História Blind - Capítulo 63


Escrita por: ~

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Palavras 3.263
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura para todos! <3

Capítulo 63 - Epílogo


Fanfic / Fanfiction Blind - Capítulo 63 - Epílogo

 

Residência da família Jang.

Três semanas depois.

 

A senhora Jang olhou para a tela do celular e franziu a testa. Era uma ligação de Hyuna, o que não fazia o menor sentido, uma vez que a mesma encontrava-se descansando no quarto. Estranho.

– Querida, está tudo bem? – indagou com preocupação. Não fazia muito tempo que o filho havia saído para trabalhar, e menos ainda desde que a havia deixado sozinha lá em cima.

Oh, eu estou bem, omma. Ótima – Hyuna soltou uma risada nervosa do outro lado da linha. – Só achei que deveria avisá-la que minha bolsa estourou. Seguindo as instruções, sabe?

Houve um instante de silêncio.

Omma? Ainda está aí?

A senhora Jang chacoalhou a cabeça. Não era hora de deixar suas emoções virem à tona. Precisava ser pratica e lógica.

– Estou. Estou sim. Me desculpe – disse rapidamente. – Eu estou subindo, me dê apenas um segundo. – pediu e desligou o telefone, desaparecendo escada acima. – Estou aqui! – anunciou-se, irrompendo porta à dentro. – Como você está?

– Por enquanto bem – Hyuna respirou fundo e esfregou a barriga enquanto a sogra se punha de pé ao lado da cama.

– Alguma contração? – a senhora Jang segurou a mão dela entre as suas e sentou-se na beirada do colchão.

– Apenas uma. Eu estava cochilando quando veio. Eu sabia que significava alguma coisa porque foi mais forte que das outras vezes, e quando percebi a bolsa estourou. Como pode ver. – ela disse calmamente, gesticulando com o queixo em direção a enorme mancha sobre os lençóis.

Apesar de tudo, havia se divertido durante a gravidez com todos os preparativos. Aquele momento, contudo, não parecia que iria se encaixar no conceito diversão.

– Tudo bem – a senhora Jang afagou gentilmente a pequena mão entre as suas e olhou para o relógio. – Primeiro, vamos esperar e cronometrar os intervalos entre as contrações.

– Não devíamos ligar para Hyunseung? Ele me disse para ligar para ele imediatamente quando a bolsa estourasse. – disse Hyuna. Em seguida, estendeu a mão para apanhar o celular sobre a mesa de cabeceira.

– É uma pergunta ou um aviso? – a mais velha riu a despeito da ansiedade. – Você pode ligar se quiser, mas primeiro vamos ao banheiro. Um banho nesse momento é sempre bom.

– Temos tempo para isso?

– Não há nada com o que se preocupar. Confie em mim, querida. Já fiz isso duas vezes. Além do mais, isso vai dar a Hyunseung o tempo necessário de que precisa para chegar enquanto você se arruma e checamos as bolsas da maternidade.

– Está bem. – Hyuna riu. Ainda assim, sentia-se mais inquieta do que nunca. Agora que estava finalmente acontecendo – depois de todos os sustos e alarmes falsos – o que mais desejava era que terminasse logo para que enfim pudesse ver o rostinho dos filhos.  

 

...

– O que diabos...?! – Doojoon exclamou quando o amigo irrompeu a porta de seu escritório.

– Os bebês – disse Hyunseung. Parecia estranhamente calmo.

– Os bebês...? – Doojoon levantou a sobrancelha, confuso. Aquilo podia significar muitas coisas.

– Hyuna acabou de ligar. A bolsa estourou. Eles vão nascer. Hoje. Preciso ir para lá.

Antes que Doojoon tivesse tempo de responder, recebeu uma mensagem de texto da esposa avisando-o sobre a mesma coisa. Aparentemente, àquela altura todos já estavam sabendo.

