História .blind - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Jeon Wonwoo, Kim Mingyu
Tags Meanie, Meanie Couple, Mingyu, Seventeen, Wonwoo, Yaoi
Visualizações 118
Palavras 1.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Bom, eu havia excluído essa fanfic (só de raiva aslkakdlçal), mas cá estou eu reescrevendo ela! Ela não é muito popular, mas sei que tem gente que gostou, então achei que seria muita maldade deixar ela na lixeira. O início pode estar diferente, mas a ideia ainda é a mesma. Me desculpem pela demora novamente, e obrigada desde já quem quiser ler (e todos os comentários lindinhos que já li nos capítulos e tudo mais). <3

A capa é provisória e o user "novo", mas o que vale é a intenção.

Capítulo 1 - Prologue; teddy bear.


– Min, você prefere bolinhos ou biscoitos? 

– Os dois são bons, qual você acha que a sua mãe fez? 

– Segunda-feira tem cara de bolinho de chocolate, você não acha? 

Nas ruas silenciosas daquele bairro, com muito esforço podia se ouvir uma conversa bobinha com voz de criança, apenas uma criança era ouvida para quem tinha pouca imaginação. Eram quase seis da tarde, isso significava que WonWoo estava quase em casa após sair da escola, caminhava pelo meio-fio das calçadas abraçado a um cachorro de pelúcia surrado, fazia esse mesmo trajeto todos os dias, seus nove anos o deixavam responsável por não errar o caminho de casa. 

– Ei, Min, a esquina de casa já está próxima? Você sabe, de longe é tudo borrado e eu não consigo reconhecer as placas...

– Não se preocupe, estou de olho! – Dizia o outro garoto de sorriso fácil.

Jeon WonWoo era um bom menino com problemas de visão, mas quando sempre precisava de ajuda, apoio ou qualquer outra coisa, ele tinha seu único amigo. O seu problema de visão porém o permitia ver alguém, um outro garoto que há tempos notou que só aparecia para si, ele era do seu tamanho e também magrelo, a pele somente mais amorenada. Não tem lembranças de quando começou a vê-lo, mas ele era o melhor amigo que alguém poderia ter, o apelidou de Min, igual o cachorro de pelúcia que carregava consigo para todos os lugares, pelo motivo de os dois serem especiais. 

– Ei, Jeon! – Uma voz que causava calafrios no nosso garoto o paralisou antes de chegar a esquina da rua de sua casa. 

O jovem Jeon virou-se para o pior, pois fora empurrado por alguém daquele grupo de garotos da sua idade que sempre o atormentavam, caindo sobre as flores que contemplavam aquela calçada. Por diversão e crueldade desconhecida, aqueles garotos o chutaram por saber que ele não revidaria, talvez fizessem isso por WonWoo não ter dinheiro para oferecer aos maldosos meninos que queriam unicamente para comprar figurinhas para algum álbum besta de futebol.

– Você é tão esquisito, Jeon, não tem nada que preste e ainda anda com essa coisa de criança pequena. – Puxou o urso de pelúcia de WonWoo, que já se encontrava todo sujo ainda caído no chão. – Você quer isto? – A criança chacoalhou o urso e o tal Jeon só conseguiu assentir. – Você não me deu o que eu quero, então irei pagar. 

Após ditas aquelas palavras, o único som que se podia ouvir por ali era do amado companheiro de WonWoo sendo rasgado, separando a cabeça do corpo, os restos foram jogados no chão, onde o inocente garoto arrastou-se para juntar e abraçar como se pudesse o unir novamente. Os garotos? Saíram rindo, fora a deixa do menino de olhos pequenos poder juntar suas coisas e correr para casa. Mal soube como acertou a esquina, talvez Min realmente o guiasse.

 

A senhora Jeon estava apavorada, mas talvez nem tão surpresa, ao ver seu pequeno anjo daquela forma. Ela cuidou e beijou seus machucados e lhe prometeu costurar o Min de pelúcia, porque imaginava que era com ele que o filho tanto conversava, não poderia deixá-lo sem seu amigo. Ele nem ao menos dormia longe do bicho de pelúcia. 

A mãe de WonWoo já havia ido até a escola, mas não é como se os garotos parassem de pegar no seu pé fora dela, e eles eram em muitos para um garoto fraco. Os Jeon não eram ricos, a mulher era pintora, mas é claro que seus quadros não vendiam tanto assim como o garoto imaginava, a arte e o amor por desenhos era de família. Família esta que podia segurar as pontas graças ao dinheiro do pai de WonWoo, que fora embora, apesar que o pequeno nem lembrava de seu rosto, só sabia do urso que fora deixado para si. 

