História Blood Strike - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Exibições 10
Palavras 2.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - A primeira história de terror


Eu podia ser muito novo, talvez até meio ingênuo quando esse fato aconteceu, mas é a uma das minhas memórias e a mais tenebrosa delas, a única história verdadeiramente interessante que eu tenho para contar sobre mim. Eu lembro de estar chorando em um tom baixo, minhas mãos pequenas demais tentando cobrir meu rosto coberto de lágrimas me impediam de ver os olhares compadecidos que os os adultos lançavam em minha direção. Meus cabelos, na época negros como os de meu pai, estavam caídos em minha testa, confusos e embolados assim como minhas emoções no momento. Não sei dizer definir muito bem o que eu sentia. Tristeza, solidão ou até mesmo raiva, qualquer um que olhasse para mim saberia que eu estava mais confuso do que aquela situação toda.

Em minha mente tola de criança, o carro azul metálico completamente amassado contra a marquise em conjunto com todo aquele vidro esmigalhado no asfalto frio eram como as brincadeiras que eu fazia com meus carrinhos de Hotwheels, só que em uma dimensão bem maior. Eu não tinha a mínima consciência do que havia acontecido com minha mãe naquela noite, ou que homens altos a levavam de maca para um carro cheio de sirenes por se tratar de algo mais sério. Enquanto tudo isso acontecia como um filme tenebroso de drama em minha frente, meu pai o qual tinha apenas vinte anos de vida quando isso tudo aconteceu, tentava me consolar de forma precária em seus braços; ainda posso ouvir com clareza suas palavras de conforto, porém eu só queria saber o que estava acontecendo de verdade no meio de todo aquele caos.

— Senhor Kim? — um homem pouco mais baixo que meu pai se pôs na frente dele, e assim que ele assentiu, seu olhar se tornou meio receoso, talvez por conta da notícia pesarosa que trazia consigo — A senhora Kim YooNa infelizmente...faleceu no acidente de carro, ela está sendo levada direto ao Instituto Médico para mais análises da causa mortis dela, já que tudo parece mais complexo agora.

Meu pai, cujo nome é Kim MinKyung, tinha levado um longo tempo para processar a frase dita pelo policial. Se me concentrar bastante, ainda consigo sentir o seu olhar perdido em minha direção, como se me perguntasse o que faria em uma situação dessas. Eu estava tão perdido quanto ele, então apenas abaixei meu olhar e comecei a fitar o asfalto como se este fosse a coisa mais interessante do mundo.

Após alguns minutos olhando fixo para o chão como eu, comigo ainda em seus braços fortes, ele teve coragem de proferir alguma coisa em direção ao policial, mesmo que quase ininteligível — Complexo? Como assim?!

— Foram encontrados vestígios de outro ser humano a atrapalhando enquanto ela dirigia, e também marcas de dentes fundas em seu pescoço e pulso esquerdo.

— De quem? Quem?! — meu pai gritava a plenos pulmões, sem se importar se isso incomodaria quem estava passando por ali. Ele tentava chegar aonde tudo se passou, mas três homens chegaram para impedi-lo de chegar até lá — Me deixem passar, por favor! Eu preciso...

— Me desculpe, senhor Kim, terá que esperar aqui.

Um silêncio desconfortável se fez presente depois da última frase do policial, sendo interrompido apenas por meu choro insistente e pelas sirenes da ambulância que começava a se afastar da avenida principal. E a ambulância levava minha mãe, agora falecida, deitada em uma maca e envolta em um saco plástico preto. Apesar de ter apenas sete anos, eu podia compreender que eu não ia vê-la novamente, não ia mais sentir seus cafunés quando eu estava assustado, não ia mais ter suas falsas brigas quando eu colocava meu dedo para provar um pouco da cobertura do bolo que ela havia acabado de preparar.

