História Blame - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bea Miller (Beatrice Miller), Madison Beer, Magcon, Matthew Espinosa, Shawn Mendes
Personagens Aaron Carpenter, Bea Miller, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Jack Gilinsky, Jack Johnson, Jacob Whitesides, JC Caylen, Kian Lawley, Madison Beer, Matthew Espinosa, Nash Grier, Nate Maloley, Shawn Mendes
Tags Angelina Dallas, Anna Jensen, Autofobia, Barbara Palvin, Bea Miller, Blame, Larissa Mason, Madison Beer, Matthew Espinosa, Melissa Geller, Romance, Segredos, Shawn Mendes
Visualizações 75
Palavras 4.876
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Policial, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Queria dizer que vocês estão mais perto do que nunca de ver o ship acontecer, só queria jogar na rodinha mesmo, só pra causar uma ansiedade. Queria dizer que Matthew finalmente parou com a criadagem de fingir que é Megara e não dizer que está apaixonado, e por isso que o ship finalmente acontece, então, pelo amor de Deus, bastante atenção pro que vai acontecer daqui uns tempos na fanfic, ok? Beijossssss! Aproveitem a leitura!

Capítulo 28 - Capítulo 28


04:30, sábado, 11 de março de 2016

 

"Melissa, não é isso que você está pensando." Shawn falou, se levantando rápido da cama.

 

"Ah, então por favor me explique, já que eu sou muito burra para entender uma cena simples como essa!" Ela disse, já chorando ainda mais "Eu vim aqui porque você é a única pessoa que me ajuda a passar por esse momento que você sabe que está sendo difícil pra mim, mas aí você não atende as minhas ligações e quando eu vou te procurar eu te encontro deitado com a Angelina. E o mais incrível, isso não me surpreende." Ela falou, descendo as escadas da casa.

 

Shawn ficou ali, parado na porta, sem fazer nada, um movimento, absolutamente nada. Ele sabia que ela estava arrasada, e eu nem precisava dizer que era melhor ele deixar ela sozinha um pouco, porque ele já sabia, ele conhece ela muito melhor do que eu, muito melhor do que qualquer um, sabe lidar com ela nessas horas, afinal, eu provoquei tantas brigas entre eles por causa de ciúmes.

 

"Me desculpe." Falei, simplesmente.

 

"Não tem problema, ela sabe onde fica a chave, se quer saber como ela entrou." Ele falou, frio, voltando para a cama bem devagar.

 

"Quer que eu volte para o colchão?"

 

"Não, está tudo bem."

 

"Não Shawn, não está, eu sei que não está. Sabe que pode ser sincero comigo sempre."

 

"Não tem o que ser sincero, Angelina. Eu arrumei um enorme problema para mim e tudo que eu posso fazer agora é esperar ela se acalmar." Ele bufou, e tenho certeza que dormiu logo em seguida.

 

Pobre Shawn, sua vida era tão mais simples sem a minha presença. Na verdade, acho que a vida de todos aqui era muito mais simples, eu só cheguei para atrapalhar tudo.

 

POV Matthew

 

16:43, segunda-feira, 13 de março de 2016

 

"Como é?! Ela está aonde?!" Gritei, quase jogando o celular longe.

 

"Na minha casa, ela não tinha para onde ir, Matt. Precisa ter um pouco de noção, ela precisava de mim." Shawn argumentou, o que só me deu mais vontade de bater a cabeça dele contra a parede.

 

"Você só pode estar de brincadeira." Falei, rindo da situação que mais me parecia uma pegadinha.

 

"Não, Matt, não estou. Ela está no banho agora." Ele falou, bufando "Não tem a menor chance de vocês virem aqui, qualquer coisa eu vou sair." Ele argumentou.

 

"Ela esta aonde?!" Gritei.

 

"Não começa, Matthew, ela está tomando banho lá embaixo, eu estou no sótão." Ele rebateu.

 

"Tudo bem, mas eu não sei se você se lembra, mas eu estou no hospital. Não tem jeito de ir para lugar nenhum!" Gritei, e ouvi a porta ser aberta, revelando um Nash.

