História Blackouted Heart - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Osomatsu-san
Personagens Chibita, Choromatsu Matsuno, Dayon, Dekapan, Hatabou, Ichimatsu Matsuno, Iyami, Juushimatsu Matsuno, Karamatsu Matsuno, Matsuyo Matsuno, Matsuzou Matsuno, Osomatsu Matsuno, Todomatsu Matsuno
Tags Choromatsu, Depressão, Ficção, Ichimatsu, Jyushimatsu, Karamatsu, Osomatsu, Realidade, Solitário, Todomatsu
Visualizações 23
Palavras 1.791
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Créditos da capa do capítulo para... Sirukyps.
Achei a imagem no google e achei perfeita para a capa <3
Bom, yo minna-chan! Esse cap vai ser meio deprê, né, mas espero que gostem mesmo assim!
Nas notas finais tem uma música recomendada para ouvir enquanto lê a fic, espero que gostem <3
Boa leitura, seus delícia.

Capítulo 10 - 8 - Do you wanna be my friend?


Fanfic / Fanfiction Blackouted Heart - Capítulo 10 - 8 - Do you wanna be my friend?

Suspiro, me sentando na minha cama, enquanto sentia o olhar frio do arroxeado sobre mim. Sussurro alguns xingamentos, percebendo seu stress aumentar.

-O que você quer?
Rosnei, sentindo seu ódio sobre mim. Cruzo minhas pernas, esperando sua resposta.

-Queria apenas dizer que não queremos que você saia sozinha pros bares, Choromatsu disse que anda muito preocupado com você e, não quer que você saia perambulando por aí sozinha. Como ele tava fora, ele pediu pra eu falar isso pra você. Contra minha vontade, claro, pois não tenho nenhuma vontade de dirigir nem uma palavra a você, estranha. Não ache que me importo se você tá fora ou não, só sigo meu irmão pelo fato da casa ser sua.
Disse, de braços cruzados e cabeça baixa.

-Tá, e... Precisa realmente invadir meu quarto pra me falar isso? Só pra isso?
Resmunguei, vendo o mesmo começar a ficar vermelho.

-Ora, sua... Tch, eu também... Queria...

-Quer o que agora, emo de merda?

-Eu... Queria pedir desculpas. Pela outra hora, no bar. Não sei porque você ficou daquele jeito, mas, me desculpe. Quer dizer, não que eu me importe, é apenas por desencargo de consciência, mas...
Encarei o mesmo, que logo desviou o olhar, levantando sua máscara até o nariz.

-Tch, baka. Não precisa se desculpar, eu não ligo pra você. 
Resmunguei, suspirando logo em seguida. - Só me deixa sozinha, não preciso de casos raros de depressão sem motivo além de mim aqui.
O empurrei para fora, trancando a porta, sem esperar respostas.

Tch.

Que vida complicada, por que tem que ser assim?

Era realmente isso que eu pedi?

Suspiro, me deitando na cama.

Queria ao menos que não fosse tão complicado lidar com eles, mas...

Meu orgulho não me deixa fazer o que é certo.

Ao menos cheguei a admitir isso.

Comecei a rir do meu sofrimento, erguendo meu corpo e abrindo a gaveta da mesinha ao lado da cama, e encontrando minha preciosa.

-Cara, faz tempo que não faço isso, apesar de minha agonia. Mas eu preciso, não é? Tch, isso é muito idiota, não preciso disso pra viver, mas...
Agarro minha faca, com raiva, me preparando para cortar. Solto um suspiro de alívio ao conseguir perfurar o meu travesseiro.

Que foi?

Realmente achou que eu era daquelas?

Solto um grito de raiva, à segunda perfurada. Continuo dando facadas e facadas, enquanto minha força ia se esvaindo. Dou um pulo quando meu celular começa a tocar ao som de Monstro. Solto um suspiro, soltando minha faca e agarrando meu celular. 

-Alô...?
Atendo, perguntando enquanto me acalmava.

-Yoo, Hik-chan.
Ouvi uma voz reconhecível do outro lado da linha, logo solto outro suspiro, esperando o idiota continuar. - Queria saber o que aconteceu depois do incidente no bar, você tá bem?
Suspirei mais uma vez, respondendo após uns segundos em silêncio.

-Tch, Alex. Não precisa se preocupar assim, sei que sou compleeetamentee importaaante, mas não exagera. Aquele idiota só me lembrou de algumas coisas ruins que aconteceram na minha vida, não ligue pra isso. Ele já se desculpou, apesar de... Eu não me importar.
Resmunguei, ouvindo o suspiro do outro lado da linha. Cara, que saco.

