História Black Ice - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avril Lavigne, Nickelback
Personagens Avril Lavigne, Chad Kroeger, Daniel Adair, Mike Kroeger, Ryan Peake
Exibições 4
Palavras 3.773
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Hands To Myself


Fanfic / Fanfiction Black Ice - Capítulo 6 - Hands To Myself

                                                                                         Chad

     Depois que chegamos em casa, Ryan ficou mais um tempo comigo conversando sobre assuntos alheios, como sobre iriamos gravar esse álbum – e como sou descansado, não me incomodei muito – e se amanhã iria cair de novo aquela famosa chuva de verão. Mas a conversa não ficou muito comprida, pois Ryan foi embora. Eu amo a companhia do meu amigo, mas não aguentava mais a pressão nas minhas calças. Merda, aquela mulher é o demônio na terra. Subo as escadas e vou para o banheiro, ligo o chuveiro no morno e começo a tirar minha roupa, tentando me livrar o mais rápido possível. Sinto um pouco de dor de tão excitado que estou, sinto raiva disso, mas gosto. Eu preciso daquela mulher, nem que seja por uma noite.

   Me enfio debaixo da água, passo minhas mãos em meus cabelos e suspiro fundo, minhas mãos automaticamente descem pelo meu corpo e eu sinto um leve espasmo enquanto fecho meus olhos pesadamente, começando os movimentos. Os meus pensamentos automaticamente param em Jackie, com imagens confeccionadas apenas pela minha mente perversa. Seu corpo curvilíneo, seu rosto juvenil com aquelas covinhas maravilhosas. Imagino-a de várias formas, a que mais me provoca é dela de joelhos na minha frente, sinto o orgasmo vindo, sorrio e logo me domina, sentindo me esvaziar, vou parando aos poucos e abro meus olhos, ficando sério. Dou um soco na parede e bufo, baixando a cabeça deixando a água morna escorrer por minha nuca e minhas costas.

   Me recupero e continuo meu banho. Termino, me seco rapidamente e vou para o quarto, me visto apenas com uma calça de moletom e meu perfume, e desço novamente para falar com dona Agnes, me sentindo muito mais leve do que quando cheguei em casa.

- Quer jantar, meu filho? – Dona Agnes pergunta sorrindo.
- Não, obrigado, dona Agnes. – Sorrio e ela acaricia meus cabelos úmidos.
- Hm. – Ela resmunga desconfiada. – Quem te deixou assim?
- Ninguém. – Sorrio. – Só estou sem apetite mesmo.

   Dona Agnes fica em silencio me olhando desconfiada, eu apenas a ignoro, pois é a verdade, só não quero comer, caralho.

- Tudo bem. – Ela sorri abertamente. – Eu vou jantar e me deitar, ok? Estou cansada.
- Tudo bem. – Dou meu rosto para ela beijar, e assim faz. – Vou para o meu quarto. – Sorrio e me levanto.
- Durma com Deus, meu filho.
- A senhora também. – Respondo indo em direção as escadas.

  Nunca fui muito religioso, sempre duvidei muito da existência de alguma força superior a mais que resolveu brincar com barro e criou o mundo, junto com um cara feito de costela e uma mulher que conversava com uma cobra, mas sempre respeitei muito a religiosidade de dona Agnes, pois para mim transparecia um carinho, não uma exposição da sua fé.

  Me atiro na cama, e puxo meu celular da cabeceira, checando as notificações, haviam muitas, coisa que me fez ter preguiça até de pensar em ler tudo aquilo. Amo meus fãs, sei que se não fossem por eles nós não estaríamos aqui agora, mas é muita mensagem e eu sou preguiçoso, não nego. Mas vejo uma que me chama a atenção, com o número de Mandy.

“Oi, gatinho. Já estou com saudades, tem algumas horas para matar comigo?”

   Sinto tédio ao invés de sorrir como antigamente, mas respondo.

“Olá, Mandy. Infelizmente, estou sem tempo. Estou trabalhando bastante com a banda.”

   Respondo e repouso o celular em meu peito, logo vibra novamente.

“Isso é um fora? Cansou de brincar comigo?”

