História Blind - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Exibições 98
Palavras 5.907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Lemon, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, essa é a minha primeira fic do SNK.
Se tiver algum erro, ignore pois eu só revisei uma vez.
A história pertence a mim, porém, SNK não me pertence.
Obg.. dnd
*referências e mais referências*
Entendedores entenderão

Capítulo 1 - Cap. 1


Fanfic / Fanfiction Blind - Capítulo 1 - Cap. 1

A lua, vivaz e brilhante no céu fúnebre era a única fonte de luz que iluminava precariamente o pequeno cômodo onde abitava-se um corpo encolhido num fino colchão surrado. Seu corpo estava coberto por um grosso casaco negro.

Alguns baixos suspiros escapavam dos lábios rosados do rapaz adormecido. De sua testa escorria algumas gotas de suor, fazendo com que seu cabelo castanho ficassem grudados na mesma.

A madrugada fria não fazia efeito no corpo febril que ali estava. Seus dedos aflitos apertaram fortemente o tecido rasgado e fino do colchão esfarrapado. Seu corpo se debatia levemente com os espasmos que o pesadelo causava, um grunhido doloroso escapou de sua garganta seca. Sua pulsação atingia sua audição, como se seu coração estivesse batendo rente ao seu ouvido.

O ar aos poucos fora ficando em falta, seus pulmões reclamavam com a falta de oxigénio, causando mais um espasmo, dessa vez fora violento o suficiente para o rapaz de fios castanho batesse seu joelho com demasiada força na parede que um dia foi branca.
Com esse único ato despertou num sobressalto, desorientado e letárgico.
Tremulando por conta das batidas frenéticas de seu coração, puchou uma grande quantidade de ar para seus pulmões e vagarosamente o soltou, causando um enorme alívio aos seus pulmões amuados.

-Só mais um pesadelo, só isso. - O rapaz disse em arfadas tentando convencer a si mesmo. Como um mantra.

Os olhos esmeraldinas vibrantes do jovem atentos observava o pequeno local, procurando em sua mente o porque estava naquele comodo desconfortavel e desconhecido. Em um piscar as lembranças bateram com força em sua mente, trazendo junto uma dolorosa pontada em sua cabeça, se lembrando de tudo oque se perguntava a segundos atrás.

Um longo suspiro resignado escapou de seus lábios, com movimentos lentos passou a ponta de seus longos dedos em sua testa molhada, retiando dali os fios tambem úmidos. Diferente do corpo quente, seus dedos estavam frios.

O jovem moreno com o semblante carregado estava fugindo  a seis longos e tortuosos meses. Fugindo para não só salvar sua vida, e sim porque também estava definhando, precisava urgentemente de uma razão para continuar.
Ele não sabia o porque, mas sentia que precisava viver mais um pouco. Só mais um pouco.

Um ano.
Um mês.
Uma semana.
Um dia.

Tanto faz, não sabia dizer com exatidão...

E como a curiosidade em saber o porque de sentir que deveria viver não era o suficiente, procurou por uma segunda opção (ou a valvula de escape) que foi exatamente essa brincadeira patética.

Sabendo que mais cedo ou mais tarde "ele" acabaria aparecendo. Mesmo não aceitando, tinha um pouco de medo, desse dia. Mas só um pouco.

Não queria e nem aceitaria morrer assim tão facilmente, não estava pronto para para morrer desse jeito.
Se fosse para morrer, daria pelo menos um pouco de trabalho para o seu carrasco.

Não o respeitava, nem mesmo sabendo que seria "ele" aquele a derruba-lo.Talvez teimosia, talvez orgulho, talvez alguma forma suja de fé;  a seriedade em manter-se de pé apenas como recusa em ser o primeiro a cair.

Para ele continuar vivendo por "nada", não era de fato viver... E por isso de alguma forma, esse "esconde-esconde" foi sua válvula de escape mortífera.  Uma desculpa fajuta para um 'ferrado na vida' continuar.

Sua vida se tornara tão fudida, que seus sentimentos "gentis" foram passear na puta que pariu junto com a sua alegria.
Afundou-se,  então, em pedaços na mistura do ódio e amargura que contaminava em passionalidade cada centímetro de amor e ternura que restou em seu ser. As vezes parecia que seu bom senso também tinha ido embora.
Sua vida foi da "dos sonhos" para "uma merda fudida" em tão pouco tempo que parecia até uma brincadeira sem graça. Sátiras.

Ele era um louco suicida.
Era uma presa idiota brincando de fugir de seu predador.

Mesmo tendo seus dois irmãos, ele sabia que não os conseguiria de volta, pois havia cogitado desistir dessa idéia a alguns meses. Era  praticamente impossível.
Não importava,  só queria continuar ter um motivo para viver.

