História Blood, Sex and Rock'n'Roll - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carmilla
Personagens Carmilla, Laura
Exibições 126
Palavras 1.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Como presente de dia das crianças .. tem capítulo fresquinho hahaha
É o meu favorito até aqui, espero que gostem também ^^

VampireKisses!!

Capítulo 6 - Valor sentimental? Você diz!


Fanfic / Fanfiction Blood, Sex and Rock'n'Roll - Capítulo 6 - Valor sentimental? Você diz!

              Laura’s P.O.V

Seis palavras, 24 letras, um sentimento:

_Quero que este dia acabe logo!

Já te ocorreu em algum momento na vida, uma vontade de apertar o botão do pause dar uma respirada e dizer:

_Tá legal vida, já entendi. Mas vá com calma! - Esse dia era hoje pra mim. Eu estava fisicamente, mentalmente e emocionalmente acaba. Este era um dia para não se ter saído da cama.

Depois desse dia esquisito e conturbado, finalmente pude ir para meu quarto. As meninas me chamaram pra ficar com elas na cafeteria, mas dei desculpa de que não dormi bem e tava cansada, o que nem era assim uma mentira eu precisava mesmo ficar sozinha com meus pensamentos. Uma certa garota de cabelos negros e olhos tristes não deixava minha mente em paz.

Tomei um banho demorado com a cabeça a mil. Uma das razões de jornalismo ser minha paixão, é o fato de eu ser uma pessoa bastante curiosa eu precisava entender tudo isso e estava decidido, na próxima vez que eu encontrasse com ela eu iria confronta-la.

Liguei o notebook pois precisava atualizar meu blog, tem outro assunto que esta sugando minha curiosidade e que parece só importar a mim. O sumiço estranho da minha antiga colega de quarto, eu havia iniciado uma pesquisa a respeito de fatos do tipo já ter acontecido antes na universidade mas, acabei não tendo tempo pra ler direito. Quem sabe distrai minha cabeça um pouco, .. e foi quando a porta do meu quarto se abriu e que surpresa eu tive. Era ela.

Lá estava novamente aquela expressão no rosto dela, e eu não consigo ler o significado daquela expressão de jeito nenhum. Me levantei na hora da cadeira e observei enquanto ela entrou jogando suas coisas em cima da cama da minha antiga colega e olhava ao redor.

_ Ããh.. Ok, o que você esta fazendo? - Perguntei gesticulando.

_Bom, parece que eu sou a sua nova colega de quarto docinho. – Me respondeu com aquela sua voz rouca ainda olhando ao redor do quarto, dirigindo a palavra a mim pela primeira vez. Percebi algo como um leve sotaque ali, pensei.

_ Espera, o que? Mas como assim, eu já tenho colega de quarto e..

_ Eu fui designada pra este quarto kitty, se não gostou vai chorar no colinho do papai! – Disse se jogando na cama da minha ex colega com os coturnos ainda nos pés.

Mas que abusada! Como ela acha que pode ir chegando assim e tomando conta do lugar? Pensa que por ser filha da reitora pode fazer o que quer? .. respirei fundo apertando as têmporas me virando de costas pra ela,.. droga eu to esgotada.

Ok, como eu disse que iria confrontá-la criar uma briga não é o melhor caminho pra chegar até ela. Tenho que tentar uma abordagem diferente. Que tal um: - “Ei, você é a garota que tem aparecido pra mim varias vezes em sonhos durante o decorrer da minha vida.. legal te conhecer” – Ela com certeza iria me achar louca, e já parece que nem foi muito com minha cara .. até eu me acharia doida porque se for parar pra pensar um pouco a respeito .. é exatamente isso ... Uma loucura mesmo!!

_Tá legal, acho que começamos com o pé esquerdo. Porque não nos acalmamos e resolvemos isso que tal nos apresentarmos, deixa eu te dar as boas vindas. Você é a Carmilla né? Bom, eu me chamo Laura estudo jornalismo e.. – Ao me ouvir dizer isso ela se levantou, e veio se aproximando de mim me observando. (Céus, porque ela tem que ser assim tão linda?).

