História Blood Brothers - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang
Personagens Jungkook, Suga
Tags Abo, Choi Seung Hyun, Jungkook, Lemon, Suga, Top, Yaoi, Yoongi
Visualizações 16
Palavras 1.705
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então pessoas... Peço mil desculpas pela demora, mas com a escola e outros compromissos não deu tempo de escrever e ainda mais eu peço desculpas por estar focando mais na Stay do que na Blood, mas essas coisas acontece. faz parte.

Bom, é isso espero que gostem do capítulo.
Um beijo e boa leitura.

Capítulo 2 - A Marca


“O sol estava à pino quando o pequeno alfa abriu seus olhos. Acabou por aceitar sua nova realidade, afinal o que poderia fazer? Não poderia ficar se lamentando pelo resto da vida.

Um homem caminhava tranquilamente pelo salão e a cada passo que ele dava a irritação se fundia em Jeon devido ao som de correntes que eram arrastadas atrás do soldado. Não demorou muito para que o garoto percebesse do que se tratava. Um homem acorrentado dos pés à cabeça era guiado para algum lugar, e para o desgosto de Jeon, esse lugar era a sua cela.

— É o seguinte Choi, é aqui onde vai passar o resto de seus dias, provavelmente. Não machuque o garoto, pois o Governador tem um plano especial para ele. — o guarda retirou as correntes de seus membros e logo depois, em um ato rápido, retirou o pano que cobria seus olhos.

Um arrepio percorreu a espinha de Jeon quando seus olhos foram de encontro com aquelas orbes negras. O homem à sua frente era alto e seus músculos eram visíveis, tais como a sua fúria por simplesmente ter que dividir a cela.  

No que diz respeito aos olhos de Choi Seung-hyun, suas íris eram completamente tomadas pelo preto opaco. Ao olhar dentro daqueles olhos, Jeon teve a certeza de que o alfa à sua frente já não possuía qualquer resquício da alma que um dia o habitou.

Fechou seus olhos com força e pôs suas mãos na frente de seu corpo para tentar inutilmente manter-se longe do maior, que em passos lentos se aproximava. Mas voltou a abri-los quando seu pulso foi brutalmente agarrado e puxado.

— Quem é você? — indagou Choi encarando a marca.

O hálito quente batia contra o rosto de Jeon.

— Jungkook.

Embora seu coração estivesse acelerado devido ao nervosismo, não vacilou em responder a pergunta do lúpus a sua frente.

— Está bem, Jungkook… Você ao menos sabe o que é isso? — o escárnio era palpável em seu tom de voz.

Se referia a marca. Aquele olhar de desgosto perseguia Jeon onde quer que  fosse. Mas na cabeça do garoto só passava que, aquele homem que o encarava do mesmo jeito que os seus irmãos, era só mais um que teria que provar estar errando ao seu respeito.

— Precisa esconder isso se quiser continuar vivo. — falou Choi, rasgando parte de sua blusa e cobrindo a marca.

Aquela atitude confundiu o pequeno alfa, que nada fez a respeito a não ser observar os movimentos de Choi.

— Quantos anos você tem, criança?

— Dez…— encarava-o, não fazia ideia de onde tirou coragem para fixar seus globos oculares no maior, e foi ao perceber essa coragem que fez Choi franzir o cenho.

— Você realmente não sabe o que a marca significa? — o pequeno negou com um simples movimentar de cabeça. — Mas não se preocupe. Você ainda é muito novo, quando estiver pronto lhe contarei sobre esse fardo que carrega, eu prometo.

Choi poderia não admitir em voz alta, mas se encontrava curioso a respeito de seu colega de sela. Antes de ser vendido por seus próprios pais na condição de escravo, costumava ler textos antigos - muitas vezes esquecidos por todos a sua volta - . Entre eles o seu preferido era um que continha sobre essa singular 'maldição' que renascera junto com o mundo. Mas esse texto era proibido, o que fez Choi pagar um preço. Ele acabou não sendo apenas escravos de uma raça 'superior' a sua, mas também do seu conhecimento. Escravo de si mesmo.

Jeon Jungkook encarava o maior com um misto de curiosidade e aversão, mas mesmo assim resolveu ignorar todos os pensamentos que o rodeavam e apenas confiar em Choi.

Embora sentisse um pouco de medo, algo dentro de seu coração lhe dizia que poderia contar com o outro alfa. E era exatamente isso que ele precisava, alguém para se apoiar no campo de batalha.

 

 

 

Um enorme silêncio preenchia o local e se misturava com os raios lunares que adentravam pela grade de ferro fundido iluminando o chão ladrilhado da pequena cela.  Jeon observava o céu entre as fendas da pequena e retangular grade, sentia que podia conversar com as estrelas que se estendiam pelo infinito manto negro que era a noite.

Uma ave de penas escuras pousou em um poste que alçava a flâmula enfeitada por um lobo dourado, símbolo da Província do Sul. Logo a ave começa a grasnar; seus olhos o queimavam vivo e liam sua alma. O corvo o chama e pede para que o siga.

Uma melodia singular soava um tanto distante, porém apenas Jeon podia ouvi-la, no mesmo instante ela começa a escapar por entre os lábios do pequeno. Era como se entrasse em transe.

Venha se juntar aos corvos. Venha voar com a escuridão. Nós te daremos liberdade. Da armadilha humana. Venha se juntar aos mortos. Planar nas minhas asas. Você tocará a mão de Deus, e Ele te tornará rei.

