História Black X White - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Ação, Bromance, Couples, Gay, Hospital, Jookyun, Máfia, Mafia Japonesa, Médico, Monsta X, No Mercy, Personagens Originais, Romance, Yakuza, Yaoi
Visualizações 173
Palavras 8.076
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olááá~ <333

Como vão? Espero que bem ^^

Dessa vez não demorei tanto, não é =3
Falei que ia compensar aquela super iper mega demora com um capitulo bombástico desses, e bem, cumpri com minha palavra (eu acho).
Se preparem porque nesse capítulo só vem bomba. Sério. Cardíacos, não leiam.

Espero que gostem, esse capítulo está bem grandinho, também para compensar a demora ^^ desculpem os erros, sabe, eu corrijo, mas sempre deixo passar algo.

MUITO OBRIGADA A TODOS OS FAVORITOS E COMENTÁRIOS <333 AMO VOCÊS <333

Boa leitura <3

P.S.: capa alternativa nas notas finais

Capítulo 20 - Purgatório


Fanfic / Fanfiction Black X White - Capítulo 20 - Purgatório

Minhyuk e Wonho andavam um ao lado do outro, voltando para a casa de Lee, a casa que suas mães e ele moravam. Como Hoseok insistiu para lhe acompanhar até em casa, ele achou que seria melhor lá do que a mansão, além disso não estava com cabeça para as coisas da Towa, ele precisava agir, partiria amanhã, estava tudo planejado.

— Mas foi um dia divertido, você tem que admitir. — Shin sorriu.

— É, foi um pouco divertido, sim. — Devolveu o sorriso. — Estava precisando sair um pouco.

— Imaginava que precisaria de um tempo para se distrair um pouco.

Minhyuk o olhou. — Hum?

— É, sabe… por causa do seu amigo. Você deve estar muito preocupado.

Lee voltou a olhar para frente. — E estou, mas no momento estou mais tenso do que preocupado. Ele está bem, eu sei disso.

— Por que está tenso? — Perguntou curioso. Minhyuk planejava um resgate desde o dia em que ele fora raptado, mas não contou a ninguém, tentariam o deter.

Min parou de frente para um portão branco. — Chegamos.

— Você mora aqui? — Hoseok olhou para a casa.

Minhyuk digitava a senha no portão. Assentiu com a cabeça. — Eu moro aqui com minhas mães, mas geralmente não fico aqui e elas viajam bastante.

— Mães?

— Bem, obrigado por hoje e por me trazer até em casa. — Ignorou a pergunta lhe feita. — Volte com cuidado.

O portão estava destrancado. Minhyuk o empurrou, arrastando-o para o lado e abrindo o suficiente para que ele passasse.

— Ahm… Será que eu posso entrar por um momento? Só para tomar um copo de água. — Sorriu. Minhyuk arqueou uma sobrancelha. Lhe parecia suspeito. — Juro que é só isso. — Prometeu e desligou o despertador do seu celular, que lhe lembrando de tomar o medicamento.

— Tudo bem. — E deu passagem para ele passar, fechando o portão atrás de si, que se trancou automaticamente.

Foram até a porta e tirando uma chave de sua carteira, Minhyuk a abriu. Gritou pelo nome das mães, mas nenhuma respondeu. Deveriam ter saído.

— Vem, a cozinha é por aqui. — Apontou e caminhou em direção direita. Wonho o seguiu. Pegou um copo no escorredor e serviu-lhe água gelada, estendeu o copo para Hoseok em seguida. — Toma.

— Obrigado. — Hoseok pegou o copo, mas o colocou em cima da mesa em seguida. De uma das duas sacolas em sua mão ele tirou um potinho com a tampa verde e rótulo preto, destampou e deslizou uma pílula até sua mão. Colocou o remédio na boca e fechou o potinho, o guardando novamente e tomando um gole de água.

— Para que esse remédio?

Negou com a cabeça, sorrindo. — Nada demais.

— É tarja preta. — Observou. — É psicológico ou fisiológico?

Shin encostou as costas na pia, com o copo na mão, e tomou mais um gole de água, depois abandonou-o no escorredor. — Psicológico. — Sorriu sem mostrar os dentes.

— Entendi. — Minhyuk se aproximou, ficando a poucos passos de distância. — Agora eu sei porque você sorri tanto. — Hoseok franziu o cenho. — Eu sei para que são esses remédios, minha mãe tomava isso. Ainda toma, de vez enquanto. — Wonho continuou sem compreender. — É para depressão, não é?! Você vive sorrindo, parece sempre feliz, mas isso é só fingimento. Para que as pessoas não se preocupem, para que achem que você está bem.

— Como você…? — Arregalou levemente os olhos e então soltou uma risada nasal. — Parece que fui descoberto.

— Por que?

— Muitas coisas. — Suspirou. — Problemas passados, com meu pai. Problemas presentes. — Sorriu de canto, melancólico, e fitou Minhyuk nos olhos. — Sabe como é difícil mentir para alguém? Estar dividido entre o certo e o seu dever?

— Sei. — Riu curto, sem som olhando para baixo e ergueu os olhos aos de Hoseok. — Sei exatamente como é.

Shin devolveu o sorriso. Minhyuk pensava em como estava dividido nesse momento. Entre fazer o certo e salvar Changkyun, ou cumprir seu dever e fingir que nada aconteceu e nem ao menos poder comunicar a Jooheon. Ele havia escolhido fazer o certo, ir sozinho atrás de Lim seria perigoso, ele poderia não voltar vivo, mas se fosse para morrer, que fosse morrendo defendendo o que acreditava. Hoseok sabia como ele se sentia, provavelmente se sentia ainda pior que ele, pois para estar tomando tarja preta, significava que era realmente sério e provavelmente ele se sentia daquela forma a muito tempo. Minhyuk estava agora encarando Wonho, ele ainda sorria fraco, mas parou quando notou que Lee não sorria e também que o fitava profundamente a um bom tempo.

— Acho que eu já devo ir. — Cortou os devaneios de Min. Se desencostou da pia, pegou as sacolas do chão e passou por Minhyuk.

— Espera. — Wonho se virou para trás, a dois passos de distância.

— Algum problema?

Minhyuk ainda o fitava intensamente, parecia que queria dizer algo. Mordeu o lábio inferior. Os punhos cerrados. — Que se foda.

Surpreendendo Hoseok, Lee avançou e puxou o colarinho de sua blusa, unindo seus lábios. Seus olhos fechados apertados. Shin deixou as sacolas caírem, levou as mãos até a cintura do mais novo e retribuiu ao selar com mais intensidade. Passou sua língua sobre os lábios de Minhyuk e ele os entreabriu, permitindo que adentrasse sua boca. Hoseok sugou o inferior de seus lábios com voracidade e o mordeu em seguida, a respiração de ambos estava entrecortada, os batimentos cardíacos acelerados, suas peles ardiam em desejo, a procura de mais contato. Andaram alguns passos para trás, até Minhyuk bater a cintura na mesa. Shin encerrou o beijo, ofegante.

— Você não… não está fazendo isso por pena… não é? — Falou com a respiração oscilante.