-Ow, Hik-chan, não se preocupa com isso, não precisa se sentir triste. Sabe, não importa o que aconteça... Eu sempre vou continuar ao seu lado, entende...?
Ouvi seu sussurro meio triste, solto um suspiro.

-Eu sei, eu sei... Nós dois temos vários problemas, mas... Não acha que é um exagero lembrar de tudo que aconteceu e ainda se sentir mal...? Cara, já crescemos, não somos mais aquelas crianças de 10 anos atrás.
Sussurrei, começando a ouvir seu choro baixo.

-É, é um exagero. Bom, mas não... não se preocupe, vamos nos ajudar, ok? 
Senti seu sorriso do outro lado, retribuo o mesmo, em silêncio. - Promessa de amigos, certo?

-Hai, promessa de amigos.
Sussurrei, fazendo com o mindinho e imaginando ele ao meu lado. Suspiro, dando um sorriso e logo me manifestando após um minuto. - Tenho que ir. Até amanhã, Alex.

Desliguei o celular rapidamente, sem esperar nenhuma resposta. Resmungo um xingamento dirigido a mim mesma, me deitando na cama de novo, começando a cantar uma música aleatória em silêncio.

As vezes é difícil, tentar entender,

O quão importante é você.

Mas mesmo assim, não compreender,

No quanto eu gosto de você.

Oh, oh...

Seu calor, seu abraço...

Sou mesmo uma garota louca, não é?

Oh, oh...

Seu carinho, seu cafuné...

Sou mesmo uma garota louca, não é?

Começo a me sentir mal toda vez,

Que eu percebo o quanto você fez

Para tentar me agradar, mesmo sem aceitar...

O quanto eu gosto de você.

Suspiro, fechando meus olhos e começando a pensar.

Eu deveria tentar me desculpar.

Não, cala a boca, sua idiota.

Ele que foi rude com você.

Ele não merece suas desculpas.

Tch, como são complicados esses shoujos de meninas depressivas, cara.

Levanto, lembrando do que Ichimatsu falou. 

Choromatsu disse que não achava legal você ir sozinha aos bares a essas horas da noite, então, pare com isso.

Blá blá blá. Coloco um moletom preto com detalhes em roxo, e uma calça de abrigo cinza. Coloco minhas botas pretas para o frio, e meu gorro de lã preta, saindo do meu quarto e me dirigindo à sala.

-Estou saindo.
Sussurro, encarando o relógio e percebendo que já eram exatamente 10 da noite.

Tch, como sou rebelde.

Sorrio cinicamente, vendo Ichimatsu me olhar com raiva, assim como Choromatsu, que me encarava de modo repreensivo. Que foi? A casa é minha, a cidade é minha, faço o que eu quiser. Bufo, abrindo a porta da frente e ignorando a pergunta de Karamatsu sobre ir comigo pra me vigiar. Tch, não sou mais criança, idiotas.

Começo a andar lentamente pelas ruas apenas iluminadas pelos postes de luz, suspirando pelo fato de estar sozinha novamente.

Bom, é melhor assim.

...

Não é?

Olho para o outro lado da rua, onde duas garotas aleatórias estavam, rindo de mim, sentadas em um banco de madeira. Rosno, desviando meu olhar para outra direção e, vendo um casal de adolescentes se abraçando enquanto observavam as estrelas com sorrisos felizes.

Tch, que perda de tempo.

Vejo um carro passando em alta velocidade pela pista, mas... Um gatinho estava prestes a ser atropelado. O que a inteligência em pessoa fez? Exatamente, pulou para salvar aquele pulguento.

Dou um salto até onde o gato estava, mas me paralisei ao ver que o carro aumentava a velocidade.

É... O que...?

Joguei o gatinho para a calçada e, de repente, tudo escureceu e eu senti uma dor forte na clavícula.

~-~-~-~-~-~-~-~-~

...

Acordo, confusa, deitada... Na minha cama? Mas...

Sinto quatro patas em cima de mim. Percebo que o mesmo gatinho daquela hora lambia suas patinhas, deitado em cima do meu peito. Coço meus olhos, olhando em volta, percebendo que não era a minha cama e, sim, a dele.

Ouço o barulho da porta abrindo, olhando rapidamente para a mesma e percebendo o olhar surpreso do arroxeado que carregava uma bandeja com comida, ataduras e remédios. Ele arregala os olhos, acho que ao perceber, que eu estava acordada.

