História Blind Sky - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Visualizações 3
Palavras 3.981
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltando a postar aqui depois de um longo tempo de procrastinação. Aproveitem esse capítulo pois o próximo só vai ser postado quando houver vontade. Boa leitura!

Capítulo 4 - The explosion of collapse


Era manhã de dois de setembro quando Miguel, Terêncio, Antônio e Henry desceram para tomar café no salão principal, tiveram de seguir algumas alunas mais velhas para chegarem até lá sem se perder nos diversos corredores do castelo.

 ─ Ali, vamos seguir elas ─ Disse Miguel apontando para um grupo de segundanistas. Seguiram-nas até uns andares a baixo sempre mantendo distância. Henry tinha certeza que algum aluno estava os seguindo também, mas resolveu não falar nada.

     Enquanto ainda estavam descendo as escadas e passando por um corredor, Antônio Goldstein viu uma porta entre aberta. Uma sala mal iluminada por uma única vela invadiu sua mente, exalava um cheiro repugnante de alho. Com o maior esforço possível para não fazer barulho (nem de respiração ou de sua barriga roncando), deu dois largos passos em direção a porta, e esgueirando o pescoço pode ver algo que não deixaria esquecer por um bom tempo. Um rosto, como se estivesse flutuando. Pálido e cortado pela sombra da péssima iluminação da sala e fendas no lugar do nariz. Os olhos se abriram, os dois vermelhos, o esquerdo deixou o rosto ofídico ainda mais tenebroso, pois um tipo de fulgor surgiu da sombra, o olho escarlate cintilou no escuro. Antônio boquiabriu-se.

      Tentou mexer as pernas, mas estavam paralisadas, fora o melhor que estava dando para não respirar e acabar chamando atenção. O nariz impregnado do cheiro de alho, parecia estar ardendo em chamas. E dentro da sala, ouviu passos abafados em direção ao rosto flutuante. Em um movimento perigoso, Antônio fez esforço para levar o corpo contra a parede.

 ─ Quero que o mate se algo der errado ─ O loiro arregalou os olhos ao ouvir uma voz arrastada dentro da sala.  

 ─ Mi-milorde, não se preocupe, o plano... vai dar certo ─ Disse outra voz, uma mais medrosa.

 ─ Cale-se! Não estou falando com você. Thawne, essa será su- ─ a voz foi interrompida

 ─ Espere, Milorde ─ Outra voz surgiu, dessa vez uma grossa. Passos abafados foi em direção a porta, o loiro estava encostado ao lado, agora suando frio, com a mão no peito. Com um alto baque, a porta de madeira maciça foi fechada.

      E foi assim, correndo aos tropeços e a cabeça envolvidos em pensamentos, que Antônio chegou ao Salão Principal e encontrou seus colegas de dormitório já enchendo a barriga.

 ─ Cara, aonde você estava? Desapareceu de repente ─ Perguntou Miguel, enquanto devorada um pão coberto de geleia. Henry não comia nada, apenas pensava, com um rosto sério e mal dormiu a noite.  

 ─ Só tinha parado... ─ Respondeu Antônio ─ Ah, esquece, quando eu tiver certeza eu falo.

 ─ Então, vamos logo! ─ Disse Miguel ─ Nossa primeira aula esta preste a começar.

  —––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

     O tempo foi passando em Hogwarts

 ─ Então você vai visitar o Dumbledore no próximo domingo, legal! ─ Disse Antônio Goldstein anotando nome de estrelas em seu pergaminho. Estavam no salão comunal fazendo um trabalho de Astronomia em trio ─ Alguns alunos disseram que ele é atencioso.

     Henry tinha recebido a notícia de Penélope, a monitora da Corvinal, que Henry poderia vê-lo no segundo Domingo de outubro.

 ─ Tanto faz para mim, só quero os meus remédios ─ Disse Henry, enquanto procura estrelas com seu telescópio de ouro maciço ─ Opa, achei algo que vale a pena, uma grande. Miguel procura aí: “Zeta Puppis” ou “Naos" ─ Miguel desatou a procurar o nome, enquanto Antônio via a estrela com Henry.

 ─ é uma estrala conhecida como “Naos” fica na constelação de Zeta Puppis, está a cerca de 1.400 anos luz do nosso sistema solar. Acho que não foi muito estudada. Cara, eu amo esse seu telescópio ─ Disse Miguel olhando para o telescópio que iluminava seus rostos ─ Mas enfim, vamos falar sobre ela? Pode render uma ótima nota!