 

"Isso já não é minha culpa, resolva com os meninos que eu vou dar uma desculpa para a Angel." Ele falou, mas logo a voz dela soou ao fundo.

 

"Shawn!" Ela gritou "Tem planos?" Ela perguntou.

 

"Shawn..." Comecei.

 

"Não, completamente livre!" Ele respondeu "Desculpe Matt, eu e Angelina vamos fazer qualquer coisa, decida com os meninos o que vai fazer." Ele falou e encerrou a chamada.

 

"Vou matar ele." Falei, e os outros meninos entraram no quarto.

 

"Acho que você poderia esperar o que temos para dizer e depois mata-lo." Nate falou, cruzando os braços.

 

"E estão esperando o que? Meus músculos atrofiarem?" Perguntei, seco.

 

"Só queremos ter certeza de que não vai atacar ninguém quando contarmos, principalmente o Shawn." Gilinsky começou.

 

"Se o fizer, pode arrumar um enorme problema para nós então segura os seus impulsos." Carter falou.

 

"Não acho que vou ficar tão irritado quanto vocês estão descrevendo, adiantem." Esbravejei.

 

"O policial que veio da Califórnia, por nós, aquele que você disse que precisávamos eliminar é..." Sammy começou.

 

"Pai da melhor amiga do Shawn e do seu amor de colegial." Nash cuspiu o resto das palavras do jeito mais seco possível e andou na minha direção "E adivinhe? Shawn sabia de tudo e não disse nada para nenhum de nós."

 

"E daí?" Falei, mesmo que meu coração estivesse apertado "Eu não me importo, não me importo com ela ou com o padrasto dela." Falei, dando ênfase em 'padrasto'.

 

"Bom, que ótimo, porque achei que fosse colocar a vida de todos nós em risco para não magoar a garota." Carter falou.

 

"Vocês são uns palhaços. Eu não sinto nada por ela, nada mudou, ainda vamos matar esse cara, só precisamos planejar tudo. E, pra isso, precisamos da casa de Shawn, e Angelina está lá por um tempo." Falei, quase sem oxigênio e com o coração acelerado, tentando ao máximo apenas atrasar o processo.

 

"Não, podemos fazer em qualquer lugar depois que sair daqui." Nash argumentou.

 

"Nós sempre vamos para o Shawn, e vamos continuar indo. É só não fazermos nada até termos tudo preparado, e então, é só executar. Só ter paciência." Argumentei, ainda com a boca seca.

 

"Tudo bem, Matthew." Gilinsky falou andando em direção à porta.

 

"O quê? Não!" Nash esbravejou.

 

"Nash, você conhece ele. Quando ele coloca algo na cabeça, não há quem tire." Johnson falou, indo atrás do Jack para fora do quarto.

 

Nash saiu bufando e os outros foram logo atrás, me deixando ali, sozinho. Tentei por bastante tempo digerir o que estava acontecendo, foi por isso que ele era familiar, era ele que eu estava procurando a muito tempo, era ele que eu precisava tirar desse mundo para salvar o meu rabo. Não sei se estava me sentindo tão egoista por ser o pai da garota que eu amo ou por ser simplesmente alguém que está vivo, respirando, e faz parte de uma família.

 

Era tudo diferente, mas eu não podia dizer isso pra eles ou para Shawn, eu precisava fazer o que disse que faria, mesmo sabendo que magoaria ela, não posso fazer isso. Agora que nós estamos no meio disso, é nossa única saída, agora, nós só podemos sair ilesos se ele não sair, somos nós ou ele, e eu não posso sacrificar os meninos pra isso. É como um labirinto, me enfiei aqui e, quanto mais tento sair, mais me perco e me enfio aqui dentro. Só queria poder achar o final disso tudo, onde ninguém sai machucado, e, pela primeira vez em muito tempo, é a primeira vez que ligo para outras pessoas além de mim. A sensação era uma merda.