A partir desse momento, minha mente se recusa a conseguir lembrar de qualquer coisa que não seja as mínimas gotas de água apostando uma corrida imaginária na janela do carro vermelho cromático de MinKyung, e após alguns minutos dentro do automóvel, finalmente chegamos ao nosso destino. Logo batemos na porta de uma pequena casa de variados tons de vermelho, com flores alaranjadas e janelas medianas com cortinas pretas escondendo a imensidão que era por dentro. Uma mulher de estatura baixa parecia já nos esperar na porta, esta que sempre mantinha um sorriso cintilante agora tinha uma expressão séria que tomava conta de seu rosto magro.

— Oi, Kyunggie... — Tia Karin era um poço de doçura, até mesmo em momentos difíceis como aquele ela conseguia despertar bons sentimentos nas pessoas, entre elas meu pai, que era meio durão contudo era gente boa também — Eu sei, eu sei.

— Eu estou completamente aéreo, Karin... — o mais velho tentava inutilmente cobrir as lágrimas que agora podiam sair com o conforto do abraço da irmã mais nova — Você pode ficar com SeokJin pelo menos por essa noite? Não acho que lá possa ser um bom lugar para ele ficar...

A moça de cabelos azul escuros, hoje completamente pretos, assentiu como uma simples resposta, me puxando para dentro da casa e deixando um beijo na bochecha do irmão para se despedir dele. Ao contrário do maldito estereótipo que a sociedade criou de uma tia, Karin não era a que apertava sua bochecha com força, não perguntava de seus namorados, ou a que te irritava sempre que podia com frases inoportunas. Ela era uma daquelas mulheres loucas que sempre gostavam de inventar brincadeiras mesmo que fora de hora, gostava de inventar receitas novas e ainda mais de ler histórias para mim. Não que eu não soubesse ler, mas ouvir sua voz graciosa falando palavras tão difíceis as quais eu já entendia era mil vezes melhor que simplesmente ler de forma monótona.

— Pode escolher qualquer história hoje, tá bom? — Karin me avisou enquanto acariciava meus fios e seguindo em direção à cozinha, talvez para pegar algo para comer. Ela gostava de manter minha paixão por comida sempre acesa.

Ainda me recordo de sua estante com livros de várias formas, cores e tamanhos, ela disse que quando eu crescesse essa seria minha principal herança por parte dela. Porém um deles sempre chamou minha atenção, sua capa era preta e havia pequenos desenhos dourados espalhados, além disso ele não tinha nome especificando o assunto que continha. Talvez fosse por isso que minha curiosidade e meu receio sempre aumentavam quando eu o via.

— Escolheu um? — Karin vinha carregando uma cesta que ainda estava coberta, logo apontei para o tal livro que ficava mais no mais alto compartimento da estante — Ah...tem certeza?

Mexi minha cabeça de forma insistente, afirmando com um sorriso amarelo estampado em minha face, ao passo que ela pegou-o de lá e sentou no sofá cor de ébano. Parecia fazer uma importante decisão, falava sozinha em um tom baixo e virava as páginas a procura de algo.

— Pode comer um bolinho, o recheio é de leite condensado que meu amigo trouxe do Brasil, falaram que é o melhor. — ela disse em um tom baixo ainda sem olhar para mim, sua face começava a se iluminar quando pareceu encontrar o que procurava — Está bom? É a primeira vez que eu faço...

— Está sim, tia. — eu era a principal cobaia de seus "novos experimentos", e por incrível que pareça, ela sempre acertava o ponto de tudo que fazia. Tia Karin era a própria personificação de "mãos de fada".

Ela sorriu toda empertigada, abaixando a cabeça para o livro e me perguntando com a voz doce. — Posso começar a ler?

Assenti ainda mordendo meu bolinho, pronto e curioso para ouvir o que aquele livro tinha guardado até hoje em sua capa preta e páginas amareladas.