   Bufo e reviro os olhos.

“Não, Amanda, você sabe que eu nunca brinquei com você, sempre fui muito franco com você, e você sabe.”

    Coloco meu celular em modo silencioso e o coloco embaixo do travesseiro, respiro fundo irritado e ligo a televisão num canal que passa um jogo de basquete. Eu odeio esse modo infantil que Amanda encara nosso “relacionamento”, ela tem a maturidade de respeitar as suas próprias decisões e as minhas, porém ela mistura as coisas, cobra coisas desnecessárias de mim, como se tivéssemos um relacionamento sério, e a última coisa que eu quero é ter um relacionamento sério com ela, apenas pelo fato de ela ser tão infantil, já tive uma experiência com uma pessoa extremamente infantil e acabei sendo usado, não sabendo distinguir o que foi pior.

  Acompanho por pouco tempo o jogo, ainda muito bravo com o comentário desnecessário de Amanda, mas logo apago, adormecendo pesadamente.

- Qual é, cara. – Mike diz incrédulo. – Você já está todo assim por uma mulher que conheceu há dois dias?
- Cara, você não tá ajudando. – Respondo enquanto massageio as minhas têmporas, com os olhos fechados.
- Cadê o meu irmão que era durão na queda, hein?

   Bufo pesadamente e o encaro, ele tem as sobrancelhas arqueadas e as mãos na cintura.

- Olha, eu só queria que você me ouvisse, tipo um desabafo, sabe? De irmão para irmão? – Aponto para mim e para ele.
- Você está apaixonado? – Mike franze o cenho, numa expressão confusa.
- Não quero mais falar com você. – Respondo e me viro, de costas para ele, ainda sentado na cadeira rotativa.
- Isso é um sim? – Insiste.

   Eu o ignoro, pego meu celular e arregalo os olhos quando vejo dezessete mensagens de Mandy.

“Eu sei disso, mas, Chad... Eu sinto falta do seu corpo.”
“Só mais uma noite... É a única coisa que eu te peço.”
“Chad?”
“Chad!”
“Cadê você?!”
“Me responde AGORA!”
“Chad!”
“Ah, qual é! Me responde, idiota!”
“Eu não vou me humilhar por você!”
“Vá se foder!”
“Não fale mais comigo, está tudo terminado!”
“Eu te odeio com todas as forças do mundo!”
“Chad, por favor, me responde!”
“Está acabado, não volto mais atrás.”
“Chad!”
“Você é um babaca!
“Lembra de quantas vezes te fiz gozar? Esqueça delas!”

    Fico meio assustado com a capacidade dela de mandar tantas mensagens, e ainda mais como se tivesse terminando um relacionamento comigo. Mulher louca.

- Hmmm. – Daniel diz tentando tirar o celular da minha mão. – Já consegui o número da Jackie, é?
- Qual é o problema de vocês? – Pergunto enquanto me levanto, colocando o celular em meu bolso e indo para a sala do café.

  Eles ficam rindo de mim, e eu os ignoro. Santa mania que tenho que me abster nesses momentos. Coloco algumas moedas na maquina de café, e seleciono o café expresso, posiciono o copo e deixo a máquina fazer seu trabalho, me escoro na mesma e avisto Ryan sorrindo para mim.

- Se vier com piadinhas sobre a Jackie é melhor se afastar. Tenho uma cafeteira elétrica e não tenho medo de usá-la. – Digo passando o braço sobre a mesma, fazendo cara de bravo.
- Oh. – Ryan espalma as mãos em um movimento de rendimento. – Na verdade, eu vim comentar sobre um trecho que acabei de escrever, que talvez seja uma futura música. – Ele sorri rapidamente.
- Hm. – Encaro-o desconfiado, pegando o copo e abrindo um pacotinho de açúcar. – Melhor assim.

