História Black X White - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Ação, Bromance, Couples, Gay, Hospital, Jookyun, Máfia, Mafia Japonesa, Médico, Monsta X, No Mercy, Personagens Originais, Romance, Yakuza, Yaoi
Visualizações 135
Palavras 6.601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá~ <33

Desculpem a demora gente, aconteceu um monte de coisa aí e só conseguir postar agora >///<
Sei que demorei bastante, mas esse capítulo grande e “wow” deve compensar a demora. Assim eu espero >///< <3

Falo mais nas notas finais.
Desculpem qualquer erro e boa leitura <3

P.S.: Sei que na capa é o Minhyuk e o Hyungwon, mas finjam que o Hyungwon é outra pessoa :V

Capítulo 31 - Entre o ruim e o péssimo


Fanfic / Fanfiction Black X White - Capítulo 31 - Entre o ruim e o péssimo

— Maravilha, era só o que faltava. — Shownu reclamou, com os pulsos e tornozelos amarrados.

Minhyuk e Jooheon se viam no mesmo estado, ambos apoiados com as costas na parede. Estavam um tanto calados. Minhyuk pela infeliz descoberta e Jooheon pela infeliz perda.

Os três estavam presos em uma peça pequena e com caixas empoeiradas e com teias de aranhas. Não passaram mais que dez minutos presos ali.

Shownu olhou de Minhyuk para Jooheon, e resolveu perguntar: — Aconteceu alguma coisa?

Minhyuk sabia que ele não estava falando com sigo, Jooheon apenas levantou a cabeça e suspirou.

— É o Takada. — Minhyuk lhe olhou de canto. — Ele está morto.

— M-Morto? — O Lee mais velho se espantou.

— Quem? — Foi só o que Son perguntou.

— Gun.

Um silêncio perturbador e pesado se alocou e só foi desfeito com o barulho da porta se abrindo. A atenção foi toda voltada para dois homens mascarados que entraram no cômodo. Quem realmente chamou a atenção foi o terceiro homem que apareceu atrás dos dois. Esse não continha máscara, apenas roupas escuras como os seus olhos e cabelos brancos em uma pele extremamente alva. Shownu o reconheceu imediatamente.

— Gate! — Sua voz continha um grau de raiva bastante alto, mas o Vlad não se incomodou em responder. Ou em falar qualquer coisa que fosse. Ele era extremamente calado, de um modo que não esperavam que fosse ser ruim.

Jooheon sabia parte da história que acontecera na torre com Shownu e Hyungwon e isso só fazia a raiva de Shownu passar para, não só o Nomura, mas o outro Lee também.

Gate Vlad se aproximou de Shownu sem dizer absolutamente nada, ficou em cócoras na sua frente e o analisou friamente, logo se levantou e foi até o Nomura, olhando para os dois homens mascarados e depois novamente para Jooheon. Como se já soubessem lidar com as palavras em forma de silêncio do Vlad, os dois homens praga se aproximaram do Kobun amarrado e o levantaram segurando sem delicadeza em seus braços. Os dois levavam Jooheon para fora, que não reclamava, pois era melhor enfrentar o que tiver que enfrentar do que ficar ali, impotente, sem poder fazer nada. Gate estava parado no mesmo lugar, esperando que os praga tirassem o Lee mais novo da sala.

— Hey! O que você vai fazer com ele? — Minhyuk parecia, além de com raiva, assustado. — Pra onde está o levando?

Gate olhou de relance para Minhyuk sem muito interesse e seguiu para fora junto ao seu refém e aos pragas, só não tão silenciosos quanto ele próprio, que tinha até o andar mudo.

A sala foi fechada logo após a saída deles e Shownu e Minhyuk começaram a ficar agitados.

— Precisamos dar um jeito de nos soltar. — Shownu falou. — Eu já vi o que os Vlad fazem com sua cabeça e não é bom.

Por um momento Minhyuk o olhou com um mesclado de curiosidade e tristeza, pensando no que o Son passara nas mãos dos gêmeos, sem mínima noção que o sofrimento era por ele.

— Você tem razão, mas como vamos nos desamarrar?

.

— Hyungwon! Wonho! — Song chamava pelos amigos, tentando acorda-los. Ele havia se arrastado até perto dos amigos e agora os cutucava com os pés amarrados. — Acordem!

Eles nem se mexeram, Gun ficando cada vez mais preocupado. Ele olhou em volta, tentando pensar em uma forma de se soltar e tentar ajuda-los. Precisava de alguma coisa para cortar as cordas, mas estava preso em quatro paredes vazias, sem nem um mero alfinete para contar história. Hyungwon se remexeu com um resmungo baixo, mas permaneceu inconsciente. Em um estalo, Gun pensou em algo.

Com a dificuldade de locomoção, o Inagawa se arrastou como pôde até perto do amigo, ficando sentado de costas para ele, olhando por cima do ombro para se situar. Com as mãos amarradas tateou seu casaco de couro, tentando encontrar alguma lâmina. Tateou e tateou, mas não encontrou. Apoiando as mãos às costas no chão, ele se pôs mais para o lado, tateando o cós da calça do amigo. Se ele acordasse agora, iria achar que estava sendo molestado. Em frustração, se pôs ainda mais para o lado e tateou a barra do pé de sua calça. Para o grande alívio do Kobun, ele conseguiu sentir o cabo de uma faca e com imensa dificuldade e demora, ele conseguiu a pegar. Maior ainda foi a demora e dificuldade para segurar o mais firmemente possível o cabo da faca com os dedos e tentar serrar as cordas sem acabar cortando os pulsos e morrer por suicídio acidental.

