História Blood, Sweat and Tears - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Drama, Romance, Taekook, Vkook, Yaoi
Exibições 201
Palavras 3.557
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fluffy, Lemon, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Jesus amado, pensei que não conseguiria postar hoje, mas cá estou eu.
Primeiramente, queria desejar um feliz aniversário para melhor prima do mundo, @Blue_Black_ - que é o principal propósito dessa fanfic -; que você seja muito feliz e que venham vários coreanos para nós.
Em segundo lugar, queria agradecer às minhas amigas que me apoiaram dando suas opiniões, pois como nunca tinha escrito um yaoi não fazia ideia se estava bom; vocês me ajudaram muito.
E o agradecimento master vai para maravilhosa @SraBlu que fez esta linda capa que iluminou a fanfic; você é um anjo moça.
Deem muito amor a esta fanfic, porque a fiz com muito carinho.
Desejo uma boa leitura a todos!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Blood, Sweat and Tears

Capítulo Único

 

 O mundo é uma grande incógnita.

 Quem garante que estamos realmente vivos e não em um sonho ou universo paralelo, onde somos todos manipulados e podemos desaparecer a qualquer momento? Afinal, todos nós morreremos um dia e possivelmente seremos objeto de estudo das próximas gerações. Além do fato de sermos inseridos em um sistema capitalista, onde devemos seguir padrões e regras para que a sociedade permaneça civilizada.

- Senhor Jungkook.

 Ah... é mesmo. Existe a famosa frase de Descartes, um filósofo racionalista da Idade Moderna: “Penso logo existo”. Eu realmente concordo com ele, ao observar o mundo e como ele age, cheguei à conclusão de que realmente estou vivo e das condições em que me encontro... e isso me irrita muito; preferia estar morto do que ter que conviver com as pessoas deste mundo.

- Senhor Jungkook!

 Eu, Jeon Jungkook, estudo no período matutino e tenho um emprego em uma cafeteria na parte da tarde. De acordo com as pessoas à minha volta, eu estou totalmente dentro dos padrões por ser bonito, inteligente e trabalhador, mas isto não é verdade. Eu não moro com minha família por problemas de convivência, além de outro fator muito julgado... confesso que tenho uma parte de culpa por isso, mas o principal culpado por esta imperfeição é Kim Taehyung.

 Taehyung, Taehyung... mal você sabe o efeito que tem sobre mim.

- Eu estou falando com você!

 Eu era um garoto normal, mas ao conhecer Taehyung, meu mundo virou de cabeça para baixo... e isso porque ainda nem mesmo trocamos uma palavra, e eu achava assim melhor. Até porque se apaixonar por outra pessoa do mesmo sexo é completamente errado.

- J U N G K O O K!

 Então o que me restava era observar para saciar meu desejo de tê-lo para mim.

 Aquele cabelo, olhos, lábios... tudo se encaixava perfeitamente.

- Jungkook, se você não me responder agora, vou te dar uma suspensão!

 Saio de meus devaneios e lembro que estava na diretoria conversando com o professor de história. Balanço a cabeça e me recomponho.

 Talvez pensar tanto não fosse tão bom quanto eu imaginava.

- Me desculpe, eu não ouvi o que disse.

- Eu percebi isso! - Bufou. - Se não quiser mais ser o representante de turma é só renunciar seu cargo.

 Engulo em seco e arregalo os olhos, aquele professor era um dos mais ignorantes da escola.

- Não, obrigada. Eu estou tendo uma ótima experiência como representante. - Respondo educadamente com um sorriso cínico.

- Bom mesmo. Agora cole o resultado das provas no mural.

 O sinal ainda não tinha tocado, mas ao sair da diretoria, percebi que o corredor já se encontrava cheio de murmúrios por causa dos alunos. Desvio de algumas pessoas e vou em direção ao mural, logo colando a grande cartolina com os resultados. Com isso, sinto vários olhares sobre mim e um grupinho se formando à minha volta; todos estavam curiosos com as notas.

- Que merda.

 Ouço esta voz ao pé do meu ouvido, me causando um certo arrepio. Me viro rapidamente para poder sair de lá e dar mais espaço para os outros, mas me assusto ao perceber que Taehyung estava logo atrás de mim... aquela foi a primeira vez que escutei sua voz tão de perto.

- Como que você consegue?! - Ele exclama mas não falo nada.

 Apesar da pequena chama de esperança ter se acendido dentro de mim, resolvi apagá-la rapidamente. Mesmo que eu tenha me mudado à pouco tempo, nós nunca conversamos antes, então com certeza ele não está falando comigo; não deve saber nem mesmo o meu nome.

