História Blood Moon - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Jeremy "Jinxx" Ferguson, Personagens Originais
Tags Andy Biersack, Black Veil Brides, Romance
Visualizações 29
Palavras 2.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente!
Mais um capítulo de Blood Moon no ar!

♦ Saberemos quem são os dois caras que chegaram no Castelo e o que foram fazer lá!
♦ Na parte narrada pela Victoria, continuem lendo o capitulo ouvindo a música "Afraid Of Time" do Hans Zimmer, que está disponível na playlist da fanfic (link nas notas finais).

Se você é leitor(a) novo(a), favorite, acompanhe a história e não deixe de comentar o que está achando!

Divirtam-se! ♥

Capítulo 5 - Chapter V - BREACH


Fanfic / Fanfiction Blood Moon - Capítulo 5 - Chapter V - BREACH

Andrew Biersack
24 de maio de 2062 – 08:47 PM
Sala de jantar do Castelo

***

Jake me olhava sério, esperado obter uma resposta para sua pergunta. Veste um terno completamente preto. Junto dele, está Ashley, que possui uma expressão de dúvida sobre o que está acontecendo. Usa jaquetas de couro em cima de uma blusa xadrez com finas linhas brancas e calças jeans justas, calçando coturnos. Todas as peças também negras.

Não sei como, mas os dois sabem. Uma hora ou outra isso ia acontecer, mas não pensei que fosse tão rápido. Eu queria ter contado.

- Venham comigo até meu escritório. – peço, para que possamos conversar sem sermos ouvidos, já que sinto a presença próxima de Victoria. Não se se ela os viu, mas é melhor não arriscar, já que a estada deles aqui pode causar curiosidade.

Ambos me acompanham e após entrarmos no cômodo, fecho a porta e acendo os candelabros nas paredes, iluminando o local. Nós três permanecemos em pé.

- Andy, há dois dias – conta. –um rato de esgoto te viu de madrugada, próximo à um dos vários empreendimentos clandestinos daquele idiota do Jinxx. No outro, você sai de uma loja de conveniência cheio de “comida” – dá ênfase à palavra. - discute e quase entra numa briga com um Brujah...

- Hoje dois Lupinos viram uma garota numa das florestas frequentadas por eles, aos arredores do seu domínio, que falava algo sobre seu “dono”. – Ash se pronuncia. – Depois, antes mesmo de anoitecer ela voltou justamente para o lado do Castelo. Encontrei com um deles mais cedo, que me contou e pediu para te alertar da presença dela, pensando ser uma intrusa...

- Tudo isso e o fato de que eu ouço um coração próximo batendo, só me leva a concluir que...

- Sim, eu adquiri uma fonte. – digo.

- Eu não posso acreditar nisso! – Pitts me olha, incrédulo. Acho que no fundo ele esperava que isso fosse mentira.

- É sério o que você está dizendo? Achei que só tinha encarniçado sem permissão... – Ashley fica pensativo.– Ela mora aqui também?

- Você tem noção que essa atitude sua coloca em risco a Primeira Tradição?

- Não estou violando A Máscara. Minha fonte não sabe de nada e nem saberá!

- Ainda! – Jake esbraveja. – Andy, se o Príncipe souber, vai decretar uma Caçada de Sangue e será só uma questão de tempo atévocês dois estarem mortos!

O Príncipe, responsável por manter a ordem, nunca simpatizou muito comigo, desde quando eu rejeiteio posto de Justicar. Ele achou essa recusa uma afronta da minha parte e ficou profundamente ofendido. Jacob é o xerife, ou seja, braço direito e responsável pela execução física do que é decretado pelo Príncipe de Ketterscut, August Siffert. Já, Ashley, ajudante de Jake. Além disso, são membros do conselho, representando seus clãs na cidade. Os dois são mais velhos que eu e meus amigos há anos. Nossa Irmandade de Sangue sempre foi muito forte. Me ajudaram bastante no início, quando estive sem rumo. Entendo a preocupação deles. Nenhum membro quer problemas com a Camarilla.

- Biersack, conta isso direito, quero entender melhor o que está havendo... – vira-se para o outro, que bufa. - Deixe ele se explicar!

- Eu estava cansado de ficar indo até a cidade toda vez que a Fome chamava, então decidi comprar uma fonte no LCDH que atendesse aos meus gostos. É isso. – explico.

- VOCÊ SE ENVOLVEU NO LEILÃO DE HUMANOS? – mais uma vez causo espanto em Jacob. – Está completamente fora de si! Tem noção do tipo asqueroso de ser humano que frequenta esses empreendimentos? É extremamente perigoso!– balança a cabeça, negativamente. – Nem parece um Ventrue! Está desonrando o nosso clã!

- Nada saiu do meu controle, Jake. Ela está comigo há dois dias e não desconfia de nada, nem do motivo pelo qual a comprei... Além do mais, quase não temos contato e estabeleci regras para que tudo desse certo. Sabe que se não cumprir, haverá consequências. Deixei isso claro. Se alguma coisa der errado, ela morre. Eu mesmo me encarregarei disso.

- Sair matando alguém da outra espécie assim, sem mais nem menos também é perigoso!

- Ela não é suja? - Purdy me olha curioso, mudando de assunto. – Porque não se se você sabe, mas essas mulheres que vão parar nos leilões passam por todo tipo de coisa até serem vendidas...

Vou até um pequeno frigobar que fica atrás da minha mesa, embutido na parede, e tiro um pequeno frasco. Pego dois copos de licor, despejo um pouco do conteúdo dentro deles e ofereço para os dois tomarem.

- Não sei pelo que ela passou, mas é um dos melhores que eu já provei! Está fresco. – digo.

Eles bebem.

- Sabe, tô começando a achar essa ideia sua uma boa... – olha para o copo.

- Nem pense nisso, Toreador! – Pitts o repreende.- E você Andy, está arriscando não apenas a própria destruição, mas também a destruição da Família.

- Só vocês dois sabem da verdade... Ninguém descobrirá a não ser que contem.

- Isso não está certo! O fato de omitirmos nos torna seus cúmplices, o que é ainda pior por termos prestígio dentro das políticas da cidade. – Jacob continua me reprovando. - Veja o problema que está trazendo não só para você, Andy! Se algum Membro souber e decidir fazer o mesmo, será a ruína da nossa espécie! Sei que você é discreto e gosta de viver isolado, mas uma hora ou outra tudo sairá do seu controle...

- Ela está protegida às vistas dos demais, já que não conseguirá sair dos arredores daqui, graças à magia dos Tremere.

- Algum Grangrel pode vê-la nas florestas ou ficar sabendo da existência através dos Lupinos que a viram. – pontua Ash. - Já pensou nisso?

- Sim, por isso ela não sai de noite, para evitar chamar atenção. Quanto aos Lupinos, direi à eles que estou namorando com a outra espécie e pedirei para não comentarem com os demais. Acho que pela nossa boa convivência, eles acatarão sem questionar.

- Não sei... – Jake duvida. - Você sabe que eles são instáveis, principalmente quando estão tomados pela raiva.

- Não darei motivos para ficarem furiosos comigo, portanto não há o que temer.

- Você já a conhecia antes? – pergunta Purdy.

- Nunca tinha nem visto.

- Se você fosse um Toreador poderia jurar que está apaixonado por ela...

- Isso foi uma crítica indireta? – Ash questiona Jacob.

- Não preciso, você sabe que essa é fama do seu clã... – rebate.

- A única coisa que me atrai nela é o vitae. Nada mais.

Victoria
24 de maio de 2062 – 10:03 PM
Biblioteca do Castelo

***

Estou tentando ouvir a conversa desde que os três entraram no escritório, mas é praticamente impossível! Eles falam muito baixo, tanto que parece que nem estão conversando. Mas eu sei que estão. Mesmo com o ouvido colado na parede que divide a biblioteca e o escritório, não ouço nada! É até estranho...

Uma coisa é certa: meu dono, que agora sei que se chama Andy, ou Andrew, sei lá... Fez alguma coisa errada. Será que foi me comprar? Talvez envolver-se com negócios clandestinos tenha lhe causado problemas com o Governo... Ou então foi alguém de lá que veio me buscar de volta. Será? Mas se fosse isso, na certa já teriam vindo até mim. Além do mais, nunca vi nenhum dos dois caras antes. O primeiro, que fez a pergunta, tem cabelos longos escuros, presos num coque e parece ser mais velho que meu dono e bastante rico. Só pelas roupas que usa, deu para notar o ar de elegância. O outro, também mais velho e com cabelos compridos, mas não tanto quanto o outro, possui traços orientais e pelo pouco que vi, tinha uma expressão de dúvida.

Quero muito saber o que está havendo, a curiosidade me corrói. Tentei continuar a ler um livro, mas mal consegui prestar atenção nas palavras e desisti. Passou pela minha cabeça a ideia de ficar atrás da porta tentando ouvir, mas o medo de ser pega falou mais alto e me impediu. Agora que estou livre, quero ficar longe dos problemas. Ando de um lado para outro pensando no que fazer, até que ouço o barulho de porta se abrindo. Eles estão saindo do escritório. Corro até a porta da biblioteca e abro uma fresta, para tentar ver ou ouvir alguma coisa.

- Me prometam que vão manter isso em segredo... – o meu dono diz.

- Tudo bem. Mas ao primeiro sinal de que as coisas estão saindo do controle, não poderemos ajudar e nem interceder por você. – afirma o cara de terno.

- Eu sei, estou assumindo os riscos e caso isso aconteça, darei meu jeito.

- Apareça de vez em quando ou mande notícias... – o outro estica a mão para Andy, que a aperta.

- Quando for à cidade aviso vocês.

- Está me devendo uma bebida no clube Masquerade, lembre-se disso. – o de jaqueta de couro sorri.

- Paguei hoje com uma de qualidade.

- Mas não foi o suficiente!

- Vou pensar sobre isso.

- Até mais irmão.

- Jake, Ash. - acena com a cabeça.

Eles se abraçam e os dois caras saem em seguida. Fecho a porta com cuidado. Não sei se ele ouviu, mas que olhou para o lado da biblioteca, olhou. Esperei alguns segundos para sair de lá e não transparecer que estive espiando.

Meu estômago começou a roncar e decidi ir até a cozinha fazer um último lanche antes de dormir. Mais uma vez fiquei com vontade de tomar café e fui impedida pelo fato de não ter uma garrafa térmica aqui. Desisto.

Saio do cômodo para subir até meu quatro, mas percebo que a porta do escritório está aberta. Sem antes pensar, com passos cuidadosos, vou até lá e vejo meu dono sentado numa poltrona de estofado aveludado liso vinho e madeira preta, localizada em frente à lareira apagada. A única luz ali, são das velas acesas, dispostas nos candelabros das paredes.

Devagar, me aproximo mais e mais. Parece não notar minha presença pois permanece imóvel. Chego perto e me coloco em sua frente. Ele está com a cabeça encostada no acolchoado, de olhos fechados. Pela primeira vez, observo dos pés a cabeça. Veste uma camisa branca social, com as mangas dobradas até um pouco antes dos cotovelos, deixando os desenhos em seus braços à mostra. Por cima, um colete de linho preto, calças justas de couro e coturnos, ambos também na mesma cor escura. Por alguns segundos, fico olhando sua feição. Os traços de seu rosto são finos, contrastando com a sua expressão completamente indecifrável e a boca levemente rosada. O cabelo, jogado de lado, com alguns fios rebeldes.

 Mas percebo algo que me deixa em pânico. Ele não está respirando.

Seu peito não faz o movimento de contração e expansão típico dos pulmões. Mais parece um cadáver sentado. Até momentos atrás, ele estava vivo! Como pode ter morrido de uma hora para outra? Se isso tiver mesmo acontecido, eu serei apontada com assassina.

O terror toma conta de mim.

- ANDREW! – chamo, com a mão direita em seu obro, sacudindo-o.

Nesse mesmo segundo, antes de conseguir encostar a outra, ele abre o olho e agarra meus pulsos impedindo que eu continue à tocá-lo.

- Qual é o seu problema? – diz, furioso e me encarando intensamente com seus olhos claros.

- V-você – gaguejo. - não estava... Respirando...

Ele me larga e se levanta depressa, passa por mim e para perto da mesa, ficando de costas.

- Está vendo coisas que não existem agora? –vira-se. – E o que veio fazer aqui se eu não te chamei? – volta a me olhar.

Agora, sua caixa torácica se movimenta. Não é possível! Eu tenho certeza absoluta que ele não estava respirando...

- Eu vim aqui porque queria saber onde tem uma garrafa térmica para que eu possa colocar café. – minto para justificar.

- Não tem. Faça apenas a quantidade que você vai tomar e pronto. – diz, seco. Antes mesmo de rebater o que ele disse, vai saindo do cômodo mas para no batente da porta. – E você está proibida de entrar no meu escritório. Fora daqui. – ordena e eu saio, bufando.


Notas Finais


Diferente do que muitos pensaram, Jake e Ash não são os lobos que Victoria encontrou no bosque... O que vocês acham que está acontecendo para os dois amigos irem até lá?
E Andy estava ou não respirando?

Me contem tudo que estão achando nos comentários! ♥

♦ Eventualmente, se aparecer alguma palavra ou expressão que possa surgir dúvida e não for explicada no contexto, colocarei o significado aqui nas notas finais.
♦ Pretendo atualizar a história com novos capítulos a cada 15 dias, pois ainda tenho outra fanfic em andamento, que é do Tokio Hotel e se chama SECRETS
(Link: https://spiritfanfics.com/historia/secrets-6042545 ).

~ Playlist de Blood Moon no Spotify:
https://open.spotify.com/user/itsleticialima/playlist/1WO2MkzP7UWe0paru0dYn1
A primeira música da lista, We Don’t Belong Here do BVB, é a que eu imagino ser a trilha sonora da introdução da fanfic. Sigam, ouçam e me contem o que acharam!


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