"Era um dia demasiadamente tranquilo, todos que perambulavam pela rua quase deserta andavam sem pressa pois aquela era a hora de entrar em seus respectivos trabalhos. Porém, contrário a todas essas pessoas, um homem corria de forma desesperada em direção ao conhecido hospital da cidade, com um pobre buquê de flores em mão e na outra segurava seu humilde chapéu surrado. Parecia estar nervoso, pois entrou no hospital ainda correndo apressado, nem sequer olhou na cara da recepcionista que havia cumprimentado-o, e foi em direção ao corredor das alas, entrando no quarto 285. Ah, pobre homem. Se tivesse se atrasado ao fazer suas higienes matinais, ou até mesmo perdido o primeiro ônibus do dia, não teria visto a cena que o fez largar o buquê no chão de tanto desgosto.

O quê... sua voz falhou, pois a garganta secou na hora e acabou chamando a atenção do indivíduo que estava em cima de sua namorada Lisa?

Mas em vez de responder algo, a moça permaneceu inerte como se estivesse sem vida, ela parecia mais pálida do que era normalmente. Jeon YoonSu, o nome de seu namorado, se desesperou e logo correu para a maca que a acastanhada se mantinha deitada.

O que você fez com ela? YoonSu perguntou entredentes, tocando em Lisa e vendo que ela estava com uma temperatura gelada de pele Acorda, amor!

O homem o qual já estava no quarto antes de Yoonsu chegar limpou os lábios com a gola da camisa que usava, logo retornando seu olhar para a cena dramática que acontecia bem diante dele.

Eu a ajudei. falou pela primeira vez com sua voz grave, quando o homem pouco menor que si começou a sacudi-lo pelos ombros, o desespero presente em suas feições Não se preocupe, ela acordará daqui a alguns dias.

Não, acorde-a agora, por favor!

Infelizmente não posso. ele foi em direção a porta, parando antes e parecendo se lembrar de algo Oh, ela teve que mudar um pouco para melhorar da doença.

Assim o homem foi embora com um sorriso de escárnio nos lábios bem desenhados, sumindo pelos corredores do hospital de forma rápida assim como chegou, enquanto YoonSu sacudia Lisa enquanto a moça permanecia de olhos fechados, como se estivesse simplesmente dormindo."

Nessa parte eu me recordo perfeitamente de começar a tremer de medo, minhas mãos suavam e minha mente, sem minha permissão, começou a criar várias hipóteses sobre o que havia acontecido com tal de Lisa.

— Quer que eu pare? — Karin me perguntou de forma suave, ela parecia estar preocupada se a história era pesada demais para mim — Posso ler outra história, se quiser.

— Continue a ler, noona, eu quero muito saber o que aconteceu com a Lisa! — fiquei tão absorto na história que momentaneamente havia me esquecido o que tinha acontecido mais cedo.

— Seu desejo é uma ordem, então.

"Alguns poucos dias depois, a moça de cabelos castanhos acordou de repente e Yoonsu pulou do sofá desgastado tão rápido que assustou a namorada, a qual parecia muito desconfiada de onde se encontrava, seus olhos grandes analisavam cada mínimo detalhe do quarto bege de hospital.

Meu amor! ele foi abraçá-la, afinal estava com muita saudade, mas esse sentimento pareceu não ser retribuído Você está bem? Seus olhos...