 

POV Angelina

15:23, sexta-feira, 17 de março de 2016

Puxei outra caixa de luzes redondas de cima da prateleira do escritório de Déborah e entreguei a Bea, que colocou no chão ao lado das outras duas que tínhamos que levar. Era o último dia da Hell Week, como chamam, a semana onde você aparece na escola se tiver vontade e ninguém tem aula, apenas existem os preparativos para o Heaven Weekend, onde tem o show de talentos, o baile e a peça de teatro onde Anna vai fazer a personagem principal, e, pelo o que Bea me disse, já é a terceira ou quarta vez consecutiva que ela é a principal.

Todos tinham uma tarefa, a nossa era espalhar as luzes pelo corredor já que eles decidiram que seria uma ótima ideia desligar as luzes da escola e deixar tudo iluminado por luzes minúsculas e redondas espalhadas pelos corredores, e acho que esse era o pior dos trabalhos, já que, além de prender essas merdas por todos os corredores da escola, precisávamos liga-las e ir de quatro em quatro metros checando se todas estavam funcionando como deveriam, e isso leva uma eternidade, tanto que estamos fazendo isso há cerca de uns quatro dias enquanto o resto da turma está fazendo a parte legal, que seria arrumar o palco, o som e o áudio, entre as outras coisas, já que a apresentação do show de talentos vai ser feita no pátio.

Shawn cuidou da parte financeira até agora, por isso não nos vemos muito, ele está sempre apressado com uma calculadora, uma prancheta e uma caneta, um grande envelope cheio de dinheiro e gritando com as pessoas, isso talvez tenha nos afastado um pouco durante os preparativos, mas apenas na escola, em casa ele ainda era meu irmão mais velho temporário.

Caminhei com Bea com as últimas três caixas de luzes , levando uma nos braços e chutando a outra, para poder chegar logo ao corredor que faltava, o corredor principal. Depois de algum tempo ali, prendendo os fios na parede, Bea resolveu quebrar o silêncio no enorme corredor vazio e silencioso.

"Nervosa?" Bea perguntou.

"Na verdade, não. Não serei mais o centro das atenções, Madison vai ser, então não estou mais tão preocupada, o representante da gravadora ainda vai me ver, a pedido de Déborah, mas apenas ele, agora eu sou apenas mais uma atração no grande show, e não a principal." Falei sorrindo.

"Falando na cobra, você viu ela espalhando o veneno por aqui esses dias?"

"Não, nem ela, nem Melissa, nem nenhum dos amigos de Matthew e nem mesmo Matthew." Falei, ainda prestando atenção nas luzes que eu prendia na parede.

"Mas Matthew tem uma desculpa, ele está no hospital."

"Ele saiu no meio dessa semana, apareceu na casa do Shawn, até. Fui obrigada a ir para o quintal de traz, afinal a conversa era particular, mas voltei quando vi Matthew saindo furioso do corredor."

"Parece que todo mundo está bravo com Shawn ultimamente, Melissa não apareceu para não ter que trombar com ele." Bea falou e soltou uma risada logo depois, prendendo o resto do seu primeiro fio.

"Meio desnecessário, você não acha?" Falei, rindo também e terminando o meu fio.

"Realmente acho que não, ela acha que você transou com o namorado dela, o que quer que ela faça?" Ela perguntou, e eu finalmente olhei para ela quando me sentei no chão, feliz por ter finalmente acabado.

"Mas ela sempre pensou isso." Argumentei.

"Mas dessa vez parece mais verdade do que as outras, vocês estavam na mesma cama."

"Eu já te expliquei o que aconteceu, não tem nada entre eu e ele, somos amigos, quase irmãos, ele só estava me ajudando, ele sabe que eu tenho um sério problema com a minha mãe e estava me fazendo uma gentileza, mas parece que Melissa não entende isso."

"Eu sei que sim, esqueceu que eu estou com a Larissa?" Ela perguntou "Eu até tenho que te agradecer por deixá-la comigo, ela é uma pessoa maravilhosa." Bea falou, e eu sorri de leve.