_Bom – continuei. ..eu realmente não entendo sua atitude comigo, eu te fiz algo? eu conheço você? Ou deveria conhecer sei la?

_ Essa é uma boa pergunta? – Ela disse, olhando profundamente nos meus olhos, tão perto que eu sentia o calor de sua respiração. Essa aproximação me deixou bastante tensa e com certeza eu estava corada. De repente ela levou a mão até o meu colar, e o segurando entre os dedos voltou a me olhar nos olhos e perguntou?

_ Mas isso depende, você acredita em destino ou reencarnação? – Disse me dando um sorrisinho de lado. (sorrisinho lindooo, aliás).

Mas o que? Não to entendendo nada. Onde ela quer chegar com isso? Abri a boca pra responder alguma coisa, mas ela me interrompeu dizendo:

_ Desculpe-me, mas como conseguiu esse colar?

Ela fala de uma forma tão cordial, para uma adolescente. Pensei.

_Ah, esse colar? – Respondi o tirando das mãos dela e andando pro lado. - Bom, ele é herança de família na verdade. Relíquia, passada de geração pra geração.. foi de minha tata-rá-tataravó sei la. Enfim, ele foi da minha mãe, é uma das poucas coisas que tenho dela.. tem valor sentimental.

_ Valor sentimental? Você diz! – Ela disse olhando para o chão, fechando o punho e tencionando a mandíbula numa expressão séria fechando os olhos por um instante.

_ Okey, Lau-ra! – Falou me oferecendo um olhar intenso dando ênfase na pronuncia do meu nome com aquela voz rouca. - Eu tenho um lugar pra ir agora, nos falamos mais depois.

E foi saindo batendo a porta.

Soltei o ar dos meus pulmões.. só aí percebi que estava segurando a respiração. Céus, a proximidade repentina dela assim me intimidou. Não entendo porque essa garota fazia eu me sentir assim.

                                                                                           ...

                 Carmilla’s P.O.V

Um minuto a mais, que eu ficasse naquele quarto com ela iria ficar louca. Meu Deus como ela estava linda usando as roupas desta época. Ainda usava os mesmos cabelos longos, mas em um corte mais moderno. Eu me lembrava bem da maldição que Dean havia jogado fazendo meu antigo amor reencarnar e estar destinada a viver sem mim, enquanto eu vivia presa sabendo que ela tava por aqui em algum lugar, sem eu poder ter ela. Pensar nela era o que me ajudava a ficar sã. Quantas vezes imaginava ela vivendo uma vida onde eu não estaria junto, será que ela se lembraria de mim? Será que ela estava feliz com outra pessoa? Pensei tanto que cheguei à conclusão de que Laurina estava melhor sem mim, assim que cheguei a sua vida ela foi destruída. Ela estava melhor sem mim antes e esta agora. Eu imaginei se em algum momento eu iria voltar a vê-la, mas por essa eu não esperava. Esse é o vigésimo ano, .. o ano em que Dean faz seu ritual, motivo no qual estou de volta fingindo tentar recuperar sua confiança para tentar de vez me vingar. Dar de cara com a reencarnação do meu antigo amor não estava nos meus planos, ter ela na mesma universidade, no mesmo quarto, eu não tava sabendo como lidar com tudo aquilo. Eu tava desnorteada.

_ Porcaria! – Ela de fato ainda mexe muito comigo, a quem eu quero enganar.  

Saí do quarto sem rumo aparente, precisava espairecer. Eu tava com uma raiva descomunal.