Continuava a enfrentar as chamas nos olhos do pássaro. Não sabia o que estava por vir, seu futuro era incerto, mas seu destino estava selado junto a maldição.

— Onde aprendeu essa canção? — indagou Choi, que o observava do outro extremo da cela, o tirando de seu devaneio

— Não sei. — respondeu à pergunta com sinceridade. Ele mesmo se encontrava confuso. — Apenas senti necessidade de cantá-la.

Choi encarou o corvo que logo alçou voo e um suspiro pesado rasgou sua garganta.

— O que o corvo lhe disse?

— Ele queria que eu o seguisse.

— Escute, você precisa tomar cuidado. Ninguém pode saber que você carrega a marca se não, por Deus... nem sei o que eles são capazes de fazer... — puxou o ar para seus pulmões pesadamente. — Mesmo não estando pronto para saber o que ela significa, vou ter que te contar antes que seja tarde demais. — fez uma pausa demorada o suficiente para que o silêncio se restaurasse. Girou seus calcanhares fazendo com que seus olhos percorressem o local para se certificar que apenas a pessoa certa ouvisse a antiga profecia. 

— A muito tempo, quando grandes pássaros de metal sobrevoavam o céu ocorreu uma guerra. Uma Terceira Grande Guerra que quase destruiu o mundo... tudo o que levou séculos para ser construído foi resumido a uma pilha de concreto. Alguns homens que faziam pesquisas resolveram que para salvar a raça humana teriam que modificá-la para torná-la mais adaptável, então começaram a desenvolver uma espécie de vacina que era injetada nas pessoas e modificava algo que eles chamavam de DNA, eu não sei bem ao certo o que é isso, mas creio que seja algo que possa definir quem somos. Segundo esses que se nomeavam cientistas, eles tentaram misturar genes de vários animais, porém apenas um deu certo, que foi o do lobo. Mas acontece que não era todos sobreviviam aos estágios da transformação... Um homem chamado Jeon Syaoran – que ironicamente significa pequeno lobo – foi o primeiro a se transformar em híbrido. O diário de um cientista que estava acompanhando todo o projeto relatou que ele era sem dúvida um alfa lúpus. Diz ele que o viu se transformar em lobo... não é qualquer um que consegue se transformar, apenas os puros têm força o suficiente para tal coisa.

O pequeno alfa ouvia tudo atentamente, memorizando as palavras de Choi. Lembrava-se de ouvir aquele nome em uma das conversas de seu pai. “Jeon Syaoran” esse era o nome de seu bisavô.

— No mesmo instante em que a pelagem esbranquiçada e espeça cobriu o corpo de Syaoran e as presas rasgaram-lhe as gengivas, uma luz desceu do céu e com um manto luminoso envolveu o lobo dando-lhe uma marca, a mesma marca que Caim recebeu, porquê ele havia sobrevivido e assim, profanado a criação divina. Depois o próprio Deus mandou que o cientista escrevesse sobre o que acontecera naquele dia.

— Como você sabe de tudo isso? — e pela primeira vez desde que Choi começou a contar a história por trás da marca. — E você ainda não me explicou a maldição que recai a quem carrega esta maldita... coisa.

Seus lábios começaram a tremer minimamente e lágrimas tentavam escapar de seus olhos, mas Jeon as deteve com toda a sua força, as reprimindo.

E nesse momento Choi Seung-hyun teve a certeza de que o pequeno alfa a sua frente era mais forte do que ele mesmo pensava. Ele conseguia controlar os seus sentimentos, o que não é uma coisa boa, porquê depois de algum tempo os reprimindo eles se tornam ausentes e na ausência de sentimentos a alma desaparece.

— Depois da criação dos híbridos todas as bibliotecas foram queimadas, apenas uma permaneceu. Ela estava localizada em um templo perto do local onde eu nasci e também do lugar onde a criação divina foi maculada, por isso ela não foi queimada. O cientista que escreveu o diário levou lá o manuscrito justamente porque ele achava que lá ela estaria segura, porém ela é uma leitura proibida. E em questão sobre a maldição, tudo o que foi explicado no diário é que ela corrompe o portador o levando a escuridão... infelizmente as últimas páginas onde continham a profecia final foram arrancadas e escondidas em algum local, mas no lugar delas foi deixado um pequeno mapa. 

— E você está com ele?

— Claro que não. Eu o escondi antes de ser vendido como escravo... escute Jeon, você precisa seguir o seu caminho antes que seja tarde mais. Mas não está preparado para enfrentar o mundo lá fora, você é apenas uma criança. Quando chegar a hora certa lhe contarei as dicas para o encontrar, mas por hora, descanse. Amanhã será um longo dia.

Jeon nada disse, apenas se ajeitou em um canto e cobriu seu corpo com um pequeno pano. De onde estava conseguia ver a lua e sob os raios lunares o corvo sobrevoava; ele continuava clamando para que Jeon o seguisse.

Venha se juntar aos corvos. Venha voar com a escuridão. Nós te daremos liberdade. Da armadilha humana. Venha se juntar aos mortos. Planar nas minhas asas. Você tocará a mão de Deus, e Ele te tornará rei".


Notas Finais


me perdoem se houve algum erro.
Até o próximo capítulo! <3

Stay With Me -
https://spiritfanfics.com/historia/stay-with-me-7611943


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