 ─ Hey, fale mais baixo ─ Ordenou Antônio ─ Vai acordar os outros alunos.

     Os três ficaram até o sol raiar estudando a estrela e só foram dormir quando os outros alunos desceram para tomar café, bom, só Antônio e Miguel foram para o dormitório, Henry adormeceu no salão comunal.

  ─ Hey... acorde ─ Disse uma voz feminina e calma para Henry, que estava babando no sofá em que dormia ─ Não queria estragar o seu sono, mas todos os seus colegas já desceram para tomar café ─ Era a dama cinzenta.

  ─ Mais 5 minutos, mãe ─ Disse Henry sem abrir os olhos e abanando o vento com a mão.

  ─ Eu não sou sua mãe. Desocupe logo o sofá! ─ Disse a fantasma e se afastou. Henry se levantou com preguiça e foi se arrastando até o dormitório para trocar de roupa. Os garotos já estavam começando a desgostar do Salão Comunal. Não tinham nenhuma privacidade para conversar, não podiam ouvir música e sempre tinham algumas meninas para fofocar e fazer barulho enquanto os três estudavam. Henry desceu a torre do salão comunal, tomou café da manhã do Salão Principal. Depois com a ajuda do professor Flitwick foi até a sala do diretor.

   ─ Henry, ainda bem que veio, sente-se ─ Disse Dumbledore carismático.

   ─ Obrigado, diretor.

   ─ Antes de te entregar os remédios ─ Disse o diretor ─ Eu quero saber como está sendo tudo isso para você, se está gostando das aulas.

      Henry bufou impaciente ─ Quer saber como está sendo?  Não é um mar de rosas, quero dizer, é muito mais do que eu pensei. É igual as escolas trouxas, você tem todo o conhecimento em suas mãos (pelo menos o que liberam para gente), mas os alunos perdem a vontade de aprender. E....existem dois tipos de aluno, sabe? Aqueles que procuram o conhecimento por excelência e aqueles que ainda não pararam para pensar por que estudam magia, ou o que a magia é capaz de fazer. Acredito que o senhor saiba do estou falando, não é? Não faça com que os excelentes percam sua vontade, isso causa ódio neles.

   ─ E “neles”, você quer dizer “você”?

   ─ Sim...não ─ Disse se levantando ─ Olha, eu não estou me opondo ao modo como dirige essa escola, só estou idealizando que o ensino deve ser ditado ao ritmo de cada aluno.

      Dumbledore abriu um sorriso ─ E os professores, o que acha deles?

   ─ Bom... ─ Disse Henry surpreso com a pergunta ─ Eu tenho uma opinião sobre o professor Snape, ele é muito bom ensinando, mas como pessoa ele é bem complicado de se lidar. Mas estou indo bem nas aulas dele. Ele me trata diferente dos outros. Misterioso...ele me desperta um certo fascínio. E a professora Minerva é bem justa, diferente de Snape... A professora Sprout, Sinistra e o professor Flitwick são bem legais, minhas matérias preferidas é as da professora Sinistra, de Astronomia e do Flitwick. Quirrel é um chato ao quadrado, nem sei por que ele dá aula. Ê.…tem o professor Binns também, é normal e chato, as vezes ele deixa “transparecer” muito suas emoções ─ Riu Henry ─ Só isso mesmo. Agora pode me entregar os remédios.

    ─ Calma, primeiro eu quero saber para que servem.

    ─ Dor de cabeça. Já disse para que eram quando eu pedi ─ Respondeu Henry desviando o olhar ─ Se quiser pode prova-los, mas vai por mim, não é muito bom.

    ─ Henry, não minta para mim. Pode me dizer, seja lá o que for não vou lhe julgar ─ Disse Dumbledore, com os olhos penetrando os de Henry.

    ─ Por que? Para que quer saber? Não é nada demais ─ Disse Henry andando de um lado para o outro evitando o olhar do diretor ─ Acontece...acontece que a gente tem um problema e e-eu não posso ficar, hm, pensativo demais, sabe? Se não perco o controle e esse ano tem sido uma loucura atrás da outra, e eu tenho sido muito, muito mal. Só me entregue os remédios! 