— Cala a boca. — Minhyuk segurou em sua nuca e voltou a lhe beijar.

Aquilo certamente foi a melhor resposta. Minhyuk o beijava tão desesperadamente quanto ele. Suas mãos deslizaram de sua cintura até parar nas coxas de Lee, que deu um pulo, ajudando Hoseok a o por sentado na mesa. O beijo só foi desfeito para que a boca de Shin se ocupasse em lhe sugar o pescoço. Passou a língua pela região branquinha, chupou e mordeu, queria deixar marca e Minhyuk não parecia se importar muito, estava cego pelo desejo, seu lado racional não estava presente, perto de Hoseok ele não conseguia ser racional, apenas seguia seus impulsos e vontades. Suas pernas rodeavam a cintura de Wonho, os dedos se perdiam em seus cabelos e era difícil conter os gemidos. Saber que essa podia ser sua última noite vivo só o fazia querer mais.

As mãos de Hoseok eram ágeis, apertavam as coxas torneadas de Minhyuk com vontade, depois arrancava seu casaco com velocidade. Minhyuk era tão perfeito, ele o deixava tão louco, louco de desejo, louco de paixão. Era impossível pensar. Levou as mãos por baixo do tecido da blusa de Lee, sentindo sua pele macia e suas curvas enquanto voltava a lhe beijar.

— Vamos lá para cima. — Minhyuk falou quase em um sussurro, suas testas coladas, peitos subindo e descendo pela árdua respiração e olhares tão intensos quanto as labaredas de um incêndio.

Sorrindo, Hoseok segurou novamente suas coxas e o pegou no colo, só parou de o beijar para subir as escadas. Minhyuk indicou seu quarto e ele não tardou a ir até o cômodo e fechar a porta atrás deles. Desceu Minhyuk para o chão e o encostou contra a porta, arrancando mais um beijo dele e retirando sua camisa.

— Você é tão bonito. — Beijou seu pescoço, o empurrando contra a porta com mais força, fazendo barulho ao se chocar-se. Minhyuk gemeu e Hoseok podia jurar que aquele era o som mais excitante que já escutou. Queria ouvir mais.

Minhyuk perdera o juízo. Os barulhos estalados dos chupões em seu pescoço os excitava, o fazia sentir desejado. Seus pelos se eriçavam por completo todas as vezes que Hoseok o chupava ali, era impossível conter os gemidos. Por bastante tempo Minhyuk rejeitou Hoseok, manteve distância e proibia as suas investidas, achou que fosse por Shownu, mas não era só por isso. Ele tinha medo. Medo de se entregar. Era tão tentador e excitante, tudo em Hoseok o agradava, sua voz, seus sorrisos por muitas vezes pervertidos, o som da sua risada, suas mãos que lhe apertavam e tocavam de forma possessiva e delirante, seus gestos, a forma ousada com que agia, sua aparência, seu corpo, sua língua, tudo nele o excitava e o atraía. Ele sempre se sentiu atraído, mesmo que tentasse negar, tinha medo de acabar cedendo às seduções de Hoseok, medo por Shownu e por ele mesmo.

Minhyuk levou as mãos ao seu peito e o empurrou, o encarou com tesão e antes de Hoseok poder agir ou dizer algo, ele levou as mãos até sua blusa e começou a desabotoa-la rapidamente. Quando terminou, ficou hipnotizado por seu corpo. Já havia imaginado como era por baixo da blusa, mas aquilo superou sua imaginação. Hoseok com os cabelos bagunçados, camisa desabotoada, arfante e todo seu, era uma bela visão.

Wonho sorriu malicioso. — Gostou?

— Não me provoca. — Se aproximou mais uma vez, lhe beijando com desejo enquanto retirava, com sua ajuda, o resto da camisa.

Simultaneamente, ambos levaram as mãos as calças um do outro, desafivelando o cinto e abrindo o zíper. Minhyuk o empurrou, fazendo-o andar de costas, até a cama, o derrubando sentado nela e sentando em seu colo. Lhe beijou novamente antes dele atacar seu pescoço mais uma vez. Sua cabeça pendeu para trás quando Hoseok intercalou em chupar e lamber seu pescoço e seu peito, o fazendo gemer. Ele se vingou, rebolou em seu colo e vitoriosamente arrancou um gemido rouco do loiro. Seu quadril foi apertado em resposta. Minhyuk continuou rebolando, sentindo a ereção de Hoseok sob a calça roçar em sua bunda. Hoseok girou com Minhyuk no colo e o deitou na cama, ficando por cima dele.

— Você… — Shin respirava fundo. — É mais safado do que parece. — Sorriu e o beijou nos lábios.

Desceu os beijos por seu pescoço, peito, barriga, até chegar no cós de sua calça aberta. Levantou os olhos, Minhyuk estava apoiado nos cotovelos, arfando e lhe fitando com expectativas.

Sorriu pervertido. — Você quer isso? — Minhyuk assentiu. Sorriu mais, mas não se moveu.

— Não me faça falar. — Suplicou com os olhos.

— Por que não? É tão excitante. — Passou a língua pelos lábios, desceu sua calça até metade das coxas e beijou, por cima da box, sua ereção, lhe fazendo arfar em um gemido mudo.

— Faça. — Gemeu manhoso.

— Fazer o que? — Sorriu e depositou mais um beijo, seu pênis pulsou em resposta.

— Me chupa, Hoseok! — Agarrou seus cabelos. — Vai, por favor.

Sorriu mais. — Com prazer.

Arrancou suas calças e sua cueca em seguida, levou o rosto até seu membro e o massageou em um movimento lento e constante, quase torturantes, depois lambeu a ponta e pressionou com o dedão.

— Anda logo com isso. — Mordeu o lábio inferior, contendo um gemido. — Não me torture.

Hoseok estava adorando ver as reações que causava ao mais novo, ver como o conseguia afetar e excitar o agradava e deixava a si mesmo excitado. Queria provocar um pouco mais, mas ele mesmo não conseguia mais se conter de tesão, então envolveu o membro ereto de Min com sua boca, no mesmo instante o corpo de Lee se arqueou para cima em um arfar. Fez movimentos de sucção subindo e descendo, intercalava em chupar, lamber a haste e usar a mão para acelerar o movimento. Minhyuk se contorcia de prazer e gemia livremente, enquanto puxava os fios de cabelo de Hoseok e empurrava sua nuca contra seu órgão, afim de mais contato. Por vezes Hoseok o encarava durante o processo, apenas para observar seu semblante de prazer e satisfação.

— Oh! E-Espera. — Gemeu contido. — Hoseok, para. — Ele o olhou confuso.

— O que aconteceu? — Levantou seu corpo, ficando de quatro (ainda de calça), por cima de Lee. — Eu fiz algo errado? — Perguntou preocupado.

Minhyuk puxou seus cabelos, o conduzindo mais para cima. — Eu não quero gozar ainda. — E o beijou, sentindo seu próprio gosto na boca do mais velho. Com um gesto rápido, Minhyuk o virou na cama sentado e o fitou. — Minha vez de prová-lo.