Porém, aquilo de fato estava ficando exaustivo para o jovem, ele não estava "vivendo", estava só sobrevivendo.
Tudo por um motivo, que ele não sabia o qual era.
Nao havia como explicar, era confuso até para ele.

Então vamos voltar aos fatos que desencadearam os acontecimentos presente, é claro que resumidamente...

A 13 meses e algumas semanas atrás o jovem chamado Eren era extremamente feliz, e mesmo tendo uma boa vida financeiramente, vivia um vida pacata e simplória com sua mãe Carla e seus irmãos adotivos, Armim e Mikasa ambos com 8 anos. Estudava em um colégio particular renomado, tirava boas notas e estava a poucos meses  de terminar o ensino médio, e começar a sua tão sonhada faculdade de Administração para cuidar dos negócios da família. O jovem de olhos claros continha um sorriso fácil, mesmo faltando um pouco de paciência, pois era "esquentado" demais, oque não o deixava menos gentil e brincalhão, conquistando  todos a sua volta.

Sem dúvida era carismático, com um porte físico agradável a vista, também era charmoso com o ar desleixado e  ainda contava com londos olhos claros e vibrantes.

Esse conjunto o deixava com uma beleza indicutivelmesnte peculiar e atrativa, e com isso alcançara a popularidade por não só entre o sexo feminino, como também arrancava olhares do sexo masculino. E mesmo sendo difícil de acreditar, ele nunca se envolvera emocionalmente com alguém, e podia contar nos dedos com as garotas já havia estado fisicamente.
Porém, ele não sentia nada. Nada.

Com seus 18 anos o jovem de olhos claros continuava adepto ao idealismo de nascermos destinados a algo, em contrapartida,  a ideia de "faço o que eu quero" lhe era muito atrativa pelo simples fato de ser também atrevida.

Logo perceberia que nao era bem assim...

Como qualquer jovem de sua idade, adorava ir a festas, sair com os amigos e curtir com os irmãos. Mesmo que sua mãe estando auxente na maioria das vezes por conta do trabalho na pequena empresa em que era dona, os dois se davam bem. Era uma ótima mãe solteira.

Não poderia ter pedido por uma vida melhor.

Mas...

A 12 meses atrás isso desmoronou com uma simples fatalidade. Em uma noite fria e nublada sua mãe estava voltando de mais um dia cansativo do trabalho, a mesma estava cansada, precisava urgentemente de sua cama, de uma folga, de uma xícara de chá e de um banho. Não nessa ordem é claro.

O asfalto estava úmido, por conta do clima chuvoso,  a neblina estava mais densa do que normalmente estaria naquela época, mesmo assim dirigia com atenção. E como a noite estava demasiada fria, tirou uma de suas mãos do volante e a direcionou junto com o olhar para o aquecedor, no painel do carro o ligando.

Focou novamente sua visão ao asfalto em sua frente, e viu uma luz forte em meio a densa neblina vindo em encontro ao seu automóvel, e que era questão de segundos para que eles se chocassem.

Sua face impalideceu.

Então, o tempo andou vagarosamente naqueles últimos segundos.

Naqueles poucos segundos, seu futuro foi dado, e iria de fato ser concretizado.

Naqueles poucos segundos ela pensou em seus filhos, e como os amava.

Naqueles poucos segundos, se arrependeu de não dizer isso a eles.

Naqueles poucos segundos também se arrependeu de não ter-lhes dado um último afago, um ultino beijo carinhoso e um abraço apertado.

Naqueles poucos segundos também percebeu que não iria mais precisar de seu aquecedor ligado.

Naqueles poucos segundos seus dedos finos envolveram delicadamente o colar que envolvia seu pescoço, ele havia sido presente dos seus três preciosos filhos no dia de seu aniversário, alguns semanas atrás.

Naqueles poucos segundos seu coração doeu por não ter a chance de ir a serimonia de formatura de seu filho mais velho.

Naqueles poucos segundos uma solitária lágrima desceu quente, queimando a pele fina e pálida da mulher ao volante.

Naqueles poucos segundos ela agradeu a esses poucos segundos que tivera para lembrar-se de sua familia.

Naqueles últimos e curtos segundos lembrou-se do sorriso de seus filhos, e junto com aquela bela lembrança veio a dor do impacto dos dois veículos.

E com isso veio a escuridão.

A 11 meses atrás o jovem de olhos claros com o semblante cansado, estava sentado no banco do hospital, esperando mais uma vez por notícias de sua mãe que estava em estado grave e vegetativo a um mês. Ele ainda tinha esperanças de sua mãe  se curar.
Tentou pegar a guarda de seus irmãos de volta da justiça,  que dizia com veemência que o jovem não tinha capacidade para cuidar de si mesmo e muito menos  de duas crianças.