 ─ Tome ─ Disse o diretor entregando os remédios, com receio pois a mão de Henry estava tremendo, as unhas todas comidas.

 ─ Está faltando um! ─ Gritou o garoto exaltado ─ Eu preciso dos três.

 ─ Henry... ─ Disse Dumbledore ajeitando os óculos ─ Sabe que o terceiro “remédio” que pediu é proibido, não é? Não posso entregar drogas a uma criança.

 ─ Eu sei que é proibido, mas é o mais eficiente ─ Disse Henry se sentando na cadeira ─ Por que não pede para a professora Sprout? Eu sei que ela cultiva, eu já vi!

 ─ Sinto muito, Henrique...

 ─ Não me chame de “Henrique” ─ Disse levantando o tom ─ Quer saber? Vamos esquecer disso! Não vale a pena ficar nervoso ─ Disse Henry levando a mão a varinha em sua cintura, pegou-a e pôs a mesa.

 ─ Sua varinha está com algum problema? ─ Perguntou Dumbledore enquanto a examinava.

 ─ Ela é do Brasil. É a última varinha feita de pau-brasil, olha que interessante, existe mais duas dessas e eu creio que o senhor saiba de quem é.

 ─ Perdão, não faço ideia de quem seja.

 ─ Tudo bem, então ─ Disse Henry guardando a varinha ─ Agora eu quero saber...porque diabos eu estou estudando nessa escola e não em castelo bruxo?!

 ─ Oras... porque você mora no Reino Unido, não é mesmo? E irá fazer onze anos aqui.

 ─ Por favor. Por favor...não minta para mim, Dumbledore. Deve saber muito bem que vivo nesse país ilegalmente. Apenas seis pessoas trouxas nesse país, incluindo meus pais, sabem que meu nome verdadeiro é “Henry”. Agora me diga quem me pôs aqui!   

 ─ Eu te pus aqui, nessa escola, Henry. Saiba que ninguém lhe aceitaria em Castelo Bruxo, não com a péssima reputação de sua família. 

 ─ Então mudassem o meu sobrenome? Não é fácil? Ou vocês pensam que eu não teria jeito, que iria para o “lado das trevas”? ─ Disse ─ Eu nunca estou sozinho, professor Dumbledore... eu só queria que uma única vez as pessoas me escutassem, mas ninguém confia em mim. E sempre, eu digo, SEMPRE, que eu quero fazer as coisas do meu jeito, sempre que eu tento mudar a direção do trem, as coisas dão errado, e o único culpado sou eu.

─ Fique calmo, Henry!

─ Estou calmo! Estou calmo. Então pode pelo menos me dizer ─ Disse Henry se inclinando a mesa do diretor ─ Como um bruxo é puro-sangue se o “pai” dele é um aborto. Só...debata comigo essas questões.

─ Infelizmente não posso. Tenho bastante coisa para fazer hoje e você tem aulas.

─ O que? ─ Perguntou Henry surpreso. Fitou bem o rosto de Dumbledore para ver se o velho não deixaria um sorriso escapar. Nada. ─ Está...está falando sério. Por que a única coisa que precisamos é exatamente o contrário que recebemos, Diretor? ─ Disse se levantando ─ Eu vou ir embora agora. Obrigado pela a atenção.

    Deu as costas ao diretor. As mãos no bolso da calça, apertando bem as duas cartelas de remédios trouxas. Em passos pesados Henry seguia em direção a porta. Em leve respiração ia aproveitando a calmaria antes da tempestade. Pegou a maçaneta da porta, ao destrancá-la sentiu o corpo gelar. Uma vontade de gritar. A necessidade de chorar.

─ Sabe? ─ Disse com vós tremula olhando para porta ─ É nessas horas que eu tenho orgulho da desordem que espalho ─ Virou-se para Dumbledore ─ Pois é assim que o mundo humano se movimenta. A desordem é a única coisa que faz sentido.

     Ao descer as escadas em caracol, em meio a todos os alunos que passava, Henry, desceu um chute no ar e deixou a voz “escapar” um “Velho filho da puta! ”  As primeiras lagrimas desceram quando cruzava o corredor para a torre Oeste. Talvez pudesse usa-las para tomar os remédios de ansiedade? Poderia ajudar a descer na garganta. Levantou a cabeça e viu seu amigo Miguel nas escadarias.