Sem pensar duas vezes ele se apressa e ataca seu pescoço. Queria saboreá-lo, sentir seu gosto, queria o sentir por completo. Ter Hoseok possesso e entregue aos seus toques, ouvi-lo gemer e saber que era o motivo, era simplesmente sexy e excitante. Chupou, lambeu e mordeu seu pescoço e clavícula, ouvindo os arfares do outro. Desceu os beijos e chupões por seu peito e barriga, exatamente como foi feito com sigo, e arrancou a calça junto com sua box preta, tendo uma visão privilegiada do membro rígido de Shin. Minhyuk se sentiu corar.

— O que foi? Não é o que você estava esperando? — Sorriu de canto, divertido.

Desviou o olhar de seu órgão para seu rosto. — É mais do que eu estava esperando.

Hoseok riu e o puxou para um beijo, um rápido selinho. — Prometo que serei gentil.

— Eu sei que será. — O beijou mais intensamente e se sentou no seu colo, sentindo agora bem mais “nitidamente” o roçar dos corpos.

Hoseok gemeu entre o beijo, o que satisfez Minhyuk e o incentivou a continuar. Seus corpos imploravam um pelo outro, ferviam de desejo e excitação, clamando por mais contato. Minhyuk levou uma mão até o órgão de Hoseok e o posicionou em sua entrada.

— Tem certeza? Não quer um preparo antes? — Perguntou. Mesmo estando sedento por aquilo, pulsando de desejo, não deixava de se preocupar.

— Está tudo bem. — Afirmou sorrindo de forma doce, até demais para a situação.

— Você já…?

— Não, é a minha primeira vez. — Hoseok arregalou os olhos levemente, demonstrando sua surpresa. Minhyuk o beijou em resposta. — Eu estou pronto. — E então, com os braços ao redor do pescoço de Wonho e esse com suas mãos em sua cintura, sentou devagar sobre Hoseok, fazendo-o entrar pouco a pouco.

Shin soltou um gemido arrastado quando se sentiu por completo dentro de Minhyuk, que tinha os olhos fechados e o cenho franzido, provavelmente de dor. Hoseok se sentia responsável por ser o seu primeiro, por tirar sua virgindade. Já havia transado com virgens antes, mas agora, com Minhyuk, queria ser diferente, ser carinhoso e cuidadoso. Levou uma das mãos que estavam na cintura do mais novo até seu rosto e fez uma leve caricia em sua bochecha, o fazendo abrir lentamente os olhos. Hoseok lhe sorriu doce, sem malícia ou segundas intenções, passando tranquilidade e segurança ao mais novo.

— Eu vou com calma, não se preocupe. — Lhe deu um selinho e continuou com a carícia. — Me avise se estiver doendo muito.

Ele assentiu, parecendo, pela primeira vez na noite, envergonhado. Minhyuk parecia se encaixar perfeitamente em si, mesmo tendo o mesmo tamanho, Lee parecia pequeno em seus braços, dava vontade de o proteger e cuidar dele. Hoseok faria isso. Com delicadeza ele deita Minhyuk na cama, ainda dentro de si, beija calmamente seus lábios, demonstrando sua paciência, tentando o acalmar. Depois de um tempo Minhyuk movimenta seu quadril contra o de Shin, sinalizando para que prosseguisse e, embora o tamanho desejo, Hoseok começa com calma, devagar e sem pressa alguma. Minhyuk tinha os olhos cerrados e as curtas unhas cravadas em suas costas, com mais algumas estocadas lentas, ele se acostuma melhor com o volume e com a dor e rebola contra o pênis do mais velho e esse, por sua vez, aumenta a velocidade, controlando a respiração e a vontade de acelerar enquanto ouvia os gemidinhos de Minhyuk. Era a coisa mais provocante e tentadora de todas.

Minhyuk abre os olhos, um tanto envergonhado e receoso, e repara no olhar de Hoseok. Um mesclado de preocupação, excitação e controle. Ele notou como estava se esforçando para não o machucar e isso lhe aqueceu o peito. Era tão amável, ele se sentia seguro, Hoseok não o faria mal.

— Vai mais rápido. — Falou baixo e Hoseok obedeceu.

Minhyuk gemeu, mais de dor do que prazer, Shin teria parado o movimento, mas ele rebolou contra si, praticamente o proibindo disso. A velocidade foi aumentando gradualmente enquanto a dor ia passando. As estocadas estavam mais rápidas e fortes agora, ainda sentia dor, mas o prazer era maior e superava de lavada. Hoseok segurou embaixo deu suas coxas, abrindo mais suas pernas e se encaixando melhor no meio, aproximou mais seus corpos, de modo que pôde beija-lo, sem parar de penetra-lo. Gemidos entrecortavam o selar e se misturavam em uníssono, quase como um só. Os corpos suavam e arfavam, os cabelos grudavam nas testas, os barulhos dos corpos se chocando ecoavam como uma sinfonia. Quando Shin soltou suas coxas automaticamente Minhyuk rodeou sua cintura com as pernas, com as mãos livres Hoseok as levou até as de Minhyuk e entrelaçou seus dedos, os deixando ao lado de seu corpo. Lhe deu mais um beijo e estocou com mais força, fazendo um gemido alto, quase como um grito, escapar pelos lábios de Lee, mas não era de dor, a essa altura nem se lembrava mais de dor.

A velocidade dos corpos aumentou, os gemidos tomaram uma frequência maior, cada vez mais audíveis. Hoseok abraçou sua cintura e se pôs sentado, o levando junto, novamente para cima de seu colo. Agora Minhyuk subia e descia sem medo ou receio, ansiava por mais contato, por saciar sua sede. Agarrou aos fios da nuca do mais velho enquanto esse apertava sua cintura e auxiliava seus movimentos. Em certo ponto Minhyuk gemeu mais alto e arrastado do que anteriormente e Hoseok soube que havia acertado sua próstata. Lee sentava com mais necessidade, gemendo continuamente, por vezes falando frases curtas, pedindo por mais. Hoseok estava perto de seu ápice e aparentemente Minhyuk também. Rodeou a cintura do mais novo em um abraço e esse retribuiu, abraçando seu pescoço, sem parar com o movimento, gemendo um no ouvido do outro, os levando a loucura, a completa falta de sanidade.

— Hoseok. — Gemeu seu nome. O maior prazer de sua vida. — Hoseok, eu vou… — Com um longo gemido Minhyuk se desfez sobre Wonho.

Depois de pouco tempo foi a vez de Hoseok, com um rouco gemido final, se desfez dento de Minhyuk. Ficaram ali abraçados, com os peitos subindo e descendo pelo pesar da respiração, os corações ameaçando pular do peito, cabelos bagunçados e grudados nas testas, copos suados e quentes e completamente satisfeitos. Ficaram abraçados por mais tempo, acalmando as respirações. Minhyuk estava mole de cansaço e Hoseok o acolhia em seus braços.

— Minhyuk. — Falou baixinho.

— Hum? — Respondeu serenamente, com a voz sonolenta e olhos fechados.

Fez-se silêncio por um tempo e então ele continuou: — Eu te amo.

