História Black Moon - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Suho
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Kai, Kyungmyeon, Kyungsoo, Sudo, Suho, Susoo
Exibições 20
Palavras 3.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Luta, Misticismo, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Esta é minha primeira fic, ela é adaptação de uma história antiga que eu escrevi. Espero que todos gostem, realmente estou bastante animado em compartilhar essa fic com vocês.

Alguns esclarecimentos:
• Nas notas iniciais constará a informação se o capitulo publicado foi revisado ou não;
• Nas notas finais constará previsão da data de lançamento do próximo capitulo;
• A fic será centrada em SuSoo, mas haverá outros casais;

Bem galera, é horrível esperar pelo lançamento dos próximos capítulos, então estarei bem focado em trazer os capítulos futuros o quanto antes para vocês. Então após a capitulo ficar pronto, ela é revisada no dia seguinte.

Desejo a todos uma boa leitura e até as notas finais!

• Capitulo revisado •

Capítulo 1 - Cítrico


Fanfic / Fanfiction Black Moon - Capítulo 1 - Cítrico

Do KyungSoo

Lembro-me claramente daquele dia, da mesma forma que uma cicatriz, o dia que minha vida mudou. Aquele foi o clímax do meu destino, onde enfim me deparei com dois caminhos. Se eu tivesse sido mais paciente... Será que minha vida seria diferente?

Eu estava em meu quarto, estava preocupado, estava me preparando. Logo chegariam as provas de admissão em várias universidades do país, finalmente poderia sair daquela maldita cidade e me enfiar dentro de algum alojamento de qualquer campus, qualquer lugar seria melhor do que aquele. Se eu conseguisse ser aceito em qualquer lugar, poderia me livrar de tudo aquilo, de toda a sujeira que fui forçado a viver.

– Kyung–ah... – Saí de meus devaneios ao ouvi a voz daquele homem que eu sentia tanta repulsa, minha única reação foi me encolher na cadeira e abraçar minhas pernas. Por mais que eu o odiasse, era obrigado a dividir casa com esse homem. Meu pai havia falecido anos atrás, um acidente de carro roubou a vida dele. Minha mãe inocentemente casou-se novamente dois anos mais tarde.

Ela era uma linda mulher de grandes cabelos negros e olhos tão negros quanto, ela tinha a beleza jovial apesar de ser uma mulher madura. Apesar de me amar, ela não amava meu pai. Ele era infiel e isso fez extinguir qualquer amor que minha mãe podia nutrir por meu pai. Ela se casou com o dono da floricultura que ela trabalhava. Quando isso aconteceu, eu tinha acabado de fazer quinze anos, depois de dois anos ela veio a falecer devido ao câncer que foi descoberto tarde demais.

Eu tinha perdido tudo. Meu pai que apesar de ser um péssimo marido, era um bom pai e perdi meu porto-seguro, minha mãe, aquela que tinha todo meu amor e carinho.

Meu padrasto continuou me criando, tudo parecia ir bem, até que os abusos começaram. Ele vinha em meu quarto no meio da noite e violava meu corpo, após ele se satisfazer, eu sofria todo terror psicológico que podia. Ele me ameaçava, me agredia com socos e sempre dizia que se eu contasse para alguém, ele me mataria.

– Abre aporta pequeno, vem brincar comigo! – Disse ele num tom realmente entusiasmado, como se convidasse uma criança para um parque de diversões. Do fundo do meu ser, ouvir aquela voz me dava ânsia e me desesperava. As folhas contendo vários exercícios sobre matemática ficaram embaçadas, meus olhos se enchiam de lagrimas.

– O que o senhor quer? – Perguntei como se não soubesse de nada disfarçando de alguma forma milagrosa a voz embargada pelo choro.

– Kyung não quer brincar com o papai... – Dizia ele, ainda num tom de voz entusiasmado.

– Eu estou estudando. – Disse na esperança de que ele me deixasse em paz, eu era um jovem desesperado, eu não queria ver ele, eu não queria que acontecesse mais uma vez, não era possível me deixar em paz só mais um pouco? Minha voz começou a ficar fraca e o desespero tomava conta de mim – Tenho provas essa semana. – Disse, mas já era tarde demais...