 ─ Henry! Você estava conversando com Dumbledore, né? Te procurei em todo canto, temos algumas aulas- ─ Miguel terminou de descer as escadas ─ Pera aê, você está chorando? ─ Disse Miguel ao observar Henry derramando lágrimas e visivelmente estressado. Henry se aproximou de Miguel e lhe deu um abraço. Miguel se sentiu estranho, nunca pensou que Henry poderia ser emotivo, ou até mesmo ter sentimentos, pelo menos não daquele jeito. Tentou acalmar Henry, mas não conseguiu.

  ─ Calma! Vamos para a Sala Comunal analisar isso aí melhor... ─ Os dois subiram a escada em caracol e pararam de frente a porta de madeira, Miguel bateu na porta e esperou a aldrava em forma de águia perguntar:

  ─ O que tem a cabeça de um cavalo, rabo de macaco, olhos de camaleão e a bolsa de um canguru?

  ─ Ah, droga, pensa... pensa ─ Disse Miguel.

       Já parara de chorar naquele momento. Demorou um minuto e Henry já estava ficando irritado por não saber a resposta. Cerrou os punhos, e com toda a força e ódio que conseguiu juntar. Desceu-lhe um murro na aldrava de bronze. Em meio ao silêncio tudo o que Miguel ouviu foi o barulho de metal e ossos se quebrando. Com as sobrancelhas arqueadas Miguel olhou para o rosto de Henry que estava vermelho, depois para a mão de Henry que estava encharcada de sangue, e o osso dos dois últimos dedos estavam para fora e olhou também para a aldrava de bronze encharcada de sangue que estava ligeiramente torta.

        Miguel e Henry foram correndo apressados para a enfermaria, derrubando sangue por todos os corredores e degraus de escada que passavam. Evitando ser parados pelos professores ou o Filch. Evitando também os olhares estranhos que recebiam dos alunos. Enfim chegaram.

     ─ Madame Pomfrey! ─ Gritava Miguel. Chamando a atenção de Pomfrey que estava em uma sala ao lado.

     ─ Hey, o que está acontecendo? Ai! Por Merlin, que estrago! ─ Disse Madame Pomfrey olhando para a mão de Henry. Só agora que parara de correr percebeu que a mão estava latejando de tanta dor ─ Tire o sobretudo. Rápido! ─ Henry tirou sua capa ensanguentada e entregou a madame Pomfrey, que a mesma entregou um pedaço de ditamno para Henry comer. Por fim, estancaram o sangue, mas a mão ainda estava um estrago.

     ─ Como isso aconteceu? ─ Perguntou Madame Pomfrey.

     Henry e Miguel se olharam, sabiam que iam ficar de castigo se contassem a verdade, porém Henry não ligou.

     ─ Eu dei um soco na aldrava de bronze do salão comunal da Corvinal ─ Disse Henry. Pomfrey o olhou com um olhar de desconfiança e se virou para Miguel.

     ─ Va chamar o professor Flitwick ─ Miguel saiu ás pressas.

         Logo após da saída de Miguel e madame Pomfrey dar uma poção a Henry (dessa vez para concertar os ossos) Dumbledore chegou a porta acompanhado pelo o zelador.

     ─ Como sabia que eu estava aqui? ─ Perguntou Henry ao diretor, tentando se manter acordado.

     ─ Segui os rastros ─ Disse Dumbledore ─ Desculpe-me, Henry, por ter te ignora-

     ─ Não...você...não, não tem esse direito ─ Fez uma longa pausa para bocejar ─ ...Velho caduco ─ Disse por fim.

     ─ O que está acontecendo? ─ Disse Flitwick que acabará de chegar.

    ─ Ué! Não é óbvio, o moleque quis dar uma de vândalo, se machucou, e saiu sujando toda a escola de sangue! ─ Disse Filch.

     ─ Não foi bem assim não! Henry teve um mês péssimo. Mal consegue dormir porque está preocupado com os pais que não respondem suas cartas e com... ─ Disse Miguel parando para pensar ─ nada, foi só isso mesmo. Quando eu encontrei ele, ele estava chorando e realmente estressado, e isso foi logo depois dele ter saído de sua sala, diretor! Você falou algo para ele que não devia.

     ─ É verdade, diretor Dumbledore? Descobriu algo do garoto? ─ Perguntou Flitwick.

     ─ Aqui não, professor... ─ Disse Dumbledore.

