que alguém me amasse por alguma coisa que escrevi, e a Zoe me amou. Ela é minha irmã, mas... Eu não a vejo como tal. Eu queria mesmo que algo, neste exato momento me impedisse de continuar a voltar para aquela droga de apartamento e me fizesse voltar para ela. Algo que servisse como sinal. Algo que... –Enquanto dirige, algo interrompe seus pensamentos e Harry é obrigado a parar o carro. A chuva está engrossando e está ficando cada vez mais dificultoso de continuar a dirigir pela cidade.

-Ainda bem que achei você! Anda!! Tem que me tirar daqui!!! –É a Taylor! O quê???

-Huh... O quê? O que está havendo? –Harry não entende mais nada. 

-Me desculpa invadir o seu carro, mas... Dirige!! –Ela pede eufórica e logo Harry acelera sem pensar duas vezes!!

... Já saindo do trânsito e de toda a confusão que a Taylor causou...

-Será que agora você pode falar o que está acontecendo? –Ele questiona, mas continua dirigindo.

-Uns idiotas, eu estava fugindo deles. –Taylor responde, enquanto retoca o seu batom no retrovisor do carro.

-E o que eu tenho haver com isso?! –Harry fica furioso.

-Nada. Mas, eu ia entrar em qualquer um dos carros que estavam naquela bagunça, de qualquer jeito e por sorte achei você. Reconheci pela placa. –Taylor fala, guardando o batom.

-O Yo sabe dessas suas confusões? –Harry questiona.

-Não. E nem precisa. Agora, para aqui em frente a esse terceiro prédio. Eu vou visitar o meu... “Passa tempo” preferido. –Taylor pede e então Harry para o carro. –Hey! Mais para frente! –Ela exige.

-Você vai descer exatamente aqui, e ainda fica me devendo essa! –Harry manda.

-Grosso! –Taylor desce do carro e bate a porta com força.

-Não quebra meu carro não! É caro, okay?! –Ele a irrita e sorrir. Logo, quando Harry se dar conta de onde está, após ter se espreguiçado no banco do carro, olha em volta e percebe que está a apenas um quarteirão da mansão do Justin. Ele simplesmente não se deu conta à trajetória inteira. –Deus, isso é sério? –Ele olha para o GPS.

Então, Harry dá marcha a Ré no carro e avista parte da mansão do Justin. Logo, estaciona o carro um pouco mais para longe e decide ir caminhando até a propriedade. Ao chegar em frente a propriedade, apenas sua credibilidade o permite abrir portões, portas e tudo mais da mansão. É! É o Harry Styles! Então, Harry simplesmente dá um jeito de chegar até o telhado, sem que entre na casa.

-Pode chorar querida, não é um erro, é uma necessidade. Você precisa colocar pra fora toda a dor que já lhe causaram. Você está sendo forte por guardar isso tudo só pra você, nunca se julgue fraca porque você não é. E eu sei, você sabe... Nós dois sabemos. –Harry me encontra ainda chorando!!

-Harry!! –Fico surpresa ao olhar para trás e o ver.

-Você está encharcada... Tanto por fora como por dentro. –Ele me olha com sensibilidade.

-Pedi para que fosse embora e... Não olhasse para trás. Não tem nada novo aqui, vai embora! –Peço, escondendo o rosto e tentando conter o choro.

-Vem, eu te dou o meu casaco. –Ele tira o casaco e o põe sobre meus ombros. Em seguida, me abraça de lado. 

-Eu não posso ficar com você, e você sabe disso. –Apoio minha cabeça na ponta de seu ombro.

-Eu também não podia ficar perto de você, para que não descobrisse sobre a gente, e olha só isso. Agora você sabe. –Harry e eu fitamos a cidade enquanto a chuva volta a ser fininha e fria. Apenas os fracos pingos escorrem sobre nossos rostos, lavando minha face das lágrimas que mancharam.

-Me perdoa. Não precisa ser agora, mas me perdoa. –Murmuro apenas para me, mas Harry ouve.

-Eu perdoo, desde que no final você volte para me. –Ele desliza as mãos para dentro dos bolsos molhados e apenas ficamos observando a cidade sob uma noite chuvosa e fria. 

Harry não fala muito e não é preciso. Nós não mais trocamos uma palavra, apenas ficamos ali, ele cedendo o ombro para me e eu apoiada ao ombro dele. O silêncio de nós dois é suficiente para ouvirmos e sentirmos a chuva. Os carros vão e vêm um pouco mais lentos. As pessoas passam com seus enormes guarda-chuvas. As luzes dos prédios estão mais completas, estando acesas. Aparentemente, quando chove, as pessoas costumam ficar mais tempo em casa. Eu sei que nunca serei normal, não somente por eu ser máquina, mas também por eu ter um plano de vingança ambicioso. Muitos casais devem está se amando neste exato momento. Mas, eu e Harry? A gente apenas... Nós apenas voltamos a nos falar direito; o que aqui significa ceder o ombro e se apoiar a noite toda.

 

Notas Finais


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Até o próximo capítulo!


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