A 10 meses atrás o jovem de olhos claros estava cansado mentalmente e fisicamente por não conseguir dormir, as taxas do hospital estavam pesando em seu bolso, mais não importava, ainda tinha o dinheiro da conta da empresa de sua mãe.

A 9 meses atrás o jovem de olhos claros estava perplexo com a notícia que recebera, de que sua conta havia sido completamente esvaziada com as despesas do hospital, que somando o tratamento, alojamento, medicamentos para si próprio (por não conseguir dormir) contas de luz, gás e água,  mensalidade da escola (mesmo não a frequentando) e uma boa quantidade com um advogado imprestável que contratou  para lhe ajudar com as crianças. Sua conta estava no vermelho.

A 8 meses atrás recebeu a notícia de que era preciso depositar uma certa quantia em dinheiro para que sua mãe continuasse a receber os tratamentos, esse depósito teria que ser feito no máximo 48 horas.
Desesperado, ele tentou contatar os sócios de sua mãe, para implorar por ajuda, pois sua mãe estava morrendo, e precisava urgentemente daquele dinheiro.  Mas nenhum se deu ao trabalho de mover um dedo, ou dando alguma desculpa esfarrapada. Hipócritas nojentos.

Nas últimas horas lembrou-se de um amigo seu que morava na parte "desprovida" de luxo da cidade. Lembrou-se que naquela festa ele estava um tanto nervoso, e que eles em uma conversa em grupo durante uma festa deixou escapar que devia dinheiro a um Agiota perigoso, e que precisava de uma quantia até o dia seguinte. Não tardou em ajudá-lo, pois dinheiro para ele naquela época não era problema.

Naquele mesmo dia foi correndo para o local onde seu amigo residia para pedir-lhe ajuda.  E o mesmo negou que tinha dinheiro  e o levou até os 'soldados do capitão' um grupo que trabalhava para o famoso Agiota O Capitão. Explicou-lhes a situação, e disse que precisava urgentemente do dinheiro em mãos. 
Eles com um olhar de poucos amigos decidiram ceder ao imprestimo, e deixaram mais do que claro que ele TINHA que pagar em no máximo um mês. Se não o fizesse eles iriam sem pensar atrás do jovem olhos claros,  e por isso eles ficaram com a identidade do garoto, caso ele tentasse fugir ou gazear o pagamento.
A cada dia a partir do dia do empréstimo o juros eram de 50%.
E que eles dariam só 1 unico aviso.
Depois era morte.

No mesmo dia depositou a quantia para dois meses. Uma alta quantia.

A 7 meses atrás estava a chorar desolado no enterro de sua mãe, que teve morte cerebral. E com isso desligaram os aparelhos, claro com o concentimeto dele.

Ele passou o dia chorando em cima do caixão de sua falecida mãe, ele era o único na sala gelada que exalava aquele cheiro horrível de "morte", a única coisa que restará da mesma foi o cordão que ele lhe dera junto com seus 'ex-irmãos'. Esse mesmo cordão era segurado com força pelos dedos trêmulos do rapaz choroso.

  Passou exatamente 3 dias e veio o aviso em forma de uma facada na coxa, junto com duas costelas quebradas e um olho inchado e roxo.

No outro dia ele se escondeu, pegou o pouco dinheiro que sobrou, com dificuldades para se locomover comprou algumas identidades falsas para viajar e esperou a poeira abaixar.

A 6 meses atrás fugiu de trem, com uma única mochila que continha algumas peças de roupas e produtos de higiene.
No mesmo dia teve uma perseguição no vagão e um tiro no braço.
No final não foi nada grave. Não fisicamente.
Antes de fugir, jurou mentalmente que voltaria algum dia por seus irmãos. 

Desde então o jovem de olhos claros vem fugindo, usando algumas de suas identidades falsas, e poupando ao máximo o dinheiro que ele continha, só para comer.
Se mudava com frequência de 1 em 1 semana.

Porém...
Aquilo não era o bastante...

Depois de divagar por seu fatídico  passado, o jovem se levantou cambaleando até a janela com o vidro sujo, esfregando as mãos no rosto de maneira irritadiça. Viu lá fora tudo coberto por uma fina camada de neblina.
Ouviu o piar das corujas plantadas nas cumeeiras das árvores, anunciavam o amanhecer, com seu piar triste, como choro lúgubre de viúva diante do túmulo do marido.
Pela primeira vez em muitos dias cinzentos e na maior parte do tempo, escuros, um sol recatado brotava entre as montanhas,  ocultos pelos fragmentos anuviais da noite de outrora.