 Por mais que tenha sido difícil, consegui mover minhas pernas para sair dali cabisbaixo, mas senti um braço me segurar.

- É assim que você trata os amigos, Jungkook?

 Sinto meu peito pular e não consigo conter o sorriso que se forma em meu rosto. Provavelmente eu estava vermelho, mas não me importava.

- C-como assim amigos? - Gaguejo e me amaldiçoo por isso.

- Lógico que somos! - Ele dá seu famoso sorriso quadrado e eu quase caio no chão por causa do tiro. - E isso significa... que você vai me ajudar a recuperar a nota em história!

 Acho que nunca desmanchei um sorriso tão rápido. Então ele só estava atrás de mim por causa das minhas notas boas na disciplina... agora eu que digo merda.

- É isso que você quer? - Pergunto tentando segurar o pingo de esperança que restava.

- É lógico, oras. Porque mais eu te chamaria?

 E ele respondeu com um sorriso debochado... ELE ESTAVA RINDO. Se tem uma coisa que eu nunca pensei em ter, foi ódio do sorriso de Taehyung. Como ele tinha coragem de dizer isto para mim?

- Eu tenho muita coisa para fazer, peça para outra pessoa.

Saí de lá sem esperar resposta. Eu ainda estava com raiva, mas a cada passo que dava vinha o arrependimento. Droga! Porque você tinha que dizer aquilo?!


(...)

 Aquele já era o décimo quinto dia que eu havia chegado em Seoul, mas minhas malas ainda bagunçavam todo apartamento. Talvez morar sozinho não seja tão bom quanto pareça, ainda mais em questão de alimentação: todos os dias eu sobrevivia por causa da existência de rámen, se não eu já teria morrido de fome por não saber cozinhar.

 Porém, por mais que seja difícil eu não me arrependia de ter saído de casa, aliás, já tinha passado da hora de tomar essa atitude. Meus pais sempre me prendiam em seu mundo de ignorância e perfeição; e eu já estava cansado disso.

 Abri o armário à procura de mais um pacote de rámen, mas eu não estava com força física ou muito menos psicológica para comer. Eu sei que não devia estar com tanta raiva, Taehyung é hétero e eu sabia muito bem disso antes mesmo de começar a observá-lo. Mas é que ser rejeitado - mesmo com a pessoa não sabendo de seus sentimentos - dói muito.

 Por mais que eu já esteja no meu limite, a dor insistia em ficar e poderia dizer que somos companheiros agora. Até porque acostumar com a dor é necessário, já que eu não sou capaz de mudar meus sentimentos para ser uma pessoa "normal".

 Ouço meu telefone tocar e agradeço a mim mesmo por não ter chorado, pelo menos não seria tão constrangedor. Fitei a tela e vi que se tratava de Jimin, meu mais novo amigo do ensino médio.

- Alô?

- Fala Jeon, tem alguma coisa para hoje?

- Depende do propósito de sua pergunta.

- Para de ser chato, - Disse rindo. - meus amigos vão assistir um filme aqui em casa, quer vir?

 Já estava preparado para mentir, até porque eu não gosto nem um pouco de filmes - muito menos os de Jimin, que sempre tinham sangue e guerra -, mas algo me dizia para dar uma chance para esta oportunidade, e assim o fiz, pois queria me livrar desses pensamentos sobre Taehyung.

- Vou sim, é só me dizer o horário.


(...)

 Já se passavam das oito horas, mas eu estava pronto para ir para casa de Jimin assistir ao tal filme. Como eu esperava, não estava nem um pouco animado para ir, ainda mais depois de ver no noticiário que iria chover nos próximos minutos, mas ao ver a décima mensagem de Jimin me perguntando onde caralhas eu estava, decidi ir de uma vez... até porque uma chuvinha não iria me matar mesmo.


(...)

- Demorou hein, cara! - Falou Jimin dando espaço para que eu entrasse em sua casa. - Já estava pensando que tinha derretido nessa chuva.

 Todos riram e eu só dei um sorriso fraco em resposta.

 Adentrei a casa e percebi que os amigos dele já tinham chegado. Cumprimentei Seokjin, Namjoon, Hoseok e Yoongi, pensei que seríamos só nós seis a assistir o filme, mas sinto meu peito gelar ao ter a visão do céu e do inferno ao mesmo tempo. Havia uma certa pessoa sentada no canto da sala me observando, e essa pessoa se chamava Kim Taehyung. Desde quando os dois eram amigos? Eu sei que só tenho duas semanas morando aqui, mas foi o suficiente para saber que Jimin e Taehyung não eram próximos.