  Termino de adoçar meu café e vou para a sala com o Ryan, me sentando ao seu lado enquanto ele futrica em alguns papeis até achar o bendito trecho. É um trecho realmente bom para alguma música, isso já me trouxe outras várias inspirações, e começamos a trabalhar freneticamente, até a inspiração acabar. Então saímos para almoçar todos juntos, rindo bastante de cada piadinha que alguém soltava, como de costume. Voltamos para o estúdio, e trabalhamos mais um pouco, com os caras fazendo palhaçada com os instrumentos, arrancando mais risadas, mas como tudo que é bom dura pouco, minha garganta começou a doer, me fazendo ficar mais de canto, nem me entrosar direito com os caras.
                                                                                              Jackie

  A semana, como o normal, passou tão rápido que quando percebi já era quinta-feira. Muita correria, muita coisa para arrumar, para mandar buscar, mais os papeis que Benjamim pediu para eu conseguir, cujo as bandas e artistas irão assinar na festa, dando motivo assim para tanta comemoração. Eu já estava quase desgastada, á base de café e energéticos para manter o pique e não deixar meu chefe na mão, é muita coisa para uma pessoa só, ainda tinha que me desdobrar para dar a atenção para minha família e ter paciência para lidar com Mark. Mark é meu vizinho desde que me mudei para lá, e ele sempre quis muito ter minha atenção, sempre foram muitos convites para saídas em bares, para os shows que ele tocava com sua banda, para cinema, para jantar fora, mas eu nunca quis ir. Além de eu na época ser noiva de Marlon, havia mais alguma coisa me dizendo que não era confiável aceitar qualquer convite dele, apenas uma intuição paranoica minha. Depois que me separei, os convites aumentaram, junto com os agrados em chocolates, doces, bolos que ele fazia questão de me levar na porta da minha casa, e obvio, com algum convite. Eu nunca dei muita moral para ele, mas nunca faltei com respeito, e também, ele nunca faltou respeito comigo, ele insistia, mas não forçava a barra.

- Minha querida. – Benjamim fazia uma leve massagem em meus ombros com seus dedos compridos. – Você trabalhou tanto essa semana que não há mais nada que você possa fazer, além das minhas unhas. – Brinca e eu sorrio. – Mas vá descansar. Você está parecendo um zumbi de cansaço, trabalhou tanto que agora é só esperar o grande dia chegar.
- Obrigada, chefe. – Sorrio, colocando minha mão sobre a dele. – Eu só quero terminar essa planilha, e eu juro que vou para a casa.
- Claro que não. – Bate a tela do notebook, o fechando. – Vá descansar sim, lembra que eu disse que você precisa estar linda no evento?
- Disse. – Reviro os olhos e sorrio.
- Então. – Vira a cadeira que estou sentada para a porta. – Vá, vá, vá. Não quero mais te ver aqui.
- Obrigada. – Dou um beijo em seu rosto e ele sorri.
- Você merece. – Ele franze os lábios. – Descanse, minha linda.

    Assinto para ele e pego minha bolsa, indo em direção á porta principal. Desço pelo elevador, e me dirijo para o estacionamento, acho meu carro e vou em direção á minha casa. Chegando, tiro meus saltos e subo as escadas arrastada, apenas tiro a minha roupa e me deito em minha cama, logo apagando de cansaço.

   Acordo assustada, correndo para o banheiro, tirando o resto da minha roupa e tomando banho apressado, tentando poupar o máximo de tempo. Me seco, me visto com uma roupa para o trabalho com a toalha enrolada nos cabelos, passo para o meu quarto desconectando meu celular do carregador e colocando em meu bolso do casaco jeans, volto para o banheiro para me maquiar e sinto meu celular vibrar, pego e vejo uma mensagem de Benjamim, paro para ler.

“Jackie, não precise vir para a gravadora. Tire o dia para ver sua roupa, cabelo, tudo que precisa para a festa. Repito: EU TE QUERO LINDA!”

   Me encaro no espelho e franzo os lábios. Fiz essa correria de novo para nada, então sorrio.

“O que eu não faço por você, não é? Só vou me esforçar um pouco pra não roubar o seu brilho! Hahaha”

  Respondo, e já que estou aqui, vou me maquiar. Aproveitando essa “folga” que Benjamim me deu, vou chamar Lorraine para ir ao shopping comigo comprar alguma roupa nova. Faço uma maquiagem leve, com direito de sombra perolada e bastante rímel. Muito na minha vida eu me achei estranha por ter meu olho esquerdo castanho e meu olho direito cor de âmbar, e hoje, faço questão de destacar bem eles. E com isso, me faz ter uma puta admiração pela genética. Termino a maquiagem, me perfumo e disco o número de Lorraine.