Naquela noite, já embaixo das cobertas e encarando o teto, WonWoo já tinha seu Min remendado nos braços. Olhava cada desenho de estrela pintado no seu teto e rolou as orbes negras até a janela esquecida de ser fechada, as estrelas de lá eram mais reais, o que o fez levantar e ir até elas. 

– Tinha bolinhos... Por que você sumiu, Min? – Suspirou magoado, seu amigo não havia voltado desde o ataque dos meninos. 

Uma estrela rasgou o céu em um brilho bonito que encheu o peito de WonWoo de esperança repentinamente, era uma regra fazer um pedido quando se via uma estrela cadente. Ele pediu seu amigo de volta, mas guarde segredo. Pediu com toda a fé que tinha, fechando os olhinhos e unindo as mãos junto ao peito. 

Permitiu-se abrir os olhos e ver tudo normalmente; nada. Mais um suspiro antes de se deitar, agarrou seu urso e aconchegou-se mais uma vez. Talvez houvesse começado a cochilar e não entendeu se sonhou ou se fora real, mas viu seu Min pela última vez beijar-lhe a testa e desejar boa noite.

 

12 anos depois.

Acordou com o despertador de seu celular tocando algum ringtone já incluso, não queriam pôr uma de suas músicas para passar a odiá-las. Em seus quase vinte e dois anos (certo, faltava algum tempo para ter vinte e dois, mas preferia falar desta forma pois não gostava de números ímpares) ainda se atrasava drasticamente em segundas geladas de inverno. Preguiçosamente, caminhou pelo seu quarto até o guarda roupa e se agasalhou, desde quando possuía tantas roupas pretas? Não tinha tempo para divagar, apressou-se em se arrumar e comer algo, ou deixar apenas o café preto e quente o aquecer. Sua mãe ainda estava dormindo, não a incomodaria, os anos chegaram para ela e sua saúde já não era mais a mesma, nem a situação financeira da casa. A mulher podia cuidar da casa e pintar alguns quadros, nada mais que isso como esforço.

WonWoo correu para a faculdade de engenharia que cursava, era bolsista e aluno aplicado, almejava o dinheiro da profissão pois os cálculos o deprimiam cada dia mais. Antes de chegar ao metrô, pôde passar mais uma vez por aquela loja de jóias caríssimas que sempre via sua mãe namorar os colares, desde pequeno percebia isso, mas custava muito para alguém como ele. A maior aquisição de sua vida eram os óculos de armação redonda que adornavam seu rosto de belos traços, os quais resolveram seus problemas de visão.

Em sua cabeça só passava a ideia de que seria um dia e tanto, acordou com essa sensação esquisita e nem os minutos encarando as pessoas estranhas no metrô o fez esquecer. Nem ao menos quando chegou a universidade encarando estranhos mais estranhos ainda o fez esquecer. Até notar um dos jardins do campus, este possuía belas flores brancas que ousou pegar uma, que escondeu ingenuamente em seu livro de cálculo. 

 

O livro de WonWoo encontrava-se cheio de rabiscos de um garotinho com orelhas de cachorro, não sabia quando havia inventado aquele personagem, apenas sabia que o adorava. A aula demorou a passar, mas finalmente pôde sair da sala, apenas queria ir para casa aproveitar um almoço caseiro de sua mãe e depois ir ao sem emprego de meio período, o qual era até agradável. 

Tudo dentro da rotina.

– Opa! Eu não vi você! – Foi o que ouviu depois de trombar com alguém e seus livros e anotações caírem pelo corredor o qual o Jeon andava distraído.

Murmurou o menino mais pálido algo como uma desculpa, não que o estranho fosse ouvir. E o estranho gentil juntou suas coisas, e talvez fosse um enxerido por fuçar em seu livro entediante de cálculo.

– Quem carrega uma flor em um livro de cálculo? – Riu o desconhecido com os caninos à mostra que deixavam o sorriso ainda mais bonito.

WonWoo e seu medo habitual de pessoas e tudo que elas tinham consigo, só pode puxar suas coisas do estranho, sentindo o calor da mão alheia, que quase lhe remeteu a alguma memória perdida. Quase, porque nosso herói saiu correndo o mais rápido que pôde com todo o seu sedentarismo. 


Notas Finais


Obrigada novamente e nos vemos nos próximos capítulos! :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...