Lisa interrompeu a fala do namorado com uma tosse insistente, puxando o pescoço e se curvando para a frente, como se sentisse uma dor absurda. Sem ver, ela começou a andar para trás, se afastando de YoonSu e caindo da janela. Pelo menos foi assim que o homem viu o que acontecia com sua namorada, mas o que aconteceu de fato foi totalmente diferente. Assim que conseguiu se dependurar na janela, ela a puxou fortemente, rachando de forma preocupante o local que havia sido puxado e quase quebrando a parede inteira de forma acidental. YoonSu mal podia acreditar em seus próprios olhos, porquê a namorada nunca fora forte ao ponto de se segurar tão forte em algum lugar. Lisa havia ganhado uma força descomunal, assim como seus olhos haviam mudado de castanhos para um tom mais vermelho escuro. YoonSu negava com a cabeça, o olhar assustado em cima de Lisa, que parecia tão diferente da mulher que ele havia se apaixonado. E foi assim que ele decidiu seguir para fora do hospital, correndo o mais rápido que podia dali. Porém a moça com certeza corria mais rápido que si, seus pés mal pareciam tocar o chão de cerâmica em que pisava, e ela logo o alcançou, ambos já estavam fora do hospital. E foi prensado em um beco sujo que Jeon YoonSu viu no fundo dos olhos da namorada que eles tinham perdido todo aquele brilho pelo qual ele havia se apaixonado. Ela parecia sem vida, sem alma. Ao contrário dele, Lisa não parecia se importar com nenhum sentimento, e em uma fração de segundos, cravou os caninos agora tão pontudos no ombro do rapaz, que gritava de uma dor nunca antes sentida. Antes de cair por terra, quase sem nenhuma força para lutar pela sua vida, ele lembrou de algo que já havia lido sobre o que agora era sua namorada.

'Vampira' foi a última palavra que veio em sua cabeça quando caiu morto, sem nenhuma gota de sangue."

Quando a leitura acabou, eu fechei meus olhos rápido, tentando interromper meu ciclo de pensamento que começava a queimar meus miolos de tanto imaginar cada cena narrada pela voz suave dela. Tia Karin havia percebido que eu tinha ficado meio estático com aquela história toda, ela me puxou para seu colo e deixou um beijo na minha testa, começando a me ninar como um bebê — que eu realmente ainda era.

— Ei, calma... — ela sussurrou em meu ouvido, tentando me acalmar — Nada disso é real, hm? Tudo isso são lendas criadas pelos antigos...

— T-Tudo bem.

Logo depois, antes de me entregar para os braços de Morfeu, senti ela me carregando até o quarto de hóspedes em seus braços magros e me deitar em uma superfície macia que reconheci ser a velha cama a qual eu passava todas as minhas férias de verão.

— Tia?

— Pode dizer. — Karin verificava se as cobertas que tinham no quarto eram o bastante para cobrir o garoto, e logo sentou ao seu lado.

— Ela se foi, não é? — perguntei mexendo meus dedos de nervoso, mesmo sabendo que sua resposta seria positiva, não custava nada ser positivo desse jeito. Minha mente ingênua de criança ainda era esperançosa naquele ponto.

— Sabe, Jinnie... — começou a falar, e eu sabia que ela começaria a filosofar como sempre fazia quando eu perguntava algo simples como aquilo — Eu prefiro acreditar que aqueles que se foram sempre ficarão em nossas boas memórias, e o mais importante, em nosso coração.

— Também gosto dessa ideia, noona. — sorri ao que ela retribuiu, claramente me confortando e ainda acariciando meus cabelos. Eu gostava de receber carinho, talvez essa foi uma das únicas coisas que não mudou em mim — Pode dormir comigo, só hoje?

Como eu previra, ela confirmou pois nunca conseguira responder não para a minha carinha de cachorro caído do caminhão de mudança. E quando ela desligou as luzes, eu finalmente pude ver as milhares de estrelas que se espalhavam pelo quarto, a minha parte preferida de ir para a casa dela. Podia não ser as estrelas de verdade, milhões de anos luz longe de mim, mas minha tia Karin era tão criativa que logo conseguiu uma tinta fluorescente que brilhava no escuro. E de uma certa forma, elas me traziam paz, pois me lembravam do brilho dos olhos de minha mãe. Mas naquele dia, eu não consegui dormir, e não foi nem pelo fato real que acontecera com a minha mãe.

Naquele dia, se iniciara uma das piores fases da minha vida: a dos pesadelos com lendas de terror.

E principalmente, sobre vampiros.


Notas Finais


E A E

outra fic pq vcs tao com saudade que eu sei, o problema eh a atualização mesmo rs

quando eu conseguir prometer alguma coisa e cumprir vai até nevar no deserto :v

até a próxima att mores ♡

(comentários são bem vindos •w•)


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