- Bom dia, flor do dia. – Digo assim que ela atende.
- Alô, Melanie.
- Eu estou com muito bom humor para te mandar longe. Por favor, respeite isso.

   Lorraine solta uma risada debochada.

- Como você está? – Pergunto sorrindo.
- Acabei de acordar, então, de mau humor. E você?
- Estou bem. – Dou de ombros caminhando até a sala. – Topa uma saída para compras?
- Hm... – Resmunga desanimada.
- Ah, qual é. – Sorrio. – Vamos comigo, por favor! – Imploro.
- Eu estou com preguiça. – Ela boceja.
- Eu te pago um café.
- Que horas você me pega mesmo?

   Solto uma risada dela.

- Estou saindo de casa. – Digo pegando minha bolsa, e junto a chave do meu carro.
- Quando tiver perto da minha casa, me avisa. Vou ficar deitada até você chegar.
- Muita preguiça mesmo? – Pergunto franzindo meu cenho.
- Muita. – Ouço ela se espreguiçar.
- Aviso sim. Beijo.
- Tchau, Melzinha. – Ela dá ênfase em meu odiado nome e solta uma risada.
- Vá se foder. – Digo melodicamente.
- Também te amo. – Ela responde e eu encerro a chamada.

   Abro a garagem, e ouço alguns passos, já imaginando ser Mark.

- Bom dia, senhorita Blanchard. – Ouço a voz dele sorridente.
- Bom dia, Mark. – Respondo me virando, revirando meus olhos.
- Aonde vai tão bonita? – Sorri me analisando.
- Programas de meninas. – Balanço a chave do meu carro.
- Hm. – Ele ergue o olhar. – Posso acompanhar vocês? Preciso dar uma volta, tenho que comprar umas cordas novas para o violão.
- Eu vou ao shopping, não tem a loja que você precisa. – Sorrio.
- Ah. – Ele estala os lábios e faz uma expressão tranquila. – É verdade. – Sorri. – Esquece. Até mais, Jackie.
- Tchau! – Abano para ele e entro em meu carro.

   Pego o rumo para a casa de Lorraine. Ligo o rádio e começa está tocando “Best Of You”, do Foo Fighters, eu aumento o som e começo a cantar junto. Eu amo essa música, posso repetir várias vezes que não enjoo, e canto todas as vezes possíveis. Sinto certa dificuldade de enxergar, o dia está bem claro e isso dificulta mais ainda. Meus óculos de descanso ficaram em casa, e os únicos óculos que tem aqui com grau, é o meu escuro, junta o útil ao agradável. Abro o porta luvas e tiro os óculos, colocando em meu rosto, melhorando minha visão noventa por cento. Respiro aliviada e continuo no caminho. Chego à casa de Lorraine, e lembro que deveria ter avisado que estava chegando, mas agora já estou aqui. Estaciono, tranco-o e vou até a porta, hesito em bater, então puxo a maçaneta e a porta abre, o silencio matinal toma conta da casa. Ando até o quarto de Lorraine, encontrando-a apenas enrolado num lençol grosso, olhando para a televisão com um cigarro na mão.

- Você não deveria ter me ligado, querida? – Lorraine pergunta sem tirar os olhos da tela.
- Deveria. – Respondo num modo infantil. – Agora vai se arrumar, vai. – Sorrio.
- Não mesmo. – Traga o cigarro. – Estou fumando e está passando um episódio dos Simpsons. Deita aí. – Ela indica a cama e volta a olhar enquanto solta a fumaça pelo nariz.

   Faço a volta na sua cama e me deito ao seu lado. Assisto sem prestar muita atenção, pois já estava na metade pro final.  Termina, Lorraine olha para mim e solta uma risada.

- Você entendeu? Muito bom, cara. – Ela pergunta ainda rindo muito.
- Não. – Sorrio. – Não prestei a atenção.
- Eu não vou te explicar. – Ela apaga o cigarro no cinzeiro e se levanta, vestindo apenas calcinha e indo para o banheiro. – Eu juro que não demoro.