-M-Mas já? Tch, sua idiota. Não faz isso de novo. Eu... O Choromatsu e o Karamatsu-nii ficaram preocupados! Quem mandou ficar se atirando na frente da merda de um carro em alta velocidade?
Rosnei, de dor de cabeça, ao ouvir os gritos raivosos do moreno.

-O que aconteceu...?
Começo a fazer carinho no gatinho, encarando o moreno que logo se acalmou e se sentou na beirada da cama. Ouço seu suspiro, logo ouvindo as palavras do mesmo.

-Você quase foi atropelada, agradeça por eu estar lá no momento, você poderia ter morrido.

-Agradecer? Você atrapalhou minha maior chance!
Berrei, realmente irritada. Eu realmente precisava morrer após tudo aquilo, não estava aguentando mais.

-Maior chance? Ora, sua... Não tem porque você morrer, sua idiota! Você faz completa diferença nessa casa pra meus irmãos e eu! Quero dizer, você que cuida dessa merda pra gente, a gente só paga!
Vi o mesmo desviar seu olhar deprimido de peixe morto, enquanto seu rosto ficava cada vez mais avermelhado.

-Tch! Tanto faz! Não preciso de sua ajuda, eu me viraria sozinha! Aliás, que horas são?

-Já fazem dois dias que você desmaiou e, você só acordou agora, as nove da manhã.
Ouvi seu suspiro cansado. Ele realmente cuidou de mim por todo esse tempo? E os outros?

Abaixo minha cabeça, sentindo o gatinho esfregar sua cabeça em minha mão. Começo a pensar no quão egoísta sou por recusar a ajuda desse idiota. Eu realmente poderia morrer e não fazia ideia de como seria logo após. 

Tch, tanto faz. 

Não é como se eu me importasse.

-Droga... Perdi mais aulas...
Suspirei, já vendo que Alex ia ficar putasso comigo.

-Sua loira idiota, você quase foi atropelada e tá pensando nessa merda?
Ouvi seu rosno alto, suspiro ao ouvir o loira idiota.

Tento relaxar por alguns segundos, mas...

Não tem como, vou começar a chorar sem mais nem menos.

-Preciso ir ao banheiro, com licença...
Me levanto, percebendo que estava com uma camisa provavelmente do moreno e, minha calça de abrigo. Ele realmente me trocou sozinho...? Tanto faz. Coloco minhas pantufas de coelho que estavam do lado da cama do idiota e, começo a andar em silêncio até a porta do seu quarto.

-Ei.
Ouvi seu sussurro. Dei um pulo ao perceber que o mesmo falava comigo, me virando logo em seguida. - O que você acha... De uma... Trégua? 

-Trégua?
Uma gota surge em minha cabeça, dou um sorriso nervoso. - Como assim "trégua"?

-Bom... Meu... Ódio por você, acabou diminuindo um pouco e... Eu queria que nós... Que nós... Fossemos... 
Encarei o mesmo perplexa, sério isso? - Fossemos amigos.

-Ahn... Por que isso de repente, seu idiota? Eu não ligo pra você! Eu nunca...
Sou interrompida por seu abraço forte, arregalando meus olhos e sentindo meu rosto esquentar.

-Por favor... Pelo menos você...
O mesmo sussurrou em meu ouvido. Começo a sentir lágrimas no meu ombro. - Seja minha amiga.

Permaneço em silêncio, pensando um pouco.

Tch, idiota. 

Por que não pediu isso desde o início?

É tão... Fácil...

Meus olhos começam a lacrimejar, ao lembrar que ele foi a primeira pessoa a pedir algo assim para mim. 

-Claro, seu imbecil! Por que não? Melhor do que um pé no saco me enchendo vinte e quatro horas por dia!
Sorri forçadamente, dando-o um empurrão e um pescotapa. - Tenho que ir, obrigada... Obrigado por cuidar de mim.
Saí correndo do seu quarto, começando a chorar e me trancando no banheiro.

Amigos, não?

Eu ainda não acredito...

Que alguém ao menos se interessou em mim, além de Alex.

Eu pareço ser alguém que não se importa, mas...

.

Eu sempre quis um amigo.


Notas Finais


Link da música tema do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=2V0C-Vj0Pbw
Espero que tenham gostado! c: Deem suas sugestões nos comentários para o melhor desenvolvimento da fic e, obrigado por ler! Bye bye!~


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