Quando conseguiu se livras das cordas que apertavam e coçavam seus pulsos, partiu logo para os pés e cortou as cordas sem a paciência de desamarrá-los. Soltou a faca no chão e foi até aos amigos, procurando um hematoma na cabeça que denunciasse a causa de seus desmaios. Embora possuíssem alguns hematomas aqui e ali, nenhum pareceu ser o culpado. Ele continuava chamando seus nomes para desperta-los, mas não parecia surtir efeito.

— Hoseok, se você morrer eu te mato e depois Kihyun me mata. — Sacudiu o Shin pelos ombros. — Anda, acorda!

Wonho parecia mais desacordado que Hyungwon, pois nem um mero resmungo deu, apenas tinha a cabeça pendida para o lado, entretanto, essa foi a oportunidade para Gun enxergar um pequeno borrão de sangue em seu pescoço. Quando passou os dedos pelo minúsculo ferimento, descobriu ser a picada de uma agulha, o que era ainda mais preocupante e desesperador do que qualquer hematoma que pudesse ter. Imediatamente o Song foi até Hyungwon e constatou o mesmo ferimento no pescoço. Ele socou o chão com raiva e desespero, no mesmo instante a imagem de Changkyun iluminou sua mente. Gun quase esqueceu que ele havia sido levado e poderia estar correndo perigo, além disso ele é médico, então tinha dois grandes motivos para ir atrás do Lim.

Ele vasculhou Wonho até encontrar uma arma nas costas e então se levantou e correu para fora da sala.

O prédio parecia mais silencioso e escuro naquele andar, mas ele seguiu em frente e foi extremamente fácil encontrar um praga e encurrala-lo. Mais fácil do que achou que seria.

— Onde está Lim Changkyun?

.

— Quem é você? — Chang perguntou, temendo a resposta.

Com alguns passos em sua direção, ele tirou o capuz. — Creio que já tenha ouvido falar de mim. — Sorriu de canto. — Eu sou.

— Yang Fai Lin! — Se espantou, dando um passo para trás.

O chinês sorriu. — O próprio.

— Solte os meus amigos! — Cerrou os punhos, mesmo estando extremamente assustado.

— Seus amigos? Quais deles? — Fez uma falsa expressão confusa. — Se refere ao Chae, o garoto que explodiu minha fábrica e seu novo namoradinho? Ou devo chama-lo de irmão?

— Como você… — Chang arregalou os olhos, sem entender como Yang chegou a tais conclusão sobre “ele e Gun”, pois para pensar isso ele deveria saber o que aconteceu e se ele soubesse…

Yang ignorou sua fala e continuou. — Ou talvez você esteja se referindo ao gorila, a loirinha burra e seu, hum… — Sorriu. — Ex-namorado?

— Você os prendeu também?! — Chang não sabia qual era maior naquele momento, a raiva ou o medo.

O mais velho riu curto e áspero. — Você nem se quer nega. Sim, eu os prendi e você vai entender o porquê.

— O que quer dizer? — Engoliu a seco.

Agora seu rosto parecia ameno, sem malícia ou maldade, coisa que achava impossível. — Changkyun, eu quero abrir seus olhos para a realidade. — Falava calmo, se aproximando poucos passos. — Você acha que conhece eles, que independentemente de serem mafiosos, são pessoas boas… — Suspirou. — Eu quero mostrar a verdade para você. — Pôs uma mão em seu ombro, a qual Lim fez questão de tirar com desgosto.

— E por que eu acreditaria em você?!

— Venha comigo e tire suas próprias conclusões. — Andou até a porta do terraço e a destrancou com uma chave que tirou do bolso. Chang permanecia no mesmo lugar. Fai Lin olhou sobre o ombro. — Não quer ver seus “amigos”? Então venha.

A contragosto, Lim o seguiu. Passaram por escadas e corredores. Chang não estava amarrado e também não tinha uma arma apontada na cabeça, ele poderia tentar fugir a qualquer momento, mas suas pernas simplesmente o forçavam a ir de encontro aos amigos. Talvez não fossem as pernas que o faziam, e sim seu subconsciente.

Em certo ponto eles pararam de andar e Fai Lin abriu uma porta. Os dois entraram. A princípio Changkyun não viu nada, mas logo que passaram pela segunda porta conseguiu ouvir Minhyuk reclamar e então avistou um semicírculo com cadeiras metálicas e seus amigos todos amarrados a elas com sacos na cabeça. Estavam todos ali, exceto Jooheon e Gun.

Chang estava paralisado, mas seguiu Yang com pernas bambas até a ponta do semicírculo espaçoso.

— Tirem os sacos. — Ordenou.

Dois dos homens pragas começaram a tiras os sacos sujos de pano da cabeça de cada um. Primeiro Shownu e Minhyuk, com alguns cortes e extremamente irritados pelo fracasso da fuga. Depois Hyungwon e Wonho, que embora não tivessem muitos hematomas, estavam grogues, e mal mantinham as cabeças levantadas, como se tivessem sido drogados. Nesse instante Shownu olhou surpreso e preocupado para Hyungwon, com a garganta repentinamente seca. Minhyuk parou de reclamar e entrou em modo silêncio total, mas não conseguiu deixar de olhar para Hoseok naquele estado. Tanto ele quanto Hyungwon pendiam as cabeças constantemente, lutando contra a inconsciência, soavam em estado febril e tinham a respiração um tanto pesada, como se respirar fosse uma tarefa difícil.

Chang deu um passo na direção dos dois, mas foi impedido pela mão de Fai Lin em seu peito.

— O que você fez com eles? — O olhou com raiva.

— Apenas um veneno fraco. — Falou casualmente.

— Você os intoxicou!

Suspirou e fez sinal para dois homens, que se aproximaram e seguraram seus braços. Chang se debateu para se soltar, mas era impossível. — Eu gostaria não precisar o forçar, mas você terá que ouvir a verdade de um jeito ou de outro, e então ver que está lutando do lado errado dessa guerra.