   Balanço a cabeça e volto a assistir televisão.

- Vamos fazer o que mesmo? – Lorraine pergunta penteando seus cabelos com os próprios dedos.
- Comprar roupa para a festa de hoje! – Respondo animada, erguendo o meu pulso.
- Ah... – Ela para de mexer os braços. – Tá. – Ergue as sobrancelhas.
- Como você é sem graça. – Digo indo para uma loja de roupas sofisticadas.
- Eu também tenho que comprar alguma coisa... – Ela diz pensativa.
- Eu posso te ajudar. – Aponto para uma jaqueta de couro.
- Meu... Deus. – Ela olha encantada para a vitrine. – Isso... É tudo... Que eu queria! – Ela espalma as mãos na vitrine.
- Me agradeça depois. – Olho minhas unhas e percebo que tenho que fazê-las o mais rápido possível. – Venha! – Puxo-a pelo braço para dentro da loja.

   Olhamos algumas araras, e alguns manequins, e logo uma moça negra, aparentemente nova, com os cabelos em um black power maravilhoso vem em nossa direção sorrindo.

- Bom dia, garotas. – Ela para alguns passos á nossa frente. – O que procuram?
- Bom dia, minha linda. – Sorrio. – Olha, eu preciso de um vestido maravilhoso para uma festa hoje a noite. E ela... – Olho para Lorraine. – Precisa daquela jaqueta que tem na vitrine.
- Aquela jaqueta vai ficar maravilhosa em você! – A moça aponta para Lorraine e sorri, enquanto Lorraine sorri junto.
- Essa maquiagem só parece, mas não é permanente. – Aponto para os olhos de Lorraine, e ela revira-os.
- Qual o seu problema comigo, hein? – Lorraine pergunta para mim.
- Eu amo você. – Faço um coração com a mão.

  A atendente dá uma gargalhada divertida.

- Felipe, pegue a jaqueta da vitrine. – Olha para um moço magro. – Vou mostrar os vestidos para vocês. – Diz e toma rumo, eu e Lorraine a seguimos.

   Fomos para o fundo da loja, então ela puxa uma arara com vários vestidos de festa, com várias cores e modelos.

- Já tem algum em mente?
- O mais ousado possível. – Lorraine diz e sorri. – Ela quer conquistar alguns rockstars por aí. – Dá de ombros.
- Não exatamente. – Olho para cima. – Mas pode ser.
- Entendi. – A moça sorri e se vira, mexendo nos cabides.
- Aqui está a jaqueta. – O moço sorridente diz e entrega para Lorraine.
- Valeu, cara! – Ela diz empolgada e vai para frente do espelho.
- Aqui. – A moça se vira com três vestidos na mão, ambos curtos, um verde escuro todo detalhado com rendas, outro preto em estilo tubinho com algumas correntes douradas nos ombros, e um vermelho escuro, quase preto, com uma manga de enfeite, sem muitos detalhes. – Eu acho que esses que vão ficar bem em você.
- Só não gostei muito do verde, mas vou experimentar os outros dois. – Sorrio.
- Ok. – Me entrega os vestidos, sorridente.

   Me viro e vou em direção aos provadores. Entro em um, logo, trancando-o. Tiro a minha roupa, e coloco primeiro o preto. Ele se adapta ao meu corpo, mas tem alguma coisa que eu não gosto. Respiro fundo e troco para o vermelho, me admiro e gosto muito do que vejo, me sentindo perfeitamente bem com ele, tendo minha autoestima lá em cima. É justo, colado em meu corpo fazendo minhas curvas realçarem, perfeito. Sorrio enquanto me encarando, passando a malícia pela minha cabeça. Saio do provador, vendo Lorraine se admirar no espelho com a jaqueta que combinou com ela, com vários Spikes, super no estilo dela.

- Nossa. – Lorraine se vira para mim. – Minha amiga, você quer matar aquele babaca, é?

   Gargalho e me admiro no espelho maior, no fundo da loja.