"Sim, é. E não merece nem um terço das coisas ruins que acontecem com ela." Falei, negando com a cabeça "Bom, já acabei, vou ver se Déborah precisa de mais alguma coisa, caso contrário, estou indo, ok?" Falei, depositando um beijo na bochecha de Bea.

"Tudo bem."

Caminhei pelos corredores tentando me concentrar apenas no barulho das minhas botas cinzas que não chegavam nem ao topo das minhas canelas enquanto procurava Déborah, ou alguém que pudesse me dizer onde ela estava. Chegando no pátio, parei e dei uma olhada geral, para ver aonde ela estava, e a encontrei em cima do palco, com Shawn ao seu lado e um garoto também, os dois anotavam tudo o que ela dizia, ou melhor, tudo o que ela gritava. Caminhei devagar até onde ela estava e parei embaixo do palco alto, quase do meu tamanho, e esperei que me visse ali antes de falar qualquer coisa, o que não demorou muito.

"Angelina, estou resolvendo um problema na alucinação do palco, é uma emergência?" Ela perguntou, cruzando os braços.

"Na verdade, não. Só queria dizer que eu já acabei de prender as luzes, estão todas funcionando, queria saber se posso ir embora." Falei, esperando que ela não me matasse por pedir isso.

"Claro que pode querida, te vejo hoje às 19:30, certo?" Ela sorriu e piscou.

Sorri e segui para o seu escritório, onde eu tinha deixado a minha bolsa quando cheguei, já que queria acha-la para saber onde estavam as caixas com as luzes. Coloquei minha bolsa sobre os ombros e tirei o celular lá de dentro, vendo algumas mensagens de Becca e de Larissa.

Larissa: Estou muito feliz por você, a música está incrível! (14:20)

Larissa: Você vai sair de lá com um contrato, vai ver. (14:21)

Larissa: Acho que estou mais ansiosa que você, Angel. (14:30)

Rebecca: Então hoje é o grande dia? (15:04)

Rebecca: Finalmente tomou vergonha na cara para tentar contrato com uma gravadora? (15:04)

Abri a conversa com Larissa e digitei enquanto atravessava o corredor vazio, Bea já deve ter terminado também.

Você: Sim, você está ainda mais ansiosa que eu. (16:02)

Você: Estou muito feliz que gostou, estou ensaiando faz um tempo, finalmente acho que ficou bom. (16:02)

Saí da conversa com Larissa e entrei na de Becca, com um sorriso triste, desejando que ela estivesse aqui para me ver no show de talentos.

Você: Parece que sim, mas não estou com tanta esperança de conseguir. (16:04)

Você: Queria que você estivesse aqui para me ajudar. (16:05)

Senti um baque contra o meu corpo e caí no chão, derrubando o meu celular e minha bolsa, fazendo as minhas coisas voarem para lugares diferentes. Bufei irritada e olhei para cima, para ver quem era, e vi Nash, me olhando assustado e surpresa, ele se abaixou e começou a juntar as minhas coisas e começou a se desculpar várias e várias vezes.

"Caralho, mil desculpas! Você se machucou?" Ele disse, me levantando e pegando a minha bolsa e meu celular no chão.

"Estou sim, não precisa se preocupar, estava distraída." Falei, sorrindo.

"Ah, bom. Estava indo para casa?" Ele perguntou.

"Sim, terminei as coisas que precisava fazer aqui e já estou indo." Falei, sorrindo, continuando meu caminho.

"Eu também já terminei." Ele falou, chamando a minha atenção, me fazendo virar para ele "Posso ir com você, se quiser, podemos parar para comer alguma coisa. Sei que deve estar nervosa." Sorri.

"Claro." Falei "Vamos."

Ele sorriu de volta e fomos andando lado a lado até o estacionamento. Estava planejando voltar a pé, já que eu tinha ido com Shawn já que meu carro estava na minha casa, então seria bem melhor pegar uma carona com Nash já que ele estava de carro. Ele me levou até uma pequena cafeteria, um pouco afastada do bairro residencial onde morávamos, mas era bem aconchegante e não estava muito cheia, mas, mesmo assim, era possível ouvir a conversa das pessoas que sorriam umas para as outras e riam.