 Me sentei no sofá bem longe dele, logo puxando Jimin para meu lado.

- Por que ele está aqui? - Cochichei apontando para o ser diferente da sala.

- Taehyung? Ah, ele é amigo do Hoseok.

- Pensei que vocês não se gostassem.

 Jimin me olhou de soslaio dando de ombros.

- Não tenho nada contra ele.

 Era só o que me faltava mesmo, eu saio de uma desgraça e caio em outra. Jimin se levantou e foi para cozinha com Seokjin para buscar as guloseimas que comeríamos durante o filme. Ah, comida. Só de lembrar que fiquei o dia todo sem comer nada, já fazia meu estômago embrulhar.

- Você não está com uma cara muito boa.

 Meu plano era ficar o filme todo ignorando essa pessoa, mas pelo jeito o destino gosta de me ver me fodendo.

- O que você está fazendo aqui? - Indago sério para Taehyung.

- Nada demais. - Disse ocupando o lugar que antes era do Jimin. - Só estou aqui para ver um filme com meus amigos.

 E ele fez cara de deboche de novo... como eu pude ser tão burro mais cedo e não perceber que ele estava mentindo? Eu conhecia Tae como a palma da minha mão e sabia que quando ele queria escapar de alguma pergunta constrangedora, sempre fazia cara de deboche e mentia; era sempre essa expressão que usava quando falava com as meninas de nossa turma. Acho que meu emocional prejudicou minhas habilidades de detectar os sentimentos de Taehyung, mas isso já não importava mais, até porque foi importante a descoberta de sua mentira; agora só faltava descobrir o porquê dela.

- Não foi isso que eu perguntei. - Falei sorrindo por ter o controle do jogo. - O que você está fazendo conversando comigo?

 Eu já espera por mais uma mentira, mas ao ver ele abaixar a cabeça, percebi que eu não era capaz de prever suas ações.

- Eu queria pedir desculpas pelo que aconteceu mais cedo na escola.

 Hã? Ele estava ali para se desculpar?

- C-como assim? - Gaguejei pelo nervosismo.

- Pelo que eu disse, oras! Sei que fui muito grosso ao dizer que eu só estava conversando com você por causa de suas notas.

 Arqueio as sobrancelhas e digo desconfiado:

- Mas não foi só para isso que estava conversando comigo?

- Lógico que não! - Diz eufórico e eu o fuzilo com os olhos. - Ok, eu confesso que a parte das notas é verdade.

 Deixo um suspiro sair por causa da frustração.

- Mas é que se eu não tirar notas boas na recuperação, posso repetir de ano!

- Você ficou de recuperação? - Indago confuso, por mais que Taehyung não fizesse parte dos inteligentes, ele sempre se esforçava. E eu o admirava muito por causa disso.

- Acho que não preciso responder.

 E lá vai ele mudando de humor de novo. Revirei os olhos na tentativa de demonstrar uma certa "surpresa" nessa mudança, até porquê eu o conhecia o suficiente para saber que ele estava fazendo uma chantagem.

 Que horror, pensando agora eu acho que sou mesmo um terrível stalker.

- Tudo bem. - Respondo e vejo um sorriso se formar no canto de seus lábios. - Quando- 

- Calem a boca que o filme vai começar! - Gritou Namjoon, me impedindo de terminar minha frase.

 Os meninos desligaram as luzes e pararam de falar, deixando só o som da chuva preencher o local. Decidi ficar quieto, então Yoongi deu play e logo o filme começou com uma introdução macabra, Jimin adorava o gênero de terror. Dei de ombros e comecei a comer, sem nem mesmo me importar com o filme ou com a pessoa ao meu lado que me encarava sem parar.

 O filme não tinha chegado nem mesmo na metade e eu já não aguentava Taehyung me encarando. Tentei chegar para o lado, mas ele veio e colou em mim de novo, ficando mais perto do que antes. Já estava difícil até para respirar - por causa de seu perfume maravilhoso que impregnou em minhas narinas - ou para fazer qualquer outra coisa que não fosse encará-lo de volta. Provavelmente eu estava vermelho, mas queria mostrar a minha "insatisfação" daquele momento, porém para minha surpresa ele sorriu. O mesmo sorriso que me matou horas atrás estava no rosto dele de novo, mas desta vez eu sabia que aquele sorriso era genuíno, só não imaginava o porquê dele ser direcionado para mim.