O chinês puxou uma cadeira e se sentou elegantemente. A sala estava agora em silêncio pela tensão e ninguém parecia com muita vontade de falar. Nem mesmo Minhyuk, que era difícil se manter calado.

— Muito bem, vamos começar. — Sorriu para Changkyun. — Quem você quer que seja o primeiro? — Lim não respondeu, então Yang tomou a decisão sozinho — Pois bem, vamos por ordem. Comecemos por Shownu. — Essa foi a deixa para um rapaz se aproximar. Changkyun não havia notado ele até então.

O garoto parecia ser novo e tinha peculiares olhos cinzentos, contrastando com seus cabelos negros e roupas escuras, diferentemente do seu, obviamente, irmão gêmeo, que tinha olhos escuros e cabelos brancos que contrastavam com suas roupas também escuras.

Com um sorriso divertido e estranho no rosto, o garoto se aproximou de Shownu. — Hu, hu hu. Nos encontramos de novo, hein. — Son o olhava com irritação, mas não disse nada. — Já se resolveu com sua paixonite? — Riu e olhou para Minhyuk, depois para Shownu novamente.

— Vai a merda, seu doente! — Rosnou. — Ainda dói muito do tiro que tomou?

Ele ficou sério, o que era estranho para alguém que só ria e debochava. — Ainda dói muito da facada que te dei? — Rebateu com o rosto próximo a de Son, o encarando.

— Gabe, pare de enrolação e anda logo com isso. — Fai Lin disse como se estivesse entediado.

O Vlad voltou a sorrir e se afastou um pouco. — Oh, claro, o meu dever de casa. — Se sentou em uma cadeira vazia ao lado de Shownu e abriu um caderno que Chang não notara que outrora estivesse na sua mão. Gabe pigarreou exageradamente e começou. — Son Hyunwoo, 28 anos, tipo sanguíneo +O, algumas coisas tediosas, blá, bá, blá… — Falava enquanto rabiscava um bigode de caneta vermelha na foto de Shownu. — Entrou para a Towa após completar doze anos, mais algumas coisas tediosas e ah! — Sorriu para Shownu e voltou a ler. — Foi preso por participar de lutas clandestinas, matou diversos inocentes em uma troca de tiros na Tailândia, liderou um atentado contra a Inagawa a três anos, onde destruiu diversas casas, deixando muitos desabrigados, em seguida abrindo fogo contra. Oh! — Pôs a mão sobre a boca fingindo espanto. — Contra uma escola. Que feio Shownu. — Fingiu mágoa. — Devo continuar? A lista é grande.

— Não, isso já é o suficiente. — Olhou para Changkyun que estava chocado e então para Hyungwon que parecia mais acordado agora, com o cenho franzido. — Oh, espere. Não foi a mesma escola da sua irmãzinha? Ela morreu naquela trágica tarde, não foi?

Shownu arregalou os olhos e olhou para Hyungwon que já o encarava. — Eu não sabia que… Aquilo não era para ter acontecido.

— Então foi você. — Sua voz estava fraca, mas ele falava firme. — Você matou minha irmã!

— Hyungwon, desculpa. Foi sem querer, eu não queria.

— Desculpa?! — Estava indignado e poucas lágrimas de raiva já se viam em seus olhos. — Ela tinha dez anos! Tinha a vida inteira pela frente e você a tirou isso e agora quer pedir desculpas?! Isso não a trará de volta!

Shownu ficou calado e abaixou a cabeça. Hyungwon estava furioso, e agora ainda mais pelo silencio do outro, consentindo a culpa. Um sorriso torno brincava nos lábios de Fai Lin. Chang estava estático ouvindo tudo. Ele queria acreditar que era um mal-entendido e uma armação de Yang, mas era impossível, pois ele tinha todos ali para contar a verdade, por bem ou por mal. Shownu não desmentiu o acontecimento, portanto Changkyun não conseguia pensar em uma desculpa que o livrasse da culpa.

— Vamos para o próximo. — Fai Lin fez um gesto para o de cabelos brancos. — Gate, vá em frente.

O segundo Vlad se aproximou a ficou de pé ao lado de Minhyuk, ficando entre ele e Shownu e virado para frente como uma audição em um tribunal. Ele não tinha um caderno em mãos, mas possuía uma ótima memória e logo começou a falar com tudo decorado. Lim preferia o silencio de Gabe, pois ouvir ele falar era bizarro. A voz dele era mais grave do que a de Gabe e a forma com que ele falava era tão fria e sem sentimentos quanto a de um robô.

— Lee Minhyuk, 27 anos, +A.

— Pule a introdução, vá direto aos fatos. — Balançou a mão no ar com desdém.

Anuiu fraco, sem expressão alguma. — Nasceu e foi criado dentro da Towa, sua mãe Stefany, de Nova Jersey, foi contrabandeada aos 14 anos para a mansão da Towa e foi abusada, tornando-se prostituta e em um desses abusos, Lee Minhyuk nasceu. — Minhyuk o encarou perplexo.

— I-Isso não é verdade. — Minhyuk falou.

— Eu não acredito. — Yang riu desacreditado. — Todos esses anos, e sua mãe não te contou? — Minhyuk ficou em silêncio. — Minhyuk, você é fruto de um estupro. Nem Stefany deve saber quem é seu pai, de tantos que já transaram com ela.

— Cala boca! — Gritou. — Você está mentindo!

Changkyun estava chocado, mas dessa vez pela tamanha crueldade de Fai Lin. Wonho olhava para Minhyuk com olhos lacrimejantes, Shownu e Hyungwon o olhavam com pena.

— Ah, pode acreditar nisso se te faz sentir melhor. — Deu de ombros. — Continue.

— Pare com isso. — Chang protestou. — Não acha que já foi o bastante?!

— Não, eu não acho, e logo você vai entender o porquê. — Olhou para Gate e fez sinal para que continuasse.