Sentamos em uma mesa no canto do lugar, uma mesa quadrada de madeira presa na parede nos dividia, enquanto estávamos um na frente do outro, sentados em diferentes sofás com o estofado marrom café. Nash pediu uma torta e um cappuccino, eu pedi apenas um suco de limão, e nada demorou muito pra chegar, em alguns minutos silenciosos já tínhamos nossos pedidos.

"Madison está animada?" Perguntei, bebendo um gole do meu suco pelo canudinho.

"Bastante, ela sempre quis ser o centro das atenções, a garota que vai abrir o show de talentos, a pessoa que vai ter total atenção do representante, acho que ser essa pessoa é mais o sonho dela do que realmente cantar."

"É, ela gosta mesmo de chamar atenção às vezes." Falei revirando os olhos e tomando mais da minha limonada "Não sei como um cara legal como você gosta de alguém como ela." Ele riu.

"Bom, nós somos muito parecidos se você olhar bem de pertinho." Ele falou, tomando um gole do seu cappuccino.

"Se você for igual a ela, Deus, eu juro que me levanto e saio daqui agora mesmo." Falei sorrindo, e ele riu de leve "Como estão as coisas com ela?"

"Bom, ela e Matthew estão passando por uma fase complicada considerando o escândalo que ela fez na festa, ele acredita que está no hospital até agora por causa dela." 

"Isso é, por incrível que pareça, a coisa que mais me irrita no Matthew. Todos são culpados, menos ele." Falei, tomando mais do meu suco.

"Ainda é apaixonada por ele?" Ele perguntou, me pegando desprevenida.

"Eu... eu não... não diria apaixonada, sabe?" Falei, tentando não parecer tão nervosa.

"Bom, eu diria." Ele riu, tomando mais de sua bebida quente "E você também diria, tanto que já disse."

"Não ponha palavras na minha boca!" Briguei e ele riu.

"Olha, Angel, se o seu coração continua na mesma, o meu conselho também continua. Você tem a chave da casa dele, vá atrás dele, faça uma surpresa, pegue ele desprevenido, você vai ver que o que você sente é recíproco." Ele falou, sorrindo.

"Acho que esse não era bem o seu conselho."

"Mas vamos fingir que era, porque agora é." Ele falou, me fazendo rir.

"Tudo bem, acho que vou fazer isso depois do show de talentos, depois que toda essa coisa de Heaven Weekend acabar, quando estivermos mais calmos, talvez eu fale algo sim." Falei sorrindo.

"Não pode esperar tanto, quer dizer, pra quê?" Ele disse, dando de ombros "Ele está lá, você está aqui, acho que deveria fazer algo para resolver isso. Se é o que você quer, não deveria querer tanto esperar, pra quê atrasar a sua felicidade?" Ele falou com as sobrancelhas erguidas.

Eu sabia que ele estava certo, mas isso não era o tipo de coisa que eu admitiria com facilidade, vamos dizer que eu era extremamente teimosa quando se trata dessas coisas. Na verdade, nem sei se era teimosia, talvez era apenas medo, medo de dizer para Matthew o que sentia e tomar um pé na bunda ou coisa pior, eu sabia como ele era, o Matthew gentil e delicado que me enfeitiçou tinha dia para aparecer, e algo me dizia que o dia desse Matthew ia demorar para aparecer.

"O que Você pretende fazer? Sabe, quando terminar a escola?" Perguntei, mexendo o gelo no meu copo com o canudo.

"Não sei, possivelmente artes cênicas ou cinema, quero fazer algo relacionado com este meio, sabe? Sempre quis." Ele sorriu.

"Meu lugar nessa área seria como roteirista." Falei sorrindo, imaginando "Não sou uma boa atriz, mas sou boa com palavras." Falei.

Claro, eu realmente era boa com palavras, com palavras ditas por outras pessoas. Basicamente, eu sabia exatamente o que os personagens deveriam dizer, porque eram simplesmente todas as coisas que eu não tinha coragem para dizer.