Minhyuk ficou surpreso, mas estava tão cansado, tão sonolento, que acabou dormindo em seus braços, sendo essas as últimas palavras que ouviu antes de adormecer em seu colo, em seu abraço.

.

.

.

— Não tem ninguém aqui. — Hyungwon falou. A sala completamente escura. — Acho que estamos presos.

Shownu forçou a entrada. — A porta está trancada. — Confirmou suas suspeitas.

— Eu vou ligar a lanterna do meu celular, talvez a gente consi. AHH!

— Hyungwon! — Não houve resposta. — Você está bem? Onde você está?

Andou ás cegas, tateando os possíveis móveis do local. Chamou várias vezes por seu nome até tropeçar em algo e cair de joelhos e mãos no chão.

— Não ande no escuro, você pode se machucar. — Ouviu uma voz masculina, jovem, mas parecia estar vindo de todos os lados.

— Quem é você? O que fez com Hyungwon?

As luzes se acenderam e ele se deparou com vários Shownus. Milhares e milhares de espelhos enormes, espalhados aleatória e estrategicamente pelo recinto.

— Ah, não se preocupe, eu não fiz nada com ele… ainda.

— Fai Lin, eu juro que…

— Há! Eu não sou Yang, para a sua sorte.

Olhou ao redor. — Onde você está? Pare de se esconder.

— Como anda a sua vida?

— O que? — Franziu o cenho.

— Seus pais estão bem? — O ignorou. — Ah, não. Você mora com seus avós, não é mesmo?

Andou por entre os espelhos, mas parecia estar sempre no mesmo lugar. — Quem é você?

— Sou um dos “braços direito” de Fai Lin, pode me chamar Gabe, embora meu nome não seja realmente esse.

— Tá legal, Gabe, onde está Hyungwon e o que você fez com ele?

— Eu já disse, não fiz nada com ele. Ele está apenas vendo suas verdades com Gate, assim como estou fazendo com você, mas temo que Gate não seja tão bondoso quanto eu.

Shownu pareceu pensativo. — Gabe e Gate. — Falou baixo. — Quer dizer que vocês são…

— Sim. Somo os irmãos Vlad. O prazer é seu. — O reflexo de um homem encapuzado se reverenciando teatralmente apareceu em cinco espelhos da direita. Shownu seguiu pela direção oposta do reflexo, mas este mudou e passou para os espelhos da direita. — E então. Você gosta da sua vida?

— Que perguntas são essas?

— Isso não é uma resposta. Vamos tentar novamente. — O reflexo mudou novamente. — Você gosta de Lee Minhyuk?

Cerrou os punhos. — Não ouse tocar nele.

Uma risadinha ressoou. — Ora, ora. Então eu estava certo. — Viu no reflexo Gabe sorrindo. Só metade do seu rosto podia ser visto, a outra metade estava escondida pelo capuz. — E ele gosta de você?

— Por que está fazendo essas perguntas? — Repetiu.

— Ora essa, sabe quem somos, mas não sabe o que fazemos?! — Mais uma risadinha de divertimento e seu reflexo pulou de um espelho para outro. — Essa é a torre dos espelhos, onde você vê seu reflexo e a si próprio.

— Achei que fosse torre do dragão. — Andou entre os espelhos, tentando encontrar algo.

— Torre dos espelhos, torre do dragão. Tanto faz. Eu escolhi torre dos espelhos primeiro, mas nãão, Gate tinha que se intrometer e mudar. Infelizmente, torre do dragão fez mais sucesso. — Um dos reflexos deu de ombro e desapareceu. Shownu continuou vagando de espelho a espelho. — Agora responda as minhas perguntas se quiser ver seu amigo. — Falou com tom mais ameaçador e grave. — Como você contou a ele dos seus sentimentos?

Shownu resolveu entrar em seu jogo, pelo menos para ganhar tempo o suficiente para achar Hyungwon. — Eu o beijei.

— Ho! Ho! Ho! Deve ter sido uma grande surpresa. Qual foi a reação dele.

— Ele, ahm. Beijou outro cara. — Contava no automático, andando e andando, os espelhos pareciam se mexer.

— Que interessante. — Gate sorriu. — E você? Deve ter se sentido traído.

— Nunca tivemos nada para que fosse uma traição.

— E eu não disse que foi, disse que você se sentiu como se fosse.

Shownu parou de andar momentaneamente e após, voltou. — Foi um mal-entendido. Ele foi beijado, na verdade.

Mais uma risadinha. — É claro. E depois que ele explicou o mal-entendido vocês se beijaram loucamente, ele confessou que também gostava de você e agora estão juntos e felizes.

— Não, ele… Não foi isso que aconteceu.

— Hum, então ele gosta de outro. — Shownu cerrou os punhos e continuou andando, não cairia nesse jogo mental idiota. — Ele te trocou por esse outro cara, foi?

— Não, ele só está confuso.

— Jura? E onde ele está agora?

— Em casa. Na mansão. Treinando.

— É nisso que quer acreditar? — Riu seco. — Provavelmente ele está com esse outro cara nesse exato momento. Deve ter corrido para os braços dele logo que você viajou.

Tentou se controlar, mas isso estava o afetando mais do que gostaria. — Ele não faria isso.

— Será que não? Aceite, você não é a pessoa certa para ele

— Cala a boca. — Rangeu os dentes.

— Ui, ficou bravo. — Pôs a mão sobre a boca, como se estivesse chocado. — Tudo bem, não vamos mais falar sobre seu amor platônico que está dando para outro agora mesmo. — Provocou. — Você gosta de liderar?

— Eu faço o que me mandam.

Assentiu. — Oh, então é um não. — Ziguezagueou entre os espelhos, Son continuava ás cegas entre seus próprios reflexos. — Acredito que deve ser muito difícil para você levar tantos homens à morte por seu mau-comando.

— Nem todas as missões são bem-sucedidas.

Riu. — É isso que diz a si mesmo antes de dormir? — Shownu não respondeu. — Huhu, entendo. Quantos amigos morreram por sua causa? Quanto sangue há nas suas mãos?

— Fique quieto.

— Como é saber que foi o culpado por uma guerra? Pela tortura de seus amigos, pela morte de centenas, pela separação das famílias. Como é a sensação de separar a Towa e a Inagawa e trazer a desunião a Yakuza?

— Eu falei. Para parar. DE FALAR! — Socou um espelho, que se quebrou em cacos e sangrou seus dedos.

— Parece que cutuquei a ferida. — Um sorriso sínico brotou em seus lábios. — Última pergunta… — Um breve silêncio. — Como é a sensação de saber que será o culpado pela morte de mais um amigo?

Antes que Shownu pudesse responder ou entender, escuta um grito alto. O grito de Chae e então os espelhos perdem o reflexo e viram vidros normais. A sua frente, do outro lado da barreira de vidro, ele vê Hyungwon deitado no chão, encolhido, e um homem parecido com Gabe parado a sua frente, a única diferença era que sua capa era vermelha.

— Eu falei que Gate não era tão gentil quanto eu.

Gate se aproxima de Hyungwon no chão, que agora engatinhava de costas, e lhe descarrega um choque de taser.

