História Blood Over Water. - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Alfa, Beta, Camren, Camren G!p, Drama, Família, Lauren G!p, Ômega, Romance, Sigma, Vercy
Visualizações 191
Palavras 7.545
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Recado lá em baixo.
Boa leitura.

Capítulo 17 - Reminiscência.


Fanfic / Fanfiction Blood Over Water. - Capítulo 17 - Reminiscência.

Camila's P.O.V.

Acordamos naquele dia com a primeira nevasca que veio anunciando o inverno. Os telhados das cabanas estavam cobertos pela neve, assim como todo o acampamento e com a geada veio também o dia do nosso casamento. Quando finalmente Lauren e eu nos tornaríamos as líderes dessa alcateia, juntas como deveria ter sido desde o início. 

Eu estava passando o dia com as mulheres mais próximas à mim, minha mãe estava presente, a senhora Jauregui e Lucy também estavam. No entanto, nenhuma outra companhia no mundo, que não fosse a minha Lauren, faria com que o tempo passasse mais rápido. Minha ansiedade para que anoitecesse e essa cerimônia começasse logo, era grande. Não tanto quanto a vontade que eu estava de estar de volta para perto da minha alma gêmea.

Desde que resolvemos o nosso problema, as coisas entre nós voltaram a ser o paraíso que eram antes. Nossa união a cada dia estava mais forte, oque consequentemente deixava o bando mais forte. Como resultado, as cabanas das famílias ficaram prontas e todos já estavam mudando para elas. 

Lauren e eu escolhemos pra construir a nossa  no meio do acampamento, que agora mais estava parecendo uma vila. A localização era para que qualquer híbrido estivesse ao nosso alcance quando em necessidade. Era aqui que eu estava com as meninas, esperando o tempo passar com conversas sobre a vida depois da mordida. A tão comentada mordida...

Era basicamente isso que elas falavam, mas eu vou confessar que eu não acredito que vá mudar muita coisa entre nós duas, já que Lauren e eu dividimos a mesma alma. Mas se eu levar em conta o desejo incessante do meu coração, diria que é crucial para a nossa prosperidade como um casal. Principalmente agora que teríamos a nossa noite juntas como companheiras e já não era sem tempo, pois eu conseguia sentir o meu corpo anunciando que entraria no meu cio.

Por falar em Lauren, nós nos despedimos hoje cedo para ceder a uma tradição que minha mãe acreditava que dava boa sorte. Eu só a veria outra vez de noite, em frente a fogueira, aonde selaríamos o nosso compromisso diante de nossa família. Soube por Clara que Lauren foi sozinha caçar para o banquete que teríamos depois da cerimônia. 

Lauren disse para a mãe que usaria o tempo sozinha para pensar, se preparar para o evento de mais tarde e relaxar os nervos. No entanto ela sabia que não era permitido que ninguém andasse por aí sozinho em tempos tão indefinidos, aonde a segurança não poderia ser garantida e a guarda nem por um segundo deveria estar baixa. 

É claro que eu pedi a Vero para acompanha-la de perto. Todos merecemos o nosso tempo sozinhos, mas eu não ficaria tranquila sabendo que ela está lá fora correndo perigo. Pedi no entanto que Verônica lhe desse um espaço e não deixasse que ela percebesse que tinha alguém a vigiando, sei que ela ficará chateada se souber que eu fiz isso, mas eu me preocupar.

Storyteller's P.O.V.

Se sentido sobrecarregada ela decidiu se afastar e pelo caminho até seu local escolhido para a caça, ela usou para pensar em como seria a sua vida a partir daquela noite. Quando o sol tocasse o horizonte ela teria que enfrentar seu destino e se encontrar com a sua prometida e selar o compromisso supremo com ela. 

A ideia de liderar os Drúidas ao lado de Camila era maravilhosa, mas ela se sentia estranha ultimamente. Algo não saia de sua cabeça, ela mudaria quando se tornasse a Alfa? O Sinistro ainda sussurrava para ela quando seu coração se enchia de insegurança, mas por enquanto ela conseguia mante-lo sobre controle. 

Mas se as coisas mudassem de expectativa depois da cerimônia. A noite de lua cheia se aproximava também. Sem contar nas mudanças que ela vinha sentindo ultimamente, algumas que assustavam até ela mesma. Seus sentidos estavam aguçados, como ela nunca experimentou antes. O ambiente a sua volta parecia emitir a sua própria energia, deixando ela confusa, desorientada.

Sua agilidade e sua força aumentaram de proporção e ela não tinha certeza a que atribuir. Há muito ela sentiu quando a influência do Sinistro lhe deu poderes a mais, só que agora ela estava experimentado outro tipo de poder. E ela poderia quase afirmar, que não tinha nada a ver com o Sinistro ou com a possibilidade de ela estar se tornando Alfa.

No entanto ela preferiu se enganar, dizendo a si mesma que era uma dessas duas possibilidades. Os seus passos eram inconscientes, por isso ficou surpresa quando percebeu que já se encontrava no local da caça, apesar de não encontrar nada á vista.

Decidiu continuar caminhando para achar um esconderijo, não estava a fim de ficar correndo atrás da comida. Se reaproximou dos choupos(um tipo de árvore da região), que formavam uma mini floresta e fez uma trincheira com a neve que estava alta. Antes disso, tirou de seu ombro uma bolsa artesanal feita de pele de alce, a deixando no chão. 

Quando se deu por satisfeita com o seu trabalho na trincheira, ela tirou da bolsa um manto que estendeu para poder permanecer em cima da neve. Não sentia frio por conta da sua, naturalmente alta, temperatura corporal, mas não significava que ela não conseguiria uma queimadura se ficasse muito tempo com a pele em contato com a neve.

Se deitou de costas e colocando uma mão atrás da cabeça e outra em cima da barriga. Saberia se alguma caça surgisse a quilômetros de distância. Ficou olhando para o topo das árvores e recomeçou a pensar em sua vida. O tempo passou e alguns poucos flocos de neve caíam do céu lentamente, assistir aquilo prendeu ela no tempo. Seus olhos foram pesando, até que ela cerrou as pálpebras e caiu em um sono leve.

" O cenário foi mudando e ela se encontrou cercada de água, mas ela não estava dentro da água turbulenta daquele rio, mas sim em pé na superfície. Ela reconhecia aquele lugar como qualquer parte do Valle de Lammar, a sua terra natal. Estava escuro aquela noite e a lua dava um brilho vermelho naquelas águas agitadas. 

Não foi difícil saber em que momento de sua história ela estava. 

Olhou para trás quando ouviu um grito vindo daquela direção e viu dois corpos caindo de cima de uma cachoeira, se espatifando na água logo depois. Ela prendeu a respiração ao se lembrar do momento em que entrou em choque com a água congelante. Não demorou muito para ela ver seu pai lá em cima, em sua forma de lobo, se aproximando da beirada e olhando para baixo.

De repente ela não tinha mais consciência de seu corpo, era como se sua mente acompanhasse aquela cena. Os dois corpos começaram a boiar rio abaixo e em um momento os dois pararam nas pedras. Lauren se encontrou parada em pé de frente para eles, esperava que algo mais acontecesse e demorou para isso, mas eventualmente uma movimentação se iniciou.

Tudo ficou preto, a não ser por seu corpo machucado, nu e pálido no chão. A escuridão ganhou o brilho de veios vermelhos, que formavam raios e pulsavam ritmadamente. O corpo começou a se mexer e em um impulso Lauren se aproximou para 'se' ajudar. Aquilo foi confuso para ela, mas tudo parecia tão real, que ela agiu sem pensar.

Se agachou ao lado de si própria e virou seu tronco, que estava de lado. Se inclinou em cima daquela Lauren, que ainda estava desacordada e pegou no rosto dela com uma mão para avalia-la. Seu susto foi grande quando a garota abriu os olhos e Lauren foi puxada para o abismo que era as duas esferas vermelhas que ali se mostraram. 

A cena mudou de novo, ela estava sozinha agora, em um lugar muito mais pacífico e tranquilo que o outro. Sua respiração ainda estava descompassada pelo susto, mas ela foi se acalmando quando a brisa daquele campo verde lhe tocava. Ela olhou em volta tentando reconhecer aquele lugar, mas não era nada aonde ela já tenha estado.

Por um intuito ela olhou para baixo e se surpreendeu ao encontrar roupas em seu corpo. Usava no tronco uma blusa de malha de aço, essas que se usava por de baixo de armaduras. Ela vestia também uma calça de algodão na cor marrom e seus pés estavam com botas de metal, que vinham até o joelho. 

Seu olhar voltou para cima quando ela começou a ouvir um barulho ao longe. Ficou de olhos atentos na colina no horizonte, da onde vinha o barulho. Quanto mais ele se aproximava, mais seu coração martelava no peito. Seus punhos fecharam quando ela avistou as primeiras cabeças daqueles que vinham correndo em sua direção.

Eles começaram a aparecer em um grupo médio no topo da colina e as desciam com pressa, parecia que fugiam de alguma coisa. Ela não fez o mesmo que eles e permaneceu parada até que eles a alcançaram. Lauren fechou os olhos quando parecia eminente que eles a acertariam e passariam por cima de si. 

No entanto nada aconteceu e ela se permitiu voltar a abrir os olhos, vendo eles passarem ao seu lado, desviando de seu corpo sem ao menos lhe tocar, como se a estivesse vendo. Eram gritos de retirada que eles repetiam, mas também tinha alguns outros anunciando a chegada de uma cavalaria.  

Seu olhar mais uma vez foi para o topo da colina e ela reconheceu os sons de cascos trotando velozmente. Sem mais demora, ela ouviu cornetas junto dos primeiros homens à cavalo. Lauren mal pode acreditar quando reconheceu a primeira pessoa que vinha montada em um. A pessoa pareceu reconhece-la também e incentivou o cavalo a correr mais. 

A mulher platinada que guiava o cavalo, retirou sua espada da bainha e a empunhou na mão. Só então Lauren começou a andar pra trás e parecer preocupada. Aquela era Agave no cavalo e ela girou algumas vezes a espada antes de arremessar com força no espaço na tangente de Lauren, a assustando. 

Quando Lauren olha para trás pra ver oque Saint Claire estava mirando, ela se surpreende ao ver um gigante de três metros de altura parado no meio do caminho e com a espada presa em seu colete de couro. Ele arrancou a espada e foi no mesmo momento em que Lauren sente que foi agarrada pela blusa de malha de aço e é colocada na garupa do cavalo da outra. A morena de fios negros se agarrou na guardiã para não cair e a mulher deu uma olhada para trás, lhe dando um sorriso maroto.

- Demorou Lauren. - ela diz acima do barulho do vento e chicoteando a rédea do do cavalo, o forçando a ir mais rápido.

- Isso é um sonho certo? - ela diz e olha para trás, para ver dois homens esquartejando o gigante e seus olhos se arregalam - oque tá acontecendo?

- Não, isso não é um sonho. - Agave puxa a rédea e o cavalo dá uma empinada antes de parar. Ela desce dele e oferece a sua mão para Lauren -  vamos, desça. - Lauren a obedeceu e pulou para fora do animal. A platinada deu um tapa na traseira do cavalo e ele relinchou antes de galopar para longe.

- Se não é um sonho? como eu vim parar aqui? E que roupas são essas? - ela apontou para si mesma, fazendo Agave sorrir. A guardiã tirou seu arco que estava atravessado em seu tronco, pegou uma flecha de dentro da aljava e a encaixou na corda tensionada de seu arco. 

- Você está experimentando uma viagem espiritual. - ela disse alto e posicionou a sua flecha, mirando e disparando em questão de segundos - oque é uma das coisas mais legais que um guardião pode fazer. - ela acertara um homem que vinha na direção delas com um machado em mãos. Lauren desviou o olhar da queda do homem, para encarar Agave interrogativa.

- O problema é que eu não sou uma guardiã. E oque é uma viagem espiritual?

- Esse é o único motivo de você estar aqui Lauren e uma viagem espiritual é como uma viagem comum ou uma viagem no tempo, a diferença é que apenas o seu espírito se locomove, não o seu corpo.

- Então isso aqui está realmente acontecendo? - Lauren desviou de uma flecha que lhe acertaria bem na cabeça.

- Já aconteceu, no passado. E não se preocupe, pois poucas coisas podem te machucar em uma viagem espiritual e pode ter certeza que uma flecha comum não é uma delas. - ela começou a correr com o arco em mãos e Lauren a seguiu de perto. Agave usou o arco para acertar um homem na cabeça e depois acerta-lo na brecha de sua armadura com uma adaga que ela tirou de algum lugar.

- Porque estão lutando? Em que ano estamos? - Agave levantou seu arco e pegou três flechas, lançando elas de uma vez pra cima e acertando três alvos diferentes. 

- O ano é 1431. Tomei o lugar da guardiã Joana, que foi queimada a alguns meses. Um grupo de sobrenaturais armou o ataque. Estou lutando para expulsar os ingleses do território francês, para impedir os planos dos rebeldes sobrenaturais e garantir a segurança do local.

- Isso é loucura... - Lauren olhou em volta aonde uma batalha sangrenta acontecia.

- Lauren, você tem que voltar para o seu corpo. Viagens espirituais demandam muita energia. E o fato de você conseguir fazer uma, quer dizer que os seus dons estão despertando.

- Como eu faço para voltar? - Agave de repente fio atingida em cheio por um homem do dobro de seu tamanho. Pela áurea, Lauren percebeu se tratar de um lobisomem. Olhou preocupada para a mulher no chão, que tentava se recuperar rápido do baque, enquanto o seu oponente se aproximava segurando uma espada.

- Pense na sua casa! Pense em voltar para Camila! - o homem a olhou estranhando as palavras dela, o que deu uma vantagem para a guardiã se levantar e contra-atacar. Ela o acerta com um chute alto e quando o tem destabilizado ela olha para Lauren - Vai! A sua batalha se aproxima."

Sem precisar lhe dizer mais nada, Lauren fecha os olhos e começa a pensar em Camila, em estar com Camila perto da fogueira no acampamento. Então, de um momento para outro, uma força suga sua energia e as coisas a sua volta vão perdendo o foco e sumindo. Lauren começa a voltar a consciência, sente seu corpo ser chacoalhado com força. 

Abre seus olhos meio confusa e fraca, mas começa a se dar conta da onde estava. Vê Verônica ao seu lado lhe olhando preocupada e aliviada ao mesmo tempo. Tenta se levantar, mas precisou da ajuda da outra para se sentar. Seu corpo estava congelando, ela estava coberta de neve e sua respiração condensava no ar, enquanto ela respirava rápido.

- Ainda bem... - Verônica disse com temor na voz. Ela terminava de espanar a neve dos cabelos de Lauren - eu tentei te acordar por muito tempo, estava pensando seriamente em chamar ajuda. Oque aconteceu Lauren? Você está bem?

- Eu estou... - ela disse simplesmente e tocou seu corpo se certificando que estava tudo no lugar. Ela olhou em volta e percebeu que o dia já estava terminando. Se levantou apoiada em Vero e ficou de pé - o casamento...Camila está me esperando.

- Calma, nós precisamos te aquecer primeiro. Ainda temos tempo. - a menor pegou as coisas de Lauren e a levou para mais dentro da pequena floresta.

Cobriu a de fios negros com a manta dela e com uma que trouxe por precaução para a sua missão. Então foi logo começando a fazer uma fogueira, que em pouco tempo foi acesa e o calor começou a trazer sensibilidade para as pontas dos dedos de Lauren.

- Obrigada. - Lauren conseguiu dizer depois que seu queixo parou de tremer e se sentia muito melhor agora que estava aquecida.

- Não foi nada. - Vero falou cortando um pedaço de carne seca, que tirou de algum lugar, com uma faca pequena. Estendeu uma parte para Lauren e levou a outra direto para a boca, dando uma mordida. A aspirante a Alfa agradeceu e também provou da comida.

- Como me achou? - Vero a olhou de baixo pra cima, com receio e ainda mastigando.

- Eu estava te seguindo. - Lauren não pareceu se incomodar com aquela revelação, por isso ela tomou liberdade para continuar falando - uma certa pessoa não queria te perder no dia do casamento de vocês. Mandou eu te seguir e garantir que você voltasse em segurança para casa. 

- Hum... - foi tudo oque ela falou, enquanto seus olhos estavam nas chamas da fogueira. Lauren não ficou brava com a atitude da companheira, não poderia esperar outra coisa dela. Sua mente estava nos acontecimentos recentes, no fato de poder sentir nos seus ossos que a sua hora estava chegando, não podia mais correr disso - Vamos indo. - ela quebra o transe em que estava e olha para Vero - eu já estou bem melhor.

- Tem certeza, nós podemos ficar mais um pouco. - Lauren assente com a cabeça.

- Tenho. - ela se descobre e levanta do chão aonde estava sentada. Vero copia seus movimentos e as duas ficam de pé - sinto que Camila já está angustiada. - ela pega as suas coisas, enquanto Vero se prontifica em apagar a fogueira - acha que ainda dá tempo de levar carne para a cerimônia? - Vero encrespa os lábios e levanta os ombros.

- Acho bem difícil, seria muita sorte nossa. - Lauren concorda em sua cabeça e ajeita a sua bolsa no ombro.

Elas começam o seu caminho em direção a Endure, rumo à montanha. Queria chegar logo, por isso disse a Vero para elas se transformarem. Pediu a outra que ela lhe amarrassem os seus pertences em suas costas antes disso. Lauren deixou suas coisas de lado e se afastou para poder se transformar. Se surpreendeu por também conseguir mudar de forma mais rápido do que de costume.

Até Vero ficou um tempo impressionada e só depois se mexeu para prender as coisas no tronco de Lauren. As duas em sua forma animal começaram a sua corrida até o acampamento e demorou a metade do tempo para elas o alcançarem. Com sorte esbarraram com um cervo jovem e perdido no meio do caminho.

Ele era pequeno e por isso não foi problema carrega-lo até em casa, mas aquilo não era exatamente oque Lauren pretendia trazer na volta. Quando chegaram lá, o local já estava todo decorado e Lauren tentou passar despercebida fora das vistas das pessoas. Mas essas estavam interessadas em aproveitar a festa antes da cerimônia.

Sabia que tinha sorte de Camila só aparecer no fim da noite para iniciar tudo. Deixou a caça aos cuidados de Vero e foi se arrumar para a noite. Correu em sua forma de lobo mesmo até uma pequena parte do córrego que percorria aquela área. Tinha sorte que ainda não estava totalmente congelado, em breve estaria com uma camada grossa de gelo.

Voltou a sua forma humana e caminhou até a parte em que a água ainda corria livre. Se ajoelhou na margem e respirou fundo, se preparando para o contato com a água congelante. Lavou as partes mais importantes e se preparou para voltar para o acampamento e colocar as roupas que lhe foram arranjadas para a cerimônia.

Fazia dias que algumas mulheres da alcateia preparam uma roupa para as duas, especialmente para o casamento. Lauren foi até a cabana de seus pais para vestir as suas e encontrou o lugar vazio. Ascendeu uma lamparina improvisada e encontrou sua veste em um canto, estendida numa cadeira de madeira manufaturada pelos próprios Drúidas.

Caminhou até lá e pegou a veste, a estendendo na sua frente e analisando. Vestiu primeiro a calça e amarrou o cordão da cintura. Depois passou a camisa de manga cumprida pela cabeça e a acomodou no corpo, alisando o tecido rústico com a mão. Abriu os braços, olhando para baixo e vendo o resultado. Parecia adequado para a ocasião simples.

Fez um coque simples com os cabelos e se sentiu pronta para a noite. Colocou a mão na maçaneta, mas travou quando reconheceu a voz de seus pais, do lado de fora. Eles pareciam preocupados pelo seu tom e Lauren então se apressou em abrir a porta totalmente e encara-los. Eles pararam de falar quando a viram ali em pé na frente deles.

Suas expressões se tornaram perplexas e Lauren sorriu para aquilo. Depois de fechar a porta, ela desceu lentamente a curta escada da entrada da cabana e se aproximou deles. Colocou suas mãos no ombro de cada um e lhes sorriu daquele jeito característico infantil, que inundou o coração de seus pais de emoção por se darem conta de que apesar da filha deles estar crescendo, ela ainda parecia a pequena bolinha de pelo que eles tanto amavam.

- Você está linda minha filha. - Clara deu um passou para perto dela e levou sua mão para o rosto sorridente de sua cria.

- Mas acho que você ficará impressionada quando ver a sua companheira. - o pai dela disse depois de se aproximar.

- Disso eu tenho certeza. - Lauren diz e pega na mão que seu pai lhe estendia. Ela olhou para baixo por uns segundos - me desculpem se eu os deixei preocupados. 

- O importante é que você está aqui.. - Clara a abraça e fecha os olhos sentindo a emoção lhe tomar e a primeira lágrima surgir de seus olhos. Lauren a abraçou de volta com carinho e acariciou a cabeça dela - fico satisfeita de ver que você não está machucada.

- Mesmo assim. - Lauren e sua mãe olham para ele - gostaria de saber oque aconteceu? Você não costuma nos deixar preocupados assim. Algo deve ter acontecido.

- De fato pai, mas eu não quero preocupa-los com isso por agora. Estou ansiosa para me reencontrar com a minha metade. - eles sorriram e os dois ocuparam cada lado da filha, enganchando cada braço dela. Eles andaram até a pequena clareira das reuniões, aonde uma fogueira alta estava acesa.

Ela foi passando pelas pessoas, que a cumprimentavam com felicidade e Lauren só sabia agradecer. Ela foi falar com seu avô, que lhe abraçou demoradamente e aquilo fez ela relaxar nos braços dele e fechar os olhos. Os dois enfim se afastaram e o senhor segurou nos ombros dela, lhe olhando fundo nos olhos.

-  Não posso ser mais grato por poder presenciar esse momento. - Lauren sorriu franzindo o cenho e levou suas mãos para o rosto dele.

- Você ainda vai segurar meus filhos vô. - eles riem descontraídos.

- Que Deus de ouça minha neta, mas de um jeito ou de outro, eu sempre vou viver dentro de você. - eles sorriram e ela o puxou para outro abraço. Por fim eles se afastaram e juntaram suas testas. Ele segurou em seus ombros, pedindo aos espíritos que cuidassem dela no novo capítulo da vida de sua pupila. Ele deu alguns tapinhas no rosto dela e se afastou - vai se encontrar com a sua noiva, Lauren.

- Não precisa pedir duas vezes vô. - ela lhe sorriu, se afastou e começou a se aproximar da fogueira, aonde Ally a esperava terminar de conversar com o mais velho. Elas sorriram uma para a outra e Ally abriu os braços para Lauren, que encerrava a distância as duas - você veio...

- Não perderia o casamento das líderes da minha alcateia. - Lauren negou com a cabeça e a abraçou com carinho.

- Você sabe que é bem mais que um membro desse alcateia. Pra mim você é como uma irmã. -elas se afastaram - estou feliz que está aqui. Depois quero saber das novidades de Endure à fora, sei que alguma coisa está acontecendo. - Ally maneou a cabeça.

- Seus poderes estão despertando, não é? Eli disse que isso aconteceria em pouco tempo.

- Sim, eu fiz uma viagem espiritual Ally...parecia tudo tão real. Como se eu estivesse mesmo lá. - a menor lhe olhou preocupada e iria dizer algo, mas sua atenção é roubada quando ela olha para trás de Lauren, através das chamas da fogueira. Seu sorriso se alarga e ela volta a olhar para a mais alta.

- Acho que vamos ter que deixar essa conversa pra depois.  - ela indica a diante com um gesto de cabeça e Lauren olha por cima do ombro, depois que seus olham capturam o motivo da comoção geral, seu corpo segue a mesma direção e ela se vira completamente - ela está deslumbrante.

Lauren fica com o olhar fixo na visão de sua companheira a andar em sua direção lentamente. Ela usava um vestido de confecção antiga, que foi passado entre as mulheres de sua família por muitas gerações. Algumas da poucas relíquias que os Drúidas conseguiram salvar quando vieram de Lammar para Endure. 

O vestido era um pouco poído, oque dava um toque delicado. Tinha as alças finas e um corset integrado de cor branca desbotada, assim como o resto da peça. Por cima dos ombros ela tinha a pele de um animal. Os cabelos cumpridos dela estavam soltos e continham algumas trancinhas com florzinhas brancas presas nelas.

Seus pés descalços andavam para frente, atraídos por Lauren, que andava receosa em sua direção. A de fios negros pensava se tratar de um sonho bom, a cena era demais pra ser verdade. Elas pararam de andar quando ficaram uma de frente pra outra, tão perto que podiam se tocar, mas não o fizeram.

Ao invés disso ficaram se olhando, cada detalhe era como se fosse visto pela primeira vez e de fato elas estavam diferentes, mas seus corações sabiam que ainda eram as mesmas por debaixo da produção. As mãos de Lauren se tensionaram com a vontade que ela estava de estica-las um pouco na direção da amada. Elas riram sem conseguir se conter, sentiram seus rostos esquentarem, a cena estava adorável e todos estavam emocionados. 

- Vamos começar logo essa cerimônia que elas tão que não se aguentam. - todos riram e as duas olharam em volta. Seus pais já estavam ao seu lado, levando elas para o local escolhido, ali perto da fogueira mesmo. 

Elas ficaram uma de frente para a outra, seus pais logo atrás delas, abraçados e se sentindo mais que felizes. O ancião mais velho do grupo se aproximou a passos lentos, sendo conduzido por Ally, que vinha segurando em seu braço. Todos olharam para ele em expectativa e alguns tentaram não rir da situação, pois ele estava mesmo devagar.

- Eu chego antes da fogueira apagar, não se preocupem. - todos riram e foram se aproximando do fogo, formando uma roda. 

Enfim ele fica entre as duas e Ally o deixa para se juntar a sua família. Nesse tempo todo, Lauren e Camila não conseguiram desviar os olhos de si, pelo menos não por mais de dois segundos. Seus sorrisos diziam tudo e a felicidade delas já refletia no bem estar do bando inteiro. Aquela noite se resumia a pura mágica no ar. 

A neve deu uma pequena trégua, a lua estava visível agora que as nuvens tinham sido varridas pelo vento, que era o único som ouvido. Parecia até que os animais estavam em silêncio para assistir aquele momento. Tudo convergia para que aquela noite fosse memorável, marcante. O senhor limpa a garganta e olha para as duas com um sorriso gentil e junta as mãos em frente ao corpo.

Hoje é um dia especial para os Drúidas... - ele limpa a garganta - não só para o bando, mas para a nossa história como híbridos. Pela primeira vez teremos duas mulheres como Alfas e ainda duas que sofreram imprinting...vocês acham que isso me preocupa? - ele olhou em volta e até as duas saíram de seu mundinho pra prestar atenção no senhor, que negou com a cabeça e sorriu mais largo - nem um pouco. - ele respirou fundo - apesar de estar velho e gostar de seguir as tradições com as quais eu vivi desde sempre, eu sei admitir quando as mudanças são para o bem. Essas duas crianças, se conheceram antes mesmo de eu ter vindo a esse mundo. Pra mim isso é motivo o suficiente para depositar a minha confiança nelas. Sei que nos guiarão para conquistar a nossa independência e prosperidade. - ele sorriu para as duas, que lhe sorriram de volta. Então, estendendo as suas mãos para pegar a delas, ele começou a cerimônia - Lauren Jauregui... - ele olhou para a mais alta à sua esquerda e ela acenou com a cabeça - Camila Cabello. - ele olhou para aquela à direita, que respirou fundo - eu e toda a alcatéia torcemos de todo os nossos corações, que essa seja a vida em que vocês poderão encontrar a felicidade e a paz que tanto buscaram. 

- Obrigada. - Camila fala dando um aperto fraco na mão dele e se inclina para deixar um beijo na bochecha dele. O senhor ficou sem graça, mas recuperou a compostura para continuar a cerimônia.

- Não precisa agradecer filha. Apenas sejam as líderes que os Drúidas precisam. 

- Pode contar com isso. - Lauren se pronuncia e o senhor faz uma pequena reverência. 

- Nesse caso então, com a lua, o céu, as estrelas e essas pessoas de bem como testemunhas, eu anuncio o nosso novo casal Alfa... - ele deu um passo para frente, ficando entre as duas e segurou a mão de cada uma, o mais alto que conseguiu - Lauren e Camila, Cabello Jauregui.

Todos comemoraram animados, entre uivos, palmas, assobios e grandes sorrisos em seus rostos. Ele puxou a mão delas e juntou, uma em cima da outra, atraindo automaticamente a atenção das duas. O senhor as aproximou com as mãos no ombro delas e se afastou, sendo guiado por um jovem para perto dos outros Drúidas.

As duas agora estavam juntas de novo e se olhavam apaixonadas. Lauren não aguentou mais e trouxe Camila para perto, passando um braço pela cintura da menor. Sua outra mão trouxe a mão livre delas para perto de seu coração e se inclinou para baixo para colar as suas testas. Fecharam os olhos e respiraram fundo, com um sorriso surgindo em seus rostos.

A de fios negros se afastou o suficiente para olhar para a companheira. As duas conversaram pelo olhar, antes de Lauren se pronunciar.

- Casadas finalmente... - Camila já sentia as bochechas dormentes de tanto tempo sorrindo - seria errado se eu te raptasse daqui? - Camila riu e negou com a cabeça.

- Eu não me importaria nem um pouco, mas nós duas sabemos que a noite só está começando. - as duas riram.

- Tudo bem...eu tenho a eternidade para ficar ao seu lado, posso esperar mais um pouco. No entanto...eu gostaria de beijar a minha esposa agora. Será que é possível? 

Camila envolveu o pescoço de Lauren com seus braços quando essa estreitou o aperto em sua cintura. As duas se inclinaram na mesma direção e uniram os lábios com saudade e paixão. No começo foi apenas isso, mas elas se afastaram com as respirações descompassadas e as pupilas dilatadas. Então esqueceram de todo o resto e se entregaram ao sentimento.

A comemoração reverberou pelo vento e eles deram início as festividades. 

++++++++++

Como pedido da sua companheira, Lauren esperou até que todos fossem para as suas cabanas e esperou ao lado da fogueira.  Ela estava sentada em um tronco e revivia aquela noite em sua mente. Não podia estar mais feliz com o caminho que as coisas estavam tomando e ela jurou que iria proteger aquilo com a sua vida. 

Sua atenção foi atraída por uma luz pequena que ia se propagando na janela de sua cabana. Aquele era o sinal que ela estava esperando e oque fez ela se levantar em um súbito, sentindo um frio na barriga de um segundo para o outro. A garota alta engoliu em seco e limpou as mãos em sua calça, por conta do suor que se acumulou ali.  A insegurança lhe dominou no momento, mas ela foi guiada por si só em direção a cabana. 

Camila's P.O.V.

Minha respiração ficou presa quando eu a ouvi batendo fraquinho na porta. Eu não entendia oque estava acontecendo comigo, não era como se nunca tivéssemos nos 'deitado' antes. Algo me dizia que tinha algo haver com a mordida. Só de pensar nisso eu já sinto meu corpo ferver e meu coração palpitar rápido.

- Pode entrar. - dei uma última olhada no local, que eu tinha arrumado especialmente par nós duas. Queimei um pouco um ramo de ervas à alguns minutos atrás, arrumei o leito para gente e iluminei o lugar apenas com a lamparina, que eu aprendi a fazer. Não era muito, mas foi oque eu consegui para deixar a nossa primeira noite especial. 

Vi ela abrindo a porta com receio, pra depois me olhar com intensidade. Ela decidiu entrar e colou um pé depois do outro, então fechou a porta, enquanto analisava o local. Me levantei do leito que eu estava sentada e fiquei em pé a espera dela. Brinquei com meus dedos em um modo de me distrair da ansiedade.

- Então...eu tentei deixar as coisas um pouco mais...românticas, mas eu não tinha muito a minha disposição. - Lauren levantou uma mão e logo a abaixou, dizendo.

- Tá perfeito. 

Ela deu mais alguns passos na minha direção, olhando para a cama e depois para mim. Seus olhos viajaram pelo meu corpo e eu me senti diferente, quase como se estivesse nua em sua frente e acredite, eu não me cansaria desse olhar. 

Lauren parou na minha frente e pegou em uma mecha do meu cabelo, que eu havia desfeito as tranças e os deixados soltos. Ela percorreu seus dedos por ele, capturando uma florzinha, que eu devia ter deixado passar e a pegou entre os dedos. Trouxe ela para perto do nariz e a cheirou, sorrindo em seguida.

- Eu não tive a chance de te elogiar essa noite. - ela pegou na minha mão e me puxou para perto, se apossando do meu quadril com suas mãos firmes. Me olhava de cima a baixo com minúcia e eu diria interesse, talvez fosse mais - mas nada que eu tivesse dito faria jus a sua beleza...eu tenho quase certeza que você não tem ideia do jeito que você me faz sentir. - nossos olhos se encontraram e eu estremeci quando vi os seus querendo mudar de cor. Senti o calor de suas mãos passarem pelo tecido da minha camisola. Aqueles sinais foram como um gatilho para que meu corpo reagisse do mesmo modo - eu não sei oque eu fiz de tão bom para te merecer, mas eu sei que ainda não é o bastante... - ela deu um pequeno aperto na lateral do meu corpo e eu me segurei nela, sentindo uma pequena vertigem quando ela colou nossos corpos.

Ela sabia que eu precisava dela, não duvidava que meus feromônios já estivessem por todo o local, não era a toa que eu sentia a sua dureza contra o meu ventre. Parece que Lauren queria me torturar, pois ela anulou seu contato no meu corpo de um momento para o outro. Me soltou e se afastou rapidamente, seus olhos já estava rubro-negros e seus músculos tensionados.

- Eu não quero te machucar... - Lauren diz com a fala temerosa.

Sabia porque ela tinha medo de me machucar, a maldição ainda lhe assombrava, mas sei que ela tem conseguido controlar da melhor maneira que consegue. Existe também o fato de ela precisar estar quase transformada, para que seus caninos se sobressaíssem. E quanto mais ela se aproxima de sua terceira fase, mais difícil fica de controlar o Sinistro dentro dela.

- Eu confio em você. - disse e ela me olhou ainda em dúvida. 

Então eu tive um ideia e passei por ela, indo até a lamparina. Me agachei perto dela e com um assopro eu conseguir apagar a chama. A luz da fogueira lá fora ainda brilhava, por isso eu peguei uma das cobertas que tínhamos e coloquei sobre a janela, nos deixando em total breu. Usando a minha audição, eu consegui chegar até ela pelas batidas de seu coração. 

Busquei suas mãos e coloquei elas em torno de mim, percorrendo seus braços com as minhas, eu as levei até o seus cabelos, desfazendo o coque neles, deixando suas mechas negras caírem livres pelos seus ombros.

- Eu confio em você quando há luz e quando há trevas, pois eu sei da sua força e que você nunca me machucaria. - envolvi seu pescoço com meus braços e vi ela assentindo com a cabeça.

- Vamos devagar dessa vez, não quero dar chance para acidentes. - ela disse baixinho, parecendo estar preocupada. Eu mordi os lábios tentando esconder o grande sorriso que queria aparecer, não funcionou por muito tempo e um riso escapou da minha boca. Eu olhei para baixo e ela voltou a colar nossos corpos.

- Tudo bem, devagar... - ela respirou fundo e eu fiz o mesmo, ficamos abraçadas por uns segundos, mas logo eu senti a urgência e uni nossos lábios devagar para começarmos logo. A espera estava me agoniando.

Suspiramos ao mesmo tempo e foi a brecha para aprofundarmos o beijo. Ela entre-abriu a boca e a moveu no mesmo ritmo da minha. O silêncio era preenchido por sons molhados, em conjunto com pequenos estalidos, o farfalhar de nossas roupas e os nossos gemidos sôfregos. 

A ideia de ir devagar foi sua, mas eu logo sinto a sua mão deslizar pela parte interna da minha coxa e subir a barra da minha camisola. Eu resmunguei quando ela tocou a minha intimidade com seus dedos e grunhiu quando sentiu lá dentro o quanto eu a estava desejando. Ela quebrou o beijo e negou com a cabeça.

- Não dá... - ela diz com pesar me confundindo e me tendo imóvel, mas me surpreende quando me tira do chão com facilidade. Eu suspiro com o movimento e minha reação é colocar as pernas em volta dela.

Ela anda dois passos e se ajoelha, me colocando no chão, sobre o nosso leito. A tenho pairando em cima de mim, ainda sem colocar seu peso contra o meu corpo. A olho em expectativa e fico paciente esperando ela se decidir qual vai ser seu próximo movimento. Suas mãos afastam os fios rebeldes do meu cabelo, que ficaram no meu rosto.

- Você quer ir até o final? - antes que eu tivesse a chance de ficar irritada, ela se explica - quero dizer, você está no seu período fértil... - eu relaxo em baixo dela, mas não por completo. Agora eu entendia o motivo da sua pergunta e suspiro com a possibilidade dela desistir disso depois de eu contar que eu esqueci de tomar o chá.

- Eu não tomei... - ela fica ali parada me encarando, sua respiração está regulada e eu estou a ponto de ter uma síncope. Ela de repente me beija com carinho e desvia seus lábios para a minha bochecha e alcança o meu ouvido, sussurrando baixinho em seguida.

- Não foi isso que eu perguntei... - ela disse e arrastou seus lábios pelo meu ouvido, me causando arrepios. 

Eu voltei a me remexer em baixo dela e enfim nossos olhos se encontraram. Tomando coragem, eu não sei da onde, eu assenti com a cabeça. Sei que ela entendeu por dois motivos: o primeiro era por ela conseguir enxergar no escuro graças a sua visão de lobo. O segundo, era por eu ouvir seu coração acelerando no minuto em que eu assenti.

Me surpreendendo mais uma vez aquela noite, Lauren me dá um selinho demorado e eu não ouço mais nada vindo dela...por enquanto. Ela relaxa seu corpo contra o meu e aprofunda o beijo, entreabrindo seus lábios e deslisando sua língua para dentro da minha boca, oque me instiga a responder a altura. Eu me agarro em sua roupa e a acomodo entre as minhas pernas, quando ela investe seu quadril contra o meu centro arrastadamente.

Eu pego na barra de sua blusa e tiro ela de seu corpo com urgência. Arranho suas costas e beijo o seu ombro quando perdemos o fôlego. Fecho os olhos sentindo sua respiração quente atingir meu pescoço e ao sentir o rastro molhado que seus beijos deixavam. Ela leva sua mão para a minha coxa direita e agarra a minha carne com seus dedos. 

Sinto uma pequena dor no local e sei que suas garras já estão expostas, oque quer dizer que ela já está na metade de sua transformação. Ela grunhi pra mim, oque desperta o meu lobo interior e a minha própria transformação começa. Sinto uma pequena pressão nos meus caninos e um rosnado sai do fundo da minha garganta.

Seu membro está rijo e ela está a esfregar ele na minha coxa, quase chegando até o meu centro, mas ela volta com ele, me deixando mais frustada. Podia sentir minhas paredes internas se fechando, em busca de preenchimento. Dou um rosnado de comando, algo que agora nos duas temos, mas de algum modo ela reage, se estreitando em cima de mim.

Percebo ela levar sua mão entre nós duas e nossas esferas vermelhas se encontram. Nos inclinamos para um beijo feroz, ao mesmo tempo em que sinto ela me penetrar de uma vez só, chegando até o final e me fazendo curvar contra ela pela sensação. Ela repetiu o movimento e separou mais as minhas pernas, não me deixando escolha se não me segurar nela.

Eu gemia mais a cada investida dela, mas eu pedi por mais, nada seria o suficiente quando se tratava de Lauren. Segurando em meu quadril com uma mão ela conseguiu aumentar a velocidade com que me penetrava e eu já me encontrava entregue, agora choramingando por piedade. Ela buscou meus lábios, me dando um beijo lascivo e rebolando, conseguindo tocar cada ponto dentro de mim.

Não tinha mais humanidade ali, era o mais puro instinto animal nos dominando. O incrível era que o amor não nos deixava e ela queria me mostrar a cada gesto seu. Pegou nas minhas mãos e entrelaçou nossos dedos, pressionando contra o leito para conseguir apoio. Ela se inclinou para trás um pouco e eu tentei manter meus olhos abertos para ver a cena mais linda, que era seus cabelos rebeldes balançando na frente de seu rosto enquanto ela me penetrava.

Seus olhos cintilavam no escuro e sua boca estava aberta por conta da respiração descompassada, evidenciando os seus caninos. Só a visão deles já fez eu sentir um espasmo gostoso no começo do meu ventre e eu soltei nossas mãos para puxar ela para baixo, colando o máximo possível nossos corpos. 

Ela resmungou no meu ouvido e eu fechei os olhos abraçando ela apertado. Ouvi ela chamar meu nome e meu peito se encheu de êxtase com isso. Oque foi o necessário para eu começar a sentir o prazer me dominar. Rebolei em baixo dela tentando alcançar nosso ápice e ela se tencionou, soltando um rosnado grave. Suas investidas se tornaram mais lentas, mas não pararam até eu ficar mole em baixo dela e sentir as lágrimas surgindo dos meus olhos. Não agiria diferente ao sentir o knot se formando dentro de mim.

Eu mal conseguia respirar, meu corpo estava adormecido e apenas retribui quando Lauren buscou meus lábios no escuro e trocou um beijo apaixonado comigo. Eu senti o gosto salgado no nosso beijo e eu tive a certeza que ela não estava diferente de mim. Quando nos afastamos eu pude ver que a sua áurea predominantemente negra, estava sofrendo rachaduras e raios prateados saíam dela. Fiquei hipnotizada assistindo aquilo, mas Lauren decidiu esconder seu rosto do meu pescoço e senti algo que fez um bola quente explodir no meu peito.

Ela beijou meu pescoço e disse que me amava, isso antes de eu sentir suas presas na minha pele e a pressão que elas causaram antes de eu sentir uma dor no local. Eu fechei os olhos com força e logo um prazer enorme tomou o lugar daquela dor. Eu gemi enquanto Lauren afundava mais seus dentes em minha carne. Aquela sensação foi algo que eu nunca experimentei.

Lauren então passou a língua pelo local para estancar o sangue que saía e depois deixou mais um beijo ali. Eu virei meu rosto e trouxe o dela para um beijo ardente, sentir o gosto de sangue na sua boca, de alguma forma me deixou excitada. 

Eu segui meu extinto, inclinando a cabeça dela para o lado contrário para deixar a sua pele à mostra. Então eu abri minha boca e cravei meus dentes em seu ombro, o primeiro contato de seu sangue com a minha língua foi uma explosão de informação para o meu cérebro. Comecei a receber imagens do começo da vida de Lauren e elas não pararam por ali.


Notas Finais


Oi gente, lembra que eu disse que eu faria um hiatu? Então, eu esqueci de falar que eu precisaria de mais um capítulo para fazer isso e acontece de ser esse aqui. Agora entraremos em um hiatu para eu escrever a Spin-off de Blood Over Water. E ela já tem um nome, não é muito criativo, mas a capa ficou foda, na minha humilde opinião. Vocês vão gostar.
O nome da fic vai ser "B.O.W. - Apocalipse" Altas expectativas pra esse projeto e já tenho o primeiro capítulo pronto. Ele foi escrito com várias referências de um livro maravilhindo chamado "O bestiário de John Gregory, o caça- feitiço"

Outra coisa, eu disse também que a fic seria rescrita, mas avisaria as mudanças que acontecessem. Não sei se vocês perceberam que Camila disse que esqueceu de tomar um chá? Pois é, na introdução da fic eu acrescentei o conceito de um método contraceptivo. Não lembro direito oque eu tinha colocado antes, mas se vocês forem no final da introdução está lá explicando. Basicamente é uma florzinha roxa que tem propriedades contraceptivas e que é consumida através desse chá.
Por enquanto é só isso. Abraço e até a nossa volta. Não se preocupem que eu vou fazer um capítulo aqui mesmo, dando o link para a fic "Apocalipse". Tchauzinho


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