"Podemos então entrar os dois para a faculdade de cinema, se você não conseguir o contrato. Eu vou ser o diretor e você a roteirista, vai fazer histórias maravilhosas, nós vamos vender para a Universal Studios e para a Paris Films e vamos ficar ricos." Ele falou sorrindo, me fazendo rir.

"Isso se a minha mãe não me matar, aposto que ela vai me obrigar a fazer um desses cursos sérios e chatos que eu nunca vou conseguir entrar, tipo medicina ou direito, o sonho não realizado da minha mãe." Falei.

"Toda mãe quer que o filho passe em medicina, você precisa fazer o que você gosta de fazer."

"Meio complicado quando você Ainda depende do dinheiro da sua mãe." Ironizei, sorrindo.

"É, você está certa, seremos escravos das vontades delas enquanto morarmos embaixo de seus tetos." Ele falou, sorrindo "Eu só acho que você não deveria deixar que ela decidida o que você deve fazer pelo resto da vida, sabe, é sua vida." Ele deu de ombros de novo.

Sorri e concordei com a cabeça, e ele percebeu que já era hora de mudar de assunto, e assim o fez. Ficamos ali, na cafeteria, conversando por bastante tempo até que por volta das seis da tarde ele me levou de volta para a casa de Shawn, que estava desesperado atrás de mim, mas, como meu celular estava sem bateria, não me encontrava. Quando entrei, ele me abraçou e depois ficou dez minutos gritando comigo, e eu me senti na casa da minha mãe novamente, fiz questão de dizer isso pra ele. Subi para o quarto dele, peguei a roupa que ia usar no show de talentos e a minha maquiagem e fui para o banheiro de visitas enquanto Shawn tomou banho no banheiro do quarto.

Coloquei o meu roupão assim que saí do banho e tentei ligar meu celular, que havia colocado para carregar antes de entrar no box, e já eram seis e vinte e seis. Coloquei a toalha no cabelo para segura-lo enquanto fazia a maquiagem, o que demorou o suficiente para que o meu cabelo já estivesse seco quando tirei a toalha. Sequei o restinho que ainda estava molhado com o secador de Karen e passei a chapinha para deixar meu cabelo completamente liso, para facilitar na hora de cachear ele, o que fiz logo em seguida. Joguei o cabelo um pouco para cima e o vi cair sobre os meus ombros cobertos pelo roupão, virei de costas e tentei ver a parte de trás, mexi um pouco a cabeça de um lado para o outro e quando parei parei para olhar, tinha ficado do jeito que eu queria.

Vesti o vestido preto sem mangas que tinha comprado em Chino Hills para nenhuma ocasião em especial. Ele era lindo, procurava uma oportunidade para usá-lo há tempos, ele não marcava as minhas curvas, nem mesmo um pouco, era completamente reto, deixava meus ombros completamente a mostra, mas não mostrava o meu colo, pois a gola chegava até o meu pescoço, onde havia uma argola dourada que dava uma volta nele, calcei meus sapatos e dei uma última checada no espelho e nas horas, eu estava bonita, porém estava atrasada.

Saí do banheiro às pressas, colocando as minhas coisas na bolsa para levar de volta para a minha mala, quando trombei com Shawn no corredor, e quase não reconheci o garoto na minha frente.

"Estou trombando muito com as pessoas hoje." Falei rindo.

"Com quem mais você esbarrou hoje, Angel?" Ele perguntou, colocando a parka que levava nos braços sobre os meus ombros.

"Nash, estava com ele, por isso demorei para chegar em casa."

"Deve ser por isso que sua mãe fica irritada com você, você diz que vai para um lugar e some, odeio isso!" Ele falou, rindo, enquanto descíamos as escadas "E agora que sei que é tudo culpa de Nash, posso parar um pouco e dar um soco nele." Falou, me fazendo rir ao chegar no fim da escada.