– Vamos lá. – ele se levantou da cadeira e apanhou o casaco, guiando o amigo porta afora.

 

...

– Estou aqui! – declarou Hyunseung, deparando-se com a esposa já arrumada e de banho tomado sentada sobre a cama. Segurava a mão de sua mãe e sorriu ao vê-lo.

– Oi, querido.

– Você está bem? – ele se apressou e parou ao lado dela. Doojoon havia ido para casa ficar com Gayoon enquanto esperavam que Hyuna fosse levada ao hospital.

– Estou. Não se preocupe.

– Quando as contrações começaram? Está doendo muito?

– Faz mais ou menos meia hora. E estão suportáveis, obrigada por perguntar. – respondeu. Depois, respirou fundo.

– Tem certeza?

– Tenho.

Hyunseung suspirou profunda e audivelmente.

– Acalme-se – disse a senhora Jang. A psiquiatra em seu interior analisando o filho. Parecia calmo na superfície, mas ela sabia que aquilo era só fachada. Contrariando suas expectativas, ali estava ele. Estava mesmo nervoso.

– Estou calmo.

– Não parece. – ela rebateu.

– Mas eu estou.

Um instante de silêncio. Hyuna foi a pessoa a quebra-lo.

– Alguém poderia fazer a gentileza de me levar ao hospital? – perguntou suavemente. Sabia que o parto ainda demoraria algumas horas para acontecer, mas como se tratava de dois bebês preferia esperar com sua obstetra por perto.

– Claro. Claro. – Hyunseung rapidamente se prontificou e, com todo cuidado, ajudou-a a se levantar. Pela primeira vez desde que recebera a noticia, sentia-se no controle da situação.

– Não esqueça as bolsas. – declarou Hyuna, e arqueou as costas ao sentir outra contração.

– Eu cuido disso. – disse a senhora Jang às suas costas. Quando a dor passou, seguiram todos para o carro.

No instante em que a família acomodou-se em seus respectivos assentos, outra contração teve início e Hyunseung afundou o pé no acelerador. Felizmente, àquela hora do dia as estradas não estavam congestionadas. O que facilitava enormemente a ultrapassagem de outros veículos que ousavam ficar em seu caminho.

A mãe, sempre prática, ocupava-se segurando a mão de Hyuna enquanto falava ao celular com a equipe do hospital para avisar que estavam a caminho. Posteriormente, mandou uma mensagem para seu grupo de amigos, dando o aval para que seguissem para lá quando desejassem.

– Você está bem? – Hyunseung olhou para esposa pelo espelho ao notar que mais uma contração havia começado e terminado.

– Estou. Mas não reclamaria se você fosse mais depressa – ela disse com um pouco de dificuldade, embora não estivesse fazendo um escândalo. Um contraste interessante comparado às mulheres em trabalho de parto que viam em filmes, dramas e até na televisão.

Hyunseung limitou-se a assentir e acelerar ainda mais enquanto sentia seu coração bater na garganta.

Estacionou em frente ao hospital em tempo recorde. De fato, duvidava que alguma vez alguém já houvesse feito aquele percurso tão rápido, mas para ser honesto, a casa dos pais não ficava longe.

 

...

– Você está bem? – ele perguntou pelo que devia ser a vigésima vez desde que haviam saído de casa enquanto ajudava Hyuna a se acomodar na suíte VIP que haviam reservado na ala da maternidade. Os bebês dividiriam o quarto com a mãe, ficando lado a lado com ela 24 horas por dia até receberem alta, o que aconteceria em no máximo dois dias.

– Querido, sei que está preocupado comigo, mas a repetição dessa pergunta está começando a me irritar um pouco. Provavelmente por causa dos hormônios.

– Me desculpe.  – Hyunseung apressou-se em responder e começou a ajeitar os travesseiros enquanto sua mãe guardava as bolsas.