— Deixa ele ir embora!

Gabe aparece a sua esquerda, dessa vez não era um reflexo no espelho. — Eu até deixaria, mas parece que meu irmão está se divertindo bastante com seu amigo.

Shownu se aproximou a passos pesados e largos e o agarrou pelo colarinho. — Solte ele, senão eu quebro o seu pescoço.

— Faça isso e nunca mais verá seu amigo e nem o sol novamente. — Sorriu de canto, sem demonstrar nenhum medo.

Mais um grito de Hyungwon. Shownu engoliu a seco. — Me leve em seu lugar.

— Tentador, mas não é tão divertido assim. — Aponta uma faca em seu estomago. Shownu olha para baixo e então o solta. — Escolha sábia. Anda, veja seu amigo se mijar nas calças. — O cutucou com a ponta da adaga, o direcionando para o vidro.

A cena que presenciou foi tão dolorosa e apavorante quanto jogar roleta russa. Hyungwon estava encolhido no chão, Gate lhe despejava cargas de choque sem nem ao menos demostrar uma expressão facial, Shownu nunca o viu com tantos espasmos assim desde a noite de sua tortura a anos atrás. Ele estava tão apavorado, lágrimas desciam e parecia perto de ter uma convulsão. Seus gritos saiam estridentes e desesperados, repleto de pânico.

— Pare, por favor. — Falou com os olhos lacrimejando por medo do que poderia acontecer. — Me diga o que você quer da gente.

— Ah, mas eu não quero nada de vocês. — Deu um sorriso inocente. Levantou mais a cabeça e tirou o capuz, revelando seu rosto. Ele não parecia mais velho do que dezesseis anos, cabelos negros, curtos e bagunçados, olhos claros, um tom cinzento e com um brilho injetado, doentio. — Eu estou fazendo isso. — Sorriu como uma criança psicopata. — Porque é divertido.

Gate tirou o capuz vermelho, revelando seu rosto pálido idêntico ao do irmão Gabe, as únicas diferenças era o seu cabelo tingido de branco, os olhos negros e o rosto que parecia nunca ter dado uma expressão antes, mas igualmente sem sentimento e psicopático como o do gêmeo. Ele se agachou na frente do rosto de Chae e, aumentando a potência o taser, apontou para a sua cabeça. Ele não suportaria isso.

Shownu estava paralisado, a respiração presa, os batimentos pareciam ter parado, olhos arregalados e o pânico de quem viu o final da história e descobriu que não acabava com um e viveram felizes para sempre.

Com um estrondo retumbante a porta dupla foi aberta violentamente e um rapaz de cabelos rosa, Kihyun, marchou para dentro, apontou um fuzil para Gabe e atirou em sua perna esquerda, ele fincou a faca em Shownu, na região do pâncreas e caiu de joelho, depois levou mais um tiro no braço direito, enquanto Shownu arrancava a faca com um grito engasgado. Por sorte não foi tão fundo.

— O próximo será na cabeça. — Se aproximou mais, enquanto encarava Gate, que assistia àquilo com espanto e horror. — Se afaste dele. AGORA! — Gritou.

Vendo o quão doentio os gêmeos Vlad eram, não achou que Gate iria mesmo obedecer, mas para sua surpresa e alívio ele soltou o taser instantaneamente e correu até Gabe, dando a volta na barreira de vidro e o carregando para fora o mais rápido possível.

Shownu não pensou que estava sangrando e nem que Kihyun poderia mata-lo por achar que também era um inimigo, apenas correu, dando a volta no vidro, até Chae. Se ajoelhou na sua frente e segurou sua nuca.

— Está sangrando. — Falou com a voz fraca. Kihyun apareceu correndo logo atrás e ajudou Shownu a levanta-lo. Ele olhou para o Yoo. — Você está vivo. Graças a deus. — Seus olhos perderam o foco, sua pele empalideceu e seus lábios perderam a cor, suas pernas amoleceram e Shownu o pegou antes que atingisse o chão.

— Hyungwon! — Chamou, mas foi inútil. Pôs uma mão por debaixo de seus joelhos e o pegou no colo, sua cabeça pendia para trás.

— Você está ferido, eu o levo. — Kihyun estendeu os braços, mas foi cortado.

— Não, eu sou mais forte. — Yoo franziu o cenho. — Eu estou bem, mas preciso que abra caminho para sairmos.

Kihyun olhou para seu ferimento, para Hyungwon desmaiado e depois para o rosto de Son e assentiu. — Vamos.

Eles saíram da boate surpreendentemente sem problemas, levaram Hyungwon até o carro e o deitaram no banco traseiro. Kihyun não havia perguntado quem ele era, talvez Kwangji houvesse o contado.

— Ele vai ficar bem, o taser tinha pouco volts. — Kihyun falou, como se entendesse do assunto. — Mas é bom levarmos a um médico, ele pode acabar tendo um superaquecimento, uma convulsão a qualquer momento.

— Eu preciso ir atrás de Jooheon.

Kihyun fez uma careta. — Jooheon? — Deu uma risada soprada.

— Ele está no purgatório, Fai Lin está lá e também o pagamento de Kwangji. — Falou. — Além disso, ele está correndo perigo. — Saiu de dentro do carro.

Kihyun, que estava no banco do carona, fez o mesmo. — Você não pretende ir lá desse jeito, pretende? — Arqueou uma sobrancelha, apontando para seu ferimento.

— É apenas superficial, não atingiu nenhum órgão. Eu estou bem.

— Você é mais idiota do que eu pensava. — Falou baixo, com sigo mesmo. — Se você ir lá assim, é mais provável que os dois acabem mortos. Não, deixa que eu vou atrás desse idiota, você fica de olho em Hyungwon.

— Você vai salvar Jooheon sozinho?!

O fitou. — Não estou fazendo isso por você e muito menos pelo Nomura. — Falou sério. — Eu estive desmaiado por tempo o suficiente, vocês já fizeram muito, agora deixe comigo. — Ia contestar, mas sentiu uma fincada na bacia. O ferimento estava começando a doer de verdade. — Fique aqui e espere por mim, se não voltar em meia hora ligue o carro e volte para o prédio K.

E assim Kihyun saiu marchando novamente para dentro da boate, armado com um fuzil e duas facas presas as coxas com um cinto.

.

.

.

— Você disse que Fai Lin está aonde? — Jooheon perguntou a garçonete que o guiava por um elevador de grade de ferro.

— No purgatório. — Repetiu, com um sorriso simpático. — Por que quer vê-lo? Geralmente as pessoas evitam isso.

— Essa é a única forma de eu e meus amigos voltarmos para casa vivos.

— Entendo. — Sorriu. — Eu tenho um filho de dez anos e faria tudo para protege-lo.

No alto na grade do elevador havia um indicador parecido com um relógio, o ponteiro ia cada vez mais para a esquerda, indicando o andar que estavam. Eram números negativos, -7, -8, -9. O elevador parou no último andar subsolo, o nove negativo, a garçonete puxou a grade e abriu a porta.

— Me siga, eu o levarei até o Sr. Yang.