“Por favor, me mate suavemente
Cubra os meus olhos com suas mãos”

 Aquilo me levou de volta ao primeiro dia de aula, quando eu o vi. Ele estava sorridente com os outros e eu me senti diferente com aquilo. Mal eu sabia que aquele seria o prólogo de minha desgraça.

 Ele continuava com a mesma expressão, me deixando hipnotizado. Sua mão subiu e foi de encontro com a minha. Sentir sua mão gélida me causou calafrios, mas eu não me importava, estava tão vidrado em seu olhar que nem mesmo o senti entrelaçar nossos dedos e se aproximar. Aquilo era algo que eu nunca imaginei em fazer, mas segui seu ritmo e selei nossos lábios com precisão. Eu necessitava daquilo como se fosse a última coisa que eu faria em vida. Logo Taehyung pediu passagem com a língua e eu cedi, já estava embriagado com seu gosto.

”Beije-me nos lábios
Um segredo entre nós dois”

 Esqueci de tudo à minha volta, parecia que só existia nós dois. Esqueci também da briga que tive com meus pais, do preconceito que se fazia presente em todo lugar que eu ia, até mesmo de minha religião que proibia o que eu estava fazendo; tomara que Deus feche os olhos por pelo menos alguns segundos.

“Eu não posso servir a ninguém que não seja você
Eu conscientemente devorei o Santo Graal preenchido com o seu veneno”

 Tae apertou sua mão contra a minha e colocou a outra em meu rosto, logo a descendo para meu pescoço e tórax. Meu coração batia mais rápido do que o normal, parecia que iria explodir a qualquer momento, mas antes que pudéssemos fazer qualquer coisa, ouvi um grito de Hoseok.

- JESUS!

Me separei rapidamente ao lembrar que não estávamos sozinhos. Tae me olhava confuso e eu provavelmente estava fazendo cosplay de pimentão, mas para minha sorte, Hoseok não tinha gritado por causa do beijo e sim porque um demônio apareceu no televisor.

 Coloquei a mão no peito aliviado, estava suando frio de tanto medo, tanto que não tinha coragem para encarar Tae novamente, então decidi tomar uma atitude.

- Jimin! - Sussurrei para meu amigo e ele me olhou sorrindo. - Estou indo para casa.

- Mas já? - Disse surpreso. - Não está nem na metade do filme!

- Eu não estou me sentindo bem, acho melhor sair daqui antes que eu suje seus móveis.

 Ele me olhou com nojo e eu sorri nervoso.

- Quando chegar em casa me manda uma mensagem.

 Peguei mais uns doces para me acalmar e me despedi dele, ignorando totalmente o braço de Tae que me puxava de volta ao sofá. Me soltei e saí da casa sem nem mesmo olhar para trás.

 O que eu tinha na cabeça para beijá-lo? Ainda mais sabendo que ele é hétero! ... Hã? Mas se ele me correspondeu... Argh! Mesmo o conhecendo tão bem, não sabia dizer o porquê de ele ter agido daquela forma. Ele estava brincando comigo? Não, ele não seria capaz.

 É aquela frase de Sócrates... Só sei que nada sei.

 

(...)

 Cheguei em casa correndo por causa da chuva forte. Eu estava ensopado, mas o pior era lembrar que seria eu quem limparia a casa depois. Tirei meus sapatos e já estava pronto para tomar um banho quente, quando ouço minha campainha tocar. Arregalo os olhos, mas decido abrir a porta; talvez seja algum engano.

- Pois não? - Digo calmo, mas meu coração se acelera com a cena à minha frente.

 Acho que nunca me encontrei com uma pessoa tantas vezes no mesmo dia, mas eu não me importaria de vê-lo assim mais vezes. Taehyung estava encharcado, assim como eu, mas enquanto em mim isso só me deixava parecendo um animal, nele ficava extremamente sexy. Suas roupas estavam coladas ao corpo, deixando “à mostra” seu peitoral definido, me dando cada vez mais vontade de tocá-lo.

- Não vai me convidar para entrar?

 Eu já não tinha mais controle dos meus atos, então simplesmente dei passagem e ele entrou em minha casa, a molhando ainda mais. Talvez não seja tão ruim molhar um pouco a casa.

- Sua casa é bem bonita.

- O que você está fazendo aqui? - Digo tentando manter o cérebro focado.

- Quer mesmo que eu responda? - Disse dando um sorriso de matar qualquer um, então simplesmente neguei com a cabeça. - Onde é o banheiro?