— Aos 7 anos matou um adolescente de 12 anos da Inagawa, enquanto treinavam tiro ao alvo.

Minhyuk estava como uma flor murcha, sem energia nenhuma, mas ainda assim falou: — Foi um acidente.

Gate o olhou com uma sobrancelha arqueada, o que era o máximo de expressão que ele conseguia dar. — Você deu quatro tiros, três na cabeça e um no peito. — Minhyuk ficou em silêncio.

— Como você sabe de tudo isso? — Lim já estava irritado.

— Bem, para começar estamos no prédio de arquivos da Yakuza. O que significa que tem um monte de coisas úteis aqui. — Deu de ombros. — Vamos, isso está demorando, passe logo para o próximo.

Novamente foi Gate a relatar tudo, pois Gabe parecia bastante entretido com seus rabiscos.

— Chae Hyungwon, 26 anos, +O. — Começou quando já estava ao lado de Hyungwon. — Culpado pela morte da própria mãe e da tia. — Hyungwon não pareceu se afetar. — Ficou responsável por dezenas de mulheres contrabandeadas. — Dessa vez ele se afetou. Minhyuk olhou para o Chae espantado. — Continuar?

— Não, já está bom, vamos levar a noite inteira assim. Gabe.

Gabe se levantou da cadeira ao lado de Shownu e se sentou na cadeira ao lado de Hoseok. Gate se retirou e foi para o canto da parede novamente.

— Lee Hoseok.

— É Shin. — Falou com a voz baixa.

O Vlad apenas o ignorou. — Vinte e sete anos, sangue tipo B. — Sorriu. — Ora, você tem uma história interessante. — Hoseok parecia prestes a desmaiar. — Entrou para a Inagawa tarde, mas antes mesmo de entrar você já cometeu delitos. Atropelou uma mulher grávida e fugiu sem chamar socorro. E olha só, você explodiu uma fábrica abandonada com diversos trabalhadores chineses honestos.

Riu soprado, mesmo estando quase sem fôlego. — Isso é alguma piada?

— Está vendo alguém rindo? — Novamente o Vlad estava sério. Ele se levantou de gente para o Shin e puxou seus cabelos para cima. — Você vai pagar pelos que matou.

— Em quantas parcelas? — Brincou.

O Vlad riu. — Perde a vida, mas não perde a piada.

Yang se levantou. — Já chega Gabe. Vocês dois, podem se retirar. — Falou para os Vlad. — Muito bem, Changkyun, você pôde ver o 1% do que eles são capazes, ainda assim está do lado deles?

— Melhor do deles do que do seu! — Tentou puxar os braços, mas foi à toa.

— Você acha mesmo? Diferentemente da Yakuza, não tentamos matar uns aos outros. Não fazemos essas barbaridades sem um bom motivo. — Falou convincente, embora não soasse assim para Chang. — Além disso, você teria liberdade para voltar a trabalhar se quisesse. Pode até abrir um consultório só seu se for esse o seu desejo.

— E por que você faria isso por mim?

— Era o que sua mãe iria querer.

Franziu o cenho. — O que você sabe sobre a minha mãe?!

Yang apenas sorriu de canto e não disse nada sobre. — Bem, estou vendo que precisa de mais um estimulo para se convencer de que eles não prestam. — Olhou para dois pragas. — Vão busca-lo.

Ambos assentiram com seus bicos pontudos e saíram pela porta, não demorando mais do que cinco minutos para voltar. Changkyun já deveria ter previsto, mas se surpreendeu quando os dois traziam Jooheon amarrado e o puseram na cadeira, deixando apenas seus pés soltos.

— Amarrar as pessoas é algum fetiche seu? Você precisa rever seus conceitos.

— Faça piadas. Aparentemente você acha que isso deve esconder o seu medo. — Sorriu curto.

Jooheon riu debochado. — Não força. Você não é tudo isso.

— E você terá que se esforçar mais para me irritar. — Olhou para o relógio e suspirou. — Parece que seu irmãozinho está atrasado, Changkyun.

— Como é que você conseguiu entrar nesse prédio sem que ninguém da Yakuza notasse?

Riu. — Só agora resolveu perguntar isso? Bom, eu acho que a resposta é que todos vocês são muito burros.

Deu para ouvir uma gritaria do outro lado da porta, alguns tiros e então reclamações altas.

— Ah, finalmente. — Bateu uma mão na outra.

A porta foi aberta mais uma vez e Gun estrou com as mãos para cima e uma arma apontada na cabeça.

— Chang, você está bem? — Perguntou afobado, assim que o viu.

— Ei, ei! Parado aí! — O homem que tinha a arma apontada em sua cabeça falou.

— Eu estou bem. — Confirmou. Ele foi a única pessoa que lhe perguntou isso.

Jooheon olhou para a cena irritado.

— Você demorou. Se perdeu nos corredores? — Yang falou. — Ponham-no na cadeira.

— Você planejou tudo isso, não foi? Por isso consegui a informação de onde Changkyun estava tão fácil.

O homem o pôs sentado na cadeira e outro amarrou suas mãos.

— Correto, mas achei que você seria mais rápido.

Assim que Song estava sentado na cadeira ele avaliou em volta e viu todos os presentes. Ao seu lado estavam Hoseok e Hyungwon acordados, mas em péssimo estado. Wonho parecia pior que Hyungwon.

— Vocês estão bem?

Hyungwon disse que sim e Wonho apenas concordou fraco com a cabeça, que já se via pendida para frente a um tempo.

— Muito bem, não temos muito tempo, então vamos ao que interessa. — Olhou para Chang e depois para os dois. — Deveríamos começar por Jooheon?

— Você já não cansou dessa brincadeira idiota?! Não importa o que você diga, eu não vou me juntar a você.

Jooheon e Gunhee ficaram confusos com a fala. Por que Fai Lin iria querer Chang como um aliado?