Não nevava, mais o ar era úmido  extremamente frio. Sorriu. Aquilo demonstrava de uma maneira incrível como ele se sentia.

Frio.

Poderia usar as roupas mais quentes. Poderia sentar-se diante de uma lareira. Poderia passar horas debaixo do chuveiro com a água escaldante. Poderia se jogar dentro de um vulcão em erupção.
Nada aquecida a porcaria de seu coração despedaçado.

E por mais que o rapaz desejasse, essa sensação no seu âmago não desaparecia.

Deixou esses pensamentos de lado, indo rumo ao pequeno banheiro que havia ali, conseguirá ligar a energia fazendo um "gato" na luz.
Pelo menos havia água quente.

Tomou um longo banho e trocou-se no banheiro mesmo, arrumou a mochila com todas as suas coisas, pois no cair da noite, iria mais uma vez se mudar de lugar, pois não poderia se esquecer que já deveria estar devendo pela sua conta mais de 800.000 dólares para o Capitão. Uma pequena fortuna.

Ele não tinha como pagar, então o jeito era fugir.

Depois de arrumar perfeitamente sua mochila, pegou a marmita que havia compradono dia anterior comeu o conteúdo rapidamente, sem perder tempo mastigando, só engolia sem se importar com o gosto.
Só comia para não desmaiar de fome...de novo.
Abriu uma garrafa d'água e deixou um longo gole passa e por sua garganta seca.
Já satisfeito decidiu que dormiria até o cair da noite, colocando assim seu relógio de pulso para despertar.
Se deitou no fino colchão, puxou o casaco de forma aconchegante e fechou os olhos esperando ser engolido pelo sono.

**

Já havia se passado algumas horas desde que o jovem de olhos claros se entregara ao sono.
E foi assim que mal notou quando no crepúsculo do anoitecer,  o pequeno cômodo onde estava fora invadido, pois os invasores fizeram o possível para não acordar o jovem. Não queriam escândalo, só seguiram as ordens que lhe foram  dadas.

O jovem sentiu algo estranho, como se estivesse sendo observado, mas quando abriu os olhos,  um saco preto lhe foi colocado na cabeça.

- Não, NÃO.

Assustado o jovem começou a se debater, e gritar ao memso tempo, tentando se livrar das mãos que o segurava.
Merda, pensou ele, "eles" o acharam rápido demais.
Sentiu um chute na parte lombar que o fez ser jogado no chão com força, em seguida  outros  poucos chutes vinheram.
Mas foram o suficiente para causar alguns danos, e roxos.
E por último veio uma forte coronhada na parte lateral da testa.

O jovem de olhos claros não estava totalmente desacordado, tinha lapsos de consciência.
Sentiu ser erguido do chão e carregado. Depois sentiu ser jogado em um lugar pouco macio, junto com o barulho de motor de carro.
Alguns minutos mais tardes ouviu alguém conversar, um pouco longe, talvez do lado "de fora", e segundos depois sentiu ser puxado mais uma vez por mãos agressivas.

Então aos poucos o jovem finalmente deixou ser se levado pela a inconsciência. Logo o único som que ouvia, era o som do vazio, do nada.

-

Tudo estava dolorido.

Tudo ardia.

Queimava.

Sua cabeça girava.

Seu estômago estava embrulhado.

Seus braços estavam dormentes.

A única coisa que ele podia dizer com certeza era que estava amarrado.

Ótimo.

Amarrado.

Estava amarrado com que deduziu ser uma corda de sisal. Essa era a razão pela qual o seus punhos estavam esfolado e suas mãos com uma péssima circulação. Ele podia sentir o latejar do sangue por debaixo da  sua pela, gritando para ser livre.

Sua posição estava extremamente desconfortável; de joelhos com os braços para trás -que foram amarrados com uma força exagerada-  em algo que também deduziu ser um cano de ferro.

Sua cabeça ainda estava coberto com o pano negro, deixando sua respiração abafada e acelerada bater contra o tecido que grudava em sua boca e seu nariz quando respirava.

Agoniado.

Essa palavra lhe descrevia perfeitamente no momento.

Claustrofóbico.

Ele se sentia em um quarto pequeno, escuro e sem janelas, preso como um animal qualquer. Sem saída.
Mesmo sabendo que era somente um saco.
Um pequeno saco em sua cabeça.
Ele estava claustrofóbico.

Soltou um grunhido de raiva e desespero  pela sua fatídica situação atual.

Já estava a alguns bons minutos tentando, inutilmente, se soltar da porcaria daquele ferro, que lhe impossibilitada de se mover para qualquer local. Podia sentir ao decorrer dos minutos o sangue escorrendo pelos seus punhos, por causa de toda essa tentativa frustrante de se soltar em vão.