Jooheon a obedeceu. Passaram por um corredor escuro com paredes de ferro enferrujado, um marrom de ferrugem e fuligem. As luzes amareladas estavam no canto superior da parede, e não no teto, de cinco em cinco passos havia uma outra luz de ambos os lados da parede. O subsolo parecia ainda maior que a os andares anteriores da boate, era um corredor com curvas para a esquerda e direita, dando em novos corredores e todos com várias portas metálicas e enferrujadas espalhadas, algumas estavam interditadas, demolidas ou danificadas, outras estavam abertas sem nada dentro, apenas mofo e umidade e outras estavam fechadas, com uma pequena grade retangular como “janela” para dentro e uma portinha parecida com as portinhas de cachorro no inferior da porta, provavelmente para passar os pratos de comida. Enquanto caminhava pelo corredor, algumas pessoas passavam por eles, o mais estranho eram suas vestimentas. Eles vestiam trajes pretos hospitalares, trajes usados a muitos anos atrás pelos médicos que tratavam da peste negra, era toda preta e o “capacete” variava em preto branco e cinca, parecia imitar um inseto, um mosquito, com o bico longo e negro como de um corvo e duas aberturas grandes ônix de vidro para os olhos. Era macabro e horrendo. O subsolo seria completamente silencioso se não fosse pelos gritos esganiçados, choros e barulhos irreconhecíveis ecoando de dentro das celas. Agora ele sabia o motivo de ser chamado de purgatório, o local onde os monstros e criaturas desfiguradas e de personalidade bestiais se encontravam. Aquele cenário o trouxe de volta à anos atrás, nas noites de tortura que sofreu nas mãos de Fai Lin. A lembrança o fez formar um nó na garganta, os gritos e as gargalhadas doentias ecoavam em seus ouvidos e pareciam chacoalhar seu coração contra a caixa torácica. A mulher parou de frente para uma porta dupla metálica, a única porta limpa de todo o subsolo. Haviam dois guardas, um de cada lado da porta.

— O que deseja, mulher? — O guarda da esquerda perguntou.

— Falar com Yang Fai Lin, Homem. — Falou com desdém. — SP840R.

Os guardas se entreolharam e o da direita bateu na porta e entrou em seguida. Ficaram imóveis até o guarda voltar. — Pode entrar.

Eles deram um passo à frente e o mesmo guarda parou a mulher. — Só ele.

Encarou Jooheon e sorriu de canto. — Boa sorte. — E deu as costas.

Jooheon olhou para o guarda e ele apontou para a porta com o queixo, lhe mandando entrar no recinto. Ele respira fundo e entra, a porta sendo fechada pelos guardas atrás de si. O cômodo era grande e espaçoso, parecia um pouco com um escritório, com uma mesa no centro da sala e uma cadeira de couro marrom estofada giratória atrás dela, mas as semelhanças acabavam por aí. As paredes escuras eram repletas de pichações, pôsteres e um quadro cheio de fotos e recortes de jornal, havia uma mesa larga com oito cadeiras grandes, em cima da mesa havia um mapa, sendo fixado à mesa por quatro facas, uma em cada canto. Alguns livros velhos se espalhavam, garrafas de Whisky e um cinzeiro, havia algumas armas também. No canto da parede tinha uma prateleira com pergaminhos mofados e mais algumas armas, mas o que mais lhe chamou a atenção foi na parede esquerda, onde tinha correntes presas na parede, dois pares de algemas, uma algema em cada uma das quatro correntes. Havia mais coisa naquele cômodo, mas sua atenção se prendeu completamente na cadeira de couro que agora girou, revelando um homem por volta de seus 45 anos, com aparência de 30, cabelos negros divididos, com a maior parte do lado direito. Sobrancelhas invertinas e bem desenhadas, parecendo que estava zangado e ao mesmo tempo lhe deixando sem expressão alguma. Lábios razoavelmente grossos, pele em um tom claro, meio cinzento, provavelmente pela má-iluminação. Trajava uma blusa de linho vermelho vinho de botões e um blazer preto por cima dos ombros, mas sem usa-lo, calças pretas e sapatos lustrosos. No seu pescoço podia-se ver uma tatuagem, parte de um dragão que provavelmente cobria suas costas inteira e em sua orelha esquerda alguns piercings de argola, menor que um anel, na ponta superior.

O homem sorriu largo ao lhe fitar. — A quanto tempo, Jooheon Nomura. — Lee travou o maxilar. — Da última vez, se não me falha a memória, você tentou me matar. Estou errado? — Fúria repentina cresceu no peito de Jooheon. — Ora, não seja tímido. — Se levantou, deixando o blazer para traz na cadeira, deu a volta na mesa e se escorou em sua frente. — O que o traz atrás mim dessa vez, hum? A maleta novamente?

— Eu vim em nome de Kwangji, você lhe deve uma quantia de dinheiro. — Tentou manter o tom de voz neutro.

— Ah, sim. — Riu. Seus olhos negros e puxados tinham um brilho demoníaco. — Kwangji e suas apostas. Como é um homem simples e subornável, tão maleável, posso usá-lo como bem entender, contanto que o pague. Não se preocupe, eu sou um homem de palavra, mas que tal fazermos uma troca.

— Eu não vou cair nas suas armadilhas.

— Oh, mas é claro que não. Assim você me ofende. — Pôs a mão sobre o peito, ainda sorrindo. — Sabe, você me causou um grande estrago da última vez, eu quase morri, sabe como foi humilhante?! — Falou teatralmente. — Vamos negociar, mas antes, precisamos ficar quites. Rapazes! — Chamou alto.

De uma porta a direita, a qual ele não havia reparado, surgiram quatro homens altos e fortes. São sempre altos e fortes. Agiram tão rápido que Jooheon nem teve tempo de raciocinar, quando se deu conta eles seguravam seus braços e pernas.

— Me solta, seu… — Rosnou, se debatendo.

— Prendam-no. — Seu sorriso sumiu tão rápido quanto surgiu, sua expressão mudou para séria instantaneamente e sua voz ficou mais grave e seca.

Os quatro homens o arrastaram a força até a parede esquerda e o prenderam com as correntes, em seus pulsos e tornozelos.

— Seu filho da puta!

— Hey, não fale assim. Ser puta é um trabalho honesto. — Sorriu novamente. Ele estava longe de parecer alguém com a mente sã.

Um dos homens puxou um lado da corrente que unia as quatro, fazendo Jooheon grudar na parede com os braços e pernas abertos. Fai Lin se aproximou de uma estante na parede oposta à estante de pergaminhos, essa continha dezenas de facas gêmeas. Pegou três, segurando em suas lâminas entre os dedos com a mão. Com a destra pegou o cabo de uma delas. Jooheon tentou se soltar, mas estava fortemente preso.

— Não se mova muito, eu posso acabar errando. — E lançou a primeira faca, acertando acima da cabeça de Jooheon, a centímetros. — Opa, errei. — Riu com divertimento.

— Para com essa merda. — Brandiu com raiva. — Me solta, seu imbecil.