— Vamos ver se você não muda de ideia… — Se aproximou de Jooheon. — Lee Jooheon Nomura, 26 anos. Além de diversas mortes de inocentes, roubos, contrabandos e etecetera, ainda deixou o melhor amigo para morrer, tudo por uma maleta.

— Eu já ouvi essa história. — Lim reclamou.

— Oh, é mesmo? Muito bem, vamos para a próxima então… — Foi até Gun. — Song Gunhee Inagawa, 27 anos. Também além de diversas perversidades, quase matou o gerente da Towa, Seung-Hyun, que é praticamente seu pai, certo Jooheon?! — Olhou por cima do ombro para Jooheon, que não respondeu. — Caçou os pais de Inu e os matou, deixando aquela pobre criança órfã. — Riu e se virou para Chang. — Sabe aquela garota cega? A Merlin? Quem a cegou foi Jooheon. — Olhou de relance para o Lee. — E eu fiquei sabendo que o Takada morreu. — Olhou para Gun. — Nem sei quem é esse carinha, mas não é legal matar os amiguinhos dos outros, Gunhee.

— Eu não o matei! — Falou.

— Tem certeza?! — Gun travou a mandíbula, mas não disse nada. Fai Lin riu. — Jooheon e Gunhee, amigos desde crianças. Irmãos de juramento. Agora olha onde eles estão. — Falava voltado a Changkyun e fez sinal para que os homens soltassem seus braços. Yang se aproximou. — Incontáveis vezes tentaram se matar ou matar alguém importante um para o outro. Causando dor e sofrimento para quem estiver em seu caminho, sendo inocente ou não. Nem ao menos se preocupam com isso ou tem a consciência pesada. Ainda assim você quer ficar com eles?

Changkyun engoliu a seco. Era tanta coisa para processar. Ele atingiu um nível de confusão tão grande, que achou que daria um curto. Talvez ele devesse já ter se acostumado com esses horrores, mas quando se é médico, ou ao menos uma pessoa normal, é impossível ficar bem após ouvir tantos desastres de uma só vez. Só o que ele queria era voltar a ter uma vida normal. Queria nunca ter conhecido nenhum deles. Queria voltar para sua antiga casa, seu trabalho, seus antigos amigos e sua antiga vida. Se tornar um profissional melhor, salvar vidas e talvez ter um consultório. A Yakuza ou a máfia chinesa. Ele estava entre o ruim e o péssimo. Como alcançar a normalidade quando o abstrato se torna tudo o que você conhece?

— Não escute o que ele diz! — Para sua surpresa, a voz era de Jooheon. Chang olhou para ele. — Fizemos coisas terríveis e incorrigíveis, mas ele fez pior.

— Changkyun, não lhe dê ouvidos. Você só terá um futuro se aceitar minha proposta.

Lim olhou para o Yang, mas voltou a olhar para Jooheon quando este voltou a falar. — Não escolhemos ser da Yakuza, mas tivemos que aprender a sobreviver nela. É matar ou morrer e embora isso não justifique 1/3 de todo o mal que causamos, você pode apostar que tudo de ruim que já fizemos não chega aos pés do que ele fez e nem do que fará com você.

Chang olhou de Jooheon para os outros que estavam amarrados ali. Olhou para Yang Fai Lin parado a sua frente esperando uma resposta. Após isso olhou para sua cintura e em um movimento rápido que pegou todos de surpresa, ele arrancou a arma do cós da calça do chinês e a mirou em sua cabeça, lhe sobressaltando, mas logo voltando ao normal. Todos os homens pragas apontavam suas armas para Changkyun.

Fai Lin sorriu de canto. — Você não vai atirar em mim. — Chang destravou a arma e pôs o dedo no gatilho. Os homens praga estavam esperando uma ordem. Yang levantou as mãos. — Anda, atira. — O Lim engoliu em seco. — Se você não atirar, chegara o dia em que pensara que deveria ter me matado quando teve a chance. — Chang tremia, mas continuava segurando a arma, entretanto, não atirou. Fai Lin abaixou as mãos. — Eu sabia. Você não tem coragem de. — Foi interrompido quando Changkyun puxou o gatilho mirando em sua cabeça. Mas a arma não disparou. Tentou de novo, mas ela só estalava sem nenhuma bala sair. O chinês riu. — Você achou mesmo que eu sou tão descuidado?

Changkyun abaixou os braços que seguravam a arma como Jooheon o ensinou e deixou ela cair no chão. Os mais de sete homens da sala estavam todos armados. Lim tinha certeza que iria morrer.

— Sabe, eu tentei fazer com que não precisasse ter derramamento de sangue, mas não preciso mais de vocês vivos. — Se virou de costas para Changkyun e pegou uma arma com um dos homens, depois se virou novamente e pontou para Changkyun. — Essa aqui está carregada. — Sorriu. — Então, vamos jogar um jogo. Apontou a arma para Jooheon. — Quem você quer que seja o primeiro. — Chang estava tão aterrorizado que não consegui nem contestar. — Quem sabe começar pelo Inagawa. — Apontou para Gun com um sorriso doentio no rosto. — Talvez o filho da prostituta. — Apontou para Minhyuk. — Não. Eu prefiro começar por você. — Estava novamente mirando pra Jooheon. — Afinal você quase me matou uma vez, lembra?

— Para! — Chang falou desesperado. — Eu faço o que você quiser. Eu aceito sua proposta. Se você os deixar em paz eu vou com você.

Yang olhou sorrindo para o Lim. — Sem contestar ou tentar fugir?

— Sim, eu juro! Só os deixe viver.

— Tudo bem. — Abaixou a arma. — Não, na verdade, mudei de ideia. — Voltou a mirar sua arma para a cabeça do Nomura. — Você perdeu essa oportunidade quando tentou atirar em mim.