- Patético.

A pequena palavra foi lhe dita com uma voz grossa e debochada.
O jovem de olhos claros -e assustados- parou com seus patéticos movimentos subitamente, olhando para os lados - mesmo que aquilo fosse de fato em vão, pois o saco empedia qualquer visão - em busca de seu zombador.

- Como "isso" conseguiu ficar as escuras por 6 meses? Alguém pode me explicar.

Mais uma vez à voz grave foi reproduzida em um total tom zombeteiro, perguntava para ninguém em específico. Eren, com sua audição aguçada, sentiu que a voz estava mais perto, ele podia sentir os passos ao seu redor vagarosamente.
E então os passos finalmente cessaram em sua frente.

O saco foi bruscamente arrancado de sua cabeça e com isso uma lufada de ar gélido bateu em seu rosto, lhe dando um alívio momentâneo. 
Levantou sua cabeça tentando ajustar sua visão. Em vão.
Pontos de luz dançando em sua frente, estava tudo desfocado, só via silhuetas que contrastavam com a iluminação local. Abaixou  a cabeça a sacudindo, piscando os olhos claros rapidamente, como se aquilo fosse fazer sua visão voltar. O enjoou veio com força, o jovem se esforçou para não colocar o pouco alimento que havia em seu estômago para fora.

Apertou os olhos com força, precisava se acalmar. Com um suspiro lento, levantou a cabeça e alguns segundos depois abriu os olhos vagarosamente.

A visão turva e a falta de mais iluminação naquele comodo com cores escuras, não lhe permitia ver muita coisa.  Ele não poderia reconhecer o lugar dessa maneira, mais obviamente não era o quarto miserável onde ele estava.

Quando sua visão voltava aos poucos a normalidade,  sentiu seus fios serem agarrados e brutalmente puxados para cima. Não pode evitar uma um careta dolorosa, junto com um grunhido rouco escapando de sua garganta seca.

Com os fios ainda agarrados pelos dedos que não se detinham em poupar força, tentou focar sua visão a silhueta em sua frente.
Sua visão ainda falhava,  mais conseguiu ver muito bem como era seu agressor: um homem vestido com uma blusa negra social com as mangas arregaçadas e alguns botões abertos.  Foi tudo que notou,  pois seu olhar antes de descer pelo corpo do homem ali a frente, seu cabelo foi puxado para cima novamente. Olhos azuis o observavam atentamente, porém, seu semblante não deixou de ser irritado em nenhum momento.

Seus fios castanhos foram bruscamente largados, as mãos firmes que os seguravam foram, em um piscar, para o coldre - que o jovem nem havia percebido- e no mesmo segundo uma arma prateada lhe foi apontada, mirando a milímetros entre os olhos claros do jovem de joelhos. Outro calafrio. 

- Achou mesmo que poderia se esconder para sempre?

O jovem nada disse, somente continuou fitando seus olhos claros nos azuis  que lhe encaravam friamente. 
Eren sabia que ele iria o matar, dar-lhe desculpas esfarrapadas de nada adiantaria. E explicar-lhe oque aconteceu estava fora de cogitação. E pedir pela sua vida ele também não faria, não havia nada que lhe prendia.
Iria só se humilhar em vão. 

Percebeu no mesmo instante que sua brincadeira suicida acabara de acabar.

- Não sei como um merda como você conseguiu se esconder por tanto tempo. Me fez perder tempo o procurando. Tenho coisas mais importantes para fazer do que procurar crianças fujonas por ai. Você nem ao menos merece o tiro que eu vou lhe dar.

O jovem por fora em nada se abalou. Viveu oque tinha para viver. Nao conseguia ver um futuro para si.
Sua brincadeira foi divertida enquanto durou.
Mas, por dentro seus sentimentos estavam alarmados, esperava morrer rapidamente. Nao queria admitir que estava sim, com medo.

Ouviu o engatinhar da arma, e esperou seu fim.
Esperou com seus olhos fixos aos do seu carrasco, porém, estranhamente o homem ainda não havia puxado o gatilho.

-Nao vai pedir por sua vida garoto? E abra a porra da boca para me responder, antes que eu a abra para você.

O loiro indagou irritado por fora, mas surpreso por dentro,  pois achou que aquele "muleque" iria se debulhar em lágrimas, clamando por misericórdia.
O homem queria ver aquilo, sempre se divertia olhando suas patéticas desculpas. Mas nos segundos a seguir brincadeira sádica foi para o lixo quando o garoto deu um pequeno -quase inexistente- jocoso sorriso de canto.