     ─ Ah, professor Flitwick, aquela coisa que fica no lugar da maçaneta na porta do salão comunal da Corvinal pode ter sido danificada, o Sr. Thawne deu um soco nela ─ Disse Pomfrey

    ─ Viu? ─ Disse Filch ─ Como pode ser permitido que os Thawne's façam o que bem entendem nessa escola? Esse garoto vai receber um castigo, diretor! Que nunca-

     ─ Sim, Argus ─ Disse o diretor interrompendo ─ mas por enquanto deixe-o dormir ─ Terminou engolindo em seco.

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        Duas semanas se passaram desde o pequeno “colapso”. Não seria honesto se eu dissesse que essa foi a primeira vez que aconteceu. As coisas têm ficado difíceis sem meus remédios. Os alunos já pararam de falar mal de mim pelas costas (e pela frente também) mas ainda continuam me olhando torto, já que eu acabei quebrando a aldrava encantada, ela começou a fazer umas perguntas nada haver a partir disso, mas, o professor Flitwick a consertou. Ele disse que eu iria ter que ficar até o fim do ano de castigo se dependesse do zelador Filch, mas ele aliviou minha pena. Vou ficar de castigo ajudando Filch, uma vez a cada três semanas, o da semana passada teve que ser adiado, pois eu ainda usava gesso na mão, mas cumpri o castigo hoje, no Halloween! A pior data possível, por que tem uns alunos da Grifinória e da Sonserina que ficaram soltando bombas de bosta nos corredores. Semana passada, quando estávamos descendo as masmorras para a aula de Poções, Miguel me fez uma pergunta:

    ─ Vai, Henry, me conta, o que você descobriu?

    ─ Promete que não vai contar para ninguém? ─ Eu perguntei.

    ─ Prometo, aliás, não contarei nem ao Antônio, sei que não confia muito nele ─ Disse Miguel com um sorriso que me fez ceder.

    ─ É que é algo que pode comprometer minha vida... para sempre ─ Miguel me olhou com curiosidade ─ Tenho quase certeza que meus pais não são quem me criaram a vida inteira. E tenho uma sensação horrível que estou certo. Vamos, o professor Snape já deve estar na sala ─ Disse evitando o olhar de Miguel.

     ─ Com licença, professor Snape ─ Disse com Miguel, Rony e Potter em meu encalço ─ Desculpe pelo o atraso, tive que trocar o gesso essa manhã.

     ─ Tudo bem, Thawne ─ Disse Snape ─ Potter e Weasley, menos 10 pontos para a Grifinória pelo o atraso.

          Quando a aula já estava no fim o zelador Filch veio a sala de Snape enquanto ainda tinha alguns alunos.

     ─ Com licença professor, vim buscar o Thawne para o castigo dele ─ Disse Filch rabugento.

     ─ Deixe isso para a semana que vem, não vê que o garoto ainda está com o gesso? ─ Disse Snape.

     ─ Ora, mas o professor Flitwick-

     ─ Depois eu converso com o professor Flitwick, agora vá. ─ Concluiu Snape.

        Miguel e eu nos olhamos com o mesmo rosto de surpresa. Deixar chegar atrasado é uma coisa, mas agora impedir um castigo? De um aluno que não é da Sonserina? Tem coisa errada aí.

Halloween

     ─ Nossa, essa aula de Defesa Contra a Arte das Trevas é um lixo! ─ Dizia Miguel ao saírem da sala malcheirosa de Quirrel ─ Como o Dumbledore foi contratar logo esse cara? ─ Disse Miguel quando alguém esbarrou nele ─ Hey, cuidado, olha para frente. Não era aquela sua amiga, Henry? Hermione Granger.

     ─ Ela está chorando ─ Disse Antônio.

    ─ Ela não é minha amiga! E não to nem aí se ela ta chorando ─ Até que estava, um pouco... ─ Depois a gente se encontra, tenho que ir para o meu primeiro castigo com o Filch.