Destravou a arma olhando fixamente para Jooheon, vitorioso. Mas o Lee não fraquejava nem por um segundo, e sustentou o olhar do seu futuro assassino. Fai Lin não tinha um pingo de piedade ou arrependimento, ele não hesitaria nem por milésimos em atirar em Jooheon. O coração de Changkyun estava explodindo no peito, dando para sentir os batimentos nas veias de seu pescoço e ouvir estridente em seus ouvidos. O gatilho foi puxado e o tiro foi ouvido alto. Mas não foi Yang Fai Lin que atirou.

Foi um dos homens praga que atirou desprevenidamente em outros dois que estavam perto de si, Yang reagiu mirando a arma em sua direção, mas Jooheon que estava com os pés soltos lhe desferiu um chute que o fez derrubar a arma e cambalear três passos para trás até cair no chão. Gun puxou os braços e se levantou da cadeira com uma faca serrilhada na mão e uma corda cortada no chão. Ele lançou a faca como um dardo, acertando a cabeça de outro praga. Em seguida correu para desamarrar Hyungwon e Wonho.

Jooheon deu um pulo, deixando ambos os pés no acento da cadeira, acocado em cima dela, e então ficou de pé, deslizando os braços por cima do móvel. Se livrou da cadeira, mas os braços ainda estavam presos às costas, então ele pulou da cadeira para o cão, passando os braços por baixo das pernas, como se pulasse corda. Um homem lhe apontou a arma e o Lee deu um chute lateral, fazendo o tiro atingir a parede e então a arma cair. O homem não demorou a reagir e tirou uma faca do cinto, golpeando para frente. Jooheon não podia pensar em algo melhor. Pôs as mãos atadas na frente da lâmina, fazendo-as serem cortadas perigosamente perto dos pulsos. Com as mãos livres ele segurou o pulso do homem, torcendo para baixo, deixando a faca cair, e puxando para frente, em seguida lhe dando uma cotovelada no rosto e o chutando para trás. Pegou a faca caída no chão com a ponta do tênis e o chutou para cima, como uma embaixadinha. Pegou com a mão e imediatamente arremessou no peito do homem. Quando olhou para onde Fai Lin havia caído não o viu, e nem a arma.

Gun desamarrou os amigos, mas eles ainda estavam debilitados pelo veneno injetado em suas veias e pareciam a ponto de um colapso. Hyungwon que estava um pouco melhor carregou Hoseok até um canto da parede. Song foi até Shownu e Minhyuk e os desamarrou, sem pensar em nada. Quando estava desamarrando Shownu, uma granada de fumaça voou em sua direção, mas Minhyuk utilizou a cadeira onde antes estava preso para arremessa-la para o outro lado da sala. A granada não os atingiu, mas a fumaça começava a crescer e a atrapalhar cada vez mais. E eles estavam em desvantagem, pois os homens todos tinham mascaras de praga que evitavam inalação de fumaças e eles não. Quando soltou Shownu ele correu para o outro lado da sala, sem nenhuma arma em mãos. Enquanto um dos homens estava ocupado mirando em Jooheon que se via ocupado aos socos com outro, Gun correu em sua direção e trompou a lateral de seu corpo com o dele. O homem pela surpresa nem teve tempo de se defender e caiu no chão. Son pegou sua arma e deu apenas um tiro em sua cabeça. A fumaça estava fazendo seus olhos arderem e invadia seus pulmões. Ele sabia que era apenas uma granada de fumaça, mas mesmo assim seu inconsciente se encolhia pelas lembranças de fogo. Olhou ao redor, procurando por Fai Lin ou/e por Changkyun. Encontrou o Lim na janela, lutando o melhor que conseguia com um homem desarmado, mas gigante. A janela era larga, ia do chão ao teto, cobrindo quase o comprimento da parede inteira e era toda de vidro, mas o vidro não era muito resistente e explodiu em cacos após algumas balas perdidas. O homem se aproveitou da própria força e começou a empurrar Changkyun para a beira do prédio, com a intenção de derruba-lo.

Gun correu para ajudar Changkyun, mas foi impedido por Fai Lin que parou a sua frente com uma arma na mão. Ele tinha uma máscara cobrindo o rosto, por conta da fumaça.

— Vocês já estão me irritando. — Rosnou, mas antes que pudesse puxar o gatilho, recebe um tiro na perna, o fazendo cair ajoelhado apenas com o joelho da perda atingida. Quando mirou a arma para o indivíduo mascarado que atirou em si, tem a arma chutada para longe.

Gun olhou quem era e viu mais um mascarado, então mirou sua arma roubada para ele.

— Opa! Calma aí! — Levantou as mãos em rendição e em seguida tirou a máscara.

— Kihyun?! — Gun abaixou a arma.

— Claro que sou eu. — Falou óbvio. — Quem você acha que te entregou aquela faca e salvou vocês todos?

Gun sorriu. — Gosta de entradas triunfais.

— Estou um pouco atrasado. — Deu de ombros e então mirou a arma para Fai Lin novamente, porém, ele não esperou que terminassem de conversar e aproveitou a distração dos dois para pegar a arma novamente e aponta-la para Gun.

— Solte! — Ordenou para Kihyun, agora de pé.

Yoo perdeu o ar em surpresa. Como foi burro.

— Atira nele. — Gun falou.

— Yoo Kihyun, eu estou mandando que abaixe a arma agora! — Kihyun olhou de um para o outro e então abaixou. — Jogue fora. — Ele o fez. Yang arrancou a arma de Gun e também a jogou fora. — Essa é a última vez que você estraga os meus planos, Kihyun. A partir de agora se considere um cara morto.