-Faça oque quizer, mas faça logo. Você é entediante.

O homem surpreso com a audácia daquele pirralho, que estava ciente que poderia morrer no mesmo segundo, e mesmo assim nada se abalava.

Por fora, é claro.

O homem, irritado decidiu que agora mais do que antes queria ouvir os gritos do jovem, guardou a arma de volta no coldre.
Sem mais delongas o puxou pelos fios novamente, só que desta vez sei joelho foi rumo ao rosto do rapaz, em um baque forte. E logo em seguida uma forte joelhada em seu estômago ja com alguns machucados. 

Puta que pariu.

O jovem ao sentir os impactos dolorosos, solto um alto gemido sôfrego. Por causa do sangue que subiu por sua garganta quase não conseguiu respirar. O sangue pingava de seu nariz enquanto o jovem abriu a boca tentando desesperadamente puxar o ar para seus pulmões.

O loiro ainda não satisfeito, o agarrou pelos cabelos levantando sua face ensangüentada, levava o punho para atingir a face do garoto abusado.

- Já basta Irwin.

A voz grave que saiu de algum canto da sala, fez com que o homem loiro parasse seu punho a milímetros do rosto avermelhado do rapaz, fazendo com que o homem loiro abaixasse rapidamente o punho.
O homem de baixa estatura que estava encostado na parede  até o momento só observando, decidiu intervir, desencostando da parede cor vinho e andando calmamente até o loiro que o olhava interrogativo. Os olhos cinzentos foram direção ao garoto que olhava para os dois, ainda tentava se recuperar dos recentes golpes. E sorriu de canto, um sorriso que causava calafrios no jovem e até no loiro ali presente.

- Oqu...

- Eu o quero.

Infelizmente para o garoto de olhos claros, ele havia acabado de passar nos requisitos para ser seu novo brinquedo do mais baixo.

O loiro o olhou surpreso, já que o mais baixo, que caminhava em direcão a saida, sempre escolhia tipos totalmente diferentes do jovem que ali estava.

-Leve-o.

Foi última coisa que o garoto ouviu, antes de levar outra coronhada e ser tomado pela escuridão novamente.

**

O Jovem de olhos claros foi tirado da inconsciência com uma lufada de água gelada em sua face, olhou para os lados tentando focar sua visão em algo.
Assustado e um pouco desnorteado pelo sono e por ter acordado repentinamente demorou para notar que havia um homem a sua frente, este segurava um copo.
Então  jovem deduziu o óbvio, que fora ele que jogou a água gelada em sua face.

Tentou levantar,  mas foi impedido pois estava novamente amarrado. Só que dessa vez à situação era um pouco diferente.

Puxou novamente as mãos tentando inutilmente se soltar. Os olhos claros passaram pelo seu próprio corpo, e no segundo seguinte seus olhos se arregalaram com oque viu.

O jovem estava em cima de uma espécie  de sofa-cama encostada em uma parede de cor vinho;  cordas amarradas firmimente ao teto o prendiam, estava em uma posição totalmente constrangedora.
Suas pernas estavam abertas e dobradas, expondo toda a sua intimidade, uma tira de couro amarrada em cada uma de suas coxas empedia que ele tentasse estica-las.
Seus pulsos estavam amarrados  e erguidos para cima, cordas iam dos seus pulsos até ao teto, impedindo assim que ele os abaixasse.
Tiras de couro passavam pelo seu peito, costas e ombros. Uma corda estava amarrada em cada joelho e fixadas ao teto também, impedindo que ele tentasse fecha-las.

Sua visão se focou no homem na sua frente encostado a parede, lembrou-se que era o mesmo homem que apareceu na sala enquanto apanhava do loiro irritado.

Percebeu que este o analisava com um cigarro entre os dedos e os braços cruzados ao peito.
Sentiu sua face corar pois estava totalmente exposto, sendo analisado por um cara estranho. O mais baixo com um sorriso de lado sussurrou alto o suficiente para que o garoto ouvisse.

-Bela vista.

Suas bochechas ardiam de constrangimento, e então, sua mente gritou consigo mesmo:
"Mais que porra é essa?"

-O que está fazendo?

O jovem perguntou com a voz rouca pois havia acordado recentemente, estava  irritado e constrangido ao mesmo tempo.
O homem apenas ignorou e continuou na sua posição apenas o analisando minuciosamente, seus olhos reluziam um brilho animalesco. Então o jovem estremeceu em pensar em que o homem estava imaginando.

- Por que está me olhando assim?