O fato de serem ricos adiou a solicitação de preenchimento de toda a papelada, mas assim que a esposa recostou-se contra os ditos travesseiros, uma enfermeira lhe entregou uma prancheta repleta de formulários e lhe explicou o que precisaria preencher e onde ele deveria assinar. Enquanto isso, a mesma inútil e inoportuna enfermeira tirou algumas pulseirinhas do bolso e começou a preenchê-las com a rapidez de uma tartaruga.

Quando ele enfim terminou de preencher tudo, entregou a prancheta de volta a enfermeira com indiferença e tomou seu lugar ao lado da esposa.

Foram seis longas horas de espera, inúmeras pedrinhas de gelo, toalhas para secar o suor da testa e caminhadas pelo quarto até que Hyuna de fato começasse o trabalho de parto.

Embora fossem gêmeos, o casal havia optado pelo parto normal desde o começo. E uma vez que os bebês estavam encaixados na posição correta, não tiveram nenhum problema com isso quando a hora chegou.

Ainda que não gritasse – surpreendendo a obstetra e as duas enfermeiras que a auxiliavam –, Hyuna cerrava os dentes e apertava a mão do marido tão forte quando as contrações vinham que por um segundo o próprio Hyunseung cogitou a possibilidade de que ela pudesse quebra-la.

Não que um dia fosse admitir aquilo à ela. Nunca o faria. Posteriormente, nem sequer se lembraria de ter pensado naquilo por um instante. Afinal, concentrou toda sua energia em dar a ela o apoio moral e emocional necessário.

O parto durou cerca de quinze minutos. Min Ho foi o primeiro a sair, seguido por Min Ah menos de um minuto depois. Hyuna estava trêmula devido à adrenalina e exausta pelo esforço, mas ainda assim, a primeira coisa que pediu quando tudo acabou foi para segurar os gêmeos.

Com cuidado, Hyunseung e sua mãe – que por sinal já chorava de emoção – colocaram os pacotinhos rosa e azul nos braços dela e viram seu rosto se iluminar ao colocar os olhos nos filhos pela primeira vez.

– Eles são tão lindos. – ela conseguiu dizer. A voz trêmula de emoção e os olhos marejados. Não demorou muito e já estava chorando. Estava tão feliz, e a explosão de amor que sentira pelos dois fora tão forte que não sabia se havia outra maneira de expressa-la que não em lágrimas. Era como receber todas as boas emoções do mundo de uma só vez. Sentia-se tão cheia de sentimentos que nem sabia o que fazer para extravasa-los. Gostaria muito de poder apertar os filhos com força, amorosa e protetoramente, mas sabia que ainda não podia. Eles ainda eram muito frágeis, de modo que levaria algum tempo até que pudesse fazer aquilo com eles.

– Eu estava esperando que nascessem carecas e com cara de joelho, mas felizmente estava errado. Eles são lindos. São sim – Hyunseung sorriu e sentou-se ao lado dela a fim de olhar para eles outra vez. Ele mesmo sentia um nó na garganta. Suas emoções estavam à flor da pele. Se fosse mais sensível, também estaria chorando, mas aquilo não era de seu feitio. – Você foi ótima – ele a beijou suavemente e encostou a testa contra a dela. – Obrigado. Eu te amo.

– Sou eu que agradeço – ela sorriu, ainda dominada pela emoção. – Eu também te amo. E mesmo que eles tivessem nascido como você acabou de descrever, ainda seriam os bebês mais lindos do mundo para mim.

– Isso é porque você é a mãe. Eu não. – provocou Hyunseung.

Hyuna limitou-se a sorrir e balançar a cabeça. Sabia que ele estava brincando. Ou pelo menos esperava que estivesse.

– É uma coisa boa eles estarem surpreendendo desde o dia um. Vão virar celebridades na maternidade. Recém-nascidos que não parecem recém-nascidos só podiam ter vindo de nós dois. Super bebês.