– Como ousa recusar o carinho do seu pai, Kyung? – Ele entrou no quarto do modo mais assustador que eu já havia visto. O cheiro de álcool tomou conta de minhas narinas. Ele estava bêbado e mesmo assim era possível ver o ódio em seus olhos e eu já não conseguia pensar direito, o medo me dominava.

– Não foi intenção, senhor! Me des... – Senti uma dor em meu maxilar e quando me dei por mim, estava no chão, um soco vindo dele atingiu em cheio meu rosto, e esse foi o primeiro de muitos. Nunca apanhei tanto na minha vida.

Foi naquele momento que decidi mudar radicalmente minha vida. Deixei ele me bater como presente de despedida e para mim, era como um purgatório, aquela péssima estrada que passamos antes de chegar ao paraíso.

Ele abusou do meu corpo e nunca senti tanto nojo. Após ele sair do quarto eu fui ao banheiro, vomitei até não sobrar nada no estômago de tão enojado que eu fiquei. A água do chuveiro não me trazia a sensação de limpeza, esfreguei o sabonete até minha pele ficar avermelhada. Fiquei um bom tempo debaixo da água quente que escorria pelo meu corpo, apesar do meu corpo estar ali, minha mente maquinava um plano para fugir dali, peguei tudo de mais importante que era apenas documentos, algumas roupas e o dinheiro que minha mãe deixou escondido em um lugar secreto no armário da cozinha para em caso de alguma emergência. Fugi naquela noite após ele dormir. Fugi para onde só Deus e o demônio saberiam onde eu estaria.

•    •    •

Peguei o ultimo ônibus que ia em direção a rodoviária, iria sair daquela cidade e tentar a sorte. Não iria esperar por prova para ser aceito em alguma universidade, não dava, meu corpo e mente ansiavam por liberdade. A moça da bilheteria me olhou preocupada, provavelmente devido aos hematomas em meu rosto. Dei de ombro e comprei uma passagem para Gurye. Meu plano era chegar na cidade e começar a viver lá. Precisava de um lugar onde ninguém pudesse me achar e que não fosse obvio.

A viagem foi tranquila, desfrutei de uma paz que não vivia a tempos e aquilo era libertador. Quando cheguei a Gurye tratei de procurar uma quitinete, consegui achar um lugar barato e muito arrumado, era apertado, mas era perfeito para mim e, além disso, era mobiliada e o preço sairia muito em conta. Sentia-me como se tivesse ganhado na loteria.

Comprei comida para o mês e o dinheiro chegou à sua metade, agradeci a Deus e a minha mãe por ter deixado aquela quantia para mim, porem apesar de ainda sobrar dinheiro, decidi no dia seguinte ir à procura de um emprego.

Sai de casa após o almoço e andava pelas ruas de Gurye em busca de emprego. Já havia entregado curriculum em todos os locais possíveis – o que não era muito – onde eu pudesse exercer algum trabalho. Passei tanto tempo andando pela cidade que perdi a hora, quando dei por mim o relógio já marcava dez horas da noite, e as temperaturas já haviam baixado – e muito – na cidade de interior graças a grande floresta que havia ali ao lado da cidade. Tinha que voltar para minha nova casa, e logo.

Havia dado voltas e voltas tentando voltar para case e depois de um tempo já não fazia ideia de onde havia me metido. Fui em direção ao lugar mais iluminado que vi e mesmo assim não sabia onde estava.

A rua estava claramente deserta, mais à frente avistei um homem de estatura mediana e cabelo castanho, muito bem vestido, e a primeira coisa que me passou na cabeça foi lhe pedir informações.

– Com licença... – Disse meio tímido e com vergonha, acabei o interrompendo, pois ele caminhava cantando alguma música que não reconheci. Seu rosto era bem delicado e feminino, ele aparentava ser uma boa pessoa. – Poderia me dar uma informação?