Perguntou novamente contragido e ainda  irritado, o homem o ignorou novamente.
Então ainda mais irritado com o silêncio e o jeito de o analisar do homem praticamente rosnou as seguintes palavras:

-Eu não sou gay, porra. Da para me desamarrar?  Ouviu?  EU NÃO SOU A MERDA DE UM VIADO!

E com isso viu que finalmente obteve teve alguma reação.
O homem de cabelos negros se desencostou da parede, com o semblante sério, caminhou a passos vagarosos rumo ao rapaz que o olhava com um misto de receio e raiva. Parou em frente ao mesmo, levou o cigarro que estava por entre os dedos pálidos aos lábios finos e rosados e vagarosamente sugou a fumaça.

Eren não sabia por que, mais aquela ação o prendeu por alguns poucos segundos e quando percebeu se xingou mentalmente.

O homem notou o olhar do mais novo sobre si, deu um pequeno sorriso de canto e se aproximou do rosto do mesmo, que arregalou minimante os olhos. Sem demoras soltou a fumaça lentamente no rosto dele. O garoto tossiu,  pois não fumava, repelia esse ato na verdade.

O homem levou uma das mãos ao bolso da calça jeans que usava, e de la tirou um frasco transparente, com o conteúdo indecifrável no mesmo.

- Mais que porr...

Levou uma de suas mãos ao rosto do jovem,  com a palma aberta tapou a boca do mesmo, apertando o rosto dele com força, aproximou o frasco do nariz, que sem opção inalou o conteúdo que havia ali.

O homem o soltou e apenas observou o resultado. Alguns segundos depois o garoto começou a se sentir tonto, seu coração acelerado e seu corpo estava ficando quente.
Ele não sabia oque estava acontecendo mais era muito estranho.
Então o homem que observava as reações do rapaz viu que o efeito ja estava começando e se inclinou, roçou a ponta do nariz na orelha do rapaz e depois mordeu.

Um arrepio cruzou a pele do jovem,  que não entendia o porque de seu corpo estar naquele estado. E não entendia muito menos o porque daquela reação ao toque do homem ali.

Vagarosamente o homem desceu a mão desocupada pelo torço nu do rapaz, que  repudiada o toque na mente, mais seu corpo o traía. Logo os dedos alcançaram o mamilo rosado do rapaz, brincou de apertar os dedos ali, e observou o jovem se contorcer sobre o toque.

Jogou o cigarro em um canto qualquer e enquanto brincava com os mamilos do mais novo, passou os dedos pálidos por entre os fios castanhos, quando chegou na nuca  puxou os fios com força, fazendo que o garoto inclinasse a cabeça, então mordeu o seu maxilar e depois passou a lingua vagarosamente, e distribuindo fortes chupadas pelo pescoço do mesmo.

O jovem deixou alguns suspiros e um gemido curto escapar, sua pele arrepiada com os toques estava quente, o quarto estava quente. 
Então o homem parando com os movimentos bruscamente sussurrou com a voz grossa e debochada rente a orelha do rapaz.

-Está com tesão de um cara?

Os olhos verdes que estavam semiabertos, focou sua visão no rosto do homem, que ainda o olhava irônico.
Seu corpo ardia e pedia por muitos outros toques,  porém, ele sentia raiva por seu corpo ser mais forte. Ele queria gritar para aquele homem sair de perto de si, mandar ele ir a merda. Mais infelizmente seu corpo implorava pelo contrário.

-N-não, eu n-n-não est...

Um gemido rouco e arrastado enterrompeu a falha tentativa de contestar. Seu membro fora agarrado com força pelo mais velho, que agora o olhava com um sorriso de canto brincando em seus lábios finos, e sua sobrancelha arqueada, uma expressão de puro deboche.

- Como? Não  ouvi...

Colocou-se entre as pernas abertas do mais novo e desceu os lábios pelos tórax, mordendo e marcando a pele amorenada, capturando um mamilo de cada vez, chupando-os.
Despois de terminar o seu trabalho nos botões rosados,  o mais velho desceu a língua pelos músculos proeminentes que marcavam o obdomem do garoto, logo se abaixando para beijar a parte interna da coxa do moreno, fazendo com que o mesmo se derretesse na cama com arrepios involuntários, gemendo baixinho enquanto sentia a língua asanhada brincar por sua pele.
Abriu os olhos de forma assustada quando sentiu a respiração  quente do homem estava de fato chegando perto de sua virilha. Não queria presenciar aquilo, mais ao mesmo tempo,  seu corpo queria muito. Não queria se contradizer desejando aqueles toques lascivos. Não admitiria nunca que desejava os labios do maior em seu membro mais do que qualquer coisa naquele momento.

-Desg-graçado. Não, p-por favor, não...