 Não disse nada, somente apontei para o corredor e lá se foi Taehyung. Fiquei uns cinco minutos parado naquela posição, tentando assimilar tudo que estava acontecendo.

 Pisquei várias vezes e percebi que ele ainda não estava tomando banho, provavelmente estava se dando um tempo... não, ele estava me dando um tempo para pensar. Dei passos curtos até chegar ao meu quarto e lá estava ele observando a chuva cair pela minha janela.

“Eu não posso negar, de qualquer jeito
Eu não posso fugir de qualquer modo
Você é muito doce, muito doce”

- Eu posso te emprestar algumas roupas minhas. - Falei e Tae se virou para mim calmamente.

 Ele não me respondeu nada, só se dirigiu ao banheiro e deixou uma brecha aberta. Eu simplesmente não estava acreditando no que via: Taehyung estava tirando a roupa praticamente na minha frente, e isso fez não só meu coração pulsar rápido, mas também aquela outra coisa debaixo da minha calça.

 Eu queria desviar o olhar, mas era simplesmente impossível não ceder àquele abdômen trincado.

"Mas suas asas são do diabo
Sua doçura está na frente da amargura"

 Nunca imaginei que quando visse alguém nu fosse em uma situação dessas. E aí que chegou na parte principal; ele estava somente de cueca. Meu Deus, como era possível alguém ser tão perfeito? Parece que cada parte dele foi feita minuciosamente e eu havia nascido somente para apreciar sua beleza.

 Eu estava pecando, infringindo uma das maiores leis de Deus, mas o pior era que eu estava gostando, e não me importaria se fosse arrastado pelo diabo naquele momento.

 Eu mal conseguia respirar direito do tanto que eu estava ansioso, mas Tae abriu a porta completamente e foi em minha direção. Eu não tinha a mínima ideia do que fazer, então deixei que ele se aproximasse e me tomasse em um beijo selvagem.

“Baby, mesmo que eu esteja bêbado, está tudo bem
Agora que bebo você profundamente em minha garganta
O uísque chamado você”

 Senti suas mãos me envolver por completo e subi as minhas para seu pescoço; aquele beijo estava sendo melhor do que o primeiro, talvez porque dessa vez estávamos realmente sozinhos.

“Beije-me, mesmo que machuque
Venha aqui, amarre-me
Até que isso não possa mais ferir”


 O clima estava cada vez mais quente, mesmo que do lado de fora estivesse abaixo de 10°C. Passei minhas pernas em seu quadril e deixei que ele me conduzisse para o banheiro sem relutar.

“Mesmo que machuque, amarre-me
Desse jeito não poderei fugir”


 Nós mal havíamos nos separado e Tae me beijou novamente me sentando na pia do banheiro, tirando minha camiseta molhada e colando nossos corpos novamente. Houve um choque de temperatura ao tocar meu abdômen ao dele, mas continuamos a aproveitar a situação.

“Amarre-me com força e me balance
Assim não poderei recobrar os meus sentidos”

 Nos beijamos como se o mundo fosse acabar a qualquer hora, mas aquele era só o começo. Mesmo que em seu gosto houvesse veneno, eu queria provar mais. Tirei minha calça e ficamos em par de igualdade.


“Estou viciado na pessoa chamada você”

 Eu sabia que não iria parar somente em um beijo, mas queria ir além, mesmo sabendo que ele levaria tudo de mim. Eu estava extremamente excitado e ao ver o volume na cueca de Tae, percebi que com ele não era diferente.

 Tae me carregou até o box e ligou o chuveiro, deixando a água quente cair sobre nós.

 Nos separamos do beijo ofegantes, mas sem tirar o olhar do outro em nenhum minuto. Tae me coloca no chão e tira sua única peça de roupa restante, logo tirando a minha também e me dando mais um beijo em meio aos gemidos.

“Até meu sangue, suor e lágrimas
Meu corpo, coração e espírito
Você sabe que já são seus
Isso é um pedido para me punir”

 Com Taehyung eu sentia algo que nunca senti antes, como que se com ele ao meu lado, eu tivesse certeza que estava vivo.

 Nos separamos de novo e ele se aproxima falando com sua voz rouca ao pé do meu ouvido:

- Vou adorar nossas aulas de história.

 É... Talvez o inferno não seja tão ruim quanto pareça.


Notas Finais


Desculpa por terminar nessa parte, é que eu não sei escrever hot xD
Mas a senhorita @Blue_Black_ deve me agradecer e me amar pelo menos até o resto de sua vida, porque olha... eu sofri muito para escrever esta fanfic!
Obrigada por ler até aqui ^-^
Beijos~


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