•    •    •

Kim JunMyeon

A matilha estava animada como sempre, finalmente os lobos adolescentes iam começar o treinamento de combate. Meu pai, o alfa da matilha chamou a todos para uma reunião durante a tarde na grande mansão que ficava na montanha no meio da floresta. Ele tratou os mesmos assuntos de sempre, porem todos ficaram nervoso quando ele falou que em breve teria de ir junto com os lobos sentinelas, visitar uma matilha vizinha e eu ficaria como responsável pela matilha. O motivo de todos ficarem tensos não era pelo fato de eu ficar como responsável, mas sim pelo fato de até mesmo o beta teria que ir com meu pai para essa tal visita.

– Hey! JunMyeon, vamos assistir o treinamento dos lobos? – ChanYeol se aproximou espirrando após a reunião ter chegado ao fim.

– Tenho que ir pra cidade fazer compra de mantimentos para a matilha – Disse frustrado, meu pai sempre deixava os piores serviços para mim. Eu queria libertar meu lobo, caçar, treinar e fazer qualquer coisa que me tirasse daquelas funções que meu pai dava. – Como você conseguiu ficar gripado girafa? Você é um lobo beta ou não? – ChanYeol começou a rir da minha cara e me deu um soco no braço.

–  Cala a boca, uma vez na vida a gente tem que ficar gripado né. Olha! Eu vou te ajudar nisso, mas não vai se acostumando.

Dei um cascudo na cabeça de ChanYeol. – Olha o jeito que você fala com o alfa aqui! – Esbravejei todo dominante pra logo perder a pose rindo com a forma que ChanYeol me olhou.

– Você nem é alfa ainda e no dia que você for vai viver dependendo do seu beta aqui! – Dessa vez foi a ChanYeol que tomou a pose todo confiante. Comecei a rir e fui então em direção a pick-up vermelha e ChanYeol veio atrás. – Vamos logo que eu quero voltar a tempo do jantar de celebração.

Dirigi até a cidade, ChanYeol e eu conversamos sobre vários assuntos. Apesar dele parecer louco as vezes, ele era um bom amigo, sempre esteve do meu lado quando éramos criança. Ele era filho do beta do meu pai, então era de se esperar que a gente se desse bem também.

Chegamos até a cidade e tudo foi normal, como era a compra para uma matilha inteira passamos boas horas até conseguir comprar tudo, o que para um humano olhando estranharia pela quantidade absurda de comida. Quando saímos do mercado já era de noite, parecia muito tarde, a lua minguante estava entre poucas nuvens, mas mesmo assim continuava bela. Meu lobo se agitou por dentro, enquanto eu admirava a lua minhas narinas foram entorpecidas por um cheiro cítrico e doce... Aquele cheiro começou a me deixar afoito, queria saber a quem pertencia porem ChanYeol me advertiu que se não chegássemos em casa logo iriamos perder o jantar e despedida do meu pai.

O peso da responsabilidade parecia rasgar meu peito porque suprimia minha vontade de ir atrás da moça a quem aquele cheiro pertencia.

Para meu completo desgosto, ChanYeol e eu voltamos para a parte da floresta na qual a matilha ficava, passando pelas casas com paredes de vidro na fachada que pertenciam à outros lobos da matilha e aquilo dava um ar muito elegante. Quando chegamos à casa principal, os lobos sentinelas começaram a descarregar as coisas enquanto ChanYeol ia para a sua casa para se arrumar para o jantar. Decidi fazer o mesmo, aliás, não iria ver meu pai por um bom tempo depois daquele dia.

•    •    •

Do KyungSoo

– Pois não? – O rapaz a minha frente disse de maneira educada.

– É que eu estou perdido... Acabei de me mudar para essa cidade e não sei bem onde estou. – Disse com vergonha sentindo meu rosto ficar um pouco corado.

– Gente nova na cidade! – Ele parecia surpreendido com aquilo. – Onde você mora? Aliás, me chamo BaekHyun. – Ele estendeu a mão para me cumprimentar.