Hyuna riu e balançou a cabeça outra vez. A paternidade com certeza estava mexendo com a cabeça dele, embora não pudesse discordar. A verdade estava lá. Seus filhos eram realmente lindas e fofas exceções no mundo dos recém-nascidos.

– Não acho que vou conseguir soltá-los agora, embora saiba que deva – ela baixou os olhos para a dupla sonolenta em seus braços. – O que vamos fazer?

– Vou te dizer o que vamos fazer, querida – interveio a senhora Jang, acariciando seus cabelos. – A pediatra virá daqui a pouco para fazer a primeira avaliação e os testes neonatais enquanto as enfermeiras cuidam de você. Depois poderá ficar com eles e alimentá-los. Mas seria bom que descansasse um pouco. Você fez um ótimo trabalho.

– Obrigada, omma.

– De nada – a sogra sorriu para ela. – Ficarei para ajudar enquanto Hyunseung avisa o pessoal na sala de espera. Aposto que estão todos loucos.

Hyuna riu. Era verdade. Tinha certeza de que eles estavam ansiosos para conhecer os novos membros da família e parabeniza-la.

– Não quero soar egoísta – ela encarou o marido e selou carinhosamente seus lábios –, mas gostaria muito que ficasse ao lado dos nossos filhos durante a realização dos exames antes de avisar a todos.

– Farei isso. – Hyunseung sorriu e a beijou mais uma vez antes de se levantar.

 

...

– Parece que teremos muitas opções de babás para quando quisermos ficar sozinhos. – Hyuna ouviu o marido dizer cerca de meia hora mais tarde enquanto observavam seus amigos e família em volta de dois bercinhos. Era como observar um grupo de corujas.

Ela riu consigo mesma enquanto Hyunseung a envolvia em seus braços.

– Isso com certeza virá a calhar.

Ela ainda não havia tido tempo para descansar quando todos entraram no quarto tentando não fazer muito barulho. Haviam trazido consigo vários balões – que no momento encontravam-se amarrados pelo quarto –, ursos de pelúcia e uma variedade de flores.

– Você sabe que sim – Hyunseung piscou para ela e esperou até que a esposa se aninhasse nele o mais confortavelmente possível antes de continuar. – Acho que agora seria um bom momento para você tentar dormir um pouco. – sugeriu e depositou um beijo no topo da cabeça dela.

– Você acha? Mas eles devem acordar daqui a pouco.

– Mas você também precisa de um descanso. E mesmo que eu não fizesse nada seu instinto fará o trabalho de acordá-la quando isso acontecer.

– Você tem razão – Hyuna sorriu e fechou os olhos. Realmente merecia um descanso.

 

...

Três anos depois.

Yoseob apertou o número do irmão mais novo na discagem rápida pelo que devia ser a quarta vez e encostou o celular no ouvido. Agora estava desligado. Não sabia o que ele e a cunhada estavam fazendo, mas estavam ignorando completamente suas ligações.

– Min Ho, não dê chocolate para sua irmã! – ele protestou ao ver o sobrinho dividir uma pequena barra ao meio. Da onde diabos ele tinha tirado aquilo? Tinha certeza de que o pequeno não tinha nenhum doce consigo quando chegou.

Os gêmeos haviam feito aniversário há poucos dias, com direito a uma festa que adulto nenhum poderia colocar defeito – ainda que temática.

Mesmo sendo superdotados como os pais, estavam numa fase completamente Disney desde que se entendiam por gente. Assim, o tema da festa fora Zootopia – o filme favorito dos dois.

– Por quê? Papai disse que chocolate faz bem. – o garotinho olhou para ele. Parecia tanto com o pai que era quase uma replica perfeita. Exceto pela boca e o cabelo, que havia puxado da mãe. Mas para ser justo, a única coisa que Min Ah tinha em comum com o pai eram os cabelos e os olhos.