A campainha tocou e eu senti que não era bom sinal, logo parei de sorrir, com medo de quem pudesse estar do outro lado da porta. Shawn caminhou até lá e revelou o meu irmão, todo arrumado com uma camisa social branca, uma calça preta e um tênis, o máximo que ele se arruma sempre para sair, ao lado dele estava Anna, com uma calça preta larga que mais parecia uma saia longa que chegava até a boca de seu estômago, mas sua blusa tampava o resto de seu corpo, a blusa era vermelha escura e deixava apenas os ombros a mostra, era de mangas longas e largas e chegava até a metade de seu pescoço, o que deveria estar esquentando ela o suficiente, a maquiagem estava impecável, o cabelo preso em um coque alto, sem um fio fora do lugar, e com belos brincos de diamante. Bea apareceu depois, usando um vestido azul marinho que realçava seu corpo maravilhoso, botas pretas que chegavam até um pouco acima de seu joelho, o que me surpreendeu, já que as botas de cano alto geralmente não ficam bem em Bea, e com o cabelo agora moreno preso em um rabo de cavalo, olhei para a rua e vi Jacob, também arrumado, encostado no carro. Admito que uma parte de mim acreditava que Matthew estaria ali,  mas acho que estou apenas vendo filmes demais.

"Estão prontos?" Meu irmão perguntou.

"Sim." Respondemos ao mesmo tempo.

"Ótimo, precisamos ir agora ou chegaremos atrasados, e Déborah vai arrancar nossas cabeças como número de encerramento." Bea falou sorrindo.

Seguimos eles até os dois carros esperando por nós, no carro onde Jacob estava, tinha uma figura sentada no banco de trás, olhando para o outro lado da rua, parecia triste e desanimada, desconfortável talvez, não parecia estar gostando da situação, não sei porque, mas algo me dizia que era Melissa. Anna e Cameron entraram no carro dele, e Bea entrou no carro com Jacob e Melissa, à pedidos de Bea, entrei no carro com ela enquanto Shawn foi com Cameron, o que eu sabia que não daria certo.

No caminho, Bea e Jacob tentavam não estragar o clima, que já estava uma merda só pelo simples fato de que eu estava tendo que dividir o banco de trás com Melissa, e ela parecia estar lidando com isso da pior forma possível, ficando em silêncio.

"O que vai cantar, Angelina?" Jacob perguntou.

"Uma música da Beyoncé, Running." Falei, sem jeito.

"Wow, adoro essa música!" Jacob falou.

"Deixe que eu adivinhe em quem você estava pensando quando escolheu." Bea ironizou.

"Você sabe para quem é, mas acho que ele não estará lá de qualquer jeito." Falei, dando de ombros, Bea bufou e cutucou Jacob.

"Dê a volta, vamos para a casa da Angelina." Bea falou, sem paciência.

"O quê? Por quê? Não! Vamos nos atrasar!" Protestei.

"Você é mais importante que tudo isso, precisa pegar a chave e ir atrás de Matthew, e se você não vai fazer isso por vontade própria, eu vou te obrigar." Ela falou, com raiva.

Tentei protestar durante todo o caminho na direção da minha casa, e, quando chegamos, Bea me empurrou pra fora e disse que eu deveria pegar o carro da minha mãe para voltar para a escola, e Jacob deu partida, me deixando para trás, no meio de um campo de batalha onde minha mente e meu coração guerreavam pelo controle das minhas ações dali em diante. Só eu podia acabar com a guerra, precisava decidir qual dos dois escutar e, no final, para a minha surpresa, acabei entrando na minha casa sem me importar com quem estivesse dentro, eu queria pegar a chave e ir atrás de Matthew.

Assim que abri a porta, dei de cara com Ashton, sofrendo com suas abotoaduras que, como sempre, insistiam em não fechar. Ele notou o barulho, e entrou em alerta, me olhando rápido, mas logo se acalmou ao perceber que era apenas eu, ele deu um sorriso suave, sem mostrar os dentes, e caminhou na minha direção, logo me abraçando e arrancando de mim também um sorriso.

"Você está linda." Ele disse, acariciando o meu rosto assim que nos afastamos, me fazendo sorrir ainda mais.

"Mamãe está aqui? Ela é a última pessoa que quero encontrar agora." Falei, agora seria.