 – K-KyungSoo, estava procurando um lugar para trabalhar e me perd... – Gaguejei um pouco fiquei mais envergonhado ainda, mas ele me interrompeu.

– Procurando emprego?! Isso é ótimo! Olha Kyung, eu gostei de você, você parece ser gente boa! Eu sou dono de uma cafeteria que abre durante a noite, eu estou indo para lá. – Ele parecia animado com tudo e sorria. Achei muito estranho ele dizer que me achou "gente boa", trocamos poucas frases e ele já estava julgando meu caráter? E de onde ele tirou esse "Kyung"? BaekHyun, parecia ser uma pessoa bem feliz o que me deixou bem relaxado depois de um tempo. Senti uma felicidade surgir em meu peito, quando me veio a mente de que aquele garoto poderia ser a primeira pessoa que poderia chamar de amigo, o jeito extrovertido dele me animou e ele desenvolveu uma pequena intimidade comigo.

Conversamos um pouco e decidi seguir ele até a cafeteria. O lugar era completamente arrumado e aconchegante, era decorado com tons amadeirados e as mesas e cadeiras eram feitas de madeira, dava um ar muito aconchegante ao lugar. A luz amarelada e não incomodava a visão para quem acabasse entrando ali após sair das ruas escuras de Gurye.

– Sua cafeteria é linda! – Disse a ele realmente encantado com o local. – Ficaria muito feliz trabalhando aqui! Do que você precisa?

BaekHyun ficou mais sorridente quando elogiei seu estabelecimento – Eu preciso de um recepcionista, eu acabei de abrir essa cafeteria, sou apaixonado por café e derivados... Então enquanto eu trabalho fazendo as bebidas, preciso de alguém para atender. – BaekHyun tinha uma aura animada e de certa forma eu estava ficando animado também. – Quer trabalhar aqui?

Quando ouvi aquilo, meu sorriso foi de orelha a orelha, exclamei um sim mais alto que já dei em toda minha vida.

•    •    •

Fui para casa e acabei chegando de madrugada, pois passei muito tempo conversando com BaekHyun. Acabei descobrindo que ele também era novo na cidade, tinha chegado a poucos dias para finalmente morar e trabalhar na cafeteria que ele tanto sonhou um dia abrir. Acabei adormecendo com um sorriso besta estampado em minha cara por tudo estar dando certo.

Acordei tarde, levantei e fiz um almoço simples e passei a tarde lendo o livro que havia comprado na rodoviária antes de viajar. Quando deu seis da tarde, me arrumei e fui em direção a cafeteria que descobri na noite anterior que não era longe de casa. Seria o primeiro dia de funcionamento do lugar e BaekHyun disse para eu ir camiseta branca porque ainda não tinha mandado fazer os uniformes. O começo da noite foi bem tranquilo, poucos clientes já que poucas pessoas que sabiam daquele lugar. Quando era uma hora da madrugada, BaekHyun e eu começamos a fazer a limpeza do local porque já não tinha nenhum cliente e ele pediu para eu retirar o lixo.

Levei uma sacola de lixo para fora e coloquei na lata e fechei com a tampa. Olhei para o céu e vi a lua, havia estava um contorno de luz indicando a fase minguante, quando olhei para a rua vi o quão próximo a cafeteria era perto da floresta e da montanha. Olhei para a lua de novo e fiquei mais um tempo admirando ela e as estrelas, quando olhei para a rua que dava na floresta meu corpo gelou, diante de mim havia um lobo de no mínimo 1,80 de altura, de pelos totalmente negros e dono de olhos totalmente avermelhados. O sangue gelou e minhas costas suavam frio, ele encarava diretamente meus olhos. Fiquei parado sem fazer nenhum barulho, quando ouvi seu rosnado fechei meus olhos e esperei pelo pior, mas nada aconteceu. Quando abri novamente os olhos vi a criatura entrar na floresta correndo.

Entrei na cafeteria em pânico e BaekHyun ao perceber meu desespero veio em minha direção perguntando o que tinha acontecido, ele segurou em minha mão e no meu ombro e me sentou em uma cadeira.

Lobo... – Disse com muita dificuldade após conseguir me acalmar.