— Você deveria ser mais gentil. — Atirou outra faca, essa foi no meio de suas pernas, quase o castrando. — Errei de novo. — Sorriu.

— Você é um demônio, sabia disso?! — Puxou os pulsos com força, mas só fazia apertar mais.

Deu uma gargalhada. — Eu sou um demônio? Bom… — Sorriu largo, olhos arregalados, e atirou mais uma faca, ao lado de seu rosto, tão perto que cortou sua bochecha. — Então bem-vindo ao inferno.

Juntou mais três facas entre os dedos. Quando pegou o cabo de uma, barulhos de engasgamento foi ouvido do lado de fora e no momento seguinte a porta foi aberta com um baque alto e Kihyun parou nela, atirando com seu fuzil nos quatro guardas. Do lado de fora os corpos dos dois “seguranças” estavam no chão, cada um com uma faca cravada em sua garganta e deitados sobre suas próprias poças de sangue.

— Quem ousa atrapalhar minha brincadeira na melhor parte? — Olhou irritado para Kihyun, mas ainda com o sorriso no rosto. Parecia completamente louco.

— Não está muito grandinho para brincar de casinha, Yang? — Sorriu de canto. — Abaixe a faca e entregue o pagamento.

Desmanchou o sorriso, ficando mais uma vez assustadoramente sério. — Você não pode me matar, é só questão de tempo até você ser cercado. Há muitos homens aqui, você não sairá vivo sem minha permissão e eu ainda tenho esse aqui como refém.

— Não me importo com ele. — Olhou para Jooheon. — Pode mata-lo, eu só quero o pagamento.

Sorriu de canto. — Você pode não se importar, mas muitos, sim, e sabe as consequências ao matar um Kobun — Atrás de Kihyun, homens vestindo roupas contra a peste negra se acumulavam com armas nas mãos. — Você será o responsável por isso e não só você, mas a Inagawa também sofrerá por isso.

— E você também.

Deu de ombros. — Eu posso lidar com isso. — Andou até Jooheon e pôs a faca sobre seu pescoço. — Solte a arma.

Kihyun trancou a mandíbula e soltou a arma no chão, a chutando em seguida.

— Ótimo. — Sorriu. — Agora, como estou me sentindo generoso hoje, e como sou um homem de palavra e alguém precisa entregar o pagamento a Kwangji, darei uma chance de vocês dois saírem vivos dessa. — Kwangji olhou para Jooheon, com um sorriso no rosto. — Tragam ela.

Um “homem-peste” adentrou o cômodo segurando os braços de uma mulher ás costas e a empurrando para dento. Era a moça que havia trazido Jooheon até ali, a garçonete.

Kihyun franziu o cenho. — O que quer que eu faça?

Fai Lin tirou a faca do pescoço de Jooheon e se aproximou, tirou a mulher das mãos do peste e a jogou ajoelhada no chão na frente de Kihyun, suas mãos estavam amarradas com uma corda às costas. Fai Lin entregou a faca a Kihyun e sorriu, se afastando alguns passos. Kihyun olhou para a lâmina, vendo seu reflexo e olhou para a mulher, sabendo o que tinha que fazer. Ela arregalou os olhos e derramou lágrimas, que se acumularam com as já existentes.

— P-Por favor, não faça isso. — Implorou chorando. — Piedade, por favor. Piedade.

Kihyun deu um passo em sua direção e segurou seus cabelos, levantando seu rosto e deixando exposto seu pescoço e repousou a lamina afiada ali.

— Kihyun! — Jooheon gritou. — Não faça isso! Ela é inocente. Ela tem um filho para criar. — Se remexia nas correntes, tentando desesperadamente se soltar.

Yoo olhou para Jooheon sem expressão, olhou para Yang sorrindo e para o rosto da mulher em prantos e puxou a faca com velocidade e precisão, cortando sua garganta e a matando rapidamente, a sangue frio. O sangue espirrou por toda sua roupa e parte do rosto e mãos. Assim que ele soltou seus cabelos ela caiu falecida no chão e uma poça de sangue se formou. Jooheon estava horrorizado, os olhos arregalados sem saber como reagir. Ele já havia matado gente inocente e já viu outras diversas morrerem e serem mortas, mas aquilo parecia completamente errado. Kihyun soltou a faca no chão com um tilintar.

Fai Lin foi até sua mesa e tirou um pequeno saquinho amarrado com um cordão de lá, o jogou para Kihyun, que pegou-o, e sorriu. — Estou admirado, não achei que realmente a mataria. — Apontou com dois dedos para Jooheon, sem olha-lo. — Soltem-no. — Voltou para trás da mesa e se sentou em sua cadeira, agora com os pés em cima da mesa, um sobre o outro. — Nos vemos em breve, rapazes. Jooheon. — Olhou para o rapaz, que agora estava solto e massageando os pulsos. — Deixemos a nossa negociação para um outro dia. — Sorriu. — Se você ainda estiver vivo até lá. — Tirou os pés da mesa e girou a cadeira, dando as costas a eles.

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.

.

Gun teve o dia corrido, era difícil cumprir suas tarefas quando tinha Changkyun para ficar de olho e não confiava em Wonho para cuida-lo, ele não sabia cuidar nem de si mesmo. Ele tentou manter uma relação no mínimo amigável com Lim, mas era difícil, ele parecia especialmente irritado com sigo. Ele tinha seus motivos, Gun o usou como refém depois dele tê-lo salvado, o sequestrou e ainda o tratou mal, o machucando fisicamente, mesmo que pouco. Não tinha motivo algum para ele agir diferente, mas ao menos agora ele não o evitava completamente, de vez em quando lhe o mandava a merda e isso já era alguma coisa.

— O que é tão importante que ele precisa dizer pessoalmente? — Chang perguntou, mal-humorado, enquanto andava ao seu lado a caminho da casa principal.

— Ele gosta de fazer um suspense, eu acho. Não deve ser nada muito importante, provavelmente é só porque Satoru tem interesse em você.

— Ultimamente todo mundo resolveu ter interesse em mim, qual é a novidade?! — Reclamou sem olha-lo.

Gun o fitou curioso. — Você é realmente um mistério, Lim Changkyun.

— Digo o mesmo. — O encarou de canto do olho e voltou a olhar para frente. — Ouvi tantas coisas terríveis sobre você, não parece fazer jus aos boatos.

— Então eu sou uma pessoa boa? — Arqueou uma sobrancelha.

— Longe disso. — Riu soprado. — Você pode não ser tão terrível quanto dizem, mas ainda assim está longe de ser algo perto de bom.

— Eu não sou muito diferente de Jooheon… Infelizmente. — Chang o encarou. — Não me olhe assim. Você só não conheceu o lado ruim dele assim como não conheceu o meu lado bom. As pessoas são mais do que os outros dizem que elas são. — Parou de andar. — Chegamos. Está pronto?

— Não.

— Então vamos.