Yoseob acreditava piamente que a dupla não poderia ter nascido com uma aparência melhor nem se houvessem tido seu DNA manipulado. Eram completamente uma mini versão de seus pais, e haviam puxado o melhor de cada um deles. Possuíam o mesmo olhar afiado do pai, mas eram fofos como a mãe. Podiam ser exigentes e curiosos, mas eram obedientes e surpreendentemente sensíveis e compreensivos.

– Porque não, ora – ele retrucou.

– “Porque não”, não é resposta titio – retrucou Min Ah, e deu uma mordida no chocolate.

– O titio está sendo ilógico – emendou Min Ho. – Quer um pouco de chocolate? Talvez ajude.

– Não. Eu não quero chocolate, obrigado. Tudo bem – Yoseob tentou outra vez. – Vocês não podem comer porque vamos almoçar daqui a pouco.

– Hm... Então existe um motivo. – Min Ah balançou a cabeça. – O titio devia ter começado com isso.

– Eu não sei por que o titio insiste em ficar dando voltas e falando coisas sem sentido. – Min Ho embrulhou o chocolate restante e o colocou no bolso enquanto a irmã fazia o mesmo. – Nós não íamos comer tudo, viu?

– Aham. Eu não confio em vocês.

– Que insulto! – os sobrinhos responderam em uníssono. O cenho franzido de indignação. Aquilo acontecia às vezes. Eles eram muito unidos e partilhavam uma conexão muito forte.

– Não somos mentirosos – Min Ho se defendeu. – Nunca mentimos. Somos bebês muito honestos.

Yoseob apertou os lábios para não rir. Apesar da inteligência gigantesca, agiam como crianças da idade deles na maior parte do tempo. Grande parte graças ao cuidado dos pais, amigos e família, que os tratavam como tal. Não queriam que eles crescessem rápido demais, então os incentivavam a brincar e fazer todo o tipo de coisas que crianças de seu tamanho fariam. Eram muito atentos, e não tinham acesso a nada fora de sua faixa etária. Também eram muito ativos, e haviam ingressado na escolinha de Tae Kwon Do havia dois meses.

– Vamos, Min Ho-ya. – Min Ah segurou a mãozinha do irmão e saiu puxando-o em direção à cozinha com seus passinhos de pinguim. – Vamos procurar a vovó e pedir para ela colocar nosso chocolate na geladeira. Vai derreter.

Quando ficou sozinho, Yoseob olhou para o celular em sua mão e fez uma carranca. Sabia que os sobrinhos encontrariam a avó na cozinha, mas aquilo não apagava o fato de que os belos pais deles o estavam ignorando.

– Aqueles dois... – resmungou. Ficava feliz em cuidar dos sobrinhos, mas e se fosse uma emergência? Como no mundo poderia avisá-los? A irresponsabilidade de Hyunseung o surpreendia, mas quando tentou telefonar para Hyuna, ela também não atendeu.

Com certeza uma cortesia de seu irmão, pensou. Mais tarde teria uma conversinha com ele a respeito.

 

...

– Talvez devêssemos ter atendido – Hyuna inclinou a cabeça levemente para o lado enquanto encarava o celular. Com a mão livre segurava a do marido sobre o câmbio do carro. Estavam em seu caminho de volta para apanhar os filhos após um dia extremamente proveitoso sozinhos. Eram pais dedicados, mas também eram marido e mulher, de modo que tiravam pelo menos um dia durante a semana para ficarem sozinhos e fazer programas de casal – Oppa deve ter ficado bravo.

– Eu não acho que isso seria uma boa ideia. Por mais que tentasse sua voz não soaria normal, e eu não estou disposto a deixar que outra pessoa além de mim escute aquele tom. – respondeu Hyunseung, com um sorriso libertino estampado no rosto.

Hyuna riu suavemente.

– Você não presta mesmo.

– Diz a minha metade.

– Você acha que foi algo com nossos bebês? Talvez eu devesse ligar agora.