O homem sorriu sarcástico sem olhar para o mesmo, sua atenção estava toda no membro ereto e gotejante em sua frente.
Sem mais demoras passou sua língua assanhada por toda a extensão e no segundo seguinte  abocanhou o membro do mais novo, causando um gemido longo e arrastado.
O homem levantou seus olhos cinzentos recheados de malícia para colidir com os esmeraldas fragilizados, mas ainda com uma chama faminta a se esconder por trás.
Sua mão fazia movimentos rítmicos com sua boca, que sugava com força o falo avermelhado, parava apenas para brincar com os testículos ou provocar com a língua  enquanto ouvia os gemidos misturados com palavrões sair por entre arfadas da boca do mais novo.

-A posto que você nunca tinha feito isso com ninguém antes. - debochou o mais velho, após desocupar a boca por um curto período.

Observou que o garoto que ainda estava em estado letárgico, percebendo que esse não responderia a sua provocação, voltando assim, para seu único objetivo.
Passou seus dedos, aproveitando o pré-gozo que já escorria pelo membro ainda ereto do garoto, melecando-os com o líquido viscoso. Levantou os olhos cinzas para o rosto do garoto, que estava com os olhos fechados e a respiração acelerada, desceu os dedos melecado para a entrada do garoto, que paralisou com o toque, abrindo os olhos rapidamente, e com um tom desesperado e suplicante grunhiu;

-Nã-o, não, a-ai não.

O homem soltou um sorriso cínico, e sem muito força, colocou a ponta do dedo na entrada do mais novo, e sem demoras adentrou o local úmido, apertado e macio. 
O garoto congelou, todos os músculos enrijeceram. Todos os ossos amoleceram. Um frio subiu a sua espinha e se espalhou pelo corpo, congelando sua mente.
A unica coisa que sabia era que de fato, estava pra ser literalmente fudido.

- Agora, outro.

O homem disse assistindo a falta de reação do mais novo, fazendo-o despertar quando por fim colocou outro dedo. Seu susto foi tão grande que ele começou a se debater por reflexo, porém os braço e pernas amarradas impediam ele de fazer movimentos mais bruscos.
O homem pouco se importou começando a fazer movimentos vagarosamente, observando o corpo do garoto retorcer, e seu rosto contorcer em desgosto e dor.

O moreno de olhos cinzas assistia a dor próxima a si com um dos cantos de seus lábios erguidos, em um sorriso contido, mais ainda sim um sorriso. Assim que percebeu que o local úmido não estava mais tão apertado, retirou os dedos do interior do garoto que o olhava suplicante para que parasse.
Sem demoras o homem de olhos cinzas se posicionou em cima do mais novo, colocando uma  mão no colchão e a outra direcionando o proprio membro rijo melecado de pré-gozo, para a entrada do garoto.

- Não

Murmurou Eren ao sentir finalmente o membro de mais velho começar a adentrar aquele espaço. Sua voz chorosa e inquietação subiu ate a mente. O garoto negava aquilo tanto que se feixou com tanta força que o agonizante processo de preparação parecia nunca ter acontecido.

O homem irritado com a recusa do mais novo penetrou com força, que foi capaz de estar inteiramente dentro do garoto com uma única estocada, arrancando-lhe assim um urro de dor do mesmo. Aquilo era maravilhoso, para o homem é claro.
O garoto nunca sentiu uma dor como a que lhe invadira. Era excruciante, como estar em chamas ou ser partido ao meio por espadas em brasa. Isso várias vezes num vai-e-vem humilhante.

- Para, p-por favor.

Suplicou o garoto com a voz embargada, porém, o homem somente o ignorou.
Lágrimas brotavam de seus olhos na velocidade em que o homem se movia tão rapidamente como entrou.

Procurou qualquer forma de se soltar, alguém para gritar, alguém para ajudar, um Deus. Mas única coisa que ganhou com esses de pensamentos foi uma série de estocadas mais profundas.

-Dói, tira... tira ele.

-Shhh

Agora,  a única coisa que facilitava a fluidez de seus corpos era o sangue que já escorria pela entrada no mais novo.

O som dos corpos se chocando e alguns ruídos de dor era os únicos sons que se ouvia no quarto. O dor ainda estava presente, fazendo com que o garoto tivesse consciência de tudo que acontecia, mais algo diferente ele sentiu, algo que o fez soltar um gemido arrastado, diferente dos gemidos de dor que ele tinha soltado antes.

-Oh, demorou mas eu achei.

O homem disse entre arfadas, um sorriso dançava em seus lábios, como se ele soubesse de algo que o garoto não sabia.
Mas logo o garoto descobriria. 


Notas Finais


Fiquem a vontade para dar suas opiniões. ; )
(Leiam minhas outras fic's)


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