•    •    •

Kim JunMyeon

Meu pai partiu na madrugada, junto com o beta e os lobos sentinelas. Na matilha agora só se ouvia o os gritos animados dos lobos jovens que treinavam no riacho que havia ali perto. ChanYeol e eu fomos em direção ao riacho ver o treino dos lobos, ver aqueles jovens lutando naquela dança selvagem animou meu lobo. Os jovens lutavam de forma desengonçada então ChanYeol me olhou e sorriu, na hora entendi o que aquele sorriso significava. Silenciosamente entramos no riacho raso atrapalhando a luta dos dois jovens. Tomamos nossas formas de lobo ao mesmo tempo, a forma de lobo de ChanYeol tinha o mesmo tamanho que a minha forma. Começamos a rosnar e o meu rosnado fazia os pequenos lobos se encolherem alguns até choramingavam baixo.

Começamos aquela dança andando em círculos, os jovens nos olhavam admirados e com medo, prestando toda atenção em nós. Meu primo JongDae, que era o responsável pelo treinamento dos jovens lobos ria e começou a discutir com Yixing sobre quem iria ganhar aquela luta.

ChanYeol estava se divertindo com aquilo, ele amava se aparecer e devido a isso ele avançou em minha direção. Ele tentava me submeter para morder o meu pescoço, porem eu era sempre evasivo. Comecei a tirar sarro do lobo escarlate ao começar a beber agua do riacho mostrando que não estava nem se concentrando na luta. ChanYeol avançou num pulo para cima de mim, porém já esperava a investida e com um movimento rápido me afastei joguei água no rosto dele com a pata e investi para cima do lobo encaixando as mandíbulas no pescoço dele. Aquilo encerrou a luta e eu saí vitorioso. Sem tomar forma humana, chamei todos os jovens para uma corrida.

Quando voltamos para a casa, já era tarde da noite. Todos banharam, jantaram e foram para seus quartos dormir. Apesar de estar como alfa, não havia nada para fazer por enquanto, já que o único problema, meu pai foi resolver. Quando deitei em minha cama após o banho, estava sem roupa e a luz fraca da lua que iluminava o quarto deixava minha pele mais pálida ainda. Quando fechei meus olhos lembrei-me daquele cheiro, o cheiro cítrico, aquilo foi o fim de qualquer sono ou cansaço que dominasse meu corpo.

Decidi então ir atrás daquele cheiro, só de pensar que provavelmente seria de minha companheira, meu lobo ficava louco, porem agora não tinha nada que me impedia de ir até o fim. Tomei minha forma de lobo ao pular da janela do segundo andar da casa. Corri pela floresta e ao me aproximar da cidade fui tentando farejar o cheiro cítrico, porem o cheiro de café tomou meu olfato. Com muita dificuldade consegui perceber que o cheiro de café mascarava o cheiro cítrico viciante e aquilo de certa forma me enfureceu, era uma ofensa corromper aquele doce e viciante cheiro.

Saindo da floresta, fui me aproximando da dona daquele odor, irresponsavelmente caminhei pela rua deserta na forma de lobo, pois se alguém me visse poderia ser problemático. Foi quando a vi olhando para o céu, me aproximei silenciosamente. Meu coração se aqueceu, mas não era uma bela donzela que era dona daquele odor que aquecia meu coração, mas sim um rapaz de cabelo negro semelhante a noite sem lua. Minha mente martelava nãos para aquilo, mas meu coração se aquecia ainda mais, parecia brasa. Sem controle rosnei amedrontando ainda mais o jovem e o cheiro de medo que ele exalou parecia rasgar meu coração. Em conflito fugi para a floresta... Deixando para trás aquele jovem.


Notas Finais


Por enquanto é isso, sei que é um capitulo pequeno, mas os próximos capítulos serão maiores, prometo!

Qualquer dúvida, crítica, elogios e observações, deixem nos comentários. Responderei a todos!

Previsão da data de lançamento do próximo capitulo: 08 de Dezembro

Até a próxima! Beijinhos!


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