– Querida, se você realmente pensasse assim, teria retornado antes mesmo de terminar de se vestir – Hyunseung beijou a mão dela e depois sorriu. – Se fosse algo com eles a pessoa a ligar teria sido madame Jang, não meu irmão. E nós teríamos atendido imediatamente. É por isso que temos um toque personalizado para ela. Para emergências. Do contrário, ela jamais ligaria para nos incomodar. Tenho certeza de que os nossos filhos estão ótimos. E de que seu cunhado não faz a mínima ideia do que é uma emergência de verdade. Ele entra em pânico pelas menores coisas. Aposto que ficou sem resposta para algo que nossos bebês disseram, ou algo do gênero.

– Tem razão – ela sorriu. – Mas tenho a sensação de que ainda vamos ouvir quando ficarmos frente a frente com ele.

– Somos casados, temos dois filhos e uma rotina de trabalho. Cada minuto que podemos passar sozinhos é extremamente precioso.

Hyuna sorriu e apertou a mão dele.

– Eu também penso assim.

– E ele já deveria ter entendido à essa altura. Vou me certificar de refrescar a memória dele de uma vez por todas. O celular vibra nas horas mais inoportunas. Simplesmente não posso tolerar isso por mais tempo. – Hyunseung resmungou e chacoalhou a cabeça, ainda que não estivesse de mau humor. Nada poderia estragar seu humor naquele dia.

Contente, Hyuna apenas riu e seguiu conversando com ele até chegarem ao seu destino. Como previsto, Yoseob marchou em direção a eles e chamou o irmão de irresponsável no segundo em que abriram a porta e entraram.

Sabendo que a discussão demoraria alguns minutos, ela apenas sorriu, beijou o rosto do marido e foi à caça de seus filhotes. Ainda podia ouvir as vozes masculinas discutindo ao fundo enquanto subia as escadas, mas essas logo foram substituídas pelas risadinhas conhecidas e infantis de seus filhos brincando com os avós. Por um instante, Hyuna ficou parada e permitiu-se ouvi-los antes de entrar no espaço de recreação criado para eles.

O último pensamento que teve antes de empurrar as portas, ajoelhar-se e abrir os braços para a pequena dupla que imediatamente gritou e correu em sua direção ao vê-la, foi o de que possuía a melhor família do mundo.

 

 


Notas Finais


Bem pessoal, é isso. Eu nem sei o que dizer agora que finalmente acabou. Passei mais de um ano me dedicando a essa história, e espero não ter desapontado ninguém. Eu fiz o melhor que pude, disso vocês podem ter certeza. E se o meu melhor não tiver sido o bastante dessa vez, peço desculpas. Agradeço o apoio de cada um de vocês, que continuaram lendo o que eu escrevia, e pelos novos leitores que chegaram. Agradeço pelo carinho que recebi nos comentários, e principalmente pelo apoio. Foi muito importante para mim em muitos momentos.
Blind ainda ganhará alguns capítulos extras no futuro, mas a história principal acaba aqui. Eu vou escrevendo conforme eu tiver tempo, até porque já pensei neles também, e seria um desperdício não colocar aqui, já que foram coisas que eu não pude encaixar no decorrer da história. A maioria é assim. Episódios divertidos do passado dos dois. Exceto por um, que será dos filhos deles um pouco mais crescidinhos. Enfim. Tenho outra história em andamento, então, isso não é um adeus, mas um até mais ver. Escrever funciona como uma terapia para mim, então não deixarei de fazer isso, porque é algo que faz bem para mim. Eu não sou lá a pessoa mais animada do mundo, então.
Anyway, isso já tá ficando depressivo, então vou encerrando por aqui!

Bom, obrigada a todos mais uma vez. Acho que já falei demais. Desejo tudo de melhor a cada um de vocês.


Até a próxima, pessoal! <3

Kissu ~ <3


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