- Se você não fosse minha melhor amiga, eu não te perdoaria... Caralho. – Lorraine diz boquiaberta.
- Você também está maravilhosa com essa jaqueta. – Sorrio sem jeito.
- Ela tem razão, você está linda, combinou perfeitamente com você. – A atendente diz sorrindo, cruzando os braços.
- Obrigada, meninas. Eu vou levar esse mesmo. – Pisco para Lorraine e volto para o provador, para trocar de roupa.
- Eu também vou levar a jaqueta. – Ouço Lorraine falar. – Queria poder te levar para casa também.

   Provavelmente ela esteja falando essa gracinha para a atendente, pois ouço a risada dela baixa, e uma resposta inaudível. Fico boquiaberta com a cara de pau de Lorraine, como se eu não tivesse acostumada com ela. Troco de roupa, e devolvo para a atendente, logo pagando e saindo da loja com as sacolas.

- E agora? – Lorraine olha para mim com as sobrancelhas juntas.
- Vamos almoçar? – Encolho meus ombros.
- Hm... – Lorraine olha em seu relógio de pulso. – Meio dia e vinte e três.
- É, então vamos. – Digo e vamos para a praça de alimentação.

   Fazemos nossos pedidos em um fast-food, e nos sentamos.

- Eu vi hein. – Digo sorrindo enquanto pego meu celular.
- O que? – Lorraine pergunta se fazendo de desentendida.
- A piadinha para a atendente. – Sorrio e pisco para ela.

  Lorraine tranca o riso e olha para cima.

- Qual é. – Ela engole a seco. – Aquela mina é uma gata.
- Muito bonita mesmo, mas poderia ter sido um pouco mais discreta. – Arregalo levemente meus olhos.
- Você sabe que comigo essa de jogo de sedução não cola muito. Prefiro chegar assim, porque se for, é, e se não for, não é, e ponto. – Lorraine dá de ombro.
- Está certa. – Sorrio.

                                                                                             Chad

   A semana se passou rápida, como não fiz muita coisa, passei mais em casa do que trabalhando, nem percebi que quase já era o final de semana. A tal da festa da gravadora. Estava com preguiça de ir, mas ao mesmo tempo com muita vontade. Eu quero vê-la. Eu quero testar até onde ela vai, até onde ela aguenta.

- Vamos, Bela Encantada! – Mike grita da escada.
- Bela Encantada não existe, Mike. – Ryan diz.
- Shhhh! Ele não precisa saber disso, nem entende da Disney. – Mike responde num nível mais baixo.
- Sim! – Grito em resposta e reviro os olhos. – Estou indo, príncipe Eric! – Grito e sorrio.

   Ouço as risadas dos caras lá em baixo, e eu sorrio me encarando no espelho, vendo o quanto estou bonito. Não minto para mim. Como sempre: todo vestido de preto e com a minha fiel escudeira jaqueta de couro. Passo mais um pouco de perfume, pego minha carteira – obviamente vou precisar dela – e desço de encontro com os caras.

- Demorou hein. – Mike diz me encarando. – Todo esse tempo para você colocar uma roupa normal? Que vai até na padaria? – Mike fica boquiaberto e cruza os braços.
- Não enche. – Dou um peteleco no seu nariz. – Vamos então.
- Nossa! – Daniel diz e se levanta. – Você está maravilhoso, Chad! – Sorri e faz uma cara de pervertido, debochando.
- Gostou? – Dou uma voltinha sorrindo, entrando na brincadeira. – Tudo pra você.
- Às vezes vocês me assustam. – Mike diz ainda com os braços cruzados.

   Olho para Ryan e ele têm os olhos arregalados e a boca entreaberta. Eu e Daniel damos uma gargalhada alta e eu passo meu braço nos ombros de Daniel e andamos em direção á porta.

- Vamos, seus cuzões. – Digo olhando por cima do meu ombro. – Têm uma puta festa nos esperando.

    Me despeço de dona Agnes e nos acomodamos em nossos carros, indo para o endereço da tal festa, para nos encontrar com o resto dos caras lá mesmo. Essa festa vai ser boa... Muito boa.

   


Notas Finais


*Príncipe Eric é o príncipe da Bela Adormecida.


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