     Depois de ter encontrado Filch para o castigo, é sério, não tem ninguém mais chato do que ele, o cara nem sequer usa magia para limpar as coisas, e quando eu usei ele começou a reclamar comigo, acho que ele é um aborto também. Ele reclama de tudo, dos alunos, de magia, dos professores, do trabalho dele, do tamanho do castelo. Sério, ele esperava o que? É um castelo! Por que ele não se aposenta e vai viver Hogsmead? Depois de 3 horas ele me mandou guardar os esfregões no “armazém” dele. Entrei lá e estava cheio de caixas de bombas de bostas, e algumas coisas da loja da Zonkos, que ele pegou dos alunos. Mas tinha algo lá que realmente chamou minha atenção, as listas de ocorrências em cima de um criado-mudo, não pude me conter, aquilo era uma mina de ouro. Peguei diversas pastas e coloquei uma em cima de outra, e com minha varinha agitei-a em direção as pastas de ocorrências e disse:

    ─ Geminio! ─ Réplicas idênticas das pastas se fizeram, como se deslocassem dos originais. Peguei as réplicas e coloquei na mochila e os originais guardei dentro das gavetas. Saí ás pressas do armazém e fui para o Salão Comunal me arrumar para o jantar de Halloween, estava muito atrasado. Já estava terminando de subir as escadas quando vi Miguel e Antônio com a porta de madeira já aberta e olhando para traz.

      ─ Esperem, não fechem a porta! ─ Ordenei.

   ─ Não íamos fechar a porta, ouvimos passos vindo para o salão comunal ─ Disse Miguel.

    ─ E por que estão aqui? Não vão para a festa de Halloween? ─ Disse, ainda ao pé da escada.

    ─ Na verdade estávamos esperando por você ─ Disse Antônio com um largo sorriso ─ Você ganhou um presente, logo quando saiu para o castigo ─ Levantou uma caixa do chão, era grande com um embrulho verde e pelo o esforço de Antônio parecia ser bem pesada.

    ─ Presente? ─ Perguntei ainda mantendo distância. 

    ─ Sim, tem até um cartão. Por quê está mantendo distância? ─ Perguntou Miguel.

    ─ Vou ficar bem aqui, leia o cartão.

    ─ Está bem ─ Disse Miguel pegando um cartão rosa e começou a ler ─ “Para Henry. Estarei sempre ao seu lado, mesmo que não perceba.

    ─ Só isso? Não tem nome? ─ Perguntei

    ─ Não, só isso mesmo ─ Disse Miguel.

        Fui me aproximando com muita cautela, li o bilhete e coloquei no meu bolso. Mandei os dois entrarem com uma rapidez e joguei minha bolsa no chão mesmo, estava um peso por causa das pastas. Só quando entramos é que fui perceber, o pacote estava fazendo um barulho estranho quando cheguei perto, como se algo estivesse pulando dentro.

    ─ Está agitado desde quando cheguei perto.

    ─ Será que é um animal? ─ Perguntou Antônio com a testa franzida ─ Por que se for é uma crueldade deixar ele preso assim.

    ─ Lógico que não ─ Retrucou Miguel ─ Abre logo, Henry.

    Me agachei, perto do presente e comecei a arrancar o embrulho, terminado de tirar o embrulho só sobrou uma caixa. Todos estão tensos. Abri a parte de cima da caixa, e para a surpresa de nós três não era um animal, ou um objeto magico que se dê a uma criança. Eram esferas, cinco esferas pretas que cabiam na palma da mão e saltitavam na caixa. Miguel se abaixou e pegou uma na mão.

   ─ Isso está quente demais! Que tipo de pessoa dá um presente desses?

        Sem encostar nas esferas, passei o dedo indicador em um pó preto que estava espalhado na caixa e o cheirei.

    ─ Pólvora! ─ Gritei me afastando e olhando para as esferas que estavam ficando vermelhas e soltavam fumaça ─ Eita porra! Corram...corram! Não por aí, idiota, para fora do salão comunal!

      Então lá estávamos, correndo, quase que tropeçando, bom, eu sabia por que estávamos correndo, mas Miguel e Antônio não faziam ideia...coitados, por “minha culpa” coloquei-os em perigo. Já estávamos no meio da escada quando Miguel me perguntou:

    ─ Por que estamos correndo?

   ─ Porque aquilo eram explo- ─ Mas fui interrompido por um enorme barulho de explosão ensurdecedor, quando olhamos para cima, nossos olhos se tornaram da mesma cor refletidos pelos restos da porta de madeira de um milênio caindo que nem poeira em vento pelo o centro da escada de caracol, queimando em poesia por nós que desejávamos tanto sua destruição.


Notas Finais


E aí o que acharam??
Até a próxima o/


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