Gun tocou o interfone, uma voz perguntou quem era e ele falou seu nome completo. O portão se abriu e eles entraram, à porta de entrada estavam dois guardas, um deles abriu a porta e Gun passou, Changkyun o seguiu. A casa era de dois andares, o andar de baixo estava cheio de mesas, como em um refeitório, mas elas estavam abarrotadas de papéis e aparelhos eletrônicos, homens e mulheres de diversas idades se amontoavam ao redor, pareciam que estavam estudando, ou trabalhando eu uma empresa de telecomunicações. Eles subiram as escadas, lá parecia uma sala de espera com televisão e cadeiras estofadas, passaram para o corredor e ambas as paredes estavam cheias de retratos de membros da Inagawa, em um dos quadros, um retangular e grande, quase cobrindo a parede inteira, estava uma espécie de arvore genealógica, mas com hierarquia. No topo estava Kakuji, o Oyabun, abaixo Gun, o Kobun, e mais abaixo estavam as outras posições, Wakagashira, Saiko-Komon, Shateigashira, Shingin, Kaikei, Kyodai, Shatei e Wakashū. Continuaram em frente, passando por quatro cômodos com as portas fechadas e no final do corredor pararam na frente de uma porta branca com detalhes dourados. A casa principal era bem menor que a mansão da Towa, mas era organizada e tinha seu charme. Diferente de como era na Towa, em que praticamente a máfia inteira se concentrava na mansão, na Inagawa eles se concentravam em um quarteirão, tendo como “quartel general” a casa principal. Parado na frente da porta estava um homem de óculos redondo, assim que eles pararam a sua frente ele bateu na porta duas vezes. Gunhee revirou os olhos.

— Seu filho, Song Gunhee Inagawa está aqui, senhor, trazendo com ele… — Olhou para Chang.

— Lim Changkyun.

— Trazendo Lim Changkyun. — E então abriu a porta.

Gun entrou primeiro, sem cerimônia. Lim foi logo atrás. Kakuji estava sentado na ponta da mesa de reuniões, ao seu lado direito estava Tobirama, o segundo gerente do clã. Kakuji vestia uma calça social preta, sapatos marrons de couro, blusa branca de seda e um casaco de pele marrom-pardo, em seus dedos haviam distribuídos três anéis e seu cabelo estava impecável como sempre. Ele se levantou assim que eles entraram e se direcionou até Changkyun, em uma curta reverencia e um sorriso.

— Finalmente nos conhecemos. É um prazer.

— Não posso dizer o mesmo. — Retrucou e puxou uma cadeira na lateral para se sentar.

Gun riu e puxou a cadeira da outra ponta, oposta à do pai, se sentando.

— Sinto muito pela recepção. Eu teria evitado um sequestro se pudesse. — Se encaminhou até a ponta da mesa novamente e se sentou.

Lim cruzou os braços. — Mas você podia.

— Se eu dissesse que queria falar com você e o convidasse para um café, você aceitaria? — Arqueou uma sobrancelha.

— Não.

— Pois é. — Deus de ombros e se voltou para Song. — Gun, gostaria de falar a sós com Changkyun, se não se importa.

— Me importo sim. — Falou com os braços cruzados e um sorriso desafiador de canto.

Suspirou. — Gun…

— Fale logo o que quer comigo. — Lim o cortou, ganhando sua atenção.

Sorriu. — Ah, claro. Você é direto, gosto disso.

— E então…? Por que mandou me sequestrar? — Perguntou impaciente.

— Por muito tempo eu estive procurando por você, eu sabia que tinham sabotado a sua morte, que haviam o escondido, mas depois daquele incidente no hospital, acabei lhe encontrando por coincidência e descobri que era você. Satoru descobriu desde a primeira vez que pôs os olhos em você, por isso o manteve lá, sobre sua proteção. Porque ele sabia que você era importante para mim.

Franziu o cenho. — Mas do que é que você está falando?

Todos pareciam confusos ali, até Gun e Tobirama, todos exceto Kakuji. Ele sorriu, como se fosse dar uma ótima notícia.

— Lim Changkyun. — Começou. — Eu sou seu pai.


Notas Finais


Capa alternativa:
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Olááááá~ <33

Chegaram vivos até aqui? Porque eu vou te contar, estou estraçalhada.

Não sei quanto a vocês, mas eu gostei desse capítulo =3 acho que me superei, sei lá. Esse Lemon, me empenhei muito nele e acho que ficou bem detalhado, no ponto certo, sem muitos detalhes sórdidos demais, do tipo escroto, e também sem poucos detalhes, do tipo "eles se beijaram transaram e fim", eu achei que ficou bem balanceado, espero que tenham gostado também ^além disso, foi o primeiro lemon da fic =3 >///< e sim, morri de vergonha escrevendo >///<

Outra coisa que gostei bastante, de como escrevi, foi toda essa ação e suspense, acho que consegui dar um foco legal, não só aquele romance e drama, mas a ação em si (mesmo que tenha sido mais suspense que qualquer outra coisa :B). Gostei dos irmãos Vlad, acho que são personagens bem característicos e de personalidade forte. A ideia dos espelhos, sei lá, foi bem doida, mas eu achei demais =3 e depois o purgatório. Nove negativo. Bem impactante.
Finalmente o nosso (não tão) querido Fai Lin apareceu >< o que estavam esperando dele? Ele atingiu suas expectativas? Espero que sim qwq ~medinho~
"Então bem-vindo ao inferno" SCRR o que falar
Sabe o que mais eu gostei? Do Kihyun todo fodão indo salvar geral u.u achei que isso deu mais valor para ele, mostrou do que ele é capaz.
Falando no Kihyun.
Eu sei o que ele fez foi bem errado, mas eu achei uma cena foda (talvez porque eu tenha uma tara por psicopatas bem Coringão mesmo). Tipo: o "trabalho" dele é torturar, matar, é um trabalho sujo e sim, ele também faz "essas coisas" com inocente, e matar uma mulher que tem um filho foi bastante polemico, talvez, mas achei importante para mostrar o lado mais obscuro da máfia, da fic e de Kihyun. Não sei, talvez vocês tenham ficado com raiva o decepcionadas(os) com ele, mas eu achei foda :B desculpe

E agora falemos sobre Gun e Chang:
Gun muitas vezes fala umas coisas com muito sentido e lógica, ele estava certo quando disse que ele não conhecia o lado ruim de Jooheon assim como não conhecia o seu lado bom. Chang tem seus motivos, mas no momento ele não está aberto a conhecer os outros de verdade, está muito desconfiado e depois de passar tanto tempo na Towa ouvindo negatividades sobre a Inagawa, é natural que ele se sinta deslocado e no meio de cobras.
Changkyun todo rebeldezinho respondendo ao Oyabun em pessoa. SCRR. ADORO.
E agora o grande BOOM!
Kakuji é pai de Changkyun.
Acho que alguns já desconfiavam, mas foi uma surpresa mesmo assim, né?!
Não me matem, por favor ><

Bem, eu gostei bastante do capítulo e acho que evoluiu minha escrita um pouco, espero que tenham gostado tanto quanto eu. Logo postarei o próximo <333

Obrigado por lerem e aos que comentarão <333

Beijos floquinhos~ <3333

P.S.: O QUE FOI ESSE MV???? SCRR <3 SHINE FOREVER. HINO <333


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