"Queria que seu irmão te dissesse isso, como combinamos, mas parece que não vai ser possível. Sua mãe não vai poder ir, teve um problema com o trabalho e ela não vai chegar a tempo." Ele falou, sorrindo triste "Mas eu vou, se quer saber. E posso te dar uma carona."

"Não, não precisa. Acho que vou pegar o carro da mamãe, afinal, ele está lá fora e ela não vem." Falei.

"Você deu sorte, eu dei uma carona para a sua mãe hoje pro trabalho porque ela estava atrasada e o carro estava quase sem gasolina, então mandei Cameron ir encher enquanto levava ela." Ele falou.

"Que ótimo, eu vou ter que passar para buscar uma amiga depois, então você pode ir na frente." Menti, subindo as escadas.

"Tudo bem, nos vemos lá." Ele falou, pegando o blazer e saindo de casa, desistindo oficialmente das abotoaduras.

Levei poucos minutos para achar a chave da casa de Matthew e do carro da minha mãe, mas, antes do que o previsto, eu estava no caminho para a casa dele. Meu estômago começou a revirar, a cada quadra que eu passava, cada vez mais perto, eu sentia que minha respiração parava e ficava mais pesada, e que minha circulação parava por alguns milésimos de segundo, até que alguns minutos torturantes depois, eu parei na frente da porta, e meus poucos segundos de coragem acabaram ali.

Olhei para a porta, para o meu carro, para as luzes acesas da sala, e decidi que era uma péssima ideia. Comecei a andar na direção do meu carro novamente, mas parei. Não podia fazer isso comigo mesma, não dava, chega de fugir disso, chega de fugir dele. Se eu não fizesse aquilo naquele momento, sabia que nunca mais faria. Respirei fundo e voltei todo o caminho que estava percorrendo pela terceira vez e abri a porta, fechando logo depois que entrei.

Meu celular apitou e vi o nome de Bea brilhando no ecrã enquanto estava parada na porta, me preparando para entrar.

Bea: Se não chegar a tempo, o que fazemos? (19:40)

Você: Faça Melissa cantar no meu lugar. (19:40)

"Matthew?" Chamei, mas não obtive resposta "Matthew?" Gritei de novo, mas nada "Matt!" Chamei mais uma vez.

Finalmente ouvi barulho na escada,  passos, mas, quando me virei, não vi Matthew, o que vi, antes de apagar, foi uma figura com o corpo desenhado por um vestido rosa salmão, cabelos longos pretos e cacheados, lábios grossos e pintados de rosa assim como o vestido e, após a figura me acertar com o que pareceu ser uma panela, senti meu corpo amolecer, minha visão ficou escura, e a dor na minha cabeça se tornou insuportável ao ponto de que eu mal senti dor nas costas quando acertei elas contra o chão antes de tudo ficar escuro.


Notas Finais


Queria compartilhar com vocês que nós estamos perto de completar 100 favs, e eu estou apenas radiante!! Quando a gente bater 100 favs, vou postar mais de um capítulo de vez, só para comemorar, e, pra ajudar a bater esse número mais rápido, queria pedir pra vocês retweetarem esse Tweet aqui, para a divulgação da fanfic:
Link: https://twitter.com/illusionmatt_/status/887381690733252608

Mas assim, antes de pedir pra vocês comentarem oq acharam e tal, eu queria agradecer pra vocês pelos 90 favs que já temos, essa fanfic é um sonho pra mim, e, depois de muito planejar ela, eu finalmente vejo que está voltando para mim, pode não ser muita coisa para algumas pessoas, mas eu nunca imaginei que eu fosse ter tanta gente lendo uma história minha, já que tem tantas outras histórias aqui no site, mas, enfim, estou muito feliz que vocês estejam lendo e gastando, quero que saibam que tem um lugar guardado no meu coração pra cada um de vocês! ❤️
Obrigada por lerem e, por favor, comentem o que acharam, ok? Espero que tenham gostado da leitura e espero que estejam gostando da fanfic até aqui, um beijo, até o próximo capítulo


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