Yang poderia ter atirado em Gun naquele momento, ou até mesmo em Kihyun, mas foi mais inteligente e preferiu sair dali enquanto dava tempo, tendo ajuda de alguns de seus homens para isso. Infelizmente estavam todos muito ocupados tentando sobreviver para tentar impedir. Até mesmo Gun tentou ir atrás dele logo depois que deus as costas, mas estava sem uma arma e Fai Lin tinha reforços.

Chang estava como cego em tiroteio. Literalmente. Pois a fumaça não o deixava enxergar e aquilo sem dúvida poderia ser classificado como um tiroteio. Antes não parecia ter mais de sete homens praga, mas agora estimavam-se mais de doze. Ele se virou como pôde e se sentia meio inútil fugindo na maioria das vezes, mas os homens de Fai Lin tinham anos de treino e preparo físico, enquanto ele, no máximo alguns meses. Ele tentaria ajudar os amigos se não estivesse muito ocupado tentando se defender de um homem bastante grande que lhe atacava enquanto ele se preocupava em tentar respirar. A única parte positiva é que não estava armado, mas sua força compensava esse fato. Em certo ponto ele se viu sendo empurrado para a beirada de uma janela quebrada, prestes a despencar de dez andares. A menos de um palmo da borda ele reagiu. Com toda a força que o desespero e a adrenalina lhe deram, ele desferiu uma cotovelada no queixo do homem e inverteu as posições, o empurrando para a queda de 10 andares. O homem tentou se segurar na manga de sua camisa, mas ela rasgou sem lhe dar suporte. Esse puxão foi o suficiente para Changkyun se desiquilibrar e cair de costas para sua morte. Entretanto, em questão de milésimos, sua mão é puxada para longe do abismo com força. Ele sente o baque dos joelhos e antebraços atingindo o chão e quando abre os olhos, com o coração acelerado, este acelera ainda mais ao ver Jooheon embaixo de si. Foi ele quem o salvou.

Por um instante curto, que para eles pareceu enorme, eles ficaram só se olhando, com rostos a um palmo de distância. São cortados desse momento por um homem praga que para na frente dos dois e recarrega a arma. Changkyun agiu tão rápido que nem parecia ele. Puxou uma faca da cintura de Jooheon abaixou de si e a lançou, acertando seu estomago. Jooheon apenas observou a atitude rápida do mais novo acompanhando seus movimentos com a mão e então voltou a o encarar, que logo fez o mesmo.

Changkyun queria dizer “obrigado por me salvar”, mas as palavras simplesmente não saíam de sua boca. Ele então saiu se cima de Jooheon e se levantou. Jooheon fez o mesmo, e recuperou a arma perdida no chão.

Shownu e Minhyuk ajudaram como puderam. Eliminando o máximo de pragas possíveis. Em certo momento Shownu olhou para trás e avistou Hyungwon e Hoseok na parede. Wonho estava desacordado e Hyungwon tentava de alguma forma trazer o amigo de volta a consciência. Shownu correu para lá, mesmo odiando Wonho e mesmo Hyungwon o odiando agora, e Minhyuk instintivamente o seguiu, sem tempo nem de pensar se deveria ou queria ir até lá.

Hyungwon e Hoseok estavam desprotegidos e os homens de Fai Lin não ligavam se era covardia. Son e Lee tentavam ao máximo afastar os pragas dos dois no chão, o que depois de um tempo se tornou mais fácil, pelo número de homens ser menor e por metade ter fugido com Fai Lin. Pela janela quebrada ele pôde ver um helicóptero indo para o terraço, onde sem dúvida Fai Lin estaria fugindo e pelo logotipo no automóvel aéreo, era Kwangji quem estava ajudando na fuga. Com certeza ele estava ganhando muito para isso.

Quando as coisas se acalmaram um pouco, Shownu se agachou na frente de Hyungwon e Minhyuk na de Wonho.

— Vocês estão bem? — Son perguntou, embora estivesse mais preocupado com Hyungwon.

— Veneno. — Falou com dificuldade. — Ajuda… Wonho.

— Hyungwon, vai ficar tudo bem, a gente vai ajudar vocês dois. — Minhyuk falou e se virou para Shownu. — Precisamos tirar eles daqui. A fumaça está piorando a situação.

Son concordou e pegou Hyungwon no colo. Segurando em suas costas e embaixo de seus joelhos. Hyungwon não concordaria com aquilo se estivesse em bom estado. Shownu foi o primeiro a sair, mas Wonho era pesado demais para que Minhyuk carregasse, ele precisaria de ajuda.

Segurou o rosto de Wonho nas mãos e deu leves tapinhas, mas não adiantou em nada. Hoseok estava completamente desacordado agora e ardia em febre. Minhyuk segurou seus ombro para que não caísse e olhou para trás, vendo a situação.

Estavam todos ocupados e ele não sabia quem era amigo e quem era inimigo. Podia chamar por Gun? Ele não sabia.

Pensou em chamar Changkyun, afinal ele era médico, e iria fazer isso, mas não foi necessário, quando um menino de cabelos rosas correu até eles.

— Hoseok! — Kihyun se agachou a sua frente e segurou seu rosto com uma das mãos. — O que aconteceu? — Perguntou para o Lee, mesmo não o conhecendo.

— Fai Lin disse que usou veneno. Precisamos levar ele para fora, rápido. — Falava um tanto desesperado.

Kihyun concordou e pediu ajuda para coloca-lo em suas costas. Minhyuk achou que o garoto de cabelos rosa era mais forte do que aparentava. Os dois seguiram para fora da sala, passando por duas portas até parar no corredor, onde Shownu estava com Hyungwon. Assim como Shownu fez, Kihyun o deixou sentado no chão, encostado na parede.

— Você gosta de salvar as pessoas na última hora, não é? — Shownu falou, sem tom de ofensa.

— E você gosta de carregar Hyungwon nos braços, não é?! — Shownu ficou calado. Kihyun se voltou para Minhyuk. — Garoto, fica de olho nesses dois que eu e Shownu vamos entrar para ajudar e trazer Changkyun aqui.

Minhyuk concordou e os dois entraram novamente naquela sala. Ele se agachou na frente dos dois. Sem se dar conta já estava segurando a mão de Hoseok. Ele estava tão confuso naquele momento. Não é porque Hosoek estava naquele estado que Minhyuk ainda não estivesse magoado e sentindo raiva, porque estava, mas a última coisa que queria era aquela situação e ele estava sim, muito preocupado.

Lá dentro a situação já estava controlada e em pouco tempo só restava resquícios de fumaça, cacos de vidro e corpos no chão. Kihyun foi até Changkyun e saiu o arrastando. Logo se viam todos no corredor.

— Precisamos deixar esse prédio o mais rápido possível. — Kihyun dizia. — A porta da frente está bloqueada, então teremos que ir pelos fundos.

— O problema é que não sabemos onde fica os fundos. — Gun falou. — E não temos nenhum mapa.

— Como você acha que eu entrei nesse prédio? Ou como os chineses entraram sem serem vistos? — Perguntou retoricamente. — Eu sei onde fica, então vocês precisam me seguir. Changkyun, você consegue ajudar eles?  — Se referiu a Hoseok e Hyungwon.

Lim estava agachado no chão constatando a pulsação dos dois. — Consigo, vamos leva-los para um hospital.

— Não. — Falaram todos ao mesmo tempo.

— Tudo bem, esqueci que vocês não podem. — Suspirou e se levantou. — Precisaremos levar eles para um local seguro perto daqui, enquanto eu vou para o hospital pegar algumas coisas.

— Na minha casa. — Minhyuk falou, atraindo olhares. — É seguro lá e é perto daqui.

Sem tempo para protestar ou pensar em coisa melhor, todos concordaram. A saída do prédio não foi tão difícil. Shownu carregou Hyungwon o caminho para fora e Kihyun fez questão de carregar Wonho, mesmo Gun dizendo que era mais forte.

A parte difícil foi dar a volta no prédio sem serem vistos, para a parte da frente, onde entrariam na van que Wonho usara para hackear as câmeras. Com dificuldade conseguiram chegar, mas ainda tiveram que tomar cuidado com a polícia, que depois de tanta turbulência no prédio, não teve como não ser comunicada. Eles seguiram até a casa de Minhyuk, parando perto do trabalho de Changkyun e o deixando lá. Enquanto todos iam para a casa, Changkyun tinha a companhia de Jooheon e Gun até o hospital.


Notas Finais


Oie de novo <3

O que vocês acharam desse capítulo?
Eu só posso dizer que teve muita informação e nossa... COMO FOI DIFÍCIL ESCREVER!
Porque tipo assim.... eu tinha que colocar o povs de todo mundo e explicar cada coisinha e cada pensamento, para não ficar confuso, e como teve muitas revelações e tal, vou ter que fazer depois um breve pensamento sobre isso. Por exemplo, depois vai aparecer os “sentimentos” de Hyungwon a descoberta de Shownu ter matado sua irmã
Ah sobre isso...
Não me matem
Eu sei, foi tipo “Q? COMO ASSIM DEUS?”. Foi bem repentino, aliás várias das descobertas foram bem repentinas, mas essa era a intenção mesmo. Assim vocês ficam surpresos e podem entender perfeitamente a surpresa que eles tiveram ao descobrir isso. O Minhyuk por exemplo, descobriu que é fruto que um estupro (FIQUEI COM RAIVA E BEM PUTA COM ISSO SIM), e é por isso que a mãe dele tem depressão e toma tarja preta e tals. Enfim, todos esses baques vão ser esclarecidos aos pouquinhos e de uma forma em chata nem tediosa (espero).

Kihyun chegou atrasado mas chegou na hora certa u.u
Sempre salvando o Gunzinho =3 que xuxu <3
E ele preocupado com o “irmãozinho” Wonho <3 amo a relação deles <3
Falando nisso....
Hyungwon e Wonho envenenados.... X_X
Esse cap teve tanta coisa que certamente estou esquecendo de milhares. Como por exemplo, aquela mini cena Jookyun na janela <3 ou o porquê Fai Lin estava “interessado” no Chang. Ou ainda o negócio do Chae ter matado a mãe e a prima e Minhyuk ter matado um adolescente de 12 anos quando ele só tinha 7.
É, pelo jeito Gun não foi seu “primeiro alvo”

Enfim, teve muitas coisas, mas acho que vocês já perceberam isso, né?! :V ahhashs
O que eu queria chamar a atenção, era para as cenas de ação...
Eu gostei bastante delas e achei bem equilibrada. Tipo, as vezes parece que eles só apanham e se ferram, e as vezes parece que são indestrutíveis e ganham todas as lutas, mas acho que aí estava equilibrada, né? =3 Espero que sim >///<
Além disso...... Vocês conseguiram imaginar todas as cena direitinho? Como por exemplo a hora que o Jooheon pula na cadeira e escorrega a corda por cima e tal
Para mim pareceu bom de imaginar, mas pode ser porque eu sei o que eu imaginei, já que eu escrevi. Para vocês ficou confuso ou bom de imaginar? =3

É isso, só queria dizer que amei a capa, mesmo não sendo o assunto principal da fic ><

Última coisa...

Gora eles estão todos juntos. Nunca estiveram tão juntos assim e eu espero que não dê treta.... EMBORA EU ACHE ISSO UMA TAREFA DIFÍCIL DEPOIS DE TANTAS REVELAÇÕES RUINS TnT

Bom, tem muitas mais coisas para falar, mas vou deixar por isso mesmo porque as notas já estão gigantes.
QUALQUER DÚVIDA É SÓ PERGUNTAR! RESPONDO A TODOS OS COMENTÁRIOS! <3333

Beijossssssssssssss~ <333

LOVE U <333


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