_ Isso não pode estar acontecendo! – Eu dizia enquanto andava sozinha pelo campus. Ser distraída por ela é algo que não poderia acontecer. Me pergunto se o fato de Laura estar na Universidade seria proposital, se tem dedo da minha mãe envolvido nisso ou apenas destino pregando uma peça. Eu queria confrontar Dean, mas se não for algo tramado por ela e eu ir confrontá-la, vai colocar um alvo enorme na garota, e eu seria a culpada novamente. Pelo visto a Laura não tem lembranças de suas vidas passadas, era só uma universitária normal, o que pode ser um ponto positivo nesse caso. Me peguei sentindo um pouco de alivio ao constatar isso porque se for ver .. ela não sofreu, .. o fato de não lembrar de mim, de nós .. nem   sentir por minha ausência.

_ Drooooga! – Rosnei nervosa enquanto dava um murro em uma arvore, jogando um pedaço da madeira longe. O melhor pra garota é estar longe de mim, portanto vou continuar tentando afastá-la, porem vou ter que a manter sob meus olhos caso minha mãe tente fazer algo. Ou seja, ela seria uma distração de um jeito ou de outro.

Estava ouvindo barulho de musicas e conversa e fui seguindo até o que parecia ser uma festa de alguma fraternidade. Lógico que eu iria entrar de penetra, eu precisava beber.

Fiquei naquela festa até o que seria um horário que achei razoável pra voltar pro quarto e ela já estar dormindo. Serviu pra eu ganhar uma graninha em cima desses babacas apostando na sinuca. Já estava indo embora quando um imbecil bêbado começou a dar em cima de uma garota a puxando a força. Aaai, sério?! Eu não iria me envolver mas, olhei em volta e os inúteis só olhava rindo como se fosse uma cena divertida a ser aproveitada.

_ Larga ela! – Eu disse olhando pro cara que a segurava pelo braço, enquanto ela pedia pra ele parar.

_ Ou o que? – Disse o imbecil em voz alta olhando para os lados querendo chamar mais atenção. – A gatinha vai chamar a mamãe pra me dar uma advertência? – E varias risadas foram ouvidas. (Idiotas!)

Sem segurar a raiva dei um soco na cara daquele babaca, que o jogou no chão. Percebendo a cara de espanto de alguns e sussurros de outros .. “Olha a gatinha sabe arranhar” ... Saí de lá às pressas antes que eu acabasse matando alguém. Pelo menos minha noite não estava perdida, socar aquele cara foi demasiadamente prazeroso.

Parei diante do prédio onde ficava o quarto dela e olhei pra sua janela. Céus, podia ouvir daqui o som de sua respiração tranquila que ressonava como música. Constatei que entrar pela janela faria menos ruído do que pela porta. Então saltei na escada de incêndio e adentrei o quarto.

Lá estava ela, dormindo como um anjo. Parei ao seu lado a observando. Nesse momento voltei há séculos atrás nas lembranças. Observa-la dormir já foi um dia uma das minhas coisas favoritas de fazer. Não pude segurar o leve sorriso que brotou em meus lábios.

_ Mircalla Karstein, o que esta fazendo? Manter o foco e a manter longe de você. Lembra?! – Disse a mim mesma. Mas ela ali dormindo foi sacanagem usava uma calça xadrez, uma blusa surrada larga, os cabelos soltos e espalhados pelo travesseiro, bochechas rosadas, lábios entre abertos.. seria impossível eu não achar aquela cena fucking sexy e fofa ao mesmo tempo.

Sacodi a cabeça na tentativa de botar a mente em ordem. Peguei o cobertor que estava a seu lado o mais leve possível para não acordar e a cobri. Eu não iria conseguir dormir então me joguei desajeitada deitando no chão.. apoiei as pernas em cima da outra cama, fechei os olhos sentindo o cheiro dela que inebriava o ar do quarto.

(suspirei) – Conviver com ela e tentar a manter afastada vai ser mais difícil do que pensei. E logo o dia iria amanhecer, e eu teria que enfrentar esses perdedores cochichando pelos cantos a respeito de uma certa briga, em